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Hoteleiros reunidos na BTL para debater os desafios do setor

Os desafios do gestor hoteleiro na atualidade estiveram em debate no terceiro dia da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), numa sessão promovida pela Universidade Europeia e moderada por Sofia Almeida, coordenadora da área de Turismo e Hospitalidade desta instituição.

Carla Nunes

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Hoteleiros reunidos na BTL para debater os desafios do setor

Os desafios do gestor hoteleiro na atualidade estiveram em debate no terceiro dia da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), numa sessão promovida pela Universidade Europeia e moderada por Sofia Almeida, coordenadora da área de Turismo e Hospitalidade desta instituição.

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Para debater o tema, a mesa redonda contou com a presença de Bernardo D´Eça Leal, Founder & Managing Partner no Independente Hotels & Hostels; Cristina Cavaco, Manager do Mamma Shelter Lisboa; Francisco Moser, CEO do Details Hotels and Resorts; Isabel Ferraz, diretora-geral do Hotel Dom Pedro Lisboa e Gabriela Silva Marques, professora na Universidade Europeia.

Num primeiro momento, e quando questionada sobre o que mudou na hotelaria, Isabel Ferraz afirma que “mudou tudo: a forma como nos relacionamos com os clientes, como os empregados se comprometem com o setor, a arte de servir”. Se quando começou a sua carreira a profissional “tinha o sonho de servir clientes”, esta sente que neste momento se encontra “numa encruzilhada”, em que dispõe “de imensas ferramentas digitais e tecnológicas” que retiram tempo em que podia estar a interagir com os hóspedes.

“O cliente é o nosso foco, mas não estamos tanto com o cliente. Dou por mim nos meus dias muito mais ligada a computadores. Quando começámos a trabalhar os diretores estavam com os clientes, faziam duty management à noite todos os dias e isso perdeu-se completamente. Pelo menos é isso que eu noto. Acho que podemos estar a perder o contacto com o cliente”, receia a diretora-geral do Hotel Dom Pedro Lisboa.

Isabel Ferraz, Diretora Geral Hotel Dom Pedro Lisboa. Créditos: Frame It

Sobre este assunto, Francisco Moser refere que “hoje em dia a estrutura accionista das empresas hoteleiras está a mudar radicalmente”, impulsionada pelo facto de “o turismo em Portugal estar a atrair investidores internacionais”. Por essa razão, os hoteleiros são “não só pressionados pela estrutura local, como pela accionista para apresentar resultados”.

“Há um desafio enorme de conseguirmos equilibrar essas duas vertentes, mas não acho que seja mau. O facto de haver esse desafio também puxa um bocadinho por nós, para sabermos distribuir o nosso tempo”, refere Francisco Moser.

A General Manager do Mama Shelter Lisboa afirma conseguir esse equilíbrio trabalhando a partir do restaurante da unidade, já que no seu entender, “ao estarmos mais presentes, a equipa vê também que estamos disponíveis”.

“A mim importa-me mais a satisfação do meu colaborador, porque se ele está satisfeito o cliente também está”, defende Cristina Cavaco.

Pegando na questão da necessidade de os hoteleiros fazerem uma melhor gestão do tempo, Franciso Moser refere ainda que um dos desafios destes profissionais passa pela produtividade: “Temos de pagar melhor às pessoas. Os colaboradores têm de ter uma perspetiva de carreira dentro das empresas e não estar agarrados ao mesmo lugar. Até em termos de flexibilidade de funções. Quem está a gerir as empresas tem de ter a capacidade de perceber isso e criar condições para que haja mais produtividade nas empresas”, afirma.

Bernardo D´Eça Leal, Founder & Managing Partner at Independente Hotels & Hostels. Créditos: Frame It

Para Bernardo d’Eça Leal, “a única forma de conseguirmos buscar as melhores pessoas, ainda que pagando melhor, passa por um melhor pricing” – até porque “ se nos vendermos abaixo daquilo que valemos, é impossível pagarmos mais”. O profissional mostra-se ainda de acordo com Francisco Moser quando afirma que “o maior desafio de todos é tornar a operação mais eficiente”. No entanto, argumenta que para tal é preciso “alguma ajuda, também a nível da legislação laboral mais flexível, porque a que temos hoje em dia não permite de todo sermos mais eficientes na organização e nos processos”.

“Back to the basics”

Quando questionado sobre o que pode ser feito para recuperar a interação presencial com os clientes, Francisco Moser recorre “a uma corrente na hotelaria”, o ‘back to basics’: “A génese da hotelaria é o serviço. O conforto, higiene, limpeza e serviços são pilares imutáveis no setor”, defende.

Já Bernardo D´Eça Leal refere que, “muitas vezes começa-se por pensar o hotel com quantos quartos vai ter, quais são as áreas técnicas e esquecemo-nos do que está a montante: ‘Porque é que fazemos isto?’; ‘Qual é a nossa marca?’; ‘Quais os nossos valores?’. Para o profissional “tem de se começar por aí e, depois, começar a desenhar o hotel com base nisso”. É nesse sentido que o Founder & Managing Partner do Independente Hotels & Hostels refere que os hotéis do grupo pretendem “voltar a trazer a cidade para dentro dos hotéis”.

“Havia a ideia de que os hotéis desde sempre eram os centros nevrálgicos da vida social nas cidades. Era aí onde se celebravam os batizados, os casamentos, onde as pessoas se encontravam, e isso tinha-se perdido. Os hotéis passaram a olhar para estes espaços como uma fonte de custo e não de receita. Quisemos voltar à essência de trazer a cidade para dentro dos hotéis”, refere.

É nesse sentido que Isabel Ferraz espera “que estes novos conceitos disruptivos, que estão mais abertos à cidade, criem um bocadinho mais de ligação entre a gestão da hospitalidade e o próprio cliente”.

