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Protocolo APAVT/SATA releva “proximidade e trabalho conjunto” entre as duas entidades

A assinatura do documento decorreu no stand da APAVT/Travelport na Bolsa de Turismo de Lisboa.

Carina Monteiro
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Protocolo APAVT/SATA releva “proximidade e trabalho conjunto” entre as duas entidades

A assinatura do documento decorreu no stand da APAVT/Travelport na Bolsa de Turismo de Lisboa.

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A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) assinou esta quarta-feira, dia 13, um protocolo com a SATA. A assinatura do documento decorreu no stand da APAVT/Travelport na Bolsa de Turismo de Lisboa, com a presença do presidente da associação, Pedro Costa Ferreira, e do presidente da companhia aérea, António Luís Teixeira.

As duas entidades já tinham chegado a acordo logo após a realização do último congresso da APAVT nos Açores, em Dezembro do ano passado. Agora foi formalizado e tornado público o protocolo que, nas palavras de Pedro Costa Ferreira, é um sinal da “proximidade e do trabalho conjunto” que está a ser levado a cabo pela associação e pela companhia aérea.

A APAVT e a SATA já tinham assinado um protocolo em 2005. Este novo documento vem “modernizar” o anterior, nomeadamente em questões como a “remuneração das agências de viagens”. Muito embora esse não seja o único foco de atuação.

“A maior valência deste protocolo é que ambos aderimos à ideia que as formas de remuneração das agências devem ser modernizadas e devemos encontrar novos caminhos, mas enquanto estamos a trabalhar nesses caminhos, não vamos realizar nenhuma rutura relativamente às bases que estavam implementadas”, afirmou o presidente da APAVT.

Por sua vez, o presidente da SATA, destacou a possibilidade de, com este protocolo, a companhia poder melhorar a qualidade de serviço aos clientes.

Tanto a APAVT como a SATA destacaram o bom momento vivido nas relações entre a associação e a companhia.

“A SATA é um dos nossos mais importantes parceiros de aviação e um extraordinário pilar não apenas na relação com as agências de viagens, mas também com o Turismo. Foi com grande alegria que percebemos que, da parte da SATA, havia também um grande interesse em reafirmar que são os agentes de viagens o principal parceiro da companhia”, disse Pedro Costa Ferreira.

“A nível comercial pretendemos e vamos manter uma boa relação entre a SATA e os agentes de viagens. Estamos a trabalhar em conjunto para, até ao final do ano, encontrar um modelo que se adapte às nossas necessidades e Às dos agentes de viagens”, disse António Luís Teixeira.

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Aroldo Schultz (Schultz): “A tecnologia aproxima-nos dos nossos clientes e agora mais ainda”

Aroldo Schultz, diretor do operador turístico brasileiro Schultz, destaca que “o uso da tecnologia não tem mais volta” e “quem ainda não usa, sairá a perder”.

Victor Jorge

O responsável pelo operador turístico brasileiro Schultz, Aroldo Schultz, é um dos convidados do webinar “Desafios pós-COVID”, da Airmet. Por e-mail respondeu a duas breves questões colocadas pelo Publituris.

A digitalização tem sido um tema indiscutível nesta pandemia. Que alterações trouxe, efetivamente, este ciclo e como é que esta vertente mais tecnológica abre novas estratégias de negócio ao nível da operação? A digitalização afastou ou aproximou-vos dos vossos clientes?
A digitalização atual trouxe um aprimoramento tecnológico e temos de evoluir para acompanhar o ritmo forte das novidades. A tecnologia aproxima-nos dos nossos clientes e agora mais ainda, com as reuniões em vídeo.

Que mudanças espera no e para o turismo de forma geral e quais são, efetivamente, os maiores ensinamentos que retira desta crise para o futuro da sua atividade e negócio?
O uso da tecnologia não tem mais volta. Quem ainda não usa, sairá a perder. O turismo ficará mais forte do que nunca nos próximos anos e as empresas sólidas, que souberam respeitar seus clientes, vão crescer muito. Com a pandemia descobrimos que a nossa capacidade de superação e criatividade é imensa. A nossa equipa e clientes foram amparados desde o início, e sentimos que o reconhecimento deles está a chegar com o volume de vendas crescente. Somos um grupo formado por uma equipe vitoriosa que soube respeitar todos os envolvidos.

Para participar no webinar de dia 20 de outubro, basta inscrever-se aqui.

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Decius Valmorbida (Amadeus): “O setor mudará o foco de volume para valor, à medida que procuramos reconstruir as viagens”

Em resposta a três questões colocadas pelo Publituris, em antevisão ao webinar da Airmet, Decius Valmorbida vice-presidente da Amadeus e responsável pela área da distribuição mundial, admite que a pandemia “pode levar a mudanças positivas a longo prazo”.

Victor Jorge

Decius Valmorbida, vice-presidente da Amadeus e responsável pela área da distribuição mundial, foca o impacto que a COVID-19 teve em toda a indústria das viagens. Em resposta a três perguntas do Publituris, o responsável da Amadeus destaca que “a pandemia forçou todos no universo das viagens a voltar à estaca zero e considerar o seu papel na cadeia de valor enquanto reconstruímos o setor”.

Que tipo de soluções e experiências passaram agora e no futuro a ser mais valorizadas pelo cliente/viajante/turista? Que peso têm questões como a sustentabilidade nesta “nova realidade”? Há, efetivamente, um novo tipo de consumidor?
Nos últimos anos, passamos por uma evolução gradual para atender às necessidades em constante mudança dos viajantes experientes e aproveitar as tecnologias e inovações mais recentes que estão a transformar a sociedade como um todo. Personalização, tecnologia móvel e sem fricção, chatbots, inteligência artificial e robótica são apenas algumas das tecnologias relacionadas que estão a alimentar esta evolução das viagens.

