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Novos expositores reforçam WTM London 2022

Para o evento que se realiza de 7 a 9 de novembro, no ExCeL London, estão já confirmados mais de 3.000 expositores, dos quais 70 são estreias absolutas no evento.

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Novos expositores reforçam WTM London 2022

Para o evento que se realiza de 7 a 9 de novembro, no ExCeL London, estão já confirmados mais de 3.000 expositores, dos quais 70 são estreias absolutas no evento.

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A realizar de 7 a 9 de novembro, o World Travel Market London 2022 (WTM) soma novos expositores internacionais, anunciando já mais de 3.000 expositores confirmados dos quais 70 são estreias absolutas no evento.

Entre as estreias contam-se a participação da Associação dos Operadores Turísticos do Uganda e representantes da Organização Internacional do Turismo de Azadi que irão mostrar as diversas ofertas do Irão.

No “International Hub” do ExCeL London existirá a possibilidade de visitar novos participantes de hotéis, bancos, rent-a-cars ou DMC, com a organização a destacar o regresso da Embratur, Ruanda ou Quirguistão.

A organização destaca, igualmente, as presenças de destinos mais conhecidos como as Caraíbas, Espanha ou Portugal, bem como os espaços do Reino Unido e da Irlanda a terem mais do dobro da dimensão da edição do WTM de 2021, refletindo, segundo o WTM, “o crescente interesse do Reino Unido e Irlanda em promover ambos os destinos no formato ‘staycation’ e apelando aos turistas inbound”.

Juliette Losardo, WTM London Exhibition Director, destaca as estreias na edição deste ano, admitindo que “a participação de novas entidades, empresas e organismos é essencial para o setor andar para a frente”, revelando que “estão já confirmados expositores de mais de 100 países” no evento do próximo mês.

 

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Crédito: Rita Ansone

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“Onde estaríamos se houvesse uma estratégia para o mercado LGBTI+? Talvez a liderar este segmento na Europa”

A VARIAÇÕES – Associação de Comércio e Turismo LGBTI+ de Portugal vai marcar presença na BTL 2023. Diogo Vieira da Silva, diretor-executivo da organização, admite que o mercado LGBTI+ é dos segmentos que mais tem crescido em Portugal nos últimos anos. Segundo o mesmo, “não existe nenhuma estratégia para este segmento”, que, de acordo com números de 2012, vale 8% dos gastos em atividades relacionadas com viagens e turismo na Europa, ou seja, 50 mil milhões de euros.

Victor Jorge

Depois de conquistar o ‘EuroPride’ 2025, que se realiza de 14 a 21 de junho de 2025, que trará a Lisboa um milhão de visitantes e ter um impacto económico entre 100 a 250 milhões de euros, a VARIAÇÕES vai à BTL 2023 com o objetivo fazer com que os players nacionais do setor do turismo “deixem de ter receio de comunicar e ter campanhas de marketing específicas para o segmento LGBTI+”. Até porque, “só em 2019, houve mais de dois milhões de turistas LGBTI a visitar o nosso país”.

Inclusão e diversidade têm sido temas destacados no setor do turismo. Em que âmbito se insere a participação da VARIAÇÕES – Associação de Comércio e Turismo LGBTI+ de Portugal, enquanto parceiro para a área LGBTI+ na BTL 2023?
A VARIAÇÕES – Associação de Comércio e Turismo LGBTI+ de Portugal é a primeira organização de âmbito empresarial a trabalhar o segmento LGBTI+ com a perspetiva económica e de criação de mais valias. Neste sentido, e atendendo ao enorme crescimento do turismo na última década em Portugal, o segmento LGBTI+ é sem dúvida alguma o que tem mais potencial de crescimento no futuro.

A nossa participação enquadra-se no âmbito de trazer os agentes de oferta Turista LGBTI+ nacionais, que trabalham muitos deles há décadas neste segmento. Se há uns anos o faziam sozinhos e isolados de outros negócios, no presente e futuro cada vez mais agentes económicos e turístico compreendem que o segmento LGBTI+ é dos mais exigentes e lucrativos. Por isso ter uma estratégia e comunicação específica para o mesmo é importante.

Que importância tem, efetivamente, esta comunidade para o setor do turismo em Portugal?
Em 2012, segundo um estudo da GETA (associação europeia de turismo gay), o mercado gay representava na Europa 8% dos gastos em atividades relacionadas com viagens e turismo (ou seja, 50 mil milhões de euros).

