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Congresso APAVT: “Não estamos a pedir apoio. Estamos a exigir” afirmou Pedro Costa Ferreira

Pedro Costa Ferreira, abriu o 46º Congresso da APAVT, que decorre em Aveiro, a afirmar que “não estamos a pedir apoio. Estamos a exigir”, face à situação que o setor do turismo está a atravessar devido à pandemia, realçando que “é urgente que se confirme a continuação do apoio à retoma, pelo menos até à Páscoa”.

Carolina Morgado
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Congresso APAVT: “Não estamos a pedir apoio. Estamos a exigir” afirmou Pedro Costa Ferreira

Pedro Costa Ferreira, abriu o 46º Congresso da APAVT, que decorre em Aveiro, a afirmar que “não estamos a pedir apoio. Estamos a exigir”, face à situação que o setor do turismo está a atravessar devido à pandemia, realçando que “é urgente que se confirme a continuação do apoio à retoma, pelo menos até à Páscoa”.

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Congresso da APAVT já tem programa
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Pedro Costa Ferreira, abriu o 46.º Congresso da APAVT, que decorre em Aveiro, a afirmar que “não estamos a pedir apoio. Estamos a exigir”, face à situação que o setor do turismo está a atravessar devido à pandemia, realçando que “é urgente que se confirme a continuação do apoio à retoma, pelo menos até à Páscoa”.

“O setor chega ao dia de hoje com razões para festejar e com motivos para exigir”, disse o presidente da APAVT para adiantar que o setor da distribuição tem razões para festejar tanta capacidade de resistência, tanto sofrimento passado, tanto desafio vencido, nunca abandonando uma característica única que uniu e justificou tudo o resto, a vontade de servir o cliente, princípio e fim de toda a nossa atividade”.

Mas nem tudo foram ou são rosas para a economia e o turismo em geral, e o setor da distribuição em particular. “Desde logo, perdas absolutamente violentas, destruição dos capitais próprios, e endividamento das empresas e dos empresários, factos que representarão pesada herança nos próximos anos”, afirmou ainda Pedro Costa Ferreira no seu discurso de abertura do congresso da APAVT, que conta com a participação de mais de 600 pessoas.

Costa Ferreira fez justiça ao conjunto de apoios que o Governo disponibilizou ao turismo que, em sua opinião foram fundamentais, realçando que “o apoio à manutenção do emprego tem sido fundamental, assim como o apoiar.pt se revelou da maior importância, enquanto durou”. Por outro lado, no caso concreto das agências de viagens, a derrogação temporária da diretiva das viagens organizadas, que permitiu a gestão dos reembolsos, “foi sem dúvida da maior relevância”, num trabalho liderado pela secretária de Estado do Turismo, Rita Marques junto da Comissão Europeia, que permitiu que os reembolsos aos clientes se processassem, temporariamente, através de vales.

Mas também afirmou que esses apoios foram insuficientes, “frequentemente tardio o momento em que ocorreram, bem como, demasiadas vezes, foram difíceis os processos administrativos de acesso aos mesmos” disse o presidente da APAVT que apelou a que não acabem “sob pena de inutilizarmos os esforços já desenvolvidos, transformando então fundo pedido em saco roto. Por outras palavras, é imprescindível que não permitamos que o sector, e com ele a capacidade de recuperação do país, morram na praia, por interrupção dos apoios necessários”, frisou o dirigente associativo.

Em relação à retoma do turismo, Pedro Costa Ferreira lembrou que “será lenta, desigual e assimétrica. Por outro lado, será precisamente no momento do regresso, que as necessidades de tesouraria serão mais óbvias”, ou seja, “o momento de maior risco para o setor e para a recuperação económica do país”.

Daí que, ”esperamos preocupados, no momento mais crítico das nossas empresas, que os políticos se organizem e construam um diálogo urgente, um orçamento credível, e um quadro de apoios capaz de manter vivas, as oportunidades de crescimento do nosso país. O tempo está a fugir”, considerou ainda o presidente da APAVT, indicando ainda ser crítico que se reative o programa apoiar.pt

Na sua intervenção, Costa Ferreira enumerou as prioridades do turismo, colocando o problema da solução aeroportuária. “Todos sabemos que queremos chegar ao ano de 2027 com a performance turística prevista para esse ano, antes da eclosão da crise, mas também, todos sabemos, que, sem uma solução aeroportuária, é bem mais provável que cheguemos a 2027 com números turísticos inferiores aos de 2019”, evidenciou.

O dirigente considerou também decisivas as questões relacionadas com a sustentabilidade e, consequentemente o problema da ligação ferroviária de alta velocidade, bem como a flexibilidade e a união ao longo de toda a cadeia de valor e sentido de estratégia.

 

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Operadores turísticos satisfeitos com procura para fim de ano

Os operadores turísticos, embora prudentes porque a pandemia não dá sinais de abrandamento em todo o mundo, estão satisfeitos com o nível de reservas para o fim de ano, quer para viagens internacionais, quer para as ilhas portuguesas, com o Funchal à cabeça. Mas também há procura para destinos no continente.

Ao contrário do ano anterior, em 2021 os principais operadores turísticos em Portugal uniram-se e decidiram oferecer ao mercado uma série de programas de viagem de fim de ano. O mercado respondeu de forma positiva e as reservas chegaram às agências de viagens, levando mesmo a que muitas partidas estivessem já esgotadas.

