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Mastercard associa-se ao NEST para programa dirigido a start-ups de turismo

A Mastercard e o NEST reforçam a parceria nas áreas da inovação e nos programas de aceleração para uma experiência de turismo integrada, eficiente, segura desde a origem até ao destino.

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Com data de arranque ainda no primeiro trimestre de 2023, a Mastercard junta-se ao NEST para lançar o Programa de Inovação para Pagamentos em Smart Mobility dirigido a startups de turismo e fintechs que tem como objetivo a aceleração de soluções de pagamentos e interoperabilidade, de modo a que a partir de Portugal se se desenvolvam projetos piloto e aplicações ‘best in class’ para melhorar a experiência dos turistas.

Planeado também para inaugurar em 2023, a Mastercard será também uma contribuinte fundadora do novo Centro de incubação NEST que incorporará a sede do NEST, laboratórios de investigação, espaços de incubação e ‘cowork’, unindo as competências da academia, do centro de inovação, das startups e estudantes para acelerar saberes e experiências.

Maria Antónia Saldanha, Country Manager da Mastercard, explica que a empresa está “comprometida com a indústria do turismo, promovendo a inovação e garantindo que a tecnologia seja aproveitada para impulsionar um crescimento do turismo mais inclusivo, equitativo e sustentável”. Maria Antónia Saldanha salienta ainda que esta parceria com o NEST tem como objetivo “apoiar o desenvolvimento de novas ideias de negócios, a experimentação de projetos e apoiar as PME no campo da inovação e da economia digital no setor do turismo”.

Recorde-se que foi há dois anos que o NEST – Centro de Inovação do Turismo estabeleceu um protocolo de parceria para a criação de projetos de inovação digital com a Mastercard, com o objetivo de criar soluções para proporcionar experiências integradas e personalizadas aos turistas e aos profissionais do setor.

O primeiro projeto que surgiu da parceria foi em 2021, com o desenvolvimento do “IDfastrack”, conceptualizado e prototipado em conjunto. Trata-se de uma plataforma digital que permite realizar check-in em vários serviços de turismo, de hotéis a rent-a-cars, totalmente gerida e controlada pelo utilizador, poupando tempo, evitando repetições e preenchimentos desnecessários de dados.

O protótipo da IDfastrack está em fase de piloto no contexto de uso em Turismo Termal, inserido no programa da “Agenda Acelerar e Transformar o Turismo” no quadro do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência. Esta agenda, em fase de assinatura do Termo de Aceitação, junta 38 entidades que se propõem a investir 128 milhões de euros de 2023 a 2025 para inovar no turismo.

Outro projeto a que a Mastercard se aliou, desta vez como main sponsor, é o “BOOST, Building Better Tourism”, um evento – que acontece nos dias 12 e 13 de janeiro – que junta o setor do turismo e o ecossistema da inovação para debater o potencial da digitalização e do turismo verde, dando dá palco a startups que apresentem soluções tecnológicas para o turismo, com mais de 50 oradores e 15 startups de vários países.

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Portugal com uma start-up vencedora no “Awake Tourism Challenge” da OMT

A start-up portuguesa Noytrall foi uma das 15 vencedoras da iniciativa da OMT, entre as 2.000 concorrentes de 120 países, que visa premiar start-ups que estão a mudar o setor do turismo em todas as regiões globais.

Victor Jorge

A Noytrall, start-up que nasceu com a missão de transformar a forma como os hotéis gerem serviços públicos e revolucionar a experiência de turismo sustentável dos hóspedes, é uma das vencedoras do “Awake Tourism Challenge”, iniciativa da Organização Mundial do Turismo (OMT) que premeia as start-ups que estão a mudar o setor do turismo em todas as regiões globais.

A start-up portuguesa foi uma das 15 vencedoras, entre as 2.000 concorrentes de 120 países e 30 finalistas.

O desafio foi a segunda edição da “Global Startup Competition” da OMT, com foco nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os concorrentes foram analisados em função da contribuição para o desenvolvimento de uma sociedade inclusiva, resiliente e setor do turismo sustentável, com foco em seis temas principais: Envolvimento da comunidade local; Economia Verde e Azul; Criação de Capital Ecológico e Sustentável; Turismo “Tech for Good”; Educação em Turismo; e Empoderamento Feminino.

O secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, salienta, em comunicado, que “as startups de turismo têm o poder e agilidade para transformar o setor em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, referindo ainda que os vencedores do “Awake Tourism Challenge” da OMT “têm o potencial para ajudar a construir um setor mais inclusivo e resiliente e esperamos apoiá-los enquanto crescem em tamanho e influência”.

As start-ups vencedoras terão um período de incubação de três meses no SPARK Crans-Montana, o Centro de Inovação de Les Roches do grupo Sommet Education, onde participarão em mentorias, atividades de networking e terão acesso a um laboratório de realidade virtual, estúdio digital e um espaço de coworking dedicado. Além disso, vão também receber bolsas de estudos para a “Tourism Online Academy” da OMT, bem como serem incluídas no Catálogo OMT dos principais inovadores, destaque numa campanha de comunicação global para mostrar cada vencedor e convidados para mentorias com parceiros do projeto.

