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“Nada na oferta de Portugal, enquanto destino turístico, está em contradição com as tendências de procura”

Em vésperas de congresso, o Publituris esteve à conversa com o presidente da Associação Portuguesa da Agências de Viagens e Turismo (APAVT). Com o mote “Fazer”, Pedro Costa Ferreira admite que 2023 não acompanhará o crescimento registado pelo turismo em 2022, dada a incerteza que se regista a nível global, tal como também não acredita numa decisão para o novo aeroporto em 2023. Quanto à semana de trabalho de quatro dias, a palavra escolhida foi “anedota”.

Victor Jorge

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“Nada na oferta de Portugal, enquanto destino turístico, está em contradição com as tendências de procura”

Em vésperas de congresso, o Publituris esteve à conversa com o presidente da Associação Portuguesa da Agências de Viagens e Turismo (APAVT). Com o mote “Fazer”, Pedro Costa Ferreira admite que 2023 não acompanhará o crescimento registado pelo turismo em 2022, dada a incerteza que se regista a nível global, tal como também não acredita numa decisão para o novo aeroporto em 2023. Quanto à semana de trabalho de quatro dias, a palavra escolhida foi “anedota”.

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Depois do “Reencontro”, em 2021, o mote do 47.º Congresso da APAVT é “Fazer”. E segundo o presidente da APAVT, ainda há muito que fazer. Consciente de que o setor não teria sobrevivido sem os apoios, Pedro Costa Ferreira espera mais, principalmente, no que diz respeito ao alargamento dos prazos das linhas de apoio ao pagamento dos vales. Mais cético está sobre os números que estão previstos para o turismo a longo prazo, admitindo não saber “como se pode pensar em atingir as metas que estavam traçadas para 2027 [27 mil milhões de euros em receitas turísticas], num destino turístico completamente dependente das acessibilidades aéreas para receber os seus turistas”. Assim, “parece que a parte mais difícil é mesmo decidir”. Já quanto à TAP, privada ou pública, o importante é “que consiga segurar o ‘hub’ português”.

O 47.º congresso da APAVT tem o tema “Fazer”. Olhando para estes quase três anos de pandemia e com uma guerra pelo meio, o setor do turismo e nomeadamente das agências de viagem poderiam ter feito mais?
Acho que o setor das agências de viagens fez bastante mais do que o imaginável. No início da pandemia repatriámos os nossos clientes e repatriámos os que não eram nossos clientes. Depois, ao longo da pandemia, reembolsámos todos os nossos clientes que não conseguiram viajar. No nosso primeiro cálculo do valor dos reembolsos, estimamos em 300 milhões de euros o valor reembolsado a todo o mercado. Depois, ao longo da pandemia, conseguimos interpretar as regras, as restrições de viagens que se alteravam de 15 em 15 minutos e foi através dessa interpretação e desse bom trabalho que pusemos uma boa parte dos portugueses a viajar.

No regresso à normalidade enfrentámos e aparentemente conseguimos gerir, pelo menos, as dificuldades de tesouraria que são próprias de todo o regresso à normalidade. Fizemos o ano de 2022 muito semelhante, enquanto setor, ao ano de 2019. E aqui estamos todos, vivos, a olhar o futuro e, por isso, acho que, com sinceridade, é difícil imaginar que poderíamos ter feito mais. E se pensarmos no que pensámos em março de 2020, quando nos questionávamos se era possível sobreviver dois ou três meses, acho que fomos para além do impossível.

2023 incerto, para pior
Mas também já o ouvi dizer que 2023 não será igual 2022.
Não. Acho que será seguramente pior do que 2022. Quão pior, não sabemos. Evidentemente que há alguns fatores de incerteza importantes, temos a guerra.

 

É difícil imaginar que poderíamos ter feito mais

 

Essa é a grande palavra: incerteza?
Sem dúvida. E quando olhamos o futuro é quase a única. Há trabalho à volta dela, mas a palavra definidora é a incerteza. Temos a guerra na Ucrânia, que não precisa de escalar. Enquanto durar, há a possibilidade de escalar e, portanto, a possibilidade de reverter todos os ganhos conseguidos até agora. A certeza que existe é a desaceleração económica. E quer a guerra continue, quer não continue, essa já é certa. Como somos um setor absolutamente sensível às variações de consumo, às expectativas e às incertezas do consumidor, parece óbvio que quer o outgoing, pela perda de poder de compra dos portugueses, quer o incoming, pela retração de vários mercados emissores, vamos ter um de 2023 inferior 2022.

Já tem algum cálculo?
Acho que esses fatores de incerteza nos dirão quão inferior. Não sabendo calcular, posso ter uma esperança. Demos um bom passo em frente na recuperação em 2022, porque fizemos um resultado semelhante a 2019. Faltarão provavelmente mais cinco anos desses resultados para chegarmos ao equilíbrio, mas pelo menos a possibilidade de ser um ano positivo seria para nós o mais importante. Ou seja, não se dar um passo atrás.

De fosse igual a 2022 já não era mau?
Se fosse igual a 2022, seria espetacular.