O próprio presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, referiu, recentemente, que os portugueses têm mantido as reservas das viagens para o fim de ano, apesar das dúvidas em relação ao que poderá acontecer num ou noutro destino, ao nível das restrições.

Alguns operadores turísticos com quem o Publituris falou – Exoticoonline, Solférias e Sonhando – mantiveram a tradicional operação charter que realizam nesta altura do ano, nomeadamente para Cabo Verde, Brasil, Funchal e Porto Santo, a Viajar Tours preferiu apenas bloquear lugares em voos regulares para destinos como o Dubai, Caraíbas ou Maldivas.

De um modo geral não há motivos para alarme, apesar das medidas recentemente impostas pelo Governo, apertando o controlo das entradas e saídas do país. Mas também é importante referir que o mercado ajustou a oferta aos níveis da procura, ou seja, não há operações loucas.

“Desmistificação” do Brasil
Segundo o CEO da Exoticoonline/ Destinos, em parceria com a Solférias e a Sonhando, o operador oferece para o fim de ano dois voos para o Brasil, Porto-Salvador e outro Lisboa-Natal-Salvador, ambos com partida a 26 de dezembro, com as vendas a correrem muito bem.

“Foi preciso que no congresso da APAVT um ex-vice-Primeiro Ministro viesse explicar que o Brasil não está tão mal”, Miguel Ferreira, Exoticoonline/Destinos

 

Miguel Ferreira considerou que a melhoria da situação pandémica no Brasil fez com que as vendas para o destino aumentassem. “Mas foi preciso que no congresso da APAVT um ex-vice-Primeiro Ministro viesse explicar que o Brasil não está tão mal como dizem as televisões portuguesas.

Desmistificou-se que o Brasil está, neste momento, com um nível de vacinação muito superior por exemplo aos Estados Unidos, inclusive acima da média da União Europeia, ou seja, as pessoas estão a perceber que o Brasil não é aquele país que se fala, como tivemos a oportunidade de comprovar por dados reais estatísticos. Ou seja, neste momento é um país seguro. Infelizmente, os casos vão sempre surgir.

Não conseguimos controlar uma pandemia, temos é que nos habituar viver comedidamente nesta fase”. O executivo lembrou ainda a operação para a Madeira, tanto de Lisboa como do Porto, também “com bom ritmo de venda”. Em voos regulares as atenções do operador vão para o Dubai e as Maldivas, destino agora comercializado num valor mais elevado em relação ao verão.

Por outro lado, a Destinos está com largas dezenas de ofertas de passagem de ano para o território continental.

Apesar de não estar ainda na posse de números finais, Miguel Ferreira considera que, de uma forma geral “estamos muito abaixo de 2017”. Em sua opinião, há dois fatores que ainda fazem as pessoas retraírem-se, um é a questão da segurança, e o outro é a mudança constante de regras que leva a uma falta de confiança por parte do consumidor”.

Com o fim de ano já arrumado, a Exoticoonline já está a olhar para as próximas temporadas, ou seja, a páscoa e verão. “Estou expectante. A Páscoa ainda vamos ver o caminho para depois definirmos o trajeto, e o verão espero que já haja alguma normalidade. É bom não esquecer que começámos a 13 de março de 2020 a pensar que íamos perder a Páscoa, mas que o verão seria bom, e acabámos por perder a Páscoa, o verão e o réveillon, ou seja, perdemos o ano. Achámos que era a Páscoa deste ano, não foi, o verão já estabilizou um pouco, o inverno agora está a subir, e o réveillon está nos níveis expectáveis, mas também o mercado ajustou a oferta aos níveis da procura”, sublinhou o CEO do operador.

Miguel Ferreira deu conta que se notam pedidos já para o primeiro semestre, não dentro dos volumes dos anos anteriores à pandemia. No entanto, uma coisa são os ‘bookings’, outra são as concretizações posterirores. Isto em relação aos destinos internacionais, porque o mercado doméstico já está a mexer bastante bem para o próximo verão”.

O sucesso de Cabo Verde …
Sónia Regateiro, COO da Solférias, está satisfeita com o desenrolar da procura da programação do operador turístico para a passagem de ano. “Apostámos em operações charter com outros parceiros, ou seja, quatro voos para o Funchal, dois de Lisboa e dois do Porto, Lisboa-Porto Santo, estamos envolvidos em seis voos para Cabo Verde, três de Lisboa e três do Porto, e dois para o Brasil – um Porto-Salvador e o Lisboa-Natal-Salvador”, esclareceu.

Além disso, para o fim de ano, a Solférias disponibiliza programação em voos regulares, através de bloqueios com a Emirates para o Dubai e as Maldivas, e allotments com a TAP para vários destinos.

Quando às reservas, Sónia Regateiro disse que já há “algumas operações esgotadas há bastante tempo, e outras com disponibilidade muito reduzida. Podemos dizer que as operações estão a ser um sucesso”.

“Se compararmos com 2019, nunca conseguimos programar tantos voos para Cabo Verde no réveillon como este ano, porque tivemos a vantagem de os outros mercados como a Alemanha e o Reino Unido não estarem a ocupar tantos quartos naquele país. Assim, conseguimos triplicar a operação habitual para aquele destino, passando de dois voos em 2019, para seis em 2021” destacou a COO da Solférias.

