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47º Congresso da APAVT aposta mais uma vez em sessão exclusiva para agentes de viagens

O 47º Congresso da APAVT, que terá lugar de 8 a 11 de dezembro deste ano, em Ponta Delgada (Açores) vai apostar mais uma vez numa sessão exclusiva para os agentes de viagens, disse aos jornalistas o presidente da Associação, Pedro Costa Ferreira, num encontro sexta-feira, em Lisboa.

Carolina Morgado
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47º Congresso da APAVT aposta mais uma vez em sessão exclusiva para agentes de viagens

O 47º Congresso da APAVT, que terá lugar de 8 a 11 de dezembro deste ano, em Ponta Delgada (Açores) vai apostar mais uma vez numa sessão exclusiva para os agentes de viagens, disse aos jornalistas o presidente da Associação, Pedro Costa Ferreira, num encontro sexta-feira, em Lisboa.

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“Estamos muito focados na construção de um edifício diferenciador para os agentes de viagens associados da APAVT, portanto, temas como os nossos processos de certificação na área da sustentabilidade e na área do serviço ao cliente serão, certamente, centrais desta reunião”, defendeu o presidente da APAVT.

Além disso, explicou que “fazemos sempre um ponto de situação político, no fundo, um prestar de contas da direção, sobre o que fez no último ano, e uma troca de opiniões que para nós é muito importante, sobre as áreas de intervenção, e as principais dificuldades sentidas pelos agentes de viagens para o próximo ano, não deixaremos de acompanhar os processos de recuperação económico-financeira, até porque sempre tivemos consciência que as necessidades de tesouraria iriam acontecer sobretudo na altura da retoma, e não nos enganámos”, sublinhou.

Sobre este assunto, Pedro Costa Ferreira evidenciou que “não há atualmente apoios significativos no mercado, há é pagamentos significativos dos apoios que nos foram dados, em sede de créditos”, para adiantar que “as agências de viagens já começaram a pagar ao Turismo de Portugal, começarão em breve a pagar os empréstimos concedidos para pagamento dos vales dos clientes, portanto toda esta área relacionada com a recuperação económico-financeira, manteremos ativa na nossa análise, porque sentimos que é um diálogo que não deve ser esgotado”.

O dirigente apontou ainda que “os processos de apoios parecem estar muito centralizados em crédito, o que nós não queremos porque endividados já estamos, e parecem muito centralizados no Banco do Fomento, entidade que está demasiado afastada de nós do ponto de vista institucional, das práticas concretas e das oportunidades concretas dos agentes de viagens”.

É com satisfação que o presidente da APAVT tem assistido à participação nos congressos da Associação de um número cada vez maior de agentes de viagens. Acredita, assim, que “a sessão exclusiva com os agentes de viagens aparece porque cada vez há mais agentes de viagens a participar nos nossos congressos, e admito que cada vez há mais agentes de viagens, não apenas pela sessão, mas pela versatilidade de todo o congresso”.

Para o congresso dos Açores, Pedro Costa Ferreira deu conta que um hotel reservado exclusivamente para agentes de viagens já está esgotado, e a APAVT já está a reservar uma segunda unidade hoteleira, tudo indicando que “vamos ultrapassar os números do ano passado, em termos de agentes de viagens”.

 

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Publituris Hotelaria debate inovação no setor na DecorHotel

A Publituris Hotelaria e o jornal Construir (publicação do grupo Workmedia), em parceria com a AHP, irão debater no primeiro dia da DecorHotel a inovação na hotelaria e a sustentabilidade no turismo.

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A Publituris Hotelaria, em parceria com a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), vai realizar uma conferência no primeiro dia da DecorHotel, que decorre de 27 a 29 de outubro na Exponor, Porto.

O tema da conferência, que tem início às 14h30, é “Inovar na Hotelaria” e terá como oradores, Liliana Conde (consultora) como speaker inicial, a que se seguirá uma mesa redonda, na qual participarão Rui Martins, CEO SmartLinks e responsável pelo Gabinete Digital da AHP; Jaime Quesado, Economista e Professor na FEUP; Pedro Serra, Diretor-geral de Operações The Editory Hotels; João Rodrigues, ex-Country Manager da Schneider Portugal; e Miguel Velez, CEO da Unlock Boutique Hotels.