União à espera de apoios
No ano passado, o mote do Congresso da APAVT foi “Reencontro”. Na altura dizia-me que “mais do que nunca, é importante que o setor, mais do que se reunir, se una”. O setor uniu-se?
Não há uma resposta objetiva para isso. A minha resposta, que é subjetiva, é que o setor se uniu. Sobretudo, o setor voltou à normalidade e, ao voltar à normalidade, significa que as agências de viagens e concretamente as agências de viagens que fazem parte da APAVT voltaram a concorrer entre si. Portanto, esse é o principal traço de um setor económico. Se se uniu, acho que as agências de viagens perceberam muito bem, ao longo de 2022, que aquilo que as une é muito mais do que aquilo que as divide.

O Congresso vai ser, enfim, pelo menos em termos de adesão, outra vez um grande êxito. Conseguiu-se responder a dificuldades processuais muito importantes do ponto de vista da presença da APAVT na BTL, e conseguiu-se porque os associados se uniram à volta do projeto e deram uma grande mais-valia, até do ponto de vista do apoio financeiro. Conseguiu-se unir o capítulo aéreo, no sentido de se ter de se ter atingido um acordo com a IATA para revisão temporária dos critérios financeiros locais. E isso só foi possível porque, com todas as divergências e concorrência, os principais players, aqueles que estão no capítulo aéreo e que representam ao final cerca de 90% do BSP (Billing and Settlement Plan) conseguiram organizar-se à volta de uma proposta única. Os associados da APAVT cresceram de forma significativa e batemos os recordes conhecidos de 2002, que eram os únicos que existiam.

Portanto, eu diria que o outro setor se uniu, mas uma vez mais tenho consciência que não há uma resposta objetiva para isso.

 

Demos um bom passo em frente na recuperação em 2022, porque fizemos um resultado semelhante a 2019. Faltarão provavelmente mais cinco anos desses resultados para chegarmos ao equilíbrio

 

Falou se durante estes quase três anos muito dos apoios por parte das entidades oficiais. Sabendo que os tempos que aí vêm são de incerteza, espera mais apoios?
Os apoios que ocorreram durante a pandemia foram absolutamente essenciais. O apoio a fundo perdido que representou o layoff e o Apoiar.pt, e depois, num outro âmbito, o microcrédito do Turismo de Portugal, que funcionou sem juros, foram apoios que, um funcionaram bem, e dois foram essenciais à recuperação. Vamos ser claros, sem eles o setor não tinha resistido.

Se foram suficientes? Claro que não. Os balanços estão completamente destruídos e, portanto, achamos que os apoios deviam ter sido maiores.

Mas o valor dos apoios foi suficiente, mas o dinheiro não chegou, ou o valor que estava em cima da mesa foi simplesmente insuficiente?
O valor que estava em cima da mesa, nomeadamente, no Apoiar.pt foi completamente usado e, portanto, não foi suficiente. O que achamos é que devíamos ter mais uma tranche do Apoiar.pt. Aparentemente foi assinada uma nova tranche no acordo de Concertação Social e estará presente, esperemos, no orçamento. Estimamos que seja cerca de 10%, portanto, tivemos 700 milhões de euros de Apoiar.pt, estimamos em 70 milhões a verba que vai ser adjudicada a todas as empresas. Dizer isto, é dizer que provavelmente cada empresa que foi apoiada receberá mais 10% de apoio, é bem-vindo.

Depois, os processos de recapitalização não estão a correr bem nas grandes empresas e não são sequer existentes nas Pequenas e Médias Empresas. E são necessários porque os balanços estão completamente abalados, fruto da crise. Se não conseguirmos, de alguma maneira, repescar estes processos de recapitalização, pelo menos sugerimos e defendemos junto da tutela, que consigamos organizar, para quem queira e para quem necessite, o serviço da dívida, de modo a que dure um pouco mais tempo. Vamos falar das linhas de apoio ao pagamento dos vales. Se fosse possível alargar os prazos de quatro para oito anos ou de quatro para seis anos, seria bem-vindo.

 

Se quisermos manter o preço por uns anos ou eventualmente aumentá-lo, estamos condenados a melhorar o serviço

 

Está ser negociado?
Diria que está a ser tratado. Negociado é uma palavra demasiado forte neste sentido, até porque não temos divergências com a tutela relativamente a estes pontos. Estamos a tentar arranjar as condições técnicas e legais ou jurídicas para ser conseguido. Penso que são mais questões técnicas que estão aqui em jogo. Gostávamos muito que pudessem ser ultrapassadas.

Preço vs serviço
Dissecando um pouco o programa do Congresso da APAVT, mais do que fazer, a questão é como fazer? É preciso aumentar preço?
Não, eu que não. No curto prazo, o problema põe-se exatamente ao contrário. O que é que aconteceu em 2022? Aconteceu que Portugal, enquanto destino, aumentou preço e ao mesmo tempo diminuiu o serviço. O serviço ficou inferior? Porquê? Todos sabemos porquê. Porque houve uma resposta maciça da procura. A oferta teve uma resposta mais gradual e isso é um processo inflacionário de jogo da oferta e da procura.

Além disso, houve mais custos ou mais pressão inflacionária do lado dos custos e, portanto, tivemos aumento de preço.