Francisco Moser, CEO Details Hotels and Resorts. Créditos: Frame It

Francisco Moser acrescenta ainda que “temos de trabalhar num sentido completamente diferente”, apostando num turismo de qualidade.

“Não precisamos de mais turistas, precisamos de melhor turismo. Estamos a trabalhar neste momento para construir um destino turístico com mais qualidade, [mas] ainda não estamos completamente preparados. Acho que estamos a viver um período altamente emocionante. Principalmente para as gerações mais velhas, acho que isto é muito interessante, para nos obrigar a mudar um bocado o paradigma”, defende.

Numa nota final, Cristina Cavaco aconselha os jovens que estão a começar a dar os primeiros passos na área a “encontrarem uma marca com que se identifiquem”, lembrando que antes de chegar à posição de diretor é necessário passar pelos cargos mais operacionais, sem “desistir quando as expetativas não estiverem a ser correspondidas”.

“A nossa área é muito diversificada e só depende de vocês [estudantes] o que querem fazer e como começar. Não estejam à espera de começar como diretores, não vai acontecer. Precisam dessa experiência para perceberem as dores, o que funciona e o que não funciona. A mobilidade existe em muitas empresas, não precisam de ficar confinados a esse tipo de departamentos. Encontrem uma marca com que se identifiquem mas é importante saberem que há trabalho e um percurso a fazer. A hospitalidade é sem dúvida uma área apaixonante”, termina.

Cristina Cavaco, General Manager do Mamma-Shelter. Créditos: Frame It
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Hotelaria

Highgate Portugal investe 51,5M€ em rebrandig e posicionamento dos hotéis que gere

A Highgate, multinacional de gestão hoteleira, investimento, tecnologia e desenvolvimento, que chegou a Portugal em 2022, vai investir 51,5 milhões de euros no rebranding e posicionamento dos hotéis que gere em território nacional.

Carla Nunes

O valor foi apontado por Alexandre Solleiro, CEO da Highgate Portugal, que em conferência de imprensa deu conta dos próximos projetos da empresa e do balanço de 2023.

Desta forma, a multinacional vai proceder ao rebranding de quatro hotéis no Algarve sob marcas internacionais, nomeadamente o NAU São Rafael Atlântico, que será transformado num Kimpton. Também o NAU Salgados Palace, o NAU Salgados Palm Village e o NAU Salgados Dunas Beach serão alvo de um rebranding, no entanto, Alexandre Solleiro não referiu qual será a marca, por ainda não terem assinado o contrato de franchising.

A antecipação é a de que as obras de rebranding do Salgados Palace, do Salgados Palm Village e do Salgados Dunas Beach comecem em novembro de 2024, para que possam abrir com uma nova marca em 2025. Sobre este projeto, Solleiro refere que “o que sinto que iremos fazer nos Salgados é sair do mercado all inclusive no ano que vem, quando fizermos o rebranding”.

Contudo, o CEO da Highgate Portugal garante que a marca NAU “não vai desaparecer, vai sim deixar de estar em alguns hotéis”, não colocando de parte a possibilidade de esta continuar a “existir com novos envolvidos”: “Pode ser uma marca adequada para alguns dos hotéis que vierem a juntar-se ao portefólio”, aponta.

Assim, as únicas unidades hoteleiras que vão continuar com a marca NAU, “por enquanto”, são o Salema Beach Village, o Morgado Golf & Country Club e o São Rafael Suites. No caso deste último hotel, espera-se que abra portas a 1 de março para a nova temporada, após uma remodelação completa das zonas públicas e dos restaurantes. Por terminar fica a zona de spa deste hotel, cuja remodelação só estará finalizada daqui a dois meses.

Rebranding com aposta em novos conceitos de F&B

Em Sesimbra, a Highgate Portugal investiu um milhão de euros no Sesimbra Hotel & Spa, que passará a designar-se Sesimbra Ocean Front Hotel e que sobe na classificação para as cinco estrelas. Este investimento foi aplicado na redecoração de todas as zonas públicas, receção e restaurantes do hotel, bem como dos corredores e quartos.

Já o Palácio do Governador, em Lisboa, vai ser alvo de uma remodelação a partir de 11 de março, cujo design de interiores ficará a cargo de Nini Andrade Silva. A renovação começará pelos quartos e corredores, estendendo-se às zonas públicas, nomeadamente a entrada, lobby e receção. Serão também introduzidos novos pontos de venda no hotel: o terraço será coberto para dar lugar a um novo conceito de bar, estando também em linha um novo conceito de restaurante e a redecoração da zona da piscina.

No caso do Palácio do Governador, Alexandre Solleiro já tinha referido a possibilidade de introduzir uma soft brand, afirmando esta segunda-feira que o que pretendem passa por “encontrar uma marca de distribuição que nos ajude a distribuir o hotel nos mercados mais importantes para a distribuição [da unidade hoteleira]”. Nesse sentido, o CEO da Highgate Portugal aponta os mercados norte-americano e brasileiro, além dos europeus, como aqueles que pretendem vir a atingir nesta unidade.

O rebranding será acompanhado por “toda uma nova visão para os conceitos de Food and Beverage (F&B) em restaurantes, bares e alimentação”, não só nos hotéis acima mencionados, como “nos hotéis que não serão objecto de obras de reposicionamento importantes”, como afirma Alexandre Solleiro. Para isso, a empresa contratou um vice-presidente de F&B de entre os membros da atual equipa, não referindo quem será o profissional a ocupar o cargo, o chef Bruno Rocha e o mixologist André Cavalheiro, sendo esperado o reposicionamento de restaurantes dos hotéis sob a alçada da Highgate Portugal, com alguns a ostentarem marcas internacionais.

