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RIU inaugura segundo hotel em Zanzibar

O hotel RIU Jambo tem 461 quartos e encontra-se no terreno adjacente ao hotel RIU Palace Zanzibar.

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RIU inaugura segundo hotel em Zanzibar

O hotel RIU Jambo tem 461 quartos e encontra-se no terreno adjacente ao hotel RIU Palace Zanzibar.

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A cadeia RIU apostou numa segunda unidade hoteleira em Zanzibar, com a inauguração do hotel RIU Jambo.

O novo hotel de quatro estrelas tem um edifício principal de seis andares e um total de 461 quartos, onde disponibiliza o serviço “Tudo Incluído 24h”, característico do grupo.

Localizada na zona norte de Unguja, a ilha principal de Zanzibar, e junto à praia de Nungwi, a unidade encontra-se no terreno adjacente do hotel RIU Palace Zanzibar, remodelado em 2019.

O novo estabelecimento encontra-se nas antigas instalações do hotel La Gema dell’Est, adquirido pela RIU em 2019. Alguns dos elementos originais foram mantidos, como foi o caso da palafita em frente à unidade.

O edifício principal do RIU Jambo alberga a receção e a maior parte dos quartos, cuja fachada bebe inspiração “na cultura africana”, através de “máscaras que adornam as torres” da unidade.

Do total de quartos, 93 encontram-se no rés-do-chão de forma escalonada, de frente para o mar, para não ocultar a vista para a paisagem.

Para a decoração dos quartos apostou-se nos tons de terra, dando protagonismo às aplicações em madeira.

De acordo com informação enviada em comunicado, “os fatores de sustentabilidade e eficiência energética também estão presentes neste edifício”, dada a utilização de “materiais naturais” no mobiliário, decoração, pavimentos e revestimentos.

A unidade refere ainda que “o hall de entrada é um espaço completamente aberto, com ventilação natural cruzada e profusão de luz natural através dos vários vãos presentes”.

No que diz respeito à restauração, a unidade oferece dois restaurantes temáticos na zona de palafita: o Italiano “il Panzotto” e o “Kulinarium”, bem como o bar “Bahari”.

Para além destes, os clientes podem ainda desfrutar no edifício principal do restaurante asiático “Yunnan” e do “Maisha”, com esplanada e cozinha internacional.

A oferta de F&B estende-se ao bar com esplanada “Bongo Flava”, ao bar-piscina “Hakuna Matata” e ao snack-bar na praia “Rafiki”.

Na zona exterior, os clientes do hotel têm à disposição cinco piscinas, uma das quais para crianças.

Já na parte do entretenimento, a unidade disponibiliza o clube infantil RiuLand, com uma zona de RiuArt e com uma área de RiuFit. Além disso, os hóspedes podem descontrair na zona de spa junto ao ginásio, bem como praticar desportos aquáticos com a Scuba Caribe.

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Guia Complethotel 2023 já está disponível

Após um interregno de dois anos, o guia Complethotel está de volta, listando os melhores fornecedores para hotelaria.

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Após um interregno de dois anos motivado pela pandemia, o guia Complethotel está de volta, listando os melhores fornecedores para hotelaria nas áreas de Arquitetura e Construção, Equipamento Hoteleiro, Food & Beverage (F&B), Mobiliário e Decoração, Novas Tecnologias, Pavimentos e Revestimento, Serviços e Têxteis.

Um guia pensado para os gestores hoteleiros para os ajudar na tomada de decisão quanto aos melhores serviços e fornecedores para os seus hotéis, garantindo a excelência do serviço.

Após uma primeira distribuição no 33.º Congresso da Hotelaria e Turismo, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) em Fátima, de 16 a 18 de novembro, o CompletHotel fica agora disponível nos suportes digitais da Publituris Hotelaria, para os assinantes do Publituris e da revista Publituris Hotelaria e nas feiras e eventos ligados ao setor, além das ações organizadas pela Publituris Hotelaria.

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Meliá Escapes é a nova aposta da Meliá Hotels International e Logitravel para viajantes

O novo projeto ficará disponível em nove países.

