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“No futuro, simplesmente ninguém vai conseguir competir sem utilizar IA”

A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) volta a reunir o setor para mais um congresso, sob o tema da Inteligência Artificial. Em entrevista ao PUBLITURIS, Pedro Costa Ferreira, presidente da associação, destaca a importância e inevitabilidade da implementação da tecnologia no setor das agências de viagem. De fora não podiam ficar, claro, temas como a atual crise política e alguns dossiers – TAP e aeroporto – que ficam “pendurados” à espera de (nova) decisão.

Victor Jorge
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“No futuro, simplesmente ninguém vai conseguir competir sem utilizar IA”

A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) volta a reunir o setor para mais um congresso, sob o tema da Inteligência Artificial. Em entrevista ao PUBLITURIS, Pedro Costa Ferreira, presidente da associação, destaca a importância e inevitabilidade da implementação da tecnologia no setor das agências de viagem. De fora não podiam ficar, claro, temas como a atual crise política e alguns dossiers – TAP e aeroporto – que ficam “pendurados” à espera de (nova) decisão.

Victor Jorge
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Pela 48.ª vez, a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) organiza o seu congresso anual, desta vez, no Porto, de 30 de novembro a 2 de dezembro. A Inteligência Artificial será o tema central nos três dias. Em entrevista, Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, é claro ao afirmar que “ninguém vai conseguir competir sem utilizar a IA”, salientando que o congresso será um “estímulo” para que o caminho seja iniciado de uma forma estratégica.

Quanto aos dossiers que ficam pendentes, devido à queda do atual Governo e marcação de eleições para 10 de março, Pedro Costa Ferreira, considera que, no caso do aeroporto, “o maior custo é o da não decisão”, admitindo que “quando as circunstâncias fazem com que a decisão seja adiada, essa é a pior notícia para todos nós”. Já no dossier TAP, a opinião do presidente da APAVT é de que, “sem uma decisão do novo aeroporto, [o comprador] tomará enormes riscos e geralmente enormes riscos estão associados a um preço muito menor.

No final da conversa, e tendo apresentado a candidatura a mais três anos à frente da APAVT (2024-2026), ficou uma certeza: “este é o meu último mandato”.

O próximo Congresso da APAVT tem como tema principal a Inteligência Artificial (IA). Que importância tem hoje e poderá vir a ter no futuro esta tecnologia, não só no setor global do turismo, mas especificamente nas agências de viagem.
A importância é decisiva no futuro, mas o momento mais especial é o presente. A forma rápida e meteórica como a Inteligência Artificial se vem impondo faz com que percebamos todos que é um facto que no futuro, simplesmente, ninguém vai conseguir competir sem utilizar a IA.

Mas olha-se para a IA como algo do futuro ou já do presente? Recentemente no Global Summit do World Travel & Tourism Council (WTTC) dizia-se que é já uma inevitabilidade.
Sim, é inevitável. O presente é o momento mais decisivo. Porquê? É o momento da decisão. Eu julgo que hoje, de um modo geral, as empresas em todos os setores ainda não utilizam de forma estratégica a Inteligência Artificial. A utilização de forma estratégica não é um switch off-switch on. É um caminho, é o momento presente, é o momento da decisão entre abraçar a Inteligência Artificial enquanto olhar estratégico ou não se iniciar esse caminho. A Inteligência Artificial não é um salto, é um caminho, é o momento presente, é o momento da decisão.

Uma inevitabilidade
E no turismo, especificamente, neste setor das agências de viagem, as empresas já estão a fazer esse caminho?
Sim e não. Estão a decidir e o congresso tem a ver com isso mesmo. Ou seja, estimular a que esse caminho seja iniciado de uma forma estratégica. As agências de viagens já utilizam a Inteligência Artificial quando utilizam software que inclui IA nas diversas ferramentas. Qualquer motor de busca, neste momento, já utiliza IA, portanto, os agentes de viagens já a utilizam.

Nos chatbots, por exemplo?
Sim, mas não só. A grande diferença é entre utilizá-la, porque utilizam algumas ferramentas que possuem essa tecnologia ou decidir utilizá-la e procurar quais as ferramentas que devem ser utilizadas no dia a dia, aprender como utilizá-las e depois utilizá-las de forma sistemática e metódica. Esta é a diferença entre uma utilização, porque determinadas ferramentas externas já a possuem, ou uma utilização porque que decorre de uma opção estratégica. É essa a grande viragem que se espera no setor.

Entendo que o futuro do setor depende dessa visão, porque não sabemos ainda se vamos ser todos ultrapassados pela Inteligência Artificial. Ninguém de boa consciência pode dizer que sim ou que não, mas todos sabemos que vamos ser ultrapassados por quem utiliza.

Portanto, acho que no momento presente, os agentes de viagens têm duas escolhas: ou tentar ultrapassar a concorrência, utilizando de forma sistemática e metódica a IA, ou simplesmente serem ultrapassados pela concorrência.

De um modo geral, as empresas em todos os setores ainda não utilizam de forma estratégica a Inteligência Artificial

Mas trata-se somente de uma eficiência nos processos ou, de facto, através da IA um agente de viagens consegue oferecer algo mais e algo diferente?
É certo para já, tanto quanto sabemos, e eu julgo que todos vamos aprender muito nos próximos tempos, a IA faz mais rápido, provavelmente, melhor e com menores custos. Tudo o que são tarefas rotineiras, a IA permite que tenhamos todos mais tempo para o foco no cliente, interagir com o cliente e a criar valor. Portanto, desse ponto de vista, a IA simplesmente aumenta a competitividade das empresas.

O que é que a APAVT tem feito para incutir nos associados a necessidade de utilizarem a IA. Recordo-me do papel que a APAVT teve, por exemplo, na questão da sustentabilidade. Que papel desempenham ou podem desempenhar neste campo?
Acho que demos o pontapé de partida como foi com a sustentabilidade. Quando falámos de sustentabilidade num congresso [em Évora] fomos, provavelmente, a primeira associação a falar de sustentabilidade de uma forma metódica e sistemática.

Entretanto, este caminho da sustentabilidade foi feito e, de certa maneira, culminou com uma atuação muito dinâmica este ano, com a certificação de uma série de agências de viagens. E é este caminho que iniciamos agora com a IA.

É o primeiro congresso que assume a IA como tema principal. O que pretendemos é estimular os nossos associados para o tal início de caminho. Portanto, esperamos, até pelas pessoas que convidámos, que tal como em ocasiões anteriores, consigamos ser o tiro de partida de uma interação que permitirá a introdução sistemática da IA nas agências de viagens.

Uma espécie de roteiro para a Inteligência Artificial?
Absolutamente.

Estamos o perante a mesma realidade vivida há 20 anos com o surgimento da Internet e os receios da sua aplicabilidade?
Este receio relativamente a algo que ainda para muitos é desconhecido, é infundado.

E espero que seja, porque não há qualquer razão para ter receio. Naturalmente que é um desafio e quando referi que quem utiliza a IA vai ultrapassar quem não utiliza, o desafio é ter êxito na abordagem da IA, porque quem não tiver êxito, provavelmente vai ficar muito fragilizado no mercado. Mas isso não é uma condição para ter medo. É um desafio normal. Vamos dizer que hoje a IA é uma oportunidade estratégica de negócio muito importante e é, naturalmente, também um risco de negócio se essa oportunidade não conseguir ser realizada.

Hoje a IA é uma oportunidade estratégica de negócio muito importante e é, naturalmente, também um risco de negócio se essa oportunidade não conseguir ser realizada

Mas também estamos a falar de uma tecnologia nova que talvez vá precisar de uma adaptação das pessoas, de novas skills. O setor está preparado com pessoas para implementar-se a IA no dia-a-dia das empresas?
Eventualmente, esse será o desafio do mercado. Julgo que não há razão para dizer que o setor das agências de viagens, desse ponto de vista, é diferente de qualquer outro setor. As pessoas menos novas são pessoas dotadas de mais experiência e, aliás, é algo que as universidades começam a chamar para os debates.