Esse aumento de preço compensou o aumento de custos?
Julgo que sim, de modo geral. Sim, porque os resultados são bons, quer na hotelaria, quer nas agências de viagens. O que aconteceu foi a falta de pessoal. É uma situação conjuntural, sim. É uma situação gerível por um ano? Sim. É uma situação que não ocorreu só em Portugal. Sim. Mas se falarmos do médio e longo prazo, é algo que tem de ser resolvido. Porque se quisermos manter o preço por uns anos ou eventualmente aumentá-los, estamos condenados a melhorar o serviço.

E isso provavelmente leva-nos a uma das grandes questões empresariais e económicas do nosso tempo, que são as questões imigratórias. Portanto, um plano de imigração não apenas comunicado, mas que seja feito, lá está, “fazer”, que envolva a capacidade de atrair imigrantes, talento, a capacidade de os formar ou de virem formados e a, fundamentalmente, capacidade de os alojar.

Recentemente, no World Travel Market, o secretário-geral da OMT admitiu que era difícil repensar o turismo, já que o setor mudou tão rapidamente que foi muito difícil acompanhar essa mudança. O setor do turismo teve dificuldade em acompanhar essa mudança?
Responderia à pergunta de duas maneiras. A curto prazo, sim foi evidente. Mas a grande verdade é que há um regresso à normalidade do lado da oferta que tem um tempo necessariamente diferente ao regresso à normalidade do lado da procura.

Do lado da procura, é uma decisão. Podemos olhar para um interruptor e dizer eu não viajo, agora viajo. Do lado da oferta não é um interruptor, é uma onda que se vai formando e que tem de ganhar força. Portanto, desse ponto de vista, o turismo não acompanhou.

Agora, se analisarmos as palavras do secretário-geral da OMT do ponto de vista que o setor do turismo não acompanhou as tendências do consumidor, não estou de acordo. O que não é inusual porque estamos a falar da OMT, estamos a falar de políticos e os políticos nem sempre se encontram na mesma dimensão que o raciocínio dos empresários. Os resultados do turismo e o próprio crescimento do turismo ao longo dos últimos anos e a próprio crescimento, apesar de ter estado aquém da procura do turismo em 2022, prova que o turismo tem acompanhado as tendências de consumo.

Além disso, nem acho que essas tendências de consumo sejam más notícias para Portugal. Pelo contrário. Para já, não creio que a pandemia tivesse trazido novas tendências. Trouxe aceleração de tendências já bem construídas e já bem identificadas como a autenticidade, a sustentabilidade, a natureza, o comércio justo, o ‘slow tourism’, o digital, tudo isso são tendências que já estavam bem definidas, só foram aceleradas.

Nada na oferta de Portugal, enquanto destino turístico, está em contradição com as tendências de procura. Portanto, nem sequer acho que nessas tendências haja más notícias para Portugal. Assim se resolvam outras questões, como o aeroporto de Lisboa, para podermos concretizar a boa resposta que parece existir do lado da oferta.

 

Se ninguém está à espera do milagre de Fátima, ao menos comece a fazer as obras do aeroporto de Lisboa

 

Turbilhão TAP
Estamos com uma greve marcada [8 e 9 de dezembro] que irá ter um forte impacto na TAP. Como vê estas greves neste período, sabendo que nos aproximamos de uma época do ano em que as pessoas viajam muito e onde estas greves fazem, como se costuma dizer, muita mossa?
É verdade, fazem mossa. Aliás, fazem mossa não apenas se não forem realizadas, porque a partir de determinada altura a companhia aérea tem de gerir os voos e tem de arranjar alternativas. Muitas vezes, a verdadeira picada do escorpião é quando elas são desconvocadas na véspera, quando a companhia aérea tem os custos e tem os voos vazios. Portanto, não basta desconvocar, tem de ser desconvocada em tempo útil.

A TAP está num modelo de uma enorme exigência que é cumprir o plano de recuperação. Vai precisar de muito trabalho, de muita competência e de muita sorte. Temos a guerra, temos o fuel, a inflação global, a falta de mão de obra, a desorganização nos aeroportos. No caso da TAP, em específico, temos o brutal desafio que é o aeroporto de Lisboa. Portanto, a TAP está num turbilhão.

Uma tempestade perfeita?
Para ser perfeita, só falta juntar as greves e portanto, se ela não é perfeita, fica perfeita com as greves. Temos muita pena que esteja a acontecer.

Ainda relativamente ao dossier TAP, também está em cima da mesa a privatização. Como é que a APAVT olha para este dossier?
A APAVT nunca, ao longo dos últimos tempos, discutiu a origem do capital da TAP.

Mas são a favor de uma privatização?
Não precisamos de estar a favor de uma privatização. Se me perguntar se eu, enquanto pessoa, no meu olhar económico, sou a favor da iniciativa privada? Eu digo, sem hesitação que sim. Mas não devo transportar essa minha visão individual para a liderança de uma associação. E na realidade, a APAVT não precisa de uma TAP privatizada. A APAVT precisa de uma TAP que consiga desenvolver o processo de crescimento, de uma TAP que consiga segurar o ‘hub’ português e de uma TAP que tenha êxito no processo de recuperação. Aparentemente, estes três desafios poderão ser resolvidos por uma TAP com capital estatal ou por uma TAP com capital privatizado.

