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Turismo cresce mais de um bilião de dólares em 2021, mas WTTC estima recuperação só em 2024

Com um crescimento superior a 21% face a 2020, o setor do turismo mundial atingiu receitas de 5,812 biliões de dólares, em 2021. Com os EUA a liderar o ranking das receitas, a recuperação global está estimada para 2024.

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Turismo cresce mais de um bilião de dólares em 2021, mas WTTC estima recuperação só em 2024

Com um crescimento superior a 21% face a 2020, o setor do turismo mundial atingiu receitas de 5,812 biliões de dólares, em 2021. Com os EUA a liderar o ranking das receitas, a recuperação global está estimada para 2024.

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Depois de o PIB referente ao setor do turismo e viagens ter caído mais de 50%, em 2020, face a 2019, o World Travel & Tourism Council (WTTC), num relatório realizado em conjunto com o Oxford Economics, revela que a mesma contribuição do PIB do setor para a economia mundial evoluiu em mais de um bilião de dólares, em 2021.

Estas contas apresentadas agora pelo WTTC mostram que, depois do turismo ter uma representação de 10,3% na economia mundial, com um valor de 9,630 biliões de dólares, em 2019, e ter caído para 5,3%, com um valor de 4,775 biliões de dólares, em 2020, o setor recuperou em 2021.

No ano passado, o WTTC indica que o setor do turismo e viagens cresceu 21,7% face ao ano anterior de 2020, quando a economia global registou um crescimento de 5,8%, atingindo os 5,812 biliões de dólares, correspondendo a 6,1% do PIB mundial.

De acordo com os dados, a recuperação global do setor do turismo foi sustentada mais pelo aumento dos gastos dos visitantes domésticos do que as receitas provenientes de visitantes internacionais. Numa comparação entre gastos domésticos e visitantes internacionais verifica-se que no primeiro caso o crescimento global foi de 31,4%, enquanto no segundo a recuperação foi de apenas 3,8%, indicando o WTTC as restrições de viagem para visitantes estrangeiros em vigor em muitos países” como uma das causas. Como resultado, a participação dos gastos domésticos no total de gastos com viagens e turismo aumentou de 72% em 2019 para 85% em 2021. Já os gastos com viagens e turismo e os gastos com lazer cresceram 30,9% e 25,1%, respetivamente.

EUA lideram
A liderar o ranking dos maiores países no universo do turismo e viagens, em 2021, aparecem os EUA, com uma contribuição de quase 1,3 biliões de dólares para o PIB do país, com um crescimento de 22% face ao ano anterior de 2020 e representando 5,5% da riqueza total criada no país. Este número representa, contudo, uma quebra de mais de 700 mil milhões de dólares face ao alcançado em 2019.

Em segundo lugar aparece a China, com um crescimento de 16,9% face ao ano anterior, fazendo com que o valor total atribuído ao turismo suba para 814 mil milhões de dólares e um peso de 4,6% na economia chines. A quebra das receitas do setor do turismo chinês foi a mais alta, já que os 814 mil milhões de dólares de 2021 representam mais de um bilião de dólares a menos que em 2019.

A Alemanha ocupa o terceiro lugar neste ranking, com um dos crescimentos mais baixos dos países do G20 (+5%), fazendo com que o valor global do setor crescesse para 251 mil milhões de dólares, mas com uma representatividade no PIB global do país mais alto (6,4%).

Na análise divulgada pelo WTTC, a maior subida, face a 2020, pertence à Turquia (+60,6%), enquanto do lado oposto, foi a Indonésia que maior decréscimo registou em 2021 (-10,3%).

Já a maior contribuição para o PIB do respetivo país, destaque para o México, onde o setor do turismo representa 13,1% da riqueza do país.

Por regiões, as Américas passaram a liderar as receitas provenientes do setor do turismo (liderança já alcançada em 2020). Enquanto em 2019, era a Ásia-Pacífico que liderava com perto de 3,3 biliões de dólares, enquanto a Américas e Europa alcançavam 2,654 e 2,141 biliões de dólares, respetivamente, em 2021, a região das Américas obtiveram 1,781 biliões de dólares, enquanto a Ásia-Pacífico não foi além dos 1,576 biliões e a Europa dos 1,450 biliões.

A região da Ásia-Pacífico lidera, no entanto, na criação de emprego, com mais de 159,2 milhões de empregos no setor do turismo e viagens, em 2021. Segundo os dados do WTTC, as Américas perderam o segundo lugar para a Europa. Se em 2019, as América tinham 45,3 milhões de empregos no turismo e a Europa somente 37,8 milhões, em 2021, os números mostram que as Américas possuem 34,6 milhões de empregos, enquanto a Europa detém 34,7 milhões.

Recuperação total em 2024
Quanto ao futuro, Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC, admite que “as perspectivas são positivas”, salientando que o setor “mostra mais uma vez a sua resiliência e capacidade de recuperação”.