Com a COVID-19, vimos algumas dessas tendências acelerarem para que possamos dar aos viajantes a confiança para viajar de uma maneira nova e melhor.

Impulsionado pela necessidade de fazer as coisas de forma diferente como uma resposta à COVID-19, a aceleração de padrões como NDC e OneOrder e uma convergência de tecnologias, incluindo nuvem pública, identidade digital e plataformas abertas, está a tornar-se possível entregar esta visão end-to-end.

Não estamos a falar de uma oferta premium que começa quando embarca no avião e termina quando desembarca. Em vez disso, os operadores de viagens estarão mais interconectados do que nunca e cada vez mais considerarão o seu papel como parte da viagem no seu todo.

Como é que se posicionam, nesta retoma das viagens, em termos de mercado, produtos e operações?
Um dos primeiros passos que estamos a dar para reconstruir as viagens, é reunir os vários negócios focados na viagem. Isso significa os nossos canais de viagens, companhias aéreas, TI em aeroportos e pagamentos estão a tornar-se uma única unidade dedicada a cumprir essa visão end-to-end para as viagens.

Dentro desta unidade de viagens, continuaremos a nossa evolução tecnológica e construiremos uma nova geração de sistemas subjacentes que não são limitados por processos históricos da indústria. Isso faz com atendamos às necessidades dos viajantes por uma experiência totalmente personalizada em toda a sua jornada. Isso dá aos nossos clientes a capacidade de escolher a combinação de soluções mais correta. Além disso, ajuda nos ossos clientes a colaborar, identificar e entregar os serviços de maior valor através da colaboração.

Considere, por exemplo, a identidade biométrica no aeroporto, uma experiência de serviço emergente que envolve cooperação íntima entre companhias aéreas e aeroportos. Num futuro próximo, uma experiência totalmente biométrica pode tornar-se a norma. Ao remover a complexidade com soluções em nuvem que conectam totalmente companhias aéreas e aeroportos, pretendemos desbloquear esse tipo de valor para nossos clientes e viajantes. Este exemplo também pode ser estendido ao aluguer de automóveis, comboios e até mesmo check-in em hotéis, mas somente se realmente pensarmos end-to-end.

Outro exemplo é o conteúdo. Hoje, existe uma grande riqueza de conteúdos de viagens. Com tantas opções, a melhor aposta para qualquer grande retalhista que procura chamar a atenção do consumidor, é estar em qualquer lugar, seja online ou offline. Ao trazer todos os diferentes tipos de conteúdos de viagens para uma única plataforma - seja companhia aérea, hotel, automóvel, comboio, transferências ou destinos – os próprios vendedores de viagens, clientes corporativos e os próprios viajantes serão capazes de personalizar a viagem a seu gosto. Isso é o que estamos a fazer na Amadeus com a nossa plataforma de viagens.

Que mudanças espera no e para o turismo de forma geral e quais são, efetivamente, os maiores ensinamentos que retira desta crise para o futuro da atividade e negócio?
Seja qual for o local para onde possa estar a olhar, a COVID-19 vai ao encontro da definição do “cisne negro”. Imprevisível, raro e com um impacto significativo, esses eventos causam estragos, mas também podem levar a mudanças positivas a longo prazo.

Naturalmente, todos os envolvidos na indústria de viagens estão a perguntar quando as reservas voltarão a algo próximo do que poderíamos considerar níveis "normais". Não posso responder a esta pergunta com certezas, pois existem muitas variáveis em jogo, mas, em minha opinião, essa não é a única questão que as empresas de viagens devem considerar. Pessoalmente, acho que o setor mudará o foco de volume para valor, à medida que procuramos reconstruir as viagens.

Em comparação com outras indústrias, é notável o quão pouco valor é atribuído ao produto da viagem, apesar da maioria das pessoas concordar que viajar enriquece as suas vidas. As cafeterias são especialistas em merchandising, tanto que agora é aceite que uma chávena de café possa custar cinco dólares. A questão para a indústria das viagens é: como podemos ajudar os viajantes a valorizar mais o nosso produto? Assim, à medida que as viagens recuperem, serão mais sustentáveis a longo prazo.

Neste caso, a indústria precisa analisar atentamente a experiência oferecida. Será que a experiência de viajar, em 2019, foi realmente convincente? E onde podemos criar valor adicional? Os players individuais da indústria trabalharam arduamente nas suas próprias ofertas, com companhias aéreas a adicionar planos premium e aeroportos a introduzir fast track services, mas nunca houve um foco em ‘toda’ a viagem do viajante. Pensar além dos silos individuais e pegar na visão end-to-end é a oportunidade de a viagem melhorar a experiência e desbloquear o equivalente aos cinco dólares pelo tal café.

A pandemia forçou todos no universo das viagens a voltar à estaca zero e considerar o seu papel na cadeia de valor enquanto reconstruímos o setor.

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Luís Henriques (Airmet): “Teremos de continuar a valorizar os serviços que prestamos”

A comemorar o 15.º aniversário, a Airmet irá realizar um webinar luso-brasileiro, com o objetivo de debater os desafios pós-COVID para a distribuição e aviação. O Publituris entrevistou os convidados dos painéis.

Victor Jorge

Em antecipação ao webinar que a Airmet irá realizar no próximo dia 20 de outubro, para comemorar o seu 15.º aniversário, o Publituris, media partner do evento, juntamento com o brasileiro Panrotas, irá publicar algumas entrevistas feitas aos convidados deste evento digital.

