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Resorts valorizam e aumentam vendas em 30% no 1.º semestre de 2021

Resorts reforçam trajetória de valorização com expectativas positivas sobre evolução de preço e vendas.

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Resorts reforçam trajetória de valorização com expectativas positivas sobre evolução de preço e vendas.

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Com o mercado de resorts em Portugal muito exposto à procura britânica, o processo do “Brexit” fez com que os preços passassem de uma valorização de 11% para uma queda de 10%, queda essa reforçada pela chegada da pandemia, colocando novo travão nos preços, agravando a contração homóloga para 13% no 1.º semestre de 2020, indica o Índice de Preços de Resorts (SIR-Resorts), criado pela Confidencial Imobiliário em parceria com a Associação Portuguesa de Resorts (APR)e com o apoio do Turismo de Portugal.

Já na segunda metade do ano passado, o mesmo índice mostra que este mercado voltou a valorizar, registando-se uma subida homóloga de 5,3%, entretanto confirmada, também, no 1.º semestre deste ano de 2021.

No que toca a esta nova valorização, o inquérito de confiança Resort Market Survey mostra que “as expetativas combinadas quanto à evolução dos preços e das vendas atingiu neste semestre os 46 pontos percentuais (pp, calculados via saldo de respostas extremas), em forte recuperação face aos 21 pp registados no período anterior e apenas superado pelos 55 pp registados há três anos, em 2018”, refere o comunicado da APR.

Britânicos perdem expressão nas aquisições
Certo parece ser também o facto de esta valorização ter “animado os operadores ativos neste mercado, cujos níveis de confiança não só regressaram a patamares pré-Covid como estão mesmo nivelados com os momentos em que o Brexit levantou menor incerteza, diz ainda a APR.

Segundo Pedro Fontaínhas, diretor-executivo da Associação Portuguesa de Resorts, “o mercado parece ter ganho confiança e acreditar na possibilidade de valorização. O mesmo se passa quanto à evolução das vendas, cujas expectativas estão agora em níveis bastante robustos, quando há um ano imperava o sentimento de que os preços iriam descer e a confiança de que as vendas iam crescer era bastante ténue”.

Certa parece ser, igualmente, a menor expressão dos compradores oriundos do Reino Unido que, apesar de se manterem como principal fonte de procura internacional para os resorts no eixo Albufeira-Loulé, com uma quota de 44% das aquisições por estrangeiros no 1.º semestre do ano, está longe dos 56% do semestre anterior.

De acordo com o relatório da APR observou-se ainda uma diluição da quota por um maior número de nacionalidades ativas na compra deste tipo de habitação na referida localização. Assim, em vez das 9 nacionalidades do 2.º semestre de 2020, nos primeiros seis meses deste ano, esse número subiu para 11, evidenciando a entrada de compradores russos no mercado, que passaram a agregar 4% das vendas internacionais.

Por outro lado, verificou-se um maior dinamismo de mercados já presentes, como o mercado francês, que passou de uma quota de 2% para 8% das compras pelos estrangeiros, e o mercado dos Países Baixos, de 10% para 15%.

Vendas aumentam 30%
No primeiro semestre de 2021, as vendas de habitação em resort aumentaram mais de 30% face ao semestre anterior no total do mercado nacional, indica o relatório da APR, evidenciando, ainda, uma tendência que foi “transversal a todas as regiões, mas que foi especialmente sentida no eixo de Albufeira-Loulé”, mercado que agregou 45% das transações registadas no SIR-Resorts. O preço médio de venda deste tipo de habitação atingiu os 3.928€/m2, superando os 4.450€/m2 no já referido eixo Albufeira-Loulé.

João Richard Costa, diretor comercial e de marketing do Ombria Resort, no Barrocal Algarvio, admite que “os principais fatores de sucesso das vendas têm sido a nossa localização no interior do Algarve e a aposta na criação de um empreendimento cujo foco é a sustentabilidade e a proteção do meio ambiente. Talvez em parte devido à pandemia, temos constatado uma crescente procura por imóveis com grandes áreas e fácil acesso a espaços verdes ou com uma estreita ligação à natureza que os rodeia, que é o caso no Ombria Resort.”

O mesmo diz Pedro Rebelo Pinto, de West Cliffs, na Costa de Prata, que afirma notar-se “alguma pressão da procura por parte de clientes do Norte da Europa, sobretudo por produto acabado, pronto a habitar ou a desfrutar em parte do ano”.