O operador turístico começou, no entanto, a preparar já a operação de verão. “Já lançámos a maior parte da programação. Está a faltar o Egito, destino onde vamos apostar no verão, tanto de Lisboa como do Porto para Hurghada. Ainda estamos pendentes em relação ao que vamos fazer com Saiidia, isto porque Marrocos é um destino que nos deixa com alguma ansiedade porque já vimos que são muito protecionistas e tomam atitude de fecho de fronteiras de um dia para o outro”.

Sónia Regateiro lembrou que “neste momento, o risco que está em cima dos operadores quando tomam a decisão de colocar uma operação charter é enorme, porque as companhias de seguros não assumem qualquer risco por fecho de fronteiras devido à pandemia. Por isso, se houver algum azar de fecho de fronteiras, quem tem que assumir o risco de reembolso e de repatriamento de todos os passageiros é o operador turístico, ou seja, todas as decisões têm que ser muito bem ponderadas”.

… e Timor-Leste
“A nossa oferta para o fim de ano é bastante vasta, temos quatro charters para a Madeira, dois de Lisboa e dois do Porto, um para o Porto Santo, dois para o Brasil, bem como com a TAP para Punta Cana e Cancun em que também tivemos vendas razoáveis”, disse José Manuel Antunes, diretor-geral da Sonhando, para realçar que “é uma oferta muito similar à que tivemos em 2019”.

O responsável garantiu que as reservas decorrem a bom ritmo, como apenas algumas disponibilidades neste momento.

“O Brasil está mais estabilizado e ajudou que o volume de reservas crescesse” sublinhou José Manuel Antunes, para realçar que “no Brasil temos um grande aliado que se chama Vila Galé, dai que 85% das nossas vendas sejam para as suas unidades de Touros, Salvador e Guarajuba. Portanto, essa parceria com o grupo hoteleiro é muito importante e leva-nos a ter uma grande confiança no produto”.

Apesar de não estar inserido na sua programação de fim de ano, o diretor-geral da Sonhando fez questão de destacar que os seus voos no dia 12 e 14 de dezembro entre Lisboa e Dili (Timor-Leste) foi um sucesso, tendo ultrapassado no dia 01 os 200 passageiros, mesmo “sem o apoio dos professores que foi fator essencial no início das operações. Isto quer dizer que já nos impusemos no mercado sem esse trampolim. E acrescentou que, “com estes números claro que vamos prosseguir no próximo ano com quatro operações, designadamente, em fevereiro, julho, setembro e dezembro”.

Sem charter, mas com ‘commitment’
A Viajar Tours centrou a sua oferta de passagem de ano “mais no Dubai e nas Caraíbas, basicamente com a Emirates, e alguns voos da TAP não só para as Caraíbas, mas também para o Funchal e Ponta Delgada, não entrando no produto charter, mas em commitments com companhias aéreas onde pudemos criar alguma diferenciação no mercado e onde tivemos um bom volume de reservas”, explicou o diretor comercial do operador turístico, Nuno Anjos.

Em relação a 2019, o responsável do operador turístico considerou que “é totalmente diferente em volume de passageiros, e também em operações charters em que tínhamos alavancado muita da nossa oferta. Este ano, por todas as circunstâncias existentes, não apostámos nesse tipo de operações”.

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Travelplan com vendas antecipadas para verão nas Caraíbas

O operador turístico espanhol, Travelplan já disponibiliza no mercado português vendas antecipadas para férias de verão 2022 nas Caraíbas. Os destaques são República Dominicana, México e Cuba.

28, designadamente, para a República Dominicana (La Romana), México (Cancun) e Cuba, em voos diretos da Iberojet desde Lisboa.

Sete noites em La Romana, no Be Live Collection Canoa (cinco estrelas), na modalidade do tudo incluído, custam746 euros por pessoa em quarto duplo, enquanto para Cancún, no quatro estrelas Occidental Costa Cancún, as mesmas sete noites custam 1.043 euros e é também tudo incluído.

Já para Cuba, o operador turístico oferece um combinado (Havana mais Varadero) com três noites no quatro estrelas Tryp Habana Libre, em regime de alojamento e pequeno-almoço, mais quatro noites no quatro estrelas Be Live Experience Varadero no regime do tudo incluído, ao custo de 1.041 euros por pessoa, em alojamento duplo. Só Varadero, nesta unidade de quatro estrelas e em tudo incluído, sete noites ficam por 888 euros por pessoa.

No entanto, a Travelplan oferece ainda, ao mercado português, pacotes de férias para as Canárias com validade até 30 de abril de 2022, com voos diretos desde Lisboa.

O programa para Tenerife custa 523 euros por pessoa para o quatro estrelas Alexandre Hotel Troya, em sete noites e regime de meia pensão. Para Gran Canaria, o operador turístico sugere sete noites no quatro estrelas Abora Buenaventura By Lopesan Hotels, na modalidade de meia pensão, com o custo de 571 euros por pessoa em quarto duplo.

Mas há mais. Estão também à venda programas de inverno para as Caraíbas com validade até 30 de abril e partidas de Lisboa, via Madrid.

