Assine já
Meeting Industry

Universidade Europeia promove discussão sobre “Desafios do mercado de trabalho no Turismo e na Hotelaria”

É para discutir os “Desafios do mercado de trabalho no Turismo e na Hotelaria” que a Universidade Europeia promove uma mesa redonda na próxima quarta-feira, 18 de maio, às 16h30, na Sala L02 do campus da Lispolis.

Publituris
Meeting Industry

Universidade Europeia promove discussão sobre “Desafios do mercado de trabalho no Turismo e na Hotelaria”

É para discutir os “Desafios do mercado de trabalho no Turismo e na Hotelaria” que a Universidade Europeia promove uma mesa redonda na próxima quarta-feira, 18 de maio, às 16h30, na Sala L02 do campus da Lispolis.

Publituris
Sobre o autor
Publituris
Artigos relacionados

Das flutuações do mercado laboral ao impacto das novas tecnologias, da necessidade de um crescimento sustentável à valorização dos profissionais da área, são algumas das temáticas que serão analisadas neste encontro.

A sessão contará com a participação de Bernardo Trindade (AHP), Carlos Moura (AHRESP), Pedro Costa Ferreira (APAVT), António Marques Vidal (APECATE), e Fernando Garrido (ADHP).

Para a Universidade Europeia, esta mesa-redonda vai ao encontro da sua estratégia de ligação entre a academia e o tecido empresarial, “com vista a promover a reflexão e o debate de questões relacionadas com um dos mais importantes setores da economia nacional”.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Artigos relacionados
Meeting Industry

“A relevância do segmento MICE para a região é hoje inquestionável”, João Fernandes

Propondo uma larga variedade de experiências e uma grande diversidade de produtos turísticos junto de vários mercados, o Algarve transforma-se num destino de referência no segmento MICE. Espaços também não faltam.

O presidente do Turismo do Algarve, João Fernandes, explica nesta entrevista as mais-valias da região para acolher este nicho de mercado, considerado importante para a verdadeira retoma do setor.

Hoje já se pode dizer que o Algarve não é só destino de sol e praia, mas também de MICE? O que representa já para o Algarve?
O Algarve é, cada vez mais, percecionado como um destino com uma oferta abrangente e uma larga variedade de experiências, capaz de dar resposta a diferentes tipos de motivação durante todo o ano. Esta perceção resulta de um esforço de promoção que o Turismo do Algarve tem vindo a fazer em torno do desenvolvimento de uma grande diversidade de produtos turísticos, junto dos diferentes mercados, e que nos tem permitido atenuar a sazonalidade e dinamizar a procura no interior da região.

O segmento MICE surge também, naturalmente, integrado nesta estratégia, assumindo uma posição relevante, na medida em que o Algarve está já numa fase de consolidação do seu posicionamento enquanto destino privilegiado para acolher a receção e organização de todo o tipo de eventos profissionais.

Qualidade e diversidade das infraestruturas
O Algarve já apresenta espaços diferenciadores para a organização de eventos?
Para além do clima e da segurança da região, são já reconhecidas, tanto a nível nacional como internacional, a qualidade e a diversidade das infraestruturas existentes, as facilidades de acesso à região e a multiplicidade de ambientes inspiradores que o destino consegue emprestar a cada evento. A estas valências junta-se um outro argumento que tem vindo a ganhar uma relevância crescente na distinção do Algarve como destino único e completo: as inúmeras experiências e atividades surpreendentes que a região consegue proporcionar a quem a visita.

Esta componente da experiência é, cada vez mais, um fator decisivo para o sucesso de qualquer evento. Todos os profissionais desta área procuram tornar os seus eventos inesquecíveis, proporcionando aos participantes momentos únicos que fiquem na memória. Neste campo, o Algarve surge em vantagem, na medida em que há um empenho coletivo, por parte de todos os agentes do setor, para tornar a estadia de quem nos visita cada vez mais rica, através de uma série de experiências autênticas e emocionais, muito focadas na interação com aquilo que é a cultura, a história e as tradições da vida local.

Paralelamente, temos vindo também a integrar na estratégia de promoção do destino atributos como o capital intelectual da região, a investigação científica desenvolvida pela Universidade do Algarve e o trabalho inovador levado a cabo por empresas tecnológicas locais, como forma de atrair públicos específicos que possam visitar o Algarve em contexto de trabalho.

Tendo em conta a sua relevância e potencial para atrair a captação de eventos e visitas profissionais, temos intensificado a nossa aposta em nichos estratégicos como empresários e empreendedores de todo o mundo, viajantes com interesses científicos, investidores ou nómadas digitais. Durante a pandemia, tivemos a oportunidade de assistir a um aumento significativo de profissionais internacionais que escolheram o Algarve como local de eleição para poderem trabalhar de forma remota. Estando a região dotada de todos os recursos tecnológicos necessários e tendo em conta a qualidade da oferta do destino, o Algarve está a tornar-se num destino atrativo para este tipo de turistas. O número de trabalhadores remotos na região tem vindo a aumentar de forma progressiva e a nossa expectativa é a de que esta tendência se mantenha, permitindo ao Algarve afirmar-se como um destino multicultural, dinâmico, propício à inovação e ao desenvolvimento do conhecimento.

A relevância do segmento MICE para a região é hoje inquestionável, na medida em que também ele contribui para alavancar e fortalecer o tal posicionamento de destino abrangente e de qualidade diferenciada que pretendemos para o Algarve.

O que propõe o Algarve nesta matéria? Que espaços de referência podem ser destacados?
O vasto leque de opções que o destino oferece, em termos de venues, cenários e de experiências, faz com que qualquer profissional que esteja a planear a escolha do local para a realização do seu evento consiga perceber, facilmente, a excelente capacidade de resposta que o Algarve tem para a organização de qualquer tipo de iniciativa, permitindo a realização de “eventos à medida”.

Para além de uma capacidade de 75 mil lugares sentados, distribuídos por diversos locais adequados para a receção de congressos, convenções, encontros, incentivos ou até eventos culturais e desportivos, a região apresenta ainda, como oferta complementar, mais de 40 campos de golfe, cinco marinas, um autódromo reconhecido e aprovado pela FIA, 119 praias ou 8 restaurantes com estrela Michelin. Esta multiplicidade de palcos surpreendentes é, indiscutivelmente, um argumento apetecível no processo de tomada de decisão.

Photo Paulo Maria / ACP

Dependendo da natureza e da dimensão do evento, o Algarve disponibiliza vários locais de referência, entre os quais o Centro de Congressos do Algarve, em Vilamoura, o Palácio de Congressos do Algarve, a Herdade dos Salgados e o Portimão Arena (indicados para eventos multifacetados que exijam alguma versatilidade e flexibilidade de opções); o estádio do Algarve e o Autódromo Internacional do Algarve (ideais para grandes espetáculos e eventos desportivos); o auditório romano do Sítio das Fontes, em Estômbar (um cenário perfeito para pequenos eventos ao ar livre, em comunhão com a natureza); e os vários centros culturais, como a Galeria de Arte do Convento do Espírito Santo, a Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, o Centro Cultural António Aleixo ou Centro Cultural de Vila do Bispo (direcionados para eventos mais intimistas). Estes são apenas alguns exemplos, não podendo também deixar de referir a diversidade de espaços oferecidos pelos principais hotéis da região.