Além da start-up portuguesa Noytrall, as restantes vencedoras foram: Coastruction (Países Baixos), SmArt Tourism and Hospitality Consulting (Panamá), Quantum Temple (EUA), Socialbnb (Alemanha), Instituto de Accesibilidad (Espanha), Kamatjona (Namíbia), Baahdy & Birdy (Noruega), WeavAir (Singapura), r3charge (Alemanha), Impact Innovations Institute (Arménia), NomadHer (Coreia do Sul), Murmuration (França), Evelity by Okeenea Digital (França) e Accessible Qatar (Catar).

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Ryanair reduz emissões em 165 mil toneladas com nova tecnologia da Boeing

Com a aplicação desta nova tecnologia, a Ryanair espera diminuir em 1,5% o consumo de combustível, o que representará uma redução anual de 65 milhões de litros e menos 165 mil toneladas em emissões.

Victor Jorge

Depois de um acordo no valor de 175 milhões de dólares (cerca 161 milhões de euros) com a Aviation Partners Boeing (APB), a Ryanair anuncia a instalação os “Split Scimitar Winglets”, sistema que redefine o fluxo de ar nas asas, nos primeiros 400 Boeing 737-800.

De acordo com a companhia aérea, esta modificação “melhorará a eficiência da aeronave relativamente ao combustível em 1,5%, reduzindo o consumo anual da Ryanair em 65 milhões de litros e as emissões carbónicas em 165 mil toneladas”.

Com as expectativas da Ryanair em transportar 225 milhões de passageiros no ano de 2026, esta iniciativa segue o objetivo da companhia em atingir ‘net zero’ em 2050.

Thomas Fowler, diretor de Sustentabilidade da Ryanair, afirma que “como companhia aérea europeia mais eficiente ambientalmente, estamos a liderar o caminho na sustentabilidade da aviação como este investimento na nossa frota bem demonstra”. O responsável adianta ainda que “esta tecnologia ajudar-nos-á a alcançar os nossos objetivos ambiciosos no que diz respeito ao ambiente no nosso caminho para alcançar zero emissões em 2050. Estamos impressionados com o design de asas da APB e estamos expectantes com a instalação das mesmas não só nestas primeiras aeronaves, mas em mais 400 unidades para reduzir as nossas emissões”.

Do lado da APB, Patrick LaMoria, Chief Commercial Officer (CCO), refere no mesmo comunicado, que “ter o operador da maior frota mundial de aeronaves 737-800 Next Generation a instalar esta tecnologia é o compromisso final da APB e dos seus produtos”.

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Destinux atualiza plataforma com novas funcionalidades

Com o intuito de responder às tendências do setor, a plataforma para a gestão de viagens de negócios Destinux introduz, agora, uma série de funcionalidades para ajudar as empresas a alinhar o orçamento das viagens de negócios aos objetivos, assim como, monitorizar e analisar de forma eficiente todos os custos.

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A Consultia Business Travel apresentou, recentemente, novas funcionalidades digitais incorporadas na plataforma Destinux, que permitem responder às atuais exigências da gestão de viagens de negócios.

Lançada em Portugal em 2022, a plataforma digital incorpora, agora, um conjunto de funcionalidades que se adaptam às exigências do setor. Alinhar o orçamento das viagens corporativas com os objetivos da empresa, bem como monitorizar e analisar todos os dados para um reajustamento instantâneo, são os novos serviços que a Destinux disponibiliza às empresas que oferece uma maior eficiência na gestão viagens de negócios.

“Ser mais eficiente, económico, sustentável e seguro, são as principais preocupações das empresas, que sofreram transformações na gestão de viagens corporativas após a crise pandémica”, considera a empresa, em comunicado. Para responder às necessidades do setor, o software Destinux proporciona às empresas, através da nova ferramenta Travel Management Dashboard, uma gestão mais estratégica e eficiente das suas viagens corporativas. Com uma gestão integral baseada na digitalização, permite alinhar o investimento nas viagens corporativas com os objetivos pré-definidos da organização e controlar que estes não se desviem do orçamento, o que permite atingir uma poupança de 20%.

Focada nos passageiros e nos responsáveis de gestão de viagens das empresas, a funcionalidade ‘Digitalização de Orçamentos’, otimiza a gestão interna da empresa, pois permite guardar os orçamentos correspondentes às viagens da empresa, editar, descarregar e gerir os mesmos. Ao consultar os motores de busca do sistema, que se ligam à indústria de viagens, é possível obter informações sobre os serviços necessários para as viagens, como: horários, custos e disponibilidade.

