50 ideias para o Turismo | Segurança, segurança, segurança…

Por a 22 de Março de 2018 as 12:01

Dotar as zonas públicas de animação turística nocturna, especialmente no Algarve, com sistemas de videovigilância eficazes e eficientes, disciplinar a ocupação da via pública, fazer cumprir o Regulamento Geral do Ruído e limitar o período de funcionamento dos bares

Vivemos num mundo conturbado, difícil e inseguro. A segurança assumiu-se, definitivamente, como um dos factores que mais determina a competitividade económica e turística do mundo contemporâneo.
A segurança turística envolve situações de instabilidade resultantes da globalização do fenómeno terrorista, mas também problemas decorrentes da pequena criminalidade junto de turistas e visitantes, consubstanciada em furtos na via pública, nem sempre destituídos de alguma violência.
As questões da grande criminalidade internacional exigem, obviamente, uma abordagem e uma colaboração e cooperação entre países, incluindo eficazes sistemas de informações de segurança.
Já o incremento do pequeno crime, organizado ou não, contra pessoas e bens patrimoniais, resulta de factores como fiscalização policial insuficiente, falta de legislação apropriada, falta de regulamentação municipal sobre o horário e funcionamento de estabelecimentos de animação nocturna, (bares, discotecas, etc.), ocupação descontrolada da via pública para a prática de venda ambulante, incluindo a comercialização de bebidas alcoólicas e outras substâncias, falta de sistemas eficazes de videovigilância, falta de controlo sobre os comportamentos e posturas de turistas e cidadãos em geral, geradores de desacatos, segurança privada pouco habilitada em lidar com estes conflitos, cuja falta de profissionalismo transforma, não raras vezes, em confrontos físicos graves.
Precisamos de medidas que ajudem a esbater um fenómeno cada vez mais internacionalizado e em crescendo no nosso País, indo desde o pequeno furto do vulgo carteirista na via pública até ao roubo por esticão violento, provocando traumas e gerando descontentamentos desnecessários nos turistas que nos visitam.
Para isso, deve ser reforçado o policiamento de proximidade, apostando na investigação e formação das várias forças policiais em presença, sem esquecer a indispensável dotação de meios técnicos, especialmente viaturas para levar a bom termo a missão fiscalizadora das autoridades.
Concentrar esforços financeiros nesta área rende, comprovadamente, mais à competitividade do turismo nacional no futuro do que gastar dinheiro em acções de eficácia duvidosa.
Elidérico Viegas, Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA)

Nota de editor: No âmbito da celebração do seu 50º aniversário, o Publituris convida, todas as semanas, uma figura do sector a lançar uma “Ideia para o Turismo”.

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