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Carlos Moura: Pacote de medidas é “absolutamente insuficiente” para o Turismo

A menos de um mês do próximo congresso da AHRESP, que se realiza de 14 a 15 de outubro em Coimbra, o presidente desta entidade, Carlos Moura, declara em conferência de imprensa que o evento servirá para “mobilizar e chamar a atenção para quem nos governa da importância e sensibilidade dos tecidos empresariais” representados pela associação.

Carla Nunes
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Carlos Moura: Pacote de medidas é “absolutamente insuficiente” para o Turismo

A menos de um mês do próximo congresso da AHRESP, que se realiza de 14 a 15 de outubro em Coimbra, o presidente desta entidade, Carlos Moura, declara em conferência de imprensa que o evento servirá para “mobilizar e chamar a atenção para quem nos governa da importância e sensibilidade dos tecidos empresariais” representados pela associação.

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Sob o mote “Sustentabilidade: utopia ou sobrevivência?”, o próximo congresso da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) surge num momento “muito oportuno”.

Quem o afirma é Carlos Moura, presidente da entidade, que espera que a realização do evento a 14 e 15 de outubro, numa altura coincidente como a discussão do Orçamento do Estado, possa servir para “reforçar as propostas” que a associação tem estipuladas para apresentar ao Governo. Ao todo serão 27 medidas, que a AHRESP não quis desvendar para já, mas assegura adiantar ainda no final desta semana.

Das conclusões deste congresso espera-se reforçar o “argumentário” para as propostas previstas pela associação, já que esta considera que, apesar do pacote de medidas anunciado ser “bom” – como Carlos Moura afirmou, “tudo o que é superior a zero é bom e aplaudimos” – as medidas são consideradas “absolutamente insuficientes” para o Turismo.

“Temos a certeza que o Governo não vai deixar de olhar para as propostas que vamos apresentar e para as medidas que vão reconhecer e verificar como absolutamente necessárias. Porque o país precisa de mais economia”, afirma.

Em conferência de imprensa, o presidente da associação sublinha que apesar de se pensar que “as boas receitas que tivemos durante o período de verão correspondem ao que se obtém no bottom line das companhias, a margem não corresponde àquilo que são as boas receitas, o bom encaixe daquilo que se vendeu”.

Para o justificar, Carlos Moura recorre aos dados do INE relativamente ao preço das matérias-primas alimentares, nas quais se verificou 15,4% de inflação em agosto, bem como os custos de energia – que “triplicaram” nas organizações representadas pela AHRESP – e o custo dos combustíveis, que afeta os transportes.

Referindo-se ao tema do próximo congresso, Carlos Moura explica terem escolhido o formato em sessões paralelas “para dar voz e oportunidade de tratar um tema que hoje é moda, mas não para a AHRESP”. Domínios como a sustentabilidade económica, financeira, laboral e digital fazem parte do programa, sem esquecer a questão dos recursos humanos, também debatida em conferência de imprensa.

Carlos Moura frisa que o setor “não tem gente para trabalhar”, algo que não atribui aos “salários baixos”, já que considera que o setor “paga relativamente bem”, dependendo das regiões. De acordo com o profissional, a escassez resulta de dois ou três epifenómenos: a transferência de pessoas para outras atividades económicas e o regresso dos imigrantes aos países de origens.

Para resolver a questão, a associação declara que tem preparado um programa para “a captação de imigração organizada”, no entanto, adianta apenas que esta será anunciada publicamente, sem esclarecer os moldes do mesmo.

“Devíamos cuidar de evitar que se sucedessem casos como os de Odemira. Queremos ter emigração com contratos de trabalho de média a longa duração”, termina.

Região Centro procura ser “cada vez mais competitiva” em MICE

Sobre o congresso, que terá lugar no Convento de São Francisco, Pedro Machado, presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal (TCP), “saúda a escolha” da localização do evento, que afirma preencher um dos grandes objetivos da entidade de ser cada vez mais competitiva “na captação de grandes eventos e congressos”.

Já quanto ao tema do congresso, Pedro Machado assegura que este “não podia estar mais na agenda”, dados os recentes acontecimentos na região centro, “fustigada” por incêndios e enxurradas.