O primeiro entrevistado é, precisamente, Luís Henriques, diretor-geral da Airmet Brasil e Portugal.

Possuindo operação dos dois lados do Atlântico, que mudanças antevê para operadores e agências de viagens para o futuro próximo? Existe, efetivamente, uma alteração do paradigma operacional e do negócio? Que diferenças antevê na atuação nos dois mercados e que tipo de respostas terão de passar a dar em função da alteração do cliente?
Não creio que haja uma mudança de paradigma, mas há com certeza uma grande necessidade de evolução na forma de comunicar com os nossos clientes. Em ambos os mercados verifica-se uma cada vez maior exigência por parte dos clientes. Será fundamental que as agências se adaptem a estas novas exigências uma vez que a facilidade de acesso à informação que o cliente tem hoje é consideravelmente superior. Sabemos que em muitos setores a intermediação está claramente posta em causa e teremos de continuar a valorizar os serviços que prestamos para que a confiança dos nossos clientes nas agências seja reforçada. Consideramos também importante a especialização e diferenciação das agências.

Este tema, abordado e comentado há anos sem ser concretizado, será fundamental para o crescimento do negócio das agências. O cliente está cada vez mais exigente e nós teremos de ser cada vez mais informados e focados no “acrescentar valor” ao cliente.

Que mudanças espera no e para o turismo de forma geral e quais são, efetivamente, os maiores ensinamentos que retira desta crise para o futuro da sua atividade e negócio?
Acreditamos que as principais alterações serão ao nível das necessidades dos clientes. Vamos ter uma grande evolução em programas alternativos, uma maior preocupação com o ambiente e sustentabilidade e a necessidade de os atores terem cada vez mais criatividade, pois os clientes pretendem “algo único” com as suas viagens, pretendem sentir que é algo preparado para eles de forma única e exclusiva.

A pandemia trouxe igualmente uma maior preocupação com a saúde e a segurança em viagem, algo que as agências dão importância há muitos anos e que, antes do COVID, não era totalmente valorizado. Será importante passar essa mensagem e acreditamos que neste ponto estamos claramente bem posicionados para que consigamos inverter a tendência da desintermediação do sector.

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Servivuelo integra NDC através do API do Amadeus

O consolidador continuará a colaborar com o Amadeus no seu programa NDC e será pioneiro na implementação desta norma no seu canal online através da API de Viagens Amadeus.

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Amadeus e Servivuelo renovaram e alargaram a sua colaboração, com o principal consolidador aéreo espanhol a implementar, no seu canal online, o NDC através do API do Amadeus, com o acordo a incluir a implementação do Amadeus B2B Wallet para agilizar os pagamentos.

O Amadeus Travel API é uma solução, com tecnologia NDC, que oferece conteúdos mais especializados, proporcionando à Servivuelo “acesso ao extenso conteúdo de viagem do Amadeus com uma das mais completas ofertas de serviços complementares, melhorando a experiência de viagem e a autonomia dos seus clientes através do seu canal online”.

Já o Amadeus B2B Wallet irá beneficiar o consolidador aéreo com um fluxo de pagamento mais fluido e abrangente.

Jorge Zamora, CEO e fundador da Servivuelo, refere, em comunicado, que “a renovação deste acordo significa continuar na vanguarda do desenvolvimento tecnológico do setor", salientando ainda que “ser pioneiros na implementação do NDC irá reforçar o nosso compromisso com as agências de viagens, para lhes fornecer as melhores ferramentas e tornar o seu trabalho mais fácil e mais eficiente”.

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Agências de viagens queixam-se de serem tratadas como “parente pobre do turismo” e querem mais apoios

A ASGAVT considera que o setor está a ser abandonado à sua sorte com a “inadmissível redução dos apoios às agências de viagens”, por parte do Turismo de Portugal.

Publituris

A Associação de Sócios Gerentes das Agências de Viagens e Turismo (ASGAVT) considera que, nesta crise pandémica, as agências de viagens foram tratadas "como o parente pobre do turismo", uma vez que, apesar das promessas das autoridades, não foi possível "criar uma medida específica para o setor das agências de viagens" e os poucos apoios que existem estão a terminar.

"Nesta altura de extrema dificuldade em que vemos os restantes países da UE, como Espanha e Alemanha a alargar os apoios a este setor, e o nosso governo, o Turismo de Portugal e Secretaria de Estado do Turismo a reduzirem os apoios e a não terem qualquer consideração pelo setor", denuncia a associação, num comunicado enviado à imprensa esta segunda-feira, 11 de outubro.

Na informação divulgada, a ASGAVT lembra os meses difíceis em que não existia "produto algum para venda" devido à paragem total da atividade, assim como o papel das agências de viagens no repatriamento de cidadãos que tinham ficado retidos no estrangeiro e o "esforço titânico" dos agentes de viagens que tudo fizeram para não deixar os seus clientes sem apoio e deixa a pergunta: "imaginem o que seria o setor sem as agências de viagens?".

Por isso, a ASGAVT reclama mais apoios para o setor das agências de viagens, que considera estar a ser abandonado à sua sorte com a "inadmissível redução dos apoios às agências de viagens, especialmente por parte do Turismo de Portugal".

"Sendo a entidade supervisora do setor deveria nesta fase, mais do que nunca, criar apoios efetivos e assertivos ao setor e não retira-los como está a proceder neste momento, com o desaparecimento das majorações nos financiamentos atribuídos, e a não criação da 6ª fase no apoio a tesouraria", acrescenta a associação.