É exatamente nas áreas de inovação que devemos incluir as pessoas menos novas pelo seu fator de experiência. Portanto, se me fala que o setor tem algumas pessoas menos novas, onde me incluo, também é verdade que a experiência nos diz que estas oportunidades são simplesmente de abraçar.

Há que iniciar o caminho e aprofundá-lo, porque é isso que vai ser o futuro. As reservas estão cada vez mais simplificadas, mas o mundo é cada vez mais inesperado. E é quando as coisas são inesperadas que os agentes de viagens têm mais valências, como se viu durante a pandemia.

Para que isso aconteça e essas valências sejam concretizadas, as agências de viagens têm, naturalmente, de se modernizar. E vão, com certeza.

A IA é um meio para uma melhor personalização, para a tal experiência diferenciadora que o cliente procura?
Neste momento é como vejo, sendo certo que sendo algo com uma ascensão tão meteórica, é razoável dizer que não sabemos tudo relativamente ao futuro e apenas temos ideias. E é de acordo com essas ideias que vamos agir. Quer do ponto de vista empresarial, quer do ponto de vista da associação. E à medida que a dinâmica se vai processando no mercado, naturalmente que vamos aprendendo e vamos perceber que as ideias estavam certas ou ajustá-las relativamente ao momento.

Mas há alguma barreira ou algum limite que se pode colocar relativamente a essa partilha de dados e não utilizá-los de forma abusiva?
Haverá, mas são questões jurídicas. Julgo que o que acontece no atual mundo, sobretudo quando falamos em tecnologia, é que a tecnologia vai à frente do ordenamento jurídico. E penso que não devemos, por causa da falta de ordenamento jurídico, não utilizar a tecnologia. Outras economias utilizam-na e quem não a utilizar ficará fora do mercado, porque o mercado é global. E evidentemente que esperamos, depois, que o ordenamento jurídico consiga organizar os problemas, nomeadamente da privacidade, sendo certo que sabemos que na Europa o ordenamento jurídico está sempre mais atrasado.

A IA está aí e só agora a Comissão Europeia começa a olhar para algo novo do ponto de vista jurídico. Depois poderá demorar três, quatro, cinco anos. É um processo e vamos ter de ter algum fair play relativamente a este assunto.

Recuperação à vista
Indo agora ao mercado, como estão as agências de viagem em Portugal? É possível afirmar que as agências de viagem já recuperaram ou ainda falta muito para essa recuperação?
Pode dizer-se que algumas já recuperaram, outras não. Em primeiro lugar, uma resposta global a uma pergunta dessas é sempre um pouco difícil, porque a resposta do mercado é assimétrica, dependendo do tipo de negócio que temos, dependendo dos mercados alvo com quem trabalhamos. Há empresas que recuperaram melhor ou que trabalharam melhor e há empresas que trabalharam pior. De um modo geral, tanto quanto se pode respeitar essa assimetria, diria que o ritmo de negócios das agências de viagens este ano é já superior 2019. Provavelmente as agências de viagens terão a melhor demonstração de resultados de sempre. Portanto, desse ponto de vista, já recuperaram a atividade empresarial, já que é superior à atividade antes da pandemia.

Por outro lado, houve perdas avultadas em 2020 e 2021. Portanto, se as demonstrações de resultados vão ser as melhores de sempre, os balanços não vão sê-lo. Não vão ser os melhores de sempre porque estão ainda a cicatrizar.

Em todo o caso, as notícias são muito boas. Toda a gente estará no bom caminho. Uns mais rápido, outros mais lentos. Portanto, estou otimista.

Se tudo continuasse a decorrer como está a decorrer, julgo que em 2024, ou seja, em três anos [2022, 2023 e 2024] conseguiríamos recuperar os balanços de 2019

As ajudas/auxílios por parte do Estado já terminaram. Foram suficientes para que os agentes de viagem conseguissem mais rapidamente encontrar esse equilíbrio nos balanços? Ou era preciso mais?
As ajudas já acabaram. Estamos neste momento em fase de reembolso. De resto, as ajudas não foram suficientes, porque nada foi suficiente. A resposta das empresas teve a ver com ajudas, com perdas grandes e com endividamento quer das empresas, quer dos empresários. Portanto, não foram suficientes, mas foram fundamentais no sentido em que, se não tivessem existido, provavelmente o setor tinha ido abaixo. Da mesma maneira que se não tivesse havido perdas e se não tivesse havido endividamento, o setor tinha vindo abaixo.

Portanto, as ajudas foram bem-vindas, resultaram, tiveram o seu papel. Claro que se fossem superiores tinha sido melhor. Mas o mundo é feito de equilíbrios.

Esperava uma maior consolidação no setor?
Sim e não. Quando as empresas ficam mais frágeis, os movimentos de consolidação aceleram. E desse ponto de vista, quando se olha para uma pandemia, para a fragilidade das empresas, é natural que se espere alguma consolidação. Contudo, esta pandemia foi especial, porque foi global. Ou seja, também os eventuais compradores ficaram mais frágeis ao longo da pandemia e, portanto, desse ponto de vista, não esperava consolidação. Eventualmente, agora, depois da recuperação, ela poderá acontecer.

Mas há uma segunda razão pela qual talvez não tivesse acontecido já uma consolidação por via de fusões e de aquisições, porque, de certa maneira, um aumento da dimensão é feito no mercado por outros instrumentos, nomeadamente, a consolidação da emissão de passagens aéreas, que é uma possibilidade de sermos maiores do que a nossa própria dimensão ou termos acesso a condições melhores do que aquelas que receberíamos com a nossa própria dimensão.

Da mesma maneira que o crescimento dos grupos de gestão, que é óbvia, é uma realidade, esta já existe nos agrupamentos complementares. Portanto, são tudo meios que não são os mais profundos – as fusões e aquisições -, mas são meios que, de certa maneira, o mercado aprendeu e as micro e pequenas empresas, que são a grande fatia de mercado, aprenderam a conseguir ser maiores com a dimensão que têm.

Consegue-se saber o valor que foi perdido por este setor?
Tive acesso a vários números e estamos a ter uma atualização dos valores por parte da EY. Diria que não andámos longe de perder seis vezes o resultado de 2019. Portanto, ao ritmo de 2019, teríamos de percorrer seis anos para chegar aos balanços de 2019. Não é isso que está a acontecer. Os ritmos de recuperação são francamente superiores, mas perdeu-se muito dinheiro. Os balanços ficaram muito abalados.

Seis anos que podem ser encurtados?
Depende das empresas. Diria que há empresas que já recuperaram. Se tudo continuasse a decorrer como está a decorrer, julgo que em 2024, ou seja, em três anos [2022, 2023 e 2024] conseguiríamos recuperar os balanços de 2019. É algo que ficaremos a saber quando sair o estudo da EY, que versa ainda de 2022, mas que, com certeza, nos vai mostrar alguma recuperação importante em 2023.

É preciso perceber que estamos no melhor ano para o setor e, portanto, admitindo mesmo alguma menor dinâmica em 2024, o percurso é muito bom. Certamente, mais do que qualquer um de nós, a priori, assinaria.

