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Resorts valorizam e aumentam vendas em 30% no 1.º semestre de 2021

Resorts reforçam trajetória de valorização com expectativas positivas sobre evolução de preço e vendas.

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Com o mercado de resorts em Portugal muito exposto à procura britânica, o processo do “Brexit” fez com que os preços passassem de uma valorização de 11% para uma queda de 10%, queda essa reforçada pela chegada da pandemia, colocando novo travão nos preços, agravando a contração homóloga para 13% no 1.º semestre de 2020, indica o Índice de Preços de Resorts (SIR-Resorts), criado pela Confidencial Imobiliário em parceria com a Associação Portuguesa de Resorts (APR)e com o apoio do Turismo de Portugal.

Já na segunda metade do ano passado, o mesmo índice mostra que este mercado voltou a valorizar, registando-se uma subida homóloga de 5,3%, entretanto confirmada, também, no 1.º semestre deste ano de 2021.

No que toca a esta nova valorização, o inquérito de confiança Resort Market Survey mostra que “as expetativas combinadas quanto à evolução dos preços e das vendas atingiu neste semestre os 46 pontos percentuais (pp, calculados via saldo de respostas extremas), em forte recuperação face aos 21 pp registados no período anterior e apenas superado pelos 55 pp registados há três anos, em 2018”, refere o comunicado da APR.

Britânicos perdem expressão nas aquisições
Certo parece ser também o facto de esta valorização ter “animado os operadores ativos neste mercado, cujos níveis de confiança não só regressaram a patamares pré-Covid como estão mesmo nivelados com os momentos em que o Brexit levantou menor incerteza, diz ainda a APR.

Segundo Pedro Fontaínhas, diretor-executivo da Associação Portuguesa de Resorts, “o mercado parece ter ganho confiança e acreditar na possibilidade de valorização. O mesmo se passa quanto à evolução das vendas, cujas expectativas estão agora em níveis bastante robustos, quando há um ano imperava o sentimento de que os preços iriam descer e a confiança de que as vendas iam crescer era bastante ténue”.

Certa parece ser, igualmente, a menor expressão dos compradores oriundos do Reino Unido que, apesar de se manterem como principal fonte de procura internacional para os resorts no eixo Albufeira-Loulé, com uma quota de 44% das aquisições por estrangeiros no 1.º semestre do ano, está longe dos 56% do semestre anterior.

De acordo com o relatório da APR observou-se ainda uma diluição da quota por um maior número de nacionalidades ativas na compra deste tipo de habitação na referida localização. Assim, em vez das 9 nacionalidades do 2.º semestre de 2020, nos primeiros seis meses deste ano, esse número subiu para 11, evidenciando a entrada de compradores russos no mercado, que passaram a agregar 4% das vendas internacionais.

Por outro lado, verificou-se um maior dinamismo de mercados já presentes, como o mercado francês, que passou de uma quota de 2% para 8% das compras pelos estrangeiros, e o mercado dos Países Baixos, de 10% para 15%.

Vendas aumentam 30%
No primeiro semestre de 2021, as vendas de habitação em resort aumentaram mais de 30% face ao semestre anterior no total do mercado nacional, indica o relatório da APR, evidenciando, ainda, uma tendência que foi “transversal a todas as regiões, mas que foi especialmente sentida no eixo de Albufeira-Loulé”, mercado que agregou 45% das transações registadas no SIR-Resorts. O preço médio de venda deste tipo de habitação atingiu os 3.928€/m2, superando os 4.450€/m2 no já referido eixo Albufeira-Loulé.

João Richard Costa, diretor comercial e de marketing do Ombria Resort, no Barrocal Algarvio, admite que “os principais fatores de sucesso das vendas têm sido a nossa localização no interior do Algarve e a aposta na criação de um empreendimento cujo foco é a sustentabilidade e a proteção do meio ambiente. Talvez em parte devido à pandemia, temos constatado uma crescente procura por imóveis com grandes áreas e fácil acesso a espaços verdes ou com uma estreita ligação à natureza que os rodeia, que é o caso no Ombria Resort.”

O mesmo diz Pedro Rebelo Pinto, de West Cliffs, na Costa de Prata, que afirma notar-se “alguma pressão da procura por parte de clientes do Norte da Europa, sobretudo por produto acabado, pronto a habitar ou a desfrutar em parte do ano”.