Perspetivas de retoma
Já se sente alguma recuperação em relação a este segmento? Nacionais, internacionais?
A concretização de vários eventos no Algarve, durante os primeiros quatro meses deste ano, veio confirmar as

perspetivas que tínhamos de retoma da procura do destino para eventos presenciais, algo que aconteceu mais timidamente em janeiro e fevereiro e de forma já mais expressiva em março e abril.

Assistimos a uma recuperação significativa por parte dos mercados internacionais. A avaliar pelo elevado número de pedidos que já recebemos, para este ano e para o 1.º semestre de 2023, prevemos que 2022 seja bastante positivo para o segmento MICE no Algarve.

O Turismo do Algarve também está a apostar na captação de eventos profissionais de luxo para a região. O que se pretende concretamente?
O Turismo do Algarve considera que os eventos profissionais de luxo, sobretudo os incentivos e os board meetings, são um nicho estratégico, com um elevado potencial, para a consolidação do posicionamento do Algarve enquanto destino com uma oferta de qualidade diferenciada face à concorrência.

Quer estejamos a falar num contexto de férias de lazer ou de viagens de trabalho, o nosso objetivo é atrair e reunir no Algarve viajantes que sejam apreciadores de um turismo diferenciador, baseado em experiências autênticas e surpreendentes. Acreditamos que este é um pilar chave para o desenvolvimento de um turismo mais sustentável, que ambicionamos para a região.

Desta forma, através da captação deste tipo de iniciativas, pretendemos promover o Algarve como uma referência no segmento das viagens de luxo, dando a conhecer as ofertas de caráter exclusivo e distintivo, que o tornam num destino único, reconhecido e premiado a nível global.

Acreditamos que o Algarve tem todas as condições para inspirar e surpreender os profissionais mais exigentes, que procuram os melhores locais para planear o seu evento.

Mantemos ainda o objetivo de captar pelo menos um evento B2B por ano, direcionado ao segmento MICE”

Grandes eventos ajudam a promoção do destino
São eventos como o Grande Prémio de Portugal – MotoGP, que o Algarve pretende captar? Qual foi o impacto direto e indireto deste último evento que decorreu em Portimão? Está garantida a sua realização nos próximos anos? E a Fórmula 1, é uma hipótese?

Não só, mas também. Ainda que o nosso principal foco esteja na captação de eventos da chamada Meeting Industry, os grandes eventos internacionais que têm vindo a integrar, de forma regular, a agenda da região nos últimos tempos tornaram-se já importantes ativos na estratégia de promoção do Turismo do Algarve.

Não apenas pelo impacto económico que representam para a região, mas também pela notoriedade e projeção globais que conferem ao destino, este tipo de iniciativas permitem-nos demonstrar que o Algarve é um destino seguro, capaz de resposta aos elevados padrões exigidos, com um conjunto de infraestruturas de apoio de uma enorme qualidade e com uma oferta turística diversificada que enriquece a estadia de quem nos visita.

A captação destes grandes eventos globais gera um aumento muito significativo da procura externa e, tendo em conta que estes se realizam em época baixa, é inegável a importância que assumem na promoção de um destino com as características do Algarve. Sem esquecer que, adicionalmente, estes eventos servem também de argumento para a captação de incentivos organizados em torno do objetivo de assistir a esses mesmos espetáculos. Este tipo de ações são contratadas, sobretudo, por patrocinadores dos eventos e por marcas associadas à temática em questão.

Estamos focados em dar continuidade a esta estratégia e, para além destas iniciativas de grande escala e repercussão internacional – como o Grande Prémio de Portugal – MotoGP, a Fórmula 1 ou o Portugal Masters -,  pretendemos também acolher na região outro tipo de eventos como campeonatos internacionais de vela, torneios de hipismo, entre outras modalidades desportivas, sem descurar, naturalmente, aqueles que fazem parte do trabalho diário da Associação Turismo do Algarve (ATA), que são os eventos MICE.

Em relação ao impacto da última edição de Moto GP que decorreu em Portimão, o apuramento final ainda não está fechado, mas estimamos que, em termos de impacto direto, decorrente da presença de todas as equipas (equipas Moto GP, Moto2 e Moto3; jornalistas; membros internos e externos da organização, que representaram um total de, aproximadamente, 3.650 pessoas), dos espectadores e das aquisições a fornecedores regionais, estaremos a falar de um valor próximo dos 28 M€. Se considerarmos uma análise mais lata, incluindo os impactos indiretos e induzidos, poderemos alcançar valores superiores a 50 M€.

Estamos, neste momento, a trabalhar em conjunto com o Autódromo internacional do Algarve, o Governo, a Câmara Municipal de Portimão e o Turismo de Portugal, entre outros parceiros, para que a realização desta prova se mantenha no Algarve nos próximos 3 a 5 anos.

Quanto à Fórmula 1, a hipótese continua em cima da mesa e está dependente de um esforço nacional coordenado: “fingers crossed”!

Aposta em comunicação direcionada
Que campanhas ou outras ações estão a ser levadas a cabo pelo Turismo do Algarve com vista à reativação do MICE na região?

Tendo em conta a especificidade do segmento MICE e a oferta tailor-made que o mesmo envolve, apostamos numa comunicação muito direcionada.

Neste âmbito, temos intensificado o contacto direto com clientes, decisores e influenciadores, através de uma divulgação regular de todas as novidades do destino e de informação relevante para o setor, como, por exemplo, a linha do programa Portugal Events, que apoia a captação de eventos associativos e corporativos.

Paralelamente, continuamos a investir na participação em workshops e feiras, selecionados de forma estratégica, e na organização e apoio à realização de visitas de inspeção e press trips de órgãos de comunicação especializados.

Seguindo a estratégia definida pela Associação Turismo do Algarve (ATA), mantemos ainda o objetivo de captar pelo menos um evento B2B por ano, direcionado ao segmento MICE, como forma de dar a conhecer o destino in loco aos profissionais deste setor. Para este ano, está já confirmada a realização do Portugal Business Meetings, evento dedicado exclusivamente a buyers franceses, que terá lugar em Vilamoura, de 20 a 22 de novembro.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
Dossier relacionado
Especial MICE
Powered by
Meeting Industry

Desafios à criatividade

Superar as expectativas dos seus clientes e entregar soluções únicas e adequadas a cada cliente, ao seu evento e ao seu orçamento, são os objetivos primeiros das empresas que produzem e fornecem equipamentos para eventos, num permanente desafio à criatividade. É o caso da GR8 Events e da AVK, com quem falámos.