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A Meliá Hotels International e a Logitravel juntaram-se para criar a Meliá Escapes, um novo projeto que oferece aos clientes várias possibilidades na hora de organizarem as suas viagens.

Integrando-os no programa de fidelidade da empresa hoteleira, os membros MeliáRewards podem agora adquirir pacotes de estadia e voos, para além de contratar diferentes experiências e serviços adicionais para a sua viagem – seja aluguer de carro, transfers, excursões ou compra de entradas.

Desta forma, e como indicado em comunicado, este novo projeto conta com a capacidade tecnológica e experiência na criação de pacotes dinâmicos da Logitravel, combinada com o conhecimento do cliente e a capacidade hoteleira da Meliá Hotels International.

Na mesa nota de imprensa, o Grupo Viajes El Corte Inglés indica que “este projeto pressupõe mais um passo na aposta da empresa pelo desenvolvimento de inovações tecnológicas que gerem propostas de valor acrescido na customer journey, através da criação de pacotes dinâmicos e da oferta de serviços auxiliares ou atividades no destino”.

A Meliá Escapes, acessível em melia.com, estará disponível em nove países. O acesso para os clientes MeliáRewards de Espanha, Reino Unido e Estados Unidos fica disponível a partir desta quarta-feira, sendo que, brevemente, será possível fazê-lo também em Itália, França, Alemanha, Portugal, México e Canadá. Em comunicado indicam que, numa fase futura, esperam que a Meliá Escapes seja disponibilizada em mais mercados.

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Convenção da Keytel em Portugal analisa futuro dos hotéis independentes

O evento em Lisboa contou com a participação de mais de 280 hotéis e analisou as estratégias a seguir para que os hotéis independentes possam continuar a competir com as grandes cadeias.

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A Keytel, a primeira aliança mundial de hotéis independentes, realizou esta quarta-feira, 24 de novembro, no hotel Eurostars Universal Lisboa, a segunda das três convenções anuais que organiza até ao final do ano em três dos seus principais mercados de influência na Europa, sendo a próxima paragem Paris, como indicado em comunicado.

O encontro contou com a participação de mais de 280 hotéis e analisou o futuro dos hotéis independentes, bem como as estratégias a seguir para poder competir com as grandes cadeias.

Exemplo disso foi a sessão de encerramento, onde se realizou o workshop “Aceleração dos negócios”. Neste, os participantes puderam explorar novos serviços e estratégias de crescimento com a equipa Keytel e especialistas do setor, como a WeGlobeYou, Ágora Central de Compras, RoomZero, Fideltour, Iberian MICE Forums, The Hotels Technology (THT), The Good Concierge e Resoluciona.

Lino Martins, diretor comercial da Ap Hotels, e Frederico Costa, Head of Google Travel em Portugal, participaram como convidados de honra no programa e deram a sua visão do setor.

O presidente do Grupo Hotusa, Amancio López, foi responsável pela abertura da convenção e passou em revista as dificuldades pelas quais o setor passou durante a pandemia e os grandes desafios que enfrenta: a digitalização e a sustentabilidade.

Salientou também a importância dos hotéis independentes e afirmou que “qualquer estabelecimento individual pode sobreviver, independentemente do número de cadeias que existam, desde que disponha dos instrumentos fundamentais para a sua gestão”.

Neste sentido, acrescentou que “na Keytel tentámos, através dos nossos próprios serviços, através de joint ventures ou de recomendações de acordos com outras organizações, colocar ao dispor dos hotéis todos os instrumentos que lhes permitem jogar em igualdade de condições com qualquer grupo. Este tem sido sempre o nosso grande desafio e, através da tecnologia e graças à nossa dimensão como empresa, tornámo-lo realidade”.

Já Xavier Cortés, CEO da Keytel, destacou a importância de ser competitivo: “a competitividade é o resultado da melhoria da proposta experiencial do alojamento, acrescentando valor ao imóvel. Foi isso que Keytel tentou e continua a tentar, e fê-lo desenvolvendo sete serviços, a que chamamos os vetores de aceleração”.