A ASGAVT considera também que, pela sua importância, o turismo já deveria ter um ministério, até porque, acusa a associação, a Secretaria de Estado do Turismo não tem "peso nem força junto do Ministério da Economia e das Finanças, cuja única preocupação é focada na hotelaria, restauração e similares".

"Temos uma Secretaria de Estado do Turismo, mas que pela importância que o nosso sector representa, já deveria ser um Ministério. Sem peso nem força junto do Ministério da Economia e das Finanças, cuja única preocupação é focada na hotelaria, restauração e similares e que apesar de muitas promessas durante todo este tempo não foi capaz de criar uma medida específica para o setor das agências de viagens", critica a associação.

As palavras duras da ASGAVT são ainda dirigidas ao Banco de Fomento, que "anuncia linhas, mas tarda em divulgar as condições de acesso, pois a tutela está constantemente a efetuar correções e alterações, impedindo que as mesmas sejam operacionalizadas". Já o acesso a essas linhas, acusa ainda a associação, é "só para alguns e exclui na maioria das vezes as microempresas que são 90% da força produtiva em Portugal".

"Porque merecemos, porque somos o único setor em Portugal que tem um fundo de garantia solidário (valor esse depositado no Turismo de Portugal) para que nunca nenhum cliente de uma agência de viagens tenha alguma vez um prejuízo financeiro por serviços não cumpridos, devemos ter uma atenção especial por parte da tutela", conclui a associação.

 

 

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In Sure Broker lança duas novas opções do produto COVID Protection

Estas duas novas soluções – COVID Protection Classic e Platinium – vão ao encontro das necessidades dos clientes e chegam para a consolidação da retoma do setor do turismo.

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A In Sure Broker acaba de lançar duas novas opções para a consolidação da retoma do setor do turismo: COVID Protection Classic e Platinium.

Além das outras garantias já previstas e das novas garantias noCovid-19, os novos produtos incluem garantia de cancelamento em caso de contaminação ou quarentena a todo o agregado familiar, sem limite de pessoas seguras, ou do acompanhante que não faz parte do agregado familiar; a ampliação dos capitais de cancelamento e interrupção de viagem; a ampliação dos capitais de despesas médicas; a inclusão das viagens de incoming; consulta médica on-line.

José Carlos Viseu, executive manager da In Sure Broker, refere, em comunicado que a empresa está “empenhada em colocar à disposição dos agentes de viagem as soluções mais adequadas para proteger os clientes e para promover o setor”. Com estas novas soluções, os agentes podem contar com uma oferta mais alargada e personalizada de garantias, totalmente adequada às necessidades dos clientes.

O executive manager da In Sure Broker refere ainda que, uma vez que ainda vivemos um período de pandemia, os novos produtos Covid Protection Silver e Gold “chegam num momento em que é imprescindível para o setor apresentar soluções de seguros de viagem com que os clientes se sintam tranquilos e verdadeiramente protegidos”.

Assim, saber que todo o agregado ou até mesmo o acompanhante que não faz parte da família está abrangido trará “mais confiança a todos os que querem viajar”, conclui José Carlos Viseu.

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Quase metade dos britânicos conta viajar para o estrangeiro no inverno, indica estudo da ABTA

Estudo da ABTA – Associação Britânica de Agências de Viagens mostra que, com o levantamento das restrições às viagens, 46% dos britânicos já reservaram ou contam reservar uma viagem neste inverno.

Publituris

Neste inverno, quase metade dos britânicos conta viajar, apurou um estudo da ABTA - Associação Britânica das Agências de Viagens, segundo o qual 46% dos cidadãos do Reino Unido já reservaram ou contam reservar uma viagem para o estrangeiro em destinos de sol ou de neve nos próximos meses.

De acordo com o jornal britânico Travel Weekly, a percentagem de turistas britânicos que conta viajar neste inverno é mais elevada do que antes da pandemia e aumentou depois do Governo do Reino Unido ter levantado grande parte das restrições às viagens e ter reduzido para sete destinos a lista vermelha, onde figuram os países com maior risco para a COVID-19.

O estudo da ABTA mostra que os turistas britânicos acreditam que, com o levantamento das restrições, será mais "fácil e barato" reservar umas férias no estrangeiro já neste último trimestre do ano.

Ilhas Canárias, Turquia, Dubai, Barbados, Jamaica, Maldivas e Maurícias são, segundo a pesquisa da ABTA, os destinos que devem registar maior procura por parte dos turistas britânicos em outubro e novembro.

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Prime Days é o evento “com maior sucesso” da história da eDreams ODIGEO

Segundo a agência de viagens online, as reservas realizadas durante a 2.ª edição da campanha Prime Days “excederam largamente o melhor dia de vendas que a empresa registara até então”.

Publituris

A eDreams ODIGEO veio esta segunda-feira, 11 de outubro, fazer um balanço positivo da campanha Prime Days, que foi o evento "com maior sucesso" da história da agência de viagens online, que revela que as reservas na segunda edição do evento "excederam largamente" o melhor dia de vendas que a empresa registara até então.

"Após realizar o primeiro Prime Day em junho passado, a empresa terminou agora a segunda edição desta campanha para os clientes, que durante três dias, ou 72 horas, ofereceu benefícios especiais aos subscritores. As reservas de viagens, incluindo voos, hotéis e aluguer de carros, excederam largamente o melhor dia de vendas que a empresa registara até então", refere a eDreams ODIGEO, num comunicado enviado à imprensa.

A agência de viagens online explica que o Prime, que é o primeiro programa de subscrições do setor das viagens, "ultrapassou 1.5 milhões de membros no final de agosto, e tem demonstrado consistentemente um desempenho sólido, à medida que os viajantes compreendem cada vez melhor a conveniência, personalização, serviço ao cliente premium e flexibilidade que este modelo de subscrição lhes pode oferecer".