Infelizmente a falta de visibilidade sobre as questões LGBTI, em geral, também são existentes no que atende a estudos de mercado sobre este segmento, nomeadamente em Portugal. Existem muito poucos estudos e os que existem habitualmente provêm do mundo académico e de iniciativa individual de alunos de mestrado e de doutoramento. Mas apesar deste facto, podemos sempre usar os dados de estudos internacionais e fazer uma analogia para o mercado português, pelo que só em 2019, houve mais de dois milhões de Turistas LGBTI a visitar o nosso país.

O mercado LGBTI+ é dos segmentos que mais tem crescido em Portugal nos últimos anos

Promoção “orgulhosa”
De que forma se pode promover Portugal como destino a nível internacional junto da comunidade LGBTI+?
Em 2019, nasceu a campanha ‘Proudly Portugal’, a primeira campanha de promoção de Portugal enquanto destino LGBTI, mas que também é um agregador da oferta nacional para quem nos visita. Esta plataforma interativa permite, através do seu diretório, dar acesso aos locais que os turistas mais apreciam, bem como aos lugares emblemáticos da comunidade.

A próxima etapa passa pela reestruturação da oferta e tal só é possível com investimento. Exatamente por isso existe a intenção de renovar a campanha ‘Proudly Portugal’ e fazer com que a mesma seja um motivador de investimento estrangeiro para aumentar a oferta LGBTI+ nacional. Abrir novos projetos e negócios para o mercado LGBTI é o primeiro passo para conseguir por Lisboa o mapa de destinos do segmento. Após este feito, a atração de eventos internacionais será um sedimentar desta estratégia.

Há mercados específicos de aposta para atrair esta comunidade ou a estratégia é global?
O mercado LGBTI+ é dos segmentos que mais tem crescido em Portugal nos últimos anos, muito devido à grande procura do mercado francês, norte-americano, inglês e brasileiro que são os principais mercados emissores de Turistas LGBTI+ do mundo. E é aqui que Portugal tem uma vantagem competitiva. Pois tem relações históricas, sociais e culturais com todos eles. Apenas é preciso haver visão, vontade e fazer para que Portugal seja verdadeiramente um destino para todos/as!

Quais são os mercados emissores mais interessantes para Portugal explorar?
Tanto devido à estratégia de penetração que tem havido nos últimos anos, bem como à ligação histórica que existe, os EUA e o Brasil são os mercados mais interessantes para Portugal. Mas se no primeiro vivemos o efeito de invisibilidade, por exemplo, a nossa vizinha Espanha há mais de 20 anos que se promove enquanto destino LGBTI; no segundo temos a perceção de sermos um destino tradicional e conservador.

Se conseguirmos alterar a narrativa em ambos os mercados, teremos proveitos e mais valias que facilmente nos tornarão nos destinos LGBTI+ de referência no mundo.

Em termos de países/mercados, quais são os que mais visitam Portugal? E há alguma preferência em termos de destino/região?
É inegável que o destino LGBTI+ de referência nacional é Lisboa. Tal se sucede única e exclusivamente graças à sua grande oferta para o segmento e empresários/as LGBTI+ que desenvolvem os seus negócios na cidade e região. Infelizmente não existe nenhuma estratégia para este segmento, tanto a nível autárquico como a nível da Agência Regional de Turismo. O que nos faz questionar, onde estaríamos se houvesse? Talvez a liderar este segmento na Europa.

Da mesma forma que existem equipas e estratégias para os outros segmentos turísticos, Turismo Religioso, Turismo de Desporto, Turismo Rural, etc., tem de haver equipas e estratégias para o Turismo LGBTI+

Segurança, hospitalidade e autenticidade procuram-se
O que procura a comunidade LGBTI+ num destino turístico?
A comunidade LGBTI+ é diversa, mas há fatores que são universais. Segurança, hospitalidade e autenticidade. Portugal tem estes três fatores, apenas lhe falta saber comunicar para o segmento LGBTI+.

Que destinos estão mais avançados nesta integração da comunidade LGBTI+ em termos turísticos?
Espanha, Holanda, Malta, França, Reino Unido, Alemanha, EUA, Canadá, Argentina ou Brasil, são alguns exemplos dos destinos que mais trabalham a integração do segmento LGBTI+ nas suas estratégias de turismo. Depois temos exemplos como Itália, que apesar de ser um país muito conservador a nível legal (estando nos lugares mais abaixo a nível de igualdade LGBTI+ na Europa) é dos países que mais se posiciona para este segmento na Europa e no mundo.

