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“Aumento de infeções não está relacionado com turismo”, garante ministro do turismo grego

A Grécia “não tem problemas com a abertura das suas fronteiras” que teve lugar no mês de maio.

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“Aumento de infeções não está relacionado com turismo”, garante ministro do turismo grego

A Grécia “não tem problemas com a abertura das suas fronteiras” que teve lugar no mês de maio.

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“O aumento de infecções não está relacionado com o turismo”, defendeu esta semana o ministro do Turismo grego, Haris Theoharis.

A Grécia registou 3.109 novos casos de COVID-19 na terça-feira, um nível verificado pela última vez no início de abril, elevando o número total de infecções desde que o primeiro caso foi detectado em fevereiro do ano passado para 444.783. As mortes relacionadas com COVID-19 atingiram 12.806.

Contudo,  “a abertura do turismo foi feita com muito cuidado, nos primeiros 10 dias de julho apenas 74 das 105.609 amostras recolhidas nos pontos de entrada do país foram positivas, apenas 0,07%”, disse Haris Theoharis em uma conferência de hoteleiros gregos.

Segundo noticia a Reuters, o responsável realçou que a Grécia “não tem problemas com a abertura das suas fronteiras” e que “o aumento das infecções não está relacionado com o turismo”.

Na Grécia, o turismo representa um quinto da sua economia, tendo por isso dado início à sua temporada em maio, esperando que a receita atingisse cerca de metade do recorde de 2019, quando mais de 30 milhões de pessoas visitaram o país.

Cerca de 41% dos gregos estão totalmente vacinados até agora e os turistas precisam comprovar que foram vacinados ou apresentar teste PCR negativo para entrar no país. No que refere  aos restaurantes, bares e cafés, os clientes precisam de comprovar que foram já vacinados contra a COVID-19, de forma a controlar a propagação do vírus que foi intensificada com a variante Delta. “Não podemos permitir que negacionistas da ciência levem o nosso país em aventuras”, disse Theoharis, referindo-se às pessoas que ainda se recusam a ser vacinadas.

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“Portugal poderá funcionar como ligação importante não só para os portugueses, mas também para outros mercados europeus”

De visita a Portugal, Tasneem Motara, Membro do Conselho Executivo para o Desenvolvimento Económico de Gauteng (África do Sul) e responsável pelo setor do turismo, admitiu querer que o número de portugueses a visitar o país regresse ao período pré-pandémico. Para tal, a oferta de experiências várias é um dos pontos que destaca, embora reconheça que uma ligação direta feita pela TAP seria uma mais-valia.

Victor Jorge

Em 2019, foram 30.000 os portugueses que viajaram até à África do Sul, números que desceu nos anos da pandemia, registando-se já uma recuperação. A razão que leva os portugueses a viajar até à África do Sul são as pessoas. Contudo, Tasneem Motara reconhece que o país tem muito mais para oferecer, reconhecendo, contudo, que uma ligação aérea – com a TAP – acrescentaria mais turistas portugueses a visitar a África do Sul e sul-africanos a visitarem Portugal.

O interesse e importância da África do Sul é, de resto, confirmada pelo facto das comemorações Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas serem iniciadas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, entre 4 e 8 de junho, para depois “viajarem” até Peso da Régua.

Como se comportou o turismo na África do Sul em 2022?
O ano de 2022 foi marcado pela recuperação. A COVID-19, naturalmente, tive um impacto forte no turismo do país, já que antes da pandemia tínhamos cerca de 10 milhões de visitantes, número que baixou para 5,7 milhões durante a pandemia. Atualmente, penso que conseguimos estabilizar o número acima dos seis milhões, mas a nossa intenção e objetivo é chegar, rápida e novamente, aos 10 milhões de turistas.

E o que irão fazer para atingir, novamente, esses 10 milhões?
Duas coisas. Primeiro, estamos com as baterias apontadas à organização de grandes eventos e mostrar a capacidade da África do Sul para a organização e realização dos mesmos. Por isso, a aposta está, claramente, virada para o MICE. Estamos, também, a olhar para os grandes eventos desportivos e estamos a trabalhar em duas iniciativas que, tendo sucesso, conseguiremos dar a volta nos próximos dois anos.

Nestes últimos tempos temo-nos dedicado a organizar eventos internacionais mais pequenos, de forma a ressuscitar a indústria, mas iremos apostar forte e agressivamente no MICE.

Quando diz eventos internacionais, são eventos globais ou africanos?
Globais, essa é a estratégia âncora. Para tal, apostamos num marketing agressivo e mostrar a nossa oferta local disponível.

Não nos podemos, contudo, esquecer que, tal como a maioria das economias, também a África do Sul foi impactada pela pandemia e, por isso, a capacidade dos consumidores gastarem foi restringida. Daí estarmos a promover a oferta local junto dos sul-africanos e dizer que, se não tiverem possibilidade de viajar no próximo ano ou dois, existe uma economia local para explorar e enriquecer.

O mercado português faz parte de um crescente centro de turismo europeu que impulsionou o crescimento de mais de 16% nas chegadas à África do Sul até o final de 2022

À (re)descoberta de um país
Em Portugal, durante a pandemia, muitos portugueses (re)descobriram o seu país. Isso também aconteceu na África do Sul?
Sim, o que a COVID fez foi dar uma maior perceção às pessoas do que o país, efetivamente, oferece, as possibilidades que têm em interagir com pessoas, natureza e experiências. E como diz, foi possível verificar que muitos descobriram ou redescobriram o seu próprio país.