“Hoje percebemos que no nosso caso temos preocupações acrescidas com a sustentabilidade ambiental, seguramente com a sustentabilidade económica, mas há uma outra componente que é a sustentabilidade social”, defende Pedro Machado, que explica que atualmente “já não discutimos o overturing, o grau de saturação dos territórios”, mas sim “o grau de satisfação que as comunidades que recebem turistas podem ter com este setor”.

Nesse sentido, o presidente da TCP afirmou que se encontram a “estruturar novos produtos turísticos que possam ancorar e distribuir a procura, para que possa acontecer em territórios menos prováveis”. Destes enumera produtos na área do Ecoturismo, Enoturismo e Turismo Industrial.

Também na senda de novos produtos turísticos, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva, declarou que procuram “fazer uma grande aposta no turismo”, razão pela qual criaram “uma divisão dedicada ao turismo na nova estrutura flexível da câmara”, que será “exclusivamente dedicada a uma estratégia multifacetada turística para Coimbra e a sua região”.

“Temos um imenso potencial turístico em Coimbra, não só em termos da universidade e património mundial da Unesco, mas também das características medievais que se mantêm na Baixa e na Alta de Coimbra. [Temos ainda] um grande potencial religioso: foi em Coimbra que Santo António se fez franciscano, temos a nossa padroeira, a rainha santa, [sem esquecer que] foi em Coimbra, no Carmelo, que faleceu a irmã Lúcia”, argumenta.

AHRESP almeja Guia Michelin Portugal

Numa nota final sobre o congresso, Carlos Moura aponta para um painel que “apesar de parecer desalinhado com o fio condutor” do evento, está relacionado com “a sustentabilidade gastronómica do país”.

Na sessão TASCA – Identidade internacional da restauração portuguesa, a AHRESP propõe colocar na mesa a hipótese de atribuir uma identificação universal em gastronomia a Portugal.

“Os espanhóis têm ‘la bodega’, os italianos ‘la trattoria’, porque não havemos de ter ‘a tasca’?”, questiona o presidente da associação.

Outro dos objetivos da associação, comunicados na mesma conferência de imprensa, passa pela criação do Guia Michelin Portugal, já que, atualmente, o guia é aplicado à Ibéria: “Isso traduz-se sempre numa subalternização da nossa gastronomia a favor de ‘nuestros hermanos’. Provavelmente esta sessão também é um impulso para que o guia Michelin possa ser de Portugal e não da Ibéria”, atira o diretor.

Na próxima conferência da AHRESP são esperados cerca de mil participantes, resultando “no maior evento associativo empresarial que o país regista nos últimos anos”, de acordo com Carlos Moura.

No decurso do atual mandato, a AHRESP “caminha para 15 mil associados”, registando uma média de 130 novos associados por mês e 70 a 80 saídas.

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OE2023: AHRESP apresenta 25 propostas ao Governo para “salvaguardar as empresas”

A aplicação temporária da taxa reduzida do IVA nos serviços de alimentação e bebidas é uma das medidas apresentada pela associação.

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Dada a aproximação da apresentação do Orçamento de Estado para 2023 (OE2023), a 10 de outubro, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) propôs ao Governo 25 medidas “para salvaguardar as empresas e contribuir para o fortalecimento da economia portuguesa”, conforme se pode ler em comunicado enviado às redações.

As medidas propostas incidem em cinco eixos estratégicos: fiscalidade, capitalização das empresas, incentivo ao consumo, apoio ao investimento e qualificação e dignificação do emprego, sendo que o documento com a enumeração de todas as propostas encontra-se disponível para consulta no website da AHRESP.

Destas, a associação destaca quatro medidas que considera prioritárias: a aplicação temporária da taxa reduzida do IVA nos serviços de alimentação e bebidas; instrumentos de apoio à capitalização das empresas; apoios ao investimento na eficiência energética e na transição digital e mecanismos/plataformas que apoiem e facilitem a contratação de trabalhadores, nomeadamente a contratação organizada de imigrantes.

“A AHRESP considera que é essencial a inclusão de medidas ambiciosas e significativas para as empresas e para as famílias, de forma a minimizar o impacto da inflação e do aumento dos custos da energia e dos combustíveis”.