Sete noites em Punta Cana custam 1.015 euros em tudo incluído numa unidade hoteleira de cinco estrelas, em Cancún, num quatro estrelas o preço por pessoa é de 1.082 euros em tudo incluído. A programação para Cuba tem sempre duas opções: combinado Havana e Varadero ou só Varadero. No primeiro caso o preço é de 991 euros por pessoa, e no segundo, e porque está tudo incluído, o custo da viagem é de 962 euros.

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Viagens de final de ano resistem às medidas anti-COVID, diz APAVT

Apesar dos dados indicarem que as viagens para o final do ano não estão a sofrer grandes cancelamentos, o presidente da APAVT foi crítico relativamente a algumas medidas do Governo.

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A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) afirmou que as viagens para o final de ano se mantêm, em operações de êxito, ao contrário do Natal, cujos cancelamentos aconteceram após o anúncio das novas medidas.

Em declarações à Lusa, o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, disse que as viagens turísticas para o estrangeiro nestes últimos dias do ano, por exemplo, para Cabo Verde, Disneyland Paris, Maldivas e Dubai, “são um êxito”, assim como em Portugal para a Madeira ou os Açores.

“A operação é, naturalmente, inferior a 2019, mas é superior a 2020, está consolidada e não foi abalada por estes últimos acontecimentos” de mais contenção devido à pandemia de COVID-19, acrescentou.

O presidente da APAVT divide, contudo, a operação turística “em três grandes partes”.

“Uma (delas) que já estava um caos, já estava sacrificada, que tinha sido destruída, é a entrada de estrangeiros em Portugal. A partir do momento em que o Governo abala uma das bandeiras da sua Presidência Europeia, que é o Certificado Digital de Vacinação, e obriga à realização de testes (de testagem à COVID-19), há um cancelamento generalizado dos mercados internacionais para Portugal”, começou por explicar o responsável.

No que diz respeito à segunda área, Pedro Costa Ferreira salienta o turismo interno que “estava a resistir” e que “acabou por ser arrasada pelo discurso” do primeiro-ministro, António Costa, depois do Conselho de Ministros extraordinário na terça-feira (21 de dezembro) para aprovar a atualização das novas medidas de prevenção e combate à pandemia, dado o crescimento da variante Ómicron.

“Os cancelamentos foram imediatos assim que o primeiro-ministro terminou o anúncio das medidas. Falei com os agentes de viagens, com os hoteleiros, os restaurantes, e os cancelamentos iniciaram-se logo nesse dia à noite. Portanto, um subsetor, que estava a resistir em termos de Natal e de fim de ano, que era o turismo interno, tenho muitas dúvidas que consiga aguentar”, lamenta Pedro Costa Ferreira.

O presidente da APAVT critica que se tenha legislado, “sabendo que a sociedade civil não consegue responder”, nomeadamente dada a falta de capacidade de testagem.

“É muito bonito dizer que os testes gratuitos passam de quatro para seis quando não se pode fazer nenhum porque não há agenda, não se tem tempo ou dinheiro”, exemplificou.

Recorde-se que só na quinta-feira (23 de dezembro), o Governo informou que os autotestes podem ser realizados para aceder a atividades ou estabelecimentos para os quais passa a ser exigido um teste COVID-19 negativo, desde que feitos no local mediante supervisão, até 2 de janeiro.

Por fim, e em terceiro lugar, Pedro Costa Ferreira enumera, uma área que tem a ver com os turistas portugueses para o estrangeiro e que se “mantém resistente”.

“Os cancelamentos, continuam a ser materialmente irrelevantes e a operação comercial é definitivamente um êxito”, dando como exemplo os destinos mencionados.

“O que é que nos faz pensar? Um país que é modelo, entre aspas, no ataque à COVID, e – depois de turistas internacionais que têm medo de cá entrar -, termos turistas nacionais que cancelam as viagens no seu próprio país e turistas nacionais que continuam confortáveis a ir para o estrangeiro, para diferentes países, de diferentes estágios de desenvolvimento, só há uma única razão: é que nesses países não se alteraram as restrições às viagens dia após dia. Elas estão clarificadas, estão solidificadas, não se alteram no curto prazo, e isso faz toda a diferença”, reforçou.

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ASGAVT não se revê em notícia sobre cancelamentos residuais nesta época festiva

A ASGAVT diz, em comunicado, que não se revê na notícia do jornal da tarde da SIC Noticias, que passa a informação de que os cancelamentos nas agências de viagens para a época de Natal e ano novo são residuais.

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A direcão da ASGAVT – Associação de Sócios e Gerentes de Agências de Viagens e Turismo – esclarece, em comunicado, que “tem vindo a alertar constantemente as entidades competentes que as agências de viagens estão com imensas dificuldades em resistir a esta crise e que só não desistiram devido à resiliência dos seus sócios gerentes”.

Este esclarecimento vem na sequência, segundo refere, de uma “notícia do canal SIC Notícias no jornal das 13h, que com base num representante da associação das agências de viagens, que informa que os cancelamentos para a época de Natal e ano novo são residuais”.

