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“Nada na oferta de Portugal, enquanto destino turístico, está em contradição com as tendências de procura”

Em vésperas de congresso, o Publituris esteve à conversa com o presidente da Associação Portuguesa da Agências de Viagens e Turismo (APAVT). Com o mote “Fazer”, Pedro Costa Ferreira admite que 2023 não acompanhará o crescimento registado pelo turismo em 2022, dada a incerteza que se regista a nível global, tal como também não acredita numa decisão para o novo aeroporto em 2023. Quanto à semana de trabalho de quatro dias, a palavra escolhida foi “anedota”.

Victor Jorge

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“Nada na oferta de Portugal, enquanto destino turístico, está em contradição com as tendências de procura”

Em vésperas de congresso, o Publituris esteve à conversa com o presidente da Associação Portuguesa da Agências de Viagens e Turismo (APAVT). Com o mote “Fazer”, Pedro Costa Ferreira admite que 2023 não acompanhará o crescimento registado pelo turismo em 2022, dada a incerteza que se regista a nível global, tal como também não acredita numa decisão para o novo aeroporto em 2023. Quanto à semana de trabalho de quatro dias, a palavra escolhida foi “anedota”.

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Análise

Depois do “Reencontro”, em 2021, o mote do 47.º Congresso da APAVT é “Fazer”. E segundo o presidente da APAVT, ainda há muito que fazer. Consciente de que o setor não teria sobrevivido sem os apoios, Pedro Costa Ferreira espera mais, principalmente, no que diz respeito ao alargamento dos prazos das linhas de apoio ao pagamento dos vales. Mais cético está sobre os números que estão previstos para o turismo a longo prazo, admitindo não saber “como se pode pensar em atingir as metas que estavam traçadas para 2027 [27 mil milhões de euros em receitas turísticas], num destino turístico completamente dependente das acessibilidades aéreas para receber os seus turistas”. Assim, “parece que a parte mais difícil é mesmo decidir”. Já quanto à TAP, privada ou pública, o importante é “que consiga segurar o ‘hub’ português”.

O 47.º congresso da APAVT tem o tema “Fazer”. Olhando para estes quase três anos de pandemia e com uma guerra pelo meio, o setor do turismo e nomeadamente das agências de viagem poderiam ter feito mais?
Acho que o setor das agências de viagens fez bastante mais do que o imaginável. No início da pandemia repatriámos os nossos clientes e repatriámos os que não eram nossos clientes. Depois, ao longo da pandemia, reembolsámos todos os nossos clientes que não conseguiram viajar. No nosso primeiro cálculo do valor dos reembolsos, estimamos em 300 milhões de euros o valor reembolsado a todo o mercado. Depois, ao longo da pandemia, conseguimos interpretar as regras, as restrições de viagens que se alteravam de 15 em 15 minutos e foi através dessa interpretação e desse bom trabalho que pusemos uma boa parte dos portugueses a viajar.

No regresso à normalidade enfrentámos e aparentemente conseguimos gerir, pelo menos, as dificuldades de tesouraria que são próprias de todo o regresso à normalidade. Fizemos o ano de 2022 muito semelhante, enquanto setor, ao ano de 2019. E aqui estamos todos, vivos, a olhar o futuro e, por isso, acho que, com sinceridade, é difícil imaginar que poderíamos ter feito mais. E se pensarmos no que pensámos em março de 2020, quando nos questionávamos se era possível sobreviver dois ou três meses, acho que fomos para além do impossível.

2023 incerto, para pior
Mas também já o ouvi dizer que 2023 não será igual 2022.
Não. Acho que será seguramente pior do que 2022. Quão pior, não sabemos. Evidentemente que há alguns fatores de incerteza importantes, temos a guerra.

 

É difícil imaginar que poderíamos ter feito mais

 

Essa é a grande palavra: incerteza?
Sem dúvida. E quando olhamos o futuro é quase a única. Há trabalho à volta dela, mas a palavra definidora é a incerteza. Temos a guerra na Ucrânia, que não precisa de escalar. Enquanto durar, há a possibilidade de escalar e, portanto, a possibilidade de reverter todos os ganhos conseguidos até agora. A certeza que existe é a desaceleração económica. E quer a guerra continue, quer não continue, essa já é certa. Como somos um setor absolutamente sensível às variações de consumo, às expectativas e às incertezas do consumidor, parece óbvio que quer o outgoing, pela perda de poder de compra dos portugueses, quer o incoming, pela retração de vários mercados emissores, vamos ter um de 2023 inferior 2022.

Já tem algum cálculo?
Acho que esses fatores de incerteza nos dirão quão inferior. Não sabendo calcular, posso ter uma esperança. Demos um bom passo em frente na recuperação em 2022, porque fizemos um resultado semelhante a 2019. Faltarão provavelmente mais cinco anos desses resultados para chegarmos ao equilíbrio, mas pelo menos a possibilidade de ser um ano positivo seria para nós o mais importante. Ou seja, não se dar um passo atrás.

De fosse igual a 2022 já não era mau?
Se fosse igual a 2022, seria espetacular.

União à espera de apoios
No ano passado, o mote do Congresso da APAVT foi “Reencontro”. Na altura dizia-me que “mais do que nunca, é importante que o setor, mais do que se reunir, se una”. O setor uniu-se?
Não há uma resposta objetiva para isso. A minha resposta, que é subjetiva, é que o setor se uniu. Sobretudo, o setor voltou à normalidade e, ao voltar à normalidade, significa que as agências de viagens e concretamente as agências de viagens que fazem parte da APAVT voltaram a concorrer entre si. Portanto, esse é o principal traço de um setor económico. Se se uniu, acho que as agências de viagens perceberam muito bem, ao longo de 2022, que aquilo que as une é muito mais do que aquilo que as divide.