"Estamos encantados por estar a fazer história com o eDreams Prime. Desde o seu lançamento, em 2017, sabíamos que estávamos a transformar a nossa indústria a partir de dentro, com uma proposta pioneira que transforma por completo a experiência tradicional de reserva de viagens,” afirma Frédéric Esclapez, Chief Marketing Officer da eDreams ODIGEO.

 

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“O modelo da TAP precisa de uma escala mínima. Sem ela, a TAP não terá sucesso”

Conversar com Antonoaldo Neves, sem abordar a TAP e aeroporto de Lisboa seria (quase) impossível. O CEO e fundador da P2D Travel falou sobre ambos com o Publituris.

Victor Jorge

Se no caso da companhia de bandeira nacional, “a TAP estava destinada a crescer”, relativamente ao (novo) aeroporto, “discuti-lo sem primeiro resolver o problema da Portela, é uma perda de tempo”, considera Antonoaldo Neves, CEO e fundador da P2D Travel e ex-CEO da TAP.

Olhando, de fora, para um universo que conhece ou conheceu bem - TAP - como analisa essa sua “velha conhecida?
Quando chegámos à gestão da TAP, a companhia estava muito endividada. A dívida era 10 vezes o EBITDA da companhia. Antes da pandemia estávamos com um sistema de alavancagem da TAP, tendo reduzido o endividamento da empresa de forma drástica, para cerca de 4 vezes o EBITDA. A empresa estava bem e, como é público, antes da COVID tínhamos uma proposta firme da Lufthansa para investir na TAP. Por isso, a companhia estava saudável.

Acha que essa proposta da Lufthansa se mantém?
Não sei, não tenho acompanhado bem essa matéria. Sei que o nosso processo negocial com a Lufthansa demorou cerca de um ano e ninguém sabia. Mas penso que ainda é possível no futuro, depende muito da TAP. O impacto da pandemia em todas as companhias aéreas foi muito grande e acredito que a TAP vai recuperar, tem aeronaves muito boas. Se pensar bem, a TAP hoje é uma TAP completamente diferente daquela que existia no passado. Vi a rentabilidade das aeronaves e é extraordinária.

Mas é sabido que a TAP vai reduzir frota. Isso vai refletir-se nalgumas rotas?
O modelo da TAP precisa de uma escala mínima. Sem ela, a TAP não terá sucesso. Em 2019, estávamos ainda abaixo do que acreditávamos ser a escala adequada para a TAP. Uma TAP com menos escala, mais pequena, precisa de outro modelo. Não consigo imaginar que modelo será esse. O que sei é que a TAP, em 2019, estava destinada a crescer. É preciso recordar que o aeroporto de Lisboa estava congestionado e a forma como a TAP ia crescer era pelo tamanho dos aviões. Havia crescimento contratado para a TAP e o modelo escolhido para a TAP precisava de escala.

Mas escala precisa de aeronaves e rotas?
Precisa de aeronaves, rotas, pilotos, mecânicos, comerciais. E precisa ter foco. Outra questão passa por ter “slots” no aeroporto e por defender esses “slots”, ter um grupo de pilotos treinado e pronto para voar e, fundamentalmente, crescer. Ou então, pensar, parar e partir para outro modelo. Pode ser que exista outro modelo. Não estudei outro modelo, mas não duvido que possa existir.

Mas na atual realidade não terá de se pensar noutro modelo?
Pode até ser, mas há que acreditar, igualmente, que o aeroporto cresça. Estamos há anos a falar do aeroporto sem nada acontecer.

Mas o aeroporto terá de crescer ou o aeroporto terá de nascer?
A médio prazo tem de nascer, mas para já tem de crescer. Sempre disse que o foco tem de ser na ampliação da capacidade do atual aeroporto de Lisboa, que tem muito espaço para crescer.

Mas faz sentido fazer crescer o atual aeroporto ou construir um novo?
Discutir um novo aeroporto, sem primeiro resolver o problema da Portela, é uma perda de tempo. A pergunta que sempre fiz enquanto estive na TAP foi: o que vamos fazer pela Portela? É como ter um filho que já nasceu e só querer falar de um filho que ainda não nasceu. Não nos podemos esquecer que o aeroporto da Portela é dos piores aeroportos da Europa, não mudou nada. Nos últimos 18 meses continua exatamente igual.

Concorda, por isso, com quem afirme que esta paragem, devido à pandemia, deveria ter sido aproveitada para se ter feito algo no atual aeroporto, já que, quando o turismo regressar, vamos ter problemas?
Sim, sem dúvida. A Portela já estava no seu limite. Lembro-me que estava definido não realizarmos voos charters porque não havia espaço na Portela. As pessoas têm memória curta.

Não sei o que foi feito neste período, mas espero que tenha sido feito muita coisa.

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“É importante a TAP correr bem para a P2D ter sucesso em Portugal”

Depois de ter recebido um investimento de quatro milhões de dólares, Antonoaldo Neves, fundador e CEO da P2D Travel, vê Portugal – e os portugueses – como ponta(s) de lança para a expansão europeia da operação. 

Victor Jorge

Depois da saída da TAP, em setembro de 2020, Antonoaldo Neves continuou a apostar no setor do turismo e das viagens. Contudo, noutra vertente. Apostou na tecnologia e está, hoje, no mercado com o que diz ser o “Shopify” das viagens. Em entrevista ao Publituris falou ainda de “velhos conhecidos”: TAP e aeroporto.