Mas a questão do ‘hub’, e existindo grupos interessados como a IAG (British Airways e Iberia), Lufthansa e/ou Air France-KLM, acredita na manutenção do ‘hub’ de Lisboa?
Não estou preocupado com isso, até porque o principal valor da TAP é o ‘hub’. Portanto, creio que nos processos de privatização é evidente que quem esteja à procura do ‘hub’ vai querer e tem mais valor a TAP para esses candidatos. O que espero num eventual processo de privatização é que ganhe alguém cuja estratégia inclua o ‘hub’ de Lisboa para juntar a outros ‘hubs’. Julgo que, teoricamente, a Ibéria faz mais um movimento de atrapalhar a privatização do que propriamente ir a jogo.

 

Decidir e fazer
Já relativamente ao novo aeroporto, antes de fazer a decidir.
Sim, antes de fazer há que decidir. Aliás, parece-se que a parte mais difícil é mesmo decidir.

E espera uma decisão até ao final de 2023?
Tenho vergonha em responder de forma desenvolvida. Mas a resposta é não, não espero que seja decidido em 2023.

 

Face à incerteza óbvia de tudo o que nos rodeia, construir mais certezas é ter uma estratégia definida, ter um foco e um desenvolvimento de um plano de negócios coerente com essa estratégia e manter uma proximidade brutal ao cliente

 

Isso acarreta, naturalmente, custos enormes para o turismo português?
Absolutamente brutais. Nem sei como é que se pode pensar em atingir as metas que estavam traçadas para 2027 [27 mil milhões de euros em receitas turísticas], antes da pandemia, no pós-pandemia, num destino turístico completamente dependente das acessibilidades aéreas para receber os seus turistas, em que nas acessibilidades aéreas Lisboa é a maior porta de entrada e que está esgotada. Nem consigo entender a coerência da tentativa de atingir esses objetivos, sendo que faço, eventualmente, um comentário que é, se ninguém está à espera do milagre de Fátima, ao menos comece a fazer as obras do aeroporto de Lisboa.

Um dos painéis do congresso da APAVT é mesmo “Crescer com as atuais acessibilidades. Qual o milagre?”.
Esse é o ponto. Eu colocaria as obras do aeroporto de Lisboa em execução, já que todos estamos dependentes, para sermos realistas, na boa execução dessas obras, para melhorar a eficiência do aeroporto, face à inoperância dos políticos.

Dito isto, gostaria de comentar que apesar da Comissão de Acompanhamento, que tem mais ou menos 20 intervenientes, ainda não ter reunido, que tenha conhecimento. É preciso dizer que o presidente desta Comissão, o presidente da Ordem dos Economistas e o presidente da Ordem dos Engenheiros, antes da Comissão reunir, já todos eles defenderam publicamente Alcochete. Portanto, aparentemente, as opiniões, parece estarem muito alinhadas.

Há relativamente pouco tempo ficámos a saber os números da atividade turística em Portugal. O Turismo de Portugal lançou uma forte campanha para o mercado dos Estados Unidos. Os mercados em que Portugal está a apostar são os mais corretos?
De um modo geral, julgo que sim. A aposta no mercado norte americano, até por questões conjunturais, parece-me uma decisão muito acertada. Mais do que o mercado norte americano, penso que a decisão acertada é nos mercados de ‘long haul’. Porquê? Porque não exigem o verão para viajar e, portanto, permitiria gerir a sazonalidade, não exigem praia para viajar, logo permitiria ganhar mais territórios turísticos. Ora, menos sazonalidade e mais territórios turísticos, são bons movimentos em direção a um crescimento com menor pressão turística. Do ponto de vista estratégico, os mercados de ‘long haul’ e o mercado norte americano, até por uma questão de proximidade, parecem-me apostas absolutamente válidas.

Conjunturalmente, julgo que o Turismo Portugal está a apostar um pouco na valorização do dólar para proteger, uma eventual, já certa, retração de alguns mercados emissores europeus, nomeadamente, Reino Unido e Alemanha.

Houve dois temas que, com a pandemia, de facto, foram reforçados: a digitalização e a sustentabilidade. A APAVT aderiu, em março, ao programa europeu SUSTOUR. Como tem corrido a adesão por parte dos associados da APAVT a este programa?
É um primeiro passo e, portanto, temos de o ver com alguma humildade. Assim, obriga-nos a manter estes processos como um dos pilares de atuação nos próximos anos. Mas a verdade é que está a correr muito bem.

Em primeiro lugar, na sua origem, apenas cinco associações europeias e a Confederação Europeia (ECTA) aderiram ao projeto inicial do SUSTOUR. Portanto, em seis associações, uma delas é a APAVT. Em segundo lugar, em termos de adesão dos associados a parte tem cerca de 60 associados que aderiram e, julgo, é a associação com maior adesão de associados de todas as que concorreram. Segunda boa notícia.

Em terceiro lugar, os trabalhos decorrem com uma dinâmica incrível, porque, não sendo difícil do ponto de vista técnico, é de facto muito trabalhoso porque é uma certificação, não é a compra de um selo. É uma certificação que obriga a uma mudança, nalguns casos, quase radical de comportamentos e, portanto, não é uma coisa fácil.