A plataforma Destinux, regista e reproduz a estrutura empresarial da empresa, sob aconselhamento da equipa de operações, que garante as vantagens das potencialidades oferecidas pelo sistema, permitindo, assim com a nova ferramenta ‘Registo e Gestão de Passageiros’, que as empresas atualizem de forma contínua e autónoma a estrutura da organização. Com esta função, as empresas gerem os utilizadores durante o processo de viagens corporativas, de acordo com a estrutura da empresa e os custos.

Preocupações “verdes”
Para satisfazer e responder às necessidades ecológicas das empresas através da digitalização, o serviço ‘Destinux Green’ calcula as emissões de CO2 produzidas pelas viagens corporativas, fornece às empresas um relatório das emissões geradas durante um ano e permite-lhes compensar a sua pegada de carbono de forma certificada com projetos de descarbonização ambiental. O sistema permite, ainda, às empresas cumprir as políticas de digitalização e implementar políticas de compras baseadas na sustentabilidade, tais como adquirir fornecedores mais sustentáveis. Trata-se de ganhar eficiência e tornar as viagens empresariais mais ecológicas, alinhando o orçamento de viagens de negócios aos objetivos da empresa e monitorizando todos os dados em tempo real.

O sistema coloca ao alcance da empresa a indústria de viagens com preços acessíveis e descontos facilmente detetados ao exibi-los por preferência e simbolizados com o ícone Destinux. Com a funcionalidade ‘Preços Especiais’, a Destinux, que estabelece uma comunicação direta com os fornecedores, para além de partilhar uma gama de opções, ofertas e preços mais baixos, apresenta os valores corporativos do próprio cliente, assinalado com o logotipo do mesmo e dos fornecedores, para que a empresa tenha ao seu dispor um conjunto de preços acessíveis e possa selecionar a opção que melhor se adapta às suas necessidades e poupar custos.

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Há 1,3 milhões de euros para startups e soluções inovadoras no turismo

Com as candidaturas abertas até 10 de março de 2023, o programa visa apoiar 250 startups na criação e desenvolvimento de novos negócios no setor do turismo, com base em ideias inovadoras e disruptivas.

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O Governo lançou, através do Turismo de Portugal, uma nova edição do Programa FIT 2.0 – Fostering Innovation in Tourism, uma iniciativa com um investimento público na ordem dos 1,3 milhões de euros que visa apoiar 250 startups na criação e desenvolvimento de novos negócios no setor do turismo, com base em ideias inovadoras e disruptivas.

Num reforço da aposta no empreendedorismo e na inovação, como instrumentos fundamentais para concretizar a Estratégia Turismo 2027 e como aceleradores do processo de transição digital e climática do setor, esta edição do FIT prevê o lançamento de um concurso nacional de ideação e programa de pré-aceleração, capazes de mobilizar o ecossistema do turismo e as entidades do sistema científico e tecnológico para a geração de novas soluções em todo o país, com especial enfoque em territórios de baixa densidade.

Paralelamente, são lançados os regulamentos para programas de aceleração e de inovação aberta, com o objetivo de promover o desenvolvimento de soluções alinhadas com as necessidades do setor e o seu teste em contexto empresarial.

Nuno Fazenda, secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, considera que “crescer na inovação é um imperativo do turismo do futuro”. “Temos de fazer mais e melhor para qualificar os nossos produtos e destinos. Esta nova edição do programa FIT, lançada hoje, com apoios a fundo perdido, é um importante estímulo para a inovação no turismo”.

A transição digital e climática do setor são os principais desafios a endereçar pelos programas, encontrando-se as candidaturas abertas até 10 de março de 2023.

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CALL FIT da Portugal Ventures com candidaturas abertas até 12 de fevereiro e com 100 mil euros para distribuir por projeto

Para a nova CALL FIT – Fostering Innovation in Tourism são elegíveis projetos Não Tecnológicos e Tecnológicos do setor do Turismo e serão disponibilizados até 100 mil euros por projeto.

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A Portugal Ventures, sociedade de capital de risco do grupo Banco Português de Fomento, em parceria com o Turismo de Portugal e o NEST – Centro de Inovação do Turismo, lançou a Call FIT – Fostering Innovation in Tourism, reformulada, e pretende investir em projetos de turismo não tecnológico e tecnológico e que se encontrem na fase pre-seed, indicando que as candidaturas se encontram abertas até 12 de fevereiro de 2023.

Atenta à falha de mercado identificada no setor do Turismo, a Portugal Ventures reformulou a Call FIT, que anteriormente destinava-se exclusivamente aos projetos finalistas dos programas de aceleração, inovação aberta e ideação do Turismo de Portugal – Fostering Innovation in Tourism, e com esta reformulação fica acessível a todos os projetos que apresentem as condições de elegibilidade exigidas. O processo de candidatura, deverá ser efetuado, exclusivamente, através das entidades que integram a Rede de Ignition Partners Network da Portugal Ventures.