Não sei se esta será a palavra certa, mas algo benéfico que saiu da pandemia foi de facto, a procura do consumidor por agências de viagem por causa da confiança, segurança, no fundo da certeza. Embora tenhamos um conflito na Ucrânia, um conflito agora no Médio Oriente, teme que o consumidor não procure tanto as agências de viagem no futuro?
Não sabemos, mas esse é o desafio do setor. Diria quase que o mundo é um fator positivo para as agências de viagem, porque o mundo está cada vez mais inesperado, mais incerto e esse é o grande valor das agências de viagens. Cada vez mais, e quando algo não corre como previsto, não é necessariamente mau, mas não corre como previsto como o transfer que não apareceu, a ligação foi perdida, a bagagem está perdida, nessa altura toda a gente se lembra das agências de viagens. E é também por isso que na altura da pandemia, onde a incerteza foi total e o inesperado foi absoluto, o market share das agências de viagens mais cresceu. A consolidação deste market share é o grande desafio do setor e, naturalmente, que algumas agências vão conseguir e outras não. Como sempre, e quando regressamos à normalidade, há sempre vencedores e perdedores. Como é que vão conseguir isso? Cada empresa terá o seu plano de negócios. Uns vão apostar mais no preço, outros em serviços de excelência, mas certamente que a qualidade dos recursos humanos, a capacidade financeira, a introdução da Inteligência Artificial, o foco no cliente, isso vai ter de estar sempre presente.

E não há uma razão para estarmos pessimistas, até porque os números, neste momento, são muito animadores. Mesmo na nossa atividade quase que de menor criação de valor, que é a emissão de passagens aéreas, estamos a bater sucessivos recordes em 2023. Portanto, a atividade, a dimensão do setor continua a aumentar. E isso acho que só nos pode criar otimismo.

Agora o trabalho vai ter de ser efetuado. A isso ninguém vai escapar.

Mas a pandemia, o conflito na Ucrânia também trouxe inflação, aumento de custos, preços mais altos, menos rendimento. De que forma é que isso impactou ou está a impactar o setor?
Todas essas condições são condições de incerteza de mercado e a incerteza é inibidora do consumo. Diria que se olharmos para 2023, do ponto de vista da relação com o consumidor e nas vendas, tivemos, na realidade, um lindo dia de sol com um entardecer com algumas nuvens no horizonte. Se vai chover ou não em 2024 é a grande incógnita.

Diria que é expectável que haja alguma redução do consumo em 2024, decorrente de toda esta incerteza. Quer a guerra, quer a inflação e consequente perda de poder de compra, quer a instabilidade política internacional, mas também a instabilidade política nacional, levam-nos a pensar assim. Os momentos de campanha eleitoral são, historicamente, momentos de menor consumo de viagens e, portanto, acho que é expectável pensarmos nalguma redução.

Olharia neste momento para 2024, como um mundo tão incerto, como não havendo razão para o setor não ter um resultado positivo global. Mas, provavelmente, não haverá razão para esperar um resultado superior a 2023.

Vai, de certa forma, ao encontro daquilo que disse o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, no Dia Mundial do Turismo, que “os portugueses têm menos dinheiro para viajar”.
Acho que é razoável concluir isso, porque o aumento das taxas de juro é tão grande, o aumento dos preços de consumo é tão grande e a dependência dos portugueses das dívidas bancárias para compra de casa é tão importante que é natural que haja uma efetiva perda do poder de compra, apesar dos bons acordos de aumento dos salários que o mesmo presidente da Confederação assinou junto na Concertação Social.

Portanto, sim, acho que o presidente da CTP tem alguma razão e, por isso, é razoável esperar alguma diminuição do consumo neste início do ano.

Os momentos de campanha eleitoral são, historicamente, momentos de menor consumo de viagens e, portanto, acho que é expectável pensarmos nalguma redução

Como é que o setor pode contrariar essa realidade?
É a dinâmica de mercado. Acho que, em primeiro lugar, vai haver sempre um fator da oferta e da procura, que é o fator preço. Quando há um crescimento do mercado, e houve em 2023, há, geralmente, a tradição de se programar, nomeadamente, charters. Portanto, espero mais programação charter e todas as notícias vão ao encontro de mais programação charter. Uma coisa é a programação charter, outra coisa depois são os voos que se fazem. Uma das possibilidades de reação a um eventual menor poder de compra e menor procura é, eventualmente, haver menos operações charter do que aquelas que estão programadas. Mas ainda é cedo para podermos concluir isso.

De crise em crise, espera-se
No dia 7 de novembro tivemos o início de uma crise política em Portugal. Que repercussões é que esta nova realidade tem no turismo e, nomeadamente, no setor das agências de viagem?
A instabilidade política é inibidora do consumo e, portanto, quando as pessoas têm menos certezas relativamente ao futuro, tendem a proteger-se. É perfeitamente normal e verificável em momentos semelhantes em anos anteriores.

Depois tem duas consequências diretas, já que temos dois processos muito importantes que estavam nas mãos do Governo: a construção do novo aeroporto – e vamos dizer isto sem nos rirmos – e a eventual privatização da TAP.

O maior custo é o da não decisão [relativamente ao novo aeroporto] e, portanto, quando as circunstâncias fazem com que a decisão seja adiada, essa é a pior notícia para todos

A construção ou a decisão relativamente á construção?
Sim a decisão sobre a construção e, por outro lado, uma eventual privatização.

A privatização parecia estar decidida, embora não formalizada, porque, entretanto, o Presidente da República teve uma intervenção nesse âmbito. Agora, não apenas não está decidida, como não se tem a certeza que vá ser decidida. Depende, eventualmente, de quem ganhar as eleições. E mesmo quem ganhe as eleições, a decisão pode alterar-se. E já percebemos isso nas últimas declarações, nomeadamente do ex-ministro Pedro Nuno Santos.

Relativamente ao aeroporto não traz nada, traz apenas mais atraso e mais falta de crescimento para o turismo.

O calendário empurra as eleições para dia 10 de março e a formação de um possível Governo para abril ou maio. Quer dizer que, o que seria expectável acontecer relativamente a uma decisão sobre o aeroporto no final deste ano, 2023, será adiada, eventualmente, para o final de 2024. De que forma é que este cenário, de facto, prejudica o turismo em Portugal?
A APAVT está muito alinhada com a Confederação [do Turismo de Portugal] neste assunto. O maior custo é o da não decisão e, portanto, quando as circunstâncias fazem com que a decisão seja adiada, essa é a pior notícia para todos.

A decisão, e já era preciso ser muito otimista para pensar que iria ia ser tomada até ao final do ano, já que a própria Comissão Técnica Independente (CTI) já tinha assumido vários atrasos, agora temos a certeza que os atrasos vão ser absolutamente significativos. E isso é absolutamente demolidor para um país que depende do turismo e um turismo que depende do aeroporto.

A APAVT tem uma localização preferencial ou é tipo construam um aeroporto?
A APAVT está muito alinhada com a CTP neste processo. Penso que não temos de definir um local, até porque não temos conhecimentos para isso. Da mesma maneira que a CTI tem dado “bitaites” sobre uma série de assuntos para os quais não tem competência, a verdade é que esses “bitaites” têm saído um pouco ao lado.

Portanto, A APAVT não quer escolher uma localização, nem tem competência para o efeito.

Agora temos a certeza que os atrasos [Aeroporto e TAP] vão ser absolutamente significativos. E isso é absolutamente demolidor para um país que depende do turismo e um turismo que depende do aeroporto

Mas esses “bitaites” são contraproducentes?
Evidentemente, se a CTI tem um mandato que é escolher a localização do aeroporto e opina sobre uma série de questões relativamente às quais é óbvio que não tem razão e que não tem conhecimento, julgo que não.

Se são contraproducentes? Claro que sim, mas em relação ao aeroporto, como o custo maior é o da não decisão, o que gostaríamos é que a decisão apontasse para a solução que fosse mais fácil colocar em prática, que fosse mais rápida operacionalizar.