Que exemplos (países, campanhas, promoção, etc.) pode destacar relativamente à comunidade LGBTI+ no universo dos destinos turísticos?
A nível nacional posso destacar a campanha ‘Proudly Portugal’, a primeira campanha de promoção de Portugal enquanto destino LGBTI, mas que também é um agregador da oferta nacional para quem nos visita.

Esta plataforma interativa permite, através do seu diretório, dar acesso aos locais que os turistas mais apreciam, bem como aos lugares emblemáticos da comunidade. A próxima etapa passa pela reestruturação da oferta e tal só é possível com investimento.

Exatamente por isso existe a intenção de renovar a campanha ‘Proudly Portugal’ e fazer com que a mesma seja um motivador de investimento estrangeiro para aumentar a oferta LGBTI+ nacional. Abrir novos projetos e negócios para o mercado LGBTI é o primeiro passo para conseguir por Lisboa o mapa de destinos do segmento. Após este feito, a atração de eventos internacionais será um sedimentar desta estratégia.

A nível internacional, posso destacar a campanha do Ministério do Turismo de Israel, que juntamente com o município de Tel Aviv, realizou uma campanha multicanal celebrando uma das maiores semanas do ano para a cidade, ‘Tel Aviv Pride’. Com a reputação de ser uma das capitais gays mais proeminentes do mundo, a cidade recebeu em Junho de 2022 mais de 250.000 visitantes para o ‘Tel Aviv Pride’ – tornando-se um dos maiores festivais do orgulho gay em todo o mundo.

Para apoiar o evento, o Ministério do Turismo de Israel, juntamente com a cidade de Tel Aviv, investiu mais de 1 milhão de dólares na campanha ‘Back To Tel Aviv Pride’. Criada para aumentar a conscientização sobre a experiência única do Orgulho de Tel Aviv e reconhecer Tel Aviv como uma das maiores cidades LGBTQ + amigáveis, a campanha também impulsionará os esforços de turismo após o anúncio de Israel de que o país está descartando todos os requisitos de entrada cobiçosos.

Pode dizer-se que Portugal é “LGBTI+ friendly”? Em que aspeto?
Sim, tanto no aspeto de segurança, como de hospitalidade e de autenticidade. Mas ainda é preciso comunicar isso lá fora, isto é. Portugal ainda não é percecionado enquanto destino LGBTI+ de referência (com exceção da cidade de Lisboa). Tal se deve à falta de vontade em se promover enquanto tal e ter equipas dedicadas ao segmento LGBTI+.

Há ainda discriminação no universo turístico face à comunidade LGBTI+ em Portugal?
A discriminação infelizmente existe sempre, mas se surgir queremos que os viajantes sintam que podem e devem denunciar essa discriminação, uma vez que na lei tal já não é possível.

Que ações irão promover durante a BTL 2023?
Estão previstas ações de networking, ativação de marca, apresentação de negócios, debates, tertúlias e muita animação. Queremos apresentar a diversidade do segmento, que tanto passa pela diversão noturna, como hospedagem, tours bem como oferta mais cultural para o segmento.

O impacto turístico do evento [‘Europride 2025’] está no nível das Jornadas Mundiais da Juventude, podendo facilmente atrair até um milhão de visitantes e ter um impacto económico entre 100 a 250 milhões de euros

2025 é ano ‘EuroPride’
Lisboa vai acolher, 14 a 21 de junho de 2025, o ‘EuroPride’, considerado o maior evento de celebração do orgulho das entidades LGBTI+ na Europa. O que poderá significar este evento para Lisboa e Portugal em termos turísticos?
A vitória na conquista do ‘EuroPride’ 2025, que se irá realizar este ano na capital portuguesa, não é meramente um rastilho, mas mais a detonação, o ponto alto de uma tendência que já vinha de trás.

Lisboa já apoia a população LGBTI e seus eventos há vários anos, e isso potencio ser a cidade mais ‘Gay-Friendly’ em Portugal. Por exemplo, a vinda do Eurovisão para Portugal fez com que tanto o poder político, como os agentes económicos convencionais se aperceberam do potencial do mercado LGBTI. E foi essa consciencialização que potenciou o aumento da oferta.