Também os spas dos hotéis geridos pela Highgate Portugal serão alvo de uma “reconversão”, com a aplicação do conceito Wellness 360º, sendo que o primeiro projeto aprovado diz respeito ao São Rafael Suites.

“Acreditamos que tanto o F&B como os spas são elementos não só de imagem dos hotéis, [mas também] um grande contribuidor de resultados se forem bem feitos e geridos, atraindo clientes de dentro e de fora dos hotéis”, afirma Alexandre Solleiro.

Hotéis da Highgate Portugal registam subida de 15% em receitas face a 2022

Fazendo o balanço da atividade da Highgate em 2023, Alexandre Solleiro dá conta de um crescimento de 15% em receitas face a 2022, “um bocadinho acima da média do que se verificou no Algarve”, como refere. No entanto, prefere não se reportar a valores concretos além da percentagem.

Já a taxa de ocupação dos hotéis da Highgate em Portugal subiu 7% em 2023 face a 2022, situando-se nos 65%, sendo que a taxa foi calculada tendo em conta todos os meses do ano, mesmo os quatro meses em que cinco hotéis do portefólio estiveram fechados. Por fim, o preço médio em 2023 subiu 8% face a 2022.

“Isto mostra que usando boa tecnologia, websites feitos de forma adequada e com as equipas a pensar de uma forma organizada em como comercializar melhor os hotéis, conseguimos fazer crescer as receitas nos momentos certos”, afirma Alexandre Solleiro, reportando-se às medidas implementadas pela Highgate Portugal nos hotéis do seu portefólio.

Sobre a atuação da empresa nos 18 hotéis que gere em Portugal, Solleiro afirma que a instalação de sistemas mais modernos de Revenue Management (RM) e a reconstrução do website permitiram que as vendas diretas a partir do website passassem de 18% em 2022, para 29% em 2023.

Já na área dos recursos humanos, o CEO da Highgate Portugal afirma terem sido investidos 500 mil euros nos primeiros meses de atividade da empresa para a melhoria de vestiários, refeitórios e equipamentos de trabalho, estando a ser desenvolvidos novos programas de formação e recrutamento de pessoal. Foram ainda investidos mais 500 mil euros em novos sistemas de business inteligence, que estão a funcionar desde janeiro deste ano.

“O ano de 2024 não será certamente um ano com o mesmo nível de crescimento que 2023 teve em relação a 2022. No entanto, com tudo o que mexemos a nível de Revenue Management, marketing e de vendas do ano passado, permite-nos pensar que este ano será interessante para nós. Prevemos crescer um bocadinho acima da média”, termina Alexandre Solleiro

Recorde-se que a Highgate Portugal tem sob a sua gestão 18 unidades hoteleiras, num total de 2.600 quartos, sendo que 13 destes hotéis encontram-se no Algarve, um em Lisboa, um em Sesimbra, três no Porto e um nos Açores, em Angra do Heroísmo. A empresa acumula ainda a gestão de três campos de golf. Este portefólio era gerido anteriormente pela ECS, parte dele com a marca NAU.

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In.to: Business Tourism é nova marca da UPPatner para o turismo de negócios

A in.to: Business Tourism, a nova marca da UPPartner, que acaba de chegar ao mercado, é uma Business Tourism Agency dedicada em conectar além-fronteiras, sendo a ponte que une empresas e iniciativas portuguesas de sucesso internacionalmente.

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Há uma nova marca no setor do Turismo de Negócios em Portugal, a in.to: Business Tourism, que promete trazer uma abordagem inovadora ao mercado do turismo corporativo, com a organização de experiências memoráveis impulsionadas por relações de sucesso e sinergias globais.

“Get in.to: a new experience in business tourism” é a assinatura da marca que oferece soluções 360° aos seus clientes na área do turismo de negócios internacional, com serviços chave-na-mão, que assentam em consultoria estratégica. O objetivo passa por proporcionar uma experiência totalmente personalizada aos seus clientes, com base na imersão cultural e com um grande foco no networking.

Com mais de 15 anos de experiência no setor, Maria Xavier é a líder do projeto e promete organizar viagens e experiências únicas para os seus clientes. “Já nasci com um pé nesta área, pelo que criar um negócio como o da in.to: Business Tourism era um dos meus objetivos de carreira” afirma Maria Xavier. A Business Tourism Director da in.to: Business Tourism, sublinha que “pretendemos fazer a diferença neste mercado e, para isso, contamos com uma equipa de profissionais especializados nas mais diversas áreas”, reforçando que “existimos para conectar pessoas e para criar pontes de colaboração entre empresas e a esfera do turismo”.

A marca da agência de comunicação UPPartner, que pretende expandir internacionalmente os seus serviços. Desta forma, a Business Tourism Agency pode utilizar todos os recursos da empresa mãe, incluindo todos os profissionais especializados nas diferentes valências, desde Design, Comunicação, Vídeo, Produção e PR & Influencer Marketing.

Por sua vez, Hélio Soares, CEO da UPPartner, afirma que “mais do que fechar bons negócios, queremos ser verdadeiros arquitetos de experiências únicas e parceiros dos nossos clientes”. Assim, “ao escolher a in.to: não estão apenas a escolher uma organizadora de eventos ou viagens, estão a ser pioneiros numa transformação. A nossa metodologia inovadora, “driven in.to: purpose”, permite ao cliente escolher causas que se enquadram na missão da sua empresa e medir o impacto tangível das suas iniciativas, estabelecendo ligações com uma rede mundial de parceiros que se alinham com os seus valores”, assegurou.