Assim, e apesar das dificuldades que o setor enfrenta vem enfrentando, as projeções do WTTC apontam para uma “forte década de crescimento”, estimando que o PIB do setor do turismo e viagens cresça a uma média anual de 5,8% entre 2022 e 2032, superando o crescimento da economia (2,7% ao ano).

Já quanto ao emprego, os números já avançados anteriormente indicam cerca de 126 milhões de novos empregos na próxima década.

Por regiões, a Ásia-Pacífico deverá ser a primeira região a recuperar, prevendo-se que “reverta para o cenário de 2019 já em 2023.

O WTTC estima que o desempenho do setor na Europa possa superar o nível de 2019 em 2024 quando a contribuição do setor das viagens e turismo para o PIB da região pode chegar a 4,1% acima do valor pré-pandemia, enquanto todas as outras regiões devem recuperar completamente em 2024.

Em 2022, à medida que a confiança dos viajantes melhora, estima-se que o setor global de viagens e turismo acelere seu ritmo de recuperação para 43,7% em relação a 2021 e adicionar mais 10 milhões de empregos, frisando o WTTC “ser provável que o setor retorne aos níveis pré-pandemia por volta do final de 2023 e os dados preliminares do primeiro semestre de 2022 corroboram essa previsão”.

No que diz respeito à criação de emprego global, ”muitos desses novos empregos estarão concentrados na região da Ásia-Pacífico (64,8%) em geral, e na China (25,5%) e na Índia (20,4%) em particular”, refere o WTTC.

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Turismo

Marcelo Rebelo de Sousa: “Portugal é uma marca fortíssima”

O Presidente da República marcou presença na sessão de encerramento do 33.º Congresso de Hotelaria e Turismo, onde apontou para a importância de se criarem pontes no turismo e da marca Portugal.

Carla Nunes

O 33.º Congresso de Hotelaria e Turismo, organizado pela AHP, terminou esta sexta-feira, 18 de novembro, com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e da Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques na sessão de encerramento.

Na sua intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa apontou três razões que explicam o sucesso deste ano no turismo em Portugal, nomeadamente o facto de existir “uma marca fortíssima chamada Portugal” – algo que explica ter apreendido dos contactos que tem feito “com diversas economias e sociedades, nomeadamente europeias, americanas, africanas e asiáticas”.

“Podemos fazer muito mais [pela marca] e já ouvi as ideias para se fazer mais, mas a verdade é que existe”, assegura.

No seu entender, “esta é uma conquista de regime, não do governo A, B, C ou D: resulta de um trabalho na última década e meia. Vários governos com pensamentos completamente diferentes deram um contributo diverso, mas importante para este reforço”.

Num segundo ponto, atribui o sucesso deste ano do turismo em Portugal ao facto de o país ter sido percecionado mundialmente por ter gerido bem a pandemia, afirmando que o “modo como tratámos a pandemia consolidou a ideia de que em Portugal há estruturas de saúde que podem funcionar bem ligadas ao turismo”.

No terceiro ponto, o Presidente da República afirmou que o turismo português “beneficiou com a guerra”, por ser “visto” como um local de segurança, “próximo mas distante” do conflito.

“Isso tornou Portugal, que já tinha uma marca de paz e segurança um destino mais seguro em termos relativos”, afirmou.

Além disso, o Presidente da República referiu que “o que estamos a passar com a pandemia e a guerra na Ucrânia levou a que finalmente o tecido empresarial de forma esmagadora deixa-se depender tanto dos apoios públicos”.

“Durante a pandemia os empresários e trabalhadores tiveram de reagir, de reformular a sua atividade. E é verdade que chegaram os apoios, mas se estivessem à espera dos apoios até ao fim, teriam perdido uma parte da possibilidade de sobrevivência, primeiro, e depois de afirmação”.

Numa nota final, Marcelo Rebelo de Sousa frisou a necessidade de “não se menosprezar o turismo”, conjugando- “com a indústria, o comércio e serviços, com tudo aquilo que está a mexer e pode mexer e tem de mexer mais na economia portuguesa”.

“Na hora da verdade, [o Turismo] é o último a encerrar portas e o primeiro a abrir logo que possa. Esse é o vosso mérito”, terminou, dirigindo-se aos congressistas.

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Carla Nunes

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António Costa e Silva anuncia novo programa de 50 milhões para o Turismo

O programa servirá para ajudar as empresas de turismo a modernizar os seus imóveis.

Carla Nunes

Na sessão de abertura do 33.º Congresso da AHP, António Costa e Silva, Ministro da Economia e do Mar, anunciou um novo programa de apoio “Call 50|Turismo e Indústria” no âmbito das medidas de apoio financeiro à indústria e do Plano de Ação “Reativar o Turismo | Construir o Futuro.

O programa terá disponíveis 50 milhões de euros para ajudar o investimento das empresas e servirá para ajudar as empresas de turismo a modernizar os seus imóveis.

