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Lisboa cria novos polos turísticos para dispersar turistas e garantir sustentabilidade

Novidades foram anunciadas esta segunda-feira, 10 de fevereiro, durante a apresentação do novo Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa 2020-2024.

Inês de Matos
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Lisboa cria novos polos turísticos para dispersar turistas e garantir sustentabilidade

Novidades foram anunciadas esta segunda-feira, 10 de fevereiro, durante a apresentação do novo Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa 2020-2024.

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A Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa apresentou esta segunda-feira, 10 de fevereiro, o Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa 2020-2024, documento que apresenta a região de Lisboa como um único destino, mas com diferentes polaridades, algumas das quais novas, que sejam capazes de oferecer experiências inovadoras e permitir uma melhor gestão dos fluxos turísticos.

“Lisboa, enquanto cidade e comunidade capaz de oferecer experiências diversificadas do ponto de vista turístico, tem um horizonte limitado”, considerou Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, durante a apresentação da nova estratégia para o turismo da região de Lisboa, explicando que Lisboa tem, atualmente, uma “crescente necessidade de compatibilizar o turismo com a vida dos residentes” e que, por isso, é “urgente” investir no desenvolvimento destas novas polaridades.

Mas, além de conseguir gerar novas ofertas, Lisboa precisa também, segundo Fernando Medina, de “cuidar e perpetuar o mais possível os efeitos positivos e benéficos do turismo, reduzindo e mitigando os aspetos negativos que resultam da atividade turística. A isto chama-se sustentabilidade”, afirmou o autarca, defendendo que só assim o turismo vai continuar a ser “capaz de melhorar as condições de vida dos portugueses” e ser “compatível com as comunidades nas quais se insere”.

Para alcançar os objetivos, o novo Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa 2020-2024 apresenta uma série de novidades, com destaque para  a criação de 12 polos turísticos, com diferenciação entre os que já se encontram consolidados, os que estão em desenvolvimento e os que se vão potenciar nos próximos anos.

Nos já consolidados não existem grandes novidades, já que se identificam os eixos Lisboa-Centro, onde está prevista mais regulação e melhor gestão dos fluxos turísticos, com a promoção de novas zonas com potencial turístico, mas também Belém-Ajuda, que vai ver a oferta enriquecida com o Museu do Tesouro Real, enquanto Sintra se vai focar num turismo de maior valor, assim como Cascais, que vai reforçar o posicionamento premium, enquanto a Ericeira se vai afirmar como um destino sustentável de surf.

É nos polos em desenvolvimento e nos polos a potenciar que se encontram as novidades, já que, ao nível dos primeiros, está prevista a criação do Polo Tejo, que vai transformar o rio num ativo turístico, nomeadamente através dos projetos Cais de Lisboa e Rede Cais Tejo, recentemente apresentados, enquanto no polo Lisboa Oriente, além das infraestruturas existentes no Parque das Nações, vai ser ainda explorada a vocação jovem e trendy de Marvila e do Beato. Já o Polo de Mafra vai tirar partido do estatuto de Património Mundial, enquanto o Polo da Arrábida vai focar-se no desenvolvimento do turismo de natureza.

Mas é ao nível dos polos a potenciar para o futuro que se encontram as principais novidades, já que está prevista a criação do Polo Arco Ribeirinho Sul, que se vai dedicar à exploração turística fluvial, dinamizando o acesso ao Tejo, assim como do Polo Reserva Natural do Estuário, que vai oferecer experiências no âmbito do turismo de natureza, ligadas aos atributos da tradição rural e usufruto do rio; e ainda do Polo Costa da Caparica, prevendo-se a qualificação das infraestruturas de acesso às praias e o reforço da oferta de alojamento de qualidade.

Ao nível de produtos, o novo plano afirma o City/Short Break como principal oferta da região de Lisboa, a par do Meetings & Incentives, enquanto o surf, sol e mar, golfe e turismo de natureza surgem como produtos complementares da região, que passa a ter ainda a gastronomia e vinhos, cultura e compras e eventos como produtos qualificadores.

No que diz respeito aos públicos, o plano aposta no marketing focado no visitante individual, famílias e pequenos grupos, uma vez que são estes que melhor integração com os residentes proporcionam.

