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Lisboa cria novos polos turísticos para dispersar turistas e garantir sustentabilidade

Novidades foram anunciadas esta segunda-feira, 10 de fevereiro, durante a apresentação do novo Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa 2020-2024.

Inês de Matos
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Lisboa cria novos polos turísticos para dispersar turistas e garantir sustentabilidade

Novidades foram anunciadas esta segunda-feira, 10 de fevereiro, durante a apresentação do novo Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa 2020-2024.

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A Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa apresentou esta segunda-feira, 10 de fevereiro, o Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa 2020-2024, documento que apresenta a região de Lisboa como um único destino, mas com diferentes polaridades, algumas das quais novas, que sejam capazes de oferecer experiências inovadoras e permitir uma melhor gestão dos fluxos turísticos.

“Lisboa, enquanto cidade e comunidade capaz de oferecer experiências diversificadas do ponto de vista turístico, tem um horizonte limitado”, considerou Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, durante a apresentação da nova estratégia para o turismo da região de Lisboa, explicando que Lisboa tem, atualmente, uma “crescente necessidade de compatibilizar o turismo com a vida dos residentes” e que, por isso, é “urgente” investir no desenvolvimento destas novas polaridades.

Mas, além de conseguir gerar novas ofertas, Lisboa precisa também, segundo Fernando Medina, de “cuidar e perpetuar o mais possível os efeitos positivos e benéficos do turismo, reduzindo e mitigando os aspetos negativos que resultam da atividade turística. A isto chama-se sustentabilidade”, afirmou o autarca, defendendo que só assim o turismo vai continuar a ser “capaz de melhorar as condições de vida dos portugueses” e ser “compatível com as comunidades nas quais se insere”.

Para alcançar os objetivos, o novo Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa 2020-2024 apresenta uma série de novidades, com destaque para  a criação de 12 polos turísticos, com diferenciação entre os que já se encontram consolidados, os que estão em desenvolvimento e os que se vão potenciar nos próximos anos.

Nos já consolidados não existem grandes novidades, já que se identificam os eixos Lisboa-Centro, onde está prevista mais regulação e melhor gestão dos fluxos turísticos, com a promoção de novas zonas com potencial turístico, mas também Belém-Ajuda, que vai ver a oferta enriquecida com o Museu do Tesouro Real, enquanto Sintra se vai focar num turismo de maior valor, assim como Cascais, que vai reforçar o posicionamento premium, enquanto a Ericeira se vai afirmar como um destino sustentável de surf.

É nos polos em desenvolvimento e nos polos a potenciar que se encontram as novidades, já que, ao nível dos primeiros, está prevista a criação do Polo Tejo, que vai transformar o rio num ativo turístico, nomeadamente através dos projetos Cais de Lisboa e Rede Cais Tejo, recentemente apresentados, enquanto no polo Lisboa Oriente, além das infraestruturas existentes no Parque das Nações, vai ser ainda explorada a vocação jovem e trendy de Marvila e do Beato. Já o Polo de Mafra vai tirar partido do estatuto de Património Mundial, enquanto o Polo da Arrábida vai focar-se no desenvolvimento do turismo de natureza.

Mas é ao nível dos polos a potenciar para o futuro que se encontram as principais novidades, já que está prevista a criação do Polo Arco Ribeirinho Sul, que se vai dedicar à exploração turística fluvial, dinamizando o acesso ao Tejo, assim como do Polo Reserva Natural do Estuário, que vai oferecer experiências no âmbito do turismo de natureza, ligadas aos atributos da tradição rural e usufruto do rio; e ainda do Polo Costa da Caparica, prevendo-se a qualificação das infraestruturas de acesso às praias e o reforço da oferta de alojamento de qualidade.

Ao nível de produtos, o novo plano afirma o City/Short Break como principal oferta da região de Lisboa, a par do Meetings & Incentives, enquanto o surf, sol e mar, golfe e turismo de natureza surgem como produtos complementares da região, que passa a ter ainda a gastronomia e vinhos, cultura e compras e eventos como produtos qualificadores.