“É uma espécie de programa que já foi também desenvolvido no passado de sale e leaseback, para ajudar as empresas de turismo em relação a todos os seus edifícios e imóveis, para [que se possam] modernizar, recuperar e desenvolver”, explica o Ministro da Economia e do Mar, adiantando que “o programa será gerido pelo turismo de fundos, do Turismo de Portugal, para a aquisição destes imóveis como opção de recompra para as empresas”.

Na sua intervenção, António Costa e Silva aproveitou ainda para enfatizar que os empresários têm disponíveis ” 380 milhões de euros em programas que foram lançados anteriormente: cerca de 150 milhões de euros do Apoiar Turismo e mais 230 milhões do programa Requalifica”.

“São programas que estão disponíveis e trabalharemos sempre em parceria, como deve ser, para tentar construir soluções”, termina.

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créditos: Luís Ferreira Alves (LFC)

Destinos

Lançado “Projeto Turismo e Arquitetura”

O programa lançado pela Casa da Arquitetura (CA) e o Turismo de Portugal assenta no princípio de que a arquitetura nacional é uma ferramenta e uma expressão privilegiada de promoção de Portugal a nível nacional e internacional.

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A Casa da Arquitetura (CA) e o Turismo de Portugal juntaram-se para criar um programa de visitas que seja uma referência no domínio do turismo dedicado à arquitetura contemporânea. Este programa está assente no princípio de que a arquitetura nacional é uma ferramenta e uma expressão privilegiada de promoção de Portugal tanto para o público português, como para o turismo internacional.

Esta parceria representa, num país com dois Prémios Pritzker, o que a arquitetura portuguesa contemporânea reúne como potencial turístico, propondo o programa uma travessia do território nacional, envolvendo as ilhas da Madeira e Açores, constituindo um primeiro passo num trabalho que se irá desenvolver continuamente no futuro.

O programa está dividido em dois eixos programáticos, sendo que o primeiro – “Visite Connosco – está orientada para visitas a edifícios selecionados em sete regiões  de Portugal, acompanhadas por monitores especializados preparados pela equipa da Casa da Arquitetura.

O programa inaugural destas visitas orientadas gira em torno do tema Mestres da Arquitetura Portuguesa, uma seleção de quatro percursos – Legado do Porto; Património nortenho; Lisboa em Continuidade; Lisboa, Monumental Ribeirinha – que marca o início de um conjunto em contínuo desenvolvimento passível de ser vendido em articulação com os promotores turísticos que operam no mercado nacional e internacional.

Já o segundo programa – “Visite por Si” – contempla visitas livres e autónomas, “à la carte”, apoiadas por um mapa interativo com 50 obras acompanhadas das informações fundamentais sobre os projetos selecionados.

Esta parceria entre o Turismo de Portugal e a Casa da Arquitetura “permite valorizar a arquitetura enquanto ativo do país, garantindo uma melhor divulgação para o público nacional e internacional numa clara missão de serviço público”, realça Nuno Sampaio, diretor-executivo da CA.

“A partir de hoje, os conteúdos preparados pelo Serviço Educativo da CA e os monitores formados pela instituição vão permitir que o público em geral visite arquitetura e também que o setor turístico usufrua de conteúdos que ajudem a mostrá-la a todos, num esforço de democratização do acesso à arquitetura”, conclui.

A relevância da Arquitetura enquanto elemento de promoção do país dentro e fora de portas é também assinalada pelo presidente do Turismo de Portugal. Segundo Luís Araújo, “a arquitetura é um elemento único e revelador da identidade, autenticidade e do reconhecimento de um país enquanto destino turístico. Os inúmeros exemplos de arquitetura de qualidade que existem no nosso país, a sua inovação e, muitas vezes, associação com a oferta turística, permitem reforçar o nosso objetivo de termos turismo em todo o território e ao longo de todo o ano, reforçando a missão de contribuir para a sustentabilidade do destino e do setor.”

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Turismo

Portugal ganha 12 prémios nos World Travel Awards 2022

Porto, Lisboa, Madeira, Passadiços do Paiva, TAP, Olissipo Lapa Palace, Parques de Sinta – Monte da Lua, Dunas Dourada Beach Club, Pestana Palace Hotel, Dark Sky Alqueva e Amazing Evolution foram os distinguidos nos “óscares” do turismo mundial.

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Foi em Muscat, capital de Oman, mais concretamente no Al Bustan Palace Hotel, que Portugal foi, mais uma vez, galardoado na Gala da Grande Final do World Travel Awards (WTA) 2022.

Ao todo foram uma dúzia os “óscares” do turismo que Portugal recebeu, depois de na gala europeia ter ganho 30 prémios.

