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“A sustentabilidade ainda não pode ser encarada como economicamente viável ou rentável”

O diretor-executivo da European Travel Comission (ETC), Eduardo Santander, diz-se otimista quanto ao futuro, mas admite que a indústria do turismo e viagens não conseguirá mudar sozinha. “Temos pensar de forma diferente”.

Victor Jorge
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“A sustentabilidade ainda não pode ser encarada como economicamente viável ou rentável”

O diretor-executivo da European Travel Comission (ETC), Eduardo Santander, diz-se otimista quanto ao futuro, mas admite que a indústria do turismo e viagens não conseguirá mudar sozinha. “Temos pensar de forma diferente”.

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Embora todos saibamos que é preciso mudar e a sustentabilidade é tema central nessa mudança, também é verdade que, nos dias de hoje, as decisões demoram. O director-executivo da ETC salienta que “andámos durante demasiado tempo à solta e as consequências estão aí e não são positivas”.

No final do “A World for Travel” referiu que a Europa deverá ser a primeira ou a melhor relativamente às novas medidas que devem ser colocadas em prática no setor do turismo e viagens? Pergunto-lhe se tem de ser uma ou outra ou se não pode ser as duas, ou seja, a primeira e a melhor?
Claramente que a Europa pode ser a primeira, sendo, igualmente, a melhor. A questão é como é que isso pode ser medido. Há que definir primeiro o que é, efetivamente, ser o melhor, algo que não está bem definido no turismo.

Para mim o melhor, enquanto destino na Europa, é aquele que tratou dos recursos naturais, sociais e que utilizou os recursos económicos de forma sensata.

A sensatez, neste particular, passa muito, em meu entender, por não pensar a curto prazo, ou seja, a três ou cinco anos, mas para a próxima geração, ou seja, não pensar em mim, mas já nos meus filhos.

Mas os líderes de hoje estão a tomar decisões que só terão resultados e impactos dentro de 20 ou 30 anos quando, quem toma a decisão, já não está na liderança da empresa ou Governo?
Penso que bons líderes terão de ter duas componentes: liderança e cidadania. Esta foi uma questão que me assolou durante a pandemia da qual estamos, espero, a sair. Mas o que vi durante a pandemia foi, efetivamente, falta de liderança. Não tivemos ninguém a tomar decisões com assertividade, ninguém que decidisse, sabendo que era o melhor para a população, mas, eventualmente, não era o melhor para mim, enquanto político ou para o meu Governo, partido, movimento, enquanto poder. Porque é disso que estamos a falar, de poder.

O poder está a mudar, não só a nível político, económico entre EUA, China e outras nações, mas também no turismo esse poder está a mudar. Por isso, como é que podemos dar poder a práticas sustentáveis e ser, ao mesmo tempo, economicamente viável? Essa é, talvez, a grande e maior questão.

Para ser franco, a sustentabilidade ainda não é algo que possa ser encarado com economicamente viável ou rentável. Porquê? Porque as grandes companhias ainda não estão nesse patamar. Uma vez existente um modelo que funcione, aí sim, acredito que as pessoas que consumam menos água, menos energia, produzam menos lixo, poluam menos sejam recompensadas. Agora, sinceramente, é uma miragem.

Mas acha que modelos como esse que está a descrever terão de ser impostos ou poderão nascer eles próprios dessas mesmas companhias?
Sabe, a palavra “imposição” é muito forte. Nos últimos tempos temos assistido a regulamentação decidida em tempo recorde. Penso que terá de haver um equilíbrio, ouvir as pessoas e regular.

Mas para ouvir as pessoas também terá de chegar a conclusões e regular de acordo com essas conclusões. Acredito num mercado mais regulado para o turismo. Penso que andámos durante demasiado tempo à solta e as consequências estão aí e não são positivas.

Ouvir fora para decidir dentro
Aponta também o dedo à própria indústria ou setor do turismo, que passa demasiado tempo a falar para dentro e que não é desafiada por outros setores ou indústrias. Como é que isso pode ser feito?
Quando digo que temos de envolver outros atores sem ser os governos, e não me entenda de forma errada, porque gosto muito de falar com ministros do turismo europeus, há que abordar muitas outras questões que não terão de estar, obrigatoriamente, dentro da esfera do turismo.

Discutir economia partilhada, por exemplo, poderá dar uma nova vida a certos locais, locais que estão vazios e que poderão ser explorados de forma diferente, retirando-lhes a carga da sazonalidade.

A indústria tem falado muito pouco ou nada com as novas gerações”

Mas para isso é preciso ter emprego, infraestruturas, escolas, hospitais, etc.?
Exatamente, mas aí teremos as pessoas a dizer que, por exemplo, pagam impostos por algo que recebem em troca.

Para mim, ainda nos encontramos nessa era egoísta, continuamos a pensar que comprar o nosso carro dá-nos mais liberdade do que partilhá-lo, ou que comprar uma segunda casa junto à praia nos dá mais riqueza. A riqueza já não tem nada a ver com objetos. As gerações de agora pensam de forma diferente e teremos de nos adaptar.