O impacto turístico do evento está no nível das Jornadas Mundiais da Juventude, podendo facilmente atrair até um milhão de visitantes e ter um impacto económico entre 100 a 250 milhões de euros. Para tal basta que as instituições públicas e privadas de coordenam para organizar um evento que torna Lisboa e região no epicentro dos direitos humanos LGBTI+ na Europa.

Que ações estão previstas e programadas para o ‘EuroPride’ 2025?
Estamos a falar de um evento que, entre outras coisas, terá uma Conferência Internacional de Direitos Humanos, um Encontro de Jovens, um Encontro de Pais, etc.. Juntando entidades públicas e privadas, sociais e corporativas numa visão de um mundo cada vez mais Diverso, Equitativo e Inclusivo. Onde várias atividades culturais, empresariais e desportivas marcarão os nove dias de agenda bem como os meses antes e após o evento.

Este poderá ser um momento para Portugal provar que está na dianteira dos direitos humanos e na promoção de contextos de segurança e diversidade?
Sim, pode. Mas para tal se suceder é preciso sair-se da visão de falar para todos, para começar a comunicar para os diversos segmentos sem medo. Da mesma forma que existem equipas e estratégias para os outros segmentos turísticos, Turismo Religioso, Turismo de Desporto, Turismo Rural, etc., tem de haver equipas e estratégias para o Turismo LGBTI+, o que, infelizmente, até ao momento ainda não se concretizou.

Que apoios sentiram e tiveram para trazer este evento para Lisboa/Portugal?
A candidatura foi totalmente assegurada pelos empresários LGBTI+, nomeadamente a nível de custos e despesas. Contou com o apoio da CML, Turismo de Portugal e Governo de Portugal.

No final da BTL 2023, o que seria uma boa participação enquanto parceiro LGBTI+ da feira?
O facto de conseguirmos fazer com que os restantes players nacionais na área de Turismo, deixem de ter receio de comunicar e ter campanhas de marketing específicas para este segmento. Isso é que será a definição de uma boa participação.

 

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EXPOHIP – Hospitality Innovation Planet de 6 a 8 de março em Madrid

Durante três dias por ano, o HIP (Hospitality Innovation Planet), na IFEMA em Madrid, torna-se o ponto de encontro e evento de inovação do setor HORECA. A edição de 2023 terá lugar de 6 a 8 de março.

Na EXPOHIP Hospitality Innovation Planet, feira profissional dedicada à inovação em hotelaria e restauração, são apresentados inovações, tendências, produtos e soluções específicas para cada um dos segmentos da indústria e, ao mesmo tempo, uma agenda para cada perfil de negócio.

As empresas expositoras desfrutarão de um único local onde poderão fidelizar os seus clientes e conhecer novas perspetivas, num ambiente onde se respira inovação, transformação, business cases, modelos disruptivos, finanças e muito networking.

Este ano, 35 mil empresários e gestores estarão em contacto com mais de 500 empresas expositoras, em 4 pavilhões do IFEMA. O evento engloba, ainda, o Congresso em Hospitality 4.0, onde mais de 600 especialistas internacionais da área estarão presentes.

Segundo nota de agenda divulgada pelo Turismo de Portugal na sua página oficial, a ADHP ( Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal), em parceria com a AEDH (Associação Espanhola de Diretores de Hotel), terão um stand conjunto.

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Os “novos” desafios dos eventos

A pandemia veio trazer a necessidade de uma renovação por parte de quem organiza eventos e congressos. Os “novos” desafios passam por reforçar as experiências, a autenticidade e proporcionar momentos únicos. O aumento dos preços, contudo, não ajuda, mas os empresários mostram-se otimistas para 2023.

Victor Jorge

Os dois anos de pandemia vieram trazer alterações ao setor dos eventos, congressos e animação turística. Embora a pandemia ainda esteja “viva”, a recente guerra na Ucrânia veio trazer novos desafios que foram expostos no 11.º Congresso da Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE), realizado em Elvas e Campo Maior.

Para Paula Almeida, da Factor Chave, os desafios são “inúmeros” e são “reforçados com o regresso do presencial”. E se as “atitudes e necessidades” dos clientes mudaram, também o tempo para responder aos orçamentos solicitados encurtou brutalmente. “Se antes da pandemia tínhamos uma semana ou duas para dar uma resposta a um cliente, durante a pandemia esse tempo encurtou para 24 ou 48 horas, por causa do digital, mantendo-se, atualmente, essa exigência”. Contudo, referiu Paula Almeida, “os orçamentos que nos solicitam agora já não são para o digital, mas para o físico e isso tem outras implicações”, salientando uma “maior ansiedade por parte dos clientes”.