Já Cristina Santos, da Engel & Völkers de Albufeira, diz que “o Algarve mantem uma procura positiva, embora, devido aos constrangimentos das viagens, verificou-se uma desaceleração o que contribuiu para uma estabilidade nos preços de mercado”. A responsável salienta, contudo, que devido, “ao progressivo levantamento das restrições e mantendo-se a procura pelo Algarve os preços tenderão a apresentar uma ligeira subida”.

Já na zona da Comporta, e segundo Isabel Duarte, da Herdade da Comporta – Atividades Agro Silvícolas e Turísticas, S.A., “os períodos de confinamento motivaram uma procura pelos destinos rurais e com pouca densidade populacional e de construção, onde as pessoas se sentem mais seguras e livres.

O diretor-executivo da APR reforça ainda que “a expetativa até ao final do ano é muito positiva, o que apenas confirma a qualidade da oferta e a abundância da procura neste segmento do imobiliário residencial.”

Eixo Albufeira-Loulé sustenta oferta com preços mais altos
A habitação em resort apresentou, no 1.º semestre de 2021, um valor médio de oferta de 4.442€/m2, atingindo os 8.058€/m2 na gama mais elevada do mercado. Tais valores refletem, sobretudo, o nível de preços no principal mercado de resorts, nomeadamente o eixo Albufeira-Loulé, onde se regista um valor médio de 5.266€/m2, que atinge os 9.274€/m2 na gama alta.

Em termos médios, no 1.º semestre, nesta região o valor pedido fica 30% a 60% acima da oferta registada em qualquer um dos outros três destinos de resorts delimitados no SIR-Resorts. O maior contraste (+58%) é com a região do Barlavento do Algarve. O menor diferencial é observado face à Costa Atlântica, onde os valores médios atingiram os 4.093€/m2 nos primeiros seis meses do ano.

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INE: Proveitos no alojamento turístico crescem 17% em junho face a 2019

Em junho, os proveitos totais no setor do alojamento turísticos aumentaram 157,0% para 545,4 milhões de euros, e os de aposento atingiram 416,4 milhões de euros, saldando-se num crescimento de 165,4%. Comparando com mesmo mês de 2019, estes indicadores registaram subidas de 17,0% e 17,4%, respetivamente.

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Segundo dados mais completos da atividade turística divulgados esta terça-feira pelo INE, o rendimento médio por quarto disponível (RevPar) situou-se- em 70,6 euros em junho e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 111,8 euros. Em relação a junho de 2019, o RevPAR aumentou 13,6% e o ADR cresceu 14,6%.

Quando analisados os proveitos acumulados no primeiro semestre de 2022, verificam-se crescimentos de 308,1% no total e 311,8% nos relativos a aposento, já valores superiores (+4,8% e +5,8% respetivamente), face a igual período de 2019.

Em relação apenas a este trimestre, os proveitos totais aumentaram 261,3% (+14,9%) quando comparado com o segundo trimestre de 2019, portanto, período pré-pandemia, e os relativos a aposento aumentaram 270,0% (+15,2% face ao mesmo período de 2019).

O INE revela que o Algarve concentrou 31,5% dos proveitos totais e 30,8% dos relativos a aposento em junho, seguindo-se a região de Lisboa (29,7% e 31,2%, respetivamente) e o Norte (14,7% e 14,9%, pela mesma ordem).

Por outro lado, no primeiro semestre, a evolução dos proveitos foi positiva nos três segmentos de alojamento (hotelaria, alojamento local e turismo no espaço rural).

Comparando com o mesmo período de 2019, os proveitos totais na hotelaria aumentaram 3,3% e os de aposento cresceram 4,5% (pesos de 87,6% e 85,9% no total do alojamento turístico, pela mesma ordem). Nos estabelecimentos de alojamento local (quotas de 8,6% e 10,3%), registaram-se subidas de 3,9% e 4,5%, e no turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 3,8% em ambos) os aumentos atingiram 62,4% e 56,2%, respetivamente.

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Torel Avantgarde é o hotel com melhor vista em Portugal

O Torel Avantgarde, cinco estelas no Porto, foi considerado como o “Hotel com a Melhor Vista” em Portugal nos Haute Grandeur Global Awards.

