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Accor reorganiza a sua estrutura em duas divisões de negócios

Com as duas divisões de negócios, a Accor pretende melhorar o seu desempenho operacional e financeiro.

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O grupo hoteleiro Accor, que opera um portefólio de marcas que abrange todos os segmentos do turismo, vai implementar uma mudança na sua estrutura organizacional a partir do próximo dia 01 de outubro, estabelecendo duas linhas de negócios específicas. Uma das divisões irá centrar-se em hotéis económicos,”midscale” e premium, enquanto a outra ficará encarregue das unidades de luxo e lifestyle.

A divisão ” Economy, Midscale & Premium ” será composta por seis marcas do grupo que somam 4.816 hotéis em todo o mundo e 948 propriedades em desenvolvimento: Ibis, Novotel, Mercure, Swissôtel, Mövenpick e Pullman. A estratégia está focada em acelerar o seu desenvolvimento -especialmente através de franquias-, realizar um rejuvenescimento das marcas e a “industrialização” do modelo operacional.

De acordo com o que foi divulgado pelo grupo hoteleiro, esta divisão incorporará posições de liderança na Europa, América Latina, Ásia.-Pacífico e Médio Oriente, e será estruturada em quatro sedes regionais: Paris, São Paulo, Singapura e Shangai.

Quanto à divisão “Luxury & Lifestyle”, será estruturada através de quatro pilares: Raffles & Orient Express, Fairmont, Sofitel & MGallery e Ennismore. Esta divisão abrange 488 hotéis em todo o mundo e 266 projetos em desenvolvimento. A estratégia será fortalecer marcas, investindo no talento, selecionando as melhores localizações e oferecendo experiências únicas e inovadoras, indica a cadeia.

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GuestCentric aponta 10 tendências hoteleiras para 2023

Com o fim do ano a chegar, a GuestCentric avança com uma previsão das grandes tendências hoteleiras para 2023. Os cenários apontam para a consolidação das várias tendências que surgiram em 2022. No entanto, o ritmo de adoção pelos mercados de cada tendência pode variar, bem como a agilidade dos hoteleiros em identificar as oportunidades de negócio que podem representar.

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Para o próximo ano, Pedro Colaço, CEO da GuestCentric destaca “o crescente foco dos hotéis na sustentabilidade, bem como o imperativo de investir em tecnologia e na automatização dos processos, para aliviar as pressões nas equipas e assegurar o melhor serviço possível aos hóspedes. Os elevados níveis de procura por viagens, aliados à escassez contínua de mão-de-obra, vão tornar prioritário o investimento em automatização”, explica.

“A adoção de tecnologia de ponta permitirá manter um nível de serviço ideal, a menor custo e, sobretudo, com equipas mais reduzidas, focadas em assegurar uma melhor experiência ao cliente – antes, durante e depois da sua estadia”, remata o responsável.

1. Procura muito elevada por viagens e turismo poderá continuar em 2023

Apesar do aumento nos custos das viagens, neste momento tudo aponta para que ainda exista uma procura reprimida, devido aos constrangimentos causados pela COVID-19 e subsequentes perturbações, que continuarão a marcar 2023. Conclui-se, portanto, que as viagens se tornaram uma prioridade para muitos consumidores, especialmente na Europa Ocidental e nos EUA. Na verdade, os dados de mercado mais recentes apontados pela GuestCentric revelam que o volume de noites reservadas por clientes britânicos e norte-americanos está significativamente acima dos níveis de 2019. Adicionalmente, o preço médio destas noites estará muito mais elevado do que em 2019, “refletindo a importância que têm as viagens e o turismo no orçamento dos consumidores”.

Face ao aumento da taxa de inflação em vários mercados emissores, a empresa prevê uma preferência crescente por férias de tipo “tudo incluído”, onde o cliente tem um maior controlo sobre o seu orçamento. Por outro lado, e, como contracorrente, haverá também procura crescente para opções de estadias mais simples, sobre as quais o cliente adiciona serviços e atividades, personalizados ao seu gosto. Ambas representam “oportunidades significativas para os hotéis”, que podem assim criar pacotes de férias com vários serviços incluídos (semelhantes aos cruzeiros ou aos safaris) e vender o alojamento de forma mais simples, mas apresentando produto “à la carte” que o cliente adiciona antes ou durante a estadia.

2. Viagens sustentáveis serão mais fáceis em 2023

Segundo um estudo recente da Skift, 83% dos viajantes mundiais consideram que é fundamental optar por viagens sustentáveis. Além disso, de acordo com o Relatório de Sustentabilidade 2021 da Booking.com, 73% dos viajantes estariam mais propensos a escolher um hotel se este já tivesse práticas sustentáveis implementadas. Nesse sentido, a GuestCentric destaca o exemplo da Booking.com, que recentemente introduziu um programa de classificação dos alojamentos em termos de sustentabilidade, à semelhança de várias companhias aéreas.

Neste momento, em todos os pedidos de proposta, ou request for proposal (RFPs), de empresas e agências, as perguntas sobre a sustentabilidade do alojamento são obrigatórias e determinantes. Do lado das marcas hoteleiras, verifica-se o mesmo: na Great Hotels of the World, a estratégia de sustentabilidade – Sustainable Future – inclui os Great Sustainable Future Awards, para ajudar consumidores, empresas e agências a tomar decisões mais informadas relativamente a viagens sustentáveis, sublinha a empresa.
Assim, prevê-se que em 2023 os clientes optem cada vez mais por viagens e hotéis sustentáveis, não só a nível ambiental como também do ponto de vista económico e social.

3. Maior automatização para colmatar a escassez de mão de obra e uma reinvenção no atendimento ao hóspede

Os picos de procura elevada que se verificaram em 2022, juntamente com os desafios que enfrentam os hoteleiros em termos de recursos humanos, obrigaram os hotéis a explorar novas soluções para aliviar esta pressão e otimizar a experiência do seu hóspede, em todos os momentos da sua estadia. Esta tendência deverá intensificar-se em 2023, resultando numa reinvenção completa do serviço e atendimento ao cliente no hotel.