A Portugal Ventures com a Call FIT irá investir até 100 mil euros por projeto, sendo elegíveis Projetos Não tecnológicos, que apresentem conceitos diferenciadores para a oferta turística do país, que contribuam para o enriquecimento da experiência do turista e o reforço da competitividade de Portugal como destino turístico; e Projetos Tecnológicos, que apresentem soluções que permitam melhorar a eficiência das empresas do setor do Turismo e da sua oferta de produtos e serviços.

Pedro Mello Breyner, vogal Executivo Portugal Ventures, considera que “num ano em que registamos valores recorde no Turismo, a reestruturação da Call FIT é fundamental para responder a uma necessidade do setor, que se reflete no investimento na fase inicial dos projetos para alavancar os seus produtos e entrada no mercado. Desta forma, iremos dotar os projetos dos meios para que em conjunto possamos continuar a impulsionar o setor mais dinâmico da economia portuguesa, e projetar igualmente Portugal como um dos melhores destinos turísticos do mundo.”

De referir que a Call FIT, que no formato anterior contou com quatro edições, investiu nas seguintes empresas: Bag4days, Classihy, Sailside e Wide Ocean Retreat.

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“A maior transformação digital no setor do turismo em Portugal começou com o próprio turista”

Com os processos de digitalização a decorrer, senão já implementados, nunca como antes a tecnologia assumiu um papel tão essencial no setor do turismo. Para António Neves, Industry Manager, Travel da Google Portugal, embora o setor tenha feito um grande progresso, “ainda há muito trabalho a fazer no que toca a melhorar a presença online não só de algumas empresas como dos próprios destinos”.

Victor Jorge

A tecnologia sempre fez parte do universo do turismo. A pandemia, no entanto, veio acelerar a necessidade de uma maior digitalização ou transformação digital em toda a cadeia. Em Portugal, de acordo com António Neves, Industry Manager, Travel da Google Portugal, houve uma “maior necessidade de aceleração dado não só o peso que o turismo tem na nossa economia, mas também o facto de anteriormente termos estado um pouco atrás da Europa em alguns aspetos digitais”. Para este manager da Google, a grande dificuldade apresentada pela maior parte das empresas no setor no nosso país foi, provavelmente, “a escassez de habilitações digitais”, acreditando, no entanto, que esta aceleração [da digitalização] “irá continuar”.

Ao fim de quase três anos de pandemia, quais foram as maiores transformações tecnológicas ou digitais ocorridas no setor do turismo em Portugal?
A maior transformação digital no setor do turismo em Portugal começou com o próprio turista. Os turistas, nacionais ou internacionais, nunca foram tão digitais como hoje. Grande parte dos viajantes utiliza touchpoints digitais para fazer as suas decisões de viagens. Ao mesmo tempo, vimos os diferentes stakeholders do turismo a lançar a sua jornada de Transformação Digital, não só como consequência do novo comportamento dos turistas, mas também para se tornarem mais eficientes na forma como desenvolvem os seus negócios.

Neste aspeto, o setor do turismo, em Portugal, teve um comportamento diferente de outros mercados europeus e mundiais?
O processo de transformação digital do setor turismo é uma tendência global. Não existe país ou região em que este setor não se esteja a digitalizar nas suas diferentes áreas. Penso que em Portugal houve uma maior necessidade de aceleração dado não só o peso que o turismo tem na nossa economia, mas também o facto de anteriormente termos estado um pouco atrás da Europa em alguns aspetos digitais – nomeadamente em e-commerce e na criação de plataformas online. Nos últimos anos, a indústria do turismo em Portugal tem feito grandes avanços nesta área. Em 2021, de acordo com a Siteminder, os websites hoteleiros foram o 2.º principal canal de reservas em Portugal (atrás do Booking.com) e fomos dos poucos países europeus com uma agência de viagens local – Abreu Online – no Top 10. Isto mostra de facto o grande trabalho que todo o setor está a fazer para se transformar.

Não existe país ou região em que este setor [turismo] não se esteja a digitalizar nas suas diferentes áreas

Quais foram as prioridades tecnológicas mais relevantes implementadas? E quais foram as maiores dificuldades, exigências, necessidades apresentadas pelas empresas?
Acho que podemos olhar para as prioridades em três áreas. A primeira é chegar a potenciais clientes. Aqui, vimos uma grande evolução naquilo que foi a criação de websites e outros conteúdos online por parte dos destinos turísticos, hotéis, fornecedores de atividades turísticas, etc. de forma a chegar aos diferentes turistas espalhados pelo Mundo. A própria promoção das diferentes áreas do turismo passou a ser mais digital, dado que a maior parte dos turistas recorre a plataformas online para se inspirar onde e como viajar.

Em segundo lugar, temos a recolha, medição e ativação de dados: perceber quem são os nossos clientes, quem entrou no nosso website, como devemos e podemos voltar a entrar em contacto com eles… Tudo isto passou a ser fulcral, especialmente com a importância que Privacidade e Segurança passaram a ter nos últimos anos.

Finalmente, temos a experiência do utilizador. Muitos stakeholders do setor implementaram tecnologias de forma a melhorar a experiência do utilizador: processos de marcação fluidos, pagamentos contactless, chatbots e muito mais.