Já Cristina Santos, da Engel & Völkers de Albufeira, diz que “o Algarve mantem uma procura positiva, embora, devido aos constrangimentos das viagens, verificou-se uma desaceleração o que contribuiu para uma estabilidade nos preços de mercado”. A responsável salienta, contudo, que devido, “ao progressivo levantamento das restrições e mantendo-se a procura pelo Algarve os preços tenderão a apresentar uma ligeira subida”.

Já na zona da Comporta, e segundo Isabel Duarte, da Herdade da Comporta – Atividades Agro Silvícolas e Turísticas, S.A., “os períodos de confinamento motivaram uma procura pelos destinos rurais e com pouca densidade populacional e de construção, onde as pessoas se sentem mais seguras e livres.

O diretor-executivo da APR reforça ainda que “a expetativa até ao final do ano é muito positiva, o que apenas confirma a qualidade da oferta e a abundância da procura neste segmento do imobiliário residencial.”

Eixo Albufeira-Loulé sustenta oferta com preços mais altos
A habitação em resort apresentou, no 1.º semestre de 2021, um valor médio de oferta de 4.442€/m2, atingindo os 8.058€/m2 na gama mais elevada do mercado. Tais valores refletem, sobretudo, o nível de preços no principal mercado de resorts, nomeadamente o eixo Albufeira-Loulé, onde se regista um valor médio de 5.266€/m2, que atinge os 9.274€/m2 na gama alta.

Em termos médios, no 1.º semestre, nesta região o valor pedido fica 30% a 60% acima da oferta registada em qualquer um dos outros três destinos de resorts delimitados no SIR-Resorts. O maior contraste (+58%) é com a região do Barlavento do Algarve. O menor diferencial é observado face à Costa Atlântica, onde os valores médios atingiram os 4.093€/m2 nos primeiros seis meses do ano.

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Lisbon Marriott Hotel promove Rita Freitas a events manager

Rita Freitas desempenha as funções de events manager do Lisbon Marriott Hotel desde 1 de Janeiro 2024, onde é responsável por uma equipa composta por sete elementos, e mostra-se entusiasmada com este novo desafio profissional.

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O Lisbon Marriott Hotel tem uma nova responsável pelos eventos, uma vez que Rita Freitas foi promovida a events manager da unidade hoteleira, informou o Lisbon Marriott Hotel, em comunicado.

Na informação divulgada, a unidade hoteleira explica que Rita Freitas “fica responsável pela área de planeamento e estratégia das conferências, palestras, feiras, eventos, convenções, casamentos e outros eventos sociais do Lisbon Marriott Hotel, em colaboração direta com a Direção de Vendas & Marketing”.

Licenciada em Comunicação Empresarial e Relações Públicas da Escola Superior Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa (1997-2001), Rita Freitas iniciou a sua carreira profissional como Senior Group Sales Executive em 2005.

Ao longo da sua carreira, Rita Freitas desempenhou funções como Group Sales Manager no Sana Malhoa Hotel (2008-2009) e Group Sales Executive no Marriott Praia d’el Rey (2009-2015), transitando para Sales Manager do mesmo hotel (2015-2017).

Em 2017, Rita Freitas mudou-se para o Lisbon Marriott Hotel, onde passou a ocupar o cargo de Senior Group Sales Executive, que desempenhou até 2021, tendo, de seguida, sido nomeada Group & Events Coordinator (2021-2023).

Rita Freitas desempenha as funções de events manager do Lisbon Marriott Hotel desde 1 de Janeiro 2024, onde é responsável por uma equipa composta por sete elementos, e mostra-se entusiasmada com este novo desafio profissional.

“Quero juntar os meus conhecimentos adquiridos em diversas áreas de hotelaria ao dinamismo e flexibilidade da minha equipa para, de forma criativa, surpreender o nosso cliente”, refere Rita Freitas, Events Manager do Lisbon Marriott Hotel.

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ALEP denuncia em Bruxelas conflitos do Mais Habitação com a legislação europeia

A Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) apresentou, recentemente, em Bruxelas, uma nova reclamação oficial contra as medidas do Programa Mais Habitação, com impacto no Alojamento Local.

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Em 2023, a associação já tinha enviado uma reclamação preliminar à Comissão Europeia, antes da entrada em vigor das medidas do Mais Habitação. Agora com a lei publicada e sentidos os primeiros impactos, a ALEP, em parceria com a European Holiday Home Association (EHHA), regressou a Bruxelas para apresentar a versão definitiva e atualizada da reclamação. O processo foi suportado por um parecer jurídico detalhado, tornado público, que evidencia as inúmeras incompatibilidades e o conflito entre as medidas do Mais Habitação no Alojamento Local (AL) e a legislação europeia.