Enquanto pais, estamos a deixar uma sociedade e planeta completamente “lixados” aos nossos filhos, com poucas perspetivas de emprego, económica e socialmente desigual, ao nível da sustentabilidade um autêntico caos. Por isso, temos pensar de forma diferente.

E a indústria do turismo está a comunicar com essas gerações?
Concordo que a indústria tem falado muito pouco ou nada com as novas gerações. Não é positivo não envolvermos essas gerações neste debate. Claro que não feito intencionalmente num evento que pretende reunir de novo a indústria, bem organizado, todos precisávamos de estarmos juntos.

Mas a indústria tem de ouvir esta nova geração?
Não só a indústria do turismo como toda sociedade civil. Uma indústria precisa de consumidores, produtores, fornecedores. Temos por hábito de referir sempre alguém, de dizer “nós temos de fazer isto ou aquilo”. Mas quem é o “nós”?

Ouvimos definições como “local”, “parcerias”, “colaboração”. Pensa que o mindset já está de tal forma transformado que conseguirá colocar tudo isto em prática ao mesmo tempo no período curto?
O período dependerá muito da própria comunidade. Há uns que estão mais avançados, outros mais atrasados. Tomemos Portugal como exemplo. Portugal mudou radicalmente nas últimas décadas no que diz respeito ao turismo. Mas o ponto de partida de Portugal não era o mesmo de França ou Itália.

Portugal era o desconhecido, conhecia-se Lisboa, Porto, o Algarve, mas o restante país foi uma experiência, uma descoberta e até uma aventura para os próprios portugueses.

Por isso, há que identificar os diferentes ciclos de vida de cada destino.

 

Se soubermos o ‘como’, o ‘quando chega mais depresa

 

Já não se trata do “quando”, mas do “como “?
A questão está em que, se souber fazer, vais mais rápido. Por isso, se souber o “como”, o “quando” chega mais depressa.

Acho que terá mais a ver com competitividade. O problema é que o conhecimento é mantido em segredo com medo de que o concorrente possa ganhar vantagem se souber.

A questão é que o mercado mudou e as pessoas e empresas já não podem pensar que são melhor que os outros. Há que perceber que se trata de um sentimento de cidadania europeia e que um português, espanhol, italiano ou finlandês têm direitos iguais.

Podemos ter algumas particularidades que nos distinguem, é claro, mas quando falamos de turismo somos e temos de ser todos iguais.

Ouve-se muito falar de turismo de lazer e não tanto de negócios?
É errado chamarmos de turismo de negócio, porque nunca foi turismo. Foi sempre negócio. Era um turismo de transporte, transportar pessoas de A para B em trabalho.

O turismo ainda tem aquele aspeto da descoberta de locais bonitos quando se diz que vamos de férias. Quando se vai numa viagem de trabalho ou em negócios, ninguém quer, realmente, saber que viagem fez ou onde ficou instalado.

O turismo de negócios é, definitivamente, o que mais sofreu e sofrerá. Acredito que o turismo de negócios já teve o seu tempo. Descobrimos outro tipo de viagem de negócios através de outro tipo de soluções. Se quisermos ter um speaker da Nova Zelândia, do Japão, da Argentina, é possível tê-lo. Temos mais gente, mais pessoas locais a participar.

Mas enquanto diretor-executivo da ETC consegue vislumbrar um prazo, um timing para todas estas transformações, necessidades, exigências?
Para mim, todos os dias são dias de mudança. A mobilidade está a mudar. Planeamento é tudo quando se fala em viagens. Antigamente fazia-se tudo na hora, sem qualquer planeamento. Agora não, temos de planear tudo e isso é positivo até porque nos abre mais possibilidades e soluções.

E depois temos a ajuda da tecnologia?
Sim, que veio alterar tudo. O acesso à informação tornou-se tão barato, acessível e, fundamentalmente, mais rápido. Um local qualquer, um destino, um hotel, um restaurante que antigamente não tinha qualquer possibilidade de chegar às pessoas, hoje, pode estar em todo o lado.
Por isso, como vê, todos os dias existe mudança. Quantificá-la é que é problemático.

 

Temo que nos preocupemos demasiado com o planeta e menos com o ser humano

 

Mudança para melhor
Falou, também, em políticas comuns. Faltou essa uniformização na União Europeia? É possível ter uma política global uniforme?
É possível, mas muito difícil. A Europa, por exemplo, ou melhor, o projeto europeu ainda é um bebé. Queixamo-nos tanto da Europa, mas pessoalmente, a Europa deu-me educação, a minha mulher e filhos são de outros países. Deu-me uma sensação de pertença e não só a um país, mas a um projeto.

E na questão da sustentabilidade, temos de começar a ter essa sensação de pertencermos a algo que é maior do que nós. Temos de perceber que existem novas e diferentes ofertas, serviços e soluções com as quais não nos identificamos mais, mas que têm uma razão de ser em virtude de novos e outros públicos.

Uma das afirmações que marcam vários encontros é: “A sustentabilidade tem de ser vendida, mas terá de existir alguém para comprá-la”.
Sim, é uma questão de procura e oferta. Por isso, trata-se de saber como produzir produtos sustentáveis economicamente rentáveis. Hoje consegue vender-se tudo com o marketing certo e o lobby adequado.