Esperamos até setembro do próximo ano, as empresas que tiverem êxito, terem os seus processos relativamente terminados. Dito isto, o SUSTOUR é apenas um passo no nosso processo de sustentabilidade, porque é um fundo europeu que apoia financeiramente os processos. Mais importante do que o SUSTOUR é o nosso acordo com a “Travelife”, uma empresa europeia certificadora a nível internacional e, por isso, continuamos a sugerir e a trabalhar junto dos associados para que novos processos de sustentabilidade se produzam. Não têm é o apoio financeiro de um fundo europeu que é o SUSTOUR. Dito isto, não tendo esse apoio financeiro, não são processos caros. Não será um problema financeiro, será um problema de decisão e depois de trabalho árduo para se atingir a certificação.

Nadim Habib, um dos key note speakers do próximo congresso da APAVT referia, em entrevista ao Publituris, que “é preciso construir mais certezas e não navegar constantemente na incerteza”. Como é que as agências de viagem em Portugal podem construir mais certezas?
Essa é uma ‘million dolar question’. A primeira resposta é, cada agência de viagens é um olhar sobre o mercado e, portanto, a constituição de certezas tem tanta diversidade quanto o número de agências de viagens. Tentando unir num mínimo denominador comum, todos estes ‘approach’, diria que, face à incerteza óbvia de tudo o que nos rodeia, construir mais certezas é ter uma estratégia definida, ter um foco e um desenvolvimento de um plano de negócios coerente com essa estratégia e manter uma proximidade brutal ao cliente.

Como olha para a possibilidade de um regime laboral de quatro dias?
Tenho vergonha de responder muito extensamente. É uma anedota, ponto de exclamação.

Logo no início da nossa conversa falou na importância da APAVT estar com os seus associados na BTL. Voltamos a ter a APAVT e os seus associados na BTL 2023?
Voltamos e, provavelmente, com maior presença de sempre. Foi um processo francamente difícil, o aumento de custos, de um modo geral, é conhecido, o aumento de custos na BTL existe e é concreto. Tivemos dúvidas e chegámos a duvidar que podíamos manter a nossa presença na BTL. E isso foi do conhecimento de todos, dos nossos associados e também da BTL.

A grande verdade é que tivemos uma muito boa resposta por parte dos nossos associados face aos novos compromissos que temos de assumir e houve uma decisão muito forte, que juntou mais compromissos de cada associado e muito provavelmente mais associados presentes.

Pode acontecer de facto, que depois de um processo difícil onde chegámos a não ver a luz ao fundo do túnel, poderemos vir a entrar numa sala que nunca teve tanta luz.

Depois deste congresso e pegando no mote do mesmo, “Fazer”, o que é que a APAVT vai fazer em prol do turismo nacional e dos seus associados?
Vai fazer aquilo que lhe dá a vida desde 1950. Em primeiro lugar, vai apoiar as causas dos agentes de viagens onde elas se colocarem. E é sempre muito dinâmico e há sempre muitas surpresas. Veja as causas dos agentes viagens em janeiro de 2020 e em abril de 2020. Em segundo lugar, vai continuar a envolver as agências de viagens à volta daquilo que as une, que é muito mais do que aquilo que as separa. E, em terceiro lugar, vai continuar a ser um parceiro exigente, leal e independente junto da tutela. Isto abarca tudo o que já fizemos e vamos continuar a fazer.

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19ª Convenção da Airmet adiada para 24 a 26 de março

“Devido aos recentes imprevistos” a Airmet anuncia que a realização da sua 19ª Convenção anual, que estava prevista entre 27 e 29 de janeiro, na Madeira, foi adiada para os dias 24 e 26 de março de 2023.

A manutenção do pré-aviso de greve na TAP marcado entre os dias 25 e 31 de janeiro, terá ditado esta alteração. O local mantém-se, ou seja, no Pestana Casino Park, no Funchal, bem como o tema ““Green’it possible – The Game Changer” e o programa.

Numa comunicação, na semana passada, dirigida aos participantes do evento e assinada pelo diretor geral da Airmet, Luís Henriques, a rede referia que “este constrangimento afetará, de forma muito significativa” a realização da Convenção, uma vez que as datas são coincidentes.

Segundo o responsável, “temos colegas que estão integrados nos voos “Airmet”, mas temos igualmente colegas que compraram voos TAP diferentes dos que demos como opção o que faria com que a participação, que à data está nas 320 pessoas (tornando esta convenção na maior de sempre) fosse largamente reduzida”, para acrescentar que “consideramos que não teremos condições para realizar a convenção nas datas iniciais caso a greve se mantenha”.

Luís Henriques destacava na comunicação que “estamos a trabalhar para que o evento seja um sucesso e caso seja necessário alterar as datas estamos totalmente preparados para tal tendo já, conforme indicado, um plano B que nos permitirá ter a nossa convenção sem custos adicionais para as agências de viagens”.

 

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Soltour Travel Partners reuniu na Fitur os principais players da indústria do turismo

A digitalização das agências de viagens, as novas propostas de valor da operação turística e a sustentabilidade nas companhias aéreas, foram alguns dos temas que a Soltour Travel Partners analisou com especialistas do setor durante a Fitur, onde apresentou também dois destinos que farão parte da sua operação em 2023: República Dominicana e Cabo Verde.