Entre as diversas medidas do Mais Habitação para o AL que entram em conflito com a legislação comunitária, a ALEP destaca a intransmissibilidade de registos, que impede a venda de apenas 1% das quotas de uma empresa dedicada ao AL ou a transmissão do registo para o cônjuge em caso de divórcio, que não tem qualquer relação com o problema da habitação.

Além disso, também a proibição de novos registos, mesmo que em frações de serviços ou na habitação permanente do titular, uma restrição que não tem nenhum efeito prático para a habitação; a proibição cega de novos registos em todo o litoral, incluindo regiões onde a presença do AL é insignificante e cujo coeficiente de pressão urbanística apresentado pelo Governo é baixo ou próximo de zero; a limitação da validade dos registos, que afeta também os titulares que já estão a operar, deixando-os sujeitos a uma reavaliação em 2030, sem que seja dada nenhuma garantia de renovação, bem como os critérios para a mesma; e, finalmente, os tributos extraordinários (CEAL) que prejudicam fortemente certos segmentos do Alojamento Local e favorecem outras ofertas de alojamento turístico, como a hotelaria, criando assim um ambiente de concorrência desleal.

Recorde-se que, Portugal foi dos primeiros países a criar uma regulamentação nacional e municipal para o Alojamento Local, que serviu de referência na União Europeia. Para a ALEP, o Programa Mais Habitação, “ao invés de melhorar essa regulamentação já existente, trouxe medidas extremas e cegas a nível nacional, ignorando por completo o papel e o conhecimento técnico e local das Câmaras Municipais”.

Para o presidente da ALEP, Eduardo Miranda, “Portugal passou de melhor a pior exemplo a nível europeu, trocando uma legislação equilibrada e alinhada com as regras comunitárias, por uma legislação restritiva, com medidas injustificadas, cegas e desproporcionais”.

O responsável acrescenta “conforme a ALEP tem defendido e fez saber junto da Comissão Europeia, estas medidas, não trazem soluções para o problema da habitação, elas desvirtuam a concorrência e prejudicam os pequenos operadores do AL, favorecendo os grandes operadores urbanos da hotelaria, cuja oferta continua a crescer em grande ritmo”.

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Pestana abre 4.º hotel nos EUA

O maior grupo hoteleiro multinacional de origem portuguesa reforça a sua aposta nos EUA, mercado onde está presente há mais de uma década. Depois de Nova Iorque, onde conta com dois hotéis) e Miami, é a vez de Orlando (Flórida) receber mais um Pestana.

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O Pestana Hotel Group vai expandir a sua operação a mais uma cidade nos EUA. Depois de ter inaugurado, em 2013, o seu primeiro hotel em Miami, na zona de South Beach, com o Pestana Miami South Beach, um boutique hotel art déco, em 2020 foi a vez de abrir o Pestana Park Avenue, localizado no coração de Manhattan, nas proximidades do Empire State Building. No ano seguinte, em 2021, o grupo alcançou um marco significativo com a abertura do Pestana CR7 Times Square, que se tornou o hotel número 100 da cadeia hoteleira do Pestana Hotel Group.

Agora, o Pestana Orlando Suites – Lake Buena Vista, torna-se o 4.º hotel do grupo nos EUA, reforçando a presença do Pestana Hotel Group no continente americano, tornando-se na 109.ª unidade da cadeia hoteleira.

Com a aquisição desta nova unidade hoteleira em Lake Buena Vista, uma das zonas mais prestigiadas de Orlando, o Pestana Hotel Group reforça a sua presença nos EUA, aumentando para 500 o número total de quartos do grupo no mercado norte-americano.

José Roquette, Chief Development Officer (CDO) do Pestana Hotel Group destaca que “a abertura do Pestana Orlando Suites é mais um passo significativo na nossa estratégia de diversificação geográfica”.

Considerando que o mercado norte-americano “continua a ser um pilar estratégico para o Pestana Hotel Group”, José Roquette salienta que esta nova aquisição “é um reflexo vivo da nossa estratégia asset right, que se concentra em manter a propriedade dos ativos nos mercados com maior potencial reconhecido”, acrescentando ainda que “esta expansão não só reforça a presença global do Pestana Hotel Group, mas destaca o nosso crescimento contínuo e sustentado, que nos leva a estar hoje presentes em 16 países”.