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O Torel Avantgarde, unidade de cinco estrelas no Porto, foi considerado como o “Hotel com a Melhor Vista” em Portugal nos Haute Grandeur Global Awards, uma prestigiada iniciativa global que distingue a excelência em hotéis, villas, resorts, retiros, spas e restaurantes em todo o mundo.

“O prémio é considerado um marco no setor hoteleiro”, considera a Torel Boutiques, coleção de hotéis que, além do Torel Avantgarde, inclui mais três unidades hoteleiras, concretamente o Torel Palace Lisbon, o Torel 1884 – Suites & Apartments e o Torel Palace Porto.

Já Ingrid Koeck, partner e porta-voz da coleção Torel Boutiques, considera que este prémio vem comprovar o compromisso da cadeia com a excelência e funciona como “uma grande motivação para toda a equipa da unidade hoteleira.

“É muito importante para nós, um boutique hotel de luxo independente, poder fazer parte do grupo dos melhores hotéis do mundo”, acrescenta a responsável, que lembra que, no Torel Avantgarde, todos os quartos são dedicados a um artista avant-gard e celebram o melhor do design nacional.

O Torel Avantgarde é um city resort cinco estrelas, que oferece vistas deslumbrantes sobre a cidade do Porto e sobre o rio Douro, e conta com 60 quartos e suites, piscinas, Spa, além da Maisonette, um espaço exclusivo com privada e jacuzzi, que é dedicado ao realizador cinematográfico Alfred Hitchcock.

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AHRESP apresenta nove propostas para inverter crise dos recursos humanos

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) defende que as empresas devem “empreender estratégias criativas para atrair e reter profissionais, que devem ir além da retribuição”.

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A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) apresentou um conjunto de nove propostas para “ajudar a resolver o problema crónico da falta de profissionais para os setores da restauração, similares e do alojamento turístico”.

Num comunicado enviado à imprensa, a associação considera que é “urgente a adoção de medidas que atenuem o impacto da diminuição do poder de compra dos portugueses” e defende que, se “a agilização dos vistos para os imigrantes oriundos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa é de saudar”, o Governo e os operadores não podem deixar de tomar outras medidas.

Nesse sentido, a associação defende que as empresas devem “empreender estratégias criativas para atrair e reter profissionais, que devem ir além da retribuição e que podem passar por sistemas de avaliação, práticas de reconhecimento, garantias de progressão na carreira e a uma melhor conciliação entre vida profissional e vida familiar”.

Para a associação, fundamental é também que o valor da retribuição tenha “sempre em consideração os ganhos de produtividade, fruto do desempenho individual do trabalhador, mas também do desempenho coletivo ao nível de toda a estrutura empregadora”, assim como a “criação de um ambiente mais favorável ao funcionamento das empresas, nomeadamente por via da redução de encargos fiscais, em particular aqueles diretamente relacionados com o trabalho”.

Paralelamente, é também necessário que exista uma “melhor e mais adequada gestão da organização do tempo de trabalho”, fator que, segundo a AHRESP, “gera maior produtividade, o que aumenta a disponibilidade financeira para que as empresas possam proporcionar melhores condições de trabalho”.

A associação defende ainda a promoção de “iniciativas e mecanismos ao nível da dignificação e da valorização das profissões, para o que pode contribuir uma redenominação das categorias profissionais e uma adequação dos seus conteúdos funcionais, por forma a adequá-los à realidade atual e às exigências das nossas atividades” e considera que é “urgente uma aposta séria e estruturada na qualificação dos trabalhadores do turismo, promovendo-se um sistema de ensino dual, complementando a aprendizagem com a experiência prática”.

O desenvolvimento e implementação de um “programa de formação de início de carreira”, de curta duração, para as categorias profissionais mais carentes de mão-de-obra qualificada, assim como o encarar a imigração como parte da solução, são também soluções que podem ajudar a resolver o problema dos recursos humanos.

Tudo isto deve, no entanto, ser acompanhado da elaboração de um ‘Livro Verde do Mercado do Trabalho HORECA’ que, de forma clara e precisa, permita “identificar as atuais carências do mercado, quer em termos de quantidade de recursos humanos, quer em termos da sua qualificação”, uma vez que, defende a associação, “só desta forma é possível preparar as melhores e mais adequadas soluções”.