Temos de perceber que todos as revoluções demoraram o seu tempo, todas as mudanças importantes levam o seu tempo. Estamos a falar de algo que mudará o mundo.

Mas o tempo está a contar?
Sim, mas também temos de perceber que uma década hoje, não é igual a uma década há 50 ou 100 anos. Uma década hoje é muito mais rápida, tudo muda mais rapidamente numa década. Temos de compreender que a vida melhorou com estas mudanças.

Para melhor?
Sim, sem dúvida que para melhor. Naturalmente, com custos, para o planeta. Há que perceber como é que o planeta funciona para melhorá-lo. O que temo é que nos preocupemos demasiado com o planeta e menos com o ser humano.

O planeta continuará a existir depois de nós. Estou preocupado com a nossa sociedade, com os projetos, sejam eles pequenos ou grandes.

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Mercados de Natal da Polónia e arquipélago dos Bijagós em destaque na B travel Xperience Lisboa

A B travel Xperience Lisboa volta a ser palco de novas Travel Talks, com destaque para os Mercados de Natal da Polónia e o arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau, que decorrem a 10 e 24 de novembro, respetivamente.

Em novembro, a B travel Xperience Lisboa volta a ser palco de novas Travel Talks, com destaque para as iniciativas dedicadas aos Mercados de Natal da Polónia e ao arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau, que decorrem a 10 e 24 de novembro, respetivamente.

Na Travel Talk dedicada à Polónia, está já confirmada a participação da diretora do Turismo da Polónia para Espanha e Portugal, Agata Witosławska, que vem à capital portuguesa dar a conhecer os Mercados de Natal de algumas das principais cidades polacas.

“De Varsóvia a Cracóvia, mas também Gdansk e Wroclaw, os participantes podem provar os doces típicos polacos de Natal e ficar a conhecer alguns dos costumes e atrações natalícias da Polónia”, indica a B travel Xperience Lisboa, em comunicado.

Na Travel Talk dedicada à Polónia, que decorre a 10 de novembro, a partir das 18h30, está também prevista a participação do jornalista de viagens Ricardo Santos, que vai partilhar a sua mais recente experiência da viagem que fez pela Polónia.

No dia 16 de novembro, há uma Travel Talk dedicada às “Viagens e o respeito pela vida animal”, que conta com a participação de Sandra Duarte Cardoso, co-fundadora e presidente da SOS Animal – Portugal, que vai falar sobre o impacto que as viagens têm na vida animal nos diversos destinos e como melhor se pode respeitar o ambiente enquanto se viaja.

A 24 de novembro, regressam as Travel Talks e, desta vez, o tema será o arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau, numa iniciativa que vai falar sobre o “Orango Parque – Ilhas Bijagós” e que conta com a participação da fundação CBD-Habitat, que vai dar a conhecer o projeto de turismo sustentável que fomenta no Parque Nacional de Orango.

Além da conversa sobre o arquipélago dos Bijagós, vai ser ainda inaugurada uma exposição fotográfica, que convida os visitantes da B Travel Xperience Lisboa a viajar até aos Bigajós, ficando a conhecer a vida desta população que vive em harmonia com o ambiente envolvente.

Recorde-se que os eventos da Xperience Lisboa são de entrada livre e decorrem na Avenida Fontes Pereira de Melo, 27, a partir das 18h30. Apesar da entrada livre, é necessária inscrição, que pode ser realizada pelo e-mail [email protected] ou através das redes sociais da B travel Xperience Lisboa.

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Viajantes de negócios dispostos a voar menos

Os profissionais que viajam em negócios acreditam que as reduções nas viagens aéreas são um fator importante quando se trata de reduzir a pegada de carbono de uma empresa. Contudo, pretendem que os líderes das respetivas empresas deem o exemplo.

Três em cada cinco viajantes de negócios reduziram os seus hábitos de voo como resultado da pandemia, de acordo com uma pesquisa da Transport & Environment.

Na pesquisa realizada junto de mais de 2.506 profissionais no Reino Unido, EUA, França, Alemanha e Espanha, 74% afirmaram que as empresas devem estabelecer metas corporativas de redução de voos e que isso deve fazer parte da política de viagens para combater as mudanças climáticas.

A pesquisa concluiu ainda que que quase três quartos dos profissioanis acreditam que as reduções nas viagens aéreas são um fator importante quando se trata de reduzir a pegada de carbono de uma empresa. E dos 1.279 entrevistados que relataram precisar voar em trabalho, 62% salientaram que reduziram os seus hábitos de voo em comparação com os níveis pré-pandemia. Já 27% disseram que voam com a mesma frequência que antes e 11% revelaram que estão a voar mais.

“Os hábitos de voo corporativo mudaram e os profissionais querem um novo normal em que as empresas assumam a responsabilidade de reduzir a sua parcela de emissões”, afirma Denise Auclair, corporate travel campaign managerda Transport & Environment.

“A mudança acontecerá com metas e políticas claras que se alinham com as expectativas dos profissionais das empresas. Isso só pode ajudar as empresas na corrida atual para recrutar e reter os melhores talentos.”