A grande dificuldade apresentada pela maior parte das empresas no setor foi provavelmente a escassez de habilitações digitais. A transformação digital de uma empresa requer que se comece a pensar num novo conjunto de capacidades que antes não existiam: consultores analíticos, data scientists, marketeers digitais e muito mais. Para muitas empresas no setor, existem algumas dificuldades em recrutar este tipo de talento devido à sua dimensão. É aqui que entra a importância de encontrar parceiros externos – parceiros tecnológicos, agências digitais, etc. – para fazer outsourcing deste tipo de capacidades.

Dentro do universo do turismo, qual o setor/segmento que maior atualização ou transformação protagonizou?
Penso que esta adaptação foi transversal a todo o setor. Penso que a diferença está mais na fase de transformação digital em que cada segmento se encontra. As companhias aéreas bem como as grandes cadeias hoteleiras já vêm há alguns anos a fazer esta transformação dada a importância que as marcações nos seus websites têm tido, mesmo antes da pandemia. Estas empresas nos últimos anos focaram-se mais em arranjar formas de atrair mais pessoas para os seus websites (ex. através de marketing digital) e melhorando a sua experiência online.

Por outro lado, algumas pequenas e médias empresas, como hotéis independentes ou agências de viagem locais, começaram mais recentemente a sua jornada digital, alguns deles criando o seu website pela primeira vez.

Acredita que esta aceleração em direção a uma maior digitalização se vai manter no futuro ou, depois de passado o impacto da pandemia, vai esfriar?
Penso que esta aceleração irá continuar. Por um lado, a utilização de ferramentas digitais para planear e marcar viagens continua em forte crescimento. A própria Google tem feito uma aposta muito grande em criar novos e melhores produtos para ajudar os utilizadores no seu planeamento: Google Flights, Things to Do, Google Hotels Search e muito mais.

Por outro lado, a digitalização das empresas traz muitos benefícios em termos de negócio. De acordo com um estudo da BCG, as empresas com maior maturidade digital aumentaram suas vendas em média 18 pontos percentuais a mais do que seus pares menos maduros e aumentaram a eficiência de custo em média 29 pontos percentuais.

Uma das grandes dificuldades na transformação digital no setor do turismo é a capacidade de trazer as capacidades digitais para dentro de algumas empresas dado a sua dimensão e recursos

O que falta ainda fazer em termos de digitalização ou transformação tecnológica no setor do turismo em Portugal?
O setor tem feito um grande progresso, mas existem sempre áreas a melhorar. Antes de mais, penso que ainda há muito trabalho a fazer no que toca a melhorar a presença online não só de algumas empresas como dos próprios destinos. Por exemplo, nos últimos três meses, houve menos de metade das pesquisas no Google por acomodação nos Açores para turistas internacionais do que na Madeira. O turismo é um mercado global e por isso não estamos apenas a concorrer com outras marcas ou destinos locais, estamos a concorrer com os melhores players globais. É por isso crítico que as empresas e marcas do setor do turismo apostem cada vez mais na internacionalização e olhem para o marketing digital como uma ferramenta de aquisição de clientes e de promoção da sua marca

Em segundo lugar, penso que ainda é preciso trabalhar na análise de dados que é crítica para obter insights sobre as preferências e comportamentos dos viajantes, o que pode ajudar as empresas de turismo a adaptar suas ofertas e atender melhor às necessidades de seus clientes.

Finalmente, dada a importância que a sustentabilidade tem hoje em dia, é importante começar a utilizar-se a tecnologia de forma não só a promover a sustentabilidade, mas a garantir que a maior sustentabilidade também acrescenta algum tipo de valor à experiência do viajante.

Esta adaptação tecnológica foi maior a nível interno das empresas ou houve que tivesse optado por uma externalização dos processos?
Tal como referi anteriormente, uma das grandes dificuldades na transformação digital no setor do turismo é a capacidade de trazer as capacidades digitais para dentro de algumas empresas dado a sua dimensão e recursos. Nestes casos, os parceiros tecnológicos, as agências digitais e outros parceiros externos têm e vão continuar a ter um papel fulcral em trazer estas capacidades para dentro das empresas de uma forma escalável e sustentável.

O setor do turismo é uma das indústrias em que o capital humano é mais importante

É comum ouvir que toda esta transformação digital leva a que se necessite cada vez menos de pessoas. Concorda?
Penso que o setor do turismo é uma das indústrias em que o capital humano é mais importante. Afinal, quando vamos viajar em lazer, uma das coisas que mais apreciamos é a hospitalidade, seja ao entrar num avião, ao fazer o check-in num hotel ou ao ser servido num restaurante. À medida que avançam na sua transformação digital, as empresas do setor do turismo terão a oportunidade de decidir onde melhor alocar o seu capital de forma a melhorar a experiência dos clientes e atrair mais turistas, seja no front office a oferecer esta hospitalidade que todos procuramos, ou no back office, por exemplo a trabalhar na promoção através de marketing digital.

Quais foram as principais soluções implementadas pela Google no setor do turismo?
O setor do turismo é um dos setores mais relevantes para a Google dado a importância que os touchpoints digitais têm no planeamento de viagens para os turistas. Nos últimos anos, a Google tem-se focado em criar ferramentas tanto para os utilizadores que estão a planear a sua viagem, como para as diferentes empresas do setor do turismo.

Ao nível do utilizador, a Google possui toda uma plataforma dedicada a viagens – o Google Travel. O Google Travel incorpora diferentes ferramentas que ajudam no planeamento de uma viagem: o Google Flights, pesquisa de hotéis, coisas a fazer e muito mais.

Para além disso, a Google tem desenvolvido um conjunto de ferramentas para ajudar as diferentes empresas do setor do turismo. O Destination Insights por exemplo, permite analisar como estão a evoluir as pesquisas por viagens para Portugal (voos e hotéis) de diferentes países de origem, e perceber assim que mercados apresentam um maior potencial para promover os nossos produtos e serviços.

Se tivesse de indicar três pontos essenciais para o futuro desta transformação tecnológica, digitalização ou transição digital, quais seriam?
Foco no utilizador – qualquer processo de transformação digital tem de ser feito com o intuito de acrescentar valor ao utilizador final. Muitos viajantes experienciam alguns problemas nas suas viagens. É crítico que as empresas se coloquem nos sapatos dos seus clientes/utilizadores e experienciem como é fazer uma reserva no seu website, como é resolver um problema no call center, etc. Todos estes processos, ao serem digitalizados, devem ter como foco principal a melhoria da experiência do cliente.
Personalização – a habilidade de oferecer experiências e recomendações personalizadas aos viajantes será um diferencial fundamental no futuro do turismo. A utilização de dados e cada vez mais de inteligência artificial vai ser crítica para entregar conteúdo e recomendações personalizadas com base nas preferências e comportamentos passados dos viajantes.
Trazer novas capacidades – a transformação digital de uma empresa não é possível sem novos talentos e capacidades: desenvolvedores de aplicativos web, analistas de dados, especialistas em marketing digital, etc. As empresas devem apostar em contratar este tipo de talento ou colaborar com parceiros externos como parceiros tecnológicos e agências digitais para obter estas capacidades.

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NEST lança programa internacional Tourism4.0 dedicado às PME

As candidaturas ao programa de capacitação para PME Tourism4.0 já se encontram a decorrer e podem ser realizadas até 18 de janeiro de 2023.

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O NEST – Centro de Inovação do Turismo anunciou o lançamento do programa internacional Tourism4.0, iniciativa de capacitação destinada a PME, cujas inscrições já se encontram a decorrer e vão estar abertas até 18 de janeiro de 2023.

Este programa internacional, explica o NEST em comunicado, “visa capacitar, apoiar e permitir às empresas a transição para tecnologias digitais emergentes” e conta com uma verba de sete mil euros para apoiar as PME que concluírem o programa.

De acordo com o NEST, este programa de capacitação tem a duração de nove meses e vai fornecer “coaching, mentoria e orientação para desenvolver competências digitais através de formação, webinars e outras atividades de aprendizagem com especialistas”.

“O convite à participação destina-se a pequenas ou médias empresas localizadas em Portugal ou em Itália, Espanha, Malta e Croácia, que desenvolvam negócios de hotelaria (hotéis, alojamentos similares), alojamentos de curta duração, agências de viagens, operadores turísticos, serviços de reservas e negócios relacionados”, indica o comunicado divulgado pelo NEST.

A PME que forem selecionadas vão contar com apoio de mentores com “conhecimentos especializados na área de foco da iniciativa, trabalhando com cada PME de forma a oferecer coaching à medida e formação para elevar as capacidades da equipa e aconselhar projetos para alcançar um maior sucesso”.

Microsoft, Google, NOVA SBE, HOST, StartUP Portugal, RemoteWork, WAMOS Portugal, Turismo de Portugal são algumas das empresas que contam com mentores neste programa, entre outros especialistas do setor digital e do turismo, e que vão participar em alguns dos 15 webinars e 6 workshops previstos neste programa e que vão abordar temas como “Tecnologia e soluções para a produtividade e eficiência; Sustentabilidade digital e soluções de baixo carbono;
Resiliência: segurança e conformidade – soluções de orientação”.

“As PME serão ainda convidadas a ainda participar em sessões de aprendizagem online disponíveis no canal de YouTube/podcast de vídeo do evento sobre os desafios e oportunidades da transformação digital da indústria do turismo, boas práticas para o reforço da capacidade de inovação dos empreendedores turísticos e soluções digitais para encontrar novas oportunidades de negócio no setor, entre outros temas”, acrescenta o NEST.

Segundo Roberto Antunes, diretor executivo do NEST, a participação neste consórcio que apoia o programa é um motivo de orgulho, até porque o Tourism4.0 pretende contribuir para “aumentar a base de conhecimentos das empresas em áreas-chave, tais como a Inteligência Artificial ou Dados e Análises”.