Luís Montez, responsável da Música no Coração, destacou que Portugal tem as melhores condições do mundo para organizar eventos, embora reconheça “entraves como uma regulamentação excessiva em certas e determinadas questões”, apontando a atuação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) como “intransigente” que condiciona muito a restauração nos eventos. “Se a ASAE fosse a qualquer concerto nos EUA, fechava-os imediatamente”, salientou. “Esta atuação condiciona a experiência que podemos e queremos dar ao nosso público”.

O organizador de festivais como o Super Bock Super Rock e MEO Sudoeste, salientou o clima, as pessoas, a tranquilidade e paz, gastronomia, bem como os preços baratos como fundamentos que trazem os espectadores a Portugal. “Os artistas são iguais em qualquer parte do mundo. O que nos diferencia são, de facto, as experiências que oferecemos”, admitindo que para o futuro o objetivo passa por “consolidar o público português e trazer mais público estrangeiro”.

Neste campo, admite, as campanhas no digital são a “nova arma”, já que “é a forma mais barata e rápida de atingir o público”.

Para o sucesso da captação de público para os eventos, Lídia Monteiro, do Turismo de Portugal, destacou o trabalho desenvolvido ao nível da “Marca Portugal”, considerando que o setor do turismo tem sido quem mais tem melhorado a reputação da marca no exterior. Contudo, admitiu que “precisamos de mais marcas portuguesas para aumentar essa reputação e valor”.

Rui Ribeiro, responsável pelo QSP Summit, colocou, por sua vez, a tónica na “relevância e inovação” que é preciso dar aos eventos. “Não podemos replicar o que foi feito anteriormente. Isso não acrescenta valor e o público, atualmente, quer ser surpreendido”. Isso passa, igualmente, por dar “sempre novos conteúdos, experiências únicas e enriquecedoras”

Neste campo, Rui Ribeiro considera que o digital não traz valor, até porque, em Portugal, “não se paga por uma conferência online, tal como acontece lá fora” e tal como Luís Montez, também no caso da QSP Summit o objetivo é trazer mais público internacional para o evento.

Paula Almeida deixou, no entanto, o reparo de que “podemos ter o objetivo de trazer grandes conferências e eventos para Portugal, mas depois somos confrontados com a falta de espaços, infraestruturas de dimensão relevante para atrair os clientes”, considerando que “o destino tem alguma influência, mas também condiciona nesta vertente dos espaços”.

Quanto ao tema da sustentabilidade e da relevância da mesma, Luíz Montez foi bem claro: “hoje o nosso público já escolhe um evento em função da pegada que deixa. As gerações mais novas não querem ir a eventos que não tenham essas preocupações. Não há volta a dar”.

Lídia Monteiro considera, contudo, que esta preocupação não cabe somente a quem organiza, mas “a toda a cadeia de valor, desde a organização, às empresas patrocinadoras, comunidade local e público”.

Neste campo, Luís Montez admite mesmo que uma eventual despreocupação com a questão ambiental poderá ter “um custo reputacional”, considerando que “sermos e mostrarmos que somos sustentáveis vende bilhetes” e que as próprias marcas patrocinadoras “não querem associar-se a eventos que não possuam essa preocupação”.

Relativamente ao futuro, Paula Almeida considera-se otimista, embora reconheça que “existe um desafio constante com os custos” e que o próprio cliente “já percebeu que, eventualmente, terá de abdicar de algo por causa do aumento dos preços”.

Também Luís Montez, Rui Ribeiro e Lídia Monteiro apontaram os “sinais positivos” que existem, reconhecendo, no entanto, as cautelas que é preciso ter.

A responsável do Turismo de Portugal concluiu ainda que um dos grandes desafios para o futuro é fazer com que “quem nos visita prolongue a sua estadia para além do evento para um tempo de lazer”.

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ABAV Expo 2023 aumenta área para atender procura

A ABAV Expo 2023, que regressa na sua 50ª edição, regressa ao Riocentro (Rio de Janeiro), de 27 a 29 de setembro, aumenta área em mais de 40% para atender a procura de expositores e novos projetos com foco na qualidade da experiência do visitante.