Como prosseguem em comunicado, a associação aponta que apesar “do pico da atividade dos meses de verão, as margens de negócios estão completamente esmagadas – os custos energéticos aumentaram 24% e os produtos alimentares 15,4%, enquanto na restauração e similares os preços aumentaram 4.5%”. Apoiando-se nestes dados do INE, a AHRESP conclui que “a grande maioria das empresas optou por absorver uma parte desse aumento de custos para não lesar em demasia os seus clientes, pelo que as margens estão no seu limite”.

Neste contexto, a associação alega que é “imperioso” proteger “o poder de compra dos consumidores, mas também a tesouraria das empresas, que ainda não retomaram os níveis pré-pandemia e são agora sujeitas a um novo contexto de adversidade económica e financeira”.

Numa nota final, a AHRESP defende que “o OE2023 deverá ser um instrumento determinante na defesa das atividades económicas do Canal HORECA, pois só assim será possível garantir que o contributo dado pelo Turismo para a recuperação económica pós-pandemia não tenha sido em vão, assegurando-se a sustentabilidade dos negócios e a manutenção dos postos de trabalho”.

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École Ducasse e Globeducate criam parceria para formar jovens em culinária e pastelaria

As famílias dos estudantes e as equipas das escolas terão acesso a condições especiais para os programas profissionais, bem como os cursos de culinária e pastelaria destinados aos amadores e oferecidos no École Ducasse Paris Studio.

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A École Ducasse aliou-se à Globeducate, um grupo educacional com mais de 55 escolas bilingues e internacionais em 10 países, que formam anualmente cerca 31.000 estudantes. A parceria nasce do propósito de introduzir os jovens no mundo das artes culinárias e da pastelaria, partindo da ideia de que, ao experimentarem a profissão, possam escolhê-la no futuro.

A ambição da École Ducasse é “inspirar esta nova geração de estudantes da Globeducate desde muito novos e ajudá-los a descobrir a alta gastronomia, bem como desenvolver os seus gostos e sentidos, ao mesmo tempo que os sensibiliza para a importância de uma dieta saudável e amiga do planeta” tal como a instituição explica em comunicado.

Desta forma, os alunos das escolas bilingues Globeducate Parisian EIB e as suas famílias terão a oportunidade de participar em workshops dedicados à descoberta da cozinha e da pastelaria, bem como em “cooking camps”. Este último curso tem uma semana de duração e poder ser frequentado por crianças a partir dos quatro anos de idade durante as férias escolares na École Ducasse Paris Studio. Estes campos permitirão às crianças e aos adolescentes “descobrir as bases da cozinha de Alain Ducasse, assentes “no anti desperdício e em receitas saudáveis e saborosas, que poderão provar após a sua preparação”.

Através desta parceria, os alunos podem ainda desfrutar de sessões de culinária e pastelaria em conjunto com os familiares, sempre às quartas-feiras à tarde, ao longo de todo o ano.
Já os estudantes mais velhos, que no final do secundário pretendam seguir uma carreira em alta gastronomia, podem tirar partido do acesso exclusivo a todos os programas profissionais oferecidos dentro dos campus da rede École Ducasse, nomeadamente: o Campus de Paris em Meudon, que oferece licenciaturas em culinária e pastelaria, assim como programas para mudança de carreira e a École Nationale Supérieure de la Pâtisserie (ENSP), em Yssingeaux, especializada na formação de estudantes em artes de pastelaria.

As famílias dos estudantes e as equipas das escolas terão acesso a condições especiais para estes programas profissionais, bem como aos cursos de culinária e pastelaria destinados aos amadores e oferecidos no École Ducasse Paris Studio.

“A parceria com a rede Globeducate faz parte do nosso desejo de promover as profissões gastronómicas em todo o mundo. O nosso desejo é que os estudantes da Globeducate descubram a nossa formação de excelência em culinária e pastelaria, a fim de os sensibilizar para uma dieta saudável e protetora do planeta e de os encorajar a seguir as maravilhosas opções de carreira disponíveis nesta área”, afirma Elise Masurel, Directora Geral da École Ducasse.