Eis os vencedores:

Melhor Destino de Cidade – Porto
Melhor Destino Metropolitano à Beira-mar – Lisboa
Melhor Destino Insular – Madeira
Melhor Atração de Turismo de Aventura – Passadiços do Paiva
Melhor Companhia Aérea para África – TAP Air Portugal
Melhor Companhia Aérea para América do Sul – TAP Air Portugal
Melhor Hotel Clássico – Olissipo Lapa Palace Hotel
Melhor Empresa de Conservação – Parques de Sintra – Monte da Lua
Melhor Golf & Villa Resort- Dunas Douradas Beach Club
Melhor Hotel de Luxo de Negócios – Pestana Palace Hotel
Melhor Projeto de Turismo Responsável – Dark Sky Alqueva
Melhor Operador de Hotéis Boutique – Amazing Evolution

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Hotelaria

Margarida Almeida ganha prémio “Portugal Inspirador”

O prémio visa distinguir e divulgar empresas e personalidades que contam para o país, aportando maior valor a quem se destaca em Portugal pela capacidade de criar emprego, dinamizar o mercado, inovar, contribuindo assim para o crescimento da economia nacional.

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Margarida Almeida, CEO e fundadora da Amazing Evolution, empresa gestora de unidades hoteleiras, foi eleita “Personalidade do Ano” no setor Turismo e Serviços pela iniciativa Portugal Inspirador – Lado a lado com as empresas, lançada pelo banco Santander.

Estes prémios visam distinguir e divulgar as empresas e personalidades que contam para o país, aportando maior valor a quem se destaca em Portugal pela capacidade de criar emprego, dinamizar o mercado, inovar, contribuindo assim para o crescimento da economia nacional.

Para Margarida Almeida, “é um enorme orgulho receber este prémio que se traduz num reconhecimento do empenho e dedicação de toda a equipa – que tenho o privilégio de liderar – ao longo destes 10 anos de atividade no setor do turismo e serviços”.

A CEO refere ainda que a Amazing Evolution “é uma empresa com uma equipa multidisciplinar, apaixonada pela hospitalidade, pela arte de superar as expectativas dos clientes sempre assente em valores como a honestidade, o rigor, a resiliência, e o respeito pelos outros. Estes são os valores da Amazing, que têm contribuído para a empresa crescer a um ritmo orgânico e equilibrado, conquistando clientes um pouco por todo o país”.

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Meeting Industry

Repensar o turismo é investir em pessoas

A reunião dos ministros do turismo, durante o World Travel Market London 2022, foi marcada pelo otimismo. Contudo, houve palavras que ficaram marcadas para se ter sucesso no futuro: pessoas, educação, ambiente, sustentabilidade, parcerias, intraligação entre governos, foram algumas.

Victor Jorge

Na 16.ª sessão da Conferência dos Ministros do Turismo, realizada no decorrer do segundo dia do World Travel Market (WTM) London 2022, em que participou a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques, ficou claro que o turismo está de volta, mas, como alertou o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, Zurab Pololikashvili, “o setor terá de adaptar-se a uma nova realidade”.
O responsável pelo organismo que tutela o turismo nas Nações Unidas, adiantou que “estamos perante uma janela de oportunidade, mas que não é permanente” e que há muito trabalho por fazer e que a lista de afazeres e, de facto, muito grande”.
Com uma forte componente do seu discurso focado no emprego e na educação, Pololikashvili começou por referir no seu discurso de abertura que “mais de 50% dos jovens querem ser empreendedores no turismo” e que, por isso, “há que tornar o setor novamente atrativo e captar essa ‘nova gente’”.
Para o secretário-geral da OMT, o cerne do desenvolvimento do turismo está mesmo em “repensar o turismo, investindo em pessoas”, considerando ainda que o negócio tem de ser mais “arrojado”.
Frisando que os benefícios do investimento no turismo não se aplicam somente ao setor, com muitos e outros setores de atividade a aproveitá-los, Pololikashvili afirmou que os ministros do Turismo têm, agora, “um trabalho muito importante a realizar com os restantes ministérios dos respetivos países” e sugerindo aos responsáveis pelas pastas do turismo que “deixem um legado”.
“É preciso ação e não só palavras”, disse, deixando a pergunta se será legítimo e correto “esperarmos voltar aos números pré-pandémicos” e que “impacto terá no nosso ambiente”, numa altura em que se realiza a COP27 no Egito.
Já Julia Simpson, presidente e CEO do World Travel and Tourism Council (WTTC) começou por afirmar que, “o que o turismo mais precisa agora é de liderança”, afirmando que “as parcerias público-privadas (PPP) serão fundamentais para o sucesso que o turismo a nível global possa vir a ter”.
“Estamos num estado empreendedor e isso só será conseguido e possível com estas parcerias”, reforçou, apelando ainda a “decisões racionais”.
Recordando que o setor mundial do turismo perdeu cerca de 62 milhões de empregos e mais de 5 biliões de dólares com a pandemia, lembrou, igualmente, a importância do turismo para a economia global: “1 em cada 10 empregos está no turismo e um em cada 10 dólares do PIB provém do turismo”.
Por isso, admitiu que “temos a obrigação de mostrar o nosso valor e a contribuição que temos na economia de forma global”. Para tal, destacou a importância de dar oportunidades às pessoas que queiram entrar no turismo através de empregos dignos.
Por fim, salientou a importância de melhorar a literacia digital no setor do mundo, já que, “não nos podemos esquecer que o mundo mudou e o turismo e turistas e viajantes mudaram”.