Aparentemente, essa solução é a do Montijo, até porque é a única que tem um documento de impacto ambiental. Por outro lado, e paralelamente, pelas mesmas razões, julgo que urge que as obras do Aeroporto da Portela, aquelas que vão melhorar as condições de operacionalidade, sejam iniciadas e sejam desenvolvidas.

Eventualmente, até são as mais urgentes?
São as mais urgentes, porque são as únicas que, neste momento, podem dar uma resposta mais rápida, que ainda assim são obras para três anos. Mas são as mais rápidas e que são as que estão mais prontas a devolver qualquer coisa à sociedade. Por isso, sim, são as mais urgentes.

Há, contudo, quem defenda que, com as alterações climáticas, investimento que está a ser feito ou vai ser feito, supostamente, na ferrovia, com um novo paradigma do setor da aviação, que eventualmente Portugal não necessitaria de um novo aeroporto. Como é que se responde a essas posições?
Com dificuldade. Uma coisa é absolutamente óbvia e factual: todos sabem a quantidade de slots que estão a ser recusados e a fila de espera que há no aeroporto para slots de long haul e que são de grande mais-valia económica. Portanto, é evidente que o aeroporto continua a ser uma peça fundamental para o futuro do turismo, nomeadamente no long haul, algo que é o grande desafio do turismo português e aquele que vai permitir maior gasto por turista, que vai permitir mais território turístico, que vai permitir menos sazonalidade.

Tudo isso vem do long haul que é o que tem crescido mais e aí um novo aeroporto será sempre importante para a captação desses voos long haul. Até porque já se percebeu que, se para uma série de aspetos a nossa condição geográfica é absolutamente lateral, para a aviação, a nossa condição geográfica é o coração de uma série de fluxos e, portanto, está numa posição geográfica fantástica e cheia de mais-valias. Por isso, desse ponto de vista, acho que fica respondido e não faz sentido discutirmos o assunto por esse prisma.

O outro dossiê é a TAP. A APAVT defende a privatização da TAP?
A APAVT nunca comentou a estrutura de capital social da TAP, quer quando ela foi privatizada, quando foi nacionalizada ou salva, quer agora que está a ser estudada a sua reprivatização.

Ainda assim, a TAP e qualquer projeto económico precisa de crescer. Se a TAP não crescer, a TAP vai acabar por morrer. O crescimento vai necessitar de capital. Se não houver capital, não vai conseguir haver crescimento e o Estado não pode lá meter mais capital quer por condições de tutela europeia, quer até por condições políticas.

Julgo razoável dizer-se que capital privado pode ajudar a todo este problema de crescimento e de consolidação da TAP.

Outra coisa é dizer que a fatia tem de ser total, tem de ser mínima ou tem de ser média. Isso são questões que, penso, pertencem ao próprio processo de privatização e que será decidido.

A TAP e qualquer projeto económico precisa de crescer. Se a TAP não crescer, a TAP vai acabar por morrer. O crescimento vai necessitar de capital. Se não houver capital, não vai conseguir haver crescimento

Mas Portugal beneficiaria se o Estado ficar com uma quota na TAP?
Não sei. Portugal beneficiaria ter uma TAP com independência e gestão privada, com garantias de algumas valências económicas para o país.

À frente delas todas, o hub com capacidade de resiliência, isto é, de reação a momentos muito inesperados. Portugal beneficiaria disso. Se isso implica a existência de uma menor ou maior fatia do Estado na TAP, julgo que são os políticos e os empresários, eventualmente interessados na privatização, que poderão esgrimir entre eles e poderão decidir.

Mas os dossiês estão interligados. Ou seja, uma boa privatização da TAP poderá surgir somente depois de decidida a localização do aeroporto?
Isso parece-me evidente. Se a principal questão é de crescimento, se qualquer privado, quando entrar na TAP, terá de ter um projeto estratégico de crescimento e se esse crescimento depende tanto de um novo aeroporto, parece-me evidente e seria para mim absolutamente tranquilo que houvesse primeiro uma decisão para o novo aeroporto e depois uma decisão para a privatização da TAP. Até porque, quem comprar a TAP, sem uma decisão do novo aeroporto, tomará enormes riscos e geralmente enormes riscos estão associados a um preço muito menor.

E parece-me razoável que o país mereça, a haver uma privatização total ou parcial, que o preço seja o maior e melhor possível.

A APAVT também tem tido algumas reuniões com a TAP. Estamos num período de colaboração positiva entre a APAVT e a TAP?
Ah, sim, estamos. Os momentos são sempre críticos, porque a TAP é o maior fornecedor do setor e o setor é o maior cliente da TAP.

Por isso, é uma relação que tem de funcionar bem?
Digamos que é um casamento atribulado, porque a importância é muito grande. Mas é uma relação relativamente à qual todos temos de ter muito cuidado, porque é um casamento importante. Os dois membros do casal têm de ter um cuidado grande para não haver divórcio.

Hoje a relação é muito boa, porque é muito próxima e muito franca. E essa é e são necessidades absolutas da relação. Agora, os assuntos são difíceis. A TAP tem vários canais de venda. Portanto, os interesses são quase que, naturalmente, conflituantes, mas são legítimos e compatíveis. E é nessa compatibilidade que o trabalho tem sido realizado.

A introdução do NDC por parte da TAP é um projeto de grandes consequências para o mercado. E há duas maneiras de o fazer: sem diálogo, e, provavelmente, isso prejudicará muito a TAP e o setor, ou com diálogo, e isso, provavelmente, ajudará muito a TAP e o setor. Esse diálogo está a existir. Existe confiança pessoal na gestão da TAP e penso que também existe da gestão da TAP nos dirigentes da APAVT. Esse diálogo está a decorrer de forma positiva. E mais do que isso, vai ter efeitos positivos.

Mas numa eventual privatização da TAP, como é que a APAVT olha para uma possível colaboração futura?
Como incerteza. Mas o mercado é incerteza.

Relativamente a esta instabilidade política, espera ter um ministro do Turismo no próximo governo?
Não espero nada e não é importante para mim. Espero ter um ministro capaz de representar o turismo ou um secretário de Estado com capacidade política para o fazer.

Ao contrário de muitas outras pessoas do setor, nunca achei importante o posicionamento de ser um secretário de Estado ou um ministro. Achei mais importante que o ministro da tutela tenha capacidade de decisão e capacidade de influenciar o primeiro-ministro. Isso sim é importante e já tivemos – poucos – ministros.

Tivemos bons ministros da Economia com uma visão para o setor que depois, com uma boa relação com um bom secretário de Estado, que conheça bem o sector e saiba transmitir as preocupações ao ministro, a coisa pode correr bem.

Um último esforço
Apresentou, recentemente, a recandidatura à presidência da APAVT para um mandato de três anos.
Sim, 2024 a 2026.

É absolutamente certo (…) este é o meu último mandato

Porquê?
A decisão foi demorada, mas a resposta é simples. Em primeiro lugar, a decisão não é individual, é uma decisão coletiva, sempre ponderada. Em segundo lugar, foi demorada, mas é uma decisão simples. Na realidade, chegou-se à conclusão que, depois de uma intervenção muito próxima e muito forte, num momento muito inesperado que foi a pandemia, devíamos acompanhar também os processos de consolidação que envolvem, neste momento, dossiers de grande melindre.

A nova diretiva europeia das viagens organizadas vai estar em discussão nos próximos três anos. A introdução da Inteligência Artificial, a gestão da introdução do NDC da TAP, a competitividade fiscal internacional, a mobilidade das cidades são temas que vão continuar a serem falados no turismo enquanto tivermos êxito no turismo.

Há processos importantes, há um momento de recuperação …

Deixaria um trabalho inacabado se não se recandidatasse?
Digamos que será coerente continuar os processos de consolidação relativamente à recuperação. Foi isso que foi decidido.