O diretor de operações da Globeducate, Paddy Jansen, comenta ainda que “a parceria com a École Ducasse dará aos alunos da Globeducate de todo o mundo a oportunidade de descobrir as oportunidades de carreira que os cursos de artes culinárias oferecem. Começando, é claro, com culinária, nutrição e planejamento de cardápio, mas também ganhando uma compreensão mais ampla de empresas de produção de alimentos, hotelaria, e outros serviços relacionados ao mundo da culinária e confeitaria. Acho importante essa exposição para que nossos alunos possam escolher um futuro que corresponda às suas paixões e interesses”.

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Turismo de Lisboa abre concurso para restaurante no Museu Tesouro Real

Com 572 m2, a concessão do restaurante Museu Tesouro Real será por um período de dez anos.

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A Associação Turismo de Lisboa (ATL) abriu o concurso para a concessão do espaço de restauração no Museu Tesouro Real, com 575 m2 de área.

Com uma vista sobre Lisboa e o rio Tejo que potencia a criação de um espaço com elegância e requinte, as candidaturas devem ser entregues até ao próximo dia 1 de novembro.

Localizado no quarto piso do Museu Tesouro Real/Palácio Nacional da Ajuda, no topo do Torreão Sul, o novo espaço tem acesso independente por elevador, com diferentes áreas, entre as quais receção, duas salas, duas copas e cozinha, bem como um lounge exterior e uma varanda panorâmica.

O conceito dos restaurantes candidatos deverá estar alinhado com o “posicionamento do Museu Tesouro Real, um espaço único onde, pela primeira vez e de forma permanente, é possível conhecer uma das mais raras e valiosas coleções de joias reais, compostas por insígnias e condecorações, moedas e peças de ourivesaria civil e religiosa”, refere o Turismo de Lisboa, em comunicado.

O museu está instalado numa das maiores caixas fortes do mundo, com três pisos, munida com sofisticados equipamentos de segurança e videovigilância, portas blindadas de cinco toneladas, vitrines com controlo de temperatura e humidade e vidros à prova de bala.

A concessão da exploração do estabelecimento é dada pelo prazo de dez anos, automaticamente renovável por períodos sucessivos de três anos.

O Caderno de Encargos e restante documentação de interesse para a candidatura podem ser requeridos via e-mail ([email protected]) ou levantados na sede da ATL, na Rua do Arsenal.

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AHRESP revela programa do próximo congresso em Coimbra

O congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

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O próximo Congresso da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que decorre de 14 a 15 de outubro no Convento de São Francisco, em Coimbra, já tem um pré-programa definido.

Sob o tema, “Sustentabilidade: utopia ou sobrevivência?”, o congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

A primeira sessão plenária, a cargo de Luís Marques Mendes, abre com o tema “Que conjuntura política e social teremos em 2023?”. Já a segunda sessão plenária vai consistir numa conversa entre a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, com as jornalistas Rosário Lira e Rosália Amorim, que serão também moderadoras em várias sessões paralelas.

De destacar ainda a sessão de abertura, que conta com a presença de Carlos Moura, presidente da direção da AHRESP, Pedro Machado, presidente da Turismo do Centro de Portugal, António Costa e Silva, ministro da Economia e do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. A sessão de encerramento, onde serão lidas as conclusões do congresso, ficará a cargo da Secretária de Estado do Turismo, Congresso e Serviços, Rita Marques.

Ao longo dos dois dias de congresso, as sessões paralelas tratarão temas como o futuro das acessibilidades em Portugal, a sustentabilidade económica e ambiental, a influência do digital na vida das empresas, entre outros assuntos, que podem ser consultados no programa disponível no website da AHRESP.

“O Congresso AHRESP surge no momento em que a recessão bate à porta da Europa, o que pode não deixar ninguém imune – nenhum país e nenhuma atividade – nem mesmo aquela que teve indesmentível recuperação no verão, mas insuficiente para fazer face aos desafios que se colocam à economia nacional como um todo e, em casos muito concretos, aos diversos setores da atividade turística”, refere a associação em comunicado.

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AHRESP apela por programas de apoio à eficiência energética para o canal HORECA

A associação defende que eventual redução dos horários de funcionamento será “fortemente penalizadora” para o setor.

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Em comunicado de imprensa, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) defende a disponibilização de programas de apoio à eficiência energética “especificamente direcionados para os setores da restauração, similares e do alojamento turístico”, de acesso direto e simplificado. O pedido surge no seguimento “dos compromissos assumidos pelo Estado Português para a redução de 7% nos consumos de energia”.