Assim, na mesma nota, a ASGAVT informa que “não existe apenas uma associação representativa das agências de viagens portuguesas, ao contrário do que fazem querer passar”, para indicar ainda que “não se revê na notícia do jornal da tarde da SIC Noticias, pois a realidade dos seus associados “é completamente diferente”, e que “não faz passar uma mensagem deturpada da realidade das agências de viagens”.

A ASGAVT lembra ainda que “representa os sócios gerentes e as pequenas agências de viagens. Não representa os grandes grupos, nem operadores turísticos”, e que “sendo uma associação representativa também das agências de viagens, não pode deixar de lamentar não ter sido questionada também sobre o estado das reservas para a época que se aproxima”.

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Olimar assinala bodas de ouro e lança novo ‘magalog’ “Das ist Portugal!” 2022

No ano em que comemora 50 anos de vida e de especialista para o nosso país, a Olimar Reisen, acaba de lançar uma mistura de revista e catálogo – Das ist Portugal – com um design mais moderno e apelativo,

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A Olimar Reisen, que assinala no próximo ano, 50 anos de idade e de especialista para o nosso país, acaba de apresentar o novo “magalog” “Das ist Portugal” (Isto é Portugal) 2022

Trata-se de uma mistura de revista e catálogo com um design moderno e apelativo, num total de 160 páginas, composto por uma seleção de hotéis, estâncias de férias, alojamentos e passeios típicos em Portugal, de elevada qualidade e muito pessoal, bem como muitas histórias e dicas interessantes e divertidas e relatos de experiências.

Porque a Olimar Reisen faz uma retrospetiva de 50 anos de know-how em Portugal e celebra um marco histórico no próximo ano, os interessados encontram a linha completa nas agências de viagens e no site olimar.com.

Destaque especial para os passeios únicos de fly & drive que não faltam neste novo revista/catálogo. Numa road trip por Portugal, o turista pode descobrir o país individualmente, organizar o dia-a-dia

ao seu gosto e usufruir do familiar serviço Olimar, ou escolher

entre viagens de ida e volta com visitas guiadas e muitos pontos turísticos. Os hotéis e outras acomodações são previamente selecionados e reservados pelo operador.

O especialista conta cerca de 900 hotéis e alojamentos selecionados pessoalmente em Portugal, tendo sido adicionadas recentemente 20 novas unidades hoteleiras.

Na Olimar, os pacotes de férias com tudo incluído, bem como

serviços de viagens individuais, podem ser reunidos e reservados com flexibilidade e de acordo com os desejos de cada cliente.

O especialista olha para o ano de aniversário com otimismo. “Para 2022 esperamos uma boa procura para Portugal e também para os nossos destinos no sul da Europa. Especialmente para Portugal, onde a história da nossa empresa começou há 50 anos, oferecemos também as vantagens comprovadas Olimar, recomendações pessoais, os nossos muitos anos de know-how, qualidade e individualidade, bem como reserva flexível com o novo ´magalog´”, refere Markus Zahn, diretor de Marketing da empresa.

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Air France/KLM e Travelport chegam a acordo para distribuição de conteúdo NDC

Conteúdo NDC do grupo Air France-KLM deverá passar a estar disponível através da plataforma Travelport+ a partir do início de 2022.

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A Air France/KLM e a Travelport chegaram a acordo para a distribuição do conteúdo NDC do grupo de aviação através da Travelport+, a plataforma de distribuição de conteúdo e retalho de viagens de última geração da Travelport e à qual os agentes de viagens podem aceder através de acordos bilaterais, a partir do início de 2022.

“Os agentes precisam de assinar acordos de acesso bilaterais com a Air France-KLM e a Travelport para poderem aceder ao conteúdo e aos serviços NDC (New Distribution Capability) do Grupo através da Travelport+, sendo esse conteúdo integrado nas ferramentas das agências através do módulo Smartpoint ou das conexões API modernas e leves”, explica a Air France/KLM, em comunicado.

Segundo Pieter Bootsma, Chief Revenue Officer da Air France-KLM, através deste acordo que vem expandir a cooperação entre o grupo de aviação e a empresa de software para a indústria das viagens e turismo, o conteúdo e serviços NDC da Air France-KLM fica acessível através da plataforma Travelport+, naquele que é um passo importante na estratégia de distribuição do grupo.

“Este é um passo importante na nossa estratégia de distribuição, que complementa a nossa rede de distribuição NDC já existente. A NDC é uma inovação-chave para a Air France-KLM, uma vez que permite que os nossos clientes beneficiem de ofertas mais atrativas e personalizadas, como o pricing contínuo e pacotes à medida. É um passo tecnológico notável que abre novas perspetivas para o retalho no futuro”, considera o responsável.

O conteúdo da Air France-KLM deverá ficar disponível através da plataforma Travelport+ no início de 2022, com o grupo a avançar que os “recursos e funcionalidades” vão ser “adicionados progressivamente” à plataforma.

 

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“Os tempos de resposta são essenciais para captar uma reserva”

James Jin, diretor de tecnologia da Dida Travel, fecha a trilogia de entrevista feitas à Dida Travel. O executivo da empresa chinesa destaca que o tempo de resposta a uma pesquisa é fulcral.