A pesquisa também destacou um impacto potencial nas reuniões, com 72% dos entrevistados a referirem que estão dispostos a fazer menos voos para reuniões internas e 67% estão dispostos a planear mais reuniões locais, em vez de reuniões globais, para reduzir voos de longa distância. “Os profissionais entendem o impacto climático dos voos de longa distância e estão dispostos a reduzir suas viagens”, refere ainda Auclair, concluindo, no entanto, que esses mesmos funcionários “esperam que a liderança das empresas dê o exemplo e estabeleça metas ambiciosas de redução de viagens de negócios”.

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Valência eleita Capital Verde Europeia 2024

A eleição aconteceu a 27 de outubro, numa cerimónia que decorreu na cidade francesa de Grenoble, atual Capital Verde Europeia, e que foi também disputada pela cidade italiana de Cagliari.

A cidade espanhola de Valência foi eleita Capital Verde Europeia 2024, distinção da Comissão Europeia que reconhece e recompensa cidades com mais de 100.000 habitantes que tenham implementado projetos para reduzir o seu impacto ambiental e melhorar a qualidade de vida.

A eleição aconteceu a 27 de outubro, numa cerimónia que decorreu na cidade francesa de Grenoble, atual Capital Verde Europeia, e que foi também disputada pela cidade italiana de Cagliari.

“Esta é a primeira vez que Valência se candidata à Capital Verde Europeia, distinção que até agora só foi atribuída a uma cidade espanhola (Vitoria, 2012), e que a torna uma referência para a sustentabilidade urbana e políticas de transição ecológica”, destaca o Visit València, num comunicado enviado à imprensa.

Para ser eleita Capital Verde Europeia 2024, Valência passou um exame exaustivo de sustentabilidade, que avalia 12 indicadores, nomeadamente ar, ruído, resíduos, água, natureza e biodiversidade, uso do solo, eco-inovação, mitigação das alterações climáticas, adaptação às alterações climáticas, mobilidade, eficiência energética e gestão governamental.

No comunicado divulgado, o Visit València lembra que, além da criação e proteção de espaços verdes como o Parque Natural de Albufera, o pomar periurbano e os Jardins de Turia, a cidade está também envolvida em iniciativas de mobilidade sustentável, boa gestão de resíduos urbanos e a recuperação de espaços públicos como a Praça da Câmara Municipal ou a Plaza de la Reina.

“Além disso, Valência tem outras credenciais de sustentabilidade importantes, tais como o título de Capital Europeia do Turismo Inteligente 2022 e a Capital da Alimentação Sustentável em 2017. Foi também pioneira na medição e compensação da pegada de carbono e utilização de água para fins turísticos e é uma das 100 cidades selecionadas pela União Europeia para o projeto da Missão Cidades, com o objetivo de alcançar a neutralidade climática até 2030”, acrescenta o organismo de promoção turística.

O Visit València sublinha ainda que a cidade tem vindo a “sofrer várias mudanças no núcleo urbano nos últimos anos”, a exemplo da pedonalização do centro da cidade e dos enclaves mais importantes da cidade, com o objetivo de tornar Valência numa das “primeiras cidades neutras em termos de carbono na Europa”.

“A recentemente inaugurada Plaza de la Reina, bem como as ruas em redor do Mercado Central, ou em breve da Praça da Câmara Municipal, vão libertar o centro de Valência de trânsito para a transformar numa cidade para peões”, acrescenta o Visit València, notando que “as ruas de Valência têm uma rede de mais de 160 quilómetros de ciclovias que ajudam a reduzir as emissões de CO2”.

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Créditos: Gonçalo Português | Cortesia AHRESP

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Governo lança programa com escolas de turismo para ajudar a orientar nómadas digitais

De acordo com a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, este programa vai colocar as 12 escolas de turismo do país a ajudar os nómadas digitais a escolherem a melhor localização para se poderem instalar em Portugal.

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O governo está a preparar um programa que visa orientar os nómadas digitais que se queiram instalar no país e que vai colocar as 12 escolas de turismo que existem no país a ajudar estes viajantes a escolherem a melhor localização para se poderem instalar em Portugal.

A informação foi avançada esta sexta-feira, 4 de novembro, pela secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, durante a Web Summit, que voltou a decorrer no Parque das Nações, em Lisboa.

Estamos a preparar um programa nas nossas escolas de turismo – e temos 12 espalhadas por Portugal – e, basicamente, a ideia é ajudar a decisão destes nómadas digitais, informando sobre as potencialidades do país, qual será a melhor localização para se poderem instalar”, explicou Rita Marques.

A governante deu o exemplo do surf, considerando que os nómadas digitais interessados neste desporto de ondas podem escolher destinos como Peniche ou a Nazaré, ambos no centro do país, explicando que o papel das escolas de turismo passará por “facilitar a decisão” dos nómadas digitais.

Rita Marques espera que estas medidas possam atrair “mais nómadas digitais não só para as grandes cidades, mas também para o interior” do país, que “tem potencialidades extraordinárias para viver e trabalhar”.

Durante a sua intervenção no painel “A Ascensão do Nómada Digital”, Rita Marques vantagens defendeu ainda as vantagens do novo regime de entrada de nómadas digitais em Portugal, invocando a importância de “atrair jovens para Portugal” e considerando que os nómadas digitais são um grupo que “pode impulsionar a economia”.

A secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços sublinhou ainda que este não é um regime dedicado apenas a estrangeiros, mas também a cidadãos portugueses que foram para o estrangeiro, e que o objetivo do Governo não é vender o país apenas a estrangeiros.

“Não estamos a vender o país apenas a estrangeiros, mas a portugueses que trabalham em empresas americanas e canadianas e que podem trabalhar a partir de Portugal”, acrescentou.

Relativamente às criticas que o programa tem recebido, uma vez que tem sido associado à subida dos preços da habitação, Rita Marques considerou apenas que o Governo “tem de estar atento e criar políticas públicas que façam sentido”, dando a entender que, no futuro, podem ser atribuídos benefícios aos nómadas digitais que se desloquem para zonas do interior ou menos centrais do país.

Durante a participação na Web Summit, Rita Marques falou ainda sobre a greve que os tripulantes de cabine da TAP agendaram para 8 e 9 de dezembro, considerando que esta paralização vai “com certeza” impactar o turismo.

“A TAP é um parceiro fundamental para o turismo (…) e todo o setor privado do turismo tem apoiado a TAP”, concluiu, assinalando que o direito à greve “está consagrado” na legislação e mostrando-se convencida que será possível chegar a um “discurso harmonizado e apaziguador para resolver os problemas dos trabalhadores”.

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Portugal e Espanha preparam estratégia comum para o turismo nas zonas fronteiriças

Portugal e Espanha vão desenvolver uma estratégia comum para o turismo nas zonas fronteiriças, que visa a valorização e promoção dos destinos turísticos, mas também a formação de recursos humanos.

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Portugal e Espanha vão desenvolver uma estratégia comum para o turismo nas zonas fronteiriças, que visa a valorização e promoção dos destinos turísticos, mas também a formação de recursos humanos, avança a Lusa, que cita o Ministério da Economia.

A ‘Estratégia conjunta para a Sustentabilidade do Turismo Transfronteiriço entre Portugal e Espanha 2022-2024’ abrange diversas áreas, nomeadamente “planos de sustentabilidade turística” para melhorar os destinos fronteiriços e aumentar a procura ao longo do ano, assim como o “desenvolvimento de produtos e experiências turísticas na fronteira”.

Esta estratégia foi um dos acordos assinados esta sexta-feira, 4 de novembro, durante a cimeira ibérica, que decorreu em Viana do Castelo, e, segundo resposta do Ministério da Economia à Lusa, prevê também a realização de ações de formação e “geração de conhecimento e investigação em turismo transfronteiriço”.

Cultura, história, património, recursos naturais, gastronomia e artesanato dos destinos fronteiriços, assim como os incentivos aos centros de estudo dos dois lados da fronteira para aprofundar conhecimentos “sobre os recursos turísticos” e a promoção da “investigação no domínio da cooperação transfronteiriça, abordando os desafios das comunidades residentes e propondo oportunidades para o seu desenvolvimento”, são algumas das áreas que vão ser abordadas nas ações de formação previstas.

Esta estratégia conjunta prevê também a promoção externa dos destinos fronteiriços e da região como um “destino ibérico”, nomeadamente junto de mercados mais distantes, para os quais faz sentido juntar Portugal e Espanha numa única deslocação.

Para o Ministério da Economia, existe “um grande potencial que Portugal e Espanha podem e devem explorar em conjunto”, nomeadamente em mercados da América do Norte e da Ásia.

O Ministério da Economia sublinhou que Portugal e Espanha partilham uma fronteira terrestre de 1.234 quilómetros, a mais longa da União Europeia e que, “ao nível bilateral, Espanha é desde há muito um mercado estratégico para o turismo nacional”.

“É de tal forma importante, que enquanto mercado emissor, é tratado como mercado interno alargado, ou seja, um prolongamento do mercado português”, indica o Ministério da Economia à Lusa, lembrando que, no que respeita à promoção, o mercado ibérico é visto como um “único mercado internacional” , sendo aliás o único que “pode ser trabalhado pelas Entidades Regionais de Turismo”.

A estratégia para o turismo insere-se na Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço de Portugal e Espanha, anunciada na cimeira ibérica da Guarda de outubro de 2020, para abranger 1.551 freguesias portuguesas e 1.231 municípios espanhóis.

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Disneyland Paris propõe Natal ainda mais mágico no 30.º aniversário

O Natal Encantado da Disney vai decorrer entre 12 de novembro e 8 de janeiro, este ano, com espetáculos e atrações que vão assinalar também o 30.º aniversário do parque.

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A Disneyland Paris, que está a celebrar o 30.º aniversário, já se está a preparar para a quadra natalícia e, este ano, propõe um Natal ainda mais mágico, com novidades e atrações dedicadas a esta época do ano, no Natal Encantado da Disney, que decorre entre 12 de novembro e 8 de janeiro.

