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WTM London 2021 garante realização do evento, embora recomende cuidados

A organização do World Travel Market London 2021 garante a realização do evento, depois de conhecidos aos aumentos dos casos de COVID-19 devido a uma subvariante Delta.

Victor Jorge
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A menos de duas semanas do início do World Travel Market 2021 (WTM 2021), que se realiza em Londres de 1 a 3 de novembro, a organização veio garantir a realização do evento.

Isto, depois das mais recentes notícias darem conta de um aumento significativo de casos no Reino Unido, bem como em países com baixa taxa de vacinação, principalmente a Leste, devido a uma nova subvariante da variante Delta denominada “AY 4.2” e já responsável por cerca de 40.000 a 50.000 casos no país.

Assim, numa mensagem vídeo, o WTM London e a Travel Forward – organizada pela RX – querem garantir a todos os clientes e parceiros que “os eventos acontecerão conforme planeado entre segunda-feira 1 – quarta-feira, 3 de novembro de 2022 no ExCel London”, a que se “seguirá o evento virtual nos dias 8-9 de novembro”.

A organização promete durante os eventos “prioridade máxima” para a saúde e segurança. “Todos os participantes verificarão o seu status COVID, mostrando que foram vacinados duas vezes, têm um teste negativo, ou prova de imunidade natural”.

O WTM London e a Travel Forward recomendam “fortemente” o uso de máscaras em todos os momentos durante o evento e em espaços internos.

Além disso, é, igualmente, recomendado o uso de máscaras sempre que se voajar de avião, autocarro, comboio ou outra forma de transporte público para, dentro ou fora de Londres.

“A equipa está a trabalhar em estreita colaboração com ExCeL London, TFL (Transport for London) e DLR (Docklands Light Railway) para “garantir a saúde e segurança dos expositores, visitantes e parceiros”, refere a organização em comunicado enviado à imprensa.

O WTM London 2021 também terá uma instalação de testes COVID dentro do local para que os visitantes que precisem fazer um teste antes de voar para casa possam fazê-lo sem ter que deixar o local, serviço esse prestado pela ExpressTest by Cignpost, um dos principais fornecedores de testes do Reino Unido, parceiro da ABTA e listado pelo Governo do Reino Unido.

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É obrigatório apresentação de teste no Congresso da APAVT

É obrigatória a apresentação de um teste PCR efetuado nas 72 horas anteriores, ou teste antigénio realizado nas 48 horas anteriores à participação no Congresso da APAVT, que acontece de 01 a 03 de dezembro, em Aveiro.

Em circular enviada aos inscritos no seu Congresso, que se realiza de 01 a 03 de dezembro, em Aveiro, a APAVT informa que é obrigatório a apresentação de um teste PCR efetuado nas 72 horas anteriores, ou teste antigénio realizado nas 48 horas anteriores ao evento. 

A APAVT justifica a decisão na sequência das medidas tomadas quinta-feira pelo Governo sobre a assistência a grandes eventos.  

“Não estando ainda clarificado juridicamente o conceito de ‘grande evento’, não é possível classificar o nosso Congresso, que conta neste momento com 718 inscritos, nesta categoria”, indica a circular da Associação, esclarecendo que, “apesar desta circunstância, face ao curto prazo de que dispomos, e para minimizar riscos, optámos por nos preparar para este cenário, ou seja, atuar como se este Congresso da APAVT seja classificado como grande evento”. 

A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo informa ainda que irá preparar um módulo de apoio no Centro de Congressos, mas alerta que, devido à previsão de um número elevado de participantes, e do curto espaço de tempo disponível, convém realizar um destes testes antes da partida para Aveiro.  

Em resposta, face a estas circunstâncias, a APAVT quer demonstrar “a nossa vontade de trabalhar, e a possibilidade de continuarmos a trabalhar, apesar das novas restrições em que vivemos”, conclui a comunicação. 

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III Congresso da ADHP Júnior debate ‘O Estagiário – Informar e Dignificar’

A Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal Júnior reúne esta quinta-feira o seu III Congresso em Lisboa com o tema “O Estagiário – Informar e Dignificar”. 

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A Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal Júnior reúne esta quinta-feira o seu III Congresso no Instituto Técnico Superior de Educação e Ciências com o tema “O Estagiário – Informar e Dignificar”.  