Com a pandemia, o setor da hotelaria foi obrigado a adaptar a sua oferta e temas como a digitalização e sustentabilidade entraram, definitivamente, nas estratégias adotadas ou a adotar por parte dos agentes do setor. A questão é se a inovação posta em prática pela hotelaria portuguesa foi suficiente para ir ao encontro das novas necessidades, exigências, preocupações do cliente/hóspede.

A segunda parte da conferência, a realizar no mesmo dia, a partir das 16h45, está a cargo do jornal Construir, publicação pertencente ao universo do grupo Workmedia, na qual será debatido a sustentabilidade no turismo.

Nesta conferência participarão Hipólito Campos de Sousa, da Faculdade de Engenharia do Universidade do Porto (FEUP); Mónica Gonçalves, General Manager do Hilton Porto Gaia; Julião Pinto Leite, da OOD Architecture; André Fernandes, da Ordem dos Arquitetos; e Bento Aires, da Ordem dos Engenheiros.

A participação nas duas conferências é gratuita, com inscrição aqui.

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Portugal será o centro do enoturismo mundial em fevereiro de 2023 com a Wine & Travel Week

O mundo do enoturismo vai encontrar-se em Portugal entre os dias 20 e26 de fevereiro do próximo ano, naquilo que será a Wine & Travel Week, uma feira internacional que trará ao até ao nosso país dezenas de operadores internacionais dedicados à promoção e à comercialização de programas e produtos turísticos que aliam o vinho ao turismo e aos territórios.

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A primeira edição da Wine & Travel Week, promovida pela Essência, com os apoios do Turismo de Portugal e das Great Wine Capitals, a rede de capitais dos grandes vinhedos do mundo, terá lugar de 20 a 26 de fevereiro de 2023, e será composta por uma série de momentos.

Trata-se, segundo a organização, de uma feira profissional que congrega projetos e marcas ligados ao enoturismo, onde serão igualmente possíveis reuniões B2B para contacto e/ou estabelecimento de parcerias de negócios, e um fórum de troca de conhecimentos, partilha de tendências e apresentações de estudos de casos internacionais, ao mesmo tempo que terá um programa de experiências paralelas que percorrerá diferentes regiões portuguesas que apostam no enoturismo, dirigido a compradores de vários mercados emissores e a uma comitiva internacional de jornalistas convidados.

A feira profissional, as reuniões e o fórum serão realizados no edifício da Alfândega do Porto, entre os dias 20 a 22 de fevereiro, enquanto o programa de experiências pelas diferentes regiões decorrerá de 23 a 26 de fevereiro.

A semana culminará com a realização da 19ª edição do evento Essência do Vinho – Porto, “a principal experiência do vinho em Portugal”, no Palácio da Bolsa, de 23 a 26 de fevereiro.

A empresa que promove a iniciativa, considerada hoje uma referência na produção de eventos de vinho e de gastronomia em Portugal, atuando igualmente na divulgação de vinhos portugueses noutros mercados – europeus, americanos e asiáticos, recorda, em nota de imprensa que o vinho e a gastronomia constam dos principais motivos de interesse dos milhões de visitantes estrangeiros que têm viajado até Portugal e que a indústria global do enoturismo apresenta atualmente taxas significativas de crescimento.

As mais recentes estimativas apontam para que em 2025 seja atingida a fasquia dos 100 milhões de enoturistas em todo o mundo, o que poderá representar um impacto positivo de 45 mil milhões de euros na economia global.

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Web Summit prevê 70 mil participantes, 2.600 startups e empresas e mais de mil investidores

O ministro da Economia e Mar, António Costa Silva, afirmou esta quinta-feira que a edição deste ano da Web Summit contará com mais de 70.000 participantes, acima de 2.600 startups e mais de mil investidores.

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António Costa Silva, citado pela Agência Lusa, falava no Hub Criativo do Beato, numa conferência de imprensa conjunta com o cofundador da Web Summit Paddy Cosgrave, a propósito do evento que arranca já no início de novembro em Lisboa.