Porque linhas é que esta nova presidência irá pautar-se nos próximos três anos?
Não me adiantaria demasiado, porque a linha principal é a descentralização que, aliás, já começámos neste mandato. E sendo a linha principal a descentralização, julgo que a resposta tem de ser coletiva, ou seja, da direção.

E devemos provavelmente deixá-la para quando nos apresentarmos antes das eleições. Até porque, é absolutamente certo e tem a legitimidade de ser a primeira vez que o digo, porque nunca enganei ninguém a este respeito, este é o meu último mandato.

É preciso uma renovação?
Absolutamente. E as circunstâncias fizeram com que essa renovação não fosse feita antes. Não vou fazer nenhum sacrifício, mas vou fazer um esforço. E é preciso que as pessoas entendam que, mesmo para pedir esforços, há um limite e o meu limite é o próximo mandato.

Quando é que vamos ter uma decisão sobre o “Dia Nacional do Agente de Viagens” da APAVT? Parece haver aqui conflito relativamente a este processo.
Não detetei nenhum conflito. Parece-me um processo relativamente pacífico. É um processo que, uma vez mais, a instabilidade política nacional o vai fazer atrasar um pouco.

Do ponto de vista político, tem a importância de dar mais visibilidade aos agentes do ponto de vista económico. É algo que pretendemos fazer para estimular o negócio e, portanto, a data não é para nós algo com um grau de liberdade infinito. Deve inserir-se no plano de negócios das empresas uma boa data para dar boas campanhas e depois o resto são tramitações políticas que, uma vez mais, neste momento ficaram um pouco atrasadas, porque naturalmente vamos ter outro Parlamento e, portanto, vamos ter de reiniciar o diálogo.

Esteve à frente da APAVT quando o setor do turismo teve anos de crescimento e bons anos de crescimento. Passou por uma pandemia viu ou vê o mundo com dois conflitos armados – Ucrânia e Médio Oriente – inflação, quebra nos rendimentos dos portugueses, agora, uma crise política. O que o preocupa mais para os próximos três anos?
Acima de tudo, a guerra, porque voltou com significado e ultrapassa todas as nossas outras preocupações, até pela sua dimensão humana.

Em segundo lugar, a inflação, porque é inibidora do turismo e porque é muito injusta, já que afeta mais as classes baixas.

Em terceiro lugar, um mundo que é cada vez mais intolerante, porque isso é inibidor do consumo.

Em quarto lugar, uma instabilidade política internacional que se parece adensar e cujas eleições nos Estados Unidos da América e a evolução política noutros países não permitem ser muito otimista e que também ela própria ajuda à intolerância e inibe o turismo, inibe o consumo e inibe a qualidade de vida. Tudo isso preocupa-me.

Portanto, preocupam-me mais as externalidades do que a capacidade do setor de as confrontar.

O setor está vivo e de boa saúde, com recordes de volume de negócio, com uma capacidade de intervenção raramente vista na nossa história e, portanto, não me preocupa a nossa capacidade de intervenção. Preocupa-me, sim, o mundo em que vivemos.

E como é que uma associação como a APAVT pode minimizar essas preocupações?
Preparando os seus associados o melhor possível, quer com informação, quer com formação, com certificação, com uma boa gestão dos conflitos com o consumidor através do Provedor, bem como com uma boa representação do setor nas várias instâncias políticas.

Vai concorrer às próximas eleições. Olhando para todo este percurso, como é que o Pedro Costa Ferreira gostaria de ser recordado como presidente da APAVT?
Gostava de deixar a APAVT com uma grande visibilidade e, portanto, capaz de estimular a relação dos consumidores finais com as agências de viagens, de uma grande capacidade de intervenção e capaz de defender, efetivamente, o setor das agências de viagens junto das várias instâncias.

E muito respeitada pelo procedimento ético da nossa atuação e pelo facto de sermos e continuarmos a ser, espero, uma associação completamente independente de qualquer instância política ou partidária.

Eu, a única coisa que espero é que recordem que tive uma grande disponibilidade para o trabalho e que fui obcecado pelo diálogo e pela tentativa de concertação de interesses.

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MSC Opera

Transportes

MSC Cruzeiros vai ter 19 cruzeiros com partida e chegada ao Funchal no inverno 2024-2025

A MSC Cruzeiros vai disponibilizar, entre novembro de 2024 e março de 2025, 19 cruzeiros com partida e chegada ao Funchal, que vão ser realizados pelo navio MSC Opera e contam com escalas nas ilhas Canárias, Espanha.

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A MSC Cruzeiros anunciou que, na próxima temporada de inverno, vai disponibilizar um ciclo completo de cruzeiros com partida e chegada ao Funchal, Madeira, num total de 19 viagens realizadas a bordo do navio MSC Opera.

“No total, a MSC Cruzeiros terá 19 cruzeiros com embarque e desembarque no Funchal.  Serão 11 cruzeiros de sete noites, quatro cruzeiros com a duração de seis noites, três cruzeiros com a duração de oito noites e um cruzeiro de nove noites”, indica a companhia de cruzeiros, em comunicado enviado à imprensa.

Nestes cruzeiros, que vão decorrer entre novembro de 2024 e março de 2025, o MSC Opera vai realizar escalas nas Ilhas Canárias, concretamente em Santa Cruz de Tenerife (ilha de Tenerife), Arrecife (capital de Lanzarote), Las Palmas (na Gran Canária), Puerto del Rosário (em Fuerteventura) e Santa Cruz de La Palma (a capital de La Palma), existindo a possibilidade de o embarque decorrer também em Santa Cruz de Tenerife, Arrecife e Las Palmas.

“Com estadias prolongadas nos portos, o novo itinerário oferece aos turistas até 16 horas nas cidades, tempo suficiente para aproveitar tudo o que cada destino vibrante tem para oferecer”, refere ainda a companhia de cruzeiros.

Além destas 19 viagens, a MSC Cruzeiros vai também ter quatro mini-cruzeiros no Funchal, dois dos quais com a duração de três noites, um cruzeiro com a duração de sete noites e ainda um cruzeiro de quatro noites.

Os itinerários de inverno 2024-2025 com partida e chegada ao Funchal já estão disponíveis para reserva e as informações detalhadas sobre as viagens previstas desde portos portugueses podem ser consultadas aqui. Já as informações sobre datas e horários dos cruzeiros do Funchal podem ser vistas aqui.

 

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Portugal entre os destinos com melhor performance em 2023, dizem dados da UN Tourism

O Barómetro Mundial do Turismo das Nações Unidas monitoriza regularmente as tendências do turismo a curto prazo para fornecer às partes interessadas do turismo mundial uma análise atualizada do turismo internacional. Neste barómetro que analisa as melhores performances dos destinos, Portugal aparece em destaque.

Victor Jorge

Publicado quatro vezes por ano, incluindo uma análise dos dados mais recentes sobre destinos turísticos (inbound) e mercados de origem (outbound), Barómetro Mundial do Turismo das Nações Unidas (UN Tourism) coloca as Ilhas Turcas e Caicos com a melhor performance no ano 2023 face a 2019, com um crescimento de 127%.

Neste barómetro, Portugal aparece destacado com um crescimento de 11%, sendo que na região da Europa, somente Albânia (+53%), Andorra (+31%), Lichtenstein (+16%) e Sérvia (+15%) aparecem à frente de Portugal.

O barómetro estima que 1286 milhões de turistas internacionais (dormidas) foram registados em todo o mundo em 2023, um aumento de 34% em relação a 2022, correspondendo a mais 325 milhões.

Segundo as contas, o turismo internacional recuperou 88% dos níveis pré-pandémicos em 2023, apoiado por uma forte procura reprimida.

O Médio Oriente liderou a recuperação por regiões em termos relativos, sendo a única região a superar os níveis pré-pandémicos com chegadas 22% acima de 2019.