O Congresso vai ser, enfim, pelo menos em termos de adesão, outra vez um grande êxito. Conseguiu-se responder a dificuldades processuais muito importantes do ponto de vista da presença da APAVT na BTL, e conseguiu-se porque os associados se uniram à volta do projeto e deram uma grande mais-valia, até do ponto de vista do apoio financeiro. Conseguiu-se unir o capítulo aéreo, no sentido de se ter de se ter atingido um acordo com a IATA para revisão temporária dos critérios financeiros locais. E isso só foi possível porque, com todas as divergências e concorrência, os principais players, aqueles que estão no capítulo aéreo e que representam ao final cerca de 90% do BSP (Billing and Settlement Plan) conseguiram organizar-se à volta de uma proposta única. Os associados da APAVT cresceram de forma significativa e batemos os recordes conhecidos de 2002, que eram os únicos que existiam.

Portanto, eu diria que o outro setor se uniu, mas uma vez mais tenho consciência que não há uma resposta objetiva para isso.

 

Demos um bom passo em frente na recuperação em 2022, porque fizemos um resultado semelhante a 2019. Faltarão provavelmente mais cinco anos desses resultados para chegarmos ao equilíbrio

 

Falou se durante estes quase três anos muito dos apoios por parte das entidades oficiais. Sabendo que os tempos que aí vêm são de incerteza, espera mais apoios?
Os apoios que ocorreram durante a pandemia foram absolutamente essenciais. O apoio a fundo perdido que representou o layoff e o Apoiar.pt, e depois, num outro âmbito, o microcrédito do Turismo de Portugal, que funcionou sem juros, foram apoios que, um funcionaram bem, e dois foram essenciais à recuperação. Vamos ser claros, sem eles o setor não tinha resistido.

Se foram suficientes? Claro que não. Os balanços estão completamente destruídos e, portanto, achamos que os apoios deviam ter sido maiores.

Mas o valor dos apoios foi suficiente, mas o dinheiro não chegou, ou o valor que estava em cima da mesa foi simplesmente insuficiente?
O valor que estava em cima da mesa, nomeadamente, no Apoiar.pt foi completamente usado e, portanto, não foi suficiente. O que achamos é que devíamos ter mais uma tranche do Apoiar.pt. Aparentemente foi assinada uma nova tranche no acordo de Concertação Social e estará presente, esperemos, no orçamento. Estimamos que seja cerca de 10%, portanto, tivemos 700 milhões de euros de Apoiar.pt, estimamos em 70 milhões a verba que vai ser adjudicada a todas as empresas. Dizer isto, é dizer que provavelmente cada empresa que foi apoiada receberá mais 10% de apoio, é bem-vindo.

Depois, os processos de recapitalização não estão a correr bem nas grandes empresas e não são sequer existentes nas Pequenas e Médias Empresas. E são necessários porque os balanços estão completamente abalados, fruto da crise. Se não conseguirmos, de alguma maneira, repescar estes processos de recapitalização, pelo menos sugerimos e defendemos junto da tutela, que consigamos organizar, para quem queira e para quem necessite, o serviço da dívida, de modo a que dure um pouco mais tempo. Vamos falar das linhas de apoio ao pagamento dos vales. Se fosse possível alargar os prazos de quatro para oito anos ou de quatro para seis anos, seria bem-vindo.

 

Se quisermos manter o preço por uns anos ou eventualmente aumentá-lo, estamos condenados a melhorar o serviço

 

Está ser negociado?
Diria que está a ser tratado. Negociado é uma palavra demasiado forte neste sentido, até porque não temos divergências com a tutela relativamente a estes pontos. Estamos a tentar arranjar as condições técnicas e legais ou jurídicas para ser conseguido. Penso que são mais questões técnicas que estão aqui em jogo. Gostávamos muito que pudessem ser ultrapassadas.

Preço vs serviço
Dissecando um pouco o programa do Congresso da APAVT, mais do que fazer, a questão é como fazer? É preciso aumentar preço?
Não, eu que não. No curto prazo, o problema põe-se exatamente ao contrário. O que é que aconteceu em 2022? Aconteceu que Portugal, enquanto destino, aumentou preço e ao mesmo tempo diminuiu o serviço. O serviço ficou inferior? Porquê? Todos sabemos porquê. Porque houve uma resposta maciça da procura. A oferta teve uma resposta mais gradual e isso é um processo inflacionário de jogo da oferta e da procura.

Além disso, houve mais custos ou mais pressão inflacionária do lado dos custos e, portanto, tivemos aumento de preço.

Esse aumento de preço compensou o aumento de custos?
Julgo que sim, de modo geral. Sim, porque os resultados são bons, quer na hotelaria, quer nas agências de viagens. O que aconteceu foi a falta de pessoal. É uma situação conjuntural, sim. É uma situação gerível por um ano? Sim. É uma situação que não ocorreu só em Portugal. Sim. Mas se falarmos do médio e longo prazo, é algo que tem de ser resolvido. Porque se quisermos manter o preço por uns anos ou eventualmente aumentá-los, estamos condenados a melhorar o serviço.

E isso provavelmente leva-nos a uma das grandes questões empresariais e económicas do nosso tempo, que são as questões imigratórias. Portanto, um plano de imigração não apenas comunicado, mas que seja feito, lá está, “fazer”, que envolva a capacidade de atrair imigrantes, talento, a capacidade de os formar ou de virem formados e a, fundamentalmente, capacidade de os alojar.

Recentemente, no World Travel Market, o secretário-geral da OMT admitiu que era difícil repensar o turismo, já que o setor mudou tão rapidamente que foi muito difícil acompanhar essa mudança. O setor do turismo teve dificuldade em acompanhar essa mudança?
Responderia à pergunta de duas maneiras. A curto prazo, sim foi evidente. Mas a grande verdade é que há um regresso à normalidade do lado da oferta que tem um tempo necessariamente diferente ao regresso à normalidade do lado da procura.

Do lado da procura, é uma decisão. Podemos olhar para um interruptor e dizer eu não viajo, agora viajo. Do lado da oferta não é um interruptor, é uma onda que se vai formando e que tem de ganhar força. Portanto, desse ponto de vista, o turismo não acompanhou.