Por se prever a “eventual redução dos horários de funcionamento” dos estabelecimentos, a AHRESP sugere que sejam disponibilizados os respetivos programas de acordo, uma vez que é da opinião de que “a eventual redução dos horários de funcionamento seria uma medida despropositada e fortemente penalizadora para as atividades da restauração, similares e do alojamento turístico”.

“Os desafios que o Canal HORECA ainda atravessa, como a pressão inflacionista, subida das taxas de juro e escassez de trabalhadores, são fatores críticos que não se coadunam com medidas restritivas ao funcionamento das empresas”, afinca a associação em comunicado.

Defende ainda que as empresas pertencentes à associação “há muito que têm implementado medidas de redução do consumo de energia com o apoio da AHRESP”, enumerando exemplos como “a realização de auditorias energéticas e, mais recentemente, uma campanha de substituição dos motores elétricos convencionais dos sistemas de refrigeração por motores de comutação eletrónica”.

“Após dois anos de pandemia, com impactos acrescidos no Canal HORECA, o momento é de intensa laboração. A época trouxe o tão desejado pico na atividade das nossas empresas, mas que está a revelar-se insuficiente para a recuperação das tesourarias, pois o contexto inflacionista e de aumento galopante dos custos está a esmagar as margens de negócio”, afirma.

Numa nota final, a associação mostra-se “totalmente disponível para trabalhar com o Governo e outros parceiros, no sentido contribuir ativamente para o Plano de Poupança de Energia e Eficiência Hídrica”.

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AHRESP apresenta nove propostas para inverter crise dos recursos humanos

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) defende que as empresas devem “empreender estratégias criativas para atrair e reter profissionais, que devem ir além da retribuição”.

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A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) apresentou um conjunto de nove propostas para “ajudar a resolver o problema crónico da falta de profissionais para os setores da restauração, similares e do alojamento turístico”.

Num comunicado enviado à imprensa, a associação considera que é “urgente a adoção de medidas que atenuem o impacto da diminuição do poder de compra dos portugueses” e defende que, se “a agilização dos vistos para os imigrantes oriundos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa é de saudar”, o Governo e os operadores não podem deixar de tomar outras medidas.

Nesse sentido, a associação defende que as empresas devem “empreender estratégias criativas para atrair e reter profissionais, que devem ir além da retribuição e que podem passar por sistemas de avaliação, práticas de reconhecimento, garantias de progressão na carreira e a uma melhor conciliação entre vida profissional e vida familiar”.

Para a associação, fundamental é também que o valor da retribuição tenha “sempre em consideração os ganhos de produtividade, fruto do desempenho individual do trabalhador, mas também do desempenho coletivo ao nível de toda a estrutura empregadora”, assim como a “criação de um ambiente mais favorável ao funcionamento das empresas, nomeadamente por via da redução de encargos fiscais, em particular aqueles diretamente relacionados com o trabalho”.

Paralelamente, é também necessário que exista uma “melhor e mais adequada gestão da organização do tempo de trabalho”, fator que, segundo a AHRESP, “gera maior produtividade, o que aumenta a disponibilidade financeira para que as empresas possam proporcionar melhores condições de trabalho”.

A associação defende ainda a promoção de “iniciativas e mecanismos ao nível da dignificação e da valorização das profissões, para o que pode contribuir uma redenominação das categorias profissionais e uma adequação dos seus conteúdos funcionais, por forma a adequá-los à realidade atual e às exigências das nossas atividades” e considera que é “urgente uma aposta séria e estruturada na qualificação dos trabalhadores do turismo, promovendo-se um sistema de ensino dual, complementando a aprendizagem com a experiência prática”.

O desenvolvimento e implementação de um “programa de formação de início de carreira”, de curta duração, para as categorias profissionais mais carentes de mão-de-obra qualificada, assim como o encarar a imigração como parte da solução, são também soluções que podem ajudar a resolver o problema dos recursos humanos.

Tudo isto deve, no entanto, ser acompanhado da elaboração de um ‘Livro Verde do Mercado do Trabalho HORECA’ que, de forma clara e precisa, permita “identificar as atuais carências do mercado, quer em termos de quantidade de recursos humanos, quer em termos da sua qualificação”, uma vez que, defende a associação, “só desta forma é possível preparar as melhores e mais adequadas soluções”.