Victor Jorge

A navegação na Internet tem vindo a sofrer grandes alterações ao longo do tempo. A “impaciência” dos internautas tem aumentado à medida que a velocidade da Internet tem progredido. Atualmente, velocidade quer dizer, também, tempo de resposta que deverá ser reduzido ao mínimo. Ou melhor, tempo de espera é coisa do passado. Agora é o “já”, o “imediato”. Por isso, James Jin, diretor de tecnologia da Dida Travel, admite que os “endpoints” regionais podem realmente responder com as informações necessárias de forma compatível, relevante e, essencialmente, rápida.

Como é que o índice “look-to-book” evoluiu no espaço da distribuição de viagens durante a COVID?
Na última década, tem havido uma tendência de aumento constante do índice “look-to-book” em relação ao ano anterior, mas, desde a COVID, essa realidade acelerou ainda mais. Na verdade, agora estamos vendo taxas de “look-to-book” de cerca de 80.000: 1, acima dos 20.000: 1 em 2019.

Qual a razão para tal situação?
Resumindo, a COVID fez com que as pessoas gastassem mais tempo na procura e menos tempo na reserva. Ou melhor, entre fazer várias reservas por medo de restrições ou simplesmente procurar inspiração, o índice de reservas líquidas caiu muito.

Além disso, à medida que os operadores lutam mais para conseguir uma reserva, exploram mais canais, o que significa uma gama de produtos ainda maior para pesquisar.

Esse fenómeno é verificado somente na China ou é global?
Este é um fenómeno global e, sinceramente, não estamos a ver muita diferença entre os dados na China e os que nos chegam do Ocidente.

O que isso significa para o setor de distribuição?
O poder de computação necessário para trabalhar com níveis tão altos de índices de “look-to-book” é imenso. Apenas os que possuem recursos económicos e tecnológicos para investir, são capazes de lidar com isso. A verdade é que esta realidade tornar-se-á cada vez mais um problema para aqueles que não conseguem acompanhar estas exigências.

Isto também significa que todos dependerão mais de suporte externo, já que lidar com estas procuras internamente não é viável economicamente e, francamente, é uma distração.

Que tipo de índice “look-to-book” consegue a DidaTravel trabalhar?
Muitos distribuidores não permitem que o índice de “look-to-book” vá além de um rácio de 1 em 50.000, mas na DidaTravel trabalhamos com um rácio de até 1 em 500.000.

Num mundo de milhões, senão biliões de pesquisas por hora, ser capaz de trabalhar com um índice e rácio altos, pode fazer uma enorme diferença nas reservas líquidas para um hotel, por exemplo, obtendo receitas onde outros estão a perder.

Mas que importância possui essa capacidade de resposta relativamente aos dados a trabalhar?
Quando uma empresa tem vários “endpoints” em todo o mundo, quando alguém faz uma solicitação de dados por meio de pesquisa, estes são atendidos pela localização geográfica mais próxima.

Por que isso é importante no ecossistema de distribuição global de viagens?
Os tempos de resposta são essenciais para captar uma reserva. Há muitas evidências que mostram que, se uma página leva mais de um segundo a carregar, as pessoas não clicam nela, ou melhor, saem e vão para outra.

Mas esse tem sido o caso há anos. O que está a gerar a necessidade de uma capacidade de resposta mais rápida?
Isso é parcialmente impulsionado pelo aumento da procura da relação “look-to-book”. Isto é, cada vez mais os dados são necessários, cada vez têm de ser mais rápidos, e uma maneira de melhorar isso é ter servidores locais para reduzir os tempos de resposta. Mas essa necessidade também é, parcialmente, impulsionada pelos ambientes regulamentares e técnicos locais em diferentes regiões em todo o mundo, o que significa que apenas os “endpoints” regionais podem realmente responder com as informações necessárias de forma compatível e relevante.

Na DidaTravel, investimos fortemente para ter essa capacidade de resposta de dados distribuída, possuindo, por exemplo, terminais na China, em Hangzhou e Hong Kong, além de Londres e São Francisco.

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“Existem muitas pessoas na casa dos 20 anos que têm dinheiro e querem gastar quantias significativas em experiências de viagens de luxo”

Depois de Rikin Wu, diretor-executivo da Dida Travel, ter dado uma perspetiva global sobre a realidade das viagens na China, Nicky Ussamarn, diretor comercial da empresa, salienta a importância da comunicação multicanal e, especificamente, dos social media para captar o turista chinês.

Victor Jorge

A China foi a primeira economia a voltar à curva ascendente quando falamos em crescimento económico. Por isso, o turista chinês está ávido de viajar e não está muito preocupado com as questões financeiras. E aí as gerações mais novas têm um papel importante. Há que saber chegar a elas.

A economia de viagens da China cresceu exponencialmente nas últimas décadas. É expectável que continue em alta?
A economia de viagens da China continuará a crescer fortemente, mas conforme amadurecemos, sabemos que esse crescimento não será tão rápido e certamente começará a evoluir de uma maneira muito diferente.

Quais serão as maiores diferenças neste “novo normal”?
A concorrência será muito diferente. A indústria de viagens na China é um setor relativamente novo e, como tal, as marcas estavam até, recentemente, focadas apenas num crescimento massivo, envolvendo viajantes de primeira viagem na esperança de ganhar a sua lealdade para o resto da vida. Até certo ponto, essas marcas nem competiam entre si, havia tantas oportunidades.