A associação pretende analisar o papel do estagiário e os desafios que enfrenta no mercado de trabalho, refletir e tirar conclusões sobre a visão das empresas, dos recém-licenciados e dos alunos em relação aos desafios inerentes à profissão, assim como analisar o impacto positivo que os estagiários têm nas empresas. 

Leonardo Simões, da Secção Júnior da ADHP, refere que “pretendemos fazer um balanço entre as expetativas que os jovens recém-licenciados e o próprio corpo estudantil tem da entrada no mercado de trabalho face à visão dos profissionais do setor, com base nos desafios que o mercado enfrenta na atualidade” 

Temáticas como ‘O Estágio’, ‘A Procura e a Oferta’, ‘Será o Futuro uma Roleta Russa?’ ‘Coaching Pessoal e de Equipa’ constituem os quatro painéis em debate. Antes da sessão de encerramento, terá lugar ainda uma mesa redonda: ‘Depois do Estágio…’ 

 

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FITUR em crescendo para a edição de 2022

Sob o lema “Abraçamos o Mundo”, a participação oficial internacional na FITUR 2022 situa-se, a dois meses do evento, 70% acima dos resultados da edição de 2020 e 240% face a 2021.

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A menos de dois meses do início da FITUR 2022, a realizar-se, em Madrid, de 19 a 23 de janeiro do próximo ano, a organização dá a conhecer o lema do evento – “Abraçamos o Mundo” – , bem como o país parceiro: República Dominicana.

Após a FITUR 2021 na sua edição “Especial recuperação Turismo” e com o apoio de toda a cadeia de valor da indústria turística internacional, a feira “centra-se na sua missão essencial de contribuir para a recuperação do turismo”, refere a organização em comunicado.

Assim o mostra o crescimento de 53% que já registou esta próxima edição, em relação à de 2021 e a previsão de continuar a aumentar esta participação, que avança na tónica de participação anterior à pandemia.

A representação da indústria turística espanhola já está confirmada ao seu nível máximo, no que se refere às Comunidades Autónomas e Cidades, assim como, de forma muito positiva no que se refere às empresas, ao qual é preciso acrescentar o crescimento da participação oficial internacional que se situa, a dois meses do evento, 70% acima dos resultados da FITUR 2020, representando um crescimento de 240% em comparação com a edição de maio de 2021.

A FITUR 2022, em linha com fatores como a gradual normalização da atividade turística, foi, mais uma vez, declarada pelo Governo como “Acontecimento de Excecional Interesse Público”, além do importante apoio de toda a cadeia de valor do turismo.

Neste sentido, a feria continua a desenvolver a sua estratégia de profissionalização e especialização abordando os diferentes segmentos que intervêm como dinamizadores do mercado turístico, nas suas secções FITURTECHY; FITUR KNOW HOW & EXPORT, FITUR MICE; FITUR HEALTH; FITUR ENTERTAINMENT; FITUR TALENT; FITUR LGBT+ e FITUR WOMAN, assim com nos eventos B2B e programas de atividades que mostrarão aos profissionais algumas das chaves e desafios de futuro, com especial atenção na transição digital, nos avanços tecnológicos e no desenvolvimento sustentável. À par destas secções, o Observatório FITURNEXT estará dedicado este ano à promoção de boas práticas turísticas em termos de acessibilidade.

Toda a oferta da FITUR irá expandir-se ao longo de oito pavilhões com a seguinte articulação: América no Pavilhão 3; Europa e Médio Oriente, Pavilhão 4; Ásia-Pacífico e África, Pavilhão 6; Entidades e Organismos Oficiais Espanhóis, Pavilhão 5, 7 e 9; Empresas e Travel Technology nos Pavilhões 8 e 10.

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Viana do Castelo acolhe meetups para profissionais do turismo

A Câmara Municipal de Viana do Castelo promove este mês dois encontros para profissionais do setor turístico, no âmbito da Rede Municipal de Turismo.

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A Câmara Municipal de Viana do Castelo promove este mês dois encontros para profissionais do setor turístico, no âmbito da Rede Municipal de Turismo. O primeiro encontro acontece já esta segunda-feira, em formato online, enquanto o segundo meetup está marcado para o próximo dia 29.

