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Airbnb junta-se à promoção do programa “Confiança Porto/Trust Porto”

A Airbnb junta-se à Câmara Municipal do Porto na promoção do programa de reconhecimento “Confiança Porto/Trust Porto”, que visa distinguir estabelecimentos de alojamento turístico que são exemplos de excelência no serviço prestado.

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A partir de agora, os anfitriões na Airbnb no concelho do Porto poderão ter os seus alojamentos reconhecidos pelo programa “Confiança Porto/Trust Porto”, como exemplo de melhores práticas no setor.

A Airbnb junta-se assim, à Câmara Municipal do Porto na promoção deste programa de reconhecimento que visa distinguir estabelecimentos de alojamento turístico que são exemplos de excelência no serviço prestado.

Os anfitriões na Airbnb com alojamentos naquele concelho poderão inscrever-se no programa, totalmente gratuito, e receber uma visita técnica das autoridades de gestão do alojamento turístico, que verificará o cumprimento das melhores práticas em termos de hospitalidade, equipamento, infraestruturas, manutenção, ambiente e segurança de cada estabelecimento inscrito.

Antes da visita técnica, os anfitriões na Airbnb poderão receber ainda sessões de formação online gratuitas sobre cada um dos fatores que serão analisados. Uma vez reconhecido o estabelecimento, será possível partilhar essa informação com os hóspedes.

A parceria da Airbnb com a Câmara Municipal do Porto vem na sequência de uma série de compromissos da plataforma para promover um turismo saudável e apoiar as novas tendências de viagem que surgiram com a pandemia.

Para apoiar este trabalho, a plataforma anunciou um novo compromisso de recuperação do turismo saudável para Portugal em articulação com as autoridades locais, que incluem, nomeadamente, uma linha direta para que os vizinhos comuniquem diretamente à Airbnb preocupações urgentes sobre alojamento ou comportamento de hóspedes na sua comunidade local, um programa piloto para distribuir detetores de ruído entre os anfitriões, bem como o compromisso de trabalhar com as autoridades portuguesas para lhes dar acesso ao Portal da Cidade.

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Alojamento Local em Lisboa atinge níveis recorde em abril

De acordo com a Confidencial Imobiliário, em abril, houve “uma completa inversão do desempenho deste mercado, que tem exibido indicadores anémicos desde o início da Covid.

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As unidades de Alojamento Local de Lisboa registaram, em abril, uma ocupação média de 73% e um RevPAR de 69 euros, valores que apenas tinham sido atingidos no verão de 2019 e que, no caso do rendimento, representa mesmo um recorde, revela a Confidencial Imobiliário, no âmbito do SIR-Alojamento Local, sistema estatístico que monitoriza o Alojamento Local em Lisboa e Porto.

“Trata-se de uma completa inversão do desempenho deste mercado, que tem exibido indicadores anémicos desde o início da Covid”, destaca a Confidencial Imobiliário, num comunicado divulgado esta quinta-feira, 8 de junho.

Tal como a ocupação e o RevPAR, também o preço aumentou no Alojamento Local de Lisboa em abril, fixando-se num novo máximo de 100 euros, enquanto o número de noites vendidas chegou aos 58 mil, naquele que foi “o nível mais elevado em dois anos”.

Já o volume de negócios do Alojamento Local da capital somou, em abril, 5,8 milhões de euros, “um dos mais elevados desde o final de verão de 2019”, segundo a Confidencial Imobiliário.

Apesar dos sinais positivos, o volume de apartamentos T0 e T1 ativos no Alojamento Local continua muito abaixo dos patamares pré-pandemia, com pouco mais de 2.600 unidades, quando, em 2019, a média mensal de apartamentos T0/T1 ativos no Alojamento Local em Lisboa superava as 4.000 unidades.

Tal como Lisboa, também o Alojamento Local do Porto tem motivos para celebrar, uma vez que também assistiu a “uma clara recuperação da dinâmica”, “embora não em níveis recorde” como aconteceu em Lisboa, refere a Confidencial Imobiliário.

“Neste mês, a ocupação média atingiu os 54%, superando os 50% registados em abril de 2019, mas ainda distantes do máximo de 73% registado em setembro desse ano. O RevPAR atingiu os 44 euros, acima do mesmo mês de 2019, mas ainda 12 euros abaixo do pico 56 euros observado em setembro de 2019”, lê-se no comunicado divulgado.

No Porto, o preço médio diário foi de 85 euros, o valor mais alto já registado no mês de abril, enquanto o total de noites vendidas foi de de 39.000, o que resultou num volume de negócios de 3,3 milhões de euros, indicadores que, segundo a Confidencial Imobiliário, ficaram “bastante mais próximos dos melhores anos pré-Covid”.

Já em termos de oferta, contabilizam-se cerca de 2.400 apartamentos T0 e T1 ativos no Alojamento Local no Porto, abaixo da média mensal de cerca de 3.300 unidades registada ao longo de 2019.

 

 

 

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AHETA teme que região do Algarve seja das “principais afetadas” pela limitação do Alojamento Local

A AHETA defende que a limitação ao Alojamento Local vai afetar uma “prática antiga, muito anterior à regulamentação atual”, numa região que conta com mais de um terço do total dos alojamentos locais em propriedade horizontal.

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A Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) receia que a região do Algarve seja uma das “principais afetadas” pelo acórdão judicial que impede Alojamento Local em habitação permanente de propriedade horizontal, disse à Lusa Hélder Martins, presidente da associação.

Segundo Hélder Martins, a limitação do Alojamento Local vai afetar uma “prática antiga, muito anterior à regulamentação atual”, numa região que conta com mais de um terço do total dos alojamentos locais em propriedade horizontal.