“Apesar da atividade turística estar com desempenhos positivos neste verão, o final da época alta vai trazer fortes desafios. Com a maioria das empresas ainda em recuperação dos impactos de dois anos de pandemia, o contexto inflacionista e a subida das taxas de juro irão provocar uma perda acrescida do poder de compra das famílias. Este é um fator de extrema relevância para a atividade nos diversos setores representados na AHRESP”, considera a associação, na informação divulgada esta sexta-feira, 12 de agosto.

A AHRESP apela ainda ao Governo para que as medidas de apoio sejam lançadas já no próximo mês, de forma a que seja possível responder “às adversidades que se anteveem” para o setor da hotelaria e restauração.

“As empresas do alojamento turístico e da restauração e similares não podem ficar esquecidas e devem ser contempladas nas medidas que venham a ser disponibilizadas”, conclui a associação.

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Créditos: IP Património

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Estação de comboios de Viana do Castelo vai ser transformada em hotel mas mantém serviços

Fonte da IP adiantou à Lusa que “o projeto propõe a criação de 41 quartos no edifício de passageiros e de 15 quartos no antigo armazém de materiais, resultando num total de 56 quartos com capacidade total de 112 utentes”.

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O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo disse esta terça-feira, 9 de agosto, que a estação de comboios da cidade, construída no século XIX, vai ser transformada em hotel por um investidor local e que o projeto está em fase de licenciamento, de acordo com informação adiantada pela agência Lusa.

Em declarações aos jornalistas, no final da reunião camarária de terça-feira, durante a qual foi questionado sobre o projeto, pela bancada do PSD e da CDU, Luís Nobre adiantou que “a Infraestruturas de Portugal (IP), proprietária do imóvel, entendeu dar uso a um espaço que está devoluto há mais de uma década”.

O autarca socialista garantiu que as funções e serviços atualmente a funcionar na estação de caminhos-de-ferro “não vão desaparecer, mas serão transferidos para outro local”.

“A bilheteira, o bar e outros serviços, vão manter-se. Não podia ser de outra forma. Ninguém ia fazer um investimento de 90 milhões de euros na modernização da Linha do Minho para depois prejudicar esse investimento”, sustentou.

Segundo Luís Nobre, o empresário, que já tem uma unidade hoteleira na cidade, “propôs à IP a refuncionalização do edifício em unidade hoteleira, tendo concretizado essa intenção, sendo que, “posteriormente, o município foi informado do projeto”.

“O município concorda. Faz sentido refuncionalizar aquele imóvel histórico, desde que se garanta e, foi dada essa segurança, que as atuais funções da estação não são prejudicadas. No fundo, trata-se de uma valorização de um edifício que passará a ter uma função dinamizadora, não só da atividade hoteleira, mas também das sinergias que vai criar e na revitalização de toda a envolvente”, especificou.

Contrato de subconcessão da IP celebrado com a Turilima

A agência Lusa contactou a IP relativamente ao contrato de cedência do imóvel e das características do investimento em causa, sendo que esta sublinhou que “o serviço de transporte ferroviário não vai sofrer alterações e a área destinada aos passageiros vai ser beneficiada”.

“Os serviços ferroviários serão mantidos, embora relocalizados em diversas zonas do piso 0 do edifício de passageiros e antigas instalações sanitárias, nomeadamente as bilheteiras e salas de apoio, a sala de estar e sala de refeições para o pessoal da CP, a sala de telecomunicações, a sala de comando, a sala do inspetor e, o espaço para a vigilância humana”, especificou a fonte da IP.

A mesma fonte adiantou que a IP “celebrou um contrato de subconcessão com a Turilima – Empreendimentos Turísticos do Vale do Lima SA, que prevê a construção de um hotel ocupando parcialmente três edifícios da estação de Viana do Castelo”.

“O projeto propõe a criação de 41 quartos no edifício de passageiros e de 15 quartos no antigo armazém de materiais, resultando num total de 56 quartos com capacidade total de 112 utentes”.

A Lusa tentou, sem sucesso, falar com a administração da Turilima, a empresa que detém os hotéis Axis de Viana do Castelo, de Ofir, em Esposende, no distrito de Braga, entre outros empreendimentos.

Antigo edifício dos CTT na mira para unidades de habitação

Após a reunião camarária, o autarca adiantou que “o município tem estado a acompanhar o processo de licenciamento [da estação de comboios de Viana do Castelo], juntamente com a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN)”.