A event manager da GR8 Events, Mariana Cardoso faz uma radiografia da empresa e considera que “somos uma equipa unida, multifacetada, que adora responder a desafios e de pensar nos eventos de forma diferente e inovadora, para realçar que “o nosso objetivo principal é superar as expectativas dos nossos clientes a todos os níveis – desde a criatividade à implementação. É por isso que temos uma equipa tão diversa e capaz de responder aos briefings que nos chegam”.

A responsável adianta que “aliamos a criatividade à logística. A inovação à implementação. Pensamos e produzimos congressos, reuniões, team buildings, ativações de marca… O céu é o limite”.

Já Inês Aguiar, administradora e diretora comercial da AVK conta-nos que a empresa iniciou a sua atividade em 2010, “com base numa estrutura acionista com elevado conhecimento no setor e num conjunto de trabalhadores com a maior experiência e competência do mercado. Assim, “conseguimos, com o nosso conhecimento, especialização, experiência e equipamento avançado, ganhar a confiança dos nossos clientes e tornar-nos rapidamente o fornecedor líder de soluções audiovisuais para eventos em Portugal”, comprometendo-se “a entregar soluções únicas e adequadas a cada cliente, ao seu evento e ao seu orçamento”.

Os serviços da AVK estão focados em soluções audiovisuais para eventos (congressos, conferências, reuniões e eventos corporativos, televisivos, culturais, desportivos, políticos, etc.) “onde a confiança, a inovação, a criatividade e o trabalho em parceria sejam exigências dos respetivos promotores ou organizadores”.

Chegou a hora da recuperação
Passados os anos de sufoco causados pela pandemia, para Mariana Cardoso, este segmento está a recuperar. Conforme disse, “cada vez mais chegam pedidos para eventos para 200, 300, 400, 10.000 participantes. Nota-se que há uma vontade de voltar a reunir os colaboradores, as pessoas. De criar relações” destacando que “os eventos digitais são uma peça fundamental, e vieram para ficar, mas não há nada que substitua o contacto presencial de um evento físico (ou híbrido como será daqui adiante o futuro).

A event manager sublinhou que tanto a nível nacional, como internacional, “os pedidos chegam de todos os lados, de todos os setores, de vários locais”. Daí as expectativas serem altas, apontando que “tivemos um grande primeiro ano. Uma agência acabada de chegar ao mercado, com tudo por provar, e que mostrou bem aquilo de que é capaz”.

E disse ainda que “angariámos novos clientes, ganhámos propostas, realizámos evento digitais e híbridos. E ganhámos três prémios internacionais com o evento Velo-city 2021! Foi um ano sem parar, diria mesmo GR8. Superámos as expectativas do primeiro ano e 2022 caminha no mesmo sentido e ainda vai ser melhor”, assegura.

Na GR8 Events, certo é que os eventos “nunca serão como eram antes da pandemia. Antes já se fazia streaming dos eventos, não foi uma realidade que descobrimos com a Covid. Mas era sempre algo acessório. A pandemia fez-nos perceber que há um mundo digital que nem tínhamos bem noção, para não falar das possibilidades e oportunidades que nos trouxe. Acredito que não haverá mais eventos apenas físicos. Haverá sim, eventos híbridos em que temos a maior parte da plateia presencial, mas haverá sempre uma parte que estará a partir de casa. Seja a assistir ou mesmo a participar. Agora é tão simples como fazer log-in numa plataforma. E isso é insubstituível” salientou Mariana Cardoso.

Positivas são também as perspetivas da AVK para este ano, pese embora a crise pandémica ainda se ter sentido fortemente no 1.º trimestre. Na opinião de Inês Aguiar, “esperamos uma forte recuperação da atividade apesar do ambiente atual de alguma incerteza em termos mundiais”.

No entanto, “temos reservas que correspondem já a um ano normal, em especial a nível de eventos internacionais, embora se verifique ainda algum atraso nas confirmações”.

O que não mudou com a pandemia foi o perfil dos clientes da AVK até porque em geral, segundo a administradora e diretora comercial da empresa “se trata de médios e grandes eventos, muitos que se repetem ano após ano, mantendo-se a relação de confiança conquistada ao longo dos anos que temos de atividade”.

A questão preço é o que prevalece mais? Questionámos a responsável, que respondeu que “a opção pela AVK pressupõe da parte do cliente uma preferência pela confiabilidade e pela qualidade dos nossos serviços pelo que a questão dos preços não é a mais relevante. Sabemos que a otimização orçamental é um desafio para os nossos clientes, e procuramos responder-lhe com o ajustamento dos nossos preços, sem pôr em causa a capacidade de inovação tecnológica permanente e a qualidade dos serviços”, frisou Inês Aguiar.

Nada será como antes…
No setor dos eventos, tanto do lado de quem os realiza, ou de quem os produz, subsistem constrangimentos. Para a event manager da GR8 Events, “apesar de as regras relativamente à pandemia estarem “mais leves”, a Covid-19 não desapareceu e há sempre medo de que tudo volte atrás. Todos os cuidados são poucos, por isso todos os nossos eventos são pensados de A-Z, tendo sempre como backup a certeza de que poderá ser preciso ajustar tudo à última da hora. A incerteza do amanhã acredito que seja o maior constrangimento”.

Tendo nascido com a pandemia, a GR8 Events não quis ser apenas mais uma agência de eventos. “Quisemos mostrar o nosso valor, quisemos trazer para cima da mesa uma agência capaz de responder ao que os clientes mais procuram: criatividade e implementação – tudo num só lugar. E assim tem sido desde o início”.

Mariana Cardoso explica que “sempre que recebemos um briefing o primeiro pensamento é: o que podemos fazer de diferente? O que podemos fazer que nunca foi feito?”.

Se por um lado a event manager considera que as ajudas do Governo ao setor não terão suficientes, por outro, numa altura que se está a “voltar à realidade”, “há falta de mão-de-obra qualificada. Há falta de material. Há falta de resposta. E há muitos eventos a quererem ser feitos. A pouco e pouco voltaremos ao ritmo de antes, mas não sei se será com apoios ao setor. Será com o apoio e entreajuda de todos: clientes – agências – fornecedores – parceiros. E tudo porque partilhamos a mesma paixão: fazer eventos”.

Por sua vez, a AVK teve o apoio público que foi disponibilizado às empresas deste setor. A administradora da empresa apontou que “este apoio foi muito importante para nos ajudar a ultrapassar esta grave crise sem termos que reduzir o nosso quadro permanente de colaboradores e permitiu manter a robustez financeira da empresa”.

Aposta em nova oferta
A repentina impossibilidade de realização de eventos já programados e contratados e de novos eventos (salvo por curtos períodos e pequeno número de participantes) exigiu uma rápida resposta da AVK no encontro de soluções de reuniões à distância, pouco desenvolvidas neste segmento das reuniões de maior dimensão.

Neste sentido, durante a crise, a AVK “apostou fortemente numa nova oferta passando a dispor de dois estúdios nas suas instalações equipados com a mais recente tecnologia disponível para eventos virtuais / híbridos. Um estúdio Chroma e outro XR – Extended Reality. Destaco o estúdio mais inovador e onde fizemos o maior investimento e realizamos os eventos de maior impacto, o Estúdio XR, com 300 m2, cenário de Led com 14m x 3.5m resolução P2, chão de Led 12m x 5m resolução P4, AR – realidade aumentada, cenários físicos, servidores de renderização de cenários 3D em tempo real, sistema multicâmara com tracking e integração para streaming”, esclareceu Inês Aguiar.

A empresa está já “a investir fortemente em novos equipamentos e em reforçar a quantidade disponível nos que têm maior procura, procurando novas soluções e o aumento da eficiência energética e simultaneamente reforçar a nossa equipa técnica, que constitui o nosso principal ativo”, destacou a administradora da AVK.

Isto porque, para a AVK, “cada evento é único e um desafio à nossa criatividade. Temos um compromisso permanente com os nossos clientes para encontrar a melhor solução para as suas ideias e o seu orçamento, com paixão e qualidade, independentemente do tipo e dimensão do evento. Dispomos de equipamento e de técnicos que nos permitem responder a qualquer desafio”.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
Meeting Industry

Altice Arena com agenda cheia

Os eventos presenciais estão de regresso à Altice Arena, assegura o administrador executivo da emblemática infraestrutura de Lisboa e do país, Jorge Vinha da Silva.

A agenda da Altice Arena está já bastante preenchida até ao verão e muito mais de setembro a dezembro, confirmou Jorge Vinha da Silva, administrador-executivo da Altive Arena, em declarações ao Publituris. E focando apenas nos fatores que pode controlar, ou seja, no que respeita à atividade comercial, a Altice Arena pode já, no final de 2022 e em 2023 retomar os resultados pré pandemia.

O mercado de eventos está a recuperar?
Sim, o mercado está a recuperar progressivamente. À medida que o tempo passa os índices de confiança também aumentam e após um período tão longo quase sem eventos presenciais, é natural que as associações ou ordens profissionais responsáveis por congressos ou conferências, bem como, as empresas queiram realizar eventos para comunicar com os seus membros ou clientes. Também do ponto de vista dos eventos ao vivo as digressões nacionais, e no nosso caso, internacionais estão de regresso.

Prova desta situação foi o congresso “ECMID (32nd European Congress of Clinical Microbiology & Infectious Diseases)” que se realizou em Lisboa no passado mês de abril com quase 13 mil inscritos, sendo o primeiro grande congresso internacional pós-pandemia ou a Conferência dos Oceanos, um evento das Nações Unidas, que se realizará na Altice Arena no próximo mês de junho.

A agenda está já bastante preenchida até ao verão e muito mais preenchida de setembro a dezembro, onde entre muitos outros continuaremos a contar com eventos como a “Web Summit” ou a “Comic Com”. Em setembro acolheremos o “Association World Congress 2022”, o evento na Europa com um maior número de presenças de decisores de associações internacionais e executivos de topo, pessoas responsáveis por eventos em toda a Europa, e que acreditamos será um excelente contributo para ajudar a nossa indústria no processo de recuperação.

Quais são ainda os grandes constrangimentos?
Alguns constrangimentos que ainda se verificam, são, como referi, a necessidade da reposição dos índices de confiança e a degradação da situação económica a nível global, fruto não só da pandemia, mas também da situação de conflito que se vive na Ucrânia. Existe de facto um aumento generalizado de preços e de custos e até algumas questões relacionadas com a disponibilidade de equipamentos e matérias-primas.

Como é que a Altice Arena se reinventou para enfrentar estes tempos conturbados da pandemia?
A Altice Arena, tal como todos os operadores da indústria dos eventos, uma das mais afetadas na pandemia, passou por tempos difíceis e em que as soluções como os eventos digitais e os eventos presenciais, ainda que com muitas limitações não foram claramente a solução ideal, mas a possível. Assim, com muita resiliência, apoio dos nossos parceiros e um forte espírito de equipa mantivemos todas as nossas pessoas, o nosso ativo mais importante, e continuámos com foco a trabalhar nos projetos futuros, facto que nos permite agora recuperar mais rapidamente das perdas sofridas nesse período.

Que espaços para o MICE oferece a Altice Arena com vista a satisfazer este segmento de mercado?
A Altice Arena, possui um conjunto de salas, de variadas dimensões como sejam a Sala Altice, Tejo, Moche, Centro de Negócios, auditórios e outras, que nos permite funcionar também como um Centro de Congressos e acolher eventos das 20 às 20 mil pessoas, como são os casos dos grandes congressos ou conferências Internacionais. Investimos, por exemplo, em equipamento que nos permite dividir estas salas em auditórios mais pequenos com material de insonorização dos espaços, caraterística que é muito valorizada pelos nossos clientes.

Quando pensa ser possível voltar aos resultados da pré-pandemia?
Se me focar apenas nos fatores que podemos controlar, ou seja, a nossa atividade comercial, podemos já no final de 2022 e em 2023 retomar os resultados pré-pandemia.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
Meeting Industry

Eventos corporativos em crescendo

Os CEO de duas agências de viagens – Travelstore e Globalis – especializadas em viagens de negócios, Frédéric Frère e Fátima Silva, explicam o comportamento atual desta indústria, após uma crise que criou diversos constrangimentos, e num momento em que já se fala em alguma retoma.

Para Frédéric Frère, CEO da Travelstore “as viagens corporativas estão claramente a retomar e nas recentes semanas estão bastante acima das nossas expectativas, chegando pouco a pouco aos níveis de 2019.

Segundo o executivo, “tínhamos previsto uma redução estrutural de longo prazo no segmento de viagens de negócios, mas que afinal poderá ser inferior às nossas previsões”, e “quando questionamos as nossas empresas clientes sobre os motivos desta retoma significativa das suas viagens profissionais, a resposta que ouvimos é que, uma vez levantadas as restrições e havendo um regresso à normalidade, verificam que o contacto presencial faz muita diferença com a simples comunicação por via digital”.

Durante as restrições impostas pela pandemia, conforme recorda Frédéric Frère, “as empresas não tinham outra alternativa senão recorrer exclusivamente às plataformas digitais mas agora que recuperaram a liberdade de mobilidade, podem comparar os dois contextos e medir o retorno para o seu negócio”, para acrescentar que, “pessoalmente, acho que os dois são muito complementares – um pouco como já o era uma primeira conversa ao telefone antes de uma reunião presencial – e que de alguma forma as plataformas digitais vêm inclusive estimular os intercâmbios presenciais”.

Em relação à retoma das viagens individuais corporativas, Fátima Silva, CEO da Globalis, não tem a mesma opinião, destacando que está mais demorada. O que tem evoluído são os eventos corporativos. “As viagens individuais corporativas estão ainda mais atrasadas, e ainda não encontrámos o ritmo que tínhamos antes da pandemia, até porque algumas empresas optaram por manter o regime do teletrabalho”.

Assim, “começámos com o lazer, pois à falta das viagens corporativas as pessoas estão muito mais motivadas a viajar em lazer e até para viagens com mais qualidade e destinos mais longínquos, e não só para fins de semana ou escapadinhas, e com mais pedidos do que era anteriormente”.