“Embora no Algarve os litígios entre proprietários e titulares de exploração de alojamento local, sejam menos expressivos do que em Lisboa e Porto (…), os números provam que somos os principais afetados com este acórdão. Estas medidas visam unicamente as frações em prédios submetidos ao regime da propriedade horizontal, ou seja, alojamento local na modalidade de apartamento”, afirmou o presidente da AHETA.

Hélder Martins lembra que, “dos 101.534 alojamentos locais registados em Portugal, 65.750 são na modalidade de apartamento, dos quais 25.000 são no distrito de Faro”, o que quer dizer que o Algarve tem “cerca de 25% dos alojamentos locais no Pais” e “38% do total dos alojamentos locais em modalidade de apartamento”.

Para o presidente da AHETA, o acórdão do STJ “revela um total desconhecimento sobre o assunto e põe em causa todo o setor”, colidindo também com o previsto no Regulamento geral das Edificações Urbanas (RGEU).

“A obrigatoriedade de alterar o uso previsto no título constitutivo da propriedade horizontal, obrigando as frações que queiram exercer a atividade do alojamento local a deixar de ter um uso habitacional, colide com um conjunto de regras que constam no RGEU, sem as quais um imóvel ou fração não pode funcionar como alojamento local”, argumentou.

Hélder Martins diz que esses requisitos “não existem nas frações destinadas a comércio e serviços, uma vez que não têm nem cozinhas, nem as casas de banho necessárias, nem quartos de dormir, pelo que o que o acórdão determina é, na prática, inexequível”.

Para a AHETA, a lei de 2018 já contava com  “mecanismos para resolver estes casos de conflito entre condomínios e proprietários de alojamento local de forma simples, rápido e gratuito”, o que, diz a associação, permitiu que os números de casos em tribunal sejam “residuais” e tenham sido “menos de 50 desde 2018”.

Por isso, alerta a associação, é bem possível que se venha a assistir ao cenário de uma “’avalanche de processos” a pedir o seu encerramento, uma vez que já existe esta alternativa desde 2018”.

Recorde-se que o recente acórdão do STJ sobre alojamentos locais implica a proibição de instalação este tipo de alojamento temporário em frações autónomas destinadas a habitação permanente num prédio de propriedade horizontal.

No acórdão do Pleno das Secções Cíveis do STJ, de 22 de março, a que a Lusa teve acesso, pode ler-se que, “no regime da propriedade horizontal, a indicação no título constitutivo de que certa fração se destina a habitação deve ser interpretada no sentido de nela não ser permitida a realização de alojamento local” (AL).

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Homing Group chega à Madeira

A expansão para a Madeira inclui a abertura de uma local da Homing Group na região, assim como a criação de “uma estrutura própria de manutenção, limpeza e de lavandaria”.

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A Homing Group, empresa especializada em Alojamento Local e Mediação Imobiliária, expandiu a sua área de negócio e passou a estar também presente na Madeira, numa decisão que, segundo comunicado, pretende “reforçar o crescimento contínuo do grupo e alargar o serviço a todos os proprietários da ilha com uma presença física no local”.

De acordo com a informação divulgada, a expansão para a Madeira inclui a abertura de uma local da Homing Group na região, assim como a criação de “uma estrutura própria de manutenção, limpeza e de lavandaria”, de forma a disponibilizar o serviço total do grupo.

“Já prevíamos expandir o nosso negócio e rentabilizar a nossa rede de contatos de investidores estrangeiros e nacionais. Agora vamos conseguir atender ainda mais as necessidades dos nossos clientes e manter o nosso foco na estratégia de proximidade e de crescimento do grupo, sempre com um serviço de excelência”, refere João Bolou Vieira, CEO da Grupo Homing.

Recorde-se que a Homing Group está presente em Portugal Continental com quatro lojas físicas, duas das quais estão localizadas em Lisboa, uma no Porto e outra no Algarve, além de disponibilizar também serviços em Sintra, Oeiras, Loures e Cascais, zonas em que o Grupo investiu e para onde se expandiu recentemente.

 

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AHRESP lamenta suspensão de novas unidades de Alojamento Local em 14 freguesias de Lisboa

Para a associação, a suspensão de novos registos de estabelecimentos de Alojamento Local vai “ter um impacto negativo” na atividade turística e na regeneração da cidade.

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A aprovação da suspensão de novos registos de estabelecimentos de Alojamento Local em 14 freguesias de Lisboa por um prazo de seis meses, com possibilidade de renovação por igual período, vai “ter um impacto negativo” na atividade turística e na regeneração da cidade, denuncia a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

Para a associação, que em comunicado lamenta a aprovação da suspensão pela Assembleia Municipal de Lisboa, esta decisão é negativa devido ao impacto que se espera “ao nível das dinâmicas do turismo e dos ganhos que geram, direta e indiretamente, assim como ao nível das dinâmicas de regeneração dos imóveis da cidade”, para a qual, no últimos anos, muito tem contribuído o turismo e o Alojamento Local.

Ajuda, Alcântara, Areeiro, Arroios, Avenidas Novas, Belém, Campo de Ourique, Estrela, Misericórdia, Parque das Nações, Penha de França, Santa Maria Maior, Santo António e São Vicente são as freguesias da capital onde o registo de novas unidades de Alojamento Local passa a estar suspensa.

Recorde-se que, já antes desta aprovação pela Assembleia Municipal de Lisboa, a abertura de novas unidades de Alojamento Local estava suspensa nas zonas da capital com maior pressão turística e onde o rácio AL/habitação permanente é igual ou superior a 2,5%.

Contudo, em novembro do ano, passado, o Partido Socialista (PS) apresentou uma proposta de alteração do atual Regulamento Municipal do Alojamento Local em Lisboa, que previa já a suspensão imediata da autorização de novos registos em toda a cidade por um prazo de seis meses, suspensão essa que foi agora aprovada.