No que diz respeito aos públicos, o plano aposta no marketing focado no visitante individual, famílias e pequenos grupos, uma vez que são estes que melhor integração com os residentes proporcionam.

Nos mercados também há novidades, já que o plano prevê a manutenção dos programas de promoção nos mercados consolidados, como o Reino Unido, Irlanda, Alemanha,  Suíça, Áustria, Espanha, França, Itália ou Escandinávia, assim como nos mercados atlânticos de maior crescimento, como EUA, Canadá e Brasil, mas prevê também o lançamento de novas iniciativas promocionais junto dos mercados do Médio Oriente e Ásia, que têm vindo a melhorar a sua performance em Lisboa nos últimos anos.

“O que se propõe é a visão de um destino uno, o destino Lisboa, mas diverso, onde os produtos transversais asseguram a coerência global e os polos – desenvolvidos, em desenvolvimento ou a potenciar – garantem a diversidade e a resposta personalizada a cada uma das realidades”, sintetizou Vitor Costa, presidente do Turismo da Região de Lisboa.

 

 

 

 

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Turismo de Portugal espera participação de 2.000 empresas no Programa Empresas Turismo 360

Novo programa do Turismo de Portugal conta com 19 parceiros e visa “acelerar a incorporação dos fatores ambientais, sociais e de governança nas empresas do setor”, de acordo com os objetivos de desenvolvimento sustentável.

Inês de Matos

O Turismo de Portugal espera a participação de 2.000 empresas no Programa Empresas Turismo 360, lançado esta quarta-feira, 10 de novembro, para “acelerar a incorporação dos fatores ambientais, sociais e de governança nas empresas do setor”, segundo Luís Araújo, presidente do instituto.

“Hoje, mais do que nunca, é essencial, e não é só uma questão de marketing, que as empresas se convertam a estes fatores”, afirmou o presidente do Turismo de Portugal na apresentação do programa, que nasce no âmbito do plano ‘Construir o Futuro, Reativar o Turismo’ e alinhado com os objetivos do desenvolvimento sustentável.

De acordo com o responsável, o Programa Empresas Turismo 360 foca-se “no fator social da sustentabilidade”, na “orientação das políticas empresariais que cada empresa do setor desenvolve”, mas também “na dimensão do planeta, a componente ambiental”, desafiando as empresas a adotarem práticas mais sustentáveis, naquele que é o primeiro objetivo da iniciativa.

Outros dos objetivos do programa, explicou Luís Araújo, passam por medir as práticas das empresas, de forma a que seja possível conhecer o “comportamento social e ambientalmente responsável do tecido social do turismo”; “fomentar modelos de negócio mais rentáveis”, assentes em serviços inovadores e autênticos; “catalisar ações educativas ao longo de toda a escala de valor” e “reunir os benefícios sócio-económicos que decorrem da incorporação destes objetivos e da construção de uma estratégia ESG – Environmental, Social and Corporate Governance”.

“As vantagens para as empresas são claras: capacitação, uma ferramenta de monitorização do desempenho que lhes vai permitir também aumentar a sua eficiência, obter um modelo de relatório de sustentabilidade adaptado às empresas do setor, acesso a fontes de financiamento diversificadas, desde o crowdfunding até ao acesso ao mercado de capitais ou iniciativas comunitárias, e o reconhecimento público”, resumiu o responsável.

No arranque deste programa, como explicou Luís Araújo, vai ser definido um “conjunto de indicadores essenciais” – numa tarefa que vai contar com a participação dos 19 parceiros que se associaram à iniciativa – e que devem ser depois adotados pelas empresas, sendo que as práticas que daí resultarem vão ser posteriormente medidas e dar lugar a um relatório de sustentabilidade. As empresas vão poder contar ainda com um plataforma que lhe vai permitir fazer elas próprias a monitorização da sua evolução.