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Na sua Summit, durante a Fitur, a empresa reuniu vários especialistas do mundo do turismo que partilharam a sua opinião sobre o futuro do setor em áreas importantes como a operação turística, as agências de viagens e as companhias aéreas. Além disso, a Soltour deu destaque a dois dos destinos mais exóticos e estabelecidos das suas operações – República Dominicana e Cabo Verde.

Na mesa-redonda sobre a “Digitalização das agências de viagens no desafio da sustentabilidade”, as agências de viagens presentes puderam descobrir as chaves da inovação e da digitalização, bem como as vantagens de as aplicar nos seus modelos de trabalho. “Acreditamos que a implementação de novas tecnologias aumenta a competitividade das agências de viagens e oferece um valor diferenciado às novas gerações, que estão muito conscientes sobre a importância de reduzir o seu impacto ambiental”, referiu Tomeu Bennasar, CEO da Soltour Travel Partners.

No painel de especialistas em operação turística – “Especialização e inovação: as novas propostas de valor da operação turística”, abordou-se a importância da operação turística no setor do turismo e como a proposta de valor parece ter evoluído no sentido da especialização do produto, oferecendo às agências de viagens soluções inovadoras para manter a sua competitividade na indústria.

“Voos Conscientes. Viagens consistentes”, dedicou-se à aplicação da sustentabilidade no setor da aviação. A sustentabilidade, uma tendência globalizada e cada vez mais importante entre as gerações mais jovens, obrigou a repensar as estratégias de vários setores, incluindo o turismo e a aviação, no sentido de um modelo mais ecológico, mais sustentável e mais amigo do ambiente, concluiu-se.

O primeiro dia da feira, também com a participação de vários peritos da indústria do turismo, a discussão centrou-se no papel da experiência local como dinamizadora dos hotéis e destinos.

A empresa realizou duas exposições culturais de dois destinos importantes – Riviera Maya e o Japão –, este último juntamente com o seu parceiro recente, Europamundo, e apresentou um novo parceiro, a WebBeds, o seu novo fornecedor de distribuição de alojamento.

A primeira grande experiência do dia ficou a cargo de Silvia Leal, especialista internacional em tendências e tecnologia, que abordou o Metaverso turístico e o potencial deste novo instrumento para o setor do turismo.

 

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Nova edição: Os nomeados dos Portugal Trade Awards, Lisboa e autocarros de turismo

A nova edição do Publituris faz capa com os nomeados para os Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2023, que vão ser entregues no primeiro dia da BTL, a 1 de março. Além disso, inclui também um especial sobre Lisboa, um dossier sobre autocarros de turismo e passageiros, uma entrevista com o responsável da VARIAÇÕES e um artigo sobre a Turiset, a primeira agência em Portugal a ostentar o selo ‘Checked by DECO’.

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A nova edição do Publituris, a última do primeiro mês de 2023, faz capa com os nomeados para os Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2023, que vão ser entregues no primeiro dia da BTL, a 1 de março.

Este ano, são 100 os nomeados, em 16 categorias, às quais acresce o prémio “Personalidade do Ano”, que é escolhido diretamente pela equipa do Publituris. A votação online arranca já na próxima segunda-feira, 23 de janeiro, prolongando-se até 17 de fevereiro.

Nesta edição, publicamos também um especial sobre Lisboa, destino cuja marca está a puxar toda a região, segundo Vitor Costa, presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa e diretor-geral da Associação de Turismo de Lisboa (ATL). Neste trabalho, saiba também porque quer a ATL repensar a estratégia turística para a região, através das palavras da diretora executiva da associação, Paula Oliveira, fique a par das novidades da hotelaria na região da capital para este e para os próximos anos e conheça ainda a nova Doca da Marinha, que promete aproximar Lisboa do Tejo.

Na secção Distribuição, publicamos ainda um artigo sobre a Turiset, que se tornou na primeira agência de viagens em Portugal a ostentar o selo “Checked by DECO”, e, em MI, o destaque vai para uma entrevista com Diogo Vieira da Silva, diretor-executivo da VARIAÇÕES – Associação de Comércio e Turismo LGBTI+, que vai estar presente na BTL 2023 e que pede que Portugal crie uma estratégia para este segmento, que vale perto de 50 mil milhões de euros.

O Dossier desta edição do Publituris é dedicado aos autocarros de turismo e passageiros, que se mostram mais confiantes em relação a 2023, uma vez que, com a melhoria da situação epidemiológica, a procura parece estar a regressar. Apesar de positivas as expetativas para este ano, as empresas mostram-se moderadamente otimistas, uma vez que os desafios continuam a ser muitos e foram agravados com a guerra na Ucrânia, nomeadamente ao nível dos custos com o combustível, aos quais estas empresas estão particularmente expostas. Neste dossier, saiba ainda que novidades estão as empresas de autocarros de turismo e passageiros a preparar para este ano.

Além do Pulse Report, esta edição conta ainda com as opiniões de Francisco Jaime Quesado (economista e gestor); Mariana Marques (docente do ISG); Andrea Santos, Filipe Trindade e Gilda Mendes (coordenadores da Pós-Graduação em Organização de Eventos do ISAG); e António Paquete (economista).