 

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DoveVivo compra Altido e expande negócio

A aquisição, pela DoveVivo, visa tornar a Altido líder na atividade do alojamento local na Europa, sendo que Portugal é visto como um mercado estratégico, onde a empresa quer continuar a expandir operações.

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A DoveVivo, uma das maiores empresas europeias de co-living, anuncia a aquisição da Altido, uma das mais importantes organizações na Europa especializada em processos de alojamento local no setor da hotelaria.

A operação permitirá criar a maior plataforma de gestão de alojamento residencial da Europa, com mais de 12 mil camas, 2.500 imóveis e apartamentos em 40 cidades em 6 países (Portugal, Itália, Espanha, França, Inglaterra e Escócia).

A aquisição visa tornar a Altido líder na atividade do alojamento local na Europa, sendo que Portugal é visto como um mercado estratégico, onde a empresa quer continuar a expandir operações.

Segundo o CIO da Altido, Gonçalo Ribeiro, com a equipa DoveVivo neste projeto, com a sua experiência, suporte e investimento, “estamos confiantes de que veremos um forte crescimento em 2022 e nos próximos anos”, para acrescentar que “com a combinação das nossas experiências e know-how podemos oferecer uma solução de gestão única e 360º aos nossos proprietários e investidores institucionais, apostando assim num novo conceito de “living”.

Gonçalo Ribeiro assegura que sendo Portugal um mercado estratégico para a empresa “o nosso objetivo é continuar a consolidação do mercado português, através da nossa estratégia de M&A, onde pretendemos duplicar o número de unidades que temos atualmente até ao final do ano”.

A DoveVivo possui um portefólio de cerca de 10 mil quartos em Itália, Espanha e França e uma década de experiência no mundo do co-living de médio e longo prazo, principalmente destinado a estudantes e jovens trabalhadores. Por sua vez, a Altido, nascida em 2019 da fusão de quatro empresas de gestão de propriedades de Portugal, Itália, Inglaterra e Escócia, tem hoje mais de 1.000 propriedades geridas e 700 camas em hotéis pop-up em mais de 20 cidades.

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Flexibilidade é a grande arma do AL

A pandemia foi bastante dura para o Alojamento Local (AL) em Portugal tal como para todo o turismo. No entanto, a atividade soube reinventar-se. É difícil olhar para o futuro, conforme nos afirma, em entrevista, o presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), Eduardo Miranda. Mas o AL continua a resistir porque a flexibilidade foi a grande arma. O seu peso nas dormidas e a diversificação da oferta são inquestionáveis, com o interior do país a dar cartas.

Qual é o valor real do Alojamento Local neste momento?
O Eurostat reporta que a atividade do Alojamento Local (AL) é muito importante e tem um efeito enorme no turismo. O AL representa já hoje 40% das dormidas, analisando apenas as quatro principais plataformas, confirmando 33 milhões de dormidas, das quais 30 milhões são feitas em unidades com menos de 10 camas, enquanto o INE faz apenas o levantamento de unidades com mais de 10 camas, o que dá 10 milhões de dormidas. Se somarmos os dois dados, então dá 40 milhões de dormidas. Mas o Eurostat apresenta apenas resultados das quatro maiores plataformas, por isso, hoje estaremos a falar entre 43 a 45 milhões de dormidas.

Se em Portugal se contabilizaram 77 milhões de dormidas em 2019, afinal teve 110 milhões.

Foi esse o grande contributo que o AL trouxe?
Na verdade, com esses números e com esta oferta, o AL viabilizou o crescimento do turismo nos últimos anos. Com a flexibilidade e rapidez de gerar e criar oferta, o AL permitiu o tal “boom” de Portugal como destino, tendo criado capacidade para receber o público. No entanto, não foi esse o principal contributo que o AL trouxe. Foi sim uma diversidade da oferta.

Como é que o AL soube diversificar a oferta em Portugal?
Já havia uma procura de novas ofertas de alojamento. Temos uma hotelaria excelente, que se tem renovado, que tem crescido em todos os níveis. Portanto, mostra que há uma complementaridade entre a oferta tradicional e esta nova oferta.

O AL é formado por vários segmentos, desde os apartamentos, mais nas áreas urbanas, e moradias mais nas zonas de praia e no interior do país. Temos também pequenas ‘guest house’ que se tornaram como boutiques ‘guest house’, outras mais descontraídas que foram buscar novos públicos, como é o caso das direcionadas para o surf. Temos também os melhores hostels do mundo que atraem não só uma clientela jovem, como também mais madura. Diria que 90% dos alojamentos locais são apartamentos e moradias, e cada um é diferente do outro. Como são unidades pequenas, conseguem estar implementadas nas zonas mais remotas, desde o topo de uma montanha, à melhor vista de uma praia, ou no centro histórico de uma cidade. Por isso, trouxe outra lógica em termos do alojamento.

O AL tem as suas regras e requisitos mínimos, mas em termos daquilo que é a oferta, é muito mais diversificada, e o mais importante é que é o cliente que escolhe o que é mais importante para ele. Por isso é que também não tem uma lógica de estrelas. Portanto, o que o AL tem que ter é uma comunicação clara e transparente, e entregar ao cliente aquilo que oferece.

É essa diversidade que trouxe uma riqueza ao turismo e tem sido uma parte importante da estratégia de crescimento e de posicionamento do turismo em Portugal. Por isso é que, nas novas apostas do Turismo de Portugal em novos segmentos, novos destinos e novos temas, se casam com o AL, desde o enoturismo, turismo de natureza, tudo o que sai das zonas urbanas e de maior concentração.

Aqui o AL tem um papel fundamental porque permite um crescimento gradual e muito adaptado ao próprio destino. Uma vez que não são grandes empreendimentos, não trazem impactos muito grandes nessas regiões que são pequenas. No caso do interior, vem acrescentar uma oferta, que também é importante, que é o turismo no espaço rural, mas também nas aldeias, vilas e pequenas cidades.