“O projeto inicial está a ser alterado porque inicialmente previa algumas alterações ao nível da cobertura. A DRCN e a Câmara entenderam que não podiam ser efetuadas. O objetivo é manter a fachada e as características históricas do imóvel”, referiu.

Luís Nobre adiantou que “as unidades hoteleiras criadas em contexto histórico são temáticas e apelam à memória, às experiências da cidade onde se instalam”.

“Neste caso há um elemento muito forte que é toda a mística da atividade ferroviária no concelho e, naquele local em concreto, que se vai perpetuar”.

Questionado sobre o montante do investimento, Luís Nobre disse desconhecer o mesmo, adiantando apenas que a nova unidade hoteleira “terá sempre que ter mais de 40 quartos, caso contrário não será sustentável”.

“A cidade precisa daquele espaço revitalizado, com dinâmicas que atraiam novos visitantes”, frisou.

O autarca adiantou existir uma “manifestação de interesse de um empresário de Viana do Castelo para a aquisição do edifício dos CTT, na principal avenida da cidade.

O investidor, que já contribuiu em regeneração urbana na mesma avenida, pretende transformar o imóvel dos CTT para unidades de habitação.

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Modern luxury hotel reception counter desk with bell

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Trabalhadores da hotelaria algarvia protestam contra “baixos salários e péssimas condições”

Ação de protesto, que é promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve, decorre esta quinta-feira, 11 de agosto, na Marina de Vilamoura .

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O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve vai promover, esta quinta-feira, 11 de agosto, uma “ação de denúncia pública e de protesto” contra os “baixos salários pagos no setor e péssimas condições” oferecidas aos trabalhadores.

De acordo com um comunicado do sindicato, esta ação vai servir também para denunciar as condições que esperam “os trabalhadores imigrantes” que estão a ser recrutados noutros países, nomeadamente Brasil, Cabo Verde, Marrocos, Índia, Bangladesh, entre outros.

No comunicado divulgado, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve diz que, “ao contrário do que afirmam os patrões, a maioria dos salários pagos no sector ronda o Salário Mínimo Nacional”, enquanto as condições oferecidas são “bastante penosas e os horários longos e desregulados não permitem a conciliação da atividade profissional com a vida pessoal e familiar”.

“A falta de respeito, a pressão, a perseguição, a ameaça, a chantagem, a tortura psicológica, são uma constante nos locais de trabalho e fazem-se sentir cada vez mais, devido ao clima de impunidade de que goza o patronato em geral”, denuncia o sindicato.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve diz ainda que, ao longo dos anos, foram “apresentadas propostas às associações patronais, nomeadamente à AHETA e à AIHSA, com tabelas salariais que respondem às necessidades dos trabalhadores” e com propostas que “pretendem melhorar os direitos e as condições de trabalho”, mas que têm sido sucessivamente recusadas.

“A recusa dos patrões em garantir essas condições fundamentais para atrair e fixar os trabalhadores mantém-se, ao mesmo tempo que insultam os trabalhadores acusando-os de serem uns malandros, por um lado, e por outro lado, fazem todo o tipo de pressões para que os trabalhadores efetivos se despeçam ou aceitem acordos ilegais para saírem por extinção do posto de trabalho”, lê-se na informação divulgada.

O sindicato considera, no entanto, que “é possível romper com atual estratégia do patronato do sector do Turismo para aumentar a exploração e os lucros”, motivo pelo qual apela aos “trabalhadores do sector para se sindicalizarem, para darem mais força à luta e às reivindicações por uma vida digna, para garantir um futuro melhor às atuais e futuras gerações de trabalhadores”.

Além da ação de protesto, o sindicato vai também promover uma conferência de imprensa, a decorrer igualmente esta quinta-feira, 11 de agosto, pelas 19h00.

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Ruben Vieira é o novo diretor do Regency Salgados Hotel & SPA

Ruben Vieira ocupa o cargo de diretor do Regency Salgados Hotel & SPA desde o início de agosto e, desde então, tem-se dedicado ao acompanhamento das equipas e planeamento operacional do hotel.

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O Regency Salgados Hotel & SPA, em Albufeira, Algarve, tem, desde o início de agosto, um novo diretor, cargo que passou a ser desempenhado por Ruben Vieira, que conta já com experiência em unidades de quatro e cinco estrelas.