O que motivou isso?
Duas coisas aconteceram. Em primeiro lugar, a China tornou-se um mercado muito mais maduro, o que significa que não há muito mais novos clientes a serem conquistados, ou pelo menos não na mesma proporção. E, em segundo lugar, a COVID basicamente matou a maioria das empresas que não estavam tendo lucro e viviam de pedidos intermináveis de financiamento.

Que exemplos nos pode dar?
Anteriormente, as agências de viagens competiam em preço, às vezes até oferecendo não apenas grandes descontos, mas também serviços e produtos que causavam prejuízos. Isso vai acabar agora. Em vez disso, os operadores de viagens competirão em vários campos, como a qualidade do seu serviço, a gama de produtos disponíveis, a tecnologia, cliente e fidelidade à marca, etc.. Na verdade, o mercado chinês foi-se tornando um pouco mais parecido com o mercado de viagens ocidental.

Redes sociais como canal de vendas
As redes sociais são, claramente, um elo de sucesso na promoção de uma marca, produto ou destino de viagem e, geralmente, funcionam bem no atendimento ao cliente. Mas como é que este canal pode ser ou tornar-se num verdadeiro argumento de venda?
Este não é um conceito completamente novo. Os programas de marketing de afiliados têm recompensado os influenciadores dos social media há algum tempo, quando um post sobre o seu produto ou serviço leva a uma reserva. Mas agora as próprias plataformas também estão a entrar em ação e procuram tornar-se agência de viagens.

Mas como é que uma plataforma de social media pode transformar-se num agente de viagens?
Quando um utilizador de uma rede social está a navegar num vídeo ou conteúdo sobre uma experiência de viagem específica ou destino em geral, a plataforma fornece uma página de sugestão de conteúdo de viagem onde os utilizadores podem fazer reservas.

No fundo, é um serviço baseado em localização. Trata-se de vender viagens, mas não da maneira que os agentes de viagens online fazem hoje.

A Dida Travel já faz isso?
Sim, temos já uma parceria com uma das principais plataformas de social media da China para oferecer um interface dinâmico de dados e estamos a conversar com muitas outras pessoas em todo o mundo sobre esta capacidade e funcionalidade.

Que tipo de viajante faz uma reserva de viagem por meio de uma plataforma de social media?
Este é um público da Geração Z, ou seja, aqueles nascidos entre 1995 e 2009. Como todos sabemos, são fortemente influenciados pelo que veem e leem nas redes sociais e, mais importante, não são influenciados pelos media tradicional e veem a compra nas redes sociais como regra. Isso significa que, se quiser entrar em contato com eles e fazer com que comprem os seus serviços, esse é basicamente o único caminho a percorrer.

A Geração Z tem até 25 anos, mas alguns têm somente 12 anos. As agências e operadores de viagens ocidentais deveriam realmente ter esses viajantes como prioridade?
No Ocidente, esse público pode não ser considerado rico o suficiente ou não ser um decisor, mas na China não é o caso. Existem muitas pessoas na casa dos 20 anos que têm dinheiro e querem gastar quantias significativas em experiências de viagens de luxo.

Aqueles na extremidade mais jovem da escala da Geração Z podem não ter chegado ainda a esse patamar de conseguirem decidir em função das questões financeiras, mas se quiser construir futuros clientes e clientes fiéis, este é um bom lugar para começar. Há, hoje, cerca de 250 milhões de chineses com menos de 15 anos de idade e a economia está a crescer mais rápido do que no Ocidente.

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“Recomendo aos operadores ocidentais posicionarem imediatamente a sua oferta, que não esperem”

À medida que caminhamos para o final do ano e após (quase) dois anos de pandemia, Rikin Wu, diretor-executivo da Dida Travel, um dos maiores operadores de viagens digitais chineses, dá a sua visão sobre o que está a mudar no panorama da distribuição e o que esperar de 2022.

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Depois de portas (praticamente) fechadas ao exterior, os chineses começam a ter esperança de poder voltar a viajar. As diversas restrições impostas recentemente por causa da Ómicron fizerem com que esse processo voltasse atrás, mas vontade para viajar existe no mais populoso país do mundo. Rikin Wu, diretor-executivo da Dida Travel, aconselha a que não se espere muito para captar esse turista e viajante chinês.

Quando é que os cidadãos chineses vão poder voltar a viajar para o exterior?
Neste momento, é simplesmente uma questão de quando as autoridades chinesas permitirão a livre circulação internacional dos cidadãos chineses. Hoje, parece que isso não acontecerá antes do verão de 2022.

Como está o mercado doméstico de viagens na China?
A economia chinesa está forte e é sabido que os chineses viajam muito, basta olhar para o cenário de viagens domésticas que cresceu ultimamente. O turismo doméstico chinês voltou a 65% dos números de 2019, apesar das restrições, e na DidaTravel estamos acima de 2019 no que diz respeito às vendas nacionais, tendo dedicado recursos para expandir a nossa base de clientes nacionais.

Existe algum risco de os cidadãos chineses não viajarem novamente para o exterior, mesmo que seja possível?
Esta é uma situação de “quando” e não de “se”. Não há dúvida de que os viajantes chineses querem fazer viagens internacionais novamente. Estamos a receber muitos comentários dos nossos clientes B2B sobre a procura que continua alta e nos social media na China onde se comentam destinos internacionais como Dubai, Londres ou Paris e verificamos que estão mais populares do que nunca.