Isto também ajudou, em muito, as Pequenas e Médias Empresas (PME) e a economia local. Fez com que as pessoas procurassem novas experiências e, fundamentalmente, experiências com sentido. É uma tendência, mas é uma boa tendência.

E essa procura é só nacional ou também continental?
Na verdade, a grande maioria dos 10 milhões de visitantes que tínhamos eram continentais. Conseguimos atrair muitos turistas durante o nosso verão que coincide com o inverno na Europa.

Os nossos principais mercados continuam a ser África, Europa, Américas, Australásia e Médio Oriente. Especificamente para os mercados europeus, registamos um aumento de mais de 16% no final de 2022, com destaque para o Reino Unido, Alemanha, França, Bélgica, entre outros.

É por isso que estamos em Portugal para, em primeiro lugar, registar a importância deste mercado e, em segundo lugar, incentivar os portugueses a visitar mais o nosso país e região, aumentar a estadia e, enquanto desfrutam da nossa hospitalidade, explorar as muitas oportunidades de investimento e de negócios, tornando a visita numa experiência “bleisure”.

É através das viagens de negócio que pretendem impulsionar o turismo na África do Sul?
Sim, mas não só. Notamos, de facto, que as pessoas nos visitam por motivos de negócio. Por isso, convidamos as pessoas a ficar mais um ou dois dias para conhecer as experiências sul-africanas.

O que registamos, também, é que as pessoas regressam e regressam com as famílias, já que a experiência foi agradável.

Também notamos que, com a pandemia, os investidores estão a olhar para novos mercados para fazer negócio, já que a pandemia forçou muita gente a reorientar os seus próprios negócios.

Sei que os portugueses adoram comida, apreciam vinhos. Por isso, oferecer uma boa experiência gastronómica é vital. Ligar essa experiência gastronómica à natureza, a cenários que só na África do Sul é possível ter, é importante

Criar, portanto, novas oportunidades?
Claro. E sendo a África do Sul um país em desenvolvimento, um dos BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – existem sempre novas oportunidades. Estamos sempre à procura de novas soluções para diversas crises e desafios. Temos uma grande população jovem e desempregada. Temos grandes oportunidades em diversas áreas como a agro-indústria, energia e, claro, turismo.

Por isso, dizemos, venham descobrir novas oportunidades de negócio e, depois, regressem e tragam as vossas famílias para viver experiências memoráveis e autênticas, interagir com os locais, com a natureza, com a cultura.

Mas durante a pandemia, quais foram os mercados com melhor performance?
Diria que continua a ser o africano, seguido do asiático e do europeu. Países como Portugal, Grécia, Bélgica e Itália possuem uma forte comunidade de expatriados. Lá está, é mais uma oportunidade a explorar.

O mercado português faz parte de um crescente centro de turismo europeu que impulsionou o crescimento de mais de 16% nas chegadas à África do Sul até o final de 2022. Gauteng tem uma forte comunidade portuguesa, facilitando o segmento de viagens para amigos e familiares. Este também é um incentivo para aqueles que desejam estabelecer os seus negócios e investimentos na África do Sul.

Nos últimos cinco anos, vimos um aumento nas viagens outbound da África do Sul para Portugal e destinos adjacentes, especificamente para turismo musical e atividades de intercâmbio cultural. Os nossos artistas de renome mundial estão constantemente nestes mercados, partilhando um pouco do excecionalismo sul-africano e do lifestyle de Gauteng.

Queremos fortalecer esses laços e garantir que milhões de grupos da geração Z e famílias possam visitar a África do Sul e Gauteng regularmente e interagir com o local original dessas ofertas musicais e culturais globais.

Os portugueses “africanos”
A África do Sul também beneficia do facto de existirem muitos portugueses em Angola e Moçambique. Qual a importância dessas comunidades para o turismo na África do Sul?
A África do Sul como líder de um grande bloco regional acredita no crescimento e desenvolvimento das economias regionais como forma de fortalecer a recuperação e integração económica continental.

Essas comunidades e países têm sido fundamentais no apoio e na luta contra o Apartheid e o domínio colonial. Lutámos lado a lado para conquistar a nossa independência e agora estamos juntos novamente na luta económica.

O turismo é aproximar pessoas e culturas. É sobre experiências partilhadas, momentos memoráveis e ligações e estes atributos têm sido uma constante nas nossas relações com as comunidades e povos de Moçambique e Angola.

Estas são as pessoas e os mercados que sustentam as nossas ofertas de compras, sempre presentes nos nossos eventos desportivos e musicais ao mesmo tempo que são um esteio para quem visita amigos e familiares.

Os dados mais recentes apontam para a existência de 150.000 portugueses a viver na África do Sul e na região da África Austral, de facto, existe uma das maiores comunidades de portugueses. Por isso, olhamos para estes dados com muita atenção, já que poderá representar um forte aliado na nossa estratégia.