Com uma abordagem global, a empresa afirma-se enquanto facilitadora de contactos estratégicos, proporcionando uma rede global que impulsiona negócios internacionais. Com uma linguagem refinada e uma visão de Connecting Beyond Borders, destacam o seu know-how em International Tourism and Events Management, promovendo não apenas viagens de negócios, mas também impulsionando relações empresariais bem-sucedidas.

 

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Fundos da Arrow Global concluem aquisição dos hotéis Dom Pedro

Em causa estão três hotéis e cinco campos de golfe em Vilamoura, dois hotéis na Madeira e o Dom Pedro Lagos. O hotel Dom Pedro Lisboa não está incluído no negócio, continuando a ser propriedade da Saviotti S.A.

Publituris

A Arrow Global, gestora europeia de ativos integrados verticalmente, concluiu a aquisição dos principais ativos do Grupo Dom Pedro.

Os ativos, agora na posse de fundos geridos pela Arrow Global, incluem três hotéis de Vilamoura – Dom Pedro Portobelo, Dom Pedro Marina e Dom Pedro Vilamoura –, bem como cinco campos de golfe de Vilamoura, nomeadamente o Old Course, Pinhal, Laguna, Millenium e Victoria. O negócio engloba ainda o Dom Pedro Lagos e dois hotéis na Madeira: o Dom Pedro Machico e o Dom Pedro Garajau.

Em nota de imprensa é referido que o hotel Dom Pedro Lisboa é o único que não está incluído no negócio, continuando a ser propriedade da Saviotti S.A..

“Adquirida em nome de fundos geridos pela Arrow Global, a compra dos hotéis Dom Pedro aumenta significativamente os ativos imobiliários sob gestão da Arrow e valoriza o potencial robusto que vemos neste destino altamente atrativo. Ao colocar os ativos Dom Pedro sob nossa gestão, juntamente com a anterior aquisição de Vilamoura World, expressamos a nossa dedicação em posicionar Vilamoura e Portugal como um destino líder global”, explica John Calvão, principal dos fundos Arrow Global.

Na mesma nota de imprensa é referido que “a estratégia da Arrow Global passa pela melhoria e modernização dos hotéis, bem como dos campos de golfe e correspondentes club houses”. O objetivo será atrair mais clientes e diversificar a base geográfica para mercados com maior poder de compra, como o mercado norte-americano, “proporcionando-lhes um destino de excelência para férias, lazer e desporto”.

A gestão hoteleira das unidades adquiridas ficará a cargo de Francisco Moser, CEO de Hospitality da Arrow Global Portugal. Junta-se ao grupo Nuno Sepúlveda, antigo diretor-geral do Costa Navarino Golf na Grécia, que assume o cargo de CEO de Desporto & Lazer. O processo de aquisição foi gerido pela Norfin Serviços, uma subsidiária da Arrow Global.

Stefano Saviotti, presidente do conselho de administração do Grupo Dom Pedro, explica no mesmo comunicado que o grupo Saviotti “passará a centrar a atividade na unidade hoteleira Dom Pedro 5*, em Lisboa, e nos empreendimentos imobiliários e turísticos em Portugal e no Brasil”.

Em Portugal, o Grupo Arrow Global possui atualmente diversos projetos, entre os quais a gestão de Vilamoura World, onde se desenvolvem e comercializam unidades residenciais, o projeto de ampliação e modernização da Marina de Vilamoura, a criação de um centro desportivo e a modernização do centro hípico.

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Nova edição Publituris Hotelaria: Entrevista a Raúl González, CEO EMEA do Barceló Hotel Group

Conheça os destaques da Publituris Hotelaria 206, que este mês faz capa com Raúl González, CEO EMEA do Barceló Hotel Group. Os destaques desta edição incluem ainda o novo empreendimento do grupo Martinhal, a nova unidade hoteleira do GA Hotels no Porto e uma entrevista ao diretor de operações da marca Moon & Sun, do MS Group.

Carla Nunes

Na Publituris Hotelaria de junho damos a conhecer o Barceló Funchal Oldtown, inaugurado em abril deste ano. Este foi o pontapé de saída para uma conversa com Raúl González, CEO EMEA do Barceló Hotel Group, que em entrevista à Publituris Hotelaria explicou que, sendo este o segundo hotel do grupo na Madeira, existem outras regiões na mira para uma possível expansão em Portugal.

No capítulo “Fala-se”, o destaque vai para os recém-inaugurados Martinhal Lisbon Oriente e Martinhal Residences. Num edifício localizado no Parque das Nações, em Lisboa, o grupo juntou a vertente hoteleira e residencial, num investimento que ficou acima dos 100 milhões de euros.

Destaque também para o GA Palace Hotel, um cinco estrelas com abertura prevista para o início de julho na cidade do Porto. A unidade de 65 quartos do GA Hotels marca a estreia do grupo na Invicta, que já tem na calha dois novos projetos hoteleiros: um na Rua da Fábrica, também no Porto, no histórico café Estrela D’Ouro, e outro para uma unidade de cinco estrelas.

Já na secção management, o quarto aniversário da marca Moon & Sun motivou uma conversa com o diretor de operações desta marca de quatro estrelas do MS Group, Fernando Cunha. Os últimos anos de atividade, o processo de criação da marca e os projetos para o futuro foram alguns dos temas abordados nesta conversa, onde o diretor de operações adiantou a abertura de três novas unidades da Moon & Sun.

No dossier deste mês, o destaque vai para os espaços de casa de banho e a oferta dos fornecedores de hotelaria neste segmento, a par de um especial dedicado aos pavimentos e revestimentos.