E acrescentou: “Isto sem nunca deixar o nosso ADN, até porque somos uma empresa corporativa e não temos balcão. Portanto, o nosso lazer passa muito pelos individuais e empresas que trabalham connosco”

A Globalis – Viagens e Eventos Corporativos, é uma empresa com sete anos. “Resolvemos embarcar neste projeto porque já existia a Globalis Brasil. Pertencemos ao Grupo Arbo. Na altura, indica Fátima Silva, “fazia sentido ser uma agência de viagens especializada no corporativo, nomeadamente, nas viagens individuais, grupos de congressos, eventos, mas pouco nos incentivos. Achámos que fazia sentido e havia espaço no mercado para desenvolver esta atividade de forma mais especializada e de forma mais próxima do cliente. Assim, a Globalis abriu no início de 2015”.

Para além desta, a empresa também desenvolve outras áreas, através do programa de “Associated Partners”, para empresários em nome individual ou freelancers que precisam de apoio e de uma estrutura. Segundo a gestora, “não se trata apenas de agências de viagens. Temos muita gente que toda a vida organizou viagens para grupos de amigos, que tem paixão por viajar e gosta de organizar viagens, portanto, fazia sentido disponibilizar apoio e estrutura para trabalharem”.

Perspetivas para este ano
Quais as perspetivas para este ano? Chegam este ano aos resultados da pré-pandemia? Foram as questões que colocámos aos nossos entrevistados.

Para o CEO da Travelstore, “tudo indica que poderemos voltar a níveis muito próximos de 2019, embora com pesos distintos entre diferentes segmentos de negócio”.

Explicou que “tal como antecipávamos, a indústria dos eventos vai beneficiar da evolução dos formatos de trabalho porque tendo as empresas reduzido os seus espaços de escritórios e introduzido o modelo do teletrabalho, também sentem a necessidade de organizar eventos, juntando as suas equipas de forma a fomentar a cultura da empresa e manter a coesão entre pessoas. Ou seja, o trabalho remoto é também um fator que contribui para a dinamização da indústria das viagens de negócio assim como da indústria dos eventos”.

Já para a CEO da Globalis, “estávamos em pleno desenvolvimento quando em 2019, um ano muito bom para nós, um ano em que estava tudo a correr de feição, chega a pandemia, mas, felizmente, numa altura em que a empresa estava sólida financeiramente, com uma boa estrutura e um bom corpo de colaboradores. A pandemia apanhou-nos desprevenidos, mas conseguimos ultrapassar isso tudo porque, de facto, tivemos também apoios estatais. Não os podemos negligenciar porque foram importantíssimos, mas não tivemos necessidade de recorrer a empréstimos ou moratórias, porque a empresa estava sólida, e com os apoios que tivemos do Governo conseguimos nos manter, e aqui estamos hoje”.

Fátima Silva considera que, outra área que tem evoluído muito mais rápido do que a das viagens individuais corporativas, tem sido os eventos corporativos e viagens de grupos, mas muito no país, isto porque “as pessoas, obrigadas ao teletrabalho durante tanto tempo, estão cansadas de falar para um ecrã, e nós somos um ser social. Todos os motivos são hoje válidos para se estar presente num evento presencial, e fazem-se por tudo e por nada”.

“Nos eventos é importante o presencial e não só através dos meios digitais, porque tem muito networking, as pessoas precisam de tirar dúvidas, de comunicar. Felizmente isto está-se a verificar. Além disso, se antigamente havia eventos que não se faziam e acabavam por ser reuniões dentro das próprias empresas, hoje em dia tudo é motivo para os realizar fora. Tem sido, por isso, positivo”, esclareceu a gestora da empresa, que tem trabalhado muito com consultoras e grandes empresas que organizam eventos de verão e de Natal. Só que, apontou Fátima Silva, “aquilo que era planeado com grande antecedência, agora em 15 dias estão-nos a pedir uma série de coisas, situação que tem estado muito presente nesta fase da retoma”.

No entanto, há um certo otimismo da executiva em relação à recuperação. “Acho que se vai notar um crescendo, mas não de um dia para outro. À séria, com o mundo em paz, e que não haja este medo e perigo da guerra, penso que só no final deste ano ou princípio de 2023 é que deveremos chegar ao movimento e resultados de 2019”, estima a responsável, indicando que “não podemos esquecer que o início deste ano ainda foi de pandemia”.

Refira-se que a Globalis teve uma faturação de 10 milhões de euros em 2019 e este ano aponta para um volume de negócios à volta dos seis milhões, enquanto faturou quatro milhões de euros em 2021 e 2,5 milhões em 2020.

 

Tudo indica que poderemos voltar a níveis muito próximos de 2019, embora com pesos distintos entre diferentes segmentos de negócio”, Frédéric Frère (CEO da Travelstore)

 

Perfil do cliente evoluiu
Com a pandemia, o perfil do cliente, mais do que mudar, evoluiu. Esta é a opinião de Frédéric Frère.

Isto é, “muitas das expectativas dos clientes já existiam antes da pandemia, mas esta veio acentuar o seu nível de exigência relativamente a alguns aspetos que valorizam particularmente. Estes são a segurança e, aqui vemos que as TMC dotadas das capacidades necessárias, passaram a ser ainda mais valorizadas do que no passado pela sua capacidade de apoio ao viajante, sobretudo em circunstâncias de dificuldades. São também cada vez mais a respeito dos princípios “ESG” com particular enfoque no “E” (meio ambiente) sem desvalorizar obviamente os outros componentes da sustentabilidade corporativa. As empresas procuram trazer um contributo pro-ativo aos esforços de proteção do meio ambiente, aderindo a várias iniciativas que ajudam a transição para energias mais sustentáveis”.

Mas há mais: “as empresas continuam obviamente a procurar recorrer a parceiros que as ajudem a otimizar os seus orçamentos em viagem, particularmente em ambientes inflacionistas como os atuais em que seja expectável um aumento das tarifas de aviação e de alojamento. Uma capacidade de gestão coordenada que disponha de métricas fiáveis continua a ser um elemento muito valorizado pelos clientes”, acrescentou o responsável.

Sobre esta questão, Fátima Silva refere que “não é por causa do aumento dos preços que o mercado não compra, pelo menos ao nível dos nossos clientes”. Mas também concorda nessa alteração do perfil do cliente, pois, muitas empresas que não faziam eventos, passaram a fazer, um pouco na lógica de que é de acesso a todos. Além disso, é mais exigente porque teve muito tempo para aprender, e acima de tudo, está muito mais atento e consciente dos direitos de consumidor”.