“Apesar da atividade turística estar com desempenhos positivos neste verão, o final da época alta vai trazer fortes desafios. Com a maioria das empresas ainda em recuperação dos impactos de dois anos de pandemia, o contexto inflacionista e a subida das taxas de juro irão provocar uma perda acrescida do poder de compra das famílias. Este é um fator de extrema relevância para a atividade nos diversos setores representados na AHRESP”, considera a associação, na informação divulgada esta sexta-feira, 12 de agosto.

A AHRESP apela ainda ao Governo para que as medidas de apoio sejam lançadas já no próximo mês, de forma a que seja possível responder “às adversidades que se anteveem” para o setor da hotelaria e restauração.

“As empresas do alojamento turístico e da restauração e similares não podem ficar esquecidas e devem ser contempladas nas medidas que venham a ser disponibilizadas”, conclui a associação.

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Trabalhadores da hotelaria algarvia protestam contra “baixos salários e péssimas condições”

Ação de protesto, que é promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve, decorre esta quinta-feira, 11 de agosto, na Marina de Vilamoura .

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O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve vai promover, esta quinta-feira, 11 de agosto, uma “ação de denúncia pública e de protesto” contra os “baixos salários pagos no setor e péssimas condições” oferecidas aos trabalhadores.

De acordo com um comunicado do sindicato, esta ação vai servir também para denunciar as condições que esperam “os trabalhadores imigrantes” que estão a ser recrutados noutros países, nomeadamente Brasil, Cabo Verde, Marrocos, Índia, Bangladesh, entre outros.

No comunicado divulgado, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve diz que, “ao contrário do que afirmam os patrões, a maioria dos salários pagos no sector ronda o Salário Mínimo Nacional”, enquanto as condições oferecidas são “bastante penosas e os horários longos e desregulados não permitem a conciliação da atividade profissional com a vida pessoal e familiar”.

“A falta de respeito, a pressão, a perseguição, a ameaça, a chantagem, a tortura psicológica, são uma constante nos locais de trabalho e fazem-se sentir cada vez mais, devido ao clima de impunidade de que goza o patronato em geral”, denuncia o sindicato.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve diz ainda que, ao longo dos anos, foram “apresentadas propostas às associações patronais, nomeadamente à AHETA e à AIHSA, com tabelas salariais que respondem às necessidades dos trabalhadores” e com propostas que “pretendem melhorar os direitos e as condições de trabalho”, mas que têm sido sucessivamente recusadas.

“A recusa dos patrões em garantir essas condições fundamentais para atrair e fixar os trabalhadores mantém-se, ao mesmo tempo que insultam os trabalhadores acusando-os de serem uns malandros, por um lado, e por outro lado, fazem todo o tipo de pressões para que os trabalhadores efetivos se despeçam ou aceitem acordos ilegais para saírem por extinção do posto de trabalho”, lê-se na informação divulgada.

O sindicato considera, no entanto, que “é possível romper com atual estratégia do patronato do sector do Turismo para aumentar a exploração e os lucros”, motivo pelo qual apela aos “trabalhadores do sector para se sindicalizarem, para darem mais força à luta e às reivindicações por uma vida digna, para garantir um futuro melhor às atuais e futuras gerações de trabalhadores”.

Além da ação de protesto, o sindicato vai também promover uma conferência de imprensa, a decorrer igualmente esta quinta-feira, 11 de agosto, pelas 19h00.

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AHRESP e Turismo de Portugal lançam guias para ajudar hotelaria e restauração a reduzirem consumo de água

A AHRESP e o Turismo de Portugal lançaram dois guias para ajudar as empresas da hotelaria e restauração a reduzirem o seu consumo de água, com o objetivo de “contribuir para a mitigação dos efeitos da seca”.

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A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) e o Turismo de Portugal lançaram dois guias para ajudar as empresas da hotelaria e restauração a reduzirem o seu consumo de água, com o objetivo de “contribuir para a mitigação dos efeitos da seca”.