Agora, se analisarmos as palavras do secretário-geral da OMT do ponto de vista que o setor do turismo não acompanhou as tendências do consumidor, não estou de acordo. O que não é inusual porque estamos a falar da OMT, estamos a falar de políticos e os políticos nem sempre se encontram na mesma dimensão que o raciocínio dos empresários. Os resultados do turismo e o próprio crescimento do turismo ao longo dos últimos anos e a próprio crescimento, apesar de ter estado aquém da procura do turismo em 2022, prova que o turismo tem acompanhado as tendências de consumo.

Além disso, nem acho que essas tendências de consumo sejam más notícias para Portugal. Pelo contrário. Para já, não creio que a pandemia tivesse trazido novas tendências. Trouxe aceleração de tendências já bem construídas e já bem identificadas como a autenticidade, a sustentabilidade, a natureza, o comércio justo, o ‘slow tourism’, o digital, tudo isso são tendências que já estavam bem definidas, só foram aceleradas.

Nada na oferta de Portugal, enquanto destino turístico, está em contradição com as tendências de procura. Portanto, nem sequer acho que nessas tendências haja más notícias para Portugal. Assim se resolvam outras questões, como o aeroporto de Lisboa, para podermos concretizar a boa resposta que parece existir do lado da oferta.

 

Se ninguém está à espera do milagre de Fátima, ao menos comece a fazer as obras do aeroporto de Lisboa

 

Turbilhão TAP
Estamos com uma greve marcada [8 e 9 de dezembro] que irá ter um forte impacto na TAP. Como vê estas greves neste período, sabendo que nos aproximamos de uma época do ano em que as pessoas viajam muito e onde estas greves fazem, como se costuma dizer, muita mossa?
É verdade, fazem mossa. Aliás, fazem mossa não apenas se não forem realizadas, porque a partir de determinada altura a companhia aérea tem de gerir os voos e tem de arranjar alternativas. Muitas vezes, a verdadeira picada do escorpião é quando elas são desconvocadas na véspera, quando a companhia aérea tem os custos e tem os voos vazios. Portanto, não basta desconvocar, tem de ser desconvocada em tempo útil.

A TAP está num modelo de uma enorme exigência que é cumprir o plano de recuperação. Vai precisar de muito trabalho, de muita competência e de muita sorte. Temos a guerra, temos o fuel, a inflação global, a falta de mão de obra, a desorganização nos aeroportos. No caso da TAP, em específico, temos o brutal desafio que é o aeroporto de Lisboa. Portanto, a TAP está num turbilhão.

Uma tempestade perfeita?
Para ser perfeita, só falta juntar as greves e portanto, se ela não é perfeita, fica perfeita com as greves. Temos muita pena que esteja a acontecer.

Ainda relativamente ao dossier TAP, também está em cima da mesa a privatização. Como é que a APAVT olha para este dossier?
A APAVT nunca, ao longo dos últimos tempos, discutiu a origem do capital da TAP.

Mas são a favor de uma privatização?
Não precisamos de estar a favor de uma privatização. Se me perguntar se eu, enquanto pessoa, no meu olhar económico, sou a favor da iniciativa privada? Eu digo, sem hesitação que sim. Mas não devo transportar essa minha visão individual para a liderança de uma associação. E na realidade, a APAVT não precisa de uma TAP privatizada. A APAVT precisa de uma TAP que consiga desenvolver o processo de crescimento, de uma TAP que consiga segurar o ‘hub’ português e de uma TAP que tenha êxito no processo de recuperação. Aparentemente, estes três desafios poderão ser resolvidos por uma TAP com capital estatal ou por uma TAP com capital privatizado.

Mas a questão do ‘hub’, e existindo grupos interessados como a IAG (British Airways e Iberia), Lufthansa e/ou Air France-KLM, acredita na manutenção do ‘hub’ de Lisboa?
Não estou preocupado com isso, até porque o principal valor da TAP é o ‘hub’. Portanto, creio que nos processos de privatização é evidente que quem esteja à procura do ‘hub’ vai querer e tem mais valor a TAP para esses candidatos. O que espero num eventual processo de privatização é que ganhe alguém cuja estratégia inclua o ‘hub’ de Lisboa para juntar a outros ‘hubs’. Julgo que, teoricamente, a Ibéria faz mais um movimento de atrapalhar a privatização do que propriamente ir a jogo.

 

Decidir e fazer
Já relativamente ao novo aeroporto, antes de fazer a decidir.
Sim, antes de fazer há que decidir. Aliás, parece-se que a parte mais difícil é mesmo decidir.

E espera uma decisão até ao final de 2023?
Tenho vergonha em responder de forma desenvolvida. Mas a resposta é não, não espero que seja decidido em 2023.

 

Face à incerteza óbvia de tudo o que nos rodeia, construir mais certezas é ter uma estratégia definida, ter um foco e um desenvolvimento de um plano de negócios coerente com essa estratégia e manter uma proximidade brutal ao cliente

 

Isso acarreta, naturalmente, custos enormes para o turismo português?
Absolutamente brutais. Nem sei como é que se pode pensar em atingir as metas que estavam traçadas para 2027 [27 mil milhões de euros em receitas turísticas], antes da pandemia, no pós-pandemia, num destino turístico completamente dependente das acessibilidades aéreas para receber os seus turistas, em que nas acessibilidades aéreas Lisboa é a maior porta de entrada e que está esgotada. Nem consigo entender a coerência da tentativa de atingir esses objetivos, sendo que faço, eventualmente, um comentário que é, se ninguém está à espera do milagre de Fátima, ao menos comece a fazer as obras do aeroporto de Lisboa.

Um dos painéis do congresso da APAVT é mesmo “Crescer com as atuais acessibilidades. Qual o milagre?”.
Esse é o ponto. Eu colocaria as obras do aeroporto de Lisboa em execução, já que todos estamos dependentes, para sermos realistas, na boa execução dessas obras, para melhorar a eficiência do aeroporto, face à inoperância dos políticos.