Nos últimos vinte anos, a crescente e complexa carga administrativa – uma boa parte ainda trabalhada de forma semi-manual, sem interfaces entre sistemas – resultou num afastamento progressivo dos hoteleiros dos clientes. Por essa razão, a GuestCentric recomenda que os hotéis “considerem a automatização de processos administrativos uma prioridade absoluta em 2023, para poderem dar formação aos seus colaboradores, eventualmente orientando-os para funções focadas no cliente”. Nesse sentido, a empresa frisa que “a tecnologia pode e deve servir para melhorar o atendimento ao hóspede ao longo da sua estadia”.

4. O preço médio continuará a aumentar, para fazer face aos custos crescentes

De acordo com os dados de mercado mais recentes da GuestCentric, gerados a partir do seu portfólio de hotéis, em 2022 as receitas de alojamento superaram entre 25% a 30% as de 2019. Este crescimento foi, em grande parte, resultado do aumento dos preços médios, que atingiram níveis muito elevados ao longo do ano, devido à forte procura. Os resultados do barómetro de hotelaria da GuestCentric de novembro de 2022 mostram que, embora se preveja um abrandamento do aumento do preço médio, a maioria dos hoteleiros prevê que o preço médio continue a aumentar em 2023.

Daqui para a frente, o aumento dos preços na hotelaria será provavelmente impulsionado pelo continuado aumento dos custos operacionais, mas também da inflação, e não tanto pela procura que continua a fazer-se sentir. Os hoteleiros têm-se focado, mais do que nunca, em reduzir os custos – encerrando, por exemplo, pisos do hotel nas alturas de menor procura, ou reduzindo os serviços de housekeeping – com os hóspedes a decidirem sobre a frequência do serviço de limpeza no quarto ou da abertura de cama, em prol da sustentabilidade.

O custo marginal de venda de um quarto representa agora um montante significativo, de acordo com a GuestCentric, levando os hoteleiros a analisar rigorosamente se a venda de um quarto a um determinado preço lhes traz lucros reais ou se é meramente uma ferramenta de cash-flow.

5. As viagens de negócios mudaram de vez – não se trata de recuperar e regressar ao que eram

Embora as reservas GDS tenham aumentado na segunda metade de 2022, a GuestCentric prevê que, em 2023, estas só atinjam cerca de 40% do volume de 2019 no mesmo período. Mais do que voltar a recuperar totalmente até aos níveis pré-pandémicos, a empresa prevê que as viagens de negócios se estejam a reinventar em resposta às alterações na procura, pelo que “os hotéis têm mesmo que se adaptar a esta nova realidade”.

Embora muitas empresas tenham reduzido de forma significativa os orçamentos e volume de viagens individuais de negócios, as viagens de grupos, como conferências e reuniões, estão claramente a aumentar. Estes eventos procuram sobretudo consolidar a cultura da empresa, promover o espírito de equipa e networking entre colaboradores que trabalham à distância e criar oportunidades de formação e de aprendizagem.

Os hotéis têm de se adaptar a esta nova procura, na ótica da GuestCentric, criando “ambientes mais descontraídos, com restaurantes e outras zonas públicas no hotel que respondam às necessidades deste tipo de encontros e de vivências”.

Segundo a American Airlines, cerca de 50% da sua receita atual advém de viajantes ‘Bleisure’, comparado com os 12% pré-pandemia. Estes clientes tanto viajam sozinhos como acompanhados por familiares; têm flexibilidade nas suas vidas profissionais para evitar os dias de maior procura e estão dispostos a gastar mais para uma viagem confortável e serviços personalizados. Para os hotéis, “o cliente bleisure é uma oportunidade para serem mais proactivos nas ofertas de estadias e atividades de lazer relevantes” aponta a GuestCentric.

Se noutros tempos os hotéis comunicavam ao viajante de negócios os serviços de ginásios e salas de reuniões, “hoje há que realçar as facilidades e serviços de lazer – a piscina interior, o spa, ou um rooftop conceituado”, frisa a empresa.

6. As reservas de grupos vão continuar a crescer

Desde maio de 2022, os dados de mercado apontam para um aumento significativo e consistente nas reservas de grupos. Após dois anos de chamadas de Zoom e eventos online, o pipeline de pedidos de grupos atingiu 85% do nível de 2019, com novembro a revelar-se um mês forte em termos de negócio gerado para os hotéis GuestCentric.

Tudo aponta para que, apesar da inflação, dos aumentos de custos operacionais e da instabilidade política na Europa, 2023 seja um ano igualmente bom em termos de número de grupos. No entanto, predominam pequenos grupos, e organizados com cada vez menos tempo de preparação, alerta a GuestCentric.

7. Com o preço médio diário a atingir níveis máximos, as estratégias de receitas complementares serão determinantes

Quando, em 2020 e 2021, as reservas de quartos em hotéis praticamente desapareceram, “muitos hotéis foram criativos e ágeis a explorar fontes de receitas alternativas”. Passaram a comercializar uma variedade de produtos e serviços adicionais, como vouchers de estadias ou de refeições, aulas de cozinha online ou entregas de restaurantes ao domicílio.

Com os custos operacionais crescentes, a inflação a aumentar e um ambiente de negócios incerto em muitos países, a GuestCentric espera que “os hotéis continuem a investir e a aumentar as fontes de receita adicional em 2023”: “Há claramente oportunidade para vender mais e melhor numa série de serviços complementares – como upgrades de quartos, ofertas para os restaurantes do hotel, experiências locais, aluguer de automóveis ou transfers para o aeroporto, para que os hóspedes tenham uma estadia mais completa e enriquecida”, frisa a empresa.

8. Os hotéis vão precisar de adaptar-se à crescente procura por experiências personalizadas

A GuestCentric aponta que um relatório recente da Google e da Phocuswright revela que quase seis em cada dez viajantes consideram que as marcas devem adaptar a comunicação com base nas suas preferências pessoais ou comportamentos anteriores. O mesmo estudo afirma que 76% dos viajantes estão mais propensos a aderir a programas de fidelização que privilegiam produtos e serviços com base na análise de preferências pessoais ou comportamentos verificados no passado. Além disso, 36% dos viajantes estariam dispostos a pagar mais pela sua estadia se recebessem comunicações e experiências mais personalizadas e, portanto, relevantes.

Nesse sentido, a GuestCentric recomenda que os hotéis forneçam serviços e produtos mais personalizados em 2023, através de uma combinação de CRM e da análise permanente do comportamento online dos hóspedes.

9. Um aumento nas formas alternativas de reserva, como redes sociais e conteúdo de vídeo

Segundo uma pesquisa da TravelPerk, os consumidores da Geração Z viajam em média 29 dias por ano. Já um estudo recente da Morning Consult revela que mais de metade dos entrevistados da Geração Z afirma que usará mais as redes sociais para planear as suas próximas viagens.

Por essa razão, a GuestCentric recomenda aos hoteleiros que apostem “seriamente na otimização das suas estratégias de comunicação nas redes sociais, para captar mais clientes não só na fase de pesquisa de destinos e hotéis, mas também no momento da própria reserva, que é direta”.

10. As reservas diretas estão aqui para ficar em 2023 – e não só

No início de 2022, a GuestCentric previu que seria este o melhor ano de sempre em reservas diretas para os hotéis. A verdade é que, pese embora as Online Travel Agencies (OTAs) tenham retomado as suas estratégias de marketing agressivas este ano, as reservas e estadias diretas em hotéis aumentaram 50% em relação a 2019, superando em muito a expectativa mais otimista.

Como forma de diminuir os custos operacionais, muitos hoteleiros estão a apostar no seu canal direto, para reduzir os custos com comissões a terceiros. Os potenciais hóspedes estão a contactar diretamente os hotéis, o que representa uma oportunidade única para converter essas consultas em reservas diretas. O passo seguinte será o hotel conhecer melhor o seu hóspede, permitindo-lhe oferecer uma estadia e uma experiência verdadeiramente personalizadas.

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Flatio apresenta crescimento anual de receitas de quase 50%

A Flatio, uma plataforma de alojamento mensal para nómadas digitais e trabalhadores remotos, registou o seu ano financeiro mais forte desde que a empresa foi criada em 2015. Em comunicado de imprensa, a empresa dá conta de um aumento de receitas de quase 50%.

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Entre dezembro de 2021 e novembro de 2022, a Flatio registou receitas de 1,17 milhões de euros, mais 48% do que no ano anterior. Para o mesmo período, a empresa reporta um valor de arrendamento gerado – montante pago pelos inquilinos à Flatio que é depois entregue aos senhorios – de mais de 5,1 milhões de euros, atingindo um crescimento de 56% em relação ao ano anterior.

Posto isto, durante 2022, o valor pago pelos imóveis arrendados foi de mais de cinco milhões de euros na totalidade dos vários destinos em que a Flatio opera, onde se inclui Portugal. A empresa atribui o sucesso “ao boom do trabalho remoto e ao crescimento dos nómadas digitais no pós-pandemia”, como aponta em nota de imprensa.

Receitas em Portugal com aumento de 83%

O destino Portugal “provou ser um mercado-chave” para a empresa. O valor de arrendamento gerado cresceu 102% em relação ao ano anterior, e as receitas também aumentaram 83%. Paralelamente, o número de senhorios ativos aumentou em 11,7%.

A Madeira, onde de acordo com a empresa “se fixou a primeira aldeia nómada digital do mundo”, registou um crescimento do valor de arrendamento gerado de 172%. O número de reservas na ilha aumentou 36%.

“Após um início complicado da pandemia, 2022 foi o nosso melhor ano até à data, com receitas que aumentaram quase 50%. A pandemia foi dura para nós, como foi para a maioria das empresas de viagens, mas estamos a recuperar. O nosso próximo passo é entrar em mais dois mercados no ano que vem para sermos a primeira plataforma em que os nómadas digitais pensam quando procuram estadias mensais acessíveis em destinos nómadas de topo. Queremos ser a referência número um a nível mundial”, explica Radim Rezek, CEO e cofundador da Flatio.

Reservas feitas por nómadas digitais cresceu 31%

Relativamente à duração das estadias dos utilizadores da Flatio, a empresa assegura que esta se manteve “constante”, com uma média de 2,65 meses em comparação com os 2,51 meses do ano anterior.

O número de senhorios cresceu 8% e a maioria (88%) são senhorios a título individual, com um máximo de um a três imóveis ativos na plataforma. O número de reservas feitas por nómadas digitais ou trabalhadores remotos cresceu 31% este ano, sendo que, no total, os senhorios receberam reservas em mais de 308 destinos, de Lisboa a Londres.

Os principais destinos da Flatio são a República Checa, dado a sua sede encontrar-se em Brno, Portugal Continental e Madeira, Hungria e Espanha, onde se estreou em fevereiro de 2022. Os restantes mercados da empresa incluem países como Polónia, Eslováquia, Croácia, Áustria, Alemanha, Bulgária e Bélgica.

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Hóspedes e dormidas de outubro crescem 5,0% e 6,2% face a 2019

Segundo o INE, em outubro “registaram-se aumentos de 21,0% nas dormidas de residentes e 1,5% nas de não residentes”, tendo os não residentes apresentado mesmo “o maior crescimento face a 2019”.

Inês de Matos

Em outubro, o setor do alojamento turístico nacional contabilizou 2,6 milhões de hóspedes e 6,8 milhões de dormidas, números que traduzem aumentos de 23,4% e 23,5% face a mês homólogo do ano passado e de 5,0% e 6,2%, respetivamente, em comparação com outubro de 2019, o último ano antes da pandemia.

De acordo com os dados divulgado esta quarta-feira, 30 de novembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em outubro, o mercado interno contribuiu com 1,8 milhões de dormidas, enquanto os mercados externos totalizaram 4,9 milhões, o que traduz uma descida de 2,7% no mercado interno mas um aumento de 37,3% no que respeita às dormidas dos mercados externos.

No entanto, face a outubro de 2019, acrescenta o INE, “registaram-se aumentos de 21,0% nas dormidas de residentes e 1,5% nas de não residentes”, tendo os não residentes apresentado mesmo “o maior crescimento face a 2019”.

Por tipo de estabelecimento, as dormidas na hotelaria, que representaram 83,4% do total de dormidas, aumentaram 23,4% em comparação com outubro de 2021 e 6,1% face ao mesmo mês de 2019, enquanto as dormidas nos estabelecimentos de alojamento local, que representaram 13,3% do total, cresceram 28,4% e 0,6% face aos mesmos meses de 2021 e 2019, respetivamente. Já as dormidas em unidades de turismo no espaço rural e de habitação, que representaram 3,2% do total, apresentaram um aumento de 9,0% face a outubro de 2021 e de 45,2% em comparação com o mesmo mês de 2019.

O INE diz ainda que, em outubro, 21,6% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes, quando em igual mês do ano passado esta percentagem chegava aos 26,5%.

Por mercados, o destaque vai para o britânico, que apesar de ter representado 20,8% do total das dormidas de não residentes em outubro, apresentou uma descida de 1,7% relativamente a outubro de 2019.

Já as dormidas dos turistas alemães, cuja quota foi de 12%, registaram, de acordo com o INE, a “segunda maior diminuição no grupo dos 17 principais mercados emissores”, com uma quebra de 10,2%, ainda que o maior decréscimo se tenha registado no mercado brasileiro, que caiu 15,3%. A descer esteve também o mercado francês, que representou 8,3% do total, mas que apresentou uma descida de 2,2%.

Em sentido contrário manteve-se o mercado norte-americano, que representou 8,8% do total e “continuou a destacar-se, com um crescimento de 39,5% em outubro face a igual mês de 2019”, enquanto o mercado espanhol, cuja quota foi de 8,2%, aumentou 17,4% face a outubro de 2019.

O INE destaca ainda o crescimento das dormidas do mercado checo, que subiram 63,1% face a outubro de 2019.

O INE diz também que, em outubro, se registaram “aumentos das dormidas em todas as regiões”, com o Algarve a concentrar 28,2% das dormidas, seguindo-se a AM Lisboa (26,6%) e o Norte (16,5%).

Face a outubro de 2019, apenas o Algarve registou um decréscimo de 1,3%, aponta o INE, acrescentando que “os maiores aumentos ocorreram na RA Madeira (+25,0%) e na RA Açores (+17,5%)”.

Em outubro, também as dormidas dos residentes aumentaram em todas as regiões mas, neste caso, o destaque vai para a RA Madeira (+97,1%), seguida do Algarve
(+24,8%), Alentejo (+23,9%) e Centro (+20,1%).

Já as dormidas de não residentes aumentaram na RA Açores (+21,4%), RA Madeira (+15,4%), Norte (+7,9%) e AM Lisboa (+2,5%) e diminuíram no Centro (-9,5%), Algarve (-4,9%) e Alentejo (-3,4%).

A estada média de outubro ficou nas 2,57 noites, o que traduz um aumento de 0,1% face a outubro de 2021, ainda que a estada média dos residentes, que se situou nas 1,88 noites, tenha recuado 1,4%, enquanto a dos não residentes desceu 5,2%, fixando-se nas 2,98 noites.

A estada média mais elevada foi registada na Madeira, com 4,55 noites, seguindo-se o Algarve, onde os turistas ficaram, em média 3,99 noites, com o INE a indicar que, à exceção da RA Madeira (-4,0%) e da AM Lisboa (-0,9%), “todas as restantes regiões apresentaram aumentos da estada média”.

No acumulado desde janeiro, as dormidas aumentaram 97,3%, com destaque para as dormidas dos não residentes, que apresentaram um acréscimo de 177,9%, enquanto as dormidas dos residentes cresceram 23,7% face ao mesmo período de 2021.

“Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas decresceram 1,6%,
como consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-6,0%), dado que as de residentes cresceram 9,0%”, acrescenta o INE.

 

 

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AHETA: Ocupação hoteleira no Algarve em outubro acima do valor médio, mas ainda abaixo de 2019

As unidades de alojamento do Algarve marcaram em outubro uma ocupação acima do valor médio para o mês, no entanto, este ainda está abaixo do verificado em 2019.

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Os dados provisórios são da Associação Dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, que adianta em comunicado que a taxa de ocupação por quarto na região foi 69,5%. A percentagem encontra-se 2,1 pontos percentuais (p.p.) abaixo do valor registado em 2019 (-2,9%), mas acima do valor médio para o mês.

Os dados dão ainda conta de que, comparativamente a 2021, a ocupação por quarto subiu 7,4 p.p. (+12,0%).

O mercado irlandês (+1,2pp) e o mercado nacional (+0,5pp) foram os que apresentaram as maiores subidas face a outubro de 2019, sendo que as maiores descidas foram as do mercado alemão (-3,7pp) e britânico (-0,8pp).

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Alojamento turístico cresce em hóspedes e dormidas em setembro e fica acima de 2019

Em setembro, o alojamento turístico nacional registou 2,9 milhões de hóspedes e 7,7 milhões de dormidas, subidas de 41,3% e 37,4% face a igual mês de 2021 e de 0,2% e 0,7% em comparação com mês homólogo de 2019.

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No passado mês de setembro, o setor do alojamento turístico nacional registou 2,9 milhões de hóspedes e 7,7 milhões de dormidas, valores que traduzem subidas de 41,3% e 37,4% face a igual mês de 2021 e de 0,2% e 0,7%, respetivamente, em comparação com mês homólogo de 2019, antes da chegada da pandemia, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com as estatísticas rápidas de setembro do INE, as dormidas aumentaram em todas as categorias de alojamento, tendo as dormidas do alojamento local, que representaram 13,6% do total, sido as que apresentaram maior subida, aumentando 40,0% face a setembro de 2021, ainda que, em comparação com o mesmo mês de 2019, se continue a registar um decréscimo de 6,3%.

Já as dormidas na hotelaria, que representaram 82,6% do total de dormidas de setembro, aumentaram 38,0% face a setembro de 2021, numa tendência que se mantém também na comparação com mês homólogo de 2019, em que há um aumento de 0,8%.

As dormidas nos estabelecimento de turismo no espaço rural e de habitação também apresentaram, em setembro, uma tendência positiva e cresceram 19,1%, tendo representado 3,9% do total. Este é, contudo, o tipo de alojamento que melhor desempenho apresentou face a setembro de 2019, já que as dormidas nestes estabelecimento subiram, em setembro, 30,5% em comparação com o mesmo mês do último ano antes da pandemia.

Os dados do INE  mostram também que, em setembro, o mercado interno contribuiu com 2,4 milhões de dormidas, o que traduz uma descida de 3,1% face ao mesmo mês do ano passado, enquanto os mercados externos, cujas dormidas representaram 68,2% do total, somaram 5,2 milhões de dormidas, num aumento de 70,7% face a setembro de 2021.

“Comparando com setembro de 2019, as dormidas de residentes aumentaram 10,0% e as de não residentes diminuíram 3,2%”, indica o INE, sublinhando que, em setembro, 15,9% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes, quando em igual período do ano passado esta percentagem era de 21,6%.

Residentes em destaque no acumulado até setembro

No acumulado dos primeiros nove meses do ano, as dormidas somam já um crescimento de 113,0%, incluindo um aumento de 27,3% nos residentes e +222,3% nos não residentes, ainda que, segundo o INE, tenham descido 2,4% face ao mesmo período de 2019, principalmente devido à descida entre os não residentes, onde este indicador desceu 7,0%, enquanto as dos residentes subiram 8,0%.

No terceiro trimestre do ano, houve ainda um aumento de 48,8%, que corresponde também a uma subida de 2,9% face ao mesmo período de 2019, com destaque para as dormidas dos não residentes, que subiram 108,3%, ainda que, em comparação com o mesmo período de 2019 se continue a registar uma descida de 0,8%.

Já as dormidas dos residentes desceram 3,6% face ao terceiro trimestre de 2021, mas estão 10,8% acima do que tinha sido registado no mesmo trimestre de 2019.

Por mercados, o britânico, que representou 21,1% do total das dormidas de não residentes em setembro, apresentou, neste mês, uma descida de 3,2%
relativamente a setembro de 2019, enquanto as dormidas de hóspedes alemães, que representaram 12,0% do total, desceram 11,9% e as dos espanhóis, que representaram 9,3% do total, diminuíram 0,3%.

“A maioria dos mercados registou diminuições face a setembro de 2019, destacando-se os mercados brasileiro (-21,4%) e sueco (-14,8%)”, acrescenta o INE.

Em sentido contrário esteve o mercado dos EUA, cujas dormidas representaram 8,7% do total e que se destacou em setembro, evidenciando um aumento de 38,2% face a igual mês de 2019. Além dos EUA, também o mercado checo aumentou 30,3% em setembro.

Por regiões, o INE indica que, “em setembro, registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões”, tendo o Algarve concentrado 30,4% das dormidas, seguindo-se a AM Lisboa (24,5%) e o Norte (16,2%).

Face a igual mês de 2019, apenas o Algarve e o Centro registaram decréscimos (-9,2% e -3,3%, respetivamente), enquanto os maiores aumentos ocorreram na RA Madeira (+17,0%), seguida do Norte (+8,7%) e RA Açores (+8,2%).

O INE diz ainda que, relativamente às dormidas de residentes, “observaram-se aumentos em todas as regiões”, com destaque para a RA Madeira (+64,3%), a AM Lisboa (+13,0%) e o Alentejo (+11,0%).

Já nas dormidas de não residentes, houve aumentos na RA Açores(+12,5%), RA Madeira (+8,8%), Norte (+8,6%) e AM Lisboa (+0,8%), enquanto o Centro (-15,4%), Algarve (-13,2%) e Alentejo (-5,9%) apresentaram descidas.

Em setembro, a estada média diminuiu 2,7% e ficou nas 2,65 noites, com destaque para os não residentes, cuja estada média foi de 2,94 noites, depois de uma redução de 6,5%. Ainda assim, entre os residentes, a descida foi mais pronunciada e chegou aos 6,8%, ficando nas 2,18 noites.

Na RA Madeira e no Algarve, as estadas médias continuaram a atingir os valores mais elevados e chegaram ao estadas médias de 4,87 e 4,03 noites, respetivamente, com o INE a destacar também o Norte (+2,3%) e a AM Lisboa (+1,6%).

Cenário diferentes registou-se nas outras regiões do país, com  o INE a referir que “todas as restantes regiões apresentaram decréscimos na estada média”.

 

 

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Cushman & Wakefield Portugal aponta 115 novos projetos hoteleiros até final de 2024

Desde o início deste ano foram inauguradas em Portugal perto de 35 unidades hoteleiras. Até à data, e dentro das novas aberturas, 42% tem a classificação de quatro estrelas, concentrando-se maioritariamente em Lisboa e no Porto.

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Desde o início deste ano foram inauguradas em Portugal perto de 35 unidades hoteleiras, num total de 2.080 quartos. O levantamento é explanado no Marketbeat Outono 2022, um estudo realizado pela Cushman & Wakefield Portugal que adianta as perspetivas para o setor hoteleiro e a oferta em fase de projeto e/ou construção até 2024.

Até à data, e dentro das novas aberturas, 42% tem a classificação de 4 estrelas, concentrando-se maioritariamente em Lisboa e no Porto, que somaram à sua oferta 15 novos hotéis, num total de 1.020 unidades de alojamento. Dentro destas aberturas, a Cushman & Wakefield Portugal destaca: o W Algarve, em Albufeira (5 estrelas com 220 quartos); o Pestana Douro Riverside Hotel & Conference Center, em Gondomar (5 estrelas com 170 quartos); o Hyatt Regency Lisbon (5 estrelas com 140 quartos) e o The Editory Riverside Santa Apolónia Hotel (4 estrelas com 130 quartos).

Projetando já a oferta futura, o estudo da Cushman & Wakefield Portugal dá conta de 115 novos projetos hoteleiros em fase de projeto e/ou construção nos próximos três anos, ou seja, até ao final de 2024, já que os dados ainda contemplam o final de 2022.

Desta forma, a oferta futura totaliza 10.000 quartos, maioritariamente em hotéis de 4 e 5 estrelas concentrados em Lisboa e no Porto.

Mais 20 hotéis em Lisboa e oito no Porto até ao final de 2024

Em 2022, e até à data, Lisboa registou oito novas aberturas, num total de 570 quartos distribuídos, maioritariamente, entre hotéis de 4 e 5 estrelas.

Até ao final de 2024, a Cushman & Wakefield Portugal aponta que estão previstos mais 20 hotéis com 2.020 camas, “com maior preponderância na oferta de 5 e 4 estrelas” – que representam 43% e 31% da oferta anunciada. Destes futuros hotéis destaca o Radisson RED Lisbon Olaias, um quatro estrelas com 290 quartos, e o Meliá Lisboa, um cinco estrelas com 240 quartos.

Já a cidade do Porto recebeu sete novas unidades nos primeiros sete meses de 2022, seis delas de 4 estrelas, num total de 410 quartos.

Para o final de 2024 está prevista a abertura de mais oito unidades na cidade com 830 quartos. Cerca de 60% destes hotéis terão a classificação de 4 estrelas, sendo que das aberturas previstas a consultora destaca o The Renaissance Park Hotel, de 4 estrelas – uma unidade do grupo Marriot International com 170 quartos – e o Oporto Story Hotel, de 5 estrelas, com 120 quartos.

Apesar de a Cushman & Wakefield Portugal apontar que “é seguro afirmar que 2022 marcou a recuperação da atividade turística, com um vigor superior aos melhores cenários perspetivados”, é da opinião de que “o panorama para 2023 da atividade turística perspetiva-se algo mais moderado”.

A afirmação é feita não só “pela base comparativa dos resultados sólidos obtidos em 2022, mas sobretudo pela incerteza dos efeitos que a inflação poderá ter no poder de compra dos turistas e na sua disponibilidade para continuar a consumir turismo ao ritmo e valores observados”.

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INE: RevPAR e ADR atingem máximos históricos em agosto

Segundo o INE, o alojamento turístico registou, em agosto, proveitos totais de 797,0 milhões de euros, enquanto os proveitos por aposento somaram 639,0 milhões de euros, traduzindo subidas de 24,9% e 25,7% face a agosto de 2019.

Inês de Matos

O alojamento turístico registou, em agosto, proveitos totais no valor de 797,0 milhões de euros, enquanto os proveitos por aposento somaram 639,0 milhões de euros, valores que traduzem subidas de 24,9% e 25,7% face a igual mês de 2019, respetivamente, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE), que indica mesmo que o RevPAR e o ADR foram os “mais elevados desde que há registo”.

“O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 102,2 euros em agosto e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 137,2 euros, os valores mais elevados desde que há registo (+41,8% e +17,8% face a agosto de 2021). Em relação a agosto de 2019, o RevPAR aumentou 21,1% e o ADR cresceu 18,1%”, indica o INE, no comunicado que acompanha os dados a atividade turística de agosto, divulgados esta sexta-feira, 14 de outubro.

Em agosto, o Algarve concentrou 38,8% dos proveitos totais e 38,4% dos relativos a aposento, seguindo-se a AM Lisboa (21,7% e 22,5%, respetivamente) e o Norte (14,0% e 14,2%, pela mesma ordem). Já os valores de RevPAR mais elevados foram registados no Algarve (151,0 euros) e AM Lisboa (107,8 euros).

O INE revela que, desde o início do ano, o RevPAR “aumentou 90,4%”, com crescimentos de 93,3% na hotelaria, 104,8% no alojamento local e 19,0% no turismo no espaço rural e de habitação.

Já os proveitos cresceram, no acumulado até agosto, 163,7% no total e 163,5% nos relativos a aposento face ao mesmo período de 2021, enquanto na comparação com 2019, “verificaram-se aumentos de 13,2% e 14,3%, respetivamente”.

O INE diz que “a evolução dos proveitos foi positiva nos três segmentos de alojamento” durante os primeiros oito meses de 2022 e revela que, face a 2019, os proveitos totais na hotelaria aumentaram 12,0% e os de aposento cresceram 13,1%, enquanto nos estabelecimentos de alojamento local registaram-se subidas de 10,2% e 11,2%, e no turismo no espaço rural e de habitação os aumentos atingiram
61,6% e 59,0%, pela mesma ordem.

Os dados divulgados esta sexta-feira, 14 de outubro, pelo INE confirmam também que, em agosto, o setor do alojamento turístico nacional registou 3,4 milhões de hóspedes e 9,9 milhões de dormidas, “os valores mensais mais elevados desde que há registo”, o que traduz aumento de 33,0% e 31,9% face a igual mês de 2021 e de 1,2% e 2,8% face a agosto de 2019.

O mercado interno contribuiu com 3,7 milhões de dormidas, o que corresponde a uma descida de 11,4% face a igual mês do ano passado, enquanto os mercados externos, cujo peso chegou aos 62,4%, totalizaram 6,2 milhões de dormidas, o que traduz um aumento de 86,9%. Face a 2019, as dormidas de residentes aumentaram 8,2% enquanto as de não residentes diminuíram 0,2%.

Já a taxa líquida de ocupação-cama (68,3%) aumentou 10,6 pontos percentuais em agosto, “ficando ligeiramente abaixo dos 68,7% observados em agosto de 2019”, acrescenta o INE.

Em agosto, houve “aumentos das dormidas em todas as regiões”, tendo o Algarve concentrado 32,2% das dormidas, seguindo-se a AM Lisboa (21,1%), o Norte (16,5%) e o Centro (11,6%). Em comparação com 2019, apenas o Algarve registou um decréscimo (-7,1%), enquanto s aumentos mais expressivos ocorreram na RA Madeira (+16,9%) e no Norte (+15,9%).

Por municípios, o INE destaca Lisboa e Albufeira como aqueles que registaram “maior representatividade no total nacional da atividade turística”, uma vez que, em conjunto, estes dois municípios “concentraram 27,1% do total de dormidas do país e 32,9% do total de dormidas de não residentes”.

“O município de Lisboa atingiu 1,5 milhões (quota de 14,9% do total). Comparando com agosto de 2019, as dormidas aumentaram 2,1% (+11,4% nos residentes e +0,6% nos não residentes). Em Albufeira, registaram-se 1,2 milhões de dormidas (peso de 12,2% do total), o que representa uma redução de 11,8% face a agosto de 2019 (-6,0% nos residentes e -14,7% nos não residentes)”, indica o INE.

Já as taxas líquidas de ocupação-cama mais elevadas registaram-se no Algarve (76,0%), RA Madeira (74,8%) e RA Açores (71,9%), enquanto os maiores acréscimos neste indicador verificaram-se na AM Lisboa e no Norte (+23,0 p.p. e +14,3 p.p., respetivamente).

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AHETA: Ocupação da hotelaria algarvia soma 79,7% em setembro e desce face a 2019

As unidades de alojamento turístico do Algarve registaram uma taxa de ocupação quarto de 79,7% em setembro, 14,6 pontos percentuais acima de igual mês de 2021 mas 7,3 pontos percentuais abaixo de setembro de 2019, segundo a AHETA.

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Em setembro, as unidades de alojamento turístico do Algarve registaram uma taxa de ocupação quarto de 79,7%, valor que ficou 14,6 pontos percentuais acima de igual mês de 2021 mas 7,3 pontos percentuais abaixo de setembro de 2019, segundo a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

Os dados provisórios divulgados pela AHETA na passada sexta-feira, 7 de outubro, mostram que, face ao mesmo mês de 2019, o mercado nacional (+1,4pp) e o irlandês (+0,8pp) “foram os que mais contrariaram a descida verificada”.

Em sentido contrário, foram os mercados alemão (-3,5pp), francês (-1,3pp) e holandês (-1,0pp) que apresentaram as maiores descidas em setembro.

Já o volume de vendas dos hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve “aumentou 13,7 por cento face ao mesmo mês de 2019”, indica ainda a AHETA.

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Dormidas reservadas através de plataformas online já ultrapassam níveis pré-pandemia

De acordo com o Eurostat, no primeiro semestre, “o turismo através destas plataformas superou os níveis registados no primeiro semestre de 2019, ano anterior à pandemia da Covid-19”.

Inês de Matos

No primeiro semestre do ano, as dormidas de curta duração na União Europeia reservadas através de plataformas online de alojamento somaram 199 milhões, valor que representa uma subida de 138% face a igual período do ano passado e que ultrapassa mesmo os 193 milhões de dormidas reservadas através destas plataformas nos primeiros seis meses de 2019.

“Com este valor, o turismo através destas plataformas superou os níveis registados no primeiro semestre de 2019, ano anterior à pandemia da Covid-19, quando as plataformas registaram cerca de 193 milhões de noites de hóspedes”, lê-se na informação divulgada esta terça-feira, 4 de outubro, pelo Eurostat.

O gabinete de estatística da União Europeia, que pela primeira vez divulgou dados mensais relativos ao alojamento turístico de curta duração, graça a um acordo entre a Comissão Europeia e as plataformas Airbnb, Booking.com, Expedia e Tripadvisor, indica que “após uma recuperação gradual do número de reservas durante o segundo semestre de 2021, no primeiro semestre de 2022 as reservas atingiram e ultrapassaram pela primeira vez os níveis pré-pandemia”.

Por trimestre, entre janeiro e março, foram reservadas nestas plataformas 67,4 milhões de noites, o que indica um aumento de 148,8% face às 27,1 milhões de noites reservadas no mesmo período de 2021 e de 4,5% em comparação com as 64,5 milhões de noites de 2019.

Já no segundo trimestre, foram reservadas 132,0 milhões de noites, num crescimento de 132,9% face aos três primeiros meses do ano passado, quando se tinha contabilizado a reserva de 56,7 milhões de noites, enquanto na comparação com período homólogo de 2019 houve uma subida de 2,5%, já que tinham sido reservadas 128,8 milhões de noites.

O Eurostat refere que, na comparação com o ano passado, houve uma “recuperação robusta” em todos os 31 países do bloco europeu contabilizados, ainda que, face ao período pré-pandemia, as evoluções tenham “variado” consoante os países.