A Europa atingiu 94% dos níveis pré-pandémicos em 2023, enquanto a África recuperou 96% e as Américas 90%.

A Ásia e o Pacífico atingiram 65% dos níveis pré-pandémicos, com uma recuperação gradual desde o início de 2023.

Quatro sub-regiões: Norte de África, América Central (ambas +5%), Europa do Sul Mediterrânica e Caraíbas (ambas +1%) excederam os níveis pré-pandémicos em 2023.

Já as receitas totais das exportações do turismo (incluindo o transporte de passageiros) estão estimadas em 1,6 biliões de dólares em 2023 (cerca de 1,48 biliões de euros), quase 95% dos 1,7 biliões de dólares (1,57 biliões de euros) registados em 2019.

As estimativas preliminares do Produto Interno Bruto Direto do Turismo (PIBDT) apontam para 3,3 biliões de USD em 2023 (pouco mais de 3 biliões de euros), ou seja, 3% do PIB mundial, o mesmo nível de 2019, impulsionado pelas viagens nacionais e internacionais.

“Após uma forte recuperação em 2023, espera-se que o turismo internacional recupere totalmente os níveis pré-pandémicos em 2024, com estimativas iniciais que apontam para um crescimento de 2 % acima dos níveis de 2019 nas chegadas de turistas internacionais”, refere a UN Tourism.

As perspetivas positivas para o setor estão refletidas no último inquérito do Índice de Confiança do Turismo da ONU, com 67 % dos profissionais do turismo a indicarem perspetivas melhores ou muito melhores para 2024 em comparação com 2023.

“Espera-se que o desencadeamento da restante procura reprimida, o aumento da conectividade aérea e uma recuperação mais forte dos mercados e destinos asiáticos sustentem uma recuperação total até ao final de 2024”, admite o relatório da UN Tourism.

Os desafios económicos e geopolíticos continuam a representar desafios significativos para a recuperação sustentada do turismo internacional e dos níveis de confiança.

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Fonte: GoldenPark

GoldenPark: A Nova Casa de Apostas em Portugal

GoldenPark

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A GoldenPark é uma marca espanhola que chegou recentemente a Portugal. Trata-se de uma casa de apostas (e também casino online), que até ao momento da sua chegada era desconhecida para a maioria dos apostadores, mas traz consigo boas surpresas.

Para entrarmos com o pé direito, ao fazer o registo recebemos logo 10€ grátis para apostar. Além disso, no nosso primeiro depósito, temos acesso a um bónus de boas-vindas de até 40€ em apostas grátis!

No que diz respeito às modalidades disponíveis, neste momento são 17, desde o tradicional futebol, ténis e basquetebol, até ao ciclismo ou MMA.

5 Modalidades mais Populares para Apostar na GoldenPark

Quando o tema é as melhores casas de apostas online, precisamos ter em conta alguns fatores importantes. A diversidade das modalidades desportivas, bem como a oferta de mercados em cada uma delas, são exemplos disso.

Na nossa opinião, estas são as 5 modalidades mais populares na GoldenPark.

    1. Futebol

Como não poderia deixar de ser, esta é a modalidade com maior representação na plataforma. São mais de 45 competições, entre elas a Premier League, Bundesliga e Liga dos Campeões.

Um jogo entre equipas de uma das ligas do Top 5 europeu, tem uma média superior a 130 mercados. Entre eles, o vencedor da partida, resultado exato, hipótese dupla e número de golos.

    2. Basquetebol

Trata-se de uma modalidade que conquista cada vez mais adeptos, principalmente à custa da competição mais fascinante, a NBA. De qualquer forma, as outras competições não foram esquecidas, ao todo são mais de 12.

Numa partida de NBA, temos mais de 130 mercados, entre eles o vencedor do jogo, vencedor por período, total de pontos e handicap.

    3. Ténis

Nesta modalidade estão presentes competições do ATP e WTA, singulares e pares. Os torneios do Grand Slam não poderiam faltar, e competições inferiores como os Challenger.

Os jogos que estão disponíveis atualmente, oferecem mais de 35 opções de mercados para cada partida. Não faltam os de vencedor do encontro, resultado exato, vencedor de set e handicap.

    4. Hóquei no gelo

Tal como no basquetebol, esta modalidade tem maior peso graças à sua competição mais famosa, a NHL. Apesar disso, a oferta é atualmente superior a 12 competições.

Um jogo a contar para a NHL, tem normalmente mais de 25 mercados disponíveis, entre eles o vencedor do jogo, hipótese dupla e total de pontos.

    5. MMA

A modalidade de artes marciais está representada pela sua competição de maior relevo, a UFC. Neste momento, tem 65 combates disponíveis, sendo que apenas podemos apostar no mercado de vencedor do combate.

Notas Finais

Já lá vão muitos anos desde que o governo foi autorizado a legislar este setor, e a verdade é que continuam a entrar novas empresas neste mercado competitivo das apostas legais.

Apesar da GoldenPark ainda estar numa fase inicial, faltando-lhe, por exemplo, uma aplicação móvel, a marca tem uma boa margem para continuar a crescer.

Vale a pena ainda referir que a plataforma apresenta um bom suporte ao cliente, por via de telefone, email e chat ao vivo, bem como vários métodos de pagamento, entre eles um dos favoritos no nosso país, o MBWay.

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Betclic

Sabia que a Betclic Também Tem Jogos de Casino

Betclic

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Quando pensamos na prestigiada marca, rapidamente nos lembramos de apostas desportivas. Contudo, existe também uma vertente de casino, e lá podemos encontrar não só as melhores slots da betclic, como também outros jogos fantásticos.

Ao optar por esta estratégia de juntar desporto e casino, a Betclic conseguiu atrair um público com gostos bastante diversificados.

Além de ser um dos casinos online que adiciona slots e jogos de mesa com mais regularidade, realiza ainda vários torneios e até oferece rodadas grátis. 

4 Tipos de Jogos de Casino na Betclic

Como sabemos, um bom casino é constituído por diferentes tipos de jogos, e podemos dizer que a Betclic sabe disso. Veja o que pode encontrar na plataforma:

    1. Slot machines

Este é sem dúvida o jogo que mais atrai os fãs de casino. A Betclic tem um número superior a 1600 slots, sendo mais de 10 exclusivas. 

Com apostas mínimas tão baixas como 0.10€, é acessível a qualquer tipo de banca. Apesar da grande maioria ser em formato tradicional, estão disponíveis também slots Megaways e Hold & Win.

Temos ainda à disposição, mais de 180 slots especiais (jackpot), onde os prémios podem chegar a valores bem acima da média. 

    2. Roleta

Faz parte dos jogos de mesa com muita tradição no casino. Podemos contar com mais de 10 opções, sendo 4 delas exclusivas da marca. 

Estão disponíveis todos os tipos de apostas comuns, números individuais, grupos de números, par ou ímpar e cores.

De destacar a inclusão de uma roleta americana, algo que não encontramos com tanta frequência nos seus concorrentes.

    3. Blackjack

Quem é fã de casino, está certamente familiarizado com o blackjack. E a plataforma apresenta mais de 16 títulos, e a maioria é exclusiva. Dentro dessa oferta, estão disponíveis os formatos de single hand ou multi hand.

É um jogo onde o fundamental é tomar a decisão certa, entre pedir cartas, parar, dobrar a aposta ou dividir os pares.

    4. Banca francesa

Por último, a novidade. Trata-se da banca francesa, um jogo com uma procura crescente, e que a Betclic já implementou no seu casino. São duas salas, ambas exclusivas.

São lançados 3 dados, sendo que o objetivo do jogador é prever qual será a soma dos números em cada lançamento. Existem 3 seleções possíveis que incluem diferentes somas, grande, pequeno e ases.