Desafios da indústria
A indústria das viagens de negócios e dos eventos corporativos tem-se confrontado ao longo dos anos, segundo Frère, “com várias ameaças para não dizer crises de todo o tipo: epidemias e mais recentemente uma pandemia global cuja resolução ainda não é definitiva e, provavelmente, nunca o será totalmente, atentados terroristas, incidências climáticas e naturais (lembro o vulcão na Islândia há uns anos atrás), crises económicas e financeiras e naturalmente geopolíticas como a guerra que se iniciou recentemente entre a Rússia e a Ucrânia”. Este ano, acrescentou: “para além da saída da pandemia ainda não totalmente resolvida, surgem duas novas ameaças, a desta guerra aberrante – são todas – cujo desfecho é ainda muito incerto, e uma possível recessão económica internacional, consequência da tensão inflacionista que se está a registar um pouco em todo o mundo”.

Além disso, “toda a ambiguidade deste contexto é que atualmente as empresas do setor precisam de reforçar a sua capacidade de resposta e contratar recursos humanos, mas podendo estarem confrontados com nova contração da procura nos próximos meses”, defende o CEO da Travelstore, sublinhando que “o outro grande desafio ao qual todo o setor se confronta é claramente este dos recursos humanos, e isto a dois níveis: primeiro conseguir contratar pessoas de forma a proteger níveis de serviços, segundo estarem preparados para um agravamento dos custos laborais.

Na hora de reinventar
A Travelstore não precisou da pandemia para procurar se reinventar porque a antecipação à mudança faz parte do seu ADN. Mas, “a crise brutal que atravessámos nos estimulou ainda mais, em boa parte porque também ficámos com mais tempo para dedicar ao brainstorming. Acelerámos a nossa transformação digital, enriquecemos as propostas de valor das nossas diferentes áreas de negócio, e por fim, diversificámos os negócios para diluir a dependência dos negócios com maior peso”, disse o executivo.

Outro aspeto positivo “é que voltámos a pensar e atuar como uma startup em que todos se entreajudam para ir mais depressa e por um custo menor. É sabido que as crises são geradoras de oportunidades e julgo que esta última só veio reforçar esse princípio”, destacou o responsável.

Para a CEO da Globalis, “tivemos de nos adaptar. Passámos também a organizar eventos híbridos para os nossos clientes. Temos tecnologia e tentado sempre automatizar os processos de reservas e vendas. Implementámos mais ferramentas tecnológicas, mas o facto de termos tudo automatizado não quer dizer que sejam soluções para se vender mais, pelo menos neste momento. Desenvolvemos as redes sociais e novas formas de comunicar com os nossos clientes e com o mercado, e estamos em toda a parte onde o nosso cliente precisar”. A empresa acompanha o cliente de A a Z, seja em Portugal, seja no estrangeiro.

 

As pessoas, obrigadas ao teletrabalho durante tanto tempo, estão cansadas de falar para um ecrã, e nós somos um ser social. Todos os motivos são hoje válidos para se estar presente num evento presencial, e fazem-se por tudo e por nada”, Fátima Silva (CEO da Globalis)

 

Projetos em carteira
A Globalis tinha vários projetos em carteira que a pandemia fez adiar, mas que Fátima Silva faz questão de dizer que deverão começar a ser implementados no final deste ano ou no início do próximo.

“Colaboramos muito com o Grupo Arbo, mas ainda não trazemos clientes do estrangeiro para Portugal, projeto que estava para ser iniciado em 2020, mas com a pandemia acabou por ficar em banho-maria, mas que vamos retomar”.

Além disso “tínhamos uma ideia interessante e diferente, e que esperamos vir a retomar, que tem a ver com serviços de concierge de luxo, serviços direcionados para um determinado tipo de viajantes, como os expatriados, estrangeiros que compram casa em Portugal, que não têm estrutura familiar e necessitam de apoio e de alguns serviços, ou seja, pessoas que precisam de todo o apoio local num país que não é o seu”, realçou a gestora.

Este projeto, segundo Fátima Silva, pode complementar-se com o conceito “Jornada do Passageiro”, de forma que “as pessoas possam chegar e se identificar com a vida real de Portugal e dos portugueses sem ser através do tradicional tour e sem ser só nas grandes cidades”.

Finalmente, a agência, através de parceiros e do seu grupo no Brasil, está a preparar uma campanha para viagens ao Mundial de Futebol no Qatar (novembro e dezembro deste ano), “uma forma de retomar e estar presente”.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
Meeting Industry

Versatilidade define atuação da Boost Portugal

“Orgulha-nos ter uma panóplia de programas muito vasta, os quais acabam por se desdobrar em infinitas aplicações tendo em conta a adaptabilidade a cada cliente”. É esta versatilidade e flexibilidade que definem a atuação da empresa, segundo Tiago Monteiro, general manager da Boost Portugal.

Os eventos corporativos e de teambuilding desenvolvidos pela Boost focam-se maioritariamente “em duas tipologias de clientes: as DMC, e uma minoria cada vez mais expressiva, as empresas nacionais, estas maioritariamente do ramo de IT e saúde”, explicou-nos Tiago Monteiro, general manager da empresa, que tem presença física com lojas e escritório em Lisboa e Porto, mas com atuação em todo o território nacional. O gestor acrescenta que os eventos que realizam “têm como ponto de partida os temas abraçados pelo conceito de teambuilding, ao qual juntamos temática, descoberta do destino e personalização”.

No setor do MICE em concreto, conforme destaca, “as nossas experiências e eventos corporativos têm sempre como base desfrutar a cidade e das diferentes formas da nossa Portugalidade” para indicar que, “em cima destas camadas assentam depois muitas possibilidades de adaptação das atividades”.

Considera ainda que tanto os eventos nacionais, como os internacionais “estão em franca recuperação”. Se janeiro e fevereiro, os colocou um pouco mais apreensivos em relação ao ritmo de retoma, em março “levámos um autêntico abanão de volume de trabalho”, com “o aumento de cotações incrível, tendo começado a sentir um aumento muito significativo de grupos a confirmarem numa tipologia mais de last-minute, ao contrário do que acontecia pré-pandemia”.

Segundo o gestor “sentimos um crescimento da procura mais imediata nos FIT, depois surgiram mais timidamente os grupos nacionais, e em abril as empresas nacionais começaram a chegar de forma expressiva. Agora sentimos que todos os mercados turísticos estão com níveis de procura perto de 2019”, realçou.

Ainda em final de 2021, segundo Tiago Monteiro “criámos estratégia e orçamento de 2022 a projetar algures entre 70% a 80% de 2019, sentindo que poderia ser ambicioso”, mas ao dia de hoje “acreditamos que este ano consigamos chegar aos valores anuais de 2019”.

Foi preciso reinventar
Mas nem tudo são rosas neste setor. De todas as dores, “a contratação tem sido cada mais vez difícil, as candidaturas recebidas às posições divulgadas não têm tido uma procura significativa do ponto de vista qualitativo”, sublinhou.

Felizmente, disse, a Boost “desde o início da pandemia que decidiu reter talento, reter o seu bem mais precioso que são os seus colaboradores”, mas confessa que “os esforços foram grandes para reter e manter motivada uma equipa tão grande”, no entanto “hoje sentimos que foi a aposta correta”.

Tiago Monteiro conta que “a nossa decisão imediata foi de reter talento, de manter postos de trabalho para num pós-pandemia estarmos preparados da melhor forma para continuar a fornecer eventos com a qualidade Boost aos nossos clientes”.