A P2D Travel iniciou atividade há relativamente pouco tempo e anunciou um investimento por parte da Point Brake Capital no valor de 4 milhões de dólares, investimento esse que, segundo a própria P2D Travel, acelerará o crescimento no Brasil e Portugal, abrindo portas para uma expansão mais internacional. Sem esse investimento por parte do fundo norte-americano essa expansão seria possível neste momento?
Sim, seria. Os sócios fundadores tinham capacidade para continuar com o crescimento da empresa, independentemente do investimento do fundo norte-americano. O que o fundo traz são duas coisas: permite acelerar a velocidade de crescimento, já que a questão não é geográfica, bem como uma maior rede de conexões global.

Quer dizer que os mercados de expansão (Portugal, México e Brasil) previstos não mudam. O que muda é a velocidade dessa expansão?
Exatamente, mas aquilo que crescemos no Brasil também muda. A empresa na verdade, nasceu em Portugal e no Brasil ao mesmo tempo. O que fizemos em Portugal foi esperar um pouco pelo lançamento oficial, porque não tínhamos ainda os hotéis europeus na nossa rede.

A nível geográfico, iremos para o México, onde iremos lançar oficialmente a operação de venda com a nossa rede de parceiros em janeiro de 2022.

Basta um smartphone
Explique-nos o que é, efetivamente, a P2D Travel e no que se distingue da oferta existente?
A P2D Travel é uma empresa que veio para fazer uma aposta num mercado que ainda não é organizado. Se olhar para os últimos 15 anos, o mercado da venda de viagens viveu uma transformação muito grande, passando de agências físicas para o universo do portal, do marketplace.

Foram criados o Momondo, Expedia, Booking, entre outros, que continuam a ter muito sucesso.

Nós, contudo, acreditamos que, assim como as lojas físicas não deixarão de existir, assim como os portais e marketplaces não vão deixar de existir, nos próximos 10 a 15 anos vai surgir um novo fenómeno da venda de viagens nas redes sociais.

O que nós organizámos, e não existe ninguém a fazer isto atualmente no mundo, e pesquisei muito, é uma plataforma tecnológica para qualquer pessoa que queira vender viagens nas redes sociais possa fazê-lo de forma simples.

A pandemia veio demonstrar que o setor precisa deste push tecnológico ou digital

Portanto, trata-se de proporcionar a venda de viagens nas redes sociais?
Sim, a P2D é uma plataforma tecnológica que possibilita às pessoas que possuam um smartphone vender viagens nas redes sociais. Estamos a pegar em milhares de pessoas que possuem um smartphone, dando-lhe a possibilidade de vender viagens.

A P2D oferece uma plataforma através da qual o parceiro pode vender viagens aos seus contactos, não é a P2D que lhe dá uma carteira de clientes. É o nosso parceiro que tem de explorar a sua própria rede de contactos, ele é que tem de fazer o trabalho de promoção. Nós, P2D disponibilizamos a ferramenta tecnológica para ele fazer isso.

Por isso, sim a P2D Travel é uma plataforma tecnológica para venda de viagens nas redes sociais.

Quando anunciaram o investimento, dizem que criaram a “Shopify” do turismo.
Sim, esse é um grande exemplo. Inspiramo-nos na Uber, mas a meio caminho percebemos que eramos muito mais parecidos com o “Shopify”.

Admitem, também, que foram mais além que o “Shopify”. O que é esse “ir mais além”?
Fomos mais além, especialmente, em dois elementos. Em primeiro lugar, no “Shopify”, precisa de ter um produto. O “Shopify” não lhe dá o produto. Na P2D o negócio já está lá, os produtos já estão lá para serem vendidos. Outro aspeto, é que o marketing na P2D é diferente. Temos uma agência de marketing online dentro da nossa plataforma que permite, de uma forma autónoma, aos nossos parceiros fazerem promoção.

Portugal como ponta de lança europeu
Mas o que é que a P2D traz ou poderá trazer ao mercado português? O seu conhecimento do mercado português foi fundamental para considerar Portugal como um mercado de expansão ou se, estando no Brasil, também teria de estar em Portugal?
A P2D começou em Portugal e Brasil. No início, a visão era começar por Portugal como plataforma para a Europa.

Precisávamos de uma plataforma para fazer crescer, como se diz no Brasil, a fatia do bolo. Não estamos cá para roubar quota de mercado a ninguém. Estamos cá para poder ter mais pessoas a promover e distribuir o turismo. Não dá para lançar uma empresa na Europa para comprar quota de mercado. Isso seria gastar muito dinheiro, construir uma marca, seria muito dispendioso.

Por isso, pensámos em aproveitar as redes existentes para construir verdadeiras redes de redes e vender na Europa inteira. O protagonismo de Portugal nesta empresa é muito grande, já que se trata da porta de entrada para a Europa. Esta é a visão para Portugal, tal como é a visão para o México como porta de entrada para o mercado dos EUA.

Por isso, Portugal não surge como ligação ao Brasil, mas sim como protagonista na Europa.

Referiu que Portugal é a porta de entrada para a Europa. Então já tem outros mercados em vista?
Pensamos que possa ser algo como Itália, França ou Espanha. Mas existe outra abordagem que queremos estudar e que passa por poder utilizar os portugueses que vivem nesses países como embaixadores. Aproveitar os portugueses que vivem em Genebra, Luxemburgo, Paris, Londres para serem os pontas de lança nesses mercados. Falam a língua local, conhecem os hábitos, estão integrados nas comunidades locais.

Temos a possibilidade de dois modelos: entrar diretamente nos mercados ou entrar, utilizando esses pontas de lança de Portugal nesses mercados. Não está decidido, mas será um deles.