Por outro lado, o CEO da Keytel elencou as chaves diferenciais do alojamento turístico para alcançar maiores resultados: “Procurar a diversificação, ter uma clara orientação na relação direta com o cliente, trabalhar em prol da sustentabilidade, valorizar o valor do imóvel e o valor dos serviços que este oferece”.

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A mudança do perfil hoteleiro marca próxima sessão da “Be Our Guest”

Na próxima segunda-feira, 28 de novembro, pelas 19h00, terá lugar mais uma conversa “Be Our Guest”, desta vez sobre a “a mudança do perfil hoteleiro”.

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A sessão em ambiente digital contará com a presença de Carlos Alves, diretor regional de operações do Vila Galé Hotéis para a região Norte e Centro e coordenador da Adega Val Moreira – um projeto do grupo com produção de Vinhos DOC Douro. A conversa será moderada por Marcos Sousa, dirigente da ADHP responsável pela pasta de Finance & Data.

“Nesta sexta conversa, o Be Our Guest traz mais um grande nome ligado à hotelaria. Será uma excelente oportunidade para perceber as perspetivas de um convidado com tanta experiência sobre a gestão hoteleira, a relação com os colaboradores, com os hóspedes, e as alterações no perfil hoteleiro”, refere Patrícia Correia, dirigente da ADHP responsável pelo projeto “Be Our Guest”.

À semelhança das conversas anteriores, a sessão decorrerá através do Zoom, sendo que as inscrições já se encontram abertas e devem ser efetuadas através de um breve formulário. Apesar de as inscrições serem gratuitas, a organização alerta que estas são limitadas.

Esta será a sexta conversa online promovida pela ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, uma iniciativa da ADHP que promove conversas informais com diretores de hotéis e nomes de referência do turismo sobre as suas experiências profissionais, a hotelaria e o setor turístico.

A conversa tem o patrocínio da e-GDS Global Distribution Solutions.

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Hotel Turismo da Guarda poderá integrar a carteira do Grupo Pestana

Uma “fonte próxima do processo de concessão da unidade hoteleira” adiantou ao jornal Terras da Beira que o Hotel Turismo da Guarda deverá passar para as mãos do Grupo Pestana, podendo adotar a marca “Pousadas de Portugal”.

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O Hotel Turismo da Guarda deverá passar para as mãos do Grupo Pestana, podendo adotar a marca “Pousadas de Portugal”.

A informação é adiantada pelo jornal Terras da Beira, da Guarda, que averiguou junto de “fonte próxima do processo de concessão da unidade hoteleira” que está apenas a faltar a autorização do Ministério das Finanças à proposta que tinha sido aprovada pelo conselho diretivo do Turismo de Portugal, tendo em vista a celebração de “um contrato de arrendamento com um operador económico”.

De acordo com o semanário da Guarda, as negociações decorrem desde o início do verão e têm estado a cargo dos ministérios da Economia e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. Desta forma, a unidade hoteleira deverá integrar a rede Pousadas de Portugal, que já inclui outras unidades na região, como a Pousada de Viseu, a Pousada Convento de Belmonte e a Pousada Serra da Estrela.

O semanário antecipa que “o anúncio oficial deverá ser feito pelo ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, no próximo domingo, 27 de novembro, durante a sessão solene comemorativa do aniversário da cidade da Guarda”.

Na sua edição impressa anterior, o jornal Terras da Beira já tinha referido que a Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, tinha afirmado na Assembleia da República, no debate sobre o Orçamento de Estado, que já tinha sido aprovada a proposta, sem identificar, contudo, o operador escolhido, apenas dizendo que “todos o conhecemos”.

Recorde-se que a 11 de outubro um despacho do Governo determinou “a desafetação do Programa REVIVE do [Hotel Turismo da Guarda] do domínio privado do Instituto do Turismo de Portugal, I. P.”, como noticiado na altura pela Publituris Hotelaria.

A decisão foi justificada com a urgência de “recorrer a soluções alternativas que permitam estancar a degradação contínua do imóvel e promover o respetivo aproveitamento económico, em benefício do Estado e da economia nacional”.