Função social do turismo
Na sua intervenção, Rita Marques destacou a importância da questão social do turismo e no desenvolvimento do setor, bem como a inclusão, considerando-a “fundamental para o sucesso de qualquer estratégia. Temos de ser mais verdes, mais sustentáveis, mas temos de ser, também, mais sociais”, referiu a SETCS.
O aspeto social, naturalmente, não se consegue sem pessoas, recordando Rita Marques que “a Europa está a ficar velha e Portugal está a ficar mais velho”, fazendo referência à necessidade de ir buscar pessoas a outras geografias para colmatar as faltas que existem no país. Aí, Rita Marques salientou as oportunidades que Portugal está a desenvolver com os países lusófonos, destacando as mais de 250 milhões de pessoas no mundo que falam a língua portuguesa.
Destacado pela SETCS foi, também, a nova política de vistos, frisando a “necessidade de formação para que essas pessoas se sintam inclusas”, destacando no final os novos vistos para nómadas digitais lançados recentemente em Portugal.
Na ronda final de um minuto dado a cada responsável do turismo, Rita Marques destacou que, é preciso “valorizar as pessoas, além de formar e pagar mais e melhor, bem como equilibrar a vida profissional com a pessoal”.

Rapidez e educação para “novos tempos”
Nas restantes intervenções, houve tempo para conhecer o número que a Arábia Saudita irá investir no turismo nos próximos 10 anos: 800 mil milhões de dólares. Planeado está um novo aeroporto em Riade para capacidade para 180 milhões de passageiros, referindo o ministro do Turismo da Arábia Saudita, Ahmed Al Khateeb, que todo este investimento tem o ambiente no topo da agenda.
Do lado egípcio, Ahmed Issa, focou a necessidade do turismo ter “raízes”, admitindo que questão “não está na procura”. Num país que precisa de 350 mil quartos, o ministro do turismo do Egito salientou que “o foco está em experienciar o país, mas todo o país e não só os grandes locais”.
Do Barain, a mensagem deixada foi de “unificação dos governos” para melhor repensar o turismo, enquanto o ministro do turismo das Maurícias frisou que “estamos a esquecer-nos muito rapidamente dos impactos da COVID, já que a pandemia foi global e agora estamos a pensar demasiado no local”. Repensar o turismo para Louis Steven Obeegaddo passa por “interligar o Governo. Não faz sentido repensar o turismo sem finanças, sem infra-estruturas, sem transportes, sem saúde, sem economia e sem ambiente”, recorrendo, novamente, à necessidade das PPP para esta estratégia.
O mesmo frisou ainda que, “o turismo foi visto muitas vezes como concorrência entre os destinos. O que a pandemia nos veio ensinar é que temos de trabalhar em conjunto”.
Miguel Torruco, secretário de Estado do Turismo do México, veio recordar a importância do turismo doméstico. “Já nos esquecemos que, quando precisamos de apoio, de ajuda e de turistas, foi do turismo doméstico que veio essa ajuda e apoio. Agora, que os números estão, novamente, em alta, estamos a esquecer-nos dele e apostar as fichar nos mercados internacionais”. Para o responsável mexicano, a palavra-chave para o futuro é “rapidez. Quem não conseguir atuar com rapidez, adaptar as suas políticas e estratégias à constante mudança, terá dificuldades em ter sucesso e acompanhar o ‘novo’ perfil do turista”.
No final, o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, Zurab Pololikashvili, concluiu que, “estamos com dificuldade em repensar o turismo porque este mudou muito rapidamente e não conseguimos acompanhar essa rapidez”.
Para enfrentar esta realidade, Zurab Pololikashvili salientou que “a educação é o mais importante”, deixando a seguinte mensagem: “o turismo é, atualmente, o melhor investimento que existe”.

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Meeting Industry

WTM abre com um olhar sobre o futuro

O arranque do World Travel Market (WTM) London deu-se com um olhar para o futuro, futuro esse que terá de passar por uma maior fidelização do cliente só conseguida através do digital.

Victor Jorge

Abriu, oficialmente, um dos maiores certames do mundo do turismo: World Travel Market (WTM) London. O evento que se realiza de 7 a 9 de novembro, na capital britânica, começou com um olhar sobre o futuro e como o setor deverá olhar e, fundamentalmente, adaptar-se às novas exigências e tendências.

Para Rohit Talwar, CEO da Fast Future, deu na sua intervenção, “The Future of Travel Starts Now”, uma perspetiva sobre como o setor das viagens e turismo deverá encarar os próximos tempos que continuarão a ser pautadas pela incerteza. “Não sabemos o que aí vem e ninguém poderá dizê-lo”, começou por referir, admitindo que “as estratégias que podemos estar a desenhar e a definir agora são para um futuro incerto, futuro esse que não podemos controlar”.