Reinventar foi preciso
Entretanto, chegou a pandemia. Como é que o AL se reinventou?
A pandemia foi bastante dura para o AL, tal como foi para todo o turismo. O AL, como todos os outros setores, ficou bastante fragilizado e ainda está numa situação difícil e de incerteza com todos estes sobe e desce. Basta ver que se passou no final de 2021. Quando havia uma esperança e uma luz ao fundo do túnel, voltámos de novo com cancelamentos e restrições, e ser muito difícil olhar para o futuro. Mas continuamos a resistir.

No entanto, o AL mostrou um outro lado importante, a flexibilidade, que traz resiliência para o turismo. Significa que a maior parte dos AL são, no dia seguinte, casas como outras quaisquer. É essa a sua natureza. Tem flexibilidade muito maior de ir buscar outros tipos de uso. Alguns desses usos foram, não no turismo, mas de habitação temporária que fazia falta, de entre os quais nómadas digitais e trabalhadores remotos, ou seja, pessoas que não sendo da área digital, nacionais e estrangeiros, saíram das suas casas e foram trabalhar no interior do país, para estarem mais isoladas e em ambientes fora das grandes concentrações.

Depois tivemos pessoas que precisavam de mudar de uma cidade para outra com projetos de trabalho de um, dois ou três meses, e não encontravam solução de alojamento. Esta é uma tendência que se vai manter.

Em Lisboa e no Porto, foi o mercado de famílias que têm que ir viver temporariamente nas cidades para tratamentos hospitalares e que precisam de um ambiente mais caseiro. Aqui, o AL tem sido a principal solução. Como as zonas turísticas estão fechadas há mais de dois anos nas principais cidades de Portugal, o pouco que tem surgido nesses locais, têm apostado neste mercado, mas também no de estudantes, investigadores, professores, ou seja, toda a área académica que vem para Erasmus, mestrados, bolsas e investigação por alguns meses e não querem um arrendamento tradicional, pois não querem uma casa vazia, sem equipamento, não querem comprar toalhas os lençóis, querem ter internet mas não fazer um contrato com as operadoras. Portanto, todos esses serviços são possíveis no AL. Foram esses os segmentos que foram encontrados e, alguns deles vão continuar.

O AL teve essa flexibilidade de se reinventar tanto no interior como nas grandes cidades, além do que, muitos tiveram a capacidade de migrar e voltar ao uso tradicional, ou seja, arrendamento de longa duração. Só em Lisboa foram mais de 2.500 unidades que saíram definitivamente da oferta e das plataformas.

O que aconteceu com esta pandemia foi que o AL encontrou alternativas, saiu do turismo e procurou soluções, até no segmento da habitação.

A pandemia fez descobrir o interior, por pessoas que pretenderam se isolar, mas também para férias, porque não podiam ir para fora”


Como vê o futuro desta atividade?
Há uma outra situação que a pandemia trouxe, que pode indicar alguns caminhos para o futuro. Uma delas foi a descoberta do interior. Durante a pandemia, Lisboa e Porto diminuíram a oferta e as regiões que mais cresceram foram as do interior, de norte a sul do país. A pandemia fez descobrir o interior por pessoas que pretenderam se isolar, mas também para férias, porque não podiam ir para fora.

Por isso, o que esperamos é que tenham descoberto que têm um país relativamente pequeno, mas com um mundo de diversidade, de ofertas e destinos completamente distintos, desde montanha, aventura, natureza, tranquilidade, até um grande número de atividades e experiências. Isso pode despertar esse interesse. Por alguma razão somos o destino turístico que mais cresceu e o mais procurado em termos de atratividade a nível mundial. É outra tendência que pode continuar.

Outra tendência, como referia há pouco, é esse mercado misto, principalmente nas áreas urbanas, e fora das zonas turísticas, que podem servir outros públicos que necessitam de um ambiente mais caseiro. Estas são duas tendências que se vão manter.

O interior precisa de fazer um trabalho em rede, o que neste momento não acontece. Ou seja, tem de haver uma ligação e parcerias dos destinos com aeroportos com os do interior, onde possam existir pacotes em que os turistas possam ficar dois ou três dias nesses destinos mais centrais e depois estender as suas estadias em AL nas zonas mais próximas, apresentando uma oferta de forma casada.

Esse trabalho de os centros urbanos se tornarem numa ponte para ajudar o desenvolvimento do interior é fundamental, até porque é uma forma de apoiar as comunidades locais e ajudar a economia local, isto porque, quem fica num alojamento local, apoia a economia local nas suas várias vertentes, designadamente pequeno comércio e restauração.

Profissionalizar é aposta da ALEP
Qual tem sido o papel da ALEP?
A ALEP surgiu logo após a lei, em 2014, que instituiu registos e uma série de desafios em termos fiscais, procedimentos e obrigações. O nosso papel aqui foi iniciar um processo de profissionalização e ajudar esses titulares. Depois assumimos a discussão de todos os processos de regulamentação.

A ALEP, mesmo numa fase inicial, teve que assumir um papel importante de representação e defesa da atividade, mostrando que o AL era importante para o turismo e que estava a começar em alguns destinos, como no Algarve, em Portugal. Vimos essa tendência a crescer e era preciso encontrar a melhor forma de esta atividade se desenvolver de forma legal, regulamentada, pagar impostos e encontrar um equilíbrio.

Estivemos e estamos abertos à discussão onde haja muita concentração, encontrar esse equilíbrio, mas não destruir o AL com regulamentação excessiva ou errada. Tem sido esse o nosso papel. Trabalhamos para todo o setor, sejam associados ou não.

Para os nossos associados, o nosso objetivo é ajudá-los a profissionalizar, até porque há uma concorrência muito grande. Por menor que seja o projeto, tem que ter a perspetiva que está a receber alguém. Mesmo que seja de uma forma informal, tem que ser com profissionalismo.