Na rubrica “Palavra de Chef” fique a conhecer o percurso do vencedor da 34ª edição do Chefe Cozinheiro do Ano, Jeferson Dias. O cozinheiro de 29 anos do Palmares Ocean Living & Golf Resort, natural de Goioerê (Brasil), junta-se agora a outros chefs do Palmares Ocean Living & Golf Resort que viram o seu trabalho reconhecido por este concurso nacional, como foi o caso de Louis Anjos (CCA 2012) e Ricardo Luz (CCA 2019). Em entrevista à Publituris Hotelaria, Jeferson Dias dá a conhecer o seu percurso na cozinha, a motivação que o levou a inscrever-se no CCA e o objetivo para o qual trabalha todos os dias: tornar-se chef.

Nas sugestões, abrimos as portas do Federico, um restaurante que presta homenagem à vinicultura portuguesa no Palácio Ludovice, em Lisboa. Este espaço de restauração, onde a cozinha nacional se junta às técnicas da cozinha francesa, tem disponíveis três menus de harmonização de vinhos assinado pelo chef Ricardo Simões e com uma seleção feita pelo sommelier Miguel Ventura, na casa que reúne 150 referências de vinhos nacionais.

A fechar, brindamos com as sugestões de Carlos Marques, escanção do Rei dos Leitões, na Mealhada.

As opiniões desta edição pertencem a Sérgio Guerreiro (Nova SBE Westmont), Ana Raquel Caldas (ISAG – European Business School); Francisco Jaime Quesado (economista e gestor); Ana Cristina Guilherme (PHC Hotels); Miguel Paredes Alves (HotelShop) e Eduardo Abreu (Neoturis).

*Para ler a versão completa desta edição da Hotelaria – em papel ou digital – subscreva ou encomende aqui.

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Iniciativa “Be Our Guest” da ADHP debate “Perseverança e Dedicação” em maio

O empresário de restauração na Região Autónoma dos Açores, Abel Cabral, será o convidado da próxima sessão que decorre a 29 de abril. A moderação ficará a cargo de Manuel Goes, delegado da ADHP para os Açores e General Manager do Octant Furnas Hotel.

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Na conversa de maio do “Be Our Guest”, a iniciativa da ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal que dá palco a conversas informais com profissionais do turismo, o debate será centrado na “Perseverança e Dedicação”.

O tema da sessão agendada para a próxima segunda-feira, 29 de maio, às 19h00, é justificado pela ADHP com o facto de nos encontrarmos “numa altura em que o setor do turismo discute a necessidade de profissionais motivados e comprometidos com as operações em que estão inseridos”, como indica em comunicado.

Para falar sobre este tema, a “Be Our Guest” de maio convida Abel Cabral, empresário de restauração na Região Autónoma dos Açores, sendo que a moderação ficará a cargo de Manuel Goes, delegado da ADHP para os Açores e General Manager do Octant Furnas Hotel.

“No ‘Be Our Guest’ de maio teremos um convidado que é a personificação do tema em destaque. Abel Cabral é um empresário reconhecido pelo seu sucesso na restauração açoriana. Começou a trabalhar desde cedo, aos 16 anos, como mandarete no Hotel Avenida em Ponta Delgada e, atualmente, detém três restaurantes que são uma referência em São Miguel e nos Açores. Abel Cabral é um exemplo e o seu trabalho mostra que é possível alcançar o sucesso através do trabalho árduo e da paixão pelo que se faz”, explica Patrícia Correia, dirigente da ADHP responsável pelo projeto “Be Our Guest”.

À semelhança das sessões anteriores, a conversa deste mês terá lugar através da plataforma Zoom. Apesar de gratuitas, as inscrições são limitadas e carecem de registo através de um formulário.

A “Be Our Guest” deste mês conta com o apoio da Paraty Tech.

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Club Med apresenta lucro operacional de 98 milhões de euros em 2022

O volume de negócios do grupo situou-se nos 1.699 milhões de euros em 2022, sendo que a taxa média diária alcançou os 208 euros – um aumento de 20% face a 2019.

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O Club Med registou um lucro operacional de 98 milhões de euros, regressando aos níveis registados no ano pré-pandémico. O valor é justificado pelo grupo hoteleiro em comunicado com os “fortes resultados” obtidos na Europa e na América, “apesar do impacto das restrições de mobilidade na Ásia e da Covid-19 na China”.

O volume de negócios do grupo em 2022 situou-se nos 1.699 milhões de euros, um aumento “de mais de 100% face a 2021”, o que permitiu recuperar para 99% o volume de negócios no mesmo período de 2019.

Também o EBITDA ajustado – ou seja, os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, com o ajuste para eliminar o efeito de determinados itens que não são em dinheiro e eventos únicos – registou melhorias. Se em 2021 o EBITDA ajustado foi de 13 milhões de euros, em 2022 este chegou aos 309 milhões de euros, recuperando para 96% de 2019.

Já a taxa média diária (ADR) alcançou os 208 euros, um aumento de 15% em relação a 2021 e de 20% face a 2019. Em comunicado, o grupo hoteleiro indica que “este aumento deve-se principalmente à implementação do segmento de luxo e aos investimentos significativos dos últimos anos, que permitiram melhorar o portefólio do Club Med Resorts, agora com 95% da capacidade – mais 10% que em 2019 – nas categorias de luxo (Premium) e luxo de topo (Exclusive Collection)”.

A taxa de ocupação média global dos quartos atingiu os 67%, aumentando 5% face a 2021, sendo que em 2019 este campo encontrava-se nos 71%.

Por outro lado, o número de clientes recuperou para 88% do valor de 2019, o que se traduziu em mais de 1,3 milhões de clientes – um aumento de 64% em relação a 2021.