Para este responsável, “as rotinas do passado pertencem ao passado”, salientando, contudo, que essas rotinas constituem uma oportunidade”, destacando o facto de o início do WTM coincidir com o arranque da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022, mais comumente referida como Conferência das Partes da UNFCCC, ou COP27, e ocorre de 6 a 18 de novembro de 2022 em Sharm El Sheikh, Egito.

Para Talwar, a questão da sustentabilidade e das mudanças climáticas são, na realidade, um dos aspetos que está e irá marcar o mundo e, consequentemente, o turismo mundial.

Mas não serão somente as mudanças climáticas que fazem parte desta nova realidade. Admitindo que estamos perante um setor “demasiado exposto”, Rohit Talwar referiu que o melhor é mesmo “traçar sempre os piores cenários e ir adaptando a estratégia com ou aos tempos”.

Olhar para os exemplos de outros setores
Por isso, para Talwar, a automação e a tecnologia serão “fulcrais para o desenvolvimento do turismo”, dando como exemplo o que o setor do retalho fez para manter a fidelidade do seu cliente, apostando em “esquemas de promoção, descontos e programas de fidelidade que fazem os clientes realizar pré-reservas tão importantes para os negócios”.

E tal como a digitalização ou a transformação digital terá de ser encarada como uma inevitabilidade, também a aceitação de novas formas de pagamentos passará, ou melhor, deverá fazer parte deste “novo quotidiano do turismo”. “O setor das viagens e turismo não pode tratar as ‘crypto’ de maneira diferente do euro, dólar ou libra”, referiu, destacando que mais de 350 milhões de pessoas utilizam esta forma de pagamento e mais de 25% da população americana pretende pagar em ‘crypto’”, revelando que só a Expedia já tem mais de 700 mil pagamentos nesta forma digital.

Outro exemplo dado por Talwar foi o de um hotel na Suíça que foi pioneiro nesta forma de aceitação de pagamentos, “o que fez com que esse hotel se tivesse colocado na vanguarda e utilizasse isso mesmo para se promover e destacar da restante concorrência. E com muito sucesso”.

Voltando à comparação com o setor do retalho, o CEO da Fast Future referiu que o turismo deve e tem de adaptar esta nova forma de estar junto do cliente e dar-lhe “mais possibilidade de interagir com as ofertas que poderão surgir. O digital traz possibilidades infinitas, disse Talwar. “Ainda para mais quando entre 60 a 70% da população mundial nunca irá visitar um destino”. Por isso, colocou a questão: “como ir buscar esse cliente/viajante?”. A resposta surge, naturalmente, sob a forma do digital. “Há que definir estratégias, mas é preciso sempre adaptá-las a uma oferta que está em constante mutação e desenvolver novos padrões de consumo e de venda”.

E será através dessa componente digital que Talwar acredita que se criará uma “maior ligação com o cliente” e, logo, uma “maior fidelização e transmissão de confiança”.

Metaverso como nova experiência
É aqui que também entre o Metaverso, forma que deverá ser encarada como “uma extensão do alcance da experiência”. E se poderão existir milhões que nunca irão utilizar o Metaverso, Talwar salienta o facto de, atualmente, “não se pode estar a definir estratégias para o hoje, mas para o futuro”. E segundo ele, o futuro pertence às novas gerações.

“A escala que se pode alcançar com o Metaverso é incalculável”. E deu como exemplo um concerto da Ariana Grande que, em duas datas, teve mais de 70 milhões de pessoas a ligarem-se ao evento, situação que nunca ocorreria num concerto presencial, bem como as receitas obtidas em merchadinsing. “Ora, porque não fazer isso nas viagens e turismo?”.

“Há uma geração que está online e continuará a estar online e é preciso comunicar com esse cliente”; frisando que esta é uma nova forma de promover os destinos.

No campo dos colaboradores, Talwar deixou uma pergunto à audição da sessão: “Quantos de vocês, líderes do setor das viagens e turismo ouvem os vossos colaboradores que vos apresentam ideias novas?”. Por isso, admite, “é preciso ouvir o que está a acontecer à nossa volta e dar força às pessoas com pensamentos disruptivos. É preciso ouvir, adaptar e evoluir. É preciso considerar cenários radicais. Podemos não gostar desses cenários, mas atualmente são uma tendência. Quem conseguir adaptá-los o mais rapidamente estará na linha da frente”, admitiu.

Rohit Talwar terminou a sua intervenção com uma questão: “Se tivesse de iniciar o seu negócio nos dias de hoje, o que faria? Como definiria a estratégia para o negócio e como iria estar junto do cliente?”.

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Victor Jorge

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Turismo

Este não é o momento para se discutir a semana de quatro dias, admitem CCP e CTP

As duas Confederações (CTP e CCP) admitem ser “prematuro” discutir este tema, até porque existem outras prioridades a ter em conta no atual e futuro cenário económico.

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A Confederação do Comércio e Serviços (CCP) e a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) consideraram que este não é o momento para se discutir a semana de quatro dias de trabalho, defendendo que há outras prioridades.