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As reservas para a maior feira do setor do Turismo do Brasil superaram expectativas e a organização decidiu aumentar a área útil do evento, que terá mais expositores e projetos diferenciados, adicionando valor à experiência dos visitantes de todos os perfis.

A edição de 50 anos da ABAV Expo, com abertura oficial no Dia Mundial do Turismo, 27 de setembro deste ano, terá mais de 37 mil metros quadrados e promete fazer história.

O início das vendas para 2023 aconteceu no final do evento, em setembro do ano passado em Recife, quando a feira estava projetada para acontecer nos 26.431 metros quadrados dos pavilhões 1 e 2 do Riocentro. Naquela data as reservas já totalizaram 67% da área projetada para 2023. Antes mesmo do final de 2022 foi preciso repensar o projeto original.

Houve aumento da procura e oferta de projetos interessantes aos diversos públicos do Turismo.  Com os espaços praticamente tomados, a organização definiu por usar os maiores pavilhões, 3 e 4, aumentando em 40,66% a área total do evento, assim como optou por oferecer uma experiência totalmente integrada. Um dos pavilhões será dedicado aos destinos nacionais e internacionais, e outro acolherá os demais expositores do trade turístico.

A área de formações e palestras, gratuitas ao público, estará integrada no pavilhão 4, com espaços temáticos e oficinas, e trará inovações importantes em ESG e tecnologia.

 

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“Gerir na incerteza. Rethink the future” é tema do XIX Congresso Nacional da ADHP em Albufeira

“Gerir na incerteza. Rethink the future” é o tema da 19.ª edição do Congresso Nacional da ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, que terá lugar nos dias 30 e 31 de março de 2023 no NAU Salgados Palace, em Albufeira (Algarve).

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No ano em que celebra as bodas de ouro, a ADHP anuncia a realização do seu XIX Congresso, nos dias 30 e 31 de março deste ano, a abertura das candidaturas, até 12 de fevereiro, para os Prémios Xénios 2023, bem como o lançamento do novo website.

O XIX Congresso Nacional da ADHP voltará a acolher a cerimónia de atribuição dos Prémios Xénios 2023 – Excelência na Hotelaria, durante um jantar no final do primeiro dia do encontro anual.

Refira-se que os Xénios 2023 vão distinguir os profissionais portugueses da direção hoteleira que se tenham destacado no ano de 2022. Os galardões são atribuídos segundo um conjunto de diferentes categorias: Melhor Diretor de Hotel, Melhor Diretor de Alojamentos, Melhor Diretor de F&B, Melhor Diretor Comercial/Marketing e Vendas, Melhor Jovem Diretor, Melhor Gestor de Potencial Humano e Melhor Parceiro de Negócios. À semelhança das edições anteriores, a ADHP voltará a atribuir o Prémio Carreira a uma individualidade de destaque no setor.

As candidaturas aos Xénios 2023 estarão abertas de 31 de janeiro a 12 de fevereiro, devendo ser enviadas por e-mail para [email protected], juntamente com um texto justificativo, resumindo o motivo da proposta, bem como um curriculum vitae que descreva e comprove a experiência profissional ou as ações desenvolvidas em 2022. Além das candidaturas autónomas, os associados da ADHP poderão também propor candidatos para qualquer categoria. Apenas serão aceites as candidaturas de profissionais que tenham estado ao serviço durante a maior parte do ano de 2022.

Com uma imagem renovada e um layout otimizado, o website foi desenvolvido para oferecer aos associados um espaço mais funcional, acessível e organizado, onde poderão encontrar todos os recursos e novidades sobre a associação – desde a formação às iniciativas que a ADHP desenvolve ao longo do ano.

A propósito da 19ª edição do Congresso, o presidente da ADHP realça que “ao longo dos anos, os nossos encontros anuais têm constituído verdadeiros fóruns de debate e troca de ideias entre players de referência no turismo e na hotelaria. Este ano não será diferente”.

Fernando Garrido, sublinha que “vamos juntar a esse dinamismo o espírito de comemoração do nosso 50.º aniversário, e esperamos fazê-lo na companhia dos nossos associados, parceiros e dos stakeholders que, durante este meio século, têm participado ativamente na vida da ADHP”.

O dirigente lembra, por outro lado que “os Xénios 2023 voltarão a distinguir os profissionais que contribuem diretamente para a posição de referência que a hotelaria portuguesa ocupa a nível internacional”.