“Os números que estamos à espera” são de “mais de 70.000” participantes, “mais de 2.600 ‘startups’ e empresas, mais de 1.000 investidores”, referiu o governante.

A Lusa cita ainda a organização da Web Summit, aquela que é considerada a maior cimeira tecnológica a nível mundial, que indica que esgotou os bilhetes mais cedo do nunca, espera mais de 70.000 participantes, 2.630 startups e empresas, 1.120 investidores e terá 1.040 oradores a viajar para Lisboa.

Os dados da edição deste ano “confirmam os níveis” de participação pré-pandemia, afirmou o ministro, salientando que o evento “será bem sucedido”.

 

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“Desafia o teu caminho” é o tema do RoadShow do Fórum Turismo

A iniciativa do Fórum do Turismo percorrerá 20 localidades de Norte a Sul do país.

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O “RoadShow: Desafia o teu caminho”, organizado pelo Fórum do Turismo, tem início no dia 25 de outubro e tem duração de, aproximadamente, um mês. A iniciativa pretende que que os estudantes analisem o seu percurso profissional, através de um conjunto de experiências.

Durante um mês, o “RoadShow: Desafia o teu caminho” vai percorrer cerca de 20 escolas de Norte a Sul do país, todas elas com cursos de Turismo e Hotelaria, passando por: Lisboa, Setúbal, Viana do Castelo, Barcelos, Vila do Conde, Porto, Peniche, Coimbra, Santarém, Vila Real de Santo António, Portimão e Faro.

“Para além de desafiar os estudantes a analisarem o seu percurso profissional e/ou pessoal até ao momento, apresentará também um conjunto de experiências possíveis, que ajudarão a desenvolver o percurso até à empregabilidade”, refere a organização em comunicado.

Anualmente, o Fórum Turismo organiza o RoadShow com o objetivo de aproximação da comunidade escolar, para levar aos estudantes temas pertinentes sobre o setor, de forma a conseguir envolvê-los de forma ativa. Este ano, a Travel Generation juntou-se à iniciativa como parceira do Fórum Turismo, sendo a primeira uma agência dedicada às viagens escolares e de grupo.

Projetos como o Tomorrow Tourism Leaders (TTL), uma competição nacional de turismo, o ENETUR, um encontro nacional de estudantes de turismo, a Viagem à FITUR, a Bolsa de Empregabilidade, entre outros, são algumas das experiências a apresentar. Todas estas iniciativas, que os estudantes podem participar, trazem benefícios como a saída da zona de conforto, a coragem de arriscar, o conhecimento de novas culturas e o networking.

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Euromonitor revela inovações no digital e nas viagens sustentáveis no WTM 2022

Durante o World Travel Market London 2022 realizar-se-ão diversas conferências. Uma delas será da responsabilidade da Euromonitor que abordará o tema do digital e das viagens sustentáveis.

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A Euromonitor irá revelar o que de melhor se faz e pode fazer nas viagens digitais e sustentáveis bem como na relação com o consumidor durante o World Travel Market (WTM) London 2022.

A sessão “Powered Up: Driving Travel Forward with Digital and Sustainable Innovation”, que decorrerá no dia 9 de novembro, das 12h30 às 13h30, centrar-se-á em como as marcas e destinos de viagens estão a lidar com os desafios de hoje, como inflação crescente, mudanças nas procuras dos viajantes e a necessidade de fazer a transição para um futuro de emissões zero.

Caroline Bremner, Senior Head of Travel Research at Euromonitor, refere que “a inovação está a acontecer de muitas formas diferentes nas viagens, seja no ‘front-end’ com novas ofertas de produtos digitais e sustentáveis ou no ‘back-end’ para impulsionar a descarbonização em todo o setor. Novas tecnologias vistas no metaverso estão a ser aproveitadas por marcas e destinos que experimentam mundos virtuais para aumentar a descoberta, o prazer e criar novos fluxos de receita”.