“Este ano a magia do Natal será ainda mais intensa com as comemorações do 30º aniversário e surpreenderá, certamente, visitantes de todas as idades. Quer venham passar momentos mágicos com a família, fazer uma escapadela inesquecível com amigos, ou mesmo passar um fim de semana romântico, a Disneyland Paris é o melhor destino para viver as férias de Natal”, lê-se num comunicado do parque.

A Disneyland Paris indica que, assim que entrarem no parque, os visitantes vão ser logo surpreendidos pela “majestosa árvore brilhante com 24 metros de altura”, que dá o mote ao ambiente natalício, que será ainda composto por “música de Natal, grinaldas e flocos de neve a voar no ar da zona ao redor da Main Street USA”.

No que diz respeito a espetáculos, destaque para o drone Disney D-Light, que foi produzido para a celebração do 30. º aniversário e que ilumina o céu da Disneyland Paris todas as noites, assim como para o o “Disney Dreams! of Christmas”, um espetáculo noturno que volta a animar o parque e que, nesta edição, vai assinalar também o aniversário da Disneyland Paris.

Este ano, o Natal da Disneyland Paris conta também com o regresso do desfile “Mickey’s Dazzling Christmas Parade”, que estreou no ano passado e que conta com cinco carros alegóricos coloridos e iluminados que vão celebrar a magia do inverno durante o dia e à noite.

A magia do Natal vai chegar ainda aos hotéis da Disneyland Paris, que vão estar enfeitados com decorações de Natal, e que vão contar com a presença de várias personagens vestidas de acordo com a época, onde não vai faltar o Pai Natal.

Durante o dia, vai estar ainda disponível o espetáculo musical “Let’s Sing Christmas!”, com a participação do Mickey, da Minnie, do Donald, da Margarida e do Pateta.

Ao nível da restauração, o Natal também não vai ser esquecido, uma vez que vai estar disponível nos espaços de comidas e bebidas da Disneyland Paris uma “grande variedade de pratos e guloseimas alusivos à ocasião”, enquanto o Parque Walt Disney Studios vai retomar o L’Hiver Gourmand, um mercado de inverno que vai ser “composto por chalés elegantes, três deles em estreia, onde é servido pão de especiarias, crepes, chocolate quente e outras delícias”.

Além da programação especial dedicada ao Natal, também as lojas da Disneyland Paris vão disponibilizar “uma grande variedade de produtos” dedicados ao Natal.

A Disneyland Paris vai ainda contar com uma festa de passagem do ano, a decorrer a 31 de dezembro, entre as 20h30 e as 02h00, e que inclui um espetáculo de fogo-de-artifício, acesso a atrações repletas de emoções, participação de personagens da Disney, espetáculos exclusivos e muitas outras surpresas alusivas ao 30.º aniversário do parque.

As reservas para estadias de Natal e passagem do ano já se encontram disponíveis e podem ser realizadas aqui.

 

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Turismo do Algarve lança nova campanha promocional dedicada a Monchique

A nova campanha promocional do Turismo do Algarve vai decorrer até final do ano e é composta por “várias peças de vídeo e de fotografia” que retratam as experiências que é possível viver em Monchique.

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O Turismo do Algarve lançou uma nova campanha promocional, sob o mote “Deixe que Monchique guie a sua aventura”, que desafia os turistas a “partirem à descoberta de Monchique e a deixarem-se surpreender pelas várias experiências” do destino.

A nova campanha que, segundo comunicado do Turismo do Algarve, vai decorrer até final do ano, é composta por “várias peças de vídeo e de fotografia” que retratam as experiências que é possível viver em Monchique.

“As imagens, captadas no município ao longo de nove dias, dão a conhecer a riqueza da oferta turística que aqui é possível encontrar, colocando em destaque as atividades na natureza, as termas, a cultura e o património e ainda a autenticidade da gastronomia local”, sublinha o Turismo do Algarve.

Esta campanha é essencialmente direcionada às redes sociais, mas vai também marcar presença em vários jornais e revistas, estrategicamente selecionados, dos mercados que o Turismo do Algarve pretende atingir, como Espanha, Reino Unido, França, Alemanha e Países Baixos.

“Queremos, com esta campanha, despertar o interesse de todo o tipo de turistas e demonstrar que Monchique tem muito mais para oferecer para além das suas fantásticas paisagens naturais. A mensagem que pretendemos passar é a de que, independentemente dos planos e das motivações que os trazem ao Algarve, todos os viajantes conseguem encontrar em Monchique a aventura que procuram”, explica João Fernandes, presidente do Turismo do Algarve.

Todos os materiais desta campanha vão estar disponíveis em seis idiomas, concretamente português, espanhol, inglês, francês e neerlandês, com o Turismo do Algarve a prever que esta ação promocional tenha um “alcance de milhões de potenciais visitantes”.

Esta iniciativa está inserida no projeto “Revitalizar Monchique – o Turismo como catalisador”, que procura dar uma nova vida a este concelho através da criação de condições atrativas para o desenvolvimento do turismo local.

Na promoção desta campanha, a ATA tem como parceiros a Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve e o Município de Monchique, contando também com o apoio do Turismo de Portugal.

Além das redes sociais, a nova campanha está também disponível para visualização aqui.