Boas leituras!

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Solférias alarga oferta para Monastir de Lisboa e Porto

O operador turístico Solférias anuncia que alargou a oferta para a estância turística tunisina de Monastir, no verão, com dois voos extra por semana, um com saída de Lisboa e outro do Porto.

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Esta operação charter decorrerá de 21 de julho a 15 de setembro de 2023 (último regresso), em voos diretos da companhia aérea Air Horizont, com partidas de Lisboa e do Porto, às sextas-feiras.

O pacote de sete noites custa desde 770 euros, por pessoa em duplo, em regime de tudo-incluído.

Segundo o operador turístico, em nota de imprensa, esta operação integra a sua já habitual programação de verão e reforça a procura crescente pelo destino. “Uma operação pensada tendo em conta as necessidades das agências de viagens e, naturalmente, dos seus clientes”, indica a Solférias.

 

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Viagens Tempo e Turkish Airlines promovem famtrip a Istambul e à Jordânia

As Viagens Tempo vão promover, entre 21 e 28 de janeiro, uma famtrip a Istambul, na Turquia, e à Jordânia, que vai decorrer em parceria com a companhia aérea Turkish Airlines e que conta com a participação de nove agentes de viagens portugueses.

Inês de Matos

O operador turístico Viagens Tempo vai promover, entre 21 e 28 de janeiro, uma famtrip a Istambul, na Turquia, e à Jordânia, que vai decorrer em parceria com a companhia aérea Turkish Airlines e que visa dar a conhecer aos agentes de viagens portugueses “dois dos destinos ‘best-seller’” do operador turístico e que, segundo as Viagens Tempo, têm um “forte potencial para crescer ainda mais no mercado português”.

“Os agentes de viagens vão poder conhecer in loco a forma como operamos os nossos programas e, claro, familiarizar-se com os destinos”, explica o operador turístico ao Publituris, revelando que a viagem inclui três dias em Istambul e cinco dias na Jordânia.

Durante a famtrip, os agentes de viagens vão poder visitar a Mesquita Azul, o Palácio Topkapi e realizar um passeio de barco no Bósforo, em Istambul, enquanto na Jordânia estão previstas visitas a Petra, que é uma das 7 Maravilhas do Mundo, mas também ao Mar Morto e ao deserto de Wadi Rum, existindo ainda a oportunidade de conhecer o Aeroporto de Istambul em visita guiada e a Turkish Flight Academy, a academia de formação da Turkish Airlines.

De acordo com as Viagens Tempo, além de Istambul, esta famtrip pretende que os agentes de viagens conheçam também a Jordânia e as suas atrações turísticas, uma vez que se trata de um destino em que o operador tem vindo a apostar há vários anos e que tem “crescido ano após ano, quer em individuais quer em grupos fechados, contando já com um interessante número de grupos confirmados para este ano”.

“A estreita relação com os nossos representantes locais, com quem trabalhamos há mais de 10 anos, e o conhecimento profundo do destino permitem-nos ter um produto diversificado e com um elevado padrão de qualidade”, acrescenta o operador turístico, revelando que conta incluir na sua programação para 2023 um combinado Istambul e Jordânia.

“Contamos incluir na nossa programação de 2023 um combinado Istambul e Jordânia. Neste momento contamos já com diversos programas na Turquia e na Jordânia que podem ser consultados na nossa página www.viagenstempo.pt”, diz o operador ao Publituris.

Além dos representantes das Viagens Tempo e da Turkish Airlines, a famtrip vai contar com a participação do Publituris e de nove agentes de viagens, concretamente das agências Easy Go Holidays, Portugal With, Inatel Turismo, Portugal 2 Travel, Bestravel (Cascais), B Travel, FR Travel, Wamos / Top Atlântico Gaia Shopping e Eco Travel.

Os voos são realizados pela Turkish Airlines, com partida do aeroporto do Porto.

 

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4 operadores turísticos juntos em voo especial para Maceió na Páscoa

Os operadores turísticos Solférias, Exoticoonline, Sonhando e Alto Astral, acabam de anunciar ao mercado o lançamento de um voo especial para Maceió-Brasil, para a Páscoa.

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Atentos aos desejos dos viajantes, quatro operadores do mercado português – Solférias, Exoticoonline, Sonhando e Alto Astral, vão dar continuidade ao sucesso que foram as duas operações especiais de fim de ano para o Brasil, com o lançamento de um voo especial para Maceió numa data tão procurada pelos viajantes: a Pascoa.

O voo direto de Lisboa será operado pela companhia aérea SATA, tem partida marcada para o dia 7 de abril e regresso no dia 16, num programa de 9 noites / 10 dias, desde 1.798 euros por pessoa em duplo, no Hotel Vila Galé Alagoas, em regime de tudo-incluído.

A Solférias, Sonhando e Exoticoonline, numa estreita colaboração com todos os seus parceiros no destino, comercializam o voo a partir de Portugal, enquanto a comercialização da rota inversa estará a cargo da Alto Astral.