E que resposta espera do mercado português?
O mercado português é muito bom para este tipo de plataforma, porque é um mercado onde os portugueses se “viram” como se diz no Brasil, ou seja, os portugueses são muito empreendedores, têm duas ou três atividade e estão sempre à procura de fazer algo mais.

Neste momento, já temos mais de 160 afiliados/parceiros em Portugal. É um número muito bom, proporcionalmente, é maior que o número que temos no Brasil.

Nós fizemos o lançamento oficial, no Brasil, em maio deste ano e em Portugal no mês de agosto. Por isso, para o tamanho do país e para o pouco tempo que temos, é muito.

E globalmente?
Globalmente, contamos com mais de 1.500 afiliados/parceiros.

A P2D Travel tem operação física em Portugal? Quantas pessoas têm cá? Esse número vai aumentar?
Sim, temos operação em Portugal, estamos com seis pessoas a tempo integral. A nossa central de atendimento está em Portugal, em Cascais. Estamos ainda num sistema híbrido, mas estamos a recrutar para a nossa operação em Portugal.

A base do negócio
O formato que assumem é de “social e-commerce para distribuição e vendas de viagens”. Este tipo de plataforma poderá estar mais virada para as gerações mais novas, mais tecnológicas?
Não, isso também me surpreendeu. Temos pessoas de todo o tipo e idades, estamos a atrair pessoas de diversos perfis. A principal ferramenta para venda na plataforma é o Whatsapp. Independentemente do seu grau tecnológico, praticamente todos sabem utilizar o Whatsapp. Os miúdos usam mais o Instagram, a minha geração usa mais o Facebook, mas todos usam o Whatsapp.

Agora, a forma de vender, naturalmente, que é diferente. Uma vez que utilizamos tecnologia ‘omnichannel’, temos os canais adequados. E por incrível que pareça, há gente a vender por telefone e quando digo por telefone, é mesmo pelos aparelhos antigos.

Tivemos o cuidado de desenvolver uma plataforma suficientemente flexível através da qual a nossa intenção não é dizer às pessoas como devem vender. São as próprias pessoas que criam e adaptam a sua forma de venda.

Acredito no poder das redes sociais e que cada pessoa possa construir uma carteira de clientes, 100, 200, 500 ou até mesmo 1.000 clientes, e venda da forma que entender.

A P2D Travel tem é de dar a melhor plataforma possível para que o nosso parceiro possa vender da melhor forma possível. E há gente que vai ter sucesso, tal como vai haver gente que não vai ter sucesso.

A única coisa que não podemos fazer é colocar barreiras artificiais para a entrada de novos parceiros.

E qual o custo de ser parceiro da P2D Travel?
Não tem custo. Zero.

Então como é que a P2D Travel ganha dinheiro?
A P2D Travel divide as comissões com os seus parceiros. As comissões que temos das companhias aéreas, dos hotéis, etc., dividimos ao meio. Daí termos muito volume para pagar os custos fixos. Agora, se o meu parceiro for muito bom e vender mais caro, esse valor adicional fica para ele.

Se o meu parceiro for bom e vender mais caro, a P2D Travel não tem problema com isso. Hoje 35% dos nossos parceiros vendem mais caro do que os outros que vendem ao preço que recomendamos vender.

E o que faz alguém comprar mais caro?

Simples, há gente “tola” como eu, que gasta cinco horas na Internet para conseguir comprar um bilhete 10 euros mais barato. Contudo, existem pessoas mais inteligentes, com a minha mulher, que me diz “não vale a pena”, assumindo que o tempo, essas cinco horas, valem mais do que esses 10 euros.

Então compro a uma pessoa em quem confio, apesar de ser mais caro, mas que me faz poupar tempo.

Na P2D Travel acreditamos que as relações de confiança e a tecnologia transformam as viagens. Ora, se confio naquela pessoa e mesmo que esteja a cobrar mais 5 ou 10 euros, não há problema, já que sei o que estou a comprar e por quanto estou a comprar.

Se, porventura, essa pessoa me estiver a enganar, não lhe compro mais.

E o pagamento é feito a quem, ao parceiro ou à P2D?
A P2D é quem faz todo o processo de cobrança e emissão de fatura para o cliente. Recebemos o pagamento, pagamos aos fornecedores (companhias aéreas ou hotéis) e pagamos ao nosso parceiro, a 15 de cada mês, o valor referente ao mês anterior.

É tudo muito descomplicado, transparente, porque se não for simples e claro, não conseguimos ter uma rede grande e esse é o nosso objetivo.

E numa situação inesperada, a quem é que o cliente, o comprador se pode dirigir ou queixar? Aos parceiros da P2D ou à própria P2D Travel?
Nós temos uma central de atendimento e fazemo-lo em nome do parceiro. Porque, no fundo, o responsável final é sempre a P2D Travel. Se há uma fraude de um bilhete, o parceiro não tem prejuízo. A P2D tem prejuízo. Se existe um problema num hotel às 2 da manhã, o cliente apareceu e há overbooking, é a P2D Travel que resolve.

Porque é a P2D que faz toda a negociação prévia, certo?
Exatamente. O parceiro vende. A negociação é feita por nós. É por isso é que somos tão atrativos para os parceiros, para quem tem experiência e não tem experiência. A nossa mensagem é, não tenha medo, porque estará sempre alguém da P2D Travel para resolver qualquer problema que possa surgir.

Fazer crescer o mercado
É reconhecido que as agências de viagens estão a atravessar tempos muito difíceis. É por esta oferta digital que as dificuldades podem ser ultrapassadas?
Penso que sim. O nosso objetivo é, mais do que concorrer com as agências tradicionais, fazer crescer o mercado.