As questões digitais também são importantes. Pode-se ter uma pequena unidade, até mesmo no interior, mas o proprietário tem que ter conhecimento digital, porque toda a sua oferta é feita através das plataformas. Portanto, agora, o nosso papel é ajudá-los na informação e formação nas áreas comerciais, de operacionalização e marketing, para que Portugal continue a liderar pela forma como regulamentou e fez crescer o AL. Queremos que esse nível seja mantido.

Hoje fala-se muito em turismo sustentável nas suas várias formas. Como é que o AL se quer posicionar?
O que estamos a preparar é o papel que o AL pode vir a ter no encaminhamento para um turismo sustentável, até pela sua ligação com as comunidades, e o fato de 70% estar fora dos centros urbanos.

O AL tem um peso grande nos centros urbanos, mas nessas zonas onde se está a apostar em termos de sustentabilidade, esta atividade, juntamente com o turismo no espaço rural, já representamos 60/70% da oferta de alojamento.

Não estamos a falar apenas da sustentabilidade ambiental onde é preciso criar mecanismos de apoio e financiamento, principalmente nas unidades inseridas nas zonas históricas que têm dificuldades enormes de fazer conversões e melhorias, até porque, em algumas, são proibidas. Precisamos, sim de encontrar fórmulas para desenvolver toda a sustentabilidade ambiental, económica e social. Não tenho a menor dúvida que o AL vai ter um papel importantíssimo.

Sobre o autorCarolina Morgado

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UE contabiliza 272 milhões de noites em AL

Os dados mais recentes do Eurostat dão conta de cerca de 272 milhões de noites passadas em alojamentos de aluguer de curta duração na União Europeia (UE), em 2020. Isto representa uma diminuição de 47% face a 2019

Os hóspedes passaram cerca de 272 milhões de noites em alojamentos de aluguer de curta duração na União Europeia (UE), em 2020, reservadas através das plataformas Airbnb, Booking, Expedia Group ou Tripadvisor, representando uma diminuição de cerca de 47% em comparação com 2019, um ano antes da pandemia. Estes são dados mais recentes divulgados pelo Eurostat.

De acordo com o gabinete estatístico europeu, os meses de abril e maio de 2020 registaram as maiores quebras – 93,2% e 85,6% -, devido às medidas de confinamento adotadas em meados de março em toda a UE, em consequência da pandemia de COVID-19.

Depois de muitos países terem atenuado as restrições às viagens no verão, o número de noites passadas recuperou, embora ainda seja muito inferior ao de 2019 (-38,3% em julho e -25,8% em agosto). No entanto, a chegada da segunda onda da pandemia no outono / inverno de 2020 levou a outro impacto severo no número de reservas no final do ano (-71,8% em novembro).

No entanto, indica o Eurostat, o mercado do alojamento de curta duração foi atingido de forma desigual na Europa, com países como Espanha (-58,1%) e Itália (-60,2%) afetados mais severamente do que França (-25,0%) ou Alemanha (-20,6%). Oito países (República Checa, Grécia, Itália, Chipre, Hungria, Malta, Eslovênia e Islândia) registaram quedas acima dos 60%.

Diminuição mais pronunciada no sul da Europa
Os dados regionais mostram que os destinos tradicionais de verão no Mediterrâneo, assim como as grandes cidades, foram atingidos com muito mais força do que a média europeia. Os principais destinos de turismo urbano, como Roma (-78,0%), Barcelona (-75,6%) ou Praga (-73,5%), perderam cerca de três quartos das noites de hóspedes em 2020.

A repartição das dormidas pela origem dos hóspedes mostra que o turismo doméstico apenas diminuiu moderadamente (-6,7%), enquanto o turismo internacional caiu mais de dois terços. Países como Espanha, Itália ou Croácia, que nos últimos anos tiveram uma proporção muito elevada de turistas internacionais (67,7%, 74,1% e 95,4% respetivamente), foram afetados de forma muito mais severa do que por exemplo a França ou a Alemanha, onde a proporção de chegadas internacionais era muito menor (42,7% e 36,9%). Nesses países, algumas regiões realmente experimentaram um aumento no número de noites.

Embora o número de pernoitas tenha diminuído em todos os 31 países observados, Suíça, Alemanha, França e Suécia foram os menos afetados,

Estes dados sobre alojamentos de curta duração oferecidos através desses sites são o resultado de um acordo histórico entre a Comissão Europeia e as quatro plataformas de economia colaborativa privada alcançado em março de 2020.

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Alojamento Local veio diversificar oferta turística em Portugal

Hoje já não há dúvidas e será até consensual. O Alojamento Local (AL) veio diversificar a oferta turística em Portugal, criou novos segmentos e novos públicos não só nas grandes cidades, mas também no interior do país, como ajudou ao surgimento de muitas outras empresas que servem de suporte para as mais diversas atividades que este segmento exige. A criação de empregos diretos em Portugal tem sido igualmente um fator decisivo, bem como a sua contribuição para a economia nacional.

O Alojamento Local (AL) tem tido um impacto positivo na economia, mas ainda subsistem alguns “mitos” não só em Portugal como ao nível da sua harmonização na União Europeia. É o que tentamos explicar.

No nosso país, a pandemia fez os seus estragos também nesta atividade que, embora aliciando outros públicos, teve quebras e algumas unidades tiveram de fechar portas, mas houve novos registos. Só Lisboa contrariou a tendência.

Em 20 meses registaram-se 4.936 pedidos de cessação de atividade e 11.752 novos registos. O turismo de cidade, mais dependente dos estrangeiros, sofreu a maior quebra. Já o interior, com ofertas adaptadas a uma vida sem grandes contatos, ganhou novo fôlego.

O distrito de Lisboa é o único a nível continental, no período analisado, a ter um número maior de fechos do que de novos registos: 1.397 contra 1.349.