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Grupo Ávoris apresenta novidades para 2023 em roadshow

O roadshow do Grupo Ávoris decorre entre 31 de janeiro e 8 de fevereiro, conta com a participação dos operadores turísticos do grupo e vai visitar “várias cidades do país”.

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O Grupo Ávoris anunciou que, entre 31 de janeiro e 8 de fevereiro, vai promover um roadshow para apresentar as novidades da programação dos seus operadores turísticos para 2023.

Num comunicado enviado à imprensa, o grupo turístico revela que o roadshow vai passar por “várias cidades do país” e conta com a participação dos operadores turísticos Jolidey, LePlan, Nortravel, LeSki, Travelplan, Rhodasol, Marsol e Catai Portugal.

Por enquanto, o Grupo Ávoris não adianta mais informações sobre o roadshow ou sobre as cidades que a iniciativa vai visitar, garantindo apenas que “brevemente” serão fornecidos mais detalhes sobre o evento.

 

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Lusanova lança catálogo “Circuitos Europeus” para 2023/2024

Acessível no seu website, o operador turístico Lusanova acaba de lançar o catálogo “Circuitos Europeus” para a temporada 2023/2024.

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Tradicionalmente constituído por duas categorias de Circuitos Europeus – os Clássicos e os Seleção, o catálogo para 2023/2024 apresenta itinerários totalmente novos, como o “Alemanha Encantada”, “Cores da Provença”, “As novas jóias dos Balcãs”, “Saga Nórdica”, e “Islândia Mágica” nos Seleção; e o “Itália Dolce Vita” nos Clássicos.

Tiago Encarnação, diretor de operações da Lusanova, indica que os Circuitos Europeus Clássicos são operados pelo operador turístico, com guias em língua portuguesa e “indicados para os clientes que pretendem conhecer as grandes cidades da Europa e aprofundar o seu conhecimento nos principais destinos europeus”, acrescentando que são também circuitos que permitem uma maior flexibilidade e personalização do itinerário.

Já no que refere aos Seleção, tratam-se de circuitos mais inclusivos, este ano com mais partidas com guias em português, e destinam-se “a quem procura conhecer em pormenor regiões menos percorridas e experiências mais autênticas, com mais refeições e visitas”, refere ainda Tiago Encarnação.

Os circuitos Europeus incluem toda a programação de circuitos regulares para a Europa da Lusanova, com partidas garantidas ao longo de toda a temporada e reservas disponíveis online no site do operador turístico.

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Solférias apresenta nova brochura 2023/2024 da Disneyland Paris

A programação da Disneyland Paris para 2023/2024 acaba de ser disponibilizada ao mercado pelo operador turístico Solférias em formato de brochura, que pode ser consultada em Solferias.pt.

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O operador turístico Solférias acaba de comunicar ao mercado que já tem disponível a novíssima brochura para a Disneyland Paris, com validade até 27 de março de 2024.

Segundo a Solférias, a brochura Disneyland Paris é, para além de um manual de vendas para todos os agentes de viagens, “uma fonte de inspiração que é por si só um excelente argumento para a decisão dos clientes poderem, imediatamente, entrar neste mundo mágico”, parque temático muito apreciado pelos portugueses.

Com o prolongamento do 30.º aniversário da Disneyland Paris até 30 de setembro de 2023, a brochura reúne informação privilegiada “que comprova que a magia está programada para brilhar ainda mais forte”, indica o operador turístico em nota de imprensa.

 

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Viagens Tempo promovem Cairo e Hurghada para a Páscoa

As Viagens Tempo lançaram uma proposta para a Páscoa no Egito, num pacote de sete noites para o Cairo e Hurghada, que apresenta preços desde 1.695 euros por pessoa e que conta com partida do Porto, a 3 de abril.

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As Viagens Tempo lançaram uma proposta para a Páscoa no Egito, num pacote de sete noites que apresenta preços desde 1.695 euros por pessoa e que conta com partida do Porto, a 3 de abril.

O pacote das Viagens Tempo para a Páscoa no Egito conta com duas noites de alojamento no Cairo, capital do Egito, no hotel de cinco estrelas Steigenberger Cairo Pyramids, e outras cinco noites em Hurghada, uma das principais estâncias turísticas egípcias no Mar Vermelho, onde o alojamento será no Marriott Hurghada Beach Resort, também de cinco estrelas.

Além do alojamento, o pacote das Viagens Tempo para a Páscoa no Egito inclui também sete refeições, assim como visita de dia inteiro às Pirâmides, Esfinge e Museu do Cairo, com guia local em português ou espanhol, e voos de ida e volta pela Turkish Airlines, via Istambul, na Turquia.

A proposta para a Páscoa contempla ainda taxas, transferes entre o aeroporto e o hotel, bem como seguro de viagem, incluindo condições especiais para cancelamento antecipado e interrupção de viagem e cobertura complementar COVID-19.

Já o visto de entrada no Egito não está incluído, assim como as bebidas às refeições, gastos pessoais e gratificações a guias e motoristas.

O pacote é válido para um mínimo de 10 participantes e conta com lugares garantidos mas limitados, devendo os participantes possuírem passaporte com uma validade mínima de seis meses.

Além da saída do Porto, o operador turístico disponibiliza também voos desde Lisboa, devendo os interessados contactar as Viagens Tempo.

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