Nos mercados também há novidades, já que o plano prevê a manutenção dos programas de promoção nos mercados consolidados, como o Reino Unido, Irlanda, Alemanha,  Suíça, Áustria, Espanha, França, Itália ou Escandinávia, assim como nos mercados atlânticos de maior crescimento, como EUA, Canadá e Brasil, mas prevê também o lançamento de novas iniciativas promocionais junto dos mercados do Médio Oriente e Ásia, que têm vindo a melhorar a sua performance em Lisboa nos últimos anos.

“O que se propõe é a visão de um destino uno, o destino Lisboa, mas diverso, onde os produtos transversais asseguram a coerência global e os polos – desenvolvidos, em desenvolvimento ou a potenciar – garantem a diversidade e a resposta personalizada a cada uma das realidades”, sintetizou Vitor Costa, presidente do Turismo da Região de Lisboa.

 

 

 

 

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Airmet reforça equipa no Norte e Madeira

Com 23 anos de experiência, Célia Castro reforça a equipa comercial da Airmet no Norte e na Madeira.

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A rede de agências Airmet acaba de reforçar a sua equipa na zona Norte e Madeira, com a contratação de Célia Castro.

A nova comercial reúne 23 anos de experiência no setor do turismo, tendo passado pela Soltour, BedsOnline e Hotelbeds.

“Esta nova integração vem ao encontro dos valores e objetivos estabelecidos pela Airmet: proximidade, confiança, cooperação e inovação. Assistir os nossos associados de perto é o que torna a Airmet um grupo sólido e em constante desenvolvimento. Estamos confiantes que reforçar o nosso departamento comercial com profissionais experientes, é uma mais-valia não só para fortalecer o acompanhamento dos nossos associados, mas também para a angariação de novas agências”, refere Luís Henriques, diretor-geral da Airmet, em comunicado.

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Riu Karamboa
Hotelaria

Riu Karamboa transforma-se em Adults Only após remodelação completa

A unidade localizada na Boa Vista passa a ter mais quartos e novas valências.

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O hotel Riu Karamboa passou para a categoria de Adults Only após uma reforma completa. O hotel de cinco estrelas, que se encontra na ilha da Boa Vista, em Cabo Verde, passa a apresentar um novo desenho e espaços, mantendo alguns elementos, como as cúpulas originais do edifício.

Após a reforma, o novo Riu Karamboa passa a oferecer aos clientes duas atrações na oferta de animação: as festas Riu Get Together Party, que se celebram no bar e que podem ser frequentadas pelos hóspedes do Riu Palace Boavista, e o Splash Water World, ao qual os clientes de ambos os hotéis também terão acesso.

A renovação contemplou a ampliação do número de quartos, bem como a sua decoração, de “estilo acolhedor e fresco”. Agora, a unidade passa a contar com 921 quartos, dos quais 67 são swim-up.
Dentro da oferta gastronómica, o Riu Karamboa apostou em novos espaços, como o restaurante “Kulinarium” e o italiano “Toscana”. Na zona de bares, o hotel incorporou, juntamente com o seu bar «Lambada», um novo Sports Bar.

Neste capítulo, os clientes também poderão desfrutar de dois bares de piscina, o “Praia” e o “Mindelo”, do lobby-bar “Morabeza”, do bar praça “Brava” e de dois grill “Pepe’s Food”. O restaurante principal “Mogambo” foi mantido na oferta, à semelhança do restaurante-piscina “Las Dunas”, enquanto o restaurante asiático “Kazumi” foi realocado.

Os hóspedes do hotel poderão desfrutar desta oferta gastronómica sem limites, graças ao serviço All Inclusive 24h.

 

Riu Karamboa

A zona exterior também ganhou novas valências com a renovação, nomeadamente um solário e cinco piscinas com vista para o mar, uma das quais destinada às atividades de animação e desporto. Em comunicado, o grupo destaca ainda que esta unidade disponibiliza aos hóspedes uma zona RiuFit, RiuArt e um programa de entretenimento para adultos, tanto diurno como noturno.

Dentro das medidas de sustentabilidade promovidas pela unidade, o grupo destaca a instalação de painéis solares nas coberturas do hotel para a geração de energia fotovoltaica, que asseguram gerar “grande parte da energia necessária para a operação do hotel”.