Na parte inicial da sessão desta segunda-feira será apresentado um case study de sucesso, por Dalila Dias, diretora executiva das Aldeias Históricas de Portugal, como ponto de partida para o debate e reflexão sobre a importância do trabalho em rede da oferta turística, para a atratividade do destino Viana do Castelo.

A segunda parte do encontro contará com a apresentação de uma análise SWOT (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) de Viana do Castelo e do setor turístico, na qual serão analisadas as novas potencialidades e oportunidades, face às dificuldades e constrangimentos provocados pela atual situação pandémica.

Em comunicado, a autarquia indica que o segundo meetup, em formato presencial, decorrerá entre as 9h30 e as 13h00, na Escola de Hotelaria e Turismo de Viana do Castelo. A sessão inicia com uma breve apresentação dos principais comentários dos turistas nas plataformas digitais e com um resumo das recomendações de operadores turísticos portugueses e espanhóis sobre as dificuldades de venda e promoção do destino Viana do Castelo, resultado de um questionário enviado a mais de mil operadores.

A segunda parte será reservada à apresentação do novo perfil do turista, neste período pós-pandemia, e uma análise detalhada das principais motivações dos maiores mercados emissores: Reino Unido, Alemanha, França e Espanha, por representantes do Turismo de Portugal.

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3.ª convenção da DIT “reencontra-se” com 900 profissionais

A 3.º edição do grupo DIT contou com a participação de mais de 900 profissionais e 1.000 participantes. A próxima edição está marcada para 2023.

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O grupo DIT reuniu, recentemente, em Punta Umbria, toda a rede de Portugal e Espanha na 3.ª Convenção, na qual participaram 760 agências e 140 fornecedores e mais de 1.000 participantes com o lema “está na hora do reencontro”.

Com o foco da convenção a incidir no otimismo, a 3.ª edição teve mais um dia que as edições anteriores, de forma a ampliar o tempo para conhecer o destino e promover mais sessões de trabalho.

Iniciada com espaços concebidos para conhecer o destino Huelva e workshops nos quais os últimos desenvolvimentos e iniciativas elaborados pela DIT foram apresentados a toda a rede de agências, o evento teve, igualmente, mesas redondas com importantes oradores em palco.

Segundo a organização, o “feedback obtido quer das várias agências quer dos fornecedores foi muito positivo, definindo o evento como ‘a melhor convenção do ano”, lê-se na nota enviada às redações.

Com participação gratuita para agências associadas, a convenção do grupo DIT realiza-se de forma bienal, estando a próxima edição prevista para 2023.

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OMT promove 1º Congresso Mundial de Turismo Desportivo

O primeiro Congresso Mundial de Turismo Desportivo, organizado pela OMT, vai decorrer nos dias 25 e 26 de novembro em Lloret de Mar (Catalunha/Espanha).

A Organização Mundial do Turismo (OMT) promove nos dias 25 e 26 deste mês, em Lloret de Mar (Espanha), o primeiro Congresso Mundial de Turismo Desportivo.

O contributo do turismo desportivo para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, inovação no desenvolvimento do turismo desportivo, governação eficaz do destino e estratégias público-privadas neste segmento, bem como a relação entre os desportos, a tecnologia e a transformação digital, são alguns temas que estarão em debate neste congresso, que contará com um total de 62 palestrantes de diferentes países.

No âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o congresso, que já tinha sido adiado devido à pandemia, pretende explorar a relação entre o turismo desportivo e o desenvolvimento sustentável e inclusivo e como este tipo de turismo pode ser um instrumento de diferenciação e mitigação da sazonalidade.

Segundo a OMT, o turismo desportivo é uma das áreas de maior crescimento no turismo, uma vez que cada vez mais turistas estão interessados em atividades desportivas durante as suas viagens, independentemente de o desporto ser a sua principal motivação de viagem, referindo, por outro lado, que os eventos desportivos podem promover o turismo desde que com o marketing adequado e as infraestruturas necessárias.

Para o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, Zurab Pololikashvili, “a retoma gradual do calendário dos grandes eventos e competições desportivas é um fator importante para a recuperação do turismo após o impacto sem precedentes da pandemia” que acrescenta que os eventos desportivos “podem desempenhar um papel decisivo no desenvolvimento turístico dos destinos”.