O edifício foi vendido em 2010 pela Câmara Municipal da Guarda, à altura liderada por Joaquim Valente, ao Turismo de Portugal, por 3,5 milhões de euros, para ser recuperado e transformado em hotel de charme com escola de hotelaria. No entanto, o projeto não saiu do papel e o imóvel mantém-se de portas fechadas e a degradar-se.

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W Algarve contrata novo diretor de marketing e comunicação

Henrique Pires é a nova aposta do W Algarve para dirigir o departamento de marketing e comunicação da unidade hoteleira, como anunciado em comunicado.

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Com 11 anos de experiência no setor hoteleiro, o profissional setubalense começou o seu percurso profissional no Pine Cliffs Hotel, passou pelo Waldorf Astoria Ras Al Khaimah e fez carreira na cadeia Minor Hotels, onde foi responsável pelas áreas do marketing e comunicação dos Anantara Hotels & Resorts e dos Tivoli Hotels & Resorts, em Portugal.

Chega agora ao recém-aberto W Algarve, onde irá desempenhar funções como diretor de marketing e comunicação.

“Estou muito contente e entusiasmado por me juntar à fantástica equipa do W Algarve e abraçar este novo desafio. É um grande orgulho para mim trazer as minhas ideias e visão para um hotel que abriu há cerca de meio ano e que já conquistou tanto terreno na região”, garante Henrique Pires.

O W Algarve marca o primeiro Hotel da marca W a abrir em Portugal. Situado no topo das icónicas falésias do sul de Portugal, o recém-aberto W Algarve junta-se à família de W Escapes, oferecendo “uma mistura de descontração à beira-mar com uma energia exuberante”, como referido em comunicado.

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DER Touristk Hotels & Resorts planeia renovação do Sentido Galosol

A unidade localizada no Caniço, na Ilha da Madeira será alvo de uma renovação a partir de janeiro de 2023.

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A DERT Touristik Hotels & Resorts continua a investir no Galo Resort localizado no Caniço, na Ilha da Madeira, através da renovação dos 125 quartos do Sentido Galosol. Nos planos está ainda prevista a criação de um novo conceito de beach living na área da piscina do hotel.

O investimento surge na sequência do projeto de renovação das áreas comuns do hotel, da receção, do restaurante buffet com adega e do bar do hotel, que tiveram lugar no início deste ano, como indicado em comunicado.

A renovação dos 125 quartos terá início em janeiro de 2023 e será concluída em meados de abril. O objetivo passa por reabrir a unidade a tempo da Festa da Flor, que decorre no final desse mês.

Para a renovação serão escolhidos “tecidos e esquemas de cores que refletem padrões do design português e madeirense”, bem como materiais naturais que pretendem conferir aos quartos “um ambiente leve e arejado”. Para que a unidade possa continuar o seu “compromisso com o ambiente, o projeto incluirá aspetos fundamentais como a gestão da água e a eficiência da eletricidade”.

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Dionísio Pestana: “Se não tivesse seguido o desafio do meu pai, estaria na banca ou na bolsa na África do Sul”

Com as previsões a apontarem para uma faturação recorde de 500 milhões de euros para 2022, o presidente do grupo Pestana está otimista para 2023. Contudo, Dionísio Pestana revelou que “o que está em execução é para acabar, o que for novo, vamos aguardar”. Assim, para o ano serão inaugurados dois hotéis em Lisboa – Alfama e Rua Augusta – e arrancará o de Paris.

Victor Jorge

Foi durante o almoço com a imprensa, no âmbito das comemorações do 50.º aniversário do Grupo Pestana, que Dionísio Pestana, presidente do grupo, admitiu que, se não tivesse aceitado o desafio do pai, em 1976, “estaria na banca na África do Sul. Em boa hora isso não aconteceu”.

Foi a 20 de novembro de 1972 que nasceu o maior grupo hoteleiro português, com a inauguração do que é hoje o Pestana Carlton Madeira. Mas a história do grupo começa em 1966 e com um preço de 18.000 contos (hoje, 90 mil euros) pago por um terreno no Funchal onde seria erguido o que é hoje o Pestana Carlton Madeira, inaugurado há 50 anos.