O hotel Pestana Orlando Suites – Lake Buena Vista fica localizado a cerca de 15 minutos dos principais parques temáticos da Walt Disney World, da Universal Studios e do Sea World, bem como do importante Centros de Convenções de Orlando, um dos maiores dos EUA, mas também muito próximo dos melhores outlets, com inúmeras lojas e restaurantes.

O novo Pestana Orlando Suites – Lake Buena Vista oferece 127 suites com mais de 40 m2, vocacionado para viagens em família, constituindo, também, tendo em conta a sua localização privilegiada, próxima do Centro de Convenções, uma opção para viagens de negócios.

O hotel dispõe de várias comodidades incluindo restaurante, bar, jardim, piscina exterior, ginásio, business center e estacionamento.

Orlando é um dos destinos turísticos mais procurados nos EUA, depois de Nova Iorque e Las Vegas, sendo um dos destinos mais populares do mundo. Prevê-se que em 2025 possa vir a receber 100 milhões de visitantes, com a abertura do novo parque temático da Universal Studios, o “Epic Universe”, que será o maior parque da marca nos EUA. Além de ser um forte polo de turismo de lazer, Orlando destaca-se também como um dos principais destinos de congressos dos EUA.

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Quebras nos portugueses e britânicos ditam descida da ocupação no Algarve em janeiro

Em janeiro, as unidades de alojamento turístico do Algarve apresentaram uma taxa de ocupação de 34,4%, valor que ficou 1,3pp acima da registada em mês homólogo de 2019, mas 0,9pp abaixo de janeiro de 2023, de acordo com a AHETA.

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Em janeiro, as unidades de alojamento turístico do Algarve apresentaram uma taxa de ocupação de 34,4%, valor que ficou 1,3pp acima da registada em mês homólogo de 2019, mas 0,9pp abaixo de janeiro de 2023, com a AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve a sublinhar as descidas dos mercados nacional e britânico.

De acordo com os dados da AHETA, em janeiro o mercado nacional registou uma descida de 1,4pp face ao mesmo mês do ano passado, enquanto o mercado britânico caiu 0,6pp.

Em sentido contrário estiveram mercados como neerlandês, o polaco e o alemão, que, segundo a AHETA, apresentaram subidas em janeiro de 0,5pp, 0,4pp e 0,3pp, respetivamente.

Em janeiro, a estadia média nas unidades de alojamento turístico do Algarve foi de 4,4 noites, 0,2 noites acima da verificada no mês homólogo de 2023, com destaque para o mercado sueco, que apresentou as estadias mais prolongadas na região, chegando às 8,7 noites, seguido do mercado neerlandês, com uma média de 8,4 noites.

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B&B Hotels abriu mais duas unidades em Portugal

Com a abertura do B&B Hotel Olhão e do B&B Hotel Figueira da Foz, a B&B Hotels passa a contar com 14 unidades de alojamento hoteleiro em território nacional.

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A B&B Hotels abriu mais duas unidades em Portugal, o B&B Hotel Olhão e o B&B Hotel Figueira da Foz, unidades que aumentam para 14 o número de hotéis desta cadeia de hotelaria em território nacional.

Num comunicado enviado à imprensa, a B&B Hotels indica que o B&B Hotel Olhão é “o primeiro da cadeia no Algarve” e fica localizado no centro comercial Ria Shopping, enquanto o B&B Hotel Figueira da Foz fica localizado no coração da cidade.

“Ambos os hotéis oferecem aos seus hóspedes amplos quartos duplos e triplos com todo o conforto, a preços acessíveis e sem abrir mão da qualidade e do excelente serviço. Além disso, desfrutarão de um renovado e farto buffet de café da manhã, Wi-Fi gratuito de alta velocidade em todo o edifício, café e bebidas quentes grátis, estacionamento gratuito e recepção 24 horas”, refere a B&B Hotels.

Ambos os hotéis são explorados pela B&B Hotels em regime de aluguer garantido de longa duração, num modelo de negócio asset light que, segundo a cadeia de hotelaria, permite “manter fortes taxas de crescimento e projetá-las de forma sustentada no futuro imediato”.

Com a abertura das duas novas unidades, a B&B Hotels passa a contar com 14 unidades em território nacional, depois de já ter aberto hotéis nas principais cidades portuguesas, como Lisboa, Porto, Guimarães ou Braga.