A RIU soma um total de seis hotéis distribuídos entre a ilha do Sal e da Boa Vista. Na primeira estão o Riu Cabo Verde, o Riu Funana e o Riu Palace Santa Maria. Na segunda encontram-se o Riu Touareg, o Riu Palace Boavista e o recentemente reformado Riu Karamboa.

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hotel Martinhal Cascais
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Elegant Group vende hotel Martinhal Cascais à Onyria

O grupo justifica a decisão com o facto de pretender focar-se “na diversificação e novos negócios em Portugal”.

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A família Pinto Coelho, anterior proprietária do hotel Martinhal Cascais e proprietária das marcas Onyria Golf Resorts, Onyria Quinta da Marinha Hotel e Onyria Quinta da Marinha Golf, contactou a família Stern, detentora do Elegant Group, para adquirir o hotel e voltar a integrá-lo na sua carteira de negócios na Quinta da Marinha.

Chitra e Roman Stern aceitaram a oferta de compra no passado mês de outubro, sendo que a entrega da propriedade terá lugar a 8 de janeiro de 2023. Em comunicado, os responsáveis pelo Elegant Group asseguram que o Martinhal Cascais “continuará a ser um cinco estrelas de topo, onde colaboradores e hóspedes serão tratados com o maior respeito e cuidado”.

A família Pinto Coelho é proprietária do campo de golfe desde 1985 e do hotel da Quinta da Marinha desde 1999. Por essa razão, a família Stern afirma em comunicado que “tendo em mente as outras propriedades e negócios do grupo Onyria na Quinta da Marinha, este hotel faz todo o sentido para o portefólio da marca”.

Numa nota final, o Elegant Group afirma que “continuará a procurar outras oportunidades para a marca Martinhal, bem como outros projetos imobiliários em Portugal”, assegurando que “não tem planos para vender as outras propriedades”.

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Turismo de Portugal e IAPMEI promovem conferência sobre formação financeira

A sustentabilidade na criação de valor no negócio, o impacto da estratégia ESG no acesso ao financiamento e como oportunidade de negócio, bem como a fiscalidade verde, são alguns dos temas que vão estar em destaque.

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O Turismo de Portugal e o IAPMEI vão promover, a 27 de outubro, uma conferência sobre formação financeira, dedicada ao tema “O valor financeiro dos negócios sustentáveis​”.

Esta conferência, que decorre em parceria com o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, visa “refletir sobre questões que poderão ajudar as empresas a integrar a estratégia ESG na sua gestão financeira, enquanto fonte de oportunidades, de inovação e de vantagem competitiva”, segundo informação publicada no site do Turismo de Portugal.

A iniciativa, que decorre na Semana da Formação Financeira e no âmbito do Plano Nacional de Formação Financeira, vai ter lugar online, a partir das 14h30, e vai abordar temas como a sustentabilidade na criação de valor no negócio, o impacto da estratégia ESG no acesso ao financiamento e como oportunidade de negócio, bem como a fiscalidade verde.

A conferência vai ser transmitida online, através do canal do Youtube do IAPMEI, e requer inscrição prévia, que pode ser realizada aqui.

Para mais informações e esclarecimentos sobre o programa do evento e inscrições, está ainda disponível o email [email protected].

 

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O futuro das acessibilidades em debate no Congresso da AHRESP

O futuro do aeroporto, não só de Lisboa como das restantes vias aéreas portuguesas, marcou a sessão paralela, onde ainda houve tempo para falar das questões da ferrovia nacional e os problemas de ligação a Espanha.

Carla Nunes

O futuro das acessibilidades em Portugal esteve em debate numa das sessões paralelas do Congresso da AHRESP, que começou esta sexta-feira, 14 de outubro, no Convento de São Francisco, em Coimbra.

A sessão começou com um aviso por parte de Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP): “Se não tivermos rapidamente infraestruturas de mobilidade que respondam às necessidades das pessoas, principalmente um novo aeroporto, mais moderno e em condições de receber mais volume [de pessoas], podemos mais tarde ou mais cedo começar a perder turistas para outros destinos”.

Num discurso pautado pela necessidade de que “não podemos perder mais tempo” em relação ao futuro do aeroporto de Lisboa, Francisco Calheiros coloca os números em cima da mesa.