“O nosso lucro operacional está acima de 2019, obtivemos um resultado líquido positivo e conseguimos reduzir o nível da dívida financeira, beneficiando da profunda transformação do nosso modelo de negócios. O Club Med nunca teve, desde a sua criação em 1950, um portefólio de resorts tão excecional. A quota premium da capacidade total continuou a aumentar, atingiu 95%, e conseguimos abrir sete resorts fantásticos”, refere Henri Giscard d’Estaing, presidente do Club Med, apontando para a abertura do Changbaishan (China), Magna Marbella (Espanha), Lago das Mil Ilhas (China), Yanqing Lijing (Pequim, China), Tignes (Alpes Franceses), Val d’Isère (França) e Kiroro Peak (Hokkaido, Japão).

Entre 2023 e 2025, o Club Med prevê a abertura de 17 novos resorts, além de planear a ampliação e renovação de outras dez unidades, “enquanto estuda outras oportunidades de abertura”, como referido em nota de imprensa.

Negócio do grupo na Europa regressa aos valores de 2019

Na Europa, em 2022, o negócio do Club Med aumentou 116% em relação ao ano anterior e regressou ao nível de 2019 (+4%), “apesar das preocupações decorrentes do contexto geopolítico e de inflação”, como o grupo aponta em comunicado. A capacidade dos resorts na Europa, Médio Oriente e Ásia (EMEA) subiu para 97% face a 2021 e recuperou para 86% comparando com os níveis de 2019. O Club Med Resorts recebeu cerca de 600.000 clientes da Europa, mais 98% do que em 2021.

A taxa média diária na Europa foi de 222 euros, o que representou um aumento de 12% em relação a 2021 e 22% em relação a 2019, algo que o grupo atribui “à evolução da capacidade dos resorts Premium na Europa e África”, bem como à “recuperação da procura no mercado” e aos “resorts que abriram recentemente na Europa, [que] também contribuíram com a sua capacidade de luxo para o crescimento da atividade europeia”.

Já no continente americano, tanto a Norte como a Sul, o volume de negócios aumentou 89% em comparação com 2021, e 33% em relação a 2019. Durante 2022, o Brasil tornou-se no quinto mercado de vendas em termos de volume de negócio.

Por outro lado, na Ásia, “o agravamento da pandemia de COVID-19 e consequentes restrições ainda afetaram muito a atividade do Club Med ao longo de 2022”, sendo que o grupo não avançou quaisquer valores relativamente a esta área geográfica.

Resort do Club Med em Albufeira foi o favorito dos portugueses

O resort mais visitado pelos portugueses em 2022 foi o Da Balaia, em Albufeira, no Algarve, que representa cerca de 20% do negócio neste mercado. Já nas viagens de longo curso, houve um aumento na procura de 86% face a 2021 e os três resorts mais escolhidos foram o Kani (Maldivas), o Seychelles Exclusive Collection Resort e o Punta Cana Dominican Republic.

Durante o verão, os principais clientes foram as famílias, no entanto, “apesar do verão ser a estação mais forte, as férias da neve também foram uma opção e a procura aumentou 1004% comparando com 2021”, com os resorts Les Arcs Panorama, Val Thorens e Grand Massif a marcarem as principais escolhas dos portugueses nesta categoria.

Primeiros meses de 2023 registaram uma taxa de ocupação de 77%

Entre janeiro e fevereiro de 2023, o volume de negócio atingiu o maior nível mensal dos últimos anos, com uma taxa de ocupação de 77%.

As reservas para partidas no primeiro trimestre de 2023, até 11 de março de 2023, aumentaram 36% em comparação com o primeiro semestre de 2022, evoluindo de forma distinta em várias áreas geográficas, nomeadamente +19% na Europa, +39% na América e +232% na Ásia.

O número de clientes neste primeiro trimestre de 2023 aumentou 29% em comparação com o mesmo período do ano passado, e as reservas para partidas no segundo semestre de 2023 (a 11 de março de 2023) também registaram um aumento de 23% em relação ao segundo semestre de 2022.

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ADHP debate luxo e serviço de excelência em hotelaria na próxima sessão “Be Our Guest”

A conversa programada para a próxima segunda-feira, 24 de abril, conta com a presença de Ana Portugal, diretora do NAU Palácio do Governador.

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O luxo e o serviço de excelência na hotelaria vão marcar a próxima sessão “Be Our Guest” de abril da ADHP – Associação dos Directores de Hotéis de Portugal, que todos os meses traz conversas informais com diretores de hotéis e nomes de referência do turismo sobre as suas experiências profissionais.

Desta vez, a sessão terá lugar via Zoom na próxima segunda-feira, 24 de abril, às 19h00, e conta com a presença de Ana Portugal, diretora do NAU Palácio do Governador. A moderação ficará a cargo da secretária-geral da ADHP, Liliana Conde, numa conversa que conta o apoio da Timing – Recursos Humanos.

“Na conversa de abril teremos uma convidada com 25 anos de experiência em hotelaria. Para manter um serviço de excelência é necessário surpreender os hóspedes através do detalhe e não há ninguém melhor para falar disso do que a diretora do hotel boutique Palácio Governador, uma unidade que se distingue pelo pormenor, pela elegância e pela história. Quando conjugados com um serviço de referência, estes elementos são a garantia de uma experiência inesquecível – e esse é um fator imprescindível quando falamos de luxo”, afirma Patrícia Correia, dirigente da ADHP responsável pelo projeto “Be Our Guest”.

As inscrições encontram-se abertas e devem ser efetuadas através de um breve formulário, sendo que o número de inscrições é limitado.

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Pestana Hotel Group registou receitas de 453 milhões de euros em 2022

Os resultados líquidos do grupo situaram-se nos 109,5 milhões de euros, uma subida de 38% em relação a 2019. Também o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) registado o ano passado ultrapassou “o número histórico de 2019” em 24%, cifrando-se nos 200 milhões de euros em 2022.