A cadeia de hotelaria, que está em processo de crescimento na Península Ibérica, conta ainda com 45 hotéis em Espanha, disponibilizando mais de cinco mil quartos em Portugal e Espanha.

A cadeia de hotelaria pretende, contudo, chegar aos 200 hotéis em 2030 na Península Ibérica, contando, por isso, com 20 unidades em construção, num número que continua a aumentar a cada mês.

“Temos uma estratégia muito focada no crescimento em Espanha e Portugal. Por um lado, aquisições que nos permitem cobrir e crescer muito no curto prazo; e por outro, novos desenvolvimentos. Nesse sentido, estamos a formar novas alianças com fundos e promotores, o que nos permite crescer ao ritmo desejado com um bom pipeline e, mais importante, um pipeline garantido”, afirma Lucía Méndez-Bonito, CEO da B&B Hotels.

Recentemente, a cadeia de hotelaria deu a conhecer um acordo com o Grupo Avintia Real Estate para o desenvolvimento conjunto de 10 novos hotéis até 2025, num projeto que consolidou uma aliança que começou no final de 2021 através de contratos garantidos de longo prazo e que, juntamente com outras colaborações, compõem um primeiro gasoduto avaliado em mais de 100 milhões de euros.

Mais tarde, a B&B Hotels fez o mesmo com a Construcciones Eliseo Pla (CEP), ao chegar a um acordo para desenvolver conjuntamente três novos hotéis recém-construídos em Valência, Sevilha e Alicante para os anos de 2024 e 2025.

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Algarve é a única região que cresce na criação de empresas no arranque de 2024

No Algarve, o número de novas empresas constituídas subiu à boleia do setor do Alojamento e restauração, que registou um crescimento de 58%, com mais 25 empresas constituídas na região.

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O Algarve foi, no primeiro mês de 2024, a única região a registar um crescimento na constituição de novas empresas, com destaque para o setor da Hotelaria e Restauração, de acordo com o barómetro Informa D&B.

“A nível geográfico, apenas o Algarve regista crescimento no número de constituições, sobretudo no setor do Alojamento e restauração (+25 constituições; +58%)”, destaca a Informa D&B, no comunicado que apresenta os resultados deste estudo.

O setor do Alojamento e restauração foi, em janeiro de 2024, um dos únicos a apresentar um aumento na constituição de novas empresas, com 501 empresas constituídas em todo o país e uma subida de 0,2%, a par da Construção, que foi, contudo, o setor que mais se destacou, com uma subida de 6,1% e mais 663 empresas.

Em janeiro, o país assistiu à constituição de 4.929 empresas, o que representa uma descida de 8,3% face ao mesmo mês de 2023, que tinha sido o ano em que foram criadas mais empresas em território nacional desde que há registo.

A Informa D&B realça que janeiro é “historicamente” o mês que “concentra o maior número de constituições”, mas, este ano, ficou marcado por um “recuo”, que foi “transversal a quase todos os setores de atividade”.

“O setor dos Transportes, que registou crescimentos muito expressivos em 2022 e 2023, recuou 23% (-141 constituições), enquanto os Serviços empresariais, o setor com maior número de constituições, desce 15% (-143 constituições)”, exemplifica a consultora.

Em sentido contrário estiveram as insolvências, que aumentaram 19% em janeiro, com a Informa D&B a revelar que houve 210 novos processos de insolvência, mais 33 processos de insolvência que no mesmo mês do ano passado, “mantendo a tendência de subida que se verificou no último ano”.

“Mais de metade dos setores de atividade viram crescer as insolvências, com destaque para as Indústrias (+29 processos de insolvência; +81%), onde este aumento se deve sobretudo à Indústria Têxtil e Moda”, acrescenta a Informa D&B.

Em janeiro, houve ainda 636 empresas que encerraram atividade, com a consultora a realçar que, apesar de à data de hoje ainda existirem “publicações a ser efetuadas pelo Registo Comercial”, com os dados já disponíveis, é possível concluir que o “Retalho e Serviços empresariais são os setores que registaram o maior número de encerramentos em janeiro”.

 

 

 

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Viana do Castelo também adota taxa turística a partir de agosto

De acordo com o regulamento publicado esta terça-feira, 6 de fevereiro, em Diário da República, a taxa turística de Viana do Castelo vai custar 1,5 euros entre maio e outubro, ou seja, na época alta, e um euro durante o período de menor procura turística.

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A Câmara Municipal de Viana do Castelo vai começar a cobrar, a partir de agosto, uma taxa turística às dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico do concelho.