Temos oferecido incentivos a outras companhias aéreas que também podemos apresentar à TAP. Mas o negócio terá de fazer sentido para ambos os lados

Mas a vossa intenção é levar os portugueses que moram nesses países à África do Sul ou os portugueses que moram em Portugal?
Ambos. Estamos a estudar o que, de facto, podemos oferecer, especialmente, à companhia aérea nacional, TAP. Temos reuniões marcadas que são sessões de follow-up e ver o que faz sentido para o negócio da TAP. Temos oferecido incentivos a outras companhias aéreas que também podemos apresentar à TAP. Mas o negócio terá de fazer sentido para ambos os lados. O que dizemos é, venham, testem a força da rota e do destino, analisem o comportamento da operação durante um ou dois anos com um voo direto. Portugal poderá funcionar como uma ligação importante não só para os portugueses, mas também para outros mercados europeus.

Mas a intenção é só levar portugueses a visitar a África do Sul ou também sul-africanos a visitar Portugal?
Claro que ambos. Portugal está a registar uma forte recuperação do turismo. Atualmente, e não está na época alta, Portugal está em alta. Por isso, nem quero imaginar na época alta. Mas na época baixa, a África do Sul é um destino com uma oferta muito vasta e rica a ser considerada pelos portugueses.

Se tivesse de apontar três fatores fundamentais para atrair turistas portugueses à África do Sul, quais seriam?
A África do Sul é um destino com uma boa relação custo-benefício que oferece diversos produtos e experiências de lazer e turismo de negócios à medida para diversos segmentos de mercado. Os turistas de hoje já não procuram o turismo tradicional. Já não procuram somente animais, montanhas, praia ou paisagens. Procuram momentos autênticos e memoráveis, procuram viagens com significado e propósito, esperam transformar a sua perspectiva por meio de experiências que mudam a vida.

Além disso, conectar e reconectar culturas e celebrar o triunfo da raça humana sobre adversidades e pandemias é o que todos nós precisamos fazer e a África do Sul está preparada para receber e oferecer esta jornada imersiva.

Denotam, portanto, novas tendências em quem vos visita?
Sim, claramente. Existe um muito maior interesse pela natureza, por experiências mais autênticas. Uma ligação maior com as comunidades locais que enrique quem nos visita.

Visitar somente as grandes cidades da África do Sul não é muito diferente de visitar as grandes capitais europeias como Paris, Londres ou Lisboa.

Não há experiência como ver as estrelas na natureza sul-africana ou dormir na selva. Isso é, na verdade, uma experiência única. Queremos afastar os turistas das grandes cidades e direcioná-los para outros locais, locais mais autênticos, onde poderão ter contacto com as comunidades locais, provar a gastronomia tradicional, viver a cultura, a história. E há muita coisa a acontecer nesses locais mais pequenos, distantes e diferentes.

A aposta está, claramente, virada para o MICE

Uma estratégia experiencial
Relativamente a Gauteng, a Entidade de Turismo tem um mandato duplo: posicionar Gauteng como um destino global através do marketing e promoção, bem como um destino competitivo, de valor, além de desenvolver produtos que respondem às exigências turísticas. Especificamente, o que Gauteng tem para oferecer? Quais são os principais atributos para atrair turistas?
A ‘Golden City Region’ de Gauteng é o principal centro industrial, empresarial, comercial e de entretenimento da África do Sul e de África, dotada de infraestrutura de classe mundial, turismo e ofertas de hospitalidade bem ancoradas na sua maior riqueza, os 15 milhões de residentes da província.

De safaris, a compras requintadas e de luxo, passeios em minas de diamantes, passeios inspirados na herança de Nelson Mandela, a um encontro com a sua ancestralidade humana e com o nosso Património Mundial, Gauteng continua a ser uma janela para as ofertas de turismo na África do Sul.

Mas Gauteng é um ponto turístico atraente per si ou representa mais um destino de stop-over?
Gauteng representa mais de 40% das chegadas internacionais na África do Sul e um dos três principais destinos de turismo doméstico. A qualidade de vida é excecional, património de classe mundial, condições climáticas excecionais, ofertas de valor para o turismo, com atrações, desportos e circuito de entretenimento internacionalmente aclamados que a tornam um destino preferido para visitantes internacionais e regionais.

Ao longo dos anos, vimos um forte aumento nos números de permanência na província, variando de nove a 12 dias no final de 2020. Os turistas prolongam a sua estadia em Gauteng porque podem associar a natureza autêntica do destino, à ampla variedade de ofertas turísticas, pois a região da cidade representa um caldeirão de culturas e nacionalidades em África.

Temos fortes comunidades chinesas, portuguesas, italianas, indianas, etíopes, a viver lado a lado, formando uma base sólida de mais de 15 milhões de residentes na província. Tudo isso torna-nos um destino atraente.

Quanto representa o setor do turismo de Gauteng em termos de PIB?
O turismo contribui com pouco mais de 4,8% em termos do PIB de Gauteng. O setor representa mais de 280.000 empregos diretos na província, com muitos outros empregos nos subsetores da cadeia de valor. Em termos de contribuição do turismo para a economia nacional, o setor é responsável por pouco menos de 4% do PIB total. Esta contribuição é superior à dos setores da agricultura e da construção, daí a centralidade da economia no Plano de Reconstrução e Recuperação do país.