Dito isto, gostaria de comentar que apesar da Comissão de Acompanhamento, que tem mais ou menos 20 intervenientes, ainda não ter reunido, que tenha conhecimento. É preciso dizer que o presidente desta Comissão, o presidente da Ordem dos Economistas e o presidente da Ordem dos Engenheiros, antes da Comissão reunir, já todos eles defenderam publicamente Alcochete. Portanto, aparentemente, as opiniões, parece estarem muito alinhadas.

Há relativamente pouco tempo ficámos a saber os números da atividade turística em Portugal. O Turismo de Portugal lançou uma forte campanha para o mercado dos Estados Unidos. Os mercados em que Portugal está a apostar são os mais corretos?
De um modo geral, julgo que sim. A aposta no mercado norte americano, até por questões conjunturais, parece-me uma decisão muito acertada. Mais do que o mercado norte americano, penso que a decisão acertada é nos mercados de ‘long haul’. Porquê? Porque não exigem o verão para viajar e, portanto, permitiria gerir a sazonalidade, não exigem praia para viajar, logo permitiria ganhar mais territórios turísticos. Ora, menos sazonalidade e mais territórios turísticos, são bons movimentos em direção a um crescimento com menor pressão turística. Do ponto de vista estratégico, os mercados de ‘long haul’ e o mercado norte americano, até por uma questão de proximidade, parecem-me apostas absolutamente válidas.

Conjunturalmente, julgo que o Turismo Portugal está a apostar um pouco na valorização do dólar para proteger, uma eventual, já certa, retração de alguns mercados emissores europeus, nomeadamente, Reino Unido e Alemanha.

Houve dois temas que, com a pandemia, de facto, foram reforçados: a digitalização e a sustentabilidade. A APAVT aderiu, em março, ao programa europeu SUSTOUR. Como tem corrido a adesão por parte dos associados da APAVT a este programa?
É um primeiro passo e, portanto, temos de o ver com alguma humildade. Assim, obriga-nos a manter estes processos como um dos pilares de atuação nos próximos anos. Mas a verdade é que está a correr muito bem.

Em primeiro lugar, na sua origem, apenas cinco associações europeias e a Confederação Europeia (ECTA) aderiram ao projeto inicial do SUSTOUR. Portanto, em seis associações, uma delas é a APAVT. Em segundo lugar, em termos de adesão dos associados a parte tem cerca de 60 associados que aderiram e, julgo, é a associação com maior adesão de associados de todas as que concorreram. Segunda boa notícia.

Em terceiro lugar, os trabalhos decorrem com uma dinâmica incrível, porque, não sendo difícil do ponto de vista técnico, é de facto muito trabalhoso porque é uma certificação, não é a compra de um selo. É uma certificação que obriga a uma mudança, nalguns casos, quase radical de comportamentos e, portanto, não é uma coisa fácil.

Esperamos até setembro do próximo ano, as empresas que tiverem êxito, terem os seus processos relativamente terminados. Dito isto, o SUSTOUR é apenas um passo no nosso processo de sustentabilidade, porque é um fundo europeu que apoia financeiramente os processos. Mais importante do que o SUSTOUR é o nosso acordo com a “Travelife”, uma empresa europeia certificadora a nível internacional e, por isso, continuamos a sugerir e a trabalhar junto dos associados para que novos processos de sustentabilidade se produzam. Não têm é o apoio financeiro de um fundo europeu que é o SUSTOUR. Dito isto, não tendo esse apoio financeiro, não são processos caros. Não será um problema financeiro, será um problema de decisão e depois de trabalho árduo para se atingir a certificação.

Nadim Habib, um dos key note speakers do próximo congresso da APAVT referia, em entrevista ao Publituris, que “é preciso construir mais certezas e não navegar constantemente na incerteza”. Como é que as agências de viagem em Portugal podem construir mais certezas?
Essa é uma ‘million dolar question’. A primeira resposta é, cada agência de viagens é um olhar sobre o mercado e, portanto, a constituição de certezas tem tanta diversidade quanto o número de agências de viagens. Tentando unir num mínimo denominador comum, todos estes ‘approach’, diria que, face à incerteza óbvia de tudo o que nos rodeia, construir mais certezas é ter uma estratégia definida, ter um foco e um desenvolvimento de um plano de negócios coerente com essa estratégia e manter uma proximidade brutal ao cliente.

Como olha para a possibilidade de um regime laboral de quatro dias?
Tenho vergonha de responder muito extensamente. É uma anedota, ponto de exclamação.

Logo no início da nossa conversa falou na importância da APAVT estar com os seus associados na BTL. Voltamos a ter a APAVT e os seus associados na BTL 2023?
Voltamos e, provavelmente, com maior presença de sempre. Foi um processo francamente difícil, o aumento de custos, de um modo geral, é conhecido, o aumento de custos na BTL existe e é concreto. Tivemos dúvidas e chegámos a duvidar que podíamos manter a nossa presença na BTL. E isso foi do conhecimento de todos, dos nossos associados e também da BTL.

A grande verdade é que tivemos uma muito boa resposta por parte dos nossos associados face aos novos compromissos que temos de assumir e houve uma decisão muito forte, que juntou mais compromissos de cada associado e muito provavelmente mais associados presentes.

Pode acontecer de facto, que depois de um processo difícil onde chegámos a não ver a luz ao fundo do túnel, poderemos vir a entrar numa sala que nunca teve tanta luz.

Depois deste congresso e pegando no mote do mesmo, “Fazer”, o que é que a APAVT vai fazer em prol do turismo nacional e dos seus associados?
Vai fazer aquilo que lhe dá a vida desde 1950. Em primeiro lugar, vai apoiar as causas dos agentes de viagens onde elas se colocarem. E é sempre muito dinâmico e há sempre muitas surpresas. Veja as causas dos agentes viagens em janeiro de 2020 e em abril de 2020. Em segundo lugar, vai continuar a envolver as agências de viagens à volta daquilo que as une, que é muito mais do que aquilo que as separa. E, em terceiro lugar, vai continuar a ser um parceiro exigente, leal e independente junto da tutela. Isto abarca tudo o que já fizemos e vamos continuar a fazer.