O congresso será um evento híbrido, que permitirá a participação presencial e virtual. Durante os dois dias, haverá diversas atividades desportivas para os participantes, apresentações académicas e visitas técnicas. Além disso, serão criados espaços de networking para maximizar as sinergias entre os participantes.

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Turismo interior mostra-se em Valladolid com participação portuguesa

O Turismo interior irá mostrar-se durante quatro dias na cidade espanhola de Valladolid.

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A 24.ª edição da INTUR, Feira Internacional de Turismo Interior, tem início no próximo dia 18 de novembro, na cidade espanhola de Valladolid, num novo formato que estabelece uma diferenciação clara entre o conteúdo para profissionais e o aspeto promocional e de divulgação destinado aos visitantes.

Assim, a “INTUR Business” reunirá todas as atividades profissionais na quinta-feira, dia 18 de novembro, e a “INTUR Travellers” abrirá portas de sexta-feira a domingo, ou seja, de 19 a 21 de novembro com propostas para o público.

A “INTUR Business” terá como elemento fundamental o mercado de contratação, que reunirá cerca de 60 operadores turísticos, agências, destinos e prestadores de serviços. Turismo cultural, gastronomia e vinho, aventura, atividades para pequenos grupos, experiências únicas, qualidade e ligadas ao território são as principais exigências dos compradores, que vêm da Alemanha, EUA, Portugal, Rússia, Holanda, Itália, Argentina, Bélgica, Coreia, entre outros.

Já a “INTUR Travellers” engloba as propostas de mais de mil destinos, empresas e grupos profissionais que irão apresentar as suas opções de viagem. Regiões autónomas, cidades, províncias, vilas, aldeias, condados, alojamento, turismo rural e empresas de serviços compõem o perfil dos expositores na Feira de Valladolid.

Portugal voltará a ter uma presença com a presença de regiões, municípios, empresas privadas, projetos transfronteiriços como o Discover Duero Douro e iniciativas conjuntas de Almeida e Ciudad Rodrigo.

De Portugal viajarão até Valladolid a Região Centro, Porto e Norte, Castelo Branco, Alto Tâmega, Vila Franca de Xira, Pinhel, Trás-os-Montes, Guarda e Loulé.

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Presidente da República encerra Congresso da AHP

Depois de confirmada a presença do ministro da Economia na abertura do 32.º Congresso da AHP, será o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a fechar o evento.

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A poucos dias do arranque da 32.ª edição do Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) no Algarve (10 a 12 de novembro), chega a confirmação de que o encerramento do evento será efetuado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A abertura dos trabalhos do Congresso contará com a intervenção do ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, bem com da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

No 1. º dia será debatida “A importância da acessibilidade aérea na recuperação do turismo em Portugal”, painel no qual participarão Christine Ourmières-Widener, CEO da TAP Portugal; Thierry Ligonnière, CEO da ANA Aeroportos; e José Lopes, diretor para Portugal da easyJet.

Ainda no 1.º dia, a parte da tarde arrancará com uma sessão plenária centrada sobre “O Financiamento das empresas hoteleiras”, existindo ainda três sessões paralelas que terão como foco o “Capital Humano”, a “Digitalização das empresas hoteleiras” e a “Sustentabilidade do negócio e responsabilidade das empresas”.

Para saber todas as novidades e consultar o programa do Congresso, visite o site do evento: https://congresso.hoteis-portugal.pt

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WTM 2021: “O mundo está a mudar e o turismo tem de estar na linha da frente”

Foram cerca de 30 os responsáveis pelo turismo de outros tantos países que deixaram, durante a conferência no WTM London 2021, a sua perspetiva sobre o que terá de ser feito em termos de sustentabilidade. E uma coisa é certa, o turismo é parte integrante nesta mudança.

Victor Jorge

“Hoje vivemos numa era em que a maior ameaça para o bem-estar do ser humano, para outras espécies e para o planeta como o conhecemos, somos nós próprios”.

A frase pertence ao ativista David Attenborough e foi desta forma que Julia Simpson, CEO do World Travel & Tourism Council, iniciou o seu discurso no “UNWTO, WTTC and WTM Ministers’ Summit 2021 – Investing in Tourism’s Sustainable Future”, onde participou a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

Julia Simpson prosseguiu ao afirmar que, “se no COP26 os líderes mundiais estão a discutir o que fazer no que diz respeito às alterações climáticas, nós, aqui, nós do turismo, temos de fazer a nossa parte”.