Em meu entender, assim que as viagens internacionais forem permitidas, muito rapidamente veremos os números de 2019 serem superados. Além disso, existirá uma tendência para estadias mais longas e maiores gastos no destino, de modo a compensar o tempo perdido.

 E qual é a oportunidade para os operadores de viagens ocidentais?
Dado o número significativo de viajantes internacionais chineses, um número que chegou a quase 155 milhões em 2019, e o facto de, quando fazem viagens de longa distância, ficam mais tempo e gastam muito mais do que qualquer outro viajante, este não é, realmente, um mercado a ser esquecido num momento em que tudo está em aberto até a última reserva. Mesmo que se tenha de esperar um pouco mais para o regresso, este é um “público” pelo qual vale a pena esperar.

Que conselhos dá a estes operadores de viagens ocidentais para captar as reservas chinesas quando as restrições forem suspensas?
Se esperarem até que as restrições sejam suspensas, já será tarde demais. O que sugiro é que atuem já, agora. Como sabemos pelos nossos clientes B2B, no momento muitos chineses estão a pensar o que visitar assim que as restrições forem suspensas. Os hotéis, companhias aéreas e agências de turismo ocidentais devem aproveitar esta vontade, este desejo dos turistas chineses quererem viajar. Por isso, recomendo que os operadores ocidentais posicionem imediatamente a sua oferta, a sua marca e que não esperem.

Como é que a COVID impactou a distribuição B2B?
Desde o início da COVID, temos visto uma polarização significativa no cenário da distribuição, com grandes e pequenas empresas de distribuição a sobreviver relativamente bem. As de média dimensão foram as mais atingidas. Prevemos que isso só se tornará mais agudo à medida que as viagens retornem à capacidade total durante 2022.

Refere que as empresas de média dimensão são as que estão a passar maiores dificuldades. Qual a razão para as empresas grandes e pequenas estarem em melhor posição em 2022?
As grandes empresas têm conseguido suportar os choques destes anos, têm grande capacidade de recuperação e criação de caixa, e serão as primeiras a beneficiar da plena recuperação do mercado. Já as pequenas empresas, com alta flexibilidade e estruturas de equipa de baixo custo, podem manter um bom nível de negócios numa pequena região ou destino de nicho.

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Parceria estratégica entre Amadeus e Viajes El Corte Inglés incorpora novas soluções

O novo acordo vai permitir a expansão das ofertas de viagens, bem como a incorporação de novas soluções de pagamento.

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Amadeus e Viajes El Corte Inglés (VECI) renovaram a sua parceria, assinando um novo acordo de viagens plurianual para os mercados de Espanha e Portugal, através do qual o Amadeus oferecerá à agência de viagens a implementação de soluções NDC (New Distribution Capability) assim como a utilização do produto Amadeus B2B Wallet.

Este acordo inclui a sua incorporação no programa Amadeus Value Hotels, que aumenta o inventário hoteleiro da Viajes El Corte Inglés, e a integração do Canal iHotelier Management, que permitirá aos hotéis integrar a sua oferta nos canais de venda da agência.

Este acordo é uma extensão da sua parceria de distribuição de longa data, através da qual a agência terá acesso à rede de conteúdos de viagens através de Amadeus Travel Platform.

Com esta aliança, a Viajes El Corte Inglés confirma a utilização dos conteúdos da NDC como parte das suas ferramentas de gestão de reservas, permitindo, assim, aos agentes de viagens comprar, reservar, pagar e gerir ofertas de viagens aéreas através da conectividade NDC.

Já o programa Amadeus Value Hotels permite à Viajes El Corte Inglés aumentar a sua seleção de hotéis, oferecendo a pesquisa mais combinações, beneficiando, assim, os viajantes e a agência. Além disso, os hotéis que utilizam o Amadeus iHotelier Channel Management poderão aumentar a sua visibilidade junto dos agentes VECI e, portanto, impulsionar a procura e as reservas.

Já o Amadeus B2B Wallet proporciona à Viajes El Corte Inglés um processo otimizado de pagamento a fornecedores, o que facilita cada transação, oferecendo, também, várias opções de pagamento ao cliente.

“Graças a esta aliança, continuaremos a oferecer conteúdos mais adaptados às necessidades dos nossos clientes para alcançar a sua máxima satisfação, sempre com a garantia, qualidade e segurança que nos identificam”, afirma Miguel Ángel de la Mata, CEO da Viajes El Corte Inglés, concluindo que, “apesar dos atuais desafios, o desejo de viajar continua forte”.

Do lado do Amadeus, Christian Boutin, diretor-geral da empresa para Espanha e Portugal, e da SVP Travel Sellers Europa Ocidental, refere que “a diversificação deste acordo [entre Amadeus e Viajes El Corte Inglés] é uma combinação poderosa que permitirá à agência de viagens continuar a crescer com os seus clientes”.

O executivo do Amadeus conclui ainda que “apoiar a recuperação da indústria de viagens continua a ser a nossa prioridade”.

Recorde-se que a Viajes El Corte Inglés conta com mais de 700 pontos de venda e uma forte presença online e offline em Espanha e Portugal.

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