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Egotravel dá pontapé de saída à operação charter de Djerba verão 2024 com serviço personalizado

O operador turístico Egotravel deu início esta quarta-feira à sua tradicional operação charter de Djerba com voos de Lisboa e Porto completamente lotados, e surpreende todos os seus clientes à chegada ao destino com um serviço personalizado.

A Egotravel, que já iniciou a sua operação charter de verão 2024 para Djerba, com saídas de Lisboa e do Porto, disponibiliza quatro novos autocarros assim como duas viaturas ligeiras totalmente personalizadas com a imagem do operador.

Os autocarros equipados com ar condicionado e internet WiFi destinam-se ao transporte dos clientes da Egotravel entre o aeroporto e os hotéis, e também para a realização das habituais excursões na ilha de Djerba e ao deserto em Tozeur, enquanto as viaturas ligeiras serão utilizadas pelos guias turísticos que representam o operador turístico em Djerba, e que acompanham as excursões faladas em português.

Gonçalo Palma, diretor-geral dos operadores turísticos do grupo Newtour, afirma que, este investimento em Djerba permite maior flexibilidade operacional nos serviços terrestres. Desta forma, “além da realização das habituais excursões, conseguimos programar novas experiências de visita na Ilha de Djerba”.

Esta aposta, diz, “reforça também a nossa presença, assim como o nosso compromisso com a qualidade dos serviços que prestamos em Djerba”.

Estas ações, que visam a melhoria da qualidade dos serviços prestados aos turistas portugueses, estão inseridas no âmbito de uma estratégia de investimento em turismo recetivo por parte do grupo Newtour. Este projeto já está implementado em quatro países.

 

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Magnet Consolidator já disponibiliza o NDC da TAP

A Magnet Consolidator já disponibiliza, na sua plataforma online, a possibilidade de reservar e emitir bilhetes TAP através do NDC, garantindo, assim, aos seus clientes a possibilidade de acederem diretamente às melhores tarifas e conteúdos exclusivos da companhia aérea, só disponíveis através do NDC.

“Este é mais um passo que a Magnet dá no sentido de disponibilizar aos nossos clientes as melhores tarifas e soluções do mercado”, afirma Nuno Vargas, Managing Director da empresa.

Desde a sua criação em 2011, a Magnet assegura, em nota de imprensa, que tem procurado oferecer sempre as melhores soluções tecnológicas, adaptáveis às necessidades das agências de viagens, tanto IATA como não IATA. Neste sentido, a empresa, adquirida pelo grupo Wamos Portugal em 2014 e sob a liderança do seu fundador e Managing Director, Nuno Vargas, tem continuamente investido em ferramentas que trazem uma maior autonomia e diversificação de tarifas para as agências de viagens.

A empresa, que desenvolve a sua atividade na área da consolidação, atuando apenas no panorama B2B, lembra que o New Distribution Capability (NDC) tornou-se uma realidade incontornável do setor, sendo já parte do dia-a-dia de muitas companhias aéreas e, inevitavelmente, dos agentes de viagens. Com a TAP Air Portugal a lançar o seu NDC, a Magnet prontamente avançou no desenvolvimento da sua plataforma online para ser a primeira no país a oferecer esta funcionalidade.

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Grupo GEA promove famtrip à Turquia e Egito

O grupo GEA acaba de promover uma famtrip à Turquia e Egito que contou com a presença de oito agências associadas da rede – Click Viagens, Travel & Fun, Capitaltur, André Tours, Flyin, Voo4-620, FR Travel e Travelfeeling. A viagem teve o apoio das Viagens Tempo e Turkish Airlines.

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Durante a viagem os agentes de viagens tiveram a oportunidade de visitar diversos destinos num programa repleto de atividades que contou com paragens em Istambul, onde pernoitaram duas noites. Na cidade turca, o grupo teve a oportunidade de conhecer o famoso Bazar Egípcio e embarcar num cruzeiro no Bósforo. Os profissionais visitaram ainda o Bairro de Sultanahmet, onde puderam entender mais sobre a história turca, bem como conhecer a famosa Mesquita Azul e Basílica Santa Sofia.

Já no Egipto, onde permaneceram durante oito noites, os agentes de viagens conheceram a diversidade que o país, com uma cultura e história riquíssima, tem para conhecer. Da capital Cairo, a Assuão, Abu Simbel, Edfu ou Luxor, os viajantes tiveram oportunidade de descobrir alguns dos lugares e momentos egípcios mais conhecidos como os Templos de Abu Simbel, o Templo do Deus Horus, a Necrópole de Tebas com o Vale dos Reis, o Templo de Habu e os Colossos de Mêmnon, entre outros. A viagem terminou em Hurghada onde puderam conhecer uma das mais famosas estâncias balneares egípcias.

Para Paulo Mendes, diretor de contratação e produto, “parte da estratégia comercial da GEA passa por criar ainda maior proximidade entre os agentes de viagens e os destinos que os nossos parceiros MundiGea comercializam”, destacando que “este tipo de experiência não apenas enriquece a sua base de conhecimento, mas também os capacita, de forma exponencial, a oferecer um serviço de consultoria mais eficaz quando combinado com o produto que promovemos”, para concluir que as famtrips exclusivas GEA são, sem dúvida, “um ponto fulcral na nossa estratégia comercial no qual continuaremos a apostar”.

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Sonhando aposta na Tunísia e leva agentes de viagens a ver a realidade do destino

Com uma forte aposta na Tunísia este verão, o operador turístico Sonhando levou um pequeno grupo de agentes de viagens a ver a realidade do destino, pois acredita que só conhecendo as várias ofertas no local é possível vender com segurança. A viagem, de uma semana, que contou com um jornalista do Publituris, aconteceu no voo inaugural que Tunisair entre Lisboa e Tunes, marcando o regresso da companhia aérea tunisina a Portugal com uma operação semanal às segundas-feiras, pelo menos até outubro.

“É com grande entusiasmo que partilhamos o sucesso do voo inaugural da Tunisair entre Lisboa e Tunes, marcando o regresso dos voos regulares entre Portugal e a vibrante Tunísia. A Sonhando S.A. teve o privilégio de fazer parte deste momento histórico”, é assim que o operador turístico escreve nas redes sociais.