Já a formação arranca em janeiro de 2022, através do programa de capacitação para executivos Best, e vão prolongar-se ao longo de todo o ano, enquanto a plataforma de monitorização chega em junho, seguindo-se a fase de apresentação de candidaturas, que terá lugar entre julho e setembro de 2022.

“Acreditamos que este é um dos projetos mais ambiciosos a nível nacional de transformação das empresas do setor e, hoje mais do que nunca, necessário para aquilo que queremos do nosso setor, um setor líder”, destacou ainda Luís Araújo durante a apresentação do programa.

Presente na iniciativa esteve também o ministro Adjunto, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, que sublinhou a importância da sustentabilidade para o turismo, um “setor que assenta na deslocação de pessoas”.

“Lidar com os desafios da sustentabilidade é uma necessidade estrutural do nosso turismo”, afirmou Pedro Siza Vieira, considerando que este programa “permite continuar a construir um setor robusto e sustentável no longo prazo”.

Já a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, que também esteve na cerimónia de lançamento do programa, sublinhou a importância da parceria público-privada que permitiu lançar o Empresas Turismo 360, e sublinhou a importância desta aposta para fazer do turismo um “melhor setor”, que sirva de exemplo cá dentro e também além-fronteiras.

“Portugal pode liderar e ser um farol para os outros setores de atividade e a nível internacional, junto dos destinos que concorrem connosco”, afirmou, admitindo que isso “vai custar, vai ser difícil”, mas que esse será o caminho rumo ao futuro.

Além do Turismo de Portugal, o programa conta com a participação da Confederação do Turismo de Portugal, APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial, Global Compact Network Portugal, Euronext, Banco Português de Fomento, Millennium BCP, Novo Banco, Banco Português de Gestão, BPI, Santander, Crédito Agrícola, Montepio Geral, Caixa Geral de Depósitos, Abanca, Bankinter, EuroBic, GoParity e Ordem dos Contabilistas Certificados.

 

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Tráfego aéreo controlado pela NAV Portugal recupera no 3.º trimestre mas ainda com quebra de 33% face a 2019

Apesar da descida, de acordo com a NAV Portugal, o tráfego aéreo do terceiro trimestre já ficou “substancialmente acima dos registos trimestrais”, o que indica uma recuperação desde o início da pandemia.

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Entre julho e setembro, a NAV Portugal controlou um total de 151.471 voos, número que, segundo a empresa de navegação aérea nacional, representa uma descida de 33% face a igual período de 2019, mas que indica uma recuperação desde o início da pandemia, uma vez que, o  resultado do terceiro trimestre do ano, já ficou “substancialmente acima dos registos trimestrais”.

“A NAV Portugal controlou 151.471 voos ao longo do terceiro trimestre de 2021, um valor 33% abaixo do mesmo período de 2019, ano de referência para o tráfego aéreo, mas substancialmente acima dos registos trimestrais desde a eclosão da pandemia de Covid-19. No primeiro trimestre do ano, o tráfego ficou 72,5% abaixo do registo de 2019 e no segundo trimestre a quebra foi de 61%”, indica a NAV Portugal, num comunicado divulgado esta sexta-feira, 29 de outubro.

De acordo com a empresa de navegação aérea, esta recuperação já se vinha a sentir “nos dois primeiros trimestres do ano”, mas ganhou “algum fôlego com a chegada de julho, agosto e setembro”, que foram meses em que foi possível alcançar “os melhores registos mensais de tráfego desde fevereiro de 2019, reforçando os sinais de que está em curso uma retoma gradual, mas sustentada, do tráfego aéreo”.

“Em agosto último, aliás, a NAV Portugal controlou mais de 53 mil movimentos, algo que já não acontecia também desde fevereiro de 2019 – o mês anterior à declaração pela OMS de uma pandemia do novo coronavírus”, acrescenta a empresa na informação divulgada.

Já no acumulado do ano, o tráfego aéreo “continua mais de 50% abaixo do registo de 2019”, com a NAV Portugal a revelar que controlou “283,9 mil movimentos entre janeiro e setembro, valor que compara com os 619 mil movimentos controlados nos primeiros nove meses de 2019, ano em que foram batidos recordes de tráfego”.

Por regiões, foi na área de Lisboa, onde se incluem os movimentos aéreos em Portugal Continental e arquipélago da Madeira, que a NAV Portugal controlou o maior número de voos, que chegou aos 120 mil entre julho e setembro, valor que fica 33% abaixo dos 179 mil movimentos controlados no mesmo período de 2019.

“No primeiro trimestre, o total tinha ficado 77% abaixo do período homólogo de 2019, queda que no segundo trimestre foi de 63%”, indica ainda a NAV Portugal.

Já na região de Santa Maria, que inclui o tráfego numa vasta área do Oceano Atlântico Norte e arquipélago dos Açores, o tráfego no terceiro trimestre ficou 34% abaixo do período homólogo de 2019, com 31 mil movimentos, depois de nos dois primeiros trimestres do ano o tráfego ter ficado mais de 50% abaixo dos registos de 2019.

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Clientes ‘Avis Preferred’ duplicam pontos com nova campanha

Com esta nova campanha, os clientes têm a possibilidade de atingir mais rapidamente o nível ‘Avis Preferred’ seguinte e obter mais benefícios no âmbito do programa de fidelização.

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Os clientes “Avis Prefereed’ passam a ver os seus pontos duplicados, em todos os alugueres realizados antes de dia 31 de dezembro de 2021 (para levantamento até dia 31 de março de 2022), com a nova campanha “Regresso ao Melhor com a Avis”.

A companhia refere, igualmente, que vai manter o estatuto dos clientes ‘Avis Preferred’ até ao final de junho de 2022, o que significa que mantêm os pontos de 2019 e 2020, “mesmo que tenham cancelado os seus planos de viagem e as reservas feitas”, salienta em comunicado de imprensa, adiantando mesmo que “todos os clientes ‘Preferred’ estão a ser contactados”.

Sempre que um cliente ‘Preferred’ aluga uma viatura com a Avis, são adicionados ao seu saldo ‘Avis Preferred’ os pontos com base no valor do seu aluguer. Ao duplicar os pontos em reservas ‘Avis Preferred’, a rent-a-car está a ajudar os clientes a chegar ao nível seguinte mais rapidamente, disponibilizando vouchers de upgrade e de desconto e vouchers de fim de semana grátis.

O programa ‘Avis Preferred’ é de adesão gratuita e os clientes usufruem de benefícios de fidelização, serviço prioritário em todas as ocasiões e acesso à app Avis. Além disso, podem gerir a sua experiência de aluguer através do Smartphone e terem as chaves e a documentação à espera no carro, não precisando fazer check-in com antecedência.

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Alojamento local em Lisboa e Porto perde 7.800 unidades devido à pandemia

Em julho de 2021, as unidades com atividade efetiva no Alojamento Local não ultrapassavam as 5.100 unidades em Lisboa e Porto.

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As cidades de Lisboa e Porto perderam um total de 7.800 fogos que funcionavam no Alojamento Local (AL), indica a Confidencial Imobiliário (CI), relativamente ao mês de julho de 2021 face ao período pré-COVID-19, em dezembro de 2019.

Esta quebra foi maior na capital do país, com os dados a revelarem uma saída de 6.000 fogos do circuito de atividade em Lisboa e cerca de 1.800 no Porto, quando a dimensão do mercado, no período pré-Covid-19 indicado, era de 8.800 e 4.100 fogos ativos, respetivamente.

Com atividade efetiva a CI revela que, em julho do presente ano, o número de fogos no Alojamento Local perfazia “pouco mais de 5.000 unidades no conjunto de Lisboa e Porto, estando reduzido a 2.800 fogos na capital e a 2.300 fogos na Invicta”.

Feitas as contas, as 2.800 unidades ativas em Lisboa representam somente 15% do total de 19.000 fogos registados na capital, o que significa que 16.200 alojamentos não tinham qualquer atividade.

Já a norte, dos 8.600 alojamentos registados, somente 27% estavam ativos, significando isto, que na cidade do Porto, cerca de 6.300 fogos praticam atividade.

Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, refere, em nota de imprensa, que, “esta redução na oferta efetivamente ativa veio evidenciar ainda mais o gap entre o mercado visto do ponto de vista real e o mercado administrativo/legal”, acentuando ainda mais este gap.

Segundo o responsável, “já anteriormente os alojamentos com atividade regular não chegavam a perfazer metade do universo de AL registado quer em Lisboa (44%) quer no Porto (47%)”.

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Cabo Verde negoceia delegação da OMT

Além da negociação para a instalação de uma delegação da OMT no país, Cabo-Verde deverá ver ratificado um novo mandato como membro do Conselho Executivo da organização.

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Cabo Verde está a negociar a instalação de uma delegação da Organização Mundial do Turismo (OMT) e deverá ver ratificado um novo mandato como membro do Conselho Executivo da organização, disse esta sexta-feira, 10 de setembro, à Lusa o ministro da tutela.

De acordo com a informação prestada pelo ministro do Turismo e dos Transportes de Cabo Verde, Carlos Santos, estas decisões resultam da 64.ª reunião da comissão regional africana da OMT, que decorreu de 02 a 04 de setembro, na ilha do Sal.

“Foi uma reunião que trouxe resultados positivos para Cabo Verde do ponto de vista político porque, em primeiro lugar, renova o mandato na comissão executiva, que é o órgão máximo executivo da organização, e isto reforça o papel de Cabo Verde enquanto pequena nação que busca naquilo que é a utilidade das relações internacionais estar presente e fazer-se presente”, destacou.

O turismo representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde, com um recorde de 819 mil turistas em 2019, mas o setor está praticamente parado desde março de 2020, devido às restrições impostas com a pandemia da COVID-19.

A indicação dos países africanos, aprovada no Sal, para um novo mandato de Cabo Verde no Conselho Executivo da OMT, deverá ser ratificada na 24.ª Assembleia-Geral da OMT, a realizar em Marraquexe, Marrocos, de 30 de novembro a 03 de dezembro deste ano.

Em declarações à Lusa na cidade da Praia, ilha de Santiago, o governante explicou que após a realização desta reunião no Sal foi possível “reforçar as relações” com a OMT, através da assinatura de um protocolo, que já estava em preparação, para a criação da marca “Cabo Verde” pela Interbrand.

Acrescentou que também já está concluído um plano de marketing para essa promoção externa e que a criação da marca, através deste protocolo com a OMT, “será mais um elemento essencial” para “relançar” o turismo em Cabo Verde.

“Temos também neste protocolo a oportunidade de criar uma delegação da OMT (…) Cabo Verde é um dos países africanos que se está a candidatar para ter essa delegação. Fizemo-lo cientes de que tendo uma delegação da OMT estaremos a apostar provavelmente em aproximar esta organização dos empresários. E isto significa facilitar aquilo que é o financiamento dos projetos”, explicou o ministro Carlos Santos.

“Nós temos falado sempre na necessidade de criar uma classe empresarial nacional atrelada ao setor do turismo e é isso que estamos em busca, de criar cada vez mais outras portas de financiamento para os nossos empresários e é com esse objetivo que nos candidatamos”, acrescentou.

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Pestana abre 16.º hotel na Madeira

O 16.º hotel do Pestana Hotel Group na Região Autónoma da Madeira faz com que a oferta de quartos em Câmara de Lobos aumente para uma centena.

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A mais recente unidade do Pestana Hotel Group na Região Autónoma da Madeira acaba de ser inaugurada, ficando localizada no centro histórico de Câmara de Lobos.

Esta é a 16.ª unidade do grupo Pestana na Região Autónoma da Madeira e segunda unidade com cunho histórico na cidade de Câmara de Lobos, remetendo as raízes do hotel para um marco da literatura mundial: “O Velho e o Mar” de Ernest Hemingway, obra que valeu ao escritor, falecido há 60 anos, os prémios Pulitzer e Nobel.

O Fisherman Village – Boutique Hotel possui  42 quartos  e, segundo destacou Paulo Prada, Corporate Director para a Madeira e Açores do grupo Pestana,  na inauguração,  o edifício agora edificado, bem como o prédio da Torre Bela requalificado ”reverterão gratuitamente para o município daqui a 50 anos”, salientando, ainda, que o grupo já entregou à autarquia – visto ser uma contrapartida do contrato de arrendamento – “o edifício, paredes-meias com o prédio Torre Bela, onde surgirá, dentro de meses, o museu da Pesca e Pescador”.

O grupo soma agora 100 quartos em Câmara de Lobos, juntando a capacidade dos dois hotéis (Pestana Churchill Bay – inaugurado em 2019, e este novo Fisherman Village), fazendo com que o grupo, na totalidade da Região Autónoma da Madeira, possua 3.350 quartos, que perfazem 22% do total da capacidade hoteleira do arquipélago.

Recorde-se que esta inauguração sucede, de resto, às recentes aberturas dos hotéis Pestana CR7 em Madrid e Nova Iorque, e da Pousada de Vila Real de Santo António.

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Viagens aéreas de verão na Europa não chegam a 40% de 2019

As viagens aéreas na Europa ainda não recuperaram para níveis pré-pandemia, avançam os dados da ForwardKeys. Portugal e a cidade de Lisboa não aparecem mal colocados no ranking, embora com níveis abaixo dos 50% relativamente a 2019.

Victor Jorge

Viagens aéreas de verão na Europa não chegam a 40% de 2019

As viagens aéreas internacionais nos meses de julho e agosto atingiram, na Europa, 39,9% dos níveis pré-pandemia, ou seja, do ano 2019, avançam os dados mais recentes da ForwardKeys.

Portugal aparece em 7.º lugar, com 48,8% do nível de viagens aéreas quando comprado com o mesmo período de 2019, ficando atrás de destinos como Grécia, Chipre, Turquia, Islândia, Croácia e Espanha.

Estes dados da ForwardsKeys são, no entanto, melhores do que a comparação feita no ano passado referente a 2019 quando os números indicavam de 26,6% devido ao bloqueia generalizado dos voos por causa da COVID-19 e a não existência de vacinas nem certificado digital.

Entre os países com piores performances nestes meses de julho e agosto, aparecem o Reino Unido, Irlanda, Rússia e Alemanha que não chegaram aos 30% quando comparado com 2019.

Excluindo as companhias aéreas lowcost, os voos intra-europeus representaram 71,4% das chegadas, em comparação com 57,1% em 2019. O relativo desaparecimento de visitantes de longa distância, que normalmente ficam mais tempo, gastam mais e concentram a sua atenção nas cidades e nos passeios turísticos, foi sublinhado nas classificações dos destinos locais com melhor e pior desempenho. As viagens para Londres foram “particularmente dececionantes”, indicam os dados da ForwardKeys, já que a capital britânico atingiu somente 14,2% das chegadas de 2019.

A lista foi encabeçada por Palma de Maiorca, atingindo 71,5% dos níveis de 2019, e por Atenas, porta de entrada para inúmeras ilhas do Adriático, com 70,2%. As seguintes cidades principais com melhor desempenho foram Istambul (56,5%), Lisboa (43,5%), Madrid (42,4%), Paris (31,2%), Barcelona (31,1%), Amsterdão (30,7%) e Roma (24,2%).

Em comparação, os destinos de lazer provaram ser muito mais resilientes, com destaque para Heraklion (Grécia) e Antalya (Turquia) que superaram os níveis de 2019. Com resultados bastantes satisfatórios aparecem, também, Thessaloniki (98,3%), Ibiza (91,8%), Larnaca (73,7%) e Palma de Maiorca (72,5%).

A ForwardKeys destaca, aliás, o comportamento de destinos como Portugal e Espanha, referindo que, “Portugal, que é um destino favorito dos turistas do Reino Unido, sofreu quando o Reino Unido mudou a sua designação de verde para âmbar em junho”. Relativamente a Espanha, a ForwardKeys revela que, no final de julho, “sofreu quando a Alemanha advertiu contra todas as viagens, exceto as essenciais”.

Olivier Ponti, vice-presidente para Insights da ForwardKeys, salienta que, “quando comparado com o período terrível para o turismo na Europa no ano passado, este verão regista uma recuperação muito modesta”, considerando que “a baixa intensidade contínua das viagens aéreas internacionais (menos de 40% do normal), tem sido extremamente prejudicial para a indústria da aviação”.

“A contínua ausência de viajantes de longa distância, principalmente do Extremo Oriente (atingiu apenas 2,5% dos volumes pré-pandêmicos neste verão), será um golpe severo para a economia de visitantes de vários países europeus”, admite Ponti.

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Negociações entre Ryanair e Boeing sem acordo

O preço pedido pelas novas aeronaves parece ter estado na origem da falta de acordo entre a Ryanair e a Boeing para a encomenda dos MAX10.

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As negociações entre a Ryanair e a Boeing para a encomenda das aeronaves MAX10 não tiveram acordo final relativamente ao preço, anuncia a companhia irlandesa em comunicado.

A Ryanair já assegurou uma encomenda de 210 B737-8200 “Gamechanger” para os próximos cinco anos, com as entregas a acontecerem entre 2021 e 2025. Esta encomenda fará com que a companhia lowcost ultrapasse as 600 aeronaves, colocando a capacidade de transporte de passageiros acima dos 200 milhões.

Recorde-se que a Ryanair e a Boeing estão em negociações há mais de 10 meses relativamente a esta encomenda de MAX10, concluindo-se, segundo a companhia aérea, que “o diferencial de preço, entre ambas as partes, não poderia ser alcançado”, com as duas partes a “acordarem não perder mais tempo com estas negociações”.

Michael O’Leary, CEO da Ryanair, refere que estar “desapontado” por não ter chegado a acordo com a Boeing relativamente à encomenda dos MAX10.

“A Boeing tem uma visão mais otimista sobre os preços das aeronaves do que nós e temos um histórico disciplinado de não pagar preços altos por aeronaves”, salienta O’Leary, avançando ainda que, “temos uma carteira de encomendas mais do que suficiente para nos permitir crescer fortemente nos próximos cinco anos com uma frota de Boeing 737, que aumentará para mais de 600 aeronaves, permitindo à Ryanair capitalizar as oportunidades de crescimento extraordinárias que estão surgindo em toda a Europa à medida que o continente recupera da pandemia de COVID”.

O CEO da Ryanair, que há pouco tempo visitou Portugal para mais uma conferência de imprensa, admitiu “não partilhar a perspetiva otimista de preços da Boeing, embora isso possa explicar por que, nas últimas semanas, outros grandes clientes da Boeing, como Delta e Jet2, têm feito novos pedidos com a Airbus, em vez da Boeing”, concluiu O’Leary.

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Transavia mantém rota Faro-Lyon no inverno

No próximo inverno, a Transavia vai operar um total de 120 rotas a nível global, incluindo quatro aeroportos portugueses, com destaque para a continuação dos voos entre Faro e Lyon.