De acordo com o Público, que cita o regulamento publicado terça-feira, 6 de fevereiro, em Diário da República, esta taxa turística vai ter o valor de 1,5 euros durante a época alta, ou seja, entre maio e outubro, e de um euro durante os períodos de menor procura turística, concretamente de novembro a abril.

O regulamento prevê que esta taxa de dormida seja cobrada por “hóspede, com idade superior a 16 anos, e por noite, até um máximo de cinco noites seguidas por pessoa e por estadia, em qualquer tipologia de alojamento nos empreendimentos turísticos e nos estabelecimentos de alojamento local, como tal considerados nos respectivos regimes jurídicos, situados no concelho de Viana do Castelo”.

Os hóspedes convidados pela autarquia ou que se desloquem a Viana do Castelo por motivos de saúde, assim como os portadores de deficiência com incapacidade igual ou superior a 60% e outros que, por razões de conflito e deslocados dos seus países de origem, residem temporariamente em Portugal, ficam isentos do pagamento desta taxa.

O pagamento da taxa deverá ser realizado no início da estadia, “numa única prestação, mediante a obrigatoriedade de emissão de factura-recibo, em nome da pessoa, singular ou coletiva, que efetuou a reserva, com referência expressa à sua não sujeição a IVA”.

No regulamento, a autarquia de Viana do Castelo justifica a adoção desta taxa turística com “o aumento significativo do número de estabelecimentos de alojamento local”, que passou de oito unidades em 2014 para 408 unidades em 2021, e que foi acompanhado também pelo crescimento dos hóspedes e dormidas.

“As estatísticas demonstram um crescimento significativo nos últimos anos, nomeadamente, no que se refere ao número de hóspedes e dormidas que, no período de 2014 a 2019, registou um aumento de 84% e 92 %”, lê-se no documento.

A taxa turística entra em vigor 180 depois depois da publicação do seu regulamento em Diário da República, o que deverá acontecer apenas em agosto.

 

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Jorge Rebelo de Almeida foi condecorado pelo Presidente do Brasil

O fundador e presidente da Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, recebeu este sábado, 3 de fevereiro, a condecoração que o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, lhe tinha atribuído por decreto em novembro do ano passado, pela sua contribuição na aproximação de Portugal e Brasil, através da hotelaria.

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O fundador e presidente dos hotéis Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, foi condecorado pelo presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, com o grau de Comendador da Ordem de Rio Branco.

“Esta condecoração é o justo reconhecimento pelo nosso trabalho no Brasil e é para todos os que ajudaram a fazer da Vila Galé uma grande e prestigiada empresa”, sublinhou o presidente da Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, durante a cerimónia de condecoração, que decorreu sábado, 3 de fevereiro, no Vila Galé Ópera, em Lisboa.

Numa nota informativa enviada à imprensa, a Vila Galé indica que as condecorações da Ordem de Rio Branco “são as mais importantes concedidas pelo Ministério das Relações Exteriores a pessoas físicas e jurídicas, brasileiras ou estrangeiras, com destacados serviços prestados ao Brasil”.

O titulo, que tinha sido atribuído por decreto ao presidente da Vila Galé em 20 de novembro de 2023, foi agora entregue a Jorge Rebelo de Almeida pelo embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro, numa cerimónia que decorreu no hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa.

Na ocasião, Raimundo Carreiro afirmou que era com “imensa satisfação” que, em nome do Governo Brasileiro, reconhecia “a contribuição de uma importante figura empresarial portuguesa para aproximar o Brasil a Portugal”.

“Por meio do seu gesto incansável, pelo negócio hoteleiro e determinação, Jorge Rebelo de Almeida tem dado uma contribuição importante para impulsionar o turismo e a geração de emprego no Brasil”, acrescentou o diplomata.

Recorde-se que a Vila Galé está presente no Brasil desde 2001 e, atualmente, conta com dez hotéis no país, sendo já o maior grupo de resorts no Brasil, posição que vai ser reforçada nos próximos dois anos, quando o grupo conta abrir mais dois projetos, o Vila Galé Collection Sunset Cumbuco, no Ceará, e que tem abertura prevista para final de 2024, e o Vila Galé Collection Ouro Preto – Historic Family Resort hotel, Conference & Spa, em Cachoeira do Campo, Minas Gerais, cuja abertura deverá acontecer em abril de 2025.