E como é que o Turismo de Gauteng se alinha com a agenda do turismo nacional?
A agenda do turismo na África do Sul é guiada pela Estratégia Nacional do Setor de Turismo (National Tourism Sector Strategy – NTSS) com objetivos específicos de criar crescimento sustentável do PIB, criação sustentável de empregos, crescimento económico inclusivo e transformador, esforços para aumentar os gastos com chegadas (volume) de turismo, duração das estadias, dispersão geográfica, contenção da sazonalidade e promoção da transformação.

Esta agenda está interligada com a visão “Growing Gauteng Together” (GGT2030) e, especificamente, para Gauteng, a integração dos municípios como foco de recuperação económica e principais beneficiários do crescimento da economia.

Gauteng serve como principal ponto de entrada internacional para o país, abriga a segunda maior capital diplomática do mundo, a maior bolsa de valores de África, o aeroporto mais movimentado e a sede do governo nacional. Com sua enorme contribuição de 33% para o PIB do país, Gauteng é parte central no plano nacional de crescimento do turismo.

E no que difere esta nova estratégia da anterior?
A ‘Gauteng Tourism’ faz parte do plano de recuperação do turismo sul-africano, com o objetivo de garantir 30 milhões de chegadas ao país até 2030, conforme indicado pelo Presidente.

Da parte da província de Gauteng, o plano passa pela recuperação económica, criar empregos sustentáveis, pela reindustrialização e estar em pé de igualdade com a procura da economia partilhada.

Por isso, comunicar é fundamental. Compreender que uma abordagem única não funciona. Queremos que as pessoas entrem em África através da África do Sul e que permaneçam no nosso país. Por isso, desenvolvemos pacotes com outras províncias, de forma a que possam experienciar um dia na Cidade do Cabo, visitem e provem os nossos vinhos, que percebam que, num raio de 45 minutos de carro, podem, de facto, ter experiências enriquecedoras.

E existe capacidade hoteleira para tal?
Ainda possuímos muita oferta tradicional e, de facto, é algo em que o governo está a trabalhar para criar mais alternativas. Mas também é essa oferta tradicional que cria as experiências mais autênticas.

Daí darmos apoio a essa oferta tradicional para se promover, vender diversos pacotes, dar incentivos.

Como disse, uma abordagem única não funciona, temos de perceber o que é que um turista britânico, alemão, norte-americano, português procura quando nos quer visitar e tentar dar uma resposta apropriada. E queremos que essa resposta seja dada de forma que, quem nos visita, regresse.

E no caso português, por onde poderá passar essa oferta?
Sei que os portugueses adoram comida, apreciam vinhos. Por isso, oferecer uma boa experiência gastronómica é vital. Ligar essa experiência gastronómica à natureza, a cenários que só na África do Sul é possível ter, é importante.

Além disso, os portugueses gostam de se relacionar com os locais, conhecer a história, a cultura. Aliar tudo isto é o nosso desafio.

E quantos portugueses querem que visitem a África do Sul por ano?
O nosso objetivo é regressar aos 30.000 por ano de antes da pandemia. Naturalmente, que a isso acrescentamos os portugueses que vivem e trabalham em países como Angola e Moçambique e que, por razões familiares ou de negócio, viajam até à África do Sul.

 

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Portugal no radar para expansão do grupo espanhol Ilunion

Portugal parece estar no radar do grupo hoteleiro espanhol Ilunion, segundo avança a imprensa espanhola, dando conta da intenção da cadeia querer avançar com a estratégia de internacionalização.

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De acordo com a imprensa espanhola, a cadeira lunion Hotels está a considerar expandir o negócio além fronteiras, aparecendo Portugal como um dos destinos melhor colocados para receber as primeiras unidades fora de Espanha.

Depois de abrir unidades nas Canárias e deter, atualmente, 30 hotéis em 14 destinos do território espanhol, “a divisão de hospitalidade do grupo Social ONCE coloca a mira no estrangeiro”, diz a imprensa do país vizinho.

O elEconomista.es diz mesmo que o diretor-geral do grupo Social ONCE e CEO da Ilunion, Alejandro Oñoro, o portfólio de hotéis irá “seguramente” aumentar e Portugal é um dos principais destinos para a estreia internacional do grupo. “Estamos a procurar locais”, avançando Oñoro que “gostamos muito das zonas de Lisboa e Porto. Se conseguirmos, será a primeira vez que damos o salto para fora de Espanha”, frisando ainda que “estamos procurar oportunidades para poder dar esse salto”.

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Turismo a caminho da recuperação total a nível internacional avançam dados da OMT

O turismo internacional está a caminho de retornar para níveis pré-pandémicos, com a Organização Mundial do Turismo a indicar que o número de pessoas a viajar duplicou durante o primeiro trimestre de 2023 face ao mesmo período de 2022.

Victor Jorge

O segundo Barómetro Mundial de Turismo da Organização Mundial do Turismo (OMT) divulgado este ano mostra que a rápida recuperação do setor continuou em 2023.

No geral, as chegadas internacionais atingiram 80% dos níveis pré-pandémicos no primeiro trimestre de 2023. Estima-se que 235 milhões de turistas viajaram internacionalmente nos primeiros três meses, mais do dobro do mesmo período de 2022.

Os dados revistos relativamente ao ano de 2022 mostram que mais de 960 milhões de turistas viajaram internacionalmente no ano passado, o que significa que dois terços (66%) dos números pré-pandêmicos foram recuperados.

Por região, o Médio Oriente teve o desempenho mais forte, sendo a única região que superou as chegadas de 2019 (+15%) e a primeira a recuperar os números pré-pandémicos num trimestre completo.

A Europa, por sua vez, atingiu 90% dos níveis pré-pandémicos, impulsionada pela forte procura intrarregional.

Já África atingiu 88% e as Américas cerca de 85% dos níveis de 2019.

Por fim, a Ásia e o Pacífico aceleraram a recuperação com 54% dos níveis pré-pandémicos, mas essa tendência ascendente deve acelerar agora que a maioria dos destinos, principalmente a China, foi reaberta.

Os dados da OMT também analisam a recuperação por sub-região e por destino. Assim, o o sul da Europa mediterrânica e o Norte da África também recuperaram os níveis pré-pandêmicos no primeiro trimestre de 2023, enquanto a Europa Ocidental, a Europa do Norte, a América Central e as Caraíbas chegaram perto desses níveis.

Para o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, “o início do ano mostrou novamente a capacidade única do turismo em recuperar. Em muitos lugares, estamos próximos ou mesmo acima dos níveis de chegadas pré-pandemia. Contudo, temos de nos manter em alerta devido às mudanças no que toca à insegurança geopolítica, escassez de pessoal e o impacto potencial da crise do custo de vida no turismo, e devemos garantir que o retorno do turismo cumpra as responsabilidades como uma solução para a emergência climática e como um impulsionador do desenvolvimento inclusivo”.

De acordo com a OMT, as receitas do turismo internacional voltaram a atingir a marca de um bilião de dólares, em 2022, (mais de 905 biliões de euros), correspondendo a um crescimento de 50% em termos reais em relação a 2021, impulsionadas pela importante recuperação nas viagens internacionais.

Os gastos dos visitantes internacionais, por sua vez, atingiram 64% dos níveis pré-pandemia (-36% em relação a 2019, medidos em termos reais).

Por regiões, a Europa teve os melhores resultados em 2022, com quase 550 mil milhões de dólares em receitas de turismo (520 mil milhões de euros), ou 87% dos níveis pré-pandêmicos. África recuperou 75% das suas receitas pré-pandêmicas, o Médio Oriente 70% e as Américas 68%. Devido ao encerramento prolongado das fronteiras, os destinos asiáticos ganharam cerca de 28%.

Analisando os dados, os resultados do primeiro trimestre de 2023 estão alinhados com os cenários prospectivos da OMT para o ano que projetam que as chegadas internacionais recuperem de 80% a 95% dos níveis pré-pandêmicos.

O painel de especialistas da OMT expressou confiança numa forte temporada alta (maio-agosto) no hemisfério Norte, refletida no último Índice de Confiança da OMT, que indica que o desempenho do período está a caminho de ser ainda melhor do que 2022.

No entanto, a recuperação do turismo também enfrenta alguns desafios. Segundo o mesmo painel da OMT, a conjuntura económica continua a ser o principal fator a pesar na recuperação efetiva do turismo internacional em 2023, com a inflação elevada e o aumento do preço do petróleo a traduzirem-se em custos de transporte e alojamento mais elevados.

Como resultado, espera-se que os turistas procurem cada vez mais uma boa relação custo-benefício e viajem para mais perto de casa. A incerteza derivada da agressão russa contra a Ucrânia e outras tensões geopolíticas crescentes também continuam a representar riscos negativos.

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Minor International prepara-se para adquirir 100% do NH Hotel Group

Segundo avança a imprensa internacional, a Minor Internacional irá comprar os restantes 6% no grupo espanhol NH Hotel Group.

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A Minor International estará a posicionar-se, segundo a imprensa internacional, para completar a compra total do NH Hotel Group, adquirindo os restantes 6% que lhe falta para ficar com a totalidade do grupo espanhol.

O grupo tailandês, que em Portugal detém, entre outras marcas, os Tivoli, já detém 94% das ações da NH, preparando agora uma oferta de 4,5 euros – mais 24% do valor atual – para a compra dos restantes 6%, proposta essa que deverá ser entregue nos próximos 30 dias.

A Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV) – o equivalente à CMVM portuguesa – suspendeu a cotação em bolsa do NH Hotel Group antes deste anúncio, “aguardando que informação relevante fosse difundida”.

Desde que a Minor adquiriu a maioria da NH, em 2018, através de uma OPA que avaliou o grupo em 2.500 milhões de euros, o valor das ações do grupo espanhol não foi além dos 1.300 milhões.

A imprensa espanhola refere que a intenção deste anúncio de compra de ações com um prémio de 24% sobre o preço atual visa incentivar os demais acionistas a alienar os eus títulos. Contudo, o comunicado do grupo tailandês não especifica se a estratégia consiste em simplesmente aumentar a participação na NH ou lançar definitivamente uma OPA.

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Projetos hoteleiros em desenvolvimento na região do Golfo igualam 40% dos quartos atualmente disponíveis

A região do GCC, de que fazem parte o Bahrain, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita Emirados Árabes Unidos (EAU), possui atualmente um total de 170.000 quartos em construção. Isto perfaz cerca de 40% do atual número de quartos existentes na região.

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De acordo com o mais recente relatório da STR, realizado para o Arabian Travel Market (ATM), relativamente aos projetos hoteleiros em construção, o pipeline de desenvolvimento de hotéis na região do Golfo (Gulf Cooperation Council, sigla GCC em inglês) corresponde a 40% da atual oferta de quartos, enquanto a nível global esse valor ronda os 11%.

A região do GCC, de que fazem parte o Bahrain, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita Emirados Árabes Unidos (EAU), possui atualmente um total de 170.000 quartos em construção, liderando a Arábia Saudita este ranking com mais de 39.000 quartos, seguida dos EAU com mais de 32.000.

Danielle Curtis, Exhibition Director do Arabian Travel Market, refere que “entre a EXPO 2020, o Campeonato do Mundo de Futebol no Qatar, e o plano ambicioso da Arábia Saudita – Vision2030 -, o plano de desenvolvimento dsetor da hospitalidade da região do Golfo mantém-se robusto em contraste com a realidade global que está a quebra, devido às previsões de crescimento económico reduzido”.

“Embora o crescimento do setor da hospitalidade destaque a crescente popularidade da região no cenário global, também é indicativo da estratégia do governo regional de diversificar o crescimento do PIB dos hidrocarbonetos para o turismo, o que ajudará a impulsionar ainda mais a procura nos próximos anos”, salienta ainda Curtis.

O relatório da STR estima em 135.600 os quartos existentes na Arábia Saudita, com o pipeline ativo a ascender a 82.639 quartos, projetando-se, assim, um inventário de quartos para 2030 a rondar os 218 mil quartos. Também nos EAU, os atuais números indicam mais de 202 mil quartos, com um pipeline de perto de 49.000 quartos em construção, fazendo com que se chegue a 2030 com quase 251 mil quartos.

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AMR Collection abre Secrets Tulum Resort & Beach Club em junho de 2023

Será em junho de 2023 que a AMR Collection inaugurará o Secrets Tulum Resort & Beach Club.

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Será dentro do luxuoso complexo Aldea Zama, em Tulum (México), que a AMR Collection inaugurará, em 30 de junho de 2023, o Secrets Tulum Resort & Beach Club – anteriormente anunciado como Breathless Tulum Resort & Spa -, numa fusão entre um desenho elegante com elementos eco-chic e temáticos desenhado pelo arquitecto Michael Edmonds.

O novo Secrets Tulum Resort & Beach Club oferecerá uma experiência “Unlimited-Luxury”, dentro de um estilo cenote, contando, segundo a empresa refere em comunicado, “com comunidades de primeiro nível”.

Com 301 suites “Preferred Club”, a maioria delas junto à piscina de estilo cenote, os edifícios do Secrets Tulum Resort & Beach Club foram desenhados de forma circular rodeados de vegetação da selva local onde todos os quartos do primeiro piso contam com piscina circundadas por vegetação.

O Secrets Tulum Resort & Beach Club disponibiliza cinco opções gastronómicas, um café, três bares, atividades culinárias e aulas de cozinha gourmet, um lounge no rooftop com bar que dá acesso á piscina.

Este novo projeto da AMR Collection possui diversas piscinas do estilo cenote no coração de cada edifício, algumas delas ligadas pelo rio artificial do resort, bem como um clube de praia privado, áreas dedicadas à meditação e yoga em todo o resort, um Secrets Spa by Pevonia, além de 1.400 metros quadrados de espaço para reuniões e eventos.

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China terá mais 3.693 hotéis em 2024

As ultimas previsões para o mercado hoteleiro chinês indicam a construção de mais de 3.693 unidades até 2024, correspondendo a mais de 700 mil quartos. Até ao final do primeiro semestre de 2022 já foram inaugurados 149 novos projetos, prevendo-se que até ao final do ano se some mais 597 novos hotéis.

Victor Jorge

De acordo com um recente relatório da Lodging Econometrics (LE), o atual pipeline de construção de hotéis na China, referente ao final do segundo trimestre de 2022, totaliza 3.693 projetos, a que correspondem 701.974 quartos. Este número é, no entanto, mais baixo que os projetos previstos no final do primeiro trimestre, altura em que os dados avançavam com 3.711 projetos, correspondendo a 704.101 quartos, embora os atuais números indiquem uma evolução de 7% nos projetos face a igual período de 2021 e uma subida de 6% no número de quartos, comparando os dois períodos em análise.

Atualmente encontram-se em construção 2.581 projetos, a que correspondem 470.021 quartos, significando um incremento de 7% face ao mesmo período de 2022, existindo 510 projetos, ou 97.607 quartos, cujas obras de construção terão início nos próximos 12 meses, com mais 602 projetos/134.346 quartos em fase embrionária de arranque, correspondendo a subidas de 21% e 13%, respetivamente, quando comparado com igual período de 2021.

Segundo a LE, estes números podem ser atribuídos ao “recorde de projetos de nível alto e médio em construção”, bem como a novos projetos de construção que voltam a funcionar depois de terem estado parados em 2020 e 2021 devido à pandemia do COVID-19. Certo é que, “apesar da incerteza económica e de um mercado imobiliário instável, a construção de hotéis na maioria das grandes cidades foi retomada e deve continuar até o final do ano e em 2023”, avança a LE.

Chengdu, capital da província de Sichuan, no sudoeste da China, é quem lidera a construção de hotéis, com 141 projetos/28.573 quartos, seguindo-se Xangai, na costa central da China e maior cidade do país, com 128 projetos/25.200 quartos. Seguem-se Guangzhou com 115 projetos/25.420 quartos e Hangzhou com 101 projetos/21.175 quartos.

No que toca aos grupos hoteleiros com maior número de hotéis em construção, no final do 2.º trimestre de 2022, encontram-se o Hilton (685 projetos/125.252 quartos), seguido do InterContinental Hotels Group (IHG) com 443 projetos/91.494 quartos, Marriott International com 385 projetos/102.832 quartos, Accor com 203 projetos/37.478 quartos, e JinJiang Holdings com 190 projetos/19.077quartos. De resto, estes cinco grupos hoteleiros são responsáveis por 52% do pipeline de construção de hotéis em terras chinesas.

De referir que, no primeiro semestre de 2022, a China registou a abertura de 149 novos hotéis, correspondendo a 24.382 quartos, prevendo-se que, até final do ano, sejam inaugurados mais 597 novos hotéis, o que significa mais 85.627 quartos.

Caso todas estas novas aberturas aconteçam até final de 2022, o país registará o maior número de aberturas de hotéis e quartos, desde 2014.

Já para os anos seguintes, as previsões da LE apontam para 822 novos hotéis, em 2023, com 130.529 quartos, para no ano 2024 abrirem mais 748 hotéis, com um total de 138.058 quartos.

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Setor do turismo chinês criará mais de 30 milhões de empregos na próxima década

A próxima década será de crescimento para o setor do turismo e viagens na China, antevê o WTTC. Se em termos laborais as previsões apontam para a criação de mais de 30 milhões empregos até 2032, a contribuição do setor para o PIB do país deverá atingir os 13,7%.

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Os dados retirados do Economic Impact Report (EIR) do World Travel & Tourism Council (WTTC) sobre o setor do turismo chinês revelam que o país deverá criar mais de 30 milhões de empregos na próxima década, correspondendo a um quarto de todos os novos empregos gerados no país.

As previsões do WTTC antecipam que o setor deverá atingir mais de 107 milhões de colaboradores até 2032.

Mas não será somente o emprego no turismo a registar crescimentos. Os dados do WTTC antecipam, igualmente, uma evolução do PIB do setor do turismo e viagens a uma média de 9,7% nos próximos 10 anos, mais do dobro dos 4,4% de crescimento previsto para a economia global chinesa, tornando a China um dos países com maior crescimento no mundo.

Esta previsão faz com que as previsões indiquem um crescimento para o setor, podendo atingir valores superiores a 25,2 biliões de yuans (cerca de 3,7 biliões de euros), correspondendo a 13,7% do total da economia chinesa em 2032.

Além disso, os dados antecipam, também que a contribuição do setor do turismo e viagens para a economia global da China possa ultrapassar os níveis pré-pandémicos já no próximo ano, projetando-se um crescimento de quase 10% relativamente a 2019.

Isto faz com que, no final de 2023, a contribuição do setor para a economia nacional atinja os 13 biliões de yuans (cerca de 1,9 biliões de euros) com uma taxa de crescimento anual de mais de 32%.

Em termos de criação de emprego, o WTTC prevê que o setor também ultrapasse os níveis pré-pandémicos, com a criação de mais de 766 mil novos empregos, totalizando, assim, no final de 2023, mais de 83 milhões de colaboradores no setor.

No entanto, o WTTC salienta que estas previsões só serão concretizáveis, se a China continuar a facilitar as viagens tanto internamento como externamente.

Isto leva a presidente e CEO do WTTC a as previsões são “incrivelmente positivas”, advertindo, contudo, para o facto de “enquanto o resto do mundo e mesmo a região estarem a abrir para os viajantes, viajar para a China continua a não ser possível para os turistas internacionais”.

Assim, admite, “as viagens domésticas proporcionaram e continuarão a proporcionar algum alívio à economia da China, mas, no momento, os gastos com viagens internacionais são muito baixos e são críticos para a economia geral chinesa” e apesar de reconhecer que o corte no tempo de quarentena para os viajantes internacionais seja “um passo na direção correta”, Julia Simpson conclui que “não é o suficiente para ter um impacto real positivo”.

Recorde-se que, em 2019, quando o turismo estava no seu ponto mais alto, os gastos dos turistas internacionais na China atingiram perto de 951 mil milhões de yuans (cerca de 140 mil milhões de euros). Contudo, no ano passado, com as fronteiras fechadas, os gastos totais foram inferiores a 91 mil milhões de yuans (cerca de 13,5 mil milhões de euro), correspondendo a somente 3% do valor, ou seja, uma perda de mais de 850 mil milhões de yuans (mais de 125 mil milhões de euros).

Antes da pandemia (2019), a contribuição total do setor do turismo e viagens na China para o PIB do país rondava os 11,6% (mais de 11,9 biliões de yuans, cerca de 1,7 biliões de euros), tendo caído para 4,3% (perto 4,5 biliões de yuans, mais de 660 mil milhões de euros), representando uma quebra de 62,5%.

Já em termos de emprego, o setor contribuía com mais de 82 milhões de colaboradores antes da pandemia, tendo perdido mais de 12 milhões (o equivalente a mais de 15%) para um total de 69 milhões em 2020.