Por outro lado, as soluções que a empresa encontrou foram duas: ”teríamos de desenvolver soluções de eventos empresariais e ações de teambuilding no formato digital. Dotamos a estrutura de meios e conhecimento para realizar estas atividades virtuais, criámos uma oferta diversificada para os nossos clientes e a aceitação foi incrível”. Tiago Monteiro acredita que estas soluções se vão manter no futuro, especialmente para equipas compostas por elementos descentralizados.

Paralelamente, para colmatar a falta de receita durante a pandemia também “alargámos o nosso raio de alcance e exposição a uma vertente de micro-mobilidade, em que somos provedores de soluções para estas empresas. Felizmente mais uma vez graças a colaboradores com imenso talento, conseguimos destacar-nos da restante concorrência pela qualidade de serviço e capacidade de entrega, e desde a pandemia que se mantém como uma área de negócio com muita relevância”.

Os apoios do Governo, na opinião do executivo, “não foram suficientes para fazer face à violenta descapitalização a que as empresas de turismo foram sujeitas”. Acredita que seria possível encontrar mais formas de apoiar a retoma, como por exemplo apoios à contratação ou transformação digital, e revela que “existe um caminho que a Boost iniciou por si mesma, no que respeita ao tema ESG o qual está no topo das nossas prioridades e existe muito espaço para apoios às empresas”.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
Meeting Industry

Hotelaria otimista

Os hotéis em Portugal, de norte a sul e ilhas, que sempre dependeram muito do segmento MICE, até porque criaram espaços e serviços, considerados dos melhores, para acolher este tipo de nicho, tiveram também um grande sobressalto com a pandemia. Neste momento já estão mais otimistas em relação à retoma, e até à recuperação muito próxima dos níveis pré-pandemia.

Antes da pandemia, o segmento MICE afirmava-se como um produto em franco crescimento, envolvendo diversos setores de atividade, capaz de contribuir para atenuar a sazonalidade e para esbater as assimetrias regionais, tendo em consideração que todas as regiões possuem oferta potencial para uma procura que se sabe ser muito exigente.

Com a chegada da pandemia, o MICE foi o segmento, a nível do turismo, que teve uma quebra mais acentuada e ainda longe da total recuperação. O ano passado continuou a ter um impacto negativo para a grande maioria das unidades hoteleiras que dependem muito desta atividade, mas os mais otimistas apontam o segundo trimestre de 2022 como o ano de retoma de alguma normalidade neste segmento que tem um forte impacto económico nos destinos que o recebem. Isto porque a vontade de organizar eventos é muito grande e as garantias a nível de saúde são já mais concretas e de maior qualidade. A incógnita em relação a esta guerra na Ucrânia, pode criar algum sobressalto.

A palavra de ordem foi reinventar
E como qualquer crise, também esta obriga a que as empresas, e neste caso, as hoteleiras, se reinventem, porque o mercado e os clientes também aprendem a ver as coisas numa outra perspetiva, pois nada voltará a ser como dantes. O negócio vai mudar, já está a mudar, e a forma de o fazer também.

A utilização ágil das novas tecnologias, que permitem garantir a realização de eventos em formato 100% digital ou híbrido, foi adotada pelas unidades hoteleiras, que conseguiram, de alguma forma readaptar-se aos momentos de maior crise. Algumas tiveram mesmo algum sucesso.

A oferta tem sido igualmente alterada de acordo com as necessidades de mercado, os preços e as condições de reserva ajustados, uma vez que o grau de incerteza provocado pela pandemia obrigou a uma flexibilidade necessária para garantir confiança e fidelização dos clientes.

Com a pandemia e na ausência de eventos presenciais, o grupo Dom Pedro apostou forte nos eventos híbridos e virtuais, mas acredita na viragem, e que, a partir de junho, e segmento MICE irá entrar em velocidade cruzeiro.

Segundo informações que obtivemos junto da Dom Pedro, todos os grandes eventos/reuniões que tinha no primeiro trimestre de 2022 acabaram por ser cancelados ou adiados. Contudo, dizem, é significativo o aumento de novos pedidos, muitos ainda para o primeiro semestre. Ao nível de reuniões mais pequenas, do mercado nacional, tem havido procura e concretização, até porque as empresas têm vontade de retomar os seus eventos o quanto antes, pois isso também significa, o regresso à normalidade.

Na opinião da cadeia hoteleira, os eventos serão um pouco mais pequenos. Se na pré-pandemia o mesmo tipo de evento, era projetado para 200 pessoas, agora tem como objetivo cerca de metade.

Os Hotéis Solverde têm consciência de que, apesar de se perspetivar um crescimento natural da procura pelo segmento MICE, será muito difícil igualar o ano de 2019 a curto prazo.

Com as limitações vividas, por força da pandemia, 2020 e 2021 foram de grande instabilidade no setor hoteleiro, e isso também se refletiu no segmento MICE que tem vindo a adiar eventos de ano para ano, o que reduziu bastante o número de eventos realizados.

Com hotéis em Chaves, Vila Nova de Gaia e Praia da Rocha (no Algarve), a cadeia tem consciência de que será muito difícil igualar o ano de 2019 a curto prazo.

Assim, este ano a aposta é trabalhar com vista à retoma desta atividade, tendo consciência de que ainda existe um longo caminho para “voltarmos ao ponto onde nos encontrávamos antes da situação pandémica”. Muito possivelmente só em 2023 será possível recuperar, estimam os Hotéis Solverde.

Por sua vez, o The Editory Collection Hotel fala em crescimento lento, mas positivo, estimando, em 2022, alcançar números próximos dos 60% do volume de negócios de 2019.

A importância do mercado nacional
O Porto Palácio by The Editory é uma unidade com forte ligação ao segmento MICE e, naturalmente, orientada para se adaptar à realização de eventos de maior ou menor dimensão, o que, segundo a diretora de Marketing e Vendas da cadeia, Isabel Tavares, “foi uma vantagem em 2021”, dadas as imprevisibilidades da retoma e da evolução da pandemia.

“As nossas perspetivas para 2022 no que respeita ao segmento MICE focam-se, sobretudo, no mercado nacional, uma vez que em 2021 se registou um crescimento muito mais acentuado em banquetes do que em grupos de negócio, reflexo dos mercados em que operamos”, realçou a responsável, concretizando que “temos a expectativa de, em 2022, conseguirmos alcançar números próximos dos 60% do volume de negócios de 2019”.

Isabel Tavares apontou ainda que “a nossa oferta foi alterada de acordo com as necessidades de mercado: tivemos de ajustar preços e condições de reserva para grupos, uma vez que o grau de incerteza provocado pela pandemia obrigou a uma flexibilidade necessária para garantir confiança e fidelização dos clientes”.

Para 2022, os hotéis Savoy Signature têm perspetivas muito boas, notando-se uma procura acima do que se verificou em 2019.