De referir que uma análise recente da consultora revela como as empresas de viagens estão a inclinar-se para o digital, ‘consumer-centric’ ou inovação sustentável para captar a procura do consumidor, mitigar a dinâmica atual do mercado e impulsionar o crescimento.

A análise demonstra ainda que, em 2022, a tecnologia pode facilitar o aumento espiral dos custos, com mais empresas de viagens a fornecer aplicações móveis aos seus clientes (45%), correspondendo a um aumento impressionante de oito pontos percentuais em relação ao ano anterior.

A outra preocupação reside nas crescentes preocupações com o custo de vida e a probabilidade de os consumidores não valorizarem as opções de viagens sustentáveis. No entanto, a pesquisa do Euromonitor sugere que os consumidores continuam preocupados com a crise climática e a apoiar as empresas locais, além de combaterem a pegada de carbono.

Do lado da organização, Juliette Losardo, Exhibition Director do World Travel Market London, considera que a sessão da Euromonitor está “perfeitamente alinhada com o tema deste ano da WTM: ‘O Futuro das Viagens Começa Agora’”.

“Os participantes ouvirão exemplos fascinantes e inspiradores de como a indústria está a avançar com soluções inovadoras e engenhosas para os problemas que todos enfrentamos – como expandir o mercado, mas também crescer de maneira sustentável e responsável”, diz Losardo.

“A tecnologia de viagens está a avançar rapidamente para acompanhar a procura pós-pandemia, por isso é essencial que os profissionais do setor estejam atualizados com os desenvolvimentos mais recentes.”

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SETCS Rita Marques participa na 22.ª edição do Global Summit do WTTC na Arábia Saudita

“Travel for a Better Future” é o tema da 22.ª edição do Global Summit do WTTC que contará com a presença da Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques. O evento realiza-se em Riade (Arábia Saudita), de 28 de novembro a 1 de dezembro de 2022.

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“Travel for a Better Future” (Viajar para um futuro melhor) é o tema da 22.ª edição do Global Summit organizado pelo World Travel & Tourism Council (WTTC) e que contará com a participação da Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques.

O evento que se realizará, em Riade, na Arábia Saudita, de 28 de novembro a 1 de dezembro de 2022, o evento terá, segundo a organização, como foco “o valor do setor do turismo, não apenas para a economia global, mas para o planeta e comunidades no mundo”.

Durante esta 22.ª edição do Global Summit, líderes do setor e entidades governamentais internacionais de todo o mundo reunir-se-ão em Riade para “continuar a alinhar esforços para apoiar a recuperação do setor e enfrentar os desafios que o futuro representa para garantir viagens e turismo mais seguros, resilientes, inclusivos e sustentáveis”.

Entre os primeiros participantes e oradores do evento estão Anthony Capuano, CEO da Marriott International; Paul Griffiths, CEO da Dubai International Airports; Christopher Nassetta, presidente e CEO da Hilton; Matthew Upchurch, presidente e CEO da Virtuoso, e diversos ministros do Turismo mundiais, entre outros.

Julia Simpson, president e CEO do WTTC, refere, em comunicado, que “o Governo da Arábia Saudita tem sido fundamental na recuperação do setor global das viagens e turismo após dois anos de crise”.

Preparado para se tornar um importante destino turístico, Julia Simpson considera, com base na análise efetuada pelo WTTC, que “o setor das viagens e turismo da Arábia Saudita superará os níveis pré-pandemia no próximo ano e verá o crescimento mais rápido em todo o Médio Oriente na próxima década.”

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Profissionais do setor juntam-se para discutir a sustentabilidade nos negócios

A sessão decorreu no âmbito do Congresso da AHRESP e juntou, entre outros profissionais, o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, e Telmo Faria, General Manager no hotel Rio do Prado.

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A sustentabilidade nos negócios deu o mote para uma das primeiras sessões do Congresso da AHRESP deste sábado, 15 de outubro.

Questões como a sustentabilidade ambiental, mas também social, bem como a necessidade futura de as empresas terem de cumprir com parâmetros de sustentabilidade para obterem investimento foram alguns pontos levantados nesta sessão.

Para Sofia Santos, Sustainability Champion in Chief na Systemic, a preocupações com a sustentabilidade por parte das empresas tornar-se-á incontornável, já que “quem não enveredar por este caminho não vai ter acesos a capital dentro de dois a três anos”.

“O acesso a capital já tem um conjunto de critérios, ou seja, qualquer projeto que seja construído vai ter de justificar que a sua atividade não contribui de forma significativa para seis fatores, nomeadamente o aumento das emissões de CO2, por exemplo”, explica.

Reportando-se à “situação conjetural difícil devido à guerra”, Sofia Santos é da opinião de que “se começarmos esta desculpa para não entrarmos na sustentabilidade daqui a 10 anos vamos ter uma situação estrutural muito mais difícil”.

Lembra que o turismo em Portugal “depende 100% da natureza”, pelo que compete às empresas de turismo estruturar o seu negócio tendo em conta a sustentabilidade – uma condição essencial para preservar o ambiente no qual ancoram a sua oferta.

“As empresas têm de começar a pensar como é que o seu projeto vai contribuir para o impacto ambiental e maximizar o impacto social. Têm de pensar como é que o seu projeto de turismo pode existir daqui a 15 anos. Sabemos que o turismo depende 100% da natureza. As pessoas vêm a Portugal pela qualidade dos locais, da natureza. Se gerarmos impactos, e o conforto de vir a Portugal deixar de existir, obviamente que o turismo vai deixar de ter a importância que tem”, defende.

Créditos: Gonçalo Português | Cortesia AHRESP

Para dar um exemplo prático desta aplicação, a sessão contou com o contributo de Telmo Faria, General Manager no hotel Rio do Prado.

“O que queríamos fazer [com o hotel Rio do Prado] era um trabalho completamente diferente – ir para uma aldeia, apostar na natureza e introduzir um conjunto alargado de medidas que visassem contribuir para uma total descarbonização da oferta e do serviço turístico e, por outro lado, também fazer algum trabalho de sensibilização [juntos] dos clientes e do mercado”, explica.

Na sua intervenção, o hoteleiro mostrou-se “preocupado”, assegurando que “não há razões para sairmos daqui super otimistas de que já fizemos o trabalho de casa”.

Refere que apesar de considerar que o país “acorre rapidamente a estabelecer bem as metas, a definir os objetivos e a calendarizar e quantificar, continuamos com um grande problema: a maioria das empresas não sabe montar uma estratégia de sustentabilidade”.

É da opinião de que “faltam players no mercado que deem este auxílio”, além de considerar que “vivemos num país cheio de constrangimentos”.

Créditos: Gonçalo Português | Cortesia AHRESP

“Venho preocupado porque quisemos fazer uma unidade de autoconsumo, com a crise energética que estamos a viver, mas se tivermos um fundo comunitário não podemos injetar energia na rede. Temos de pagar uma fortuna para usar uma rede que pertence à REN, que todos pagamos na nossa fatura.
Vivemos num país cheio de constrangimentos. Como vamos chegar aos objetivos concretos das políticas de sustentabilidade? Porque estamos a meio da tabela dos índices de desenvolvimento sustentável a nível internacional? Quando vamos falar deste campeonato estamos muito abaixo”, lamenta.

Dá ainda como exemplo o consumo de água da torneira, explicando que para a poder servir esta num restaurante ou hotel é preciso “que o cliente o aceite”: “Temos de ter capacidade de um empurrão institucional para fazermos isto”, defende.

A importância de equipas multidisciplinares para a sustentabilidade

Além da sustentabilidade ambiental, a sessão serviu ainda falara sobre a sustentabilidade social, com Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal a lembrar que “sem pessoas não há transição digital, não há sustentabilidade”.

“Quando pensamos num setor que representa 10% da mão-de-obra temos que mudar”, defendeu na sua intervenção enquanto chairman.

Para proceder a essa mudança, o presidente do Turismo de Portugal defendeu ser necessário: a diversidade e inclusão, dada a “falta de representação do sexo feminino no setor”; formação que tenha em conta as necessidades dos colaboradores e fidelizar os colaboradores internos com campanhas específicas, tais como as que já existem para reter clientes.

Lembrou ainda que “transição digital tem que ir a par e passo com a transição ambiental”.
“Temos que olhar para a tecnologia como forma de libertar as pessoas para aquilo que são boas”, defendeu.

Sobre este ponto, e para contribuir para a área da sustentabilidade ambiental, Sofia Santos apontou que “a grande maioria dos estudantes está muito interessada neste tema da sustentabilidade”, exortando as empresas a contratá-los, com base em salários dignos: “Nada melhor que os jovens para simplificar algo que para nós é complicado”.

Acrescentou ainda que para trabalhar esta área é necessária a existência de equipas multidisciplinares: “o grande problema é termos equipas transversais e as equipas comunicarem”, termina.

Esta primeira sessão paralela do último dia do congresso juntou Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, Sofia Santos, Sustainability Champion in Chief na Systemic, Filipe Santos, presidente do Conselho de Ambiente Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Telmo Faria, General Manager no Rio do Prado e Pedro Sampaio, Sustainability Manager na Nestlé Profissional.

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FITURNext Observatory analisa mais de 250 iniciativas de turismo regenerativo

Entre os temas chave da iniciativa estão a regeneração do território, recolha de resíduos e recuperação da natureza.

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O FITURNext, observatório da FITUR dedicado à promoção das boas práticas no turismo relacionadas com a sustentabilidade, fechou as inscrições para o “2023 Challenge”, iniciativa que dá relevo à contribuição do turismo para a regeneração do ambiente natural.

A organização da feira de turismo, que se realiza de 18 a 22 de janeiro de 2023, analisou mais de 250 iniciativas, apurando nove para a final de onde sairão três vencedores.

A sustentabilidade e o respeito pelo destino são alguns dos principais focos do turismo regenerativo, que visa, entre outras coisas, deixar o local onde decorre a atividade melhor do que estava. Tudo isso é feito com a participação ativa de moradores e visitantes.

Entre os projetos analisados pelo observatório estão temas centrais como:  regeneração do território, recolha de resíduos e recuperação da natureza.

Esta é a quarta edição do observatório que já analisou cerca de 1.000 iniciativas ao longo das últimas edições da FITUR com foco nas boas práticas na sustentabilidade nos diversos destinos.

 

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Cabo Verde: Expotur na ilha do Sal de olho em novos mercados para vencer sazonalidade

A VIII edição da Feira de Turismo e Artesanato (Expotur) vai decorrer, de 21 a 23 de outubro, na ilha cabo-verdiana do Sal, com os olhos postos em novos mercados.

Com 60 stands projetados, a Expotur regressa este ano, após algum interregno, movimentando a cidade turística de Santa Maria com a participação de mais de 15 países da CEDEAO, destacando-se a participação das empresas cabo-verdianas, nomeadamente hotéis, entre alguns municípios do país.

O anúncio foi feito durante uma conferência de imprensa conjunta, entre o presidente da Câmara do Turismo de Cabo Verde (CTCV), Jorge Spencer Lima, e a administradora da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC), Angélica Fortes.

Promovido pela FIC, com apoio institucional da Câmara de Turismo e do Governo, através do Ministério do Turismo, o evento, que visa vender e promover Cabo Verde enquanto destino turístico põe foco em novos mercados, que venham particularmente na considerada época baixa, isto é, de maio a setembro, para fazer face à sazonalidade considerada ainda muito presente, através da diversificação da procura turística.

Na ocasião, Jorge Spencer Lima, reiterou que a alternativa para que a época baixa possa trazer benefícios para o turismo em Cabo Verde, há que ter em conta três segmentos, isto é, o turismo interno, a diáspora, e o turismo regional, conforme citado pela imprensa cabo-verdiana.

“É preciso trabalhar esses aspetos, fazer pacotes acessíveis “, disse o presidente da Câmara do Turismo de Cabo Verde, para indicar que esta Expotur deve ser vista nestes aspetos fundamentais, canalizar o turismo da África Ocidental, dentro desse quadro de promoção do turismo de Cabo Verde.