 

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ITB Berlim tem nova diretora

Deborah Rothe sucede a David Ruetz na liderança da ITB Berlim, feira que se realiza na capital germânica de 7 a 9 de março de 2023.

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01Deborah Rothe é a nova diretora da ITB Berlin, depois de, em dezembro de 2022, ter assumido o cargo de vice-presidente sénior da “Travel + Logistics” na Messe Berlin, na qual tinha a responsabilidade da ILA Berlin Airshow, bem como a marca umbrela ITB e o desenvolvimento estratégico.

Com efeitos imediatos, Deborah Rothe assume a liderança como diretora e project manager da ITB Berlim, evento que se realiza de 7 a 9 de março de 2023.

Deborah Rothe substitui David Ruetz que assumir ao cargo de diretor da feira em 2022, tendo o seu papel sido considerado essencial na construção da marca global ITB, tendo liderado a criação da ITB Ásia, em Singapura, e a ITB China, em Xangai. Além disso, Ruetz identificou o potencial do mercado da Índia e apoiou o desenvolvimento da ITB Índia que, após duas edições virtuais, realizar-se-á de forma presencial pela primeira vez em Bombaim.

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BIT Milão de olhos postos no futuro do turismo

O futuro do turismo vai “aterrar” na BIT – Bolsa Internacional de Turismo, que terá lugar de 12 a 14 de fevereiro, em Milão.

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Megatendências, inovação, sustentabilidade, qualidade e inclusão estarão no centro das atenções na edição deste ano, onde se destaca a proposta do Metaverso aplicado ao setor, bem como a evolução do enoturismo e uma vasta gama de ofertas de viagens.

A Feira será inaugurada pela ministra italiana do Turismo, Daniela Santanchè, enquanto as grandes tendências serão abordadas nos dias seguintes, em mais de 40 conferências. Operadores da indústria, especialistas, académicos e representantes de empresas e associações animarão análises e debates que vão desde a beleza natural dos territórios às possibilidades oferecidas pela tecnologia, até os nómades digitais.

Estão igualmente previstos diversos workshops profissionais sobre estratégias comerciais e inovações ao nível dos cruzeiros, intermodalidade, segmento de luxo e LGBTQ+.

Uma atenção especial será dada ao Metaverso, bem como à abordagem sustentável que inclui a medição da pegada de carbono.

Segundo Luca Palermo, CEO da Fiera Milano, serão mais de 1.000 destinos e 500 top compradores de 54 países que participam na BIT, que pretende ser também um evento de relançamento do setor do turismo, fortemente penalizado pela pandemia de Covid. “Os números sugerem um retorno aos níveis pré-pandemia em 2023”, tanto ao nível de profissionais como do público em geral.

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Odemira recebe “Encontro Anual de Técnicos de Turismo do Alentejo e Ribatejo”

Os cerca de 120 técnicos e responsáveis autárquicos, terão a oportunidade de conhecer um pouco melhor a gastronomia e o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no âmbito da promoção turística no concelho de Odemira.

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O concelho de Odemira vai receber o “Encontro Anual de Técnicos de Turismo do Alentejo e Ribatejo”, entre os dias 27 e 29 de janeiro, numa iniciativa da Entidade Regional de Turismo e do Município.

Esta iniciativa tem por objetivo dar a conhecer o território de Odemira, promover o contacto e partilha de experiências e boas práticas entre os cerca de 120 participantes.

Os trabalhos iniciam no dia 28 de janeiro, no auditório da Biblioteca Municipal José Saramago, em Odemira, com a apresentação da Associação Rota Vicentina, por Marta Cabral e da Associação das Casas Brancas – Associação de Turismo de Qualidade do Litoral Alentejano e Costa Vicentina, por Mónica McGill. A sessão de abertura conta com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro e do Vereador, Ricardo Cardoso.

Após este primeiro momento, segue-se uma vista ao Espaço CRIAR e a Loja da CACO- Associação de Artesãos do Concelho de Odemira. A manhã encerra com uma mostra e prova de produtos regionais no Mercado Municipal de Odemira.

Durante a tarde os participantes terão a oportunidade de conhecer o empreendimento turístico “Craveiral Farmhouse by Belong Staying & Feeling”, na freguesia de São Teotónio e um dos pontos de turísticos emblemáticos do concelho, o Cabo Sardão, situado na localidade do Cavaleiro.