As posições dos presidentes das duas confederações patronais foram proferidas à entrada da reunião da Concertação Social, onde o Governo apresentou aos parceiros o projeto-piloto da semana de quatro dias de trabalho.

O presidente da CTP, Francisco Calheiros, disse ser “prematuro” discutir o tema, semanas depois da assinatura do acordo de rendimentos e competitividade e numa altura em que o parlamento acabou de aprovar na generalidade a proposta de Orçamento do Estado para 2023, faltando ainda a discussão na especialidade.

“Acabámos de assinar um acordo de competitividade e de salários no sentido de se poder aumentar os salários e, neste momento, quando vamos analisar um estudo que passa de cinco para quatro dias a semana de trabalho, é uma diminuição de 20% da produtividade. Não estou a ver como conjugar estas duas situações”, considerou Francisco Calheiros.

Já para o presidente da CCP, João Vieira Lopes, “não era um tema prioritário para apresentar na Concertação Social, depois do acordo [sobre rendimentos e competitividade] em que há muitos aspetos a concretizar”.

Sobre o projeto da semana de quatro dias, Vieira Lopes disse não ver “qualquer inconveniente em que se façam experiências”, mas salientou que “não se justificava” uma reunião da Concertação Social “só para isso” havendo questões “tão prioritárias como o problema da energia” ou a concretização do acordo de rendimentos assinado há poucas semanas.

O presidente da CCP considerou que pode haver empresas “com perfil” para a implementação da semana de quatro dias, como é o caso das empresas “na área das tecnologias, da cultura, da criatividade, da publicidade”, mas antevê dificuldades em empresas com atendimento ao público.

“Tudo o que tenha a ver com horários de abertura ao público, isso implicaria contratar mais gente o que, além de ser um aumento de custos, não há pessoas [para contratar]”, afirmou.

O Governo apresentou na Concertação Social o projeto-piloto da semana de quatro dias de trabalho, cuja experiência deverá arrancar em junho de 2023 em empresas do setor privado, podendo mais tarde ser estendido à administração pública.

Segundo o documento do Governo, a experiência-piloto em 2023 será aberta a todas as empresas do setor privado e terá a duração de seis meses, sendo voluntária e reversível e sem contrapartidas financeiras, providenciando o Estado o suporte técnico e administrativo para apoiar a transição.

Segundo o executivo, a experiência “não pode envolver corte salarial e tem de implicar uma redução de horas semanais”.

Uma vez que o Estado não oferece nenhuma contrapartida financeira, não será estipulado um número de horas semanais exatas, que “podem ser 32 horas, 34 horas, 36 horas, definidas por acordo entre a gestão e os trabalhadores”, mas a experiência tem de “envolver a grande maioria dos trabalhadores” da companhia, “exceto para grandes empresas, onde pode ser testado em apenas alguns estabelecimentos ou departamentos”.

A experiência-piloto da semana de quatro dias será coordenada por Pedro Gomes, autor do livro “Sexta-feira é o Novo Sábado”.

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Sustentabilidade e certificação dos destinos turísticos em discussão no Porto

Durante um dia, a sustentabilidade e a certificação dos destinos turísticos estarão em debate, num evento organizado pela Th1nk e o ISAG.

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A Th1nk, consultora de estratégia e de negócio no Turismo, que atua em áreas como a certificação, o marketing e a produção de eventos, em parceria com o ISAG – European Business School (Porto), organiza na quinta-feira, 3 de novembro, uma conferência dedicada à “Sustentabilidade e a Certificação dos Destinos Turísticos”, no Auditório Consuelo Viera da Costa do ISAG-EBS, no Campos Salazares, no Porto.

Elvira Vieira, diretora-geral da instituição de Ensino Superior, que terá a cargo a sessão de abertura do evento, juntamente com a Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, explica que ao longo do dia, três painéis de oradores “com responsabilidades de grande relevo e visões claras sobre o Turismo” irão contribuir para o debate.

“Os destinos turísticos – a importância da certificação” será o primeiro tema em debate, com um painel que conta, entre outros, com representantes do Turismo Porto e Norte e do Turismo do Centro. A Coordenadora da Licenciatura em Turismo do ISAG-EBS, Susana Mesquita, conduzirá a conversa que irá destacar os parâmetros de atribuição da certificação e também a sua importância crescente para o Turismo em diversas regiões, nomeadamente, as do interior.

O segundo painel, dedicado ao “Turismo Sustentável enquanto motor/fator de desenvolvimento local/regional”, terá o Centro Estratégico de Inovação Territorial e CIM do Tâmega e Sousa, entre as entidades representadas e contará com moderação de Manuel Sousa, docente do ISAG-EBS. A importância do Turismo Sustentável como força de um mercado progressivamente mais exigente e atento será colocada em epígrafe, bem como as estratégias locais e regionais que o situem lado a lado com um crescimento social e económico, fundamental para os municípios.