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A Transavia vai manter a rota Faro-Lyon durante a próxima temporada de inverno, ao longo da qual a companhia aérea low cost do grupo Air France/KLM vai operar um total de 120 rotas, informou a transportadora em comunicado.

“À medida que continuamos a abrir as vendas para o inverno de 2021-22, estamos muito satisfeitos por poder oferecer aos nossos clientes novos destinos e prolongar outros a partir do verão, como o serviço entre Faro e Lyon”, refere Nicolas Hénin, Chief Chief Commercial Officer da Transavia France, citado num comunicado divulgado esta sexta-feira, 3 de setembro.

De acordo com o responsável, Portugal é um “mercado-chave” para a operação global da Transavia, motivo pelo qual, considera, “a extensão de Faro-Lyon no inverno, especialmente num cenário desafiante e ainda em evolução, é sinal da grande e continuada confiança neste mercado dinâmico e sempre surpreendente”.

Além da rota Faro-Lyon, a Transavia vai também manter no inverno outras sete rotas, incluindo os voos internacionais entre Paris e Hammamet , na Tunísia, assim como outras seis rotas domésticas, nomeadamente para a Córsega a partir de Nantes, bem como Montpellier, Brest e Toulon desde Paris-Orly.

A partir de 21 de outubro, a Transavia vai ainda dar início a cinco novas rotas, passando a ligar Paris-Orly a Amã, Roma, Cracóvia, Berlim e Estocolmo.

A companhia aérea avisa,  no entanto, que o programa de voos para o inverno “se mantém em constante evolução” e “continua sujeito às condições sanitárias e às restrições impostas pelas autoridades dos países em causa”.

Além de Faro, a Transavia voa também para os aeroportos de Lisboa, Porto e Funchal, sendo que, no caso da capital, existem voos para Paris-Orly, Nantes, Montpellier, Amesterdão, Roterdão e Eindhoven, enquanto do Porto há ligações a Paris-Orly, Nantes, Lyon, Amesterdão e Funchal.

No Funchal, a Transavia voa ainda para Paris-Orly, Nantes e Lyon (ambos via Porto), Amesterdão e Porto, enquanto em Faro, além das ligações a Lyon que se mantêm no inverno, há também voos para Paris-Orly, Nantes, Amesterdão, Roterdão e Eindhoven.

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Air France desvenda novo lounge no Paris-Charles de Gaulle

O novo lounge da companhia aérea francesa fica localizado no terminal 2F do aeroporto Paris-Charles de Gaulle e conta com uma área de 3.000 m2 e 570 lugares.

Victor Jorge

Dedicado aos clientes “Business” e “Flying Blue Elite Plus” da rede de curto e médio-curso no espaço Schengen da Air France, a companhia aérea francesa apresentou, recentemente o seu novo lounge no terminal 2F de Paris-Charles de Gaulle.

Este lounge é um dos maiores da companhia aérea, com uma área de 3.000 m2 e 570 lugares, distribuídos por dois níveis e resultou da colaboração entre as equipas da Air France e do Groupe ADP (Aéroports de Paris) para que todo o espaço apresente uma ideia de levitação que guiou a dupla criativa da agência Jouin Manku, fundada pelo arquiteto canadiano Sanjit Manku e o designer francês Patrick Jouin, para oferecer aos clientes da companhia um momento verdadeiramente suspenso, um parêntesis pensado para sublimar a viagem.

O espaço, curvilíneo e descontraído, é aberto, arejado, pelos materiais utilizados, terrazzo, pedra de lava, madeira, escolha de couro e tecidos, que foram selecionados para durar ao longo do tempo.


No que toca ao mobiliário, sólido e funcional, apresenta as cores da identidade da Air France – tons de azul, forte presença de branco, toques de vermelho – bem como o acento, símbolo da marca Air France, e o cavalo marinho alado, símbolo histórico da companhia que relembra a sua fecunda história.

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