“O novo diretor do hotel Regency Salgados, conta com experiência em unidades de quatro e cinco estrelas, com passagens pelos grupos Vila Galé e NAU Hotels & Resorts. Juntou-se à nossa equipa no início deste mês, para olhar a fundo pela operação do Hotel e serviços prestados, com foco na aproximação e conquista do nosso cliente”, avança o Regency Salgados Hotel & SPA, numa nota enviada à imprensa.

No novo cargo, Ruben Vieira tem-se dedicado ao acompanhamento das equipas e planeamento operacional, uma vez que, acrescenta a unidade hoteleira,  “a preocupação pela boa liderança e motivação das equipas, são um cuidado constante que se reflete na satisfação das equipas”.

“O “alvo” é a otimização da operação, envolvendo todas as equipas, com um único objetivo em mente, a satisfação dos nossos hóspedes”, refere ainda a informação divulgada.

Recorde-se que o Regency Salgados Hotel & SPA é uma unidade de quatro estrelas, localizada nos Salgados, na zona de Albufeira e junto à linha de praia, que conta com 88 quartos, além de restaurante, bar e bar exterior junto à piscina.

 

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Mercure Benidorm
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Mercure Benidorm é a nova aposta da Accor em Espanha

Este é o 11.º hotel da marca Mercure em Espanha e o 19.º na Península Ibérica.

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A marca Mercure, do grupo Accor, inaugurou o Mercure Benidorm, tornando-se assim a primeira marca hoteleira internacional a marcar presença na localidade espanhola da Costa Branca.

Inspirado pela atmosfera mediterrânica, o Mercure Benidorm é o novo flagship da marca em Espanha, localizado a 400 metros da praia de Poniente. A unidade conta com 186 quartos “de design minimalista, espaçosos e luminosos”, como indicado em comunicado, sendo que o cliente pode escolher entre as tipologias Standard, Privilege, Deluxe e Suites.

Além de disponibilizar salas de reuniões e eventos, o hotel conta com um jardim com piscina aquecida, camas de rede balinesas, uma horta biológica, ginásio e um serviço de massagens.

Seguindo a mesma linha das restantes unidades da marca Mercure, que convidam os hóspedes a conhecer as “Local Discoveries”, o Mercure Benidorm pretende levar os clientes numa viagem pelo Mediterrâneo.

Para isso, o hotel apostou no artista Jorge Parra, cujo “traço nas paredes e os vasos na decoração, dão vida ao projeto e evocam as artes, a cultura, a tradição e o clima da costa mediterrânica”.

À decoração junta-se a proposta gastronómica do restaurante Malaspina, com uma cozinha de base mediterrânica onde se aposta na “utilização de alimentos frescos, caseiros e orgânicos”, em colaboração com fornecedores locais.

Aqui, os produtos de Benidorm são combinados com “sabores característicos de outras geografias mediterrânicas”, resultando em pratos como camarões com especiarias de Istambul, peixe fresco e pratos locais de arroz e paellas”. O restaurante disponibiliza ainda um catering completo, que inclui grelhados, cocktails criativos, bar cru e comida saudável em múltiplos espaços.

“Queremos ser embaixadores de uma Benidorm alternativa. O hotel e a sua equipa ajudam os clientes a descobrir o lado mais desconhecido da cidade, afastando-se do turismo de massas e do imaginário que a reduz a um destino de sol e praia. Benidorm oferece uma multiplicidade de propostas para os amantes do turismo gastronómico, cultural e de natureza, tanto aqui como nos arredores e no resto da província de Alicante”, afirma Patricia Uceda, Midscale Brands Marketing Manager da Accor em Portugal e Espanha.

O Mercure Benidorm é o 11.º hotel da marca Mercure em Espanha e o 19.º na Península Ibérica.

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Antiga garagem Joalpi em Guimarães vai dar lugar a hotel Meliá

As obras para a nova unidade de quatro estrelas deverão começar em 2023, prevendo-se que estejam concluídas em 2024.

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As antigas instalações da garagem Joalpi, em Guimarães, vão ser transformadas num hotel de quatro estrelas do Grupo Meliá Hotéis. Desta forma, a zona do Parque das Hortas passará a contar com uma “construção moderna”, tal como avançado em notícia pelo Guimarães Digital.