“Não canso de o dizer: segundo um estudo apresentado pela CTP, a não decisão sobre o novo aeroporto terá no mínimo um custo de quase sete mil milhões euros, menos 28 mil empregos e uma perda de receita fiscal de 2 mil milhões por ano”, frisa.

Os intervenientes da sessão, que contou com a participação de Eugénio Fernandes, CEO da euroAtlantic Airways, José Luís Arnaut, presidente do Conselho de Administração da ANA – Aeroportos de Portugal e Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT procederam desta forma a debater as várias possibilidades para o aeroporto, com Luís Arnaut a referir-se em tom jocoso à procura de localização de aeroportos como “um desporto nacional”.

Para Pedro Costa Ferreira, “uma das poucas cosias que nos aproxima da realidade” passa pela realização de obras no aeroporto da Portela, por considerar que “nesta década não vamos ter solução”.

Lembra ainda que “as acessibilidades aéreas não são só em Lisboa”, reportando-se aos aeroportos de Porto Santo – que afirma não ter condições e precisar de obras – e o da Madeira, “com restrição de operacionais que foram definidas em 1964”.

“A tecnologia melhorou no âmbito da pista [do aeroporto da Madeira], a pista foi aumentada, melhorou nos aviões, melhorou na formação, [mas] mantém-se os mesmos limites, e julgo que é o único aeroporto internacional no mundo em que os limites não são recomendatórios, mas são mandatários. Ninguém toca nisto, e isto fere a região”, explica.

Quanto à solução de aproveitar a infraestrutura de Beja, Eugénio Fernandes lembra que esta “peca por pequenas coisas: não tem abastecimento de combustível, fecha ao fim de semana, não tem serviço 24 horas e se quisermos aterrar passageiros que não são do espaço Schegen, não há SEF”.

Por essa razão, e dada a logística adicional desta opção, o CEO da euroAtlantic Airways defende que “o que for mais rápido é o melhor” – neste caso, “do ponto de vista teórico e sonhador”, uma solução rápida de Portela +1, que sabe “que agora não será possível, estamos num contexto diferente”.

Quanto à opção de Santarém, Pedro Costa Ferreira é taxativo ao assegurar que esta representa “mais 24 anos de diálogo”.

“Se estivermos à procura de uma decisão que não tenha vozes contrárias, não vamos ter mais aviões em Portugal. Fazer políticas é fazer escolhas. Assusta-me que seja necessário um consenso para o aeroporto”, declara.

“O fenómeno do entroncamento”

E porque, como Pedro Costa Ferreira lembra, “os problemas das acessibilidades não são só aéreas” a ferrovia também foi discutida na sessão, tendo sido caracterizada pelo presidente da APAVT como o “fenómeno do entroncamento” dadas as 8h40 necessárias para chegar de Lisboa a Madrid – incluindo, também, uma passagem pelo Entroncamento.

Afirma ainda que “do ponto de vista de sustentabilidade, os voos de curta duração vão ser muito atacados” e que nos encontramos “muito dependentes dos voos curtos nalguns mercados muito importantes para [o país]”. Aliás, José Luís Arnaut precisa que 94% dos turistas que visitam Portugal vêm de avião.

“Somos um país periférico, é obvio que temos de fazer um trabalho grande e estamos atrasados décadas na ligação com comboios rápidos com Espanha”, afirma Arnaut.

A encerrar o tema da ferrovia, Eugénio Fernandes acredita que “se houver uma conectividade grande a Madrid, e uma conectividade boa internamente, vamos conseguir desenvolver muito o turismo e o Interior”.

Numa nota final, reportando-se ao tema do congresso, Francisco Calheiros defende que esta não é “uma questão nem de utopia, nem de sobrevivência, é sim uma necessidade cada vez mais atual que as empresas devem ter em conta”.

“Continuamos a viver tempos desafiantes. O turismo, porém, continua resiliente. É praticamente unânime que se não fossem as receitas do turismo a receita seria muito menor”, termina o presidente da CTP.

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“Winds of Change” marca tema do 33.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo

O congresso organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) decorre de 16 a 18 de novembro.

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A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) desvendou esta terça-feira o programa do 33.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, que este ano decorre de 16 a 18 de novembro em Fátima, no Centro Pastoral Paulo VI.