Carla Nunes

O Pestana Hotel Group (PHG) registou o “melhor ano de sempre” em 2022, com um volume de receitas consolidadas de 453 milhões de euros. O valor subiu 8% em relação a 2019 – ano em que o grupo faturou 419 milhões de euros – e 50% em relação a 2021.

Os resultados foram apresentados esta quarta-feira, 19 de abril, por José Theotónio, CEO do Pestana Hotel Group, que afirma que o grupo atingiu “uma meta muito importante” ao ultrapassar “pela primeira vez os 100 milhões de euros” em resultados líquidos.

Como dá conta, em 2022 o resultado líquido do grupo situou-se nos 109,5 milhões de euros, ou seja, mais 38% do que em 2019, ano em que o PHG arrecadou 79,4 milhões de euros.

Já a dívida total do grupo desceu 117 milhões de euros em relação a 2019. Se em 2019 esta encontrava-se nos 504,4 milhões de euros, José Theotónio indica que em 2022 passou para os 383,3 milhões de euros – sendo que, em 2021, situava-se nos 555 milhões de euros.

No que diz respeito ao EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), os resultados do grupo no ano passado apontam para os 200 milhões de euros, um valor que José Theotónio afirma ultrapassar “o número histórico de 2019” em 24%.

“Para uma empresa que tem a maior parte das suas entidades em Portugal é um número muito significativo”, afirma o CEO do Pestana Hotel Group, que detém mais de 100 hotéis em 16 geografias, espalhados pela Europa, África e América do Norte e do Sul.

Aliás, e como indica José Theotónio, o setor hoteleiro do grupo contribuiu 65% para o EBITDA registado em 2022. Dos resultados de faturação de 2022, “82% foram obtidos em Portugal e 18% no estrangeiro”, com a Madeira e o Algarve a representarem a maior expressão nos resultados nacionais – 34% e 19%, respetivamente.

Preço médio por quarto em Portugal acima da média global do grupo

O CEO aponta que “a grande explicação para estes resultados foi a variação em termos do preço médio”.

Se em 2019 o preço médio por quarto na totalidade do grupo rondava os 103 euros, em 2022 o valor passou para os 132 euros – “um crescimento de praticamente 28%”. Por outro lado, se os hotéis em Portugal registavam um preço médio de 102 euros em 2019, este passou para os 133 euros em 2022 – aliás, acima da média global do grupo.

Já a taxa de ocupação dos hotéis do grupo registou um decréscimo. Em 2022, a taxa de ocupação total foi de 63,8% e em Portugal de 60,1%. Paralelamente, em 2019 a taxa de ocupação foi de 68%, tanto no total do grupo como para os hotéis em Portugal.

No entanto, e apesar do “decréscimo em termos da ocupação”, José Theotónio explica que o número de dormidas não baixou – “houve mais dormidas e mais clientes”, mas o grupo passou a contar com “mais hotéis” desde 2019.

Quanto aos principais canais de venda, o grupo assistiu a um aumento nos canais diretos, que representaram 30% dos canais em 2022, seguidos pelo Booking.com (20%), grupos e corporate que marcam diretamente com os hotéis do PHG (16%), TUI (6%), Expedia (5%) e Hotelbeds (3%). Os restantes 20% dizem respeito “a todos os outros operadores online e tradicionais” que trabalham com o grupo.

Salários no Pestana Hotel Group aumentam 12%

A par do investimento em tecnologia – que o CEO do PHG situa nos cinco milhões de euros por ano – o grupo que emprega três mil trabalhadores em Portugal aumentou o salário médio dos colaboradores em 9,61% em relação a 2019, com este a situar-se nos 1.260 euros.

José Theotónio afirma que, no ano passado, o grupo pagou uma média de 15,5 salários aos trabalhadores do grupo, sendo que a perspetiva deste ano é a de chegar a uma média de 16 salários. O CEO garante ainda que este ano vão avançar com aumentos salariais de 12%, bem como com a distribuição de seis milhões de euros em prémios – valor que, assegura, já foi pago em 50%.

Já para este ano está prevista a abertura de dois hotéis em Lisboa: a Pousada de Alfama e a unidade do grupo Pestana localizada na Rua Augusta. A Pousada de Alfama, que já se encontra em pre-opening, tem 42 quartos e inauguração prevista para o próximo mês de maio. Por outro lado, o hotel localizado na Rua Augusta, um quatro estrelas de 89 quartos, entrará em pre-opening “em finais de junho, princípios de julho”, abrindo em agosto, pelas contas de José Theotónio.

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Nova edição abril: Estrelas que contam para o sucesso dos hotéis

Na Publituris Hotelaria de abril damos conta das Estrelas Michelin que contam para o sucesso dos hotéis, num especial onde os profissionais do setor referem a contribuição destes galardões para a operação hoteleira.

Carla Nunes

Na Publituris Hotelaria de abril damos conta das Estrelas Michelin que contam para o sucesso dos hotéis, num especial onde os profissionais do setor referem a contribuição destes galardões para a operação hoteleira.

De acordo com os entrevistados, os restaurantes com Estrelas Michelin trazem não só posicionamento e prestígio aos hotéis onde se inserem, como também novos públicos, que viajam pelo mundo à procura de novas experiências. Do lado dos chefs à frente destes espaços de restauração, as opiniões dividem-se sobre o facto de as estrelas influenciarem, ou não, o seu trabalho, sendo que todos são unânimes de que é apenas uma questão de tempo até a restauração portuguesa ser premiada com a tão almejada terceira estrela.

No dossier deste mês, o destaque vai para a oferta de F&B. Apesar do aumento dos custos nas matérias-primas, os fornecedores para o canal Horeca continuam a apostar em novas soluções para dar resposta ao setor: seja através de produtos para segmentos específicos deste canal – como opções italianas, asiáticas ou bebidas vegetais para baristas – seja no desenvolvimento de linhas de soluções alimentares prontas a servir.