Trata-se de uma diferença mínima, mas a comparação com o Porto, ajuda a mostrar como a pandemia abanou com mais força a dinâmica da capital e seus arredores: o distrito do Porto teve mais novos registos (1.673) e menos cessações de atividade (964).

Geração de emprego é fator determinante
É, precisamente, sobre a criação de novos empregos que fala a Airbnb, uma das maiores empresas de aluguer de curta duração, que atua no nosso país. E cita a Oxford Economics. Segundo o porta-voz da empresa para Espanha e Portugal, Andreu Castellano, ao Publituris, as viagens na Airbnb apoiaram a criação de 39 mil empregos diretos em Portugal. Em Lisboa, por exemplo, estima-se que, em média, por cada 100 alojamentos anunciados na Airbnb são apoiados 52 empregos, e “é dado um contributo de mais de dois milhões de euros para a economia local”.

Além disso, os impostos turísticos são outra forma de ajudar à recuperação. “Só em Portugal, a Airbnb coletou e entregou aos municípios aproximadamente 25 milhões de euros em impostos turísticos ao longo de quatro anos (2015-2019)”, disse, acrescentando que “as nossas colaborações na Europa já permitam coletar e entregar automaticamente mais de 315 milhões de euros em taxas turísticas na UE”.

Mas, para a Airbnb é importante que haja uma harmonização das leis da União Europeia, pois, segundo aquele responsável, “iria facilitar que qualquer cidadão da UE possa partilhar a sua própria casa e, ao mesmo tempo, permitir aos governos lutar contra a especulação imobiliária”.

Assim, a empresa já apresentou diversas propostas e diz estar disposta a colaborar com as autoridades europeias e nacionais. “Por exemplo, a criação de um registo de anfitriões a nível europeu asseguraria que os anfitriões teriam acesso a regras justas e proporcionais, preservando o seu direito à prestação de serviços como uma liberdade fundamental da UE. Acreditamos que um sistema comum europeu – que substituiria os registos locais – simplificaria o processo, especialmente para os anfitriões não profissionais, que são desproporcionalmente afetados por regras desatualizadas e fragmentadas que existem um pouco por toda a EU”, explicou Andreu Castellano.

Segundo o responsável, “é preciso desmistificar que o número de alojamentos anunciados na Airbnb em cidades é demasiado pequeno para poder ser a causa exclusiva da variação de preços, que estão mais ligados aos ciclos económicos e às decisões de política monetária”, para indicar ainda que, além disso, a partir de 2020 a maioria das reservas na Airbnb em Portugal passou de urbana para predominantemente rural. “Portugal registou um aumento acentuado do índice de turismo rural nas estadias na Airbnb, sinalizando um forte movimento de reservas longe das zonas urbanas para mais zonas rurais. Este movimento foi significativamente maior do que para todo o turismo em Portugal, confirmando que a Airbnb está a facilitar a dispersão geográfica dentro dos países”.

Mas, a empresa pensa que as viagens não voltarão a ser como antes da pandemia e “queremos ser parceiros das cidades para assegurar que o turismo recupera de uma forma que seja segura, sustentável e que beneficie todos”.

Mais do que procurar centrar o turismo em grandes centros urbanos como Londres, Paris ou Lisboa, como faz a maior parte da indústria de viagens, “queremos diversificar e distribuir os benefícios económicos para as comunidades que deles precisam, destacou Andreu Castellano.

Isto porque, conforme diz, os hábitos de viagem mudaram e muitas pessoas não só usam a Airbnb durante as férias, mas também vivem em Airbnb. “Cada vez mais pessoas, não apenas turistas, mas também estudantes, jovens profissionais, etc. estão a usar a Airbnb para ter acesso ao tipo de flexibilidade que querem ou necessitam”, por isso, acrescenta que a empresa vai continuar a apoiar estes novos hábitos de viagem “adaptando o nosso produto, e vamos trabalhar com os destinos em Portugal e na União Europeia para os ajudar a aproveitar ao máximo estas mudanças, no interesse de todos”.

A empresa, que tem anunciados na sua plataforma alojamentos distribuídos por todo o território continental (litoral e interior) e nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, avança que 2021 foi um ano de alguma retoma da atividade, uma vez que o turismo doméstico e o regresso da procura estrangeira gerou novas oportunidades económicas para zonas mais afastadas das grandes cidades. É aliás, esse o empenho da empresa que continua a apoiar o turismo sustentável em Portugal.

Seguros mais abrangentes para os anfitriões
“A Airbnb está empenhada em apoiar as autoridades locais e em continuar a apoiar e a capacitar os anfitriões. Nesse sentido, o Portal das Cidades é uma ferramenta especialmente concebida para apoiar a regulamentação do setor público, fornecendo informações sobre a presença da Airbnb na cidade de Lisboa, ferramentas para ajudar a aplicar as leis e uma melhor forma de contactar a Airbnb quando necessário”, explicou o porta-voz da empresa.

“O Portal das Cidades da Airbnb vai ajudar a cidade de Lisboa potenciar esta revolução nas viagens”, garante Andreu Castellano, destacando que o portal “ajuda os municípios a aceder a dados para testemunhar algumas destas tendências”. A Airbnb tem neste momento 35 parcerias no Portal das Cidades com governos e organizações da Europa, incluindo em França, Dinamarca e o Reino Unido, e está em conversações com mais de 25 parceiros europeus.

A empresa anunciou recentemente a proteção gratuita e adicionou coberturas nos planos de seguros para anfitriões. Sobre este assunto, o responsável explica que o programa AirCover, dá proteção completa para cada anfitrião na Airbnb com um milhão de dólares em proteção contra danos e um milhão de dólares em cobertura de responsabilidade civil. O AirCover também inclui proteção em caso de perda de rendimentos, proteção em caso de danos de animais de estimação, proteção de limpeza profunda, e muito mais. “O AirCover está sempre incluído e é sempre gratuito para todos os anfitriões novos e existentes”, precisou.