Mas foi depois de o pai “dar como perdido o negócio hoteleiro”, como referiu Dionísio Pestana, que se dá a viagem da África do Sul para a Madeira, onde, inicialmente, a vontade do agora presidente do grupo era ser “diplomata, já que adorava viajar”.

“A revolução tinha destruído completamente o projeto e quando cheguei percebi que isto não era um problema, era um problemão”, reconhece Dionísio Pestana para revelar que, “com o tempo comecei a acreditar que era possível realizar o sonho do meu pai e fui alimentando também o meu próprio sonho”.

Ora esse sonho é hoje o maior grupo hoteleiro, com 108 hotéis espalhados por 16 países, e uma faturação prevista de 500 milhões de euros para 2022 – 80% em Portugal e 20% em estrangeiro – e cujos principais mercados são o britânico, alemão e na “agradável surpresa” em que se tornou o americano. De resto, Dionísio Pestana acredita que a aposta deve ser feita em mercados que distam duas a três horas de viagem ou então, nos Estados Unidos, já que se trata de um mercado que “paga mais e que tem maior poder de compra”.

Voltando, contudo, um pouco atrás no tempo, é com o “time-sharing” na década de 1980, que se dá o “turning-point” do grupo Pestana. Importado dos EUA, as pessoas tinham a possibilidade de comprar uma semana de férias por 30 anos – hoje já só por 10 anos -, tendo a primeira venda sido feito para o mercado britânico. “Hoje ainda temos famílias que compraram nessa altura e que ficaram connosco os 30 anos e renovaram por mais dez e por mais dez”. E foi, precisamente, essa tesouraria que possibilitou a concretização da parte financeira e na construção do grupo.

Acabar o que está em execução e abrandar em novos projetos
Quanto ao futuro, Dionísio Pestana considera que “as maiores preocupações são a inflação e os juros”. No que diz respeito à primeira, “já passámos por isso e o segredo está no aumento da produtividade, tendo imaginação na área das equipas, manter a receita e defender as margens”, disse o presidente do Pestana.

Já quanto aos juros, “é preciso estar sempre de olho na tesouraria e nos novos projetos que ficam congelados”, salientando Dionísio Pestana que, “o que está em execução é para acabar, o que for novo, vamos aguardar”. E o que está em execução são dois hotéis em Lisboa – Alfama e Rua Augusta –, a inaugurar durante o 1.º semestre de 2023, altura em que arrancará o outro projeto, em Paris, junto à Gare d’Austerlitz, um investimento de 60 milhões de euros, em que o grupo ficou com a parte hoteleira, com 210 quartos, num projeto de 100.000 m2 de construção.

De fora fica a possibilidade de vender qualquer ativo, situação que aconteceu com o Pestana Blue Alvor, adquirido pela Azora através do fundo Azora European Hotel & Lodging.

“Os fundos vieram revolucionar muito o negócio da imobiliária hoteleira, negócio esse que era dos bancos”, considera Dionísio Pestana, admitindo, também, que todos os meses o grupo tem abordagens por parte de fundos para a compra de ativos Pestana. Com José Theotónio ao lado do presidente, foi o CEO do grupo Pestana quem melhor caracterizou a venda desse ativo: “foi um negócio em que foi batida a cláusula de rescisão”, referiu, com Dionísio Pestana a frisar que “o negócio estava a correr bem”. Contudo, fica a revelação de que, “se não for estratégico”, a venda será “sempre equacionada”.

Com um dos problemas a residir no aumento dos custos – +10%, em geral, e 25% na energia – o presidente do grupo Pestana revelou que, também os custos com o pessoal aumentaram. Nesse aspeto, e com as outras preocupações – inflação e juros “resolvida” – no caso do capital humano, Dionísio Pestana salienta que “a estrutura está profissionalizada e preparada para o futuro. Não podemos ter medo, temos de estar preparados e temos gente capaz para o fazer”.

Contudo, admite que “não há mão-de-obra em Portugal e, por isso, temos de ir buscar fora”, dando como exemplo a Suíça: “se formos à Suíça, não são os suíços que trabalham na hotelaria”. E deu o exemplo da flexibilidade e adaptabilidade que se tem de ter, sem prejudicar negócio e operação: “nós temos colaboradores que a exigência que fazem é de entrar às 15 horas. Porquê? Porque querem ter a parte da manhã para ir praticar surf. Mas depois não se importam de trabalhar o resto do dia todo e ao fim-de-semana”.