No final dos nove meses deste programa, vai ser realizada uma conferência e um evento de networking que junta todos os participantes e que inclui várias atividades, assim como uma exibição dos melhores projetos e soluções “com o intuito de aumentar a visibilidade e o posicionamento das PME participantes”.

As PME interessadas podem realizar a candidatura aqui, até 18 de janeiro de 2023.

 

 

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Amadeus expande negócio em Portugal em nova parceria com TravelStore

Amadeus e TravelStore assinaram um acordo que inclui novas soluções, tecnologia, melhor otimização e automatização dos serviços.

Victor Jorge

A Amadeus e o Grupo de Viagens e Eventos TravelStore assinaram um novo acordo para Portugal, Espanha, Angola, e Moçambique, através do qual os consultores de viagens da TravelStore ficam aptos a implementar os serviços e soluções Amadeus e poderão aceder a uma vasta gama de conteúdos de viagens através da Plataforma de Viagens Amadeus, bem como a conteúdos habilitados para NDC, conteúdos hoteleiros mais ricos e novas soluções robóticas para uma maior produtividade através da otimização de tarefas.

Através da Plataforma de Viagens Amadeus, o NDC traz aos consultores de viagens da TravelStore o acesso a ofertas aéreas mais ricas e personalizadas, permitindo, através de um único visor, realizar pesquisas, reservas, pagar e gerir conteúdos mais ricos e personalizados para os viajantes de negócios.

A Amadeus também proporcionará à TravelStore um maior acesso às ofertas hoteleiras através da integração de novos fornecedores, com ferramentas concebidas para permitir aos vendedores de viagens encontrar o hotel perfeito para os seus clientes. Além disso, os agentes de viagens poderão comparar e identificar num único ecrã diferentes opções e selecionar a que melhor se adapta às necessidades do viajante.

Em comunicado, a Amadeus refere que “a automatização irá melhorar a produtividade das operações diárias dos vendedores de viagens da Travelstore através da utilização de robótica”, salientando ainda que as aplicações robotizadas Amadeus “automatizam as tarefas administrativas das agências de viagens, permitindo-lhes libertar tempo e ganhar eficiência”.

Para Frédéric Frère, Co-Founder & Group Leader da TravelStore, este acordo estratégico “permitirá aos nossos consultores de viagens usufruir de uma vantagem competitiva e permitir-nos-á desenvolver o nosso negócio futuro graças à colaboração que temos com a Amadeus”.

Do lado da Amadeus, Christian Boutin, diretor-geral da Amadeus Espanha e Portugal, e SVP Travel Sellers Europa Ocidental, salienta que o acordo “reforça o nosso compromisso de ajudar os vendedores de viagens a crescer no mercado português”, fornecendo “as mais recentes ferramentas digitais que melhoram a produtividade e melhoram o serviço ao cliente através de tecnologia inovadora”.

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Airbus e Renault em parceria para desenvolver eletrificação

As duas companhias – Airbus e Renault – pretendem contribuir, com sucesso, para a ambição de emissões líquidas zero até 2050, tanto no setor automóvel como no setor da aviação.

Victor Jorge

A Airbus e a Renault assinaram um acordo de pesquisa e desenvolvimento com o intuito de reforçar a transversalidade e sinergias com o objetivo de acelerar a eletrificação das duas companhias tendo em vista a melhoria as respetivas gamas de produtos.

Esta parceria ajudará a Airbus a desenvolver as tecnologias associadas às futuras aeronaves híbridas-elétricas e será detalhada no Airbus Summit, que acontecerá entre 30 de novembro a 1 de dezembro.

Como parte desta parceria, as equipes de engenharia da Airbus e do Grupo Renault unirão forças para desenvolver tecnologias relacionadas ao armazenamento de energia que continua a ser um dos principais obstáculos para o desenvolvimento de veículos elétricos de longo alcance. O acordo de cooperação abrangerá principalmente etapas tecnológicas relacionados à otimização da gestão de energia e à melhoria do peso das baterias, e procurará os melhores caminhos para passar das atuais células químicas (íon de lítio avançado) para todos os projetos de estado sólido que possam duplicar a densidade de energia de baterias no prazo de 2030.

O trabalho conjunto também estudará o ciclo de vida completo das futuras baterias, desde a produção até a reciclagem, a fim de preparar a industrialização desses futuros projetos de bateria, avaliando a sua pegada de carbono em todo o seu ciclo de vida.

“Pela primeira vez, dois líderes europeus de diferentes setores irão partilhar conhecimento no campo da engenharia para moldar o futuro das aeronaves híbridas-elétricas. A aviação é um campo extremamente exigente em termos de segurança e consumo de energia, assim como a indústria automobilística. No Grupo Renault, os nossos 10 anos de experiência na cadeia de valor de veículos elétricos fornecem-nos alguns dos mais fortes feedbacks no campo e experiência no desempenho de sistemas de gestão de bateria. Impulsionados pela mesma ambição de inovar e reduzir a pegada de carbono, as nossas equipas de engenharia estão a trabalhar com as da Airbus para convergir tecnologias transversais que permitirão operar aeronaves híbridas e desenvolver os veículos de amanhã”, refere Gilles Le Borgne, vice-presidente de Engenharia do Grupo Renault.

Do lado da Airbus, Sabine Klauke, Chief Technical Officer (CTO) da companhia, revela que “esta parceria entre setores com o Grupo Renault ajudar-nos-á a desenvolver a próxima geração de baterias como parte do roteiro de eletrificação da Airbus”. A responsável adianta ainda, em comunicado, que, “alcançar emissões líquidas de carbono zero até 2050 é um desafio único que requer cooperação entre setores, começando hoje. Reunir a experiência do Grupo Renault em veículos elétricos com nosso próprio histórico em simuladores de voo elétricos permitirá acelerar o desenvolvimento das tecnologias disruptivas necessárias para futuras arquiteturas de aeronaves híbridas na década de 2030 e além. Também promoverá o surgimento de padrões técnicos e regulatórios comuns em apoio às soluções de mobilidade limpa necessárias para atingir nossas metas climáticas”.

As duas companhias salientam ainda que “as tendências tecnológicas estão mover-se na mesma direção. A cooperação da Airbus e do Grupo Renault em eletrificação desempenhará um papel importante na mudança do cenário do transporte, contribuindo com sucesso para a ambição de emissões líquidas zero até 2050, tanto no setor automóvel como no setor da aviação”.

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AirHelp aposta em assistentes robot

AGA, LARA, Herman e ECS são os novos assistentes robots da AirHelp que tratam de tarefas mais mecânicas e que requerem o processamento de grandes quantidades de documentação e dados.

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A AirHelp “contratou”, recentemente, diversos assistentes robots, seguindo uma estratégia “digital-first”, em que a tecnologia desempenha um papel fundamental. Nos últimos anos, as equipas jurídicas e técnicas da AirHelp desenvolveram robots baseados em Inteligência Artificial (IA) para apoiar os processos de reclamação dos seus clientes, admitindo Miguel Madaleno, advogado especialista que representa a AirHelp em Portugal, que a IA é “altamente eficaz quando usada como um apoio para o trabalho humano, designadamente na área jurídica”.

Na AirHelp, estes robots tratam de tarefas mais mecânicas e que requerem o processamento de grandes quantidades de documentação e dados, revelando a plataforma online, em comunicado, que desta forma, “a produtividade e eficácia podem ser melhoradas, diminuindo a possibilidade de erro humano, acelerando o processo e, consequentemente, melhorando a experiência do cliente”.

Além, disso, referem que, os membros (humanos) da equipa podem “concentrar-se noutras tarefas, tais como a procura constante de novas soluções que possam conduzir a uma melhor qualidade de serviço ao cliente, a recolha de informação para detetar novos nichos de mercado ou até mesmo o estudo de novas regulamentações”.

Cada ‘bot’ desenvolvido desempenha um papel muito importante durante o processo de reclamações aéreas gerido pela Airhelp, desde o início e a recolha de dados até chegar a uma resolução precisa e precisa.

Os assistentes:

AGA (Agent Assistant)
Criada em 2018, trata da fase inicial de qualquer processo de reclamação: recolha de dados. A AGA irá informar o cliente se este apresenta os documentos necessários e dará as instruções necessárias para assegurar que os dados são corretamente preenchidos. A AGA é capaz de avaliar 40% dos casos com praticamente nenhuma margem de erro. Caso não seja clara a sua decisão, diz aos agentes quais os processos que precisam de ser monitorizados.

LARA (Legal Assessment Referral Assistant)
A LARA foi criada em 2017 e é responsável pelo apoio à equipa jurídica. LARA considera todos os aspetos legais de uma reclamação e, para além de levar a cabo o processo de reclamação, estuda a viabilidade de o caso terminar com uma resolução favorável ao cliente. Atualmente, a LARA é capaz de resolver 70% dos casos por si só.

HERMAN
HERMAN é o veterano do grupo, criado em 2016. No seu papel de agente jurídico, determina a melhor jurisdição para resolver cada caso, com base na taxa de sucesso de reclamações semelhantes, na duração do processo e noutros fatores. O seu nome deriva do caso Wallentin Hermann, uma das decisões mais importantes do Tribunal de Justiça Europeu para a proteção dos direitos dos passageiros aéreos na Europa.

ECS
ECS é a mais recente adição à equipa de robots da AirHelp. O ECS atua como um filtro e determina se a interrupção do voo é justificada ou causada pela companhia aérea e se o passageiro deve ser compensado. 100% de todas as reclamações passam pelo ECS, que examina a situação do aeroporto, informações de tráfego aéreo, dados de voo e se existe de facto um atraso injustificado.

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