O último dia do Encontro Anual de Técnicos de Turismo do Alentejo e Ribatejo fica marcado por uma visita ao centro histórico de Vila Nova de Milfontes guiada pelo historiador Professor António Quaresma, que partirá do Forte de São Clemente.

Durante este fim de semana, os cerca de 120 técnicos e responsáveis autárquicos, terão a oportunidade de conhecer um pouco melhor a gastronomia e o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no âmbito da promoção turística no concelho de Odemira.

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Abertas inscrições para participação na WTM – Latin America em São Paulo

Estão abertas as inscrições para participação na edição de 2023 da World Travel Market Latin America (WTM-LA), que terá lugar entre os dias 3 e 5 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo (Brasil).

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A assinalar o seu décimo aniversário, a WTM – LA é considerada o principal evento B2B da indústria de viagens na América Latina, voltado para a realização de negócios, e que combina a oferta de conhecimento e conteúdo qualificado com o networking.

Grandes líderes e profissionais de turismo interessados no mercado latino-americano já estão confirmados para o encontro que facilita a prospeção e realização de negócios, além de destacar as principais novidades, tendências e transformações do setor. A feira é destinada a profissionais de turismo de todo o mundo.

A World Travel Market Latin America propõe-se levar a América Latina ao mundo e trazer o mundo à América Latina, especialmente nas áreas do lazer, M&I e Corporativo, enquanto espaço de encontros para a promoção de negócios no âmbito da indústria turística.

Em 2022, o evento reuniu 20 mil pessoas para explorar a oferta dos 565 expositores e conferir a programação dos três teatros temáticos. O foco em negócios segue como o pilar que norteia a área de exposição e a programação de palestras que, este ano, tem o mote “Descobrindo Novos Horizontes”.

A organização da feira confirmou também a realização da cerimónia de entrega da terceira edição do Prémio de Turismo Responsável, que reconhece as iniciativas mais inspiradoras no turismo sustentável e responsável na região.

 

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Edição 2023 da FIT Guarda suspensa por falta de garantias de financiamento

Sem garantias de financiamento, calculado em mais de 1,1 milhões de euros, a Câmara Municipal da Guarda decidir suspender a realização da edição deste ano da Feira Ibérica de Turismo, que estava agendada para decorrer entre os dias 28 de abril e 01 de maio.

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“Este ano, não vai haver FIT. O município da Guarda não pode despender mais de 1,1 milhões de euros na FIT, sem que haja um financiamento musculado para a mesma”, declarou o presidente da autarquia, Sérgio Costa, citado pela Agência Lusa.

Segundo Sérgio Costa, que falava aos jornalistas, à margem da reunião camarária quinzenal, depois de o executivo que lidera ter auscultado os vereadores da oposição sobre o assunto, os eleitos do PSD não se pronunciaram, alegando que a decisão era da responsabilidade do executivo, e o vereador do PS considerou que os valores eram “muito elevados em função de outras necessidades que a Guarda tem”.

Explicou, ainda, segundo a Lusa, que em 2019, a FIT custou mais de 750 mil euros aos cofres do município e sem qualquer financiamento e, este ano, o executivo pediu uma orçamentação aos técnicos e os valores apontam para um valor que “já ultrapassa 1,1 milhões de euros”.

“Não temos, ainda, qualquer garantia sobre se no futuro quadro comunitário de apoio, no Portugal 2030, que ainda não iniciou, como bem sabemos, se haverá financiamento para isso. Mas, até lá, seja com este modelo, seja com outro modelo mais ibérico, seja qual for, sem financiamento, nós não podemos fazer a FIT nestes moldes”, justificou.

“Esperemos num futuro próximo podermos encontrar outras formas de parceria e fontes de financiamento para fazer a FIT, porque o município, sozinho, com a sua tesouraria, não pode despender anualmente de mais de 1,1 milhões de euros para fazer a FIT”, disse o autarca, que lamenta a não realização da feira este ano, apesar de considerar que se trata de “uma marca importante”, mas tem um impacto financeiro “muito, muito, mas mesmo muito elevado”.

A feira, que tem por lema “Uma feira. Dois países. O mundo”, era organizada desde 2014 pela Câmara Municipal da Guarda, no Parque Urbano do Rio Diz, mas já não tem lugar desde 2020 devido à pandemia.

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