Agora existe um “exército” de pessoas que antes não promovia viagens. Agora estão a fazê-lo. Desta forma, o setor, como um todo, vai ganhar.

Claro que existe concorrência e isso é normal neste processo, mas também sabemos que as agências tradicionais vão sobreviver e haverá sempre espaço para elas. O que queremos mesmo, é que o setor cresça. Acreditamos que com a diminuição das viagens de negócios, as viagens de lazer vão crescer muito. As pessoas vão ter mais oportunidades de viajar, porque há grande vontade para tal e porque os trabalhos vão ser mais flexíveis, permitindo às pessoas viajar mais.

O que vai acontecer é que a tarifa média vai cair. As pessoas, sendo possível trabalhar a partir de qualquer local, vão voar e viajar mais. Não é por acaso que as companhias aéreas estão a direcionar os seus esforços para o lazer.

Sinto-o otimista?
Sim, estou muito otimista. Se for ver o turismo dentro dos países, a situação não está muito mal. O problema está no turismo internacional. A P2D Travel surgiu durante a pandemia precisamente para aproveitar esse “momentum” que vem aí.

Esta componente digital coloca a P2D Travel em vantagem?
Sim, sem dúvida. A pandemia veio demonstrar que o setor precisa deste ‘push’ tecnológico ou digital. Se pensar bem, o setor do turismo e viagens ainda não aproveitou a grande transformação que aconteceu nas redes sociais nos últimos cinco ou seis anos.

Contudo, aproveitámos muito bem a digitalização que aconteceu há 15 anos. O setor registou um desenvolvimento muito forte nos últimos 10 anos à conta da tecnologia. Mas agora está na hora de inovar de novo.

O setor do turismo e viagens ainda não aproveitou a grande transformação que aconteceu nas redes sociais nos últimos cinco ou seis anos

Mas há 15 anos a oportunidade que surgiu foi a Internet. Atualmente, não basta estar online.
Tem toda a razão. Aproveitou-se a Internet como modelo e realizaram-se atualizações ao longo dos anos, sem haver uma transformação efetiva dos processos para esta nova era digital que é muito diferente de ter um simples site.

Afirmando-se otimista, o que é que, em sua opinião, é preciso acontecer para que esta retoma ocorra o mais rapidamente possível?
O turismo dentro dos países, com os diversos protocolos, vacinas e outras questões de saúde pública, já está encaminhado.

Lembro-me que em junho ou julho de 2020 ninguém sabia se e quando teríamos vacina. Acho que é um milagre o que o ser humano conseguiu fazer em tão pouco tempo. Claro que não está livre de problemas e controvérsias, mas, de facto, o ser humano mostrou ser capaz de enfrentar uma pandemia global de forma positiva, apesar de todos os desafios.

Mas como referiu, o maior problema está nas viagens internacionais, nomeadamente, de longo curso?
Sim e aí acho que é a política que está a atrapalhar. Por exemplo, acho que a política seguida por Portugal é das melhores e que mais sentido fazem.

Por exemplo, há tempos tive de viajar de Portugal para os EUA. Tive de fazer quarentena no México que estava numa situação pior que Portugal. Não faz sentido. Isso mostra a incapacidade política e a falta de uniformização de regras e normas. Afinal, os políticos são pagos para correr riscos.

Penso que o próximo desafio passa por eliminar essas barreiras artificiais que estão a ser criadas em torno das viagens internacionais.

Mas também é uma questão de confiança de quem viaja ou não?
Sim, certamente. Até porque sem essa confiança não vai haver viagens. As pessoas ficam com medo de ficar presas e não poder regressar, caso algo aconteça ou um país possa fechar.

A P2D conta com mais de 1.500 parceiros a nível global. Existe algum limite para o número de parceiros?
Nós desenvolvemos a plataforma na ‘cloud’. Atualmente, temos a escalabilidade da Amazon Web Services (AWS). Por isso, não há limites.

A P2D Travel nasceu com a aspiração de ser grande. Não nascemos no computador de alguém que fez um site ou uma aplicação. A P2D Travel nasce a partir de um trabalho estruturado, muito pensado. Quando começámos a desenvolver o código e a plataforma em setembro de 2020, fizemo-lo para ter muita escala, para crescer.

Mas quando fala em escala, em crescimento, tudo isso está apontado para Portugal, Brasil, novos mercados como México e EUA ou para outros mercados que ainda irão surgir?
Hoje o nosso maior número de parceiros está no Brasil. Acredito que, até ao final do ano de 2021, iremos ter 3.000 parceiros a nível global. Estamos a receber 20 a 30 parceiros diariamente. E isto sem gastar dinheiro em marketing.

Portugal pode chegar aos 300 parceiros, mas não estabelecemos metas muito rígidas.

O que mais importa agora é o processo de capacitação das pessoas e da robustez da solução e não tanto a quantidade.

Já temos um bom número de parceiros, mas é uma plataforma que poderá vir a ter 10, 20 ou 50 mil parceiros.

Quais são os próximos passos da P2D Travel para se dar a conhecer ao mercado e futuros parceiros?
Falando especificamente de Portugal, primeiro vamos torcer pela TAP. É muito importante termos uma TAP a correr bem para que a P2D tenha sucesso em Portugal.

Tenho confiança que as coisas vão retomar, que a TAP vai conseguir aproveitar as oportunidades. Tendo isso, já temos a base para podermos crescer em Portugal.

O nosso foco atual, em Portugal, passa por colocar na plataforma todos os hotéis da Europa que ainda não temos. Só temos os hotéis de Portugal. Vamos ter hotéis de mais cinco países na Europa. Depois, o segundo esforço passa por capacitar os nossos parceiros.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

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