Além destes projetos, no Brasil, a Vila Galé tem ainda em preparação projetos no centro histórico de São Luís do Maranhão, Coruripe, Inhotim (Brumadinho) e Belém do Pará.

O grupo de hotelaria português tem ainda mais 31 hotéis em Portugal e um em Cuba e, em abril deste ano, abre ainda a sua primeira unidade em Espanha, em Isla Canela, e a 32ª unidade em território nacional, que vai ficar localizada na frente de praia da Figueira da Foz.

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Pousadela Village abre novo edifício dedicado ao lazer em março

Em março, a Pousadela Village abre um novo edifício de 1000 m² dedicado ao lazer, que vai disponibilizar bar, sala de convívio, sala de jogos, parque infantil e ginásio.

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O aldeamento turístico Pousadela Village, em Vieira do Minho, vai abrir, no próximo mês de março, um novo edifício de 1000 m² dedicado ao lazer, que vai disponibilizar bar, sala de convívio, sala de jogos, parque infantil e ginásio.

A Pousadela Village explica, em comunicado, que este projeto representa um marco significativo para o aldeamento, pois “surge como uma manifestação do compromisso contínuo com a excelência e a inovação”, que André Viana, administrado do empreendimento, diz acreditar que terá “um impacto positivo no aumento das reservas e na mitigação dos efeitos da sazonalidade”.

A Pousadela Village conta ainda com novidades no Spa, que, em breve, vai passar a disponibilizar um flutuário, “onde se poderá relaxar como se estivesse dentro de uma gruta de água salgada”, indica o empreendimento.

“Este edifício representa não só um avanço arquitetónico, mas também a promessa de redefinição na experiência turística local. Vai além de ser meramente um alojamento, é um espaço que proporciona uma experiência envolvente, conforto, sofisticação e funcionalidade para os hóspedes”, acrescenta a administração da Pousadela Village, no comunicado divulgado.

Recorde-se que o grupo Pousadela Village nasceu em 2018, em Vieira do Minho, constituído por um aldeamento turístico de quatro estrelas e um alojamento local, ambos situados na serra da cabreira, com vista para a serra do Gerês.

Com um total de 20 casas de turismo rural, o empreendimento vai, brevemente, contar também com nove suítes em formato de rocha, sendo que cada casa tem uma tipologia diferente, sendo todas decoradas com temáticas singulares contando com cozinha totalmente equipada e entrada individual.

O empreendimento principal dispõe de serviços como restaurante, bar, spa & bem-estar, parque infantil,  piscina exterior infinita, piscina interior e brevemente sala de jogos, ginásio e flutuário.

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Preço médio por quarto aumentou em todas as regiões de Portugal em 2023

Os hoteleiros deram conta de aumentos no preço médio por quarto em todas as regiões de Portugal em 2023, com o preço médio nacional a situar-se nos 141 euros – um aumento de 18% face a 2023.

Carla Nunes

Os dados resultam de um estudo conduzido pelo gabinete de estudos e estatísticas da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), que inquiriu 476 estabelecimentos hoteleiros entre 2 e 21 de janeiro de 2024.

O maior aumento no preço médio por quarto verificou-se no Alentejo, que em 2023 situou este índice nos 159 euros, numa subida de 29% face a 2022. Também em Lisboa o preço médio por quarto fixou-se nos 159 euros em 2023, contudo, a subida em relação ao ano anterior foi de 4%.

Na lista de maiores subidas do preço médio segue-se a Região Autónoma dos Açores, que ao colocar este indicador a 135 euros verificou uma subida de 25% face aos valores de 2022. Destaque também para a região Norte, cujo preço médio aumentou 21% em 2023 face a 2022, para 132 euros, e para a região Centro, cujo preço médio de 100 euros significou um aumento de 20% deste indicador em relação a 2022.

Sobre o desempenho do preço médio em 2023, 50% dos inquiridos considerou que o preço médio foi “melhor” ou “muito melhor” que o de 2022.

Se por um lado, 38% dos inquiridos dos Açores apontou que o desempenho deste indicador foi “pior” que em 2022, outros 38% da mesma região são da opinião de que foi “melhor” que 2022. De apontar ainda que 45% dos inquiridos do Algarve e 43% do Alentejo consideram que o preço médio de 2023 foi “igual” a 2022.

Fonte: AHP

Quanto ao balanço de 2023 referente à taxa de ocupação, todas as regiões dão conta de subidas neste indicador, à exceção do Algarve e do Alentejo, cuja taxa foi igual à de 2022, e da Região Autónoma dos Açores, com os dados a indicarem uma descida de 5 pontos percentuais (p.p.) face aos valores de 2022.