A Madeira, recorde-se, revelou-se sempre como um destino com elevados padrões e condições no âmbito da segurança e controlo da Covid-19. Acresce a atratividade da região na oferta de condições únicas e instalações diferenciadas para a realização de todo o tipo de eventos. Estes pontos fortes do destino não são alheios ao crescimento do segmento MICE na região como nos hotéis Savoy Signature.

Graça Guimarães, Head of Global Sales do grupo, esclarece que, neste momento “registamos um número significativo de pedidos em opção para o corrente ano, que aguardam confirmação dos nossos clientes. No entanto, temos já vários grupos contratados para 2022 e 2023. Relativamente, a 2019, temos um aumento que ronda os 40% para eventos e conferências nos seis hotéis”, considerou a responsável, acrescentando que “temos já confirmados mais de 50 eventos que variam entre pequenos incentivos organizados para grupos a partir de 20 pessoas até conferências de maior dimensão com 500 participantes que viajarão de vários destinos de todo o mundo”.

Vontade de regressar aos eventos presenciais
Isto porque nota-se uma enorme predisposição e vontade para regressar à organização de eventos presenciais, pelo que “acreditamos que a médio prazo não haverá uma grande mudança no perfil e na forma dos eventos”, até porque “esta é uma área que vive muito do contacto presencial e essa é uma caraterística que se irá manter”, ressalvou Graça Guimarães. Contudo, “acompanhamos a evolução tecnológica em MICE e estamos preparados para todos os desafios neste âmbito”, destacou,

As expectativas do MinorHotels e Resorts em Portugal, pelo feedback que tem tido dos clientes e parceiros, são que a procura por eventos presenciais volte a predominar.

Antecipando o regresso da estabilidade e da confiança, as expectativas para o 2022 são boas para o segmento, tendo a cadeia hoteleira já em carteira um número considerável de eventos confirmados, com maior concentração nos meses de maio, junho e setembro, realçou Hélder Marcelino, director of Sales – Resorts, Portugal – MinorHotels, dando conta da realização de cerca de 20 eventos MICE durante o ano de 2021, concentrados no segundo semestre, e um número superior a 30 adiados para 2022.

“Já se nota uma diferença grande em termos de confirmações e procura”, afirmou Pedro Godinho Lopes, Head of Sales and Marketing do InterContinental Cascais Estoril.

Do que Pedro Godinho Lopes não tem dúvidas é que está a mudar o perfil dos eventos e a forma como se concretizam. Mas não há dúvida que a flexibilidade é o maior desafio.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
Meeting Industry

AHRESP traz tema da digitalização a Lisboa

“Digitalizar sem desumanizar” num setor que é feito de pessoas para pessoas é o mote de mais uma conferência promovida pela AHRESP, que terá lugar no Fórum Picoas, em Lisboa, no próximo dia 27 de maio.

Publituris

A Conferência ‘Transição digital: Digitalizar sem desumanizar’, pretende lembrar, segundo a Associação, que a digitalização é um meio e não um fim em si, e destacar as enormes potencialidades, assim como as tendências da revolução digital no Turismo, mas também avisar para os seus riscos e ajudar a conhecer e desmistificar conceitos e soluções tecnológicas disponíveis.

Na abertura está já garantida a presença de Tiago Quaresma, vice-presidente da AHRESP; Diogo Moura, vereador da Câmara Municipal de Lisboa e Francisco Calheiros, Presidente da Confederação do Turismo Português e ainda de Mário Campolargo, secretário de Estado da Modernização Administrativa, que entrará com uma mensagem à distância.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

Mérida acolhe I Congresso Ibérico Bandeira Azul em Praias do Interior

A cidade espanhola de Mérida acolhe, nos próximos dias 23 e 24 de maio, o I Congresso Ibérico Bandeira Azul em Praias do Interior (I Congreso Ibérico Bandera Azul en Playas Continentales).

Publituris

A segunda edição deste Congresso Ibérico, já tem data e será realizada em Portugal. Irá decorrer nos dias 20 e 21 de abril de 2023.

A iniciativa é organizada pela Direção Geral de Turismo de Espanha e a Associação de Educação Ambiental e do Consumidor (ADEAC), em colaboração com a Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE — Portugal), e contará com a participação de entidades públicas e empresas de Espanha e Portugal.

​O objetivo é trocar experiências relacionadas com a implementação do programa Bandeira Azul em praias do interior. “Sendo Portugal uma referência mundial, pois ocupa o segundo lugar da lista de países com Bandeira Azul neste tipo de praia, é imprescindível dar a conhecer esta realidade, tendo em vista a dinamização e a promoção do potencial turístico no que diz respeito ao turismo aquático”, pode-se ler em informação publicada na página oficial do Turismo de Portugal.

Participam no congresso, segundo a mesma fonte, três municípios portugueses: Macedo de Cavaleiros, Góis e Mértola. Na ocasião, a ABAE irá apresentar o estudo piloto sobre os benefícios económicos, socias e ambientais da Bandeira Azul nas comunidades onde foi implementado intitulado “O Lado Verde da Bandeira Azul”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

Sustentabilidade vai marcar discussão na 103ª Reunião Geral da ETC

A 103.ª Reunião Geral da European Travel Comission (ETC), que vai contar com a participação do presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, na qualidade de líder deste organismo europeu, está marcada para os dias 18 a 20, em Ljubljana, na Eslovénia.

Publituris

Como parte desta reunião geral, a ETC promove um fórum sobre Práticas de Turismo Sustentável, no dia 19 de maio, que contará também com a presença de Luís Araújo, na sessão de abertura.

Este encontro vai examinar as abordagens práticas que mobilizem e auxiliem as empresas do setor do turismo no desenvolvimento de ferramentas conducentes à sustentabilidade e na implementação de planos de descarbonização para o setor, conforme destaca o site oficial do Turismo de Portugal.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

ESG WEEK 2022 de 16 a 20 de maio em Lisboa

A ESG WEEK 2022, iniciativa da APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial, que decorre entre 16 e 20 de maio, em Lisboa, vai promover o debate dos grandes temas da sustentabilidade, enquadrados no domínio ESG – Environmental, Social e Governance.

Publituris

O primeiro dia da ESG WEEK 2022 contará com a presença do ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva e do presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo. Haverá igualmente intervenções de representantes das entidades parceiras, designadamente, do Banco Montepio (Main Sponsor), ISO – International Standard Organization e IPQ – Instituto Português da Qualidade.

O presidente do Turismo de Portugal será Keynote Speaker na abertura da primeira sessão da tarde intitulada ´A inovação como driver para a Economia Circular`, agendada para as 14h30.

Ao longo de uma semana realizam-se 16 conferências, coorganizadas por entidades que se associaram à iniciativa e que evidenciam trabalho efetivo em matéria de Sustentabilidade, onde especialistas nacionais e internacionais, líderes empresariais, representantes da academia, da administração pública e da sociedade civil debatem os grandes temas, enquadrados nos domínios ESG.

O evento é presencial (Atmosfera M – Rua Castilho, 5, em Lisboa), e transmitido via streaming.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.