Sob o tema “Winds of Change”, a associação assegura em comunicado que a edição deste ano “irá abrir com uma visão da sociedade aos dias de hoje e dos principais temas fraturantes transversais, para depois mergulhar em temas mais específicos da Hotelaria”.

“Têm sido anos de desafios e ameaças, tão inéditas quanto inesperadas – pandemia, guerra e inflação –, com consequências e impactos inegáveis no nosso setor de atividade, num calendário que está ainda por definir. Ignorar tudo o que já mudou, e ainda poderá mudar, ou agir recorrendo a lógicas e mecanismos do passado, dificilmente se constituirá como uma solução válida, ou fórmula vencedora”, defende a AHP em comunicado.

Nesse sentido, a associação declara que este é “o momento de ‘redesenhar o jogo’, enfrentando, juntos, estes ventos de mudança”. O programa completo do congresso, que aborda temas como a sustentabilidade, a captação de recursos humanos e as tendências e desafios do wellbeing para a indústria hoteleira, pode ser consultado aqui.

As inscrições para o Congresso encontram-se abertas até 11 de novembro. Para lá dos associados da AHP, também os associados da ADHP e da ACISO – Associação Empresarial de Ourém têm condições especiais de inscrição. Conheça as condições e inscreva-se no website do congresso.

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Glion
Emprego e Formação

Glion Institute of Higher Education nomeia novos profissionais

A escola de hospitalidade e gestão de luxo com campus na Suíça e em Londres passa a contar com novos docentes no início deste ano letivo.

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O Glion Institute of Higher Education, uma escola especializada em hospitalidade e gestão de luxo com campus na Suíça e Londres, anunciou novas nomeações de docentes no início do ano académico 2022/23.

Nesse sentido, Mariam Megally é agora a nova diretora do programa da Glion’s Master’s in Hospitality, Entrepreneurship and Innovation. Sediada na Suíça, Mariam traz para o mestrado “uma vasta experiência empresarial internacional centrada nas competências empresariais”, como indicado em comunicado. Iniciou a carreira como consultora na McKinsey & Co antes de entrar no setor empresarial de alimentos e bebidas na Starbucks e Nestlé, um percurso que culminou com as funções de diretora de Inovação Estratégica Global da Starbucks para a Nestlé.

Desde 2012, Mariam tem trabalhado como professora de Estratégia para o MBA Executivo na Solvay Brussels School, no Vietname. É também juíza e mentora do acelerador Global Mass Challenge, onde fornece mentoria para as empresas em fase de arranque em matéria de alimentação e sustentabilidade.

A partir de 1 de outubro, a equipa da Glion passou também a contar com Eleonora Cattaneo como diretora no Master’s in Luxury Management and Guest Experience. Anteriormente, a profissional lecionava a cadeira de Building Brand Equity no mesmo mestrado. Com um doutoramento em Marketing pela Universidade de Pavia em Itália, um MBA pela SDA Bocconi, e um BA pela Universidade de Bristol, Eleonora Cattaneo centra a sua investigação em rebranding, marca de património e comportamento de compra sustentável no campo do luxo.

Antes de entrar na Glion, esta profissional foi diretora de educação executiva na Swiss Education Group. Foi também chefe de programa do mestrado em Gestão de Marcas de Luxo na Regent’s University e membro do corpo docente da SDA Bocconi em Milão, onde concebeu e dirigiu programas de educação executiva e MBA.

Novos cargos de direção estendem-se à Glion Londres

Entretanto, Debra Adams assume o cargo de diretora do programa Master’s in Real Estate, Finance and Development, com sede no campus da Glion em Londres.

Anteriormente, ocupou cargos em várias escolas de hotelaria no Reino Unido e na Suíça, sendo especialista em formações de finanças hoteleiras dirigidas a profissionais de finanças e chefes de departamento operacionais em hotéis, restaurantes e instalações de lazer. Debra é também administradora e membro do Conselho Nacional de Supervisão do Instituto de Hotelaria e Restauração.