Entre os países com melhor desempenho nas reservas de curta duração através de plataformas online, o Eurostat destaca a França e Espanha, ambas com cinco regiões entre as 15 europeias que chegaram a um milhão de noites reservadas no primeiro trimestre.

Já a Itália contabilizou duas regiões entre as 15 da Europa que alcançaram um milhão de noites reservadas através destas plataformas, seguindo-se a Áustria, a Polónia e Portugal, todos com uma região, que no caso português foi Lisboa e Vale do Tejo.

Em Portugal, o gabinete de estatística da União Europeia diz que foram registadas mais de três milhões de dormidas de curta duração entre janeiro e março, o que corresponde a um aumento de 348,3% face a igual período de de 2021 e de 1,4% na comparação com o mesmo período de 2019.

No segundo trimestre, as dormidas registadas através destas plataformas online em Portugal ultrapassaram os oito milhões, o que traduz um aumento de 204,9% na comparação com o mesmo período de 2020, mas um recuo de 1,6% face ao segundo trimestre de 2019.

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Alojamento turístico atinge máximos históricos em agosto

Dados do INE, divulgados esta sexta-feira, 30 de setembro, mostram que os resultados do alojamento turístico em agosto correspondem aos “valores mensais mais elevados desde que há registo”.

Inês de Matos

O alojamento turístico nacional contabilizou 3,4 milhões de hóspedes e 9,9 milhões de dormidas no passado mês de agosto, resultados que, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), correspondem aos “valores mensais mais elevados desde que há registo”.

Os dados divulgados esta sexta-feira, 30 de setembro, pelo INE, traduzem crescimentos de 33,0% e 31,9%, respetivamente, face ao ano passado, bem como a subidas de 1,2% e 2,8% em comparação com o mesmo mês de 2019, que tinha sido, até aqui, o melhor de sempre.

O mercado interno contribuiu com 3,7 milhões de dormidas, o que representa uma descida de 11,4% face a mês homólogo do ano passado, que, segundo o INE, tinha correspondido a um “máximo histórico”. Já face a agosto de 2019, o mercado interno cresceu 8,2%.

Os mercados externos, por sua vez, totalizaram 6,2 milhões de dormidas, num aumento de 86,9% face a agosto do ano passado, ainda que tenha sido registada uma diminuição ligeira de 0,2% face ao mesmo mês de 2019.

Por tipo de alojamento, as dormidas na hotelaria, que representaram 81,1% do total, cresceram 32,1% face ao mesmo mês de 2021 e 2,8% em comparação com agosto de  2019, enquanto nos estabelecimentos de alojamento local, que representaram 13,8% do total, houve um aumentos de 39,0% face ao ano passado, ainda que, em comparação com agosto de 2019, se tenha notado uma descida de 3,8%.

Já no turismo em espaço rural e de habitação, cuja quota foi de 5,1%, houve um acréscimo de 14,2% em comparação com agosto do ano passado e um forte subida face ao mesmo mês de 2019, que chegou aos 26,6%.

Por mercados, o britânico, que representou 17,7% do total das dormidas de não residentes neste mês, apresentou uma subida 0,3% relativamente a agosto de 2019, enquanto o espanhol, que representou 17,6% do total, registou uma descida de 3,1%, e o francês, com uma quota de 12,9%, cresceu 0,9%.

O INE sublinha, no entanto, as subidas dos mercados alemão que, com uma quota de 9,2%, aumentou 3,4%, e norte-americano, cuja quota foi de 5,7% e “continuou a destacar-se (+28,3%) quando comparado com agosto de 2019, tendo apenas sido ultrapassado pelo mercado checo (+51,1%)”.

“Comparando com agosto de 2019, evidenciaram-se também os crescimentos registados pelos mercados suíço (+25,9%), dinamarquês (+24,6%) e romeno (+24,2%)”, indica ainda o INE, revelando também que “as maiores diminuições verificaram-se nos mercados brasileiro (-19,1%) e sueco (-9,8%)”.

Por regiões, a maioria das dormidas concentrou-se no Algarve (32,2%), seguindo-se a AM Lisboa (21,1%), o Norte (16,5%) e o Centro (11,6%), com o INE a frisar que “registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões” face a agosto do ano passado.

Já em comparação com agosto de 2019, “apenas o Algarve registou um decréscimo (-7,1%)”, diz o INE, que revela que “os aumentos mais expressivos ocorreram na RA Madeira (+16,9%) e no Norte (+15,9%)”.

Nas dormidas dos residentes, apenas na RA Açores e no Algarve houve decréscimos de 3,6% e 2,8%, respetivamente, tendo-se observado o maior “crescimento na RA Madeira (+53,3%), seguida do Norte (+14,4%) e Centro (+14,3%)”.

Já as dormidas de residentes aumentaram no Norte (+17,0%), RA Madeira (+9,3%) e RA Açores (+7,1%), enquanto as maiores diminuições ocorreram no Algarve (-9,4%) e Alentejo (-8,4%), enquanto na AM Lisboa a variação foi nula.

Em agosto, a estada média ficou nas 2,93 noites, o que corresponde a uma descida de 0,8% face a agosto do ano passado, com a maior descida a encontrar-se entre os residentes, onde este indicador caiu 6,8%, para 2,61 noites, enquanto nos não residentes houve uma descida de 0,4%, para 3,17 noites.

“Na RA Madeira e no Algarve, as estadas médias continuaram a atingir os valores mais elevados: 5,15 e 4,54 noites, respetivamente”, refere ainda o INE.

Já no acumulado até agosto, as dormidas aumentaram 133,8% face ao ano passado, com uma subida de 33,7% nos residentes e de 278,4% nos não residentes, enquanto na comparação com o mesmo período de 2019, houve uma descida de 3,0%, com o INE a indicar que esta quebra foi “consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-7,7%), dado que as de residentes cresceram 7,7%”.

Em agosto, 11,8% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes, quando em igual período do ano passado eram 18,6%.

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