“O que não podemos ter, são pessoas que não querem trabalhar aos fins-de-semana, já que a hotelaria se trata de um negócio que funciona 365 dias por ano, 24 horas por dia. Teremos sempre de ter turnos rotativos, sempre pessoal disponível, mas claro que podemos sempre ter alguma adaptabilidade”, referiu Dionísio Pestana, não se alargando muito em comentários sobre a proposta de quatro dias de trabalho, “realidade impossível de considerar para a hotelaria”.

Reconhecendo que existe alguma dificuldade em “importar” pessoal, a solução indicada está na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), “países que sabem a nossa língua”, advertindo, no entanto, que “são precisos vistos” e que, nesta matéria é preciso rapidez para não se continuar a debater sempre a falta de pessoal.

Certo é que para o próximo ano de 2023, o grupo Pestana já se encontra preparado para dar início ao processo de contratação e formação, tudo porque “o próximo verão vai ser bom”, admitiu Dionísio Pestana.

 

*O Publituris/Publituris Hotelaria viajaram para o Funchal a convite do grupo Pestana no âmbito das comemorações do 50.º aniversário.

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Congresso da Hotelaria e Turismo ruma para a Madeira em 2024

Está também prevista a mudança da data do congresso, que será realizado no primeiro trimestre do ano em 2024.

Carla Nunes

No encerramento do 33.º Congresso da Hotelaria e Turismo, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), o presidente desta associação, Bernardo Trindade anunciou que o próximo congresso será realizado na Região Autónoma da Madeira, a “única região por onde ainda não passámos”, dando conta que este irá decorrer no primeiro trimestre de 2024.

Frisou ainda, à semelhança do que anunciou no seu discurso na sessão de abertura, que em 2023 a associação fará o seu primeiro Marketplace, juntando parceiros e associados no segundo trimestre de 2023.

O 33.º Congresso da Hotelaria e Turismo, que este ano decorreu em Fátima, no Centro Pastoral Paulo VI, reuniu 597 congressista, 32 expositores, 44 moderadores e oradores e mais de 20 jornalistas, como enumerado pela vice-presidente da AHP, Cristina Siza Viera, na mesma sessão. O evento reuniu ainda 23 alunos na receção aos congressistas, coffee reaks e almoços e 80 alunos das escolas de hotelaria e turismo de Coimbra, Douro Lamego, Oeste e Porto na preparação do jantar do congresso.

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“Não somos nós que estamos a selecionar: os trabalhadores é que selecionam as empresas”

O CEO do Pestana Hotel Group, José Theotónio, participou no painel “Gerir em tempos de incerteza” do 33.º Congresso da Nacional da Hotelaria e Turismo, onde abordou a sua perspetiva relativamente à semana de quatro dias de trabalho, o impacto da guerra no turismo em Portugal, a contratação de mão-de-obra estrangeira para o setor hoteleiro e a retenção de talento.

Carla Nunes

Não há que temer que a contratação de mão-de-obra estrangeira para o setor hoteleiro afete a oferta de emprego na área para os portugueses. A garantia parte de José Theotónio, CEO do Pestana Hotel Group, que participou no 33.º Congresso da Nacional da Hotelaria e Turismo, organizado pela AHP.

Inquirido sobre a legislação que facilita a contratação de mão-de-obra estrangeira proveniente dos países PALOP e da Europa de Leste, José Theotónio aponta que esta é uma “boa lei” e que, apesar de poder pecar por tardia, “ainda bem que saiu”, por permitir às “empresas programarem melhor” a integração destes profissionais.

“Na hotelaria também é muito importante trazer as pessoas e dar-lhes um tempo de formação. Mesmo aqueles que já são profissionais, que já estão no setor, ao entrarem numa nova unidade precisam de conhecer os cantos à casa”, defende.

Afirma que no grupo Pestana “há abertura e disponibilidade” para acolher estes profissionais, já que têm em alguns países, “como por exemplo em Marrocos e Cabo Verde”, ligação às escolas hoteleiras.