 

 

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Tailândia chega aos 7 milhões de turistas internacionais e aproxima-se do objetivo para 2022

Entre 1 de janeiro e 26 de outubro de 2022, a Tailândia recebeu mais de sete milhões de turistas internacionais, aproximando-se do objetivo estabelecido para este ano de alcançar entre sete e 10 milhões de visitantes.

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A Tailândia recebeu, entre 1 de janeiro e 26 de outubro de 2022, mais de sete milhões de turistas internacionais, aproximando-se do objetivo estabelecido para este ano de alcançar entre sete e 10 milhões de visitantes.

“Com os tempos difíceis dos últimos tempos já ultrapassados, a Tailândia está a ver todos os seus esforços, do marketing e promoção do turismo em curso, até às normas de saúde e segurança implementadas da Amazing Thailand SHA, a dar frutos ao alcançar mais de 7 milhões de turistas estrangeiros que regressaram ao nosso país já em 2022”, destaca Yuthasak Supasorn, Governador da Autoridade do Turismo da Tailândia (TAT), em comunicado.

Desde o início do ano, a Tailândia regista um total de chegadas de visitantes de 7,349,843, com a maioria dos turistas internacionais a chegarem da Malásia, Índia, República Democrática Popular do Laos, Camboja e Singapura.

Ao longo deste período, a maioria dos visitantes chegou à Tailândia através do Aeroporto Suvarnabhumi, em Banguecoque, que contabiliza 3.891.196 chegadas, assim como do Aeroporto Internacional de Phuket, onde o número de chegadas é de 958.027, e ainda do Aeroporto Internacional de Don Mueang, que contabiliza 564.008 chegadas.

Já o posto de controlo fronteiriço de Sadao contabilizou a entrada de 451.578 visitantes e o posto de controlo fronteiriço de Nong Khai registou ainda 225.859 chegadas.

Recorde-se que a Tailândia já reabriu totalmente ao turismo, deixando de exigir aos turistas a apresentação de provas de vacinação ou resultados de testes, além de permitir uma estadia mais prolongada, uma vez que, até 31 de março de 2023, o período de permanência no destino é de 45 dias para turistas de países/territórios com direito a isenção de visto, como é o caso de Portugal.

Além do fim das restrições, a Tailândia está também a retomar o calendário de eventos e festivais internacionais, a exemplo do popular festival anual da Loi Krathong, que acontece por todo o país já este mês de novembro, e da Bienal de Arte de Banguecoque (BAB 2022), que se realiza até 23 de fevereiro de 2023, reunindo em Banguecoque obras de 73 artistas locais e internacionais.

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Preferência dos portugueses vai para destinos europeus e viagens de curta duração

Em 2022, os portugueses preferiram viagens curtas, de até quatro dias, com as tendências a destacarem as viagens a solo, a conciliação de lazer e trabalho nas viagens e o aumento dos nómadas digitais, com as reservas a acontecerem com pouca antecedência.

Victor Jorge

De acordo com o estudo anual realizado pela eDreams ODIGEO – “A Year in Travel 2022” -, os viajantes nacionais continuam a preferir viagens curtas, de até quatro dias, e reservam-nas com pouca antecedência.

O estudo que oferece uma visão geral das preferências e comportamentos dos viajantes em 2022 e prevê já algumas tendências para o próximo ano, revela que, em 2022, Paris voltou a ser o destino de eleição dos viajantes portugueses, sendo a cidade para onde mais viajaram, sendo, de resto, uma preferência comum a nível internacional.

A seguir à capital francesa aparecem destinos como Londres, também a segunda cidade mais visitada nos resultados globais, e depois Madrid. Outros destinos populares foram Barcelona, Funchal, Bruxelas, Ponta Delgada, Luxemburgo, Genebra e Amsterdão, revelando uma clara inclinação para viagens na Europa.

Quantos aos destinos que mais cresceram em 2022 face a 2021 (em termos de reservas efetuadas) aparecem Marraquexe (+327%) e Bilbau (+213%). Globalmente, os destinos que registaram um maior crescimento das reservas em comparação com 2021 foram Denpasar (+1.478%), na Indonésia; Singapura (+1.446%) e Bangkok (+1.188), na Tailândia – o que se deve à reabertura das viagens para a Ásia, após um longo período em que tal não era possível devido às restrições impostas pela pandemia.

Viagens curtas e reservas de última hora
No caso concreto dos hábitos de viagem dos portugueses em 2022, o estudo da eDreams ODIGEO conclui que, tal como já se tinha verificado no ano passado, os portugueses parecem continuar a dar preferência a viagens curtas, de até 4 dias (53%). No entanto, as estadias de duração média, entre 7 a 13 dias, ganharam terreno (20%), verificando-se que apenas uma minoria escolheu realizar viagens entre 5-6 dias (16%), 14-20 dias (5%) ou mais de 21 dias (6%).

No que toca às reservas, quase metade (47%) dos inquiridos portugueses continua a marcar viagens de última hora, até 15 dias antes da data de partida, salientando o estudo tratar-se de “uma tendência que se acentuou na pandemia e que se tem mantido até aos dias de hoje, apesar da diminuição das restrições, e se reflete também a nível internacional (45%)”.