A nova unidade de quatro estrelas terá 129 quartos e o projeto de arquitetura ficará a cargo do Pitágoras Group. As obras de construção deverão começar em 2023, estimando-se que fiquem concluídas até ao final de 2024.

O negócio foi levado a cabo pelo empresário vimarense Vítor Abreu, proprietário da Endutex – e, por conseguinte, das instalações da antiga garagem – que chegou a acordo com o grupo hoteleiro.

Além do espaço da Joalpi, a nova unidade vai abranger um edifício adjacente à propriedade, adquirido recentemente para o efeito.

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Preços hoteleiros nos principais destinos europeus estão abaixo de 2019

Mesmo tendo em conta a inflação, os preços das unidades hoteleiras ainda são mais baixos que os de 2019. A conclusão é da empresa de dados turísticos Mabrian.

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Os preços das unidades hoteleiras deste ano são mais baixos que os verificados em 2019 na maioria dos destinos turísticos europeus, mesmo tendo em conta a inflação.

A conclusão é da empresa de dados turísticos Mabrian, que analisou os preços hoteleiros dos principais destinos europeus em agosto e comparou-os com as taxas de inflação locais. Os dados de 2022 foram depois confrontados com os de 2019.

Em comunicado de imprensa, a Mabrian afirma que um dos principais dados do estudo conclui que, apesar de os preços dos hotéis terem verificado subidas em 2022, e mesmo tendo em conta a inflação, estes continuam a ser mais baixos que os registados em 2019 nos principais destinos turísticos europeus.

Mabrian

A recente subida de preços nos hotéis de três e quatro estrelas em Espanha, Portugal, França e no Reino Unido, bem como nos hotéis de quatro e cinco estrelas em Itália, estão abaixo dos níveis de inflação, “o que demonstra uma descida no preço real dos hotéis”.

Tanto em Itália como no Reino Unido, o aumento de preços mais significativo é verificado na categoria dos hotéis de três estrelas, enquanto na Grécia, França, Espanha e Alemanha a tendência de aumento mais evidente ocorre nas unidades de cinco estrelas.

Em Itália, os hotéis de três, quatro e cinco estrelas aumentaram os preços numa percentagem de 27%, 7% e 4%, respetivamente, numa taxa de inflação de 9.12%.

No Reino Unido, os hotéis de três estrelas aumentaram os preços numa percentagem de 7%, enquanto os hotéis de quatro e cinco estrelas desceram os preços quando comparados com os de 2019, numa percentagem de 1% e 12%, respetivamente. A taxa de inflação é de 11,57%.

Comparados com os valores de 2019, os preços dos hotéis de três, quatro e cinco estrelas em França este ano aumentaram numa percentagem de 2%, 5% e 20%, respetivamente, com uma inflação de 7.83%.

Por fim, em Espanha, é detetado uma subida semelhante à de França, com o preço dos hotéis de três estrelas a aumentar 4% em relação a 2019, os de quatro estrelas a 6% e os de cinco estrelas a 13%, com a inflação a registar 13,55%.

Hotéis de cinco estrelas na Grécia marcam exceção à regra

No caso da Grécia, o cenário é diferente, visto que a subida de preços é muito mais significativa – neste caso, a subida de preço nos hotéis de cinco estrelas regista uma percentagem de até 134% quando comparada com 2019, enquanto a taxa de inflação é de 6.87%.

A empresa de dados turísticos associa o aumento de preços nesta tipologia de hotéis às aberturas recentes de unidades de luxo neste destino, que levaram ao aumento do preço médio de estadia no país. Apesar da tendência, os hotéis gregos de três e quatro estrelas mantiveram o aumento de preços numa percentagem de 31% e 82%, respetivamente, quando comparado com 2019.

Na Alemanha, a empresa verificou uma percentagem de aumento de preços diferente consoante as categorias dos hotéis: 12% no caso dos hotéis de três estrelas; 18% nos hotéis de quatro estrelas e 25% nos hotéis cinco estrelas. A inflação marca os 10,55%.

“Através desta análise podemos verificar que a comparação de preços entre anos pode ser ilusória no atual contexto de instabilidade. Na Europa não estamos habituados a lidar com estas taxas de inflação. Neste momento, é importante que a indústria do turismo se foque em métricas de lucro como o RevPar e GrossPar, em detrimento do preço e ocupação. A taxa média diária (ADR) é altamente comprometida pela evolução da inflação e outros fatores macroeconómicos, como as taxas de câmbio”, declara Carlos Cendra, diretor de marketing e vendas na Mabrian em comunicado.