Avança ainda que “embarcámos juntamente com 10 agentes de viagens e um jornalista numa jornada inesquecível para explorar tudo o que a Tunísia tem para oferecer”, destacando que “com a Sonhando S.A., o seu sonho de explorar a Tunísia está mais próximo do que nunca”, até porque a aposta do operador turístico é grande e está disponível no mercado uma vasta programação.

Ana Tomás, da Sonhando, que acompanhou o grupo, lembrou, em declarações ao Publituris, que “a Tunísia é uma grande aposta” do operador turístico, que já programa o destino há vários anos. “Temos operações para Djerba quatro vezes por semana (2 de Lisboa e 2 do Porto), Monastir, em voos apenas do Porto, duas vezes por semana, além da parceria com a Tunisair nos voos regulares de Lisboa para Tunes”, disse, para acrescentar que a primeira partida desta operação teve início a 18 de maio para Djerba, e termina em outubro com os últimos voos da Tunisair, enquanto os charters vão até setembro.

Responderam ao convite da Sonhando, Azmina Santos, B Travel, Dora Seco, De volta ao mundo, João Morgado, Turitubucci, Bernardo Dias Bestravel, Sílvia Oliveira, Turiworld, Tânia Martins, Silva & Campogrande, Inês Carvalho, El Corte Inglés, Maria Pereira, Portugal Travel Center, Zolia Diaz, Abreu, e Cláudia Catroga, ClickViagens.

O grupo teve a oportunidade de explorar as estâncias turísticas mais procuradas na Tunísia como Monastir, Mahdia, Port El Kantaoui, Hammamet e a famosa Djerba, e ainda descobrir a cidade azul e branca de Sidi Bou Said às portas da capital Tunes, bem como inspecionar a vasta oferta hoteleira existe nesses locais, para todos os gostos e bolsos.

Toda a reportagem desta famtrip para conhecer em pormenor na próxima edição do Publituris, bem como as opiniões destes profissionais sobre o que retiveram do destino.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Solférias destaca destino Madeira em três apresentações

O destino Madeira vai estar em destaque em três apresentações (Porto, Coimbra e Lisboa) promovidas pelo operador turístico Solférias.

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O operador turístico Solférias e a Associação de Promoção da Madeira convidam os agentes de viagens para as apresentações exclusivas que irão revelar “os encantos da Madeira, um destino com paisagens arrebatadoras, cultura vibrante e gastronomia deliciosa”.

As apresentações terão lugar nos dias 4, 5 e 6 de junho, no Porto, em Coimbra e em Lisboa, respetivamente, e prometem “uma viagem inesquecível” àquele destino.

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Go Discover e SeaTheFuture unidas na promoção do turismo regenerativo e conservação dos oceanos

A agência de viagens Go Discover iniciou uma nova parceria com a SeaTheFuture, plataforma global que aproxima as pessoas a projetos de conservação e preservação dos oceanos.

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Esta colaboração marca um passo significativo para a Go Discover no seu compromisso com a sustentabilidade, fomentando ainda uma nova geração de adeptos do turismo regenerativo.

A Go Discover compromete-se a fazer a diferença nos oceanos, doando um valor monetário de cada viagem vendida para apoiar os projetos selecionados pela SeaTheFuture. A iniciativa permite aos clientes escolherem diretamente o projeto que desejam apoiar, incentivando uma participação ativa na conservação de espécies marinhas específicas ou áreas críticas do planeta.

Com esta parceria, a SeaTheFuture assegura uma aproximação aos viajantes, entusiastas por destinos e experiências próximas da natureza e do oceano, dando-lhes a conhecer projetos de preservação e restauração dos ecossistemas marinhos em todo o mundo e convidando-os a agir.

Através da escolha do seu projeto – ou projetos – de eleição, os viajantes podem contribuir para a sua missão, rastreando o seu contributo e o impacto que está a ter, de forma simples e transparente.

Além disso, a Go Discover anuncia, em nota de imprensa, que está a inovar na sustentabilidade das suas operações ao planear o lançamento de documentações de viagem digitais. Para os clientes que preferirem documentação impressa, a agência introduzirá uma taxa, com 50% do valor a ser redirecionado para os projetos de conservação apoiados pela SeaTheFuture. Esta abordagem incentiva práticas ambientalmente responsáveis entre os viajantes e transforma escolhas quotidianas em oportunidades de contribuição para a conservação dos oceanos, refere a agência de viagens portuguesa com presença de mais 17 anos no mercado.

A colaboração com a SeaTheFuture marca ainda o lançamento de experiências de viagem eco conscientes, projetadas para minimizar impactos ambientais e maximizar o envolvimento dos viajantes com os projetos de conservação dos oceanos. Estas viagens incluirão atividades educacionais, oportunidades de voluntariado e experiências imersivas, visando ampliar o alcance da conservação dos ecossistemas e integrar a consciência ambiental e social nas ofertas de viagem. Uma parcela do valor de cada viagem reverterá para o projeto de conservação selecionado, ampliando o impacto positivo desta aventura.

“Esta parceria com a SeaTheFuture reflete o nosso compromisso contínuo com a sustentabilidade e o desejo de oferecer aos nossos clientes experiências de viagem que tenham um impacto positivo no planeta”, referiu Luís Henriques, General Manager da Go Discover. “Através do novo segmento Positive Travel, estamos empenhados em abrir novos caminhos para um turismo responsável e consciente, onde cada viagem contribui para a preservação dos recursos do planeta para as futuras gerações.”

Por sua vez, Assunção Loureiro, Managing Diretor da SeaTheFuture assinala que “além dos indivíduos, as empresas devem assumir a sua responsabilidade na promoção de práticas e comportamentos mais sustentáveis. Neste âmbito, abordagem e a missão da Go Discover em matéria de sustentabilidade e na criação de um turismo de conservação entusiasmou-nos tanto quanto esta parceria, pois além de contribuir para a angariação de fundos para os projetos de conservação da SeaTheFuture, vai despertar mais consciências e, quem sabe, amplificar a comunidade de verdadeiros ‘guardiões’ dos oceanos”.