A terminar o evento, dá-se lugar à “Promoção de destinos turísticos – evolução e boas práticas”, focando o debate nas estratégias de marketing que muitas cidades do mundo têm adotado para se autovalorizarem e distinguirem no mapa. O Turismo de Portugal será uma das presenças de destaque, numa conversa moderada pelo docente do ISAG-EBS Joel Cleto.

Para Pedro Mendes, Managing Partner da Th1nk, “o desafio de criar este evento nasceu da ambição de promover estratégias de valorização territorial, proporcionando, por um lado, uma visão altamente especializada do setor e, por outro lado, dando voz aos próprios destinos turísticos, para que se inspirem uns aos outros pelas suas histórias, práticas e experiências”.

Este responsável da Th1nk diz ainda que “o processo de certificação de um destino é criterioso e exigente, mas queremos, neste evento, desmistificá-lo, através da partilha da experiência de territórios portugueses que têm vindo a trabalhar neste sentido”.

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Nova edição: Os vencedores dos Publituris Portugal Travel Awards 2022

A nova edição do Publituris destaca os Portugal Travel Awards, entregues no dia 18 de outubro, na Quinta da Pimenteira. Mas há mais: as principais conclusões da VI Cimeira da CTP, “Euvoo”, a última edição da SUTUS, entrevista WTM London e um dossier sobre os cruzeiros.

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A próxima edição do Publituris tem como destaque os vencedores dos Portugal Travel Awards 2022. Três anos após a última edição, os prémios levaram a eleição 104 nomeados em 15 categorias, havendo ainda lugar para a atribuição do Prémio “Belmiro Santos”.

Eis a lista dos vencedores:

Melhor Companhia de Aviação – Emirates
Melhor Rent-a-Car – Europcar
Melhor Operador Turístico – Solférias
Melhor Rede de Agências de Viagens – Viagens Abreu
Melhor Cadeia Hoteleira – Pestana Hotel Group
Melhor Hotel 5* – Six Senses Douro Valley
Melhor Hotel 4* – Hotel Vila Galé Collection Alter Real
Melhor Hotel 3* – Rio do Prado
Melhor Hotel Resort – Pine Cliffs Hotel, The Luxury Collection Algarve
Melhor Boutique Hotel – Valverde Hotel
Melhor Hotel de Cidade – M’AR de AR Muralhas
Melhor Hotel MICE – NAU Salgados Palace
Melhor Hotel de Praia – Sublime Comporta
Melhor Campo de Golfe – Dom Pedro Victoria Golf Course
Melhor Região de Turismo Nacional – Centro
Prémio Belmiro Santos – José Theotónio

Além deste destaque, esta edição faz ainda um balanço do que foi a VI Cimeira do Turismo, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP). Políticos, dirigentes e empresários passaram pelo palco do evento para abordar o “Turismo e o Novo Mundo”. Foram unânimes de que o que aí vem não é bom sinal para a economia, e, consequentemente, para uma atividade tão importante como o Turismo.E como é uma incógnita, não há receitas prescritas.

Durante a cimeira houve, também, destaque para a história de 50 anos do grupo hoteleiro criado por Dionísio Pestana. Meio século depois da fundação, o grupo espera fechar este ano com 107 hotéis, mais de seis mil trabalhadores e com receitas recorde de 500 milhões de euros.

Na distribuição, fomos conhecer a proposta da “Euvoo”. Nascida em 2017, esta agência de vinagens, com sede em Coimbra, assegura que toda a gente pode viajar, em Portugal e pelo mundo, e vivenciar as experiências na sua plenitude, sem exceção, no âmbito de um turismo inclusivo.

A mais recente edição da SUTUS – Space & Underwater Tourism Universal Summit, que decorreu de 28 a 30 de setembro, voltou a abordar as novidades do turismo espacial e subaquático. Este ano, além da criação da agência espacial espanhola, falou-se de turismo lunar, hotéis espaciais e dos passeios subaquáticos que já se podem realizar nas Canárias e que, em breve, devem chegar a outras localizações em Espanha.

O “dossier” desta edição leva-nos ao universo dos cruzeiros que, após dois anos de pandemia, mostram-se otimistas em relação a 2023. Com a reabertura de grande parte dos destinos do mundo e o fim da maioria das restrições relacionadas com a pandemia, as expectativas estão em alta, assim como as reservas.

A menos de um mês do arranque do World Travel Market London 2022, tivemos à conversa com a nova diretora de uma das maiores feiras do mundo do turismo, Juliette Losardo, que admite que “as novas gerações escolhem as viagens de lazer com base na experiência e não simplesmente pelo destino”.

Além do Pulse Report, uma parceria entre o Publituris e a GuestCentric, as opiniões pertencem a Carlos Torres (jurista e professor da ESHTE), Jaime Quesado (economista e gestor), Ana Jacinto (AHRESP), João Neto Azevedo (mestre em Turismo) e Jorge Mangorrinha (pós-doutorado em Turismo), António Paquete (economista) e Gonçalo de Salis Amaral (Neves de Almeida).

Boas leituras!

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