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“Be Our Guest”
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Hospitalidade em ambientes complexos teve destaque na terceira sessão “Be Our Guest”

A terceira sessão de conversas da ADHP “Be Our Guest” contou com a presença de Nuno Neves, General Manager do InterContinental Luanda.

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A terceira edição das conversas “Be Our Guest”, organizadas pela ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, decorreu a 25 de julho com a presença de Nuno Neves, General Manager do InterContinental Luanda.

Em debate estiveram as questões relacionadas com a hospitalidade em ambientes complexos, numa sessão em que o profissional partilhou a experiência na direção de uma unidade do Grupo IHG na capital angolana.

Para Nuno Neves, a capacidade de adaptação à mentalidade e à cultura local é parte fundamental no processo de transição entre mercados e no desafio de manter funcional a operação hoteleira num ambiente complexo, exigindo “força mental” e “espírito de missão”.

Além dos fatores pessoais, como a distância do país de origem e da família, o General Manager do InterContinental Luanda destacou desafios práticos que se colocam em mercados caracterizados por ambientes de trabalho complexos, como problemas no abastecimento de água e eletricidade. Para lidar com estas questões, o profissional sublinhou a importância de cultivar nos profissionais da hotelaria a tenacidade, confiança e paciência, mas também uma capacidade de resposta e planeamento para os momentos de adversidade.

“Para tudo o que uma pessoa faz em prol do hotel ou em decisões importantes, [deve haver] um plano A, B e C. [Devemos] estar sempre dispostos para que nada seja uma surpresa”, considerou o profissional.

Nuno Neves deu também destaque ao papel central da formação no funcionamento de uma unidade hoteleira em contextos adversos, designadamente através da repetição de processos. A existência de mentalidades “abertas”, bem como o facto de os profissionais não se prenderem a “hábitos antigos”, foram algumas características apontadas pelo General Manager como comuns nestes mercados, referindo que os gestores hoteleiros podem tirar proveito destas para incutir conhecimentos formativos.

Para Raúl Ribeiro Ferreira, responsável pela moderação da sessão, o trabalho dos profissionais da hotelaria em contextos de maior adversidade carece de valorização em mercados como o europeu.

“Infelizmente, o trabalho feito nestes países não é muito valorizado quando se chega à Europa, injustamente por isso: porque mais do que a parte técnica, são precisos todos esses componentes que foram abordados e que fazem com que não seja apenas necessário saber servir, saber fazer os rácios, conquistar clientes. É preciso, depois, saber coisas tão simples como isso: como é que se tem água, como é que se tem eletricidade”, referiu o vice-presidente da ADHP.

Quando questionado sobre as diferenças entre os três mercados em que já trabalhou, o General Manager do InterContinental Luanda realçou a importância de “ter ‘jogo de cintura’ entre a religião e os hábitos” no mercado do Médio Oriente e lamentou que na Europa exista uma “cultura de cost control, cost cutting, cost effectiveness” e uma “gestão diária de recursos online para o hotel sobreviver” que retiram ao gestor hoteleiro o “contacto com o cliente”.

Já no mercado africano, o profissional considera existir uma elevada versatilidade na operação, o que permite que o contacto com o cliente seja frequente, e um sentimento de contribuição para a profissionalização e o estabelecimento de novos padrões na hotelaria da região.

Sobre o panorama da hotelaria em Angola, Nuno Neves destacou a existência de uma nova geração de jovens angolanos que estão a entrar no setor e a ser formados em unidades como o InterContinental Luanda, além de cidadãos de dupla nacionalidade que se formaram e estagiaram em Portugal e estão a regressar ao país com o objetivo de trabalhar ou abrir negócios próprios.

A iniciativa “Be Our Guest” promove conversas informais com diretores de hotéis de referência sobre as suas experiências profissionais, a hotelaria e o setor do turismo. As conversas decorrem sempre nas últimas segundas-feiras de cada mês, às 19h. A iniciativa “Be Our Guest” será interrompida durante o mês de agosto, retomando a 26 de setembro, na última segunda-feira desse mês.

A gravação da terceira sessão das conversas “Be Our Guest” encontra-se disponível no canal de YouTube da ADHP.

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