À margem da feira temática, os participantes poderão assistir a um workshop, uma conferência internacional, abordando temas como “O turismo da África Ocidental – Que perspetivas”, e “Como implementar o turismo de cruzeiro na África Ocidental”.

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Rita Marques: “Para continuarmos a crescer em valor temos de pagar melhor”

Na sessão plenária do último dia do Congresso da AHRESP deste sábado, 15 de outubro, a Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços referiu-se à questão da captação de mão-de-obra no setor, desde a retenção de jovens nacionais à captação de trabalhadores internacionais.

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A sessão, em formato entrevista, ficou a cargo das jornalistas Rosália Amorim, do Diário de Notícias, e de Rosário Lira, da RTP, da qual damos conta em duas peças distintas.

Uma das queixas dos trabalhadores são os salários no setor e as muitas horas extra. Acredita mesmo que o setor vai ter capacidade de comportar o aumento dos 5,1% dos salários?

Isso já está a acontecer. Os próprios dados do INE já dão conta que o setor do turismo neste momento já está a pagar mais do que pagava. Neste momento temos em falta cerca de 35 a 50 mil trabalhadores do setor. Temos naturalmente de ter mais mecanismos de atração para que todos aqueles que não trabalham [na área] possam sentir-se incentivados a entrar para o setor.

Quando olha para o setor do turismo, vai realmente ter impacto esta subida no setor a nível das primeiras linhas de entrada? Como vê esse impacto a nível da sustentabilidade do negócio?

Vai ter um impacto relevante. Naturalmente o setor do turismo vai ser diretamente impactado, porque temos uma franja muito grande dos nossos trabalhadores a ganhar o ordenado mínimo. Penso que é um impacto que teremos mais tarde ou mais cedo que enfrentar, porque para continuarmos a crescer em valor temos de pagar melhor. Em média cada turista despende em Portugal cerca de 1035 euros. Somos neste momento o destino europeu em que o turista mais gasta. Para quem vem a Portugal e tem este dinheiro para dispensar, esperam ver um serviço de qualidade, e para termos trabalhadores capacitados têm que auferir mais do que atualmente.

A verdade é que mais do que a questão dos salários o que mais temos ouvido é a falta de mão-de-obra. Porque é que não se está a conseguir reter essas pessoas e o que se pode fazer antes de começar a buscar pessoas fora?

Desde logo temos um problema demográfico na Europa. O talento é um ativo que está a rarear, não só no setor do turismo, mas em outros setores. Temos naturalmente esta proximidade com países de língua portuguesa e estamos a fazer esforços nos acordos da mobilidade no quadro da CPLP. Somos menos a trabalhar no setor e para aumentar a produtividade provavelmente vamos ter de fazer mais com menos e capacitar os que estão cá.

Mas e em relação aos jovens que estão a terminar a suas formações?

Esses jovens têm uma taxa de empregabilidade altíssima.

Mas estão a ser absorvidos pelo mercado ou estão a ir embora?

Muitos deles estão a ser absorvidos pelo mercado, mas também depende do seguinte: os jovens querem de facto ter uma vida lá fora e é natural que possam e queiram ir lá para fora. Grande parte deles ao fim de alguns anos querem regressar, e esses também têm de suscitar especial preocupação. Se querem regressar e as carreiras em Portugal não conseguem absorver esses recursos, também se torna problemático.

Não há também por parte desses jovens uma desilusão quando chegam ao setor?

Não encontro de todo esse sentimento. O que encontro muitas vezes são jovens que têm muita garra e querem ingressar no mercado de trabalho. Por outro lado, também, jovens empreendedores que querem ser empreendedores e montar o seu negócio.

Há agora também o desafio da alteração da lei dos vistos. Acredita que em 2023 o problema da mão-de-obra resolve-se por aí? Será esta realmente uma solução, ou seria preferível cuidar dos que estão cá?

Não se trata de um ou outro. Não será assim nas nossas vidas, nas nossas empresas, na política. É um e outro. Não se trata de condições disjuntas, mas condições conjuntas, cumulativas, que devem ser tratadas em paralelo. Não se trata de duas agendas, trata-se de uma agenda que terá uma e outra frente.

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