Além disso, o estudo que olhou para os hábitos de viagem dos portugueses em 2022, nomeadamente a duração das suas estadias, a antecedência com que efetuaram reservas e a distância das viagens realizadas, destaca ainda a preferencia dos portugueses por viagens na Europa (78%), viagens dentro do próprio país (14%) ou para fora do continente europeu (8%).

“Em 2022 observou-se um aumento significativo das viagens continentais, a par de uma redução das viagens nacionais – o que demonstra que os portugueses sentem cada vez mais confiança para voltar a viajar e sair do país, agora que o pior da pandemia parece ter passado”, refere o estudo.

A realidade em 2022
No que toca às tendencia verificadas em 2022, o “A Year in Travel 2022” assinala que se tornou “claro que os portugueses estão a optar cada vez mais por viagens a solo – sobretudo porque querem ter controlo total sobre os planos de viagem e viajar de forma mais tranquila, livre e independente”, frisando que este tipo de viagens também lhes permite tornar-se “mais resilientes e autossuficientes e aproveitar a sua própria companhia”.

“Misturar trabalho com prazer” está a tornar-se também cada vez mais comum, à medida que as gerações mais jovens procuram conciliar as suas carreiras com a vontade de conhecer o mundo. Assim, “tiram partido da flexibilidade laboral que a pandemia permitiu descobrir e aproveitam para realizar viagens que combinam dias de trabalho com dias de lazer”.

Finalmente, o crescimento dos chamados “nómadas digitais” é outra tendência com “grande impacto no setor do turismo”, motivado pela mudança dos padrões de trabalho e o aumento de oportunidades de trabalho remoto. Segundo o estudo da eDreams ODIGEO, “a criação de vistos e programas fiscais flexíveis pensados para nómadas digitais por parte dos governos de alguns países” – como é o caso de Portugal – contribuíram para este cenário.

Um primeiro olhar para o futuro
Além de analisar as principais tendencias de 2022, o estudo da eDreams ODIGEO procurou olhar também para o futuro das viagens e traçar o caminho para 2023.

Assim, o estudo conclui que “as reservas dentro do continente europeu parecem manter-se na mira dos viajantes portugueses, sendo Paris, Funchal, Ponta Delgada e Barcelona os destinos mais reservados para 2023”.

Contudo, os destinos que os portugueses mais pesquisam para viajar no próximo ano são Paris, São Paulo, Rio de Janeiro, Londres e Nova Iorque, indicando “alguma vontade de retomar as viagens de longa distancia”.

Assim, o estudo conclui que 2022 ficou marcado por “um regresso gradual à normalidade”, que também se notou no setor das viagens, que permanece em “franca recuperação”.

Dana Dunne, CEO da eDreams ODIGEO, salienta que “os consumidores estão a aproveitar para viajar sempre que podem”, admitindo que os dados das reservas mostram que as viagens curtas ainda são as mais proeminentes, demonstrando que os consumidores tentam encaixar férias em todas as ocasiões possíveis”.

Com quase um terço das viagens a durar apenas 3-4 dias, a CEO frisa que “esta tendência pode também ser representativa dos regimes de trabalho mais flexíveis, que permitem aos viajantes levar o seu computador e trabalhar no estrangeiro, enquanto aproveitam um fim de semana prolongado num destino entusiasmante”.

Finalmente, Dana Dunne destaca que os viajantes têm sido “espontâneos a fazer reservas”, com quase metade destas (45%) a acontecer apenas 15 dias antes da partida, ou mesmo menos”, concluindo que se constata “o desejo dos consumidores de aproveitar cada dia, depois de terem adiado os seus planos de viagem por tanto tempo”.

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BdP prevê continuação do “crescimento expressivo” nas receitas turísticas de setembro

O Banco de Portugal (BdP) estima uma subida de 69% nas receitas turísticas face a igual mês de 2021 e de 115% em comparação com setembro de 2019.

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As receitas turísticas deverão ter mantido, em setembro, uma tendência de “crescimento expressivo”, segundo o Banco de Portugal (BdP), que estima uma subida de 69% face a igual mês de 2021.

De acordo com uma nota do BdP, além das receitas turísticas, que se encontram pelos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal, também as importações do turismo, que resultam dos gastos dos turistas portugueses no estrangeiro, deverão ter subido acentuadamente em setembro, num aumento de 30%.

“Em setembro de 2022, o indicador preliminar das viagens e turismo aponta para um crescimento expressivo das exportações e das importações face a setembro de 2021, em linha com as evoluções registadas em agosto”, refere o Banco de Portugal (BdP) na informação divulgada.

Os valores de setembro situam-se também acima dos registados em 2019, o último ano antes da pandemia da COVID-19, com as exportações a corresponderem a 115% e as importações a 121% dos respetivos valores observados no mesmo mês de 2019.

No acumulado até setembro, também existem notícias positivas, uma vez que as exportações e importações superam igualmente os valores observados em igual período de 2019, correspondendo a 114% e 106% do valor registado em mês homólogo de 2019.

“Esta informação baseia-se num conjunto mais restrito de informação, predominantemente de cartões bancários, e não substitui as séries históricas de exportações e importações de viagens e turismo publicadas no BPstat”, acrescenta o BdP.

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