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Japão reabre fronteiras a turismo de grupo a 10 de junho

Serão 98 os países que, a partir de 10 de junho, poderão entrar com grupos de turistas no Japão. Além disso, passarão a ser sete os aeroportos que aceitarão voos internacionais.

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O Japão vai permitir a entrada de grupos de turistas de 98 países a partir de 10 de junho, pondo fim a mais de dois anos de fronteiras fechadas a visitantes devido à pandemia da COVID-19.

A lista de 98 países e regiões, onde a situação da COVID-19 é considerada como relativamente estável, inclui os Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália, Rússia e as vizinhas China, Taiwan e Coreia do Sul, assim como Brasil, Moçambique e Timor-Leste, de acordo com o anúncio feito na quinta-feira pelo primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida.

O Japão vai também aumentar o número de aeroportos que aceitam voos internacionais para sete, adicionando Naha em Okinawa, no Sul, e Shin-Chitose em Hokkaido, no Norte.

Todos os turistas devem apresentar um teste com resultado negativo à COVID-19 antes de viajar para o Japão e alguns serão ainda testados novamente à chegada.

Pessoas já vacinadas com a dose de reforço poderão evitar o teste adicional, bem como uma quarentena de três dias.

Os turistas serão acompanhados e terão de respeitar o uso de máscara e outras medidas impostas para controlar a pandemia no Japão.

O anúncio acontece depois do Governo ter anunciado na semana passada que iria testar este mês pacotes turísticos para pequenos grupos vindos dos Estados Unidos, Austrália, Tailândia e Singapura.

O teste-piloto, que envolve apenas 50 pessoas que receberam vistos especiais, em vez de vistos de turista, deve terminar na terça-feira.

Durante a maior parte da pandemia, o Japão impediu a entrada de turistas e permitiu apenas o regresso de cidadãos japoneses e residentes estrangeiros, embora com algumas restrições.

“O intercâmbio livre e ativo de pessoas é a base da economia e da sociedade, bem como do desenvolvimento da Ásia”, disse Kishida.

O primeiro-ministro japonês disse que o objetivo é facilitar as medidas de controlo de fronteira, mas de forma gradual, pois a população apoia as restrições atuais.

O limite diário de entrada do Japão de passageiros em voos internacionais vai duplicar a partir de quarta-feira, para 20 mil pessoas, disse o responsável pelo gabinete encarregado das medidas de controlo da pandemia, Makoto Shimoaraiso.

Antes da pandemia, a economia japonesa dependia cada vez mais do turismo, tendo o país atingido um novo recorde, em 2019, ao receber 31,9 milhões de visitantes estrangeiros.

O Japão tinha estabelecido como objetivo 40 milhões de turistas em 2020, ano em que originalmente seriam realizados os Jogos Olímpicos de Tóquio. A pandemia arruinou esse objetivo e os Jogos foram adiados para 2021, tendo decorrido com muitas limitações.

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Rússia anuncia saída da OMT

A ameaça de suspender a Rússia da OMT já existia por parte da entidade mundial que tutela o turismo, mas o país de Vladimir Putin decidiu antecipar-se e anunciou a saída da Organização Mundial do Turismo.

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A Rússia anunciou que se retira da Organização Mundial do Turismo (OMT), embora esta decisão não paralise o procedimento de suspensão como membro que a instituição está a debater em Madrid numa assembleia extraordinária.

Fontes presentes na assembleia confirmaram à Efe o anúncio feito por Moscovo, embora a reunião extraordinária continue esta quarta-feira (27 de abril) em Madrid, sede mundial da OMT, para decidir se a Rússia será finalmente suspensa como membro devido à invasão da Ucrânia.

A saída da Rússia entraria em vigor um ano depois de o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol ter recebido a carta a comunicar a decisão, mas a suspensão, se finalmente aprovada, entra imediatamente em vigor.

Para que a suspensão do país presidido por Vladimir Putin seja efetiva, será necessário o apoio de dois terços dos 160 países membros que compõem a organização, seguindo a recomendação do Conselho Executivo, composto por 35 países e aprovado com 72% dos votos a favor.

O Artigo 34 dos estatutos da OMT estipula que se a assembleia constatar que algum dos seus membros persiste na prossecução de uma política contrária ao objetivo fundamental da organização, pode ser suspenso por uma resolução adotada por maioria de dois terços.

De acordo com a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, “este é um momento triste para setor do Turismo. A decisão de suspender a Rússia da OMT, tomada nesta Assembleia Geral extraordinária, vem demonstrar o claro compromisso da grande maioria dos Estados Membros desta organização em continuar a promover os valores da liberdade e respeito mútuo, tão importantes para a afirmação da paz no mundo”.

Para esta assembleia extraordinária, a organização nomeou os mesmos oficiais que para a 24.ª reunião ordinária, realizada em Madrid entre 1 e 3 de dezembro de 2021, designadamente Espanha como presidente e Camboja, Gâmbia, Hungria, Índia, Iraque, Paraguai, Uruguai e Uzbequistão como vice-presidentes.

O conselho reuniu-se a pedido dos países membros incluindo a Colômbia, Guatemala, Lituânia, Polónia, Eslovénia e Ucrânia, devido à preocupação e condenação a nível mundial das ações unilaterais da Rússia.

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