Também, a Airbnb lançou um programa para promover o alojamento responsável, distribuindo detetores de ruído pelos anfitriões em Lisboa. A Airbnb ativou também a sua Linha de Apoio ao Bairro em Portugal, oferecendo aos vizinhos uma linha direta de comunicação para a Airbnb para comunicar preocupações urgentes sobre um anúncio ou comportamentos de hóspedes na sua comunidade local. Segundo Andreu Castellano, estas iniciativas fazem parte do compromisso da Airbnb de “promover um comportamento responsável entre anfitriões e hóspedes e de promover uma coexistência saudável com o bairro. O compromisso incluiu também o lançamento do Portal das Cidades em Lisboa e o lançamento da Tecnologia de Reserva de Alto Risco para ajudar a combater as festas perturbadoras e outros distúrbios para a vizinhança”.

Criadas novas empresas de suporte à atividade
O Alojamento Local ajudou também à criação de uma série de empresas que visam apoiar a atividade, nomeadamente na área de gestão. É exemplo a Homing Group que abriu recentemente uma nova loja no centro de Lisboa vocacionada para a gestão do AL

CEO da Homing, João Bolou Vieira, refere que “a gestão de AL continua a ser o foco da Homing Short Term Rent. Apesar do recuo devido à pandemia, mantem-se uma aposta segura para proprietários que querem investir. Daí a nossa aposta numa rede de lojas físicas no Porto e no centro de Lisboa, com uma loja exclusiva para a atividade de AL localizada na Duque D’Ávila. Estamos ainda localizados na zona do Algarve, junto à Marina de Vilamoura, mas atuamos em toda a região do Algarve”.

A Homing Short Rent, membro do Turismo de Portugal, é, assim, a marca de gestão de unidades para o AL, que atua no mercado do arrendamento de média e curta duração em plataformas online e nas lojas físicas que possui atualmente, com “um modelo de gestão ideal para os proprietários, no qual estes podem rentabilizar as suas casas sem preocupações.

A marca tinha como estimativa fechar o ano de 2021 com mais de 250 unidades no Porto, Lisboa e Algarve, mas com meta de, em 2022 aumentar este número mantendo o equilíbrio com a qualidade de serviço.

A empresa diz que pretende seguir uma estratégia de proximidade e de apoio a cada hóspede, proprietário, investidor, promotor ou a quem quer saber um pouco mais sobre a atividade. Assim, segundo o executivo, a Homing “diferencia-se no mercado pela presença física, através da sua loja aberta diariamente, garantido assim o apoio aos hóspedes e ainda a uma distância curta das unidades”.

Sublinha, ainda, ser importante esta proximidade com o cliente, como prova de confiança e credibilidade. No entanto, “o contexto digital é igualmente importante, não só para automatizar os processos internos, mas também os processos quer com o cliente quer com o proprietário”. Por isso, “acreditamos que investir continuamente na atualização do website é fundamental para que toda a nossa rede tenha um acesso rápido e próximo ou nas plataformas específicas para os proprietários que dessa forma conseguem um acesso atualizado sobre as suas propriedades. As apostas da marca nestas ferramentas facilitam a comunicação junto da rede da Homing”, disse João Bolou Vieira em declarações ao Publituris.

Explica que “a expansão da nossa operação de retalho é uma estratégia que arrancou em 2019 e que queremos manter a par do imobiliário, já que ambos funcionam como complemento um do outro. Desta forma, o objetivo é “continuar a expandir o negócio focados na qualidade do serviço nas zonas em que atuamos de momento”.

E o que faz uma empresa de gestão do AL? Que serviços oferece aos proprietários? O CEO do grupo explica: a gestão de reservas, pricing e revenue management dos arrendamentos, procedimentos legais, consultoria de design, manutenção, dos serviços de limpeza; o acesso a uma área reservada na plataforma online onde os proprietários podem acompanhar a rentabilidade e calendário de reservas todo o ano e bloquear data; a promoção, prestação do serviço até à gestão completa do apartamento ou edifício.

Paralelamente, “quem procura rentabilizar os seus imóveis ou investir em Portugal tem geralmente pouco tempo e recorre aos serviços de gestão completa, onde se inclui a manutenção do imóvel, o check-in e o check-out, a gestão de promoção em diversas plataformas e questões burocráticas”, realça ainda.

E assegura que “a Homing só aluga apartamentos em perfeitas condições. “Os nossos técnicos de manutenção vistoriam regularmente os apartamentos, de forma a estarem sempre impecáveis e temos uma equipa especializada na limpeza. Tratamos de todos os procedimentos legais e operacionais inerentes à atividade; registo na câmara, participação ao SEF e, ainda, temos um gestor de conta dedicado a cada proprietário que presta todos os esclarecimentos. A opção de entregar a gestão do imóvel a empresas especializadas em Alojamento Local apresenta, assim, grandes vantagens para os proprietários”. Estes apenas precisam de preencher o formulário no site da Homing com os dados necessários para se avançar com o processo.

João Bolou Vieira lembra que, “num setor em vias de profissionalização, a opção de entregar a gestão do imóvel a uma empresa especializada em Alojamento Local é hoje, mais do que um negócio, uma parceria que permite rentabilizar as casas dos seus proprietários atualmente no mercado. Temos diferentes perfis de cliente, tais como, o investidor, o promotor, o proprietário e o turista ou hóspede”.

Quem disse que não havia luxo no AL?
O Alojamento Local em Portugal já disponível de norte a sul de Portugal e nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores para os mais diversos gostos, bolsos e segmentos. Tudo depende para onde se quer ir, do que se gosta e de quanto está disponível a pagar.