A responsável pelo WTTC disse mesmo que, “por vezes, é preciso uma crise como esta para os líderes acordarem e perceberem a importância deste setor [turismo e viagens]”, admitindo que “este é um caminho que não se faz sozinho. Por isso, há que caminhar em conjunto para o bem do planeta”.

Focando a importância do investimento, frisando, contudo, que “terá de ter, forçosamente, em conta as questões ambientais”, Julia Simpson destacou outros fatores a ter em conta como, por exemplo, o digital, segurança e saúde, recursos humanos qualificados, diversificação dos destinos, mobilidade, inclusão e o local”.

Já Zurab Pololikashvili, secretário-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), destacou o facto do turismo ser o terceiro setor mais importante do mundo a nível económico – a seguir ao petróleo e indústria química -, frisando que “o nosso setor tem a responsabilidade e obrigação de participar ativamente na mudança que está ou terá de acontecer em prol do ambiente e do nosso planeta”, salientando que “há dinheiro para fazer esta mudança”.

“O mundo está a mudar novamente e nós temos de estar na linha da frente”, disse o responsável pela OMT, assinalando, ainda, que “os modelos de negócio terão de abranger novas formas de gestão e olhar para os desafios e objetivos que estão a ser traçados”.

No painel que juntou cerca de três dezenas de ministros do turismo, a frase inicial pertenceu, também, a Zurab Pololikashvili ao referir que “não se trata de uma questão de fazer, mas sim de como, quando e onde fazê-lo”.

Certo é que para o secretário-geral da OMT, “não há melhor momento para investir no turismo. Quando há uma crise, surgem grande oportunidades de investimento”.

 

Por vezes, é preciso uma crise como esta para os líderes acordarem e perceberem a importância deste setor [turismo e viagens]” – Julia Simpson, CEO do WTTC

 

Ao participar neste painel, Julia Simpson – cuja carreira profissional passou pelo setor da aviação -, admitiu que “não devemos diabolizar a aviação, já que se não tivermos aviação, não teremos turismo”. Por isso, a CEO do WTTC reforçou a importância do setor da aviação, sem ignorar que “é preciso transformá-lo”. “A indústria da aviação está a investir, mas não podemos esquecer que, quando falamos em investimento na aviação, estamos a falar de investimentos enormes, brutais”.

Certo ficou, também, que “todos os países querem ter a sua companhia de aviação, não prescindem dela”, frisando que “todos os governos investem nos carros elétricos, mas não vejo nenhum governo a investir da mesma forma na aviação”, concluindo que “não estou a falar de injetar dinheiro, mas dar incentivos fiscais para quem investe”.

Da mesma opinião foi Nigel Huddleston, ministro do Desporto e Turismo do Reino Unido, admitindo que esses apoios ou incentivos fiscais são “cruciais”, salientando que os governos, neste particular, “têm uma obrigação de liderar”.

Rita Marques, por sua vez, frisou a questão da responsabilidade social, económica e ambiental que todos devem ter, deixando claro que, em Portugal”, só damos apoios a quem tem uma agenda verde”.

 

A SET portuguesa destacou, igualmente, a aposta que deverá ser feita em ter um turismo ao longo do ano e não sazonal, concluindo ainda que “o consumidor está preparado para pagar um pouco mais para ter serviços e soluções verdes”.

O debate que focou, essencialmente, as questões sustentáveis teve no ministro do Turismo italiano, Massimo Caravaglia, a afirmação, eventualmente, mais surpreendente, ao dizer que “o ‘overtourism’ vai voltar”, assinalando que “o ‘overtourism não é um problema, é uma consequência”. No entanto, afirmou, também, que o “turismo vai mudar. A atitude do turista vai fazer com que a indústria do turismo mude”.

Quando trazida para o debate a questão dos países subdesenvolvidos e das ajudas que devem ser dadas ao mesmo, o ministro britânico admitiu que “o apoio dos Estados mais ricos é essencial”, mas que não deve ser somente financeiro, mas ter, igualmente, componentes ao nível da formação, criação de parcerias, infraestruturas.