Por fim, Nicholas Northam também se junta à Glion London para lecionar a cadeira de Global Real Estate Markets no mestrado em Imobiliário, Finanças e Desenvolvimento. Durante a sua carreira de 40 anos no ramo da hotelaria, Nicholas foi diretor-geral de vários hotéis Marriott e foi diretor de operações da Marriott no Reino Unido. Além disso, passou mais de uma década na gestão de ativos, mais recentemente como vice-presidente executivo da Interstate Hotels and Resorts, a maior empresa de gestão da Europa e o braço internacional da Aimbridge Hospitality.

“Cada uma destas nomeações é estrategicamente significativa para a Glion ao iniciarmos o novo ano académico”, afirma em comunicado Michel Philippart, diretor-executivo do Glion Institute of Higher Education.

“Tenho o prazer de receber [estes profissionais] em apoio ao crescente interesse pelos nossos mestrados, não só em hospitalidade, mas também em campos adjacentes, tais como o imobiliário, experiência de hóspedes de luxo, e empreendedorismo, que constituem agora quase metade dos percursos de carreira prosseguidos pelos nossos estudantes”, termina.

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Reservas nos hotéis europeus acima dos níveis pré-COVID

Os dados mais recentes do HotelHub mostram que as reservas nos hotéis europeus, no mês de junho de 2022, estão 8 pontos percentuais acima do período homólogo de 2019.

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Os mais recentes dados da HotelHub indicam uma evolução positiva nas reservas de hotéis no primeiro trimestre de 2022 na Europa, ultrapassando mesmo os níveis pré-pandémicos, com uma forte procura, principalmente, nos meses de maio e junho.

Segundo a consultora, os números referentes ao mês de junho de 2022 mostram que as reservas nos hotéis europeus atingiram 108% dos volumes do período homólogo de 2019.

Já a nível mundial, a HotelHub indica reservas na ordem dos 120% para o mês de junho de 2022 face ao mesmo mês em 2019.

O crescimento das viagens internacionais de negócios na Europa também “continuou de forma constante” e de volta aos níveis pré-COVID. A parcela de reservas internacionais de hotéis na Europa representava 41% de todas as transações até o final de junho – apenas três pontos percentuais abaixo dos 44% de 2019.

As diárias médias nas principais cidades europeias, como Londres e Paris, também aumentaram mês a mês. Os preços em Londres, em junho, já ultrapassaram o mesmo mês de há três anos, enquanto as taxas de Paris também estão a aproximar-se rapidamente dos níveis pré-pandemia.

Em Londres, por exemplo, os preços médios diários atingiram, em junho de 2022, as 263 libras (cerca de 311 euros) quando no início do ano rondavam as 200 libras (cerca de 236 euros) e no mesmo período de 2019 se situavam nas 241 libras (perto de 285 euros).

Já na capital francesa, durante o mês de junho deste ano, os preços médios chegaram aos 230 euros, um pouco abaixo da média de 2019 (245 euros).

De acordo com Eric Meierhans, CCO da HotelHub, “este é um sinal muito positivo para o setor hoteleiro e viagens de negócios em geral”, salientando que, “também é encorajador verificar que as viagens internacionais na Europa estão, mais ou menos, a regressar aos níveis de 2019”.

O responsável destaca ainda que, no entanto, a realidade nos EUA é “ligeiramente diferente”, já que, “se as viagens internacionais registaram uma evolução, este aumento diminuiu em maio e junho, potencialmente, devido à guerra na Ucrânia e a incerteza que continua a provocar”.

Contudo, os dados da HotelHub indicam que as reservas feitas diretamente via online “aumentaram significativamente” no segundo trimestres, contrariando as expectativas que havia.

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Qatar Airways e Airlink lançam codeshare para melhorar ligações no sul de África

Nova parceria entre a Qatar Airways e a Airlink abrande 45 destinos e 13 países, e pretende contribuir para melhorar as ligações aéreas em toda a região sul de África.

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A Qatar Airways e a Airlink estabeleceram um acordo de codeshare para melhorar as ligações aéreas em toda a região sul de África, que abrande 45 destinos e 13 países, informaram as companhias aéreas, em comunicado.

“Este novo acordo de codeshare significa que os passageiros podem desfrutar da simplicidade na aquisição de voos de ligação em ambas as companhias aéreas, recorrendo a uma única reserva pautada por uma experiência tranquila ao nível da validação de bilhetes, do check-in, do embarque e do despacho de bagagens, durante toda a viagem”, lê-se na informação divulgada.

