Notas editoriais de um Verão quente:

Por a 4 de Agosto de 2017 as 11:15

1. O líder do PSD e ex-primeiro ministro, Pedro Passos Coelho, veio dizer que as grandes cidades do País, como Lisboa ou Porto, não devem ficar a viver “à sombra da bananeira” porque muita da procura turística “é temporária”. Para Passos Coelho deve-se aproveitar essa procura, mas “não se pode construir um futuro a pensar nisso”, sendo “muito importante” que “outras dimensões económicas possam ser reforçadas a par do Turismo”. Tenho sempre muitas dificuldades em entender porque é que se trata o Turismo sempre com tantas reservas, quase como se fosse uma economia menor. De uma vez por todas temos de encarar o Turismo com uma economia que veio para ficar. Não me parece uma atitude razoável que se diga que o Turismo é uma economia temporária, quando o investimento neste sector nos últimos anos tem sido muito elevado. Tem que se tratar o Turismo com mais seriedade.
2. Continuando na política, uma nota negativa para a forma como António Costa tem gerido a questão de Tancos e Pedrógão Grande. Em comum, a falta de responsabilidade política nas duas matérias. Se resolve as consequências? Não, mas dá pelo menos um sinal de seriedade e respeito pelo País.
3. Destaco a entrevista do presidente da Turismo do Centro, Pedro Machado, ao Dinheiro Vivo, sobre as consequências dos incêndios na Região Centro. A entrevista é esclarecedora, referindo o que foi afectado e o que deve ser feito para recuperar o território. Um exemplo de como deve ser feita a comunicação numa situação como esta.
4. Regressada esta semana de uns dias de férias no Algarve, confirmo a grande procura de turistas na região. Infelizmente, o que também confirmo são as obras em plena época alta na N125 [a meu ver, Junho já é época alta]. Não se percebe porque é que não há um planeamento nesta matéria, porque nos últimos anos o cenário tem sido sempre este.
5. A Câmara do Porto aprovou a proposta que visa a criação, em 2018, da taxa turística na cidade. Na opinião de Rui Moreira esta taxa deverá ser de dois euros. Não se sabe é como é que o presidente do Porto chega a este valor.

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