Um facto curioso, é que apesar do seu nome, é de origem portuguesa.

Notas Finais

Claramente, o número de slot machines é muito superior à restante oferta, mas a quantidade de jogos de mesa também tem aumentado. Algo que demonstra o interesse da plataforma em agradar ao maior número de jogadores possível. 

Para além de tudo isso, não podemos ignorar os fatores de segurança e credibilidade que uma marca como a Betclic transporta consigo.

Em Portugal a evolução pós-regulamentação é notória, o que é um ótimo sinal para outros países que ainda não o fizeram. E talvez por influência desse mesmo sucesso, o Brasil parece aproximar-se da legalização.

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Fonte: Betclic

Conheça a Secção de Desporto da Betclic

Betclic

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A Betclic apresenta uma boa secção de desporto. Atualmente, são mais de 12 as modalidades disponíveis e podemos contar também com uma boa variedade de mercados, dentro de cada um dos eventos.

Foi a primeira marca a obter licença para operar em Portugal, e ao longo destes 7 anos, tem conquistado a preferência de muitos apostadores.

As melhores casas de apostas oferecem bons bónus e odds atrativas. Contudo, algo fundamental é que tenham também as melhores modalidades disponíveis. E uma coisa é certa, esse aspeto não foi esquecido pela Betclic.

4 Melhores Modalidades na Betclic

Um bom site de apostas desportivas, não pode estar limitado a um ou dois desportos. Ter várias opções que agradem a muitos tipos de apostadores, é essencial.

Mostramos agora uma lista daquelas que, na nossa opinião, são as melhores modalidades presentes na Betclic.

    1. Futebol

É uma modalidade com adeptos espalhados um pouco por todo o mundo, e o mediatismo do futebolista argentino Lionel Messi ou de Cristiano Ronaldo, em muito contribui para isso.

Não existem dúvidas de que está no topo da preferência, são mais de 35 competições, e um jogo entre equipas das principais ligas, apresenta mais de 200 mercados disponíveis para apostar.

São mais de 50 competições desde a Premier League, Liga Portugal, Liga dos Campeões entre outras e poderá encontrar mais de 150 eventos por dia.

    2. Basquetebol

Este é um desporto que beneficia bastante do grande sucesso que é a NBA. Contudo, a Betclic tem também mais de 20 ligas de países diferentes, bem como a principal competição de equipas europeias, a Euroliga.

Num jogo de NBA, existem mais de 150 mercados para apostar. Vencedor do jogo, total de pontos, resultado handicap e desempenho do jogador são alguns exemplos.

    3. Ténis

Aqui podemos contar com os torneios do Grand Slam, e ainda com competições de nível inferior, atualmente estão mais de 5 Challengers disponíveis. Também é possível apostar nos encontros femininos e de pares.

Um evento disputado, por exemplo, no Open da Austrália, oferece mais de 40 mercados. Entre os quais, destacamos o vencedor do encontro, vencedor do set, total de jogos e handicap de sets.

    4. Hóquei no gelo

Com mais de 10 ligas presentes, o interesse por este desporto tem aumentado nos últimos tempos. O principal fator é a competição dos Estados Unidos da América, a NHL.

Cada encontro da NHL, tem um número superior a 50 mercados de aposta, estando entre eles o resultado do jogo, total de golos e resultado handicap 3-way.

Notas Finais

Como seria de esperar, o futebol tem um lugar de grande destaque na marca. Até pelo facto da Betclic ser o patrocinador principal da Liga Portugal. Contudo, podemos verificar que existem também outras modalidades, com imensos mercados de interesse. 

Não deixe de explorar o site, pois a plataforma atualiza a sua oferta de desportos com alguma regularidade e apresenta ainda várias transmissões ao vivo, em diversos eventos.

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Porto e Norte de Portugal vai ter maior participação de sempre na BTL

O stand do TPNP vai contar com uma área total de 1296 m2 e, além de acolher mais de 600 ações, entre apresentações de projetos, degustações, showcookings, workshops e momentos de animação, vai ter também em destaque o tema da sustentabilidade.

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O Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) vai contar, este ano, com a maior participação de sempre na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre entre 28 de fevereiro e 3 de março, onde a entidade regional de turismo vai promover mais de 600 ações.

O stand do TPNP vai contar com uma área total de 1296 m2 e, além de acolher mais de 600 ações, entre apresentações de projetos, degustações, showcookings, workshops e momentos de animação, vai ter também em destaque o tema da sustentabilidade.

Segundo Luís Pedro Martins, presidente do TPNP, esta participação pretende “afirmar o Porto e Norte de Portugal como um destino de elevado prestígio junto dos diferentes segmentos da procura turística, colocando um especial destaque na sustentabilidade, que é uma tendência central do desenvolvimento do turismo, da atividade dos seus operadores e da gestão das suas ofertas e territórios”.

O TPNP recorda que tem em marcha um programa para incentivar práticas de sustentabilidade nas empresas do setor, com vista à sua certificação e num segundo momento certificar a própria região, em parceria com a Global Sustainable Tourism Councial, a entidade mundial que atribui certificados de sustentabilidade no setor.

“A Sustentabilidade surge como princípio orientador de todo o modelo de participação e execução do stand de 1296 m2, privilegiando materiais reutilizáveis e processos eficientes, numa ótica de otimização de recursos. No stand estará disponível um espaço dedicado à gastronomia e vinhos, um produto estratégico do destino, onde decorrerão showcookings dinamizados por alguns dos mais renomados chefs da região”, acrescenta a entidade regional de turismo.

Em destaque vai estar ainda a nova marca do destino, que foi recentemente apresentada e que, segundo o TPNP, “remete para a origem e o original da região, para a fundação da nação e para todo o património único, material e imaterial, transversal aos quatro subdestinos que, distinguindo-se pelas suas especificidades, formam um todo indivisível”.

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Algarve leva experiência imersiva pela região à BTL

O Turismo do Algarve vai levar um novo stand de 700 m2 à BTL, no qual vai dar a conhecer a experiência imersiva que a região proporciona e que vai ainda contar com a presença dos 16 municípios algarvios e de 18 empresas regionais.

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O Turismo do Algarve vai voltar a participar na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre na FIL, Parque das Nações, em Lisboa, entre 28 de fevereiro e 3 de março, contando com um novo stand de 700 m2, onde vai ser dada a conhecer a “experiência imersiva” que a região proporciona, com destaque para a gastronomia, cultura e experiências que o destino oferece.

Num comunicado enviado à imprensa, o Turismo do Algarve indica que o stand de 700 m2 vai contar com a presença dos 16 municípios da região, bem como de 18 empresas algarvias, sendo o “palco privilegiado” para a apresentação das principais atrações e novidades da região.

“Para o Algarve, a BTL é uma montra estratégica para a promoção da região como destino turístico de excelência. A região estará representada por um stand de grande dimensão, com uma área total de 700 m2, que reúne ainda os 16 municípios e 18 empresas do setor”, destaca André Gomes, presidente do Turismo do Algarve, citado no comunicado divulgado.

O stand do Turismo do Algarve vai receber apresentações de projetos e produtos turísticos, eventos-âncora dos municípios, demonstrações gastronómicas, provas de vinhos e produtos regionais, assim como diversas atividades promovidas pelos parceiros da região, funcionando como “um ponto de encontro para profissionais do turismo e público em geral”.

“É também este o palco privilegiado da apresentação, pelo presidente do Turismo do Algarve, das novidades e apostas do destino turístico para 2024, a ter lugar no dia 29 de fevereiro, a partir das 14h30”, indica ainda o comunicado do Turismo do Algarve.

Nesta edição da BTL, o Turismo do Algarve vai estrear um novo stand que, segundo a entidade regional de turismo, “foi concebido para proporcionar uma experiência imersiva aos visitantes”.