Do lado da tecnologia, David Lavorel, CEO da SITA, referiu que as questões ambientais “já existiam todas. A questão da sanitária ‘convidou-se’ para juntar-se a toda esta problemática”.

A questão dos combustíveis no setor da aviação foi trazida pelo ministro do Turismo do Bahrain ao afirmar que “este é somente um dos problemas”. Para o responsável, “tudo o que pesa num avião faz com que se gaste mais combustível” e que, por isso, há que “reduzir tudo o que possa contribuir para maiores gastos e consumos”.

Mas, também, deixou uma certeza: “se oferecermos menos ao consumidor/viajante, o mais certo é que ele mude para outra companhia aérea. Por isso, temos de encontrar um equilíbrio, realidade que não é fácil de encontrar”.

Ou seja, “o consumidor está na vanguarda na luta ambiental, mas terá de querer fazer a sua parte, terá de fazer parte da mudança. Não é querer, mas se lhe cortarmos algo, ele muda de hotel, companhia aérea ou destino”.

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WTM 2021: “Podemos reclamar alguma liderança” na sustentabilidade, afirma Rita Marques

Admitindo que as questões ligadas à sustentabilidade “já estão na nossa agenda desde há uns anos a esta parte, muito antes da pandemia”, a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, referiu que “existem sempre riscos, mas que estamos continuamente a mitigá-los”.

Victor Jorge

Foi após a conferência da Organização Mundial do Turismo (OMT), World Travel & Tourism Council (WTTC) e que juntou mais de 30 ministro do Turismo de todo o mundo que a secretária de Estado do Turismo (SET), Rita Marques, falou com o Publituris, referindo que durante o encontro tentou frisar que “Portugal, desde 2017, possui uma estratégia para a sustentabilidade muito vincada do ponto de vista social, económica e ambiental”. Por isso, salientou que todos estes temas que estão na ordem do dia no setor do turismo “já estão na nossa agenda desde há uns anos a esta parte, muito antes da pandemia”.

“Evidentemente que a pandemia traz uma nova urgência, razão pela qual lançámos o ‘Plano Turismo +Sustentabilidade’ durante a pandemia”, vincando Rita Marques que Portugal, no que toca ao compromisso da sustentabilidade nestas três dimensões – social, económica e ambiental –, “já tem uma estratégia muito bem definida, reunindo um grande consenso entre as entidades públicas e as entidades privadas”, admitindo que “há um grande trabalho de casa que já foi feito no nosso país”.

No final da “UNWTO, WTTC and WTM Ministers’ Summit 2021 – Investing in Tourism’s Sustainable Future”, Rita Marque assinalou, ainda, que Portugal tem vindo, nestes fóruns internacionais, quer na OMT quer na WTTC, “a ser reconhecido como líder no tema e temos sido, inclusivamente, convidados para, de alguma forma, partilhar o nosso conhecimento”. Por outras palavras, “Portugal tem vindo a assumir uma posição de grande destaque a nível internacional, justamente, porque tem uma estratégia muito bem montada e que foi escrita a várias mãos”. Por isso, admite que, “sim, podemos reclamar alguma liderança”.

Quanto aos desafios ou obstáculos que podem, de alguma forma, prejudicar que esta agenda seja colocada em prática, Rita Marques admite que “existem sempre riscos, mas que estamos continuamente a mitigá-los”.

A secretária de Estado do Turismo frisou que existe “uma questão financeira pelo facto de virmos de uma crise muito aguda. Esta pandemia colocou desafios muito importantes às empresas e, portanto, as empresas que não possuem tesouraria podem, de alguma forma ver prejudicados os seus investimentos e a sua perspetiva de investimentos verdes, mais sustentáveis”.

No entanto, Rita Marques enfatizou que “não há alternativa, este é o caminho, não há Planeta B”.

Por outro lado e em conclusão, referiu que “os governos têm um papel importante e uma responsabilidade acrescida, porque têm de alguma forma de ventilar apenas apoios financeiros se os respetivos projetos forem verdes e, por isso, também temos vindo a trabalhar nessa ótica”. Ou seja, “só existe financiamento, só haverá incentivos fiscais e financeiros se o investimento respeitar o ambiente e for verde”.

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