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Ana Jacinto

Aviso à navegação

É agora o tempo de acordar e regressar à realidade do nosso país, mas também do mundo, na certeza de que vivemos uma era em que tudo o que acontece pelo globo fora, rapidamente chega até nós, e não estou a falar apenas da pandemia.

Ana Jacinto

Aviso à navegação

É agora o tempo de acordar e regressar à realidade do nosso país, mas também do mundo, na certeza de que vivemos uma era em que tudo o que acontece pelo globo fora, rapidamente chega até nós, e não estou a falar apenas da pandemia.

Ana Jacinto
Sobre o autor
Ana Jacinto

Desde o momento em que o Presidente da República ameaçou dissolver o Parlamento, o que veio a acontecer, e anunciou a realização de eleições, o que também aconteceu, que parece termos mergulhado num género de estado de alheamento relativamente a tudo o que nos rodeia, e a tudo o que aí vem, ou parece vir.

Com as eleições do dia 30 de janeiro termina um ciclo e inicia-se outro. É agora o tempo de acordar e regressar à realidade do nosso país, mas também do mundo, na certeza de que vivemos uma era em que tudo o que acontece pelo globo fora, rapidamente chega até nós, e não estou a falar apenas da pandemia.

O mundo tem andado distraído com essa mesma pandemia, nós andamos distraídos com a pandemia e com as eleições (não necessariamente por esta ordem), ao mesmo tempo que se vão hasteando várias “red flags”.

Não quero ser profeta da desgraça, mas acredito que um pessimista é um otimista bem informado, e por isso impõe-se um alerta à navegação, porque se perspetivam anos vindouros muito exigentes e temo estar a usar um eufemismo.

Desde logo, sabemos que a pandemia não contamina apenas pessoas. Contaminou tudo à sua volta. A imprevisibilidade estendeu-se a quase todas as áreas da nossa vida, com especial destaque para a nossa economia, com quebras recorde, com as falências a subirem e a desaparecida inflação a (re)aparecer.

As empresas, especialmente do Turismo, que praticamente paralisaram, chegam aqui (as que chegam) descapitalizadas e sem apoios, numa altura em que a pandemia parece perder protagonismo e esperavam poder iniciar uma retoma.

Às muitas dificuldades que as empresas já enfrentam alia-se agora a escalada dos preços, nomeadamente da energia, dos combustíveis e das matérias-primas, que leva à redução dos rendimentos das famílias, o que impacta negativamente nos nossos negócios. E colocando-se as empresas em dificuldades, coloca-se em risco o emprego de muitos milhares de pessoas. E o ciclo repete-se.

Mas a distração que a nossa crise política provocou, já terminou com a eleição de um único partido para nos governar. Mais poder, traz invariavelmente consigo, mais responsabilidade e também zero desculpas.

Espero assim que o novo Governo arrume agora a casa, tarefa facilitada com a maioria alcançada, e arrume rapidamente, para que se deixe de navegar “à vista” e se estabeleçam as coordenadas, leia-se estratégia, para a recuperação da nossa economia e das nossas empresas. Desde logo respondendo às suas necessidades e criando-se um ambiente favorável ao seu desenvolvimento, para que Portugal, e o seu Turismo, retome a pujança que vinha a conhecer há já alguns anos.

E depois é esperar que a guerra de nervos que atualmente se vive no conflito Rússia/Ucrânia não evolua para uma guerra bélica, o que acarretaria, inevitavelmente, graves consequências a uma escala mundial.

Parece assim haver mais variantes do que as variantes COVID-19, mas esperamos que o ditado esteja certo e que aquilo que não nos mate, nos torne mais fortes.

Sobre o autorAna Jacinto

Ana Jacinto

Secretária-geral da AHRESP
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