“Através de uma decoração moderna e convidativa, inspirada na natureza e na cultura da região, os visitantes sentirão a energia vibrante do Algarve e a promessa de férias inesquecíveis no destino”, explica o Turismo do Algarve, revelando que o conceito do stand baseia-se no posicionamento do Algarve como “O segredo mais famoso da Europa”.

Segundo o Turismo do Algarve, o objetivo é “divulgar e promover não só as praias e as paisagens, mas também o segredo cultural da região: o artesanato local”, pelo que o stand irá apresentar “cestos suspensos, representando este valioso património histórico e cultural do Algarve, a cestaria e a empreita de palma”.

Na zona da restauração da BTL, o Algarve está ainda representado pelo restaurante “O Algarvio”, que convida a uma viagem pelos sabores mais autênticos da região, com destaque para os petiscos, carnes, peixes e mariscos, sem esquecer as sobremesas à base de amêndoa, figo, fios de ovos e laranja do Algarve.

 

 

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Booking.com e TAP com melhor reputação em 2024

Numa escala de 100 pontos, entre mais de 2.000 marcas auditadas (associadas a mais de 70 setores de atividade) pela OnStrategy, nos setores das “Viagens e Lazer”, Booking.com e TAP lideram.

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Todos os anos a consultora OnStrategy apresenta os resultados do estudo de “Reputação de Marca” em Portugal.

Referente ao ano consolidado de 2023, em conformidade com a certificação das normas ISO20671 (avaliação de estratégia e força) e ISO10668 (avaliação financeira), consolidando a informação referente à dimensão emocional de reputação (Relevância, Consideração, Confiança, Admiração, Intenção de Compra, Preferência, Recomendação e Defesa), em “Travel&Leisure”, a liderança pertence à Booking.com, com uma pontuação de 73,1. Em segundo lugar, com a mesma pontuação (71,8) surge o Pestana e as Pousadas de Portugal.

Fazem ainda parte deste ranking: Sheraton, Vila Galé, viagns Abreu, VIP, Ritz Carlton, Top Atlântico e Marriott.

Já nas “Companhias Aéreas”, o primeiro lugar ficou reservado para a TAP, com 72,9 pontos, seguindo-se a Emirates (72,8) e British Airways (71,7).

Neste ranking aparecem ainda: Lufthansa, Air France, Sata, KLM, Iberia, Ryanair e easyJet.

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França marca presença sem precedente na BTL com a sua delegação “French Travel Tech”

Pela primeira vez, a França estará presente na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, de 28 de fevereiro a 1 de março de 2024, representada por 8 start-ups dedicadas à “Travel Tech” (soluções digitais para viagens e turismo). Estas empresas contribuíram para vários projectos internacionais e têm excelentes referências no sector. Venha conhecê-las.

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O Ministério francês da Economia e das Finanças, o BPI France, banco de investimento francês, e a Business France, agência francesa para a internacionalização da economia francesa, apoiam 8 empresas na segunda fase da missão “Digitalização do turismo no Sul da Europa” em Portugal. Este programa de apoio e de promoção permitirá às empresas Broke & Abroad, Clorofil (Majorian), Ezus, Guidap, Keru Project, MTrip, Peek´in e The City Hub prepararem-se para as especificidades deste mercado e desenvolverem a sua atividade no mesmo.

Para mergulhar no ecossistema tecnológico do turismo em Portugal, as empresas terão um stand (Pavilhão 3, 3E41) na Bolsa de Turismo de Lisboa. Este espaço permitir-lhes-á apresentar as suas soluções inovadoras aos grandes investidores portugueses e a outros visitantes, identificando simultaneamente os actores locais do sector do turismo e das viagens, de forma a criar oportunidades de negócio no país.

Desde já, pode descobrir 8 soluções que melhoram a produtividade das agências de viagens ou dos centros de lazer, a experiência dos hospedes nos hotéis, a pegada ambiental destes últimos e até a ligação entre os sítios turísticos e os seus visitantes https://www.french-tourism-solutions.com/pt

Se estiver de visita à feira, passe pelo pavilhão Choose France para conhecer os fundadores destas oito start-ups. Pode assistir às sessões de apresentação de empresas todos os dias, entre as 11h30 e as 12h00. Se não estiver presente no evento, pode sempre contactar as equipas da Business France para o pôr em contacto com as empresas: https://world.businessfrance.fr/portugal/contate-nos/

 

INOVAÇÃO FRANCESA DEDICADA À TECNOLOGIA DE TURISMO E VIAGENS

No âmbito do programa de aceleração, a Business France e os seus parceiros selecionaram cuidadosamente 8 empresas francesas do sector das tecnologias de viagem.

  • GUIDAP, o software de gestão do seu smartphone para empresas de lazer
  • mTrip, aplicações móveis para o sector das viagens
  • BROKE AND ABROAD, a viagem da nova geração
  • EZUS, o software de agência de viagens para viagens a medida
  • KERU, ampliar as suas experiências, criar lembranças digitais
  • CLOROFIL, a solução para calcular a sua pegada de carbono
  • PeeK’in, a solução de gestão de bens perdidos para profissionais da hotelaria
  • The City Hub, explore a cidade com o City Hub

A MISSÃO DE DIGITALIZAR O TURISMO E OS EVENTOS NO SUL DA EUROPA

Business France e Bpifrance lançam a primeira edição da missão Digitalização do Turismo e dos Eventos no Sul da Europa, com o apoio da Direção-Geral das Empresas, no âmbito do plano de recuperação e transformação do turismo (PRTT) anunciado pelo Primeiro-Ministro no dia 20 de novembro de 2021.

Este programa destina-se a start-ups tecnológicas francesas inovadoras nos sectores do turismo e dos eventos. Entre janeiro e outubro de 2024, as 8 empresas selecionadas participarão em três feiras internacionais em Espanha, Portugal e Itália. Este programa de aceleração, destinado a favorecer o desenvolvimento das empresas, permitir-lhes-á conhecer melhor as especificidades do mercado do turismo e dos eventos do Sul da Europa, desenvolver a sua rede de contactos e acelerar o seu desenvolvimento nesta região. Espanha, Portugal e Itália destacam-se como actores-chave do turismo na Europa e no mundo. Portugal é o 7º país mais visitado por turistas internacionais na Europa. O país investiu 2,5 mil milhões de euros na sua transição digital e no desenvolvimento do seu património nacional.

 

 

 

 

 

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Praia da Falésia ganha prémio “Travellers’ Choice” do Tripadvisor como “Melhor praia do Mundo”

Areias douradas, costas irregulares, águas azuis cristalinas – as praias vencedoras deste ano do“Travellers’ Choice” do Tripadvisor são as favoritas dos viajantes. E a Praia da Falésia está em primeiro lugar.

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O título “O melhor dos melhores dos Prémios Travellers’ Choice” celebra o mais elevado nível de excelência nas viagens. É atribuído àqueles que recebem um elevado volume de avaliações e opiniões que excedem as expetativas da Comunidade do Tripadvisor ao longo de um período de 12 meses.

Na edição de 2024, o título de “Melhor Praia” fica no Algarve: a Praia da Falésia.

“Conhecida pelas suas falésias impressionantes, areias douradas e águas azuis cintilantes”, a Praia da Falésia ficou à frente de outras, tais como Isola dei Conigli (Lampedusa, Donostia, Itália), La Concha Beach (Donostia, Espanha), Ka’anapali (Maui, Havai), Grace Beach (Ilhas Turcas e Caicos), Anse Lazio (Seicheles), Manly Beach (Sydney, Austrália), Eagle Beach (Aruba), Siesta Beach (Flórida, EUA) ou Varadero (Cuba).

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