Com este acordo, os passageiros passam a poder reservar voos entre o sul de África e os EUA, Europa e Ásia, sendo que esta parceria também aumenta a abrangência de voos da Qatar Airways no sul de África, com um melhor acesso a destinos como Gqeberha (Porto Elizabeth) Hoedspruit, Skukuza, George na África do Sul, para além de Botswana, Namíbia, Zâmbia, Zimbabué e Moçambique.

“Ampliar a nossa rede com a Airlink dá aos nossos clientes mais escolha de destinos e voos. Esperamos que contribua para a rápida recuperação das viagens, que desempenham um papel tão importante nas economias do sul de África”, considera Akbar al Baker, CEO da Qatar Airways.

Para Rodger Foster, CEo da Airlink, “este desenvolvimento é um reforço da relevância da Airlink como provedora de acessos aéreos a toda a região” do sul de África, uma vez que a companhia aérea conta com uma “extensa rede de destinos, o que, quando considerado em conjunto com o alcance global da Qatar Airways, cria oportunidades de ligações sem paralelo”.

“Enquanto principal companhia aérea do sul de África, a Airlink fornece serviços de transporte aéreo abrangentes, seguros e fiáveis, permitindo o desenvolvimento socioeconómico através da ligação de pessoas entre si e facilitando o comércio dentro e fora da região”, acrescenta o responsável.

Recorde-se que a Qatar Airways foi a única companhia aérea que abriu novos voos para África durante a pandemia, tendo lançado, durante esse período, os voos para Luanda, em Angola, assim como para Harare, no Zimbabué, e Lusaca, na Zâmbia. Este mês, a companhia aérea do Qatar vai também retomar os voos para Windhoek, na Namíbia.

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HiJiffy lança sistema operativo “Aplysia OS” para facilitar interações entre hóspedes e hotéis

A tecnologia utiliza inteligência artificial para acompanhar todas as fases da jornada do hóspede no hotel, desde a pré reserva até ao pós-estadia. O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

Carla Nunes

A HiJiffy acaba de lançar um novo sistema operativo de comunicação com hóspedes, o Aplysia OS.

Esta tecnologia utiliza Inteligência Artificial (IA) para criar interações entre os hotéis e os clientes em todas as fases da jornada do hóspede, desde a pré reserva até ao pós-estadia, de acordo com informação enviada em comunicado pela empresa.

Desta forma, a Aplysia permite conectar os hóspedes e hotéis “24 horas por dia, sete dias por semana”, sem a necessidade de interação humana”.

O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

A empresa explica que este sistema foi treinado nos últimos seis anos “com milhões de questões exclusivamente relacionadas com a indústria hoteleira”, pelo que possui recursos de autoaprendizagem para analisar dados em bruto e não etiquetados e classificá-los por si só.

Isto permite que a IA “aprenda de forma quase autónoma, tornando o processo de aprendizagem mais rápido face às soluções treinadas manualmente por humanos”.

Para além disso, a Aplysia consegue “entender as emoções por detrás das conversas”, através da análise semântica e de sintaxe.

O sistema consegue reconhecer se a conversa é negativa, neutra ou positiva, reagindo de acordo com esta análise – ou seja, dá prioridade e encaminha automaticamente as mensagens para o departamento certo.

Por exemplo, se a conversa for classificada pelo sistema como positiva, “o hóspede poderá seguir um fluxo de atendimento normal, eventualmente até sem qualquer interação com um agente humano”, tal como explica Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, à Publituris Hotelaria.

Se, por outro lado, o tom da conversa for negativo, o “hóspede poderá ser imediatamente redirecionado para a equipa do front-office, por exemplo, ou então diretamente para o diretor do hotel”.

A Aplysia OS é baseada na cloud e possui uma consola acessível através de desktop, browser e aplicações para Android e iOS.

Esta solução funciona apenas para os produtos da HiJiffy e não poderá ser comprada para ser usada para outros fins, tal como indica a empresa.

De momento, a tecnologia já está disponível “para todos os clientes da HiJiffy com muitos recursos já totalmente funcionais”, como adianta a empresa.

Funcionalidades em beta testing, que de momento só estão disponíveis para um número restrito de hotéis, serão alargadas a todos os clientes “em breve”.

Sobre o autorCarla Nunes

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