Refira-se que a Go Discover, certificada pela Biosphere, compromete-se com práticas sustentáveis e de impacto social e ambiental positivo, garantindo que cada viagem contribua para um mundo melhor.

 

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Grupo GEA com campanha de vendas “Madeira e Porto Santo: Tantas razões para viajar”

O Grupo GEA, em parceria estratégica com o Turismo da Madeira, vai desenvolver uma campanha de vendas “Madeira e Porto Santo: Tantas Razões para Viajar”, iniciativa exclusiva destinada a promover o arquipélago como destinos de eleição entre os viajantes nacionais.

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Para esta campanha de vendas, a GEA levou a cabo uma colaboração com os seus fornecedores MundiGEA, disponibilizando às suas agências associadas ofertas exclusivas desenhadas para capturar a essência e a diversidade destes destinos portugueses.

A campanha “Madeira e Porto Santo: Tantas Razões para Viajar” explora as múltiplas facetas da Madeira e Porto Santo, desde a sua rica biodiversidade, paisagens naturais de tirar o fôlego, até à sua cultura vibrante, gastronomia e tradições únicas. O objetivo principal é destacar a ilha da Madeira e a Ilha de Porto Santo não apenas como um destino de beleza natural incomparável, mas também como um local de aventura, relaxamento e descoberta cultural.

Esta iniciativa insere-se numa estratégia de dinâmica comercial que o Grupo GEA tem vindo a implementar, com o objetivo de disponibilizar às suas agências de viagens associadas materiais de marketing e promoção para que as mesmas consigam dinamizar os seus pontos de venda e amplificar as suas campanhas comerciais, impulsionando a relação com o cliente.

Para os administradores da rede de gestão, Carlos Baptista e Pedro Gordon, esta campanha é uma oportunidade fantástica para os clientes das agências associadas GEA descobrirem ou redescobrirem as muitas razões pelas quais a região deve estar no topo da lista de destinos a visitar. “Estamos confiantes de que, através desta campanha e das ofertas exclusivas disponibilizadas, seremos capazes de dinamizar significativamente o turismo para a Madeira e Porto Santo, beneficiando tanto os nossos clientes quanto a região”, destacaram.

Com a campanha “Madeira e Porto Santo: Tantas Razões para Viajar” as agências associadas estarão, em breve, decoradas à Madeira, seja na montra como no interior, bem como a disponibilização de materiais do destino para as redes sociais. Os materiais personalizados com o destino Madeira estão disponíveis exclusivamente nas agências do Grupo GEA. A campanha está disponível através das agências da rede, oferecendo pacotes de viagem e experiências únicas a preços vantajosos.

 

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Pinto Lopes Viagens divulga novas “Viagens com Autores”

A Pinto Lopes Viagens lança cinco novas “Viagens com Autores” lideradas pela curadora e investigadora em práticas artísticas e culturais contemporâneas Helena Mendes Pereira, o crítico gastronómico Fortunato da Câmara e o artista plástico e historiador de arte Vasco Medeiros.

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Joaquim Magalhães de Castro vai liderar o circuito “Expedição aos Himalaias – Na senda dos Jesuítas Portugueses – Capítulo I”, uma viagem inédita lançada aquando dos 400 anos da Descoberta do Tibete pelo padre António de Andrade, um feito português pouco conhecido do público em geral e que será explorado neste novo circuito que decorre de 15 de setembro a 3 de outubro de 2024.

Esta expedição tem como objetivo recriar alguns dos trajetos efetuados pelos jesuítas portugueses do início do século XVII, pioneiros europeus nos Himalaias, desfrutando simultaneamente de algumas das mais belas e extraordinárias paisagens do planeta. Neste caso, a sugestão passa por seguir alguns dos passos dados pelo Padre António de Andrade, natural de Oleiros (Castelo Branco), e pelo Irmão Manuel Marques, natural de Mação (Santarém). Em 1624, eles foram os primeiros europeus a chegar ao Tibete, tendo Andrade dado notícia dessa nova realidade geográfica-cultural a todo o mundo ocidental. Nesta viagem acompanhada por Joaquim Magalhães de Castro serão recriadas algumas das etapas concretizadas por esses intrépidos mundos, a melhor forma de assinalar os 400 anos desse feito único no historial das grandes viagens da Humanidade.

A par desta novidade, a Pinto Lopes Viagens lança cinco novas “Viagens com Autores” lideradas pela curadora e investigadora em práticas artísticas e culturais contemporâneas Helena Mendes Pereira, o crítico gastronómico Fortunato da Câmara e o artista plástico e historiador de arte Vasco Medeiros, proporcionando aos viajantes diferentes experiências e formas de conhecer ou reconhecer diferentes destinos.

“Inhotim: o maior museu ao ar livre do mundo”, será o tema da viagem liderada por Helena Mendes Pereira, que decorre de 9 a 17 de novembro deste ano. O Instituto Inhotim é a sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior museu a céu aberto do mundo. Um museu de arte contemporânea e Jardim Botânico com uma localização privilegiada – entre os ricos biomas da Mata Atlântica e do Cerrado, e as paisagens exuberantes ao longo dos 140 hectares, proporcionando aos visitantes uma experiência única ao misturar arte e natureza. Aproximadamente, 700 obras de mais de 60 artistas, de quase 40 países, são exibidas ao ar livre e em galerias no meio de um Jardim Botânico com mais de 4,3 mil espécies raras, provenientes de todos os continentes.

Por sua vez, a “curso de História de Arte cap. iv – a escola de Nova Iorque”, com Vasco Medeiros terá lugar de 21 a 17 de outubro. Nova Iorque e os seus museus concedem o dom do olhar absoluto sobre mais de dez séculos de história ininterrupta da arte e o vislumbre de alguns dos mais icónicos símbolos da pintura e da arquitetura do século XX.