No capítulo “Fala-se”, a edição deste mês dá conta da remodelação do Tivoli Marina Vilamoura, que após encerrar para obras durante dois meses abre portas empenhado na captação de novos públicos. Em entrevista à Publituris Hotelaria, o diretor da unidade, Hugo Gonçalves, antecipa a contratação de 40 a 45 novos trabalhadores após esta renovação, com o objetivo de “posicionar o hotel” num segmento mais elevado.

Segue-se o XIX Congresso da ADHP, que este ano decorreu a 30 de março no Palácio de Congressos do NAU Salgados Palace, em Albufeira. O evento, sob o mote “Gerir na Incerteza. Rethink the Future”, focou-se na dignificação do setor, onde foram debatidos, entre outros temas, o mercado de trabalho para o setor do turismo, a cibersegurança e a relevância da análise de dados para a hotelaria.

Destaque também para o ME Lisboa, a estreia da marca de luxo da Meliá na capital, com abertura prevista para 2024, e ainda para o Arts Hotel Porto Tapestry Collection by Hilton, que foi inaugurado no Porto após um investimento de 15,4 milhões de euros.

Na secção de “Management” é apresentado o Crowne Plaza Caparica Lisbon, “o maior investimento da DHM num único ativo”, que exigiu um investimento de 9,7 milhões de euros – onde não está incluída a aquisição do edifício.

Nos “Fornecedores” deste mês celebramos os 50 anos da Sogenave, que este ano espera uma faturação de mais de 200 milhões de euros.

Já na rubrica “Palavra de Chef” o destaque vai para Vittorio Colleoni, o mais recente chef-executivo do grupo hoteleiro PBH. Após passar por restaurantes como “Martín Berasategui” e “El Celler de Can Roca”, Vittorio Colleoni recebeu uma Estrela Michelin pelo trabalho desenvolvido no restaurante da família no Norte de Itália, o “San Martino”. Assume agora a chefia-executiva dos conceitos de restauração da PBH, a começar pelo menu da Tasca da Memória, o restaurante do hotel Wine & Books, onde pretende aliar o seu estilo de alta cozinha às tradições portuguesas. Em entrevista à Publituris Hotelaria, o profissional dá conta do seu percurso, da conquista da Estrela Michelin e do trabalho que já se encontra a desenvolver para o próximo projeto da PBH, o Wine & Books Porto.

A fechar, brindamos com as sugestões de Pedro Prado Lacerda, Quality & Marketing Manager na Salmon Distribution.

As opiniões desta edição pertencem a Sérgio Guerreiro (Nova SBE Westmont); Manuel Carvalho e Sousa (ISAG); Guilherme Costa; Marta Sotto-Mayor e Ana Jacinto (AHRESP).

*Para ler a versão completa desta edição da Hotelaria – em papel ou digital – subscreva ou encomende aqui.

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ADHP segue com aposta na formação e “dignificação” do setor

O XIX Congresso da ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal arrancou esta quinta-feira, 30 de março, e decorre até sexta-feira, 31 de março, no Palácio de Congressos do NAU Salgados Palace, em Albufeira.

Carla Nunes

A sessão de abertura reuniu Fernando Garrido, presidente da Direção da ADHP, Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve, José Carlos Rolo, presidente da Câmara de Albufeira e Alexandre Solleiro, CEO Highgate Portugal, num auditório que reuniu mais de 200 alunos e professores do ensino superior e das Escolas de Turismo de Portugal.

Na sua intervenção, Fernando Garrido frisou que o setor “continua a deparar-se com uma escassez de recursos que põe em causa a operacionalização das unidades que dirigimos” – algo que o presidente assegura que “este ano será menos compreendido pelo cliente face ao ano transato”. Por essa razão, Fernando Garrido apela para a “necessidade de tornar as profissões novamente atraentes, dignificando os profissionais e respetivas profissões que exercem”.

Ainda sobre os recursos humanos, o presidente da ADHP frisa que “não nos podemos esquecer que estamos num mercado concorrencial no qual a mão-de-obra do setor é altamente reconhecida e valorizada até por outros setores”.

“Não podemos continuar a renumerar profissionais com base em categorias profissionais inexistentes. Continuamos a apostar na formação, e assumimos um papel de relevância [na ADHP] contribuindo para o aumento da qualificação dos profissionais, permitindo às empresas que recorram à associação enquanto entidade certificada pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT)”, afirma.

Por sua vez, João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve, dirige a sua intervenção para a defesa das associações do setor, apesar de haver quem aponte para o facto de serem “demasiadas”.

“Apesar de muitas vezes acusarem o setor de ter demasiadas associações – nacionais, internacionais, regionais, locais, sub-sectoriais, profissionais – por alguma coisa este setor tem sempre a capacidade de se reinventar, a flexibilidade de gerir a oportunidade do momento, ultrapassando as dificuldades”, defende.

Numa nota final, e após deixar uma mensagem aos diretores de hotel de “reconhecimento e agradecimento”, Alexandre Solleiro, CEO Highgate Portugal dirige o seu discurso para os estudantes presentes na sessão de abertura.

“Espero que consigam transmitir para os alunos das escolas que estão aqui presentes que [esta] é uma profissão que abre as portas em qualquer parte do mundo. É isso que vai fazer com que cada vez mais pessoas tenham vontade de trabalhar nos hotéis”, termina.

O XIX Congresso da ADHP decorre até esta sexta-feira, 31 de março, dia em que aborda temas como a cibersegurança, a importância dos dados para o setor e as novas tendências do talento na hospitalidade.

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