Um dos grandes exemplos desta segmentação é a criação, nomeadamente na Nazaré ou Peniche, de unidades de AL completamente vocacionadas para o surf, hoje a maior atração turística dessas localidades.

Se nas grandes cidades, como Lisboa e Porto, a pandemia obrigou à redução de unidades já existentes, e à retração dos investimentos nesta atividade, no interior do país e em áreas de menos densidade populacional, o Alojamento Local tem vindo a recuperar, em número de unidades e de dormidas.

E o luxo está a acompanhar esta tendência. É o caso de uma das mais recentes unidades que nasceu em Braga, das mãos de um grupo que nem estava ligado ao setor. Só que decidiu apostar na diversificação do negócio. O novo alojamento local é a primeira aventura em hotelaria e turismo do grupo Socicorreia, dedicado ao imobiliário e à construção civil, num investimento de 2,5 milhões de euros.

“O investimento no setor do Turismo é uma sequência natural dos investimentos do Grupo Socicorreia, que desde sempre procuram a diversificação de negócios e a aposta em áreas de mercado tão competitivos quanto lucrativos, mantendo a qualidade”, assinala Custódio Correia, CEO do grupo.

O novo Lux Housing Século XXI ocupa um edifício centenário em pleno centro da cidade de Braga, agora totalmente recuperado e modernizado. São oito luxuosos apartamentos contemporâneos e sofisticados que dão atenção ao detalhe, nos materiais e decoração, com terraço, jardim privado e vistas privilegiadas para a cidade, com a particularidade de, apesar de serem apartamentos, reunirem condições de um hotel de cinco estrelas. Todos os alojamentos foram pensados para turistas e para executivos, sendo que existem condições para a realização de reuniões no seu interior.

Como espaços comuns, encontra-se também uma zona de lazer onde está disponível informação diversa para partir à descoberta da cidade e zona envolvente, com propostas para aluguer de viaturas de gama alta, serviço de transferes, organização de viagens e visitas à região, com ou sem motorista.

O objetivo da empresa, que passa por diversificar os seus negócios e expandir a organização para o setor do turismo, ao mesmo tempo que responde às necessidades do mercado no segmento ‘premium’ e de negócios na região, espera que, esta unidade possa atingir uma ocupação de 60% no primeiro ano de operação.

Sobre o autorCarolina Morgado

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AL exige reforço urgente das medidas de apoio á atividade

A ALEP diz que, devido às medidas restritivas impostas, os cancelamentos foram dramáticos para o Alojamento Local (AL)em dezembro, principalmente na semana do Natal e ano novo. Assim, a atividade exige reforço urgente de medidas de apoio.

Em nome do Alojamento Local (AL) a ALEP exige o reforço urgente das medidas de apoio à atividade, uma vez que dezembro voltou a ser um mês “dramático” em termos de cancelamentos.

Diz a ALEP, que esta vaga de cancelamentos foi similar à de junho/julho, mas “com a agravante de os cancelamentos se terem concentrado maioritariamente nas poucas semanas onde há movimento no Inverno: Natal e Ano Novo”.

Em alguns dos principais destinos como Lisboa, Porto e Madeira, em média, 1/3 das reservas foram canceladas em dezembro, refere o comunicado da Associação que representa do AL em Portugal, para acrescentar que “se se tiver em conta apenas o período mais importante (Natal e Ano Novo), o impacto foi ainda mais duro, chegando a atingir os 40% das reservas”, para acrescentar que, a agravar a situação, “as reservas registam também um abrandamento muito significativo, com a maioria dos alojamentos com os calendários de janeiro e fevereiro quase vazios”.

A ALEP destaca que, não questiona o mérito das medidas de restrição, pois “é uma decisão que cabe às autoridades competentes”, mas considera que “é inegável que este período de retrocesso da crise pandémica gerou um forte impacto económico e que a expetativa para este inverno é muito negativa para o setor”.

Assim, “é inevitável o reforço dos apoios para permitir chegar à primavera, quando todos esperam que finalmente a retoma se reinicie com alguma estabilidade”.

A ALEP apela ainda a que, nesta fase de eleição e transição política, as atividades mais afetadas não sejam deixadas à sua sorte, “sem apoios nesta reta final de crise”.

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Alojamento

Airbnb propõe regras comuns para combater especulação imobiliária na UE

A Airbnb propôs, esta quinta-feira, uma harmonização das regras comunitárias para facilitar aos cidadãos da União Europeia a partilha de casa própria, e permita aos governos lutar contra a especulação imobiliária.

Publituris

A Airbnb propôs esta quinta-feira uma harmonização das regras comunitárias para facilitar aos cidadãos da União Europeia (UE) a partilha de casa própria, ao mesmo tempo que permite aos governos lutar contra a especulação imobiliária.

Esta contribuição da Airbnb é uma resposta à consulta da Comissão Europeia sobre alugueres a curto prazo, na qual também se comprometeu a apoiar as autoridades na implementação desta proposta.

A proposta, segundo refere a Airbnb em comunicado, oferece uma solução para as atuais regras desatualizadas e fragmentadas que existem em grande parte da UE, e permitiria a milhões de cidadãos beneficiarem desta atividade, ao mesmo tempo que abordaria os desafios associados aos especuladores imobiliários e ao turismo de massas.

Refira-se que, nos últimos meses, a plataforma tem liderado os apelos para que a Comissão Europeia lance a sua consulta em paralelo para trabalhar na Diretiva dos Serviços Digitais, e para facilitar aos governos a disponibilização dos instrumentos de que necessitam para regular eficazmente os alugueres de curto prazo, tendo em conta que na UE existem 1,34 milhões de anfitriões.

O número de empregos gerados na UE graças às viagens na plataforma aumentou para 5,1 empregos por 1000 hóspedes em 2020, contra 4,7 por 1000 hóspedes em 2019, impulsionado pelo aumento dos gastos dos hóspedes e estadias mais longas.

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