Entre Lyon, a capital gastronómica da França, e Dijon e Beaune, cidades que pulsam no coração da Borgonha, vamos encontrar uma região onde o saber viver à francesa se traduz em grandes produtos regionais como o queijo Comté ou a Mostarda de Dijon, pratos locais que conquistaram o país e vinhos de prestígio mundial. A cozinha do chefe Paul Bocuse, figura emblemática da gastronomia francesa, surge nesta viagem ao seguirmos alguns locais e fornecedores que fizeram parte da sua rica e intensa história de vida. Vai ser possível descobrir quem foram as “Mães de Lyon” que conquistaram o Guia Michelin, e o berço da grande cozinha francesa do séc. XX que influenciou gerações de chefes. Em Dijon há uma ‘cidade’ completa dedicada à gastronomia à espera de ser explorada. Uma livraria recheada de grandes livros temáticos, aprender receitas numa das escolas francesas mais reconhecidas, e conhecer os sabores de uma região que ama a boa mesa. Lyon, Beaune e Dijon são destinos gastronómicos e de produtos certificados que marcam a história da França. A viagem, encabeçada por Fortunado da Câmara realiza-se de 24 a 27 de junho, que vai acompanhar também o circuito “Málaga e o Riofrío” entre 8 e 11 de outubro.

A Costa do Sol faz brilhar alguns dos melhores produtos da Andaluzia, a partir de Málaga. Uma viagem onde os sabores do mar tomam conta das mesas locais. Andaluzia é mar, sol e sofisticação, e entre Málaga e Granada, surgiu em Riofrío o primeiro caviar sustentável e ecológico do mundo, que será dado a conhecer e degustar em vários estilos.

O crítico gastronómico fará ainda a viagem “Milão, Alba e Turim”, de 20 a 23 de novembro. A Lombardia e região do Piemonte sempre foram motivo de influência mágica na gastronomia italiana. O prestígio dos melhores queijos, vinhos e frutos secos, ou a sedução cremosa de risotos, a leve doçura de um panetone bem levedado, e o cobiçado mistério da trufa branca de Alba, são memórias difíceis de apagar. No horizonte deste circuito, os arrozais de Vercelli junto ao rio Pó vão cruzar-se com os bosques de Alba e as vinhas de Barolo, enquanto à mesa estarão os melhores sabores do Piemonte em modo Slow Food.

 

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Solférias já tem programação de fim de ano no Funchal em conjunto com Sonhando e Exótico

A Solférias, em conjunto com os operadores turísticos Sonhando e Exótico, renovou a aposta na Madeira, dando continuidade a uma tradição de sucesso, e já tem disponíveis as primeiras propostas para o que são considerados um dos melhores destinos de fim de ano do mundo.

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A programação de fim de ano 2024/2025 para o Funchal já disponível no mercado oferece um total de quatro voos especiais diretos, sendo dois de Lisboa e dois da cidade do Porto com partidas a 28 e 29 de dezembro.

A oferta dos três operadores turísticos engloba pacotes de quatro noites com opção de alojamento, incluindo ou não a gala da noite de dia 31 de dezembro.

Estas operações especiais conjuntas “são a confirmação não só do sucesso do destino ao longo do ano e muito especialmente nesta época festiva, mas também da importância da colaboração entre operadores e parceiros para disponibilizar atempadamente aos agentes de viagens e viajantes portugueses as melhores e maios competitivas propostas de viagem”, indica a Solférias em nota de imprensa.

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Bestravel celebra aniversário com descontos e campanha de responsabilidade social

Para assinalar o aniversário, a Bestravel lançou uma campanha de vendas com descontos para o verão e uma iniciativa de responsabilidade social com a AMI.

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A Bestravel festeja esta sexta-feira, 10 de maio, o seu 21.º aniversário, data que é assinalada com o lançamento de uma nova campanha de vendas e de uma iniciativa de responsabilidade social com a AMI.

Além das agências da rede estarem vestidas a rigor para assinalar o aniversário, a Bestravel tem também em vigor uma campanha de vendas com “promoções imperdíveis para alguns dos destinos de férias de verão mais cobiçados”.

Albânia, ilhas espanholas, Punta Cana, Saïdia, Djerba ou Zanzibar são alguns dos destinos incluídos pela Bestravel nesta campanha de vendas para o verão.

“As promoções que lançamos para esta temporada de verão não são apenas uma celebração do nosso aniversário, mas também uma oportunidade para agradecer aos nossos clientes pela confiança e lealdade ao longo dos anos. Cada destino selecionado reflete o nosso desejo de oferecer viagens inesquecíveis, com a qualidade e o serviço que nos caracterizam”, afirma Ricardo Teles, diretor Operacional da Bestravel, citado num comunicado enviado à imprensa.

Para assinalar o aniversário, a Bestravel lança ainda uma ação de responsabilidade social com a Assistência Médica Internacional (AMI), comprometendo-se a doar 50 cêntimos para a AMI por cada passageiro que reservar uma viagem com a Bestravel até ao final de mês de junho, numa iniciativa que vai apoiar as iniciativas humanitárias da organização.

“Através desta iniciativa conjunta, a Bestravel e os seus clientes estarão a contribuir diretamente para projetos que fazem a diferença em Portugal e no mundo, reforçando o espírito de responsabilidade social que caracteriza ambas as entidades”, explica a rede de agências de viagens.

Segundo Carlos Baptista, administrador da Bestravel, 6esta parceria com a AMI reflete “o compromisso da Bestravel não apenas em proporcionar experiências de viagem excecionais, mas também em contribuir para um mundo melhor”.

“Estamos entusiasmados em poder apoiar o trabalho vital da AMI, uma organização que tem feito a diferença na vida de tantas pessoas ao redor do mundo. Esta parceria é uma forma de nos envolvermos ainda mais com a comunidade e de incentivarmos os nossos clientes a fazerem parte desta jornada de solidariedade”, acrescenta o responsável.

As promoções são válidas por tempo limitado, até 02 de junho, e sujeitas a disponibilidade, incentivando os viajantes a agirem rapidamente para garantir a sua próxima aventura de verão.

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