“Lá há boas escolas hoteleiras, que formam boas pessoas, bons profissionais, que veem em Portugal uma boa oportunidade. Começando a fazer o trabalho agora, e havendo a possibilidade de fazê-lo com calma, de forma programada, é algo que é possível”.

Defende que não existe a possibilidade destes trabalhadores “tirarem trabalho a portugueses”, garantindo que, atualmente, em hotelaria, são os portugueses que escolhem a empresa onde vão trabalhar.

“Não somos nós que estamos a selecionar. Quem está a selecionar as empresas são os trabalhadores. O que temos de ter é uma boa oferta para a nossa força de trabalho, mostrando os valores da organização, as possibilidades de desenvolvimento e crescimento pessoal e profissional, e os benefícios que podem ter”, afirma José Theotónio, frisando novamente que estes profissionais “não estão a retirar o trabalho a ninguém: estão a completar aquilo que é um setor muito importante”.

O “desastre” da semana laboral de quatro dias

Também nesta sessão foi abordada a semana laboral de quatro dias, um ponto que José Theotónio defendeu não ser possível para o setor – além de obrigar “a uma flexibilização de toda a legislação laboral, nomeadamente em termos de trabalho”, considera o conceito “um desastre” para a área.

“Para algumas unidades até poderia ser produtivo. Agora: para uma indústria que trabalha 365 dias por ano, 24 horas por dia; em que falta um milhão e meio de trabalhadores para a indústria hoteleira [a nível mundial]; com a falta de 45 mil trabalhadores para o setor em Portugal e com a redução da qualidade do serviço pela falta de mão de obra, nesta fase do campeonato, passar de cinco para quatro dias de trabalho é um desastre, um tiro pelos pés”, defende o profissional, rematando que “a seguir a não se fazer o aeroporto é a maior vergonha nacional”.

Dando o exemplo de outro setor, Isabel Furtado, CEO da têxteis Manuel Gonçalves, e oradora no mesmo painel, dá conta que “na indústria é impensável trabalhar mais do que 40 horas”, já que “os acidentes de trabalho aumentam exponencialmente [na indústria] depois das sete a oito horas e meia de trabalho”. Com isto, deixa apenas uma questão: “Vamos pôr as pessoas a trabalhar dez horas?”.

Num último ponto, e quando questionado se Portugal pode beneficiar em termos turísticos com o conflito no Leste, José Theotónio afirma que “é preciso ter muito cuidado quando dizemos que a guerra poderá beneficiar o turismo em Portugal”. Se “é verdade que Portugal e Espanha, por serem dos países que estão mais a oeste”, atraem mais visitas, o CEO do Pestana Hotel Group lembra que “hoje a única certeza que temos é o mundo da incerteza”.

“[O conflito] pode prejudicar. Para já o aumento dos custos que tem tido. Estamos a falar de receitas, mas [também] dos aumentos de custos pessoais. Com este cenário macroeconómico é obvio que vamos ter de aumentar novamente os custos no próximo ano, para compensar o aumento das inflações. Depois, o custo da energia, o segundo maior custo a seguir à força de trabalho em hotelaria, e também na cadeia alimentar, que é o terceiro maior custo no setor”, aponta.

Lembra ainda que, além destas questões, é preciso ter em conta “o próprio setor da aviação”.

“As restrições que hoje existem por causa, também, da guerra, fazem com que alguns mercados tenham muitas dificuldades em fazer turismo. Se houver um agudizar do conflito, com certeza que vai criar ainda mais incerteza e ansiedade”.

Neste contexto, o CEO do Pestana Hotel Group refere igualmente a importância do turismo nacional para o turismo português.

“O turismo português também beneficiou muito do turismo nacional, que cresceu em Portugal nos anos de 2020 e 2021 em termos percentuais – até porque, quem não perdeu rendimento durante esses anos, também não tinha onde gastar. Com o atual cenário macroeconómico isso vai continuar? Mais um nível de incerteza”, refere.

O 33.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, organizado pela AHP, decorre entre esta quinta e sexta-feira, 17 e 18 de novembro, em Fátima.

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