A média nacional com base no inquérito da AHP aponta para uma taxa de ocupação de 68%, uma subida de 7 p.p., com a Região Autónoma da Madeira a marcar a maior taxa de ocupação no balanço de 2023: 81%, uma subida de 5 p.p. face a 2022.

A maior subida de taxa de ocupação verificou-se na região Centro, que com uma taxa de 58% em 2023 subiu 7 p.p. face a 2022. Segue-se a região Norte, com uma subida de 6 p.p. em relação a 2022 e uma taxa de 60% em 2023.

Fonte: AHP

Relativamente à estada média, que a nível nacional situou-se nos três dias, em 2023, apenas três regiões registaram um aumento face ao ano anterior: Foi o caso da Região Autónoma das Madeira, cuja estada média foi de sete noites em 2023 (mais seis noites que em 2022); da Região Autónoma dos Açores, com uma estada média de quatro noites em 2023 (mais três noites que em 2022); e do Norte, cuja estada média passou de duas noites, em 2022, para quatro noites em 2023.

“O Norte basicamente dobrou a estada média. É de relevo para nós esta distribuição no território, é muito mais rentável para a hotelaria assegurar os clientes e tê-los durante mais tempo, e para isso é preciso todo o turismo trabalhar em rede. Evidentemente também tem a ver com o tipo de nicho e turismo que se pratica nos destinos”, referiu Cristina Siza Vieira, vice-presidente da AHP, na apresentação aos jornalistas na manhã desta sexta-feira.

O mercado português foi o mais referido pelos hoteleiros quando questionados sobre os seus principais três mercados (apontado por 76% dos inquiridos), seguido pelo do Reino Unido (50% dos inquiridos), Estados Unidos da América (41% dos inquiridos) e Espanha (40% dos inquiridos). Por outro lado, o mercado brasileiro só foi referido por 17% dos inquiridos como um dos principais três mercados.

Já quanto aos canais de reserva, 93% dos inquiridos indicou o Booking.com como um dos seus principais três canais de reserva, seguido pelo website próprio (92% dos inquiridos) e do Expedia (61% dos inquiridos). Para trás ficaram canais como a GDS (10% dos inquiridos) e o Airbnb (2% dos inquiridos).

Perspetivas para 2024

No âmbito das perspetivas para 2024, a maioria dos inquiridos antecipam uma taxa de ocupação em 2024 que seja, pelo menos, “igual” ou “melhor” que a de 2023, com 54% dos inquiridos a indicar que este indicador será “melhor” no segundo trimestre de 2024, quando comparado com 2023.

Se os Açores, a Área Metropolitana de Lisboa e a região Norte esperam que o primeiro trimestre de 2024 seja “pior” ou “igual” a 2023, o Alentejo antecipa que em 2024 todos os trimestres serão “melhores” que os dados de 2023. A Madeira espera um 2024 semelhante ao de 2023, mas com resultados “melhores” no último trimestre face ao ano anterior.

No indicador do preço médio por quarto, a maioria dos inquiridos antecipa que este será “melhor” em 2024 do que em 2023, uma perspetiva que também se reflete na expetativa quanto às receitas para 2024.

Quanto aos principais mercados, 75% dos hoteleiros continua a colocar a expetativa em Portugal como um dos seus principais três mercados, ao qual se segue o Reino Unido (referido por 48% dos inquiridos), Estados Unidos da América (42%) e Espanha (41%).

Na lista dos desafios e constrangimentos para 2024, 78% dos inquiridos coloca a instabilidade geopolítica como uma das principais preocupações, seguida pelo aumento das taxas de juro (59% dos inquiridos).

A redução do número de voos é outra das preocupações dos hoteleiros (40% dos inquiridos), sendo referido como um dos principais problemas por 90% dos hoteleiros inquiridos da Região Autónoma dos Açores, 73% da Região Autónoma da Madeira e 58% do Algarve.

O inquérito levado a cabo pela AHP foi realizado entre 2 e 21 de janeiro de 2024 junto de 476 empreendimentos turísticos associados da associação, sendo que da amostra 42% dos estabelecimentos estão localizados na região de Lisboa, 14% no Algarve, 13% no Norte, 12% no Centro, 11% na Madeira, 6% no Alentejo e 3% nos Açores.

Sobre o autorCarla Nunes

Carla Nunes

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