“Estes guias são uma ferramenta de apoio ao negócio, que visa potenciar a adoção de práticas sustentáveis no setor da restauração e similares e no alojamento turístico, demonstrando, através de exemplos práticos, como é possível tornar o negócio mais sustentável, com maior benefício económico e ambiental”, indica a AHRESP, num comunicado divulgado esta sexta-feira, 29 de julho.

Segundo a associação, existem várias práticas que as empresas podem adotar para reduzir o consumo de água e recomenda, por isso, que as empresas revejam “regularmente os dados do consumo de água na fatura”, de forma a estabelecerem medidas de poupança e avaliar a sua eficácia, sendo também recomendado que se opte pela “instalação de tanques de descarga de sanita com meia carga”.

A associação recomenda também que se investa “em produtos e tecnologia que economizem água”, como sistemas de redução de caudal a instalar em torneiras e/ou sistemas de válvulas de fluxo reduzido, e que seja garantida “a minimização de resíduos nos pratos e nos utensílios de cozinhas antes de proceder à sua lavagem”.

As empresas da hotelaria e restauração devem também evitar “a pré-lavagem da louça e, se possível, utilizar a máquina de lavar com a carga completa e em modo económico”, evitar “a lavagem da louça em água corrente”, e instalar “sensores ou pedais nas torneiras”, o que, além de ser uma opção mais higiénica, “permite poupanças significativas de água”, defende a associação, que pede ainda uma utilização regrada de detergentes, “pois a utilização adequada de detergente evita o aumento do consumo de água”.

Os guias de boas práticas já estão disponíveis para consulta online.

 

 

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Pine Cliffs oferece novas experiências gastronómicas

O MIMO Algarve, no Pine Cliffs Resort, está de volta e traz novos conceitos e novas experiências gastronómicas.

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Este ano, o espaço traz várias novidades, para todos os gostos, entre elas o novo conceito Wines & Tapas, que já abriu, como um verdadeiro hino ao que de melhor se faz na região: terá vinhos e petiscos do Algarve.

O conceito tem como base uma seleção de petiscos, totalmente algarvios, feitos com ingredientes frescos, colhidos no Pine Cliffs Resort, e da região. Também a seleção de vinhos é da região.

Com música e a funcionar das 18h30 às 22h30, de terça-feira a sábado, este novo conceito promete animar o exterior do MIMO, na praceta dos limoeiros.

Com a reabertura, chegam também muitas novidades: durante todo o dia, o MIMO Algarve vai funcionar como Espresso Bar, onde será possível encontrar pastelaria artesanal e cafés de assinatura. A Loja Gourmet apresenta novos produtos locais de marca própria ‘Vale do Freixo’, que visam promover a região, tais como chás, compotas, mel e azeite, entre outros. Este ano foi também lançada a primeira cerveja artesanal, de marca própria: a Falésia.

As experiências gastronómicas também estão de volta e são um excelente motivo para quem quer pôr a mão na massa e aprender novas técnicas, ou simplesmente divertir-se a melhorar os conhecimentos gastronómicos. Tanto as crianças como os adultos podem aprender a história e origem dos pratos, tendo a oportunidade de prepará-los e prová-los.

A propósito da comemoração dos 30 anos do Pine Cliffs Resort, serão ainda convidados alguns dos mais reconhecidos chefs nacionais de forma a celebrarem o aniversário com quatro jantares únicos e exclusivos, entre julho e agosto.

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Congresso da AHRESP vai a Coimbra debater a sustentabilidade

O próximo congresso da AHRESP vai decorrer a 14 e 15 de outubro, no Convento de São Francisco, em Coimbra, sob o tema “Sustentabilidade: Utopia ou Sobrevivência”.

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O próximo congresso da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) vai decorrer a 14 e 15 de outubro, em Coimbra, sob o tema “Sustentabilidade: Utopia ou Sobrevivência”.

De acordo com uma nota informativa da associação divulgada esta quinta-feira, 14 de julho, a iniciativa vai ter lugar no Convento de São Francisco, em Coimbra, e vai juntar os setores do Alojamento Turístico e da Restauração.

Apesar de avançar informação sobre a data, local e tema do congresso, a AHRESP não revela, por enquanto, mais detalhes sobre o evento, indicando apenas que o programa e mais informações vão ser divulgados “em breve”.

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