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Hotelaria

Small Portuguese Hotels com reservas para estadias 7,4% acima de 2021

Com base em dados da semana oito de 2022, a Small Portuguese Hotels acredita num ano de 2022 já muito próximo dos níveis de 2019. Para já, são os meses de julho e agosto que mostram números já acima dos níveis pré-pandémicos.

Victor Jorge
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Small Portuguese Hotels com reservas para estadias 7,4% acima de 2021

Com base em dados da semana oito de 2022, a Small Portuguese Hotels acredita num ano de 2022 já muito próximo dos níveis de 2019. Para já, são os meses de julho e agosto que mostram números já acima dos níveis pré-pandémicos.

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A Small Portuguese Hotels (SPH), marca agregadora que representa mais de 140 hotéis independentes em Portugal, regista, atualmente, um nível de reservas para estadias nas suas unidades, 7,4% superior ao registado em 2021, indicando Pedro Colaço, CEO da SPH, que, relativamente aos meses de julho e agosto de 2022, “esse indicador já está acima de 2019”, respetivamente 17% e 11%.

Num encontro com a imprensa, o responsável pela SPH, projeto desenvolvido pela Great Hotels of the World, adiantou ainda que o mês de dezembro “não foi muito mau”, mas notou-se o “mau-estar por causa da variante Ómicron”.

Com a ocupação a aproximar-se de 2019, os dados mostram que a média nacional está nos 84%, na semana 8 de 2022 (12 a 19 de fevereiro) face ao mesmo período de 2019, com os indicadores a revelarem que no caso das unidades da SPH essa ocupação ronda os 92% no período indicado. “Certo é que o valo das estadias na semana 8 de 2022 já foi melhor que na mesma semana em 2019, o que é promissor”, admitiu Pedro Colaço.

Salientando que o fator preço é “fundamental”, o executivo da SPH mostrou que o preço médio das estadias aumentou face a 2019, “com as nossas unidades em vantagem face ao constatado na média nacional”. “As pessoas estão dispostas a gastar mais, a ter os seus pequenos luxos, depois de dois anos de restrições e, fundamentalmente, de poupança”, avançou Pedro Colaço.

Se no caso da média nacional, os indicadores dos preços mostram uma subida de 22% para o 1.º trimestre, de 37% para o 2.º, +37% para o 3.º e, finalmente, +68% para os últimos três meses do ano, no caso da SPH, essas subidas são de 13%, 11%, 14% e 41%, respetivamente.

Mercado português subaproveitado
No que diz respeito às nacionalidades dos hóspedes das 140 unidades dos SPH, Pedro Colaço salienta a importância que o mercado interno teve durante a pandemia, “foco para manter em 2022”, admitindo que “os portugueses descobriram coisas muitos bonitas em Portugal”, e que “ainda existe um nicho para descobrir a nível interno”, dado que o mercado nacional estava e “está subaproveitado”.

Esta constatação foi corroborada por Ingrid Koeck, partner dos Torel Boutiques Hotels, confirmando que, por exemplo, o Torel Palace de Lisboa “teve o melhor mês de fevereiro de sempre”. Aproveitando a presença da imprensa, Koeck avançou que o grupo está a renovar um 3.º prédio em Lisboa para abrir no início de 2023, juntando mais 11 quartos aos existentes. Prometido está, igualmente, um “upgrade” no Porto, com a ideia de transformar a oferta em “city resorts” ou “urban resorts”, deixando a certeza de que, em breve, haverá novidades para “o Douro e Açores”.

Voltando aos turistas, Pedro Colaço avançou que as regiões do Norte e Alentejo estão acima dos níveis de 2019, notando-se uma aceleração em Lisboa, mas com o Algarve e a Madeira a registarem “algumas dificuldades”.

Mas se o mercado nacional mostra uma “boa performance, acima de 2019 desde o início do ano”, o mercado internacional “cresceu exponencialmente nas últimas semanas”, com destaque para a Alemanha, França, Dinamarca e Países Baixos, com números acima dos registados em período pré-pandemia, com Espanha e Brasil ainda abaixo de 2019.

Com taxas de cancelamento baixíssimas, tanto Pedro Colaço como Ingrid Koeck admitem que os hoteleiros “estão confiantes” e que se estão a verificar mais reservas por meio de agências, confirmando que os clientes querem “confiança e segurança”.

Pessoas: “um novo luxo”
Com foco no novo paradigma que se irá viver no setor da hospitalidade, a partner dos hotéis Torel, frisou que “a pandemia colocou-nos mais próximos dos clientes”, admitindo que “voltou-se às origens na comunicação com os hóspedes”.

Para Pedro Colaço, a questão dos recursos humanos é “vital” para o setor, mas reconhece que “as pessoas serão um luxo que deverão estar mais presentes nos hotéis diferenciados”. Ou seja, “a indústria vai saber funcionar com menos pessoas”, referindo que “não vai haver dificuldades em contratar pessoas qualificadas. A dificuldade vai estar em encontrar quadros médios ou baixos”.

Certeza por parte do CEO da SPH existe, igualmente, quanto aos “investimentos no setor da hotelaria que estão a ser repensados, tendo em conta este novo paradigma de necessidade, exigência e vontade de se gastar mais, mas com maior consciência e qualidade”.

Denominando esta nova realidade de “luxo consciente”, Colaço afirmou, ainda, que a sustentabilidade irá ter um papel “essencial”, muito em função das novas gerações (Millennials) e tecnologia a utilizar na hotelaria que “não irá substituir as pessoas, mas sim facilitar e ajudar. No fundo, será um ad-on”.

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OE2023: AHRESP apresenta 25 propostas ao Governo para “salvaguardar as empresas”

A aplicação temporária da taxa reduzida do IVA nos serviços de alimentação e bebidas é uma das medidas apresentada pela associação.

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Dada a aproximação da apresentação do Orçamento de Estado para 2023 (OE2023), a 10 de outubro, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) propôs ao Governo 25 medidas “para salvaguardar as empresas e contribuir para o fortalecimento da economia portuguesa”, conforme se pode ler em comunicado enviado às redações.

As medidas propostas incidem em cinco eixos estratégicos: fiscalidade, capitalização das empresas, incentivo ao consumo, apoio ao investimento e qualificação e dignificação do emprego, sendo que o documento com a enumeração de todas as propostas encontra-se disponível para consulta no website da AHRESP.

Destas, a associação destaca quatro medidas que considera prioritárias: a aplicação temporária da taxa reduzida do IVA nos serviços de alimentação e bebidas; instrumentos de apoio à capitalização das empresas; apoios ao investimento na eficiência energética e na transição digital e mecanismos/plataformas que apoiem e facilitem a contratação de trabalhadores, nomeadamente a contratação organizada de imigrantes.

“A AHRESP considera que é essencial a inclusão de medidas ambiciosas e significativas para as empresas e para as famílias, de forma a minimizar o impacto da inflação e do aumento dos custos da energia e dos combustíveis”.

Como prosseguem em comunicado, a associação aponta que apesar “do pico da atividade dos meses de verão, as margens de negócios estão completamente esmagadas – os custos energéticos aumentaram 24% e os produtos alimentares 15,4%, enquanto na restauração e similares os preços aumentaram 4.5%”. Apoiando-se nestes dados do INE, a AHRESP conclui que “a grande maioria das empresas optou por absorver uma parte desse aumento de custos para não lesar em demasia os seus clientes, pelo que as margens estão no seu limite”.

Neste contexto, a associação alega que é “imperioso” proteger “o poder de compra dos consumidores, mas também a tesouraria das empresas, que ainda não retomaram os níveis pré-pandemia e são agora sujeitas a um novo contexto de adversidade económica e financeira”.

Numa nota final, a AHRESP defende que “o OE2023 deverá ser um instrumento determinante na defesa das atividades económicas do Canal HORECA, pois só assim será possível garantir que o contributo dado pelo Turismo para a recuperação económica pós-pandemia não tenha sido em vão, assegurando-se a sustentabilidade dos negócios e a manutenção dos postos de trabalho”.

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Vila Galé adere às magic boxes da Too Good To Go

A Vila Galé acaba de aderir às denominadas magic boxes da Too Good To Go, a app que permite aproveitar o excedente alimentar de diferentes estabelecimentos aderentes, a preços reduzidos.

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Nesta fase, a cadeia disponibiliza cabazes de pequeno-almoço por 2,99€ nos hotéis em Lisboa, Porto e Algarve, que incluem duas peças de padaria, uma porção de mini salsicha e três minipeças de pastelaria. E podem ser recolhidas todos os dias nessas unidades, entre as 11h00 e as 12h30.

A magic box de brunch é outra das opções. Está disponível aos domingos e pode ser levantada no Vila Galé Porto Ribeira (Porto) ou no Vila Galé Ópera (Lisboa). Custa 3,99€, oferecendo dois mini salgados e uma porção de arroz de pato ou de bacalhau com natas.

Nas unidades do Algarve – Vila Galé Lagos, Vila Galé Náutico (Armação de Pêra) e Vila Galé Cerro Alagoa (Albufeira) – é ainda possível encomendar almoço e jantar por 4,99€. Estas magic boxes contêm duas peças de padaria, uma sopa ou uma salada, um prato do dia e uma sobremesa.

Refira-se que, em abril, a Vila Galé lançou uma experiência piloto no hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa, que permitiu salvar 80 pequenos-almoços e 27 brunches em cinco meses. O sucesso desta iniciativa, conforme indica o grupo hoteleiro, motivou o alargamento da parceria com a Too Good to Go a mais unidades em todo o país.

Reduzir o desperdício de alimentos é uma das principais preocupações e um dos grandes objetivos da estratégia de sustentabilidade da Vila Galé, realça Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do grupo, para acrescentar que “estamos empenhados em diminuir a nossa pegada e por isso procuramos controlar a produção de modo a garantir apenas as quantidades necessárias para cada refeição.

Também, disse o executivo: “Damos preferência a fornecedores locais e aos produtos da época, e temos vindo a reduzir a oferta de proteína animal nos nossos restaurantes, aumentando as propostas vegetarianas e veganas”.

Para comprar as magic boxes, basta fazer o download grátis da app da Too Good to Go, através da qual se processa também o pagamento. O levantamento é feito no ponto de recolha selecionado pelo utilizador.

 

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Tivoli Hotels & Resorts marca presença em Espanha com novo resort

A unidade localizada em Tenerife representa a estreia da marca Tivoli Hotels & Resorts em Espanha e será apresentada na primavera do próximo ano.

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A Tivoli Hotels & Resorts estreia a sua marca em Espanha com a aquisição do hotel La Caleta Resort, situado na Costa Adeje, em Tenerife. A unidade, que anteriormente operava sob a marca Sheraton, vai ser apresentada como Tivoli La Caleta Resort na primavera do próximo ano, conforme adiantado em comunicado.

Neste momento, o resort encontra-se fechado para obras, prevendo-se que reabra com 284 quartos, nos quais estão incluídas 20 suítes. Das restantes valências farão parte quatro restaurantes, dois bares e dez salas de reuniões, além de três piscinas, ginásio, campos de ténis e padel. A propriedade também passará a incluir um Anantara Spa.

Em comunicado, a marca adianta ainda que o Tivoli La Caleta Resort prestará “uma nova oferta de serviços”, atribuindo um “papel de destaque à gastronomia para a experiência do cliente”. Desta forma, a unidade vai manter a parceria com Olivier da Costa “para o desenvolvimento e implementação de novos conceitos de restauração que o hotel irá oferecer”.

O primeiro conceito será o espaço de restauração Yakuza, especializado em comida de fusão entre o Oriente e o Ocidente, ao qual se junta o Guilty, com uma oferta ‘casual food’. O último dos conceitos será o Clássico Beach Club, um ponto de encontro debaixo do sol quente das Canárias, cuja carta incluirá na sua carta alguns dos pratos mais conhecidos da gastronomia da ilha.

Com um portfólio de 16 propriedades em quatro países, a marca Tivoli Hotels & Resorts é propriedade da Minor Hotels e gerida pelo NH Hotel Group na Europa. Com uma história que remonta a 1933 em Lisboa, a Tivoli Hotels & Resorts cresceu de Portugal para o Brasil e do Qatar para a China, expandindo agora a sua presença na Europa com a primeira abertura em Espanha.

A aposta no Tivoli La Caleta Resort vem no seguimento da pretensão da Tivoli Hotels & Resorts “liderar o crescimento do NH Hotel Group com novos resorts nos melhores destinos de férias do sul da Europa”, como indicam em nota de imprensa.

Ramón Aragonés, CEO do NH Hotel Group, destaca esta operação como um importante salto qualitativo para a marca Tivoli e para a empresa como um todo.

“Durante este ano, o compromisso combinado e simultâneo entre os destinos de lazer e os destinos de viagens de negócios fortaleceu a capacidade de recuperação do NH Hotel Group. A entrada da Tivoli Hotels & Resorts em Espanha, com um resort tão emblemático como o La Caleta em Tenerife, permite-nos dar um passo estratégico. No futuro, será uma prioridade para nós expandir a presença da marca através de resorts de elevada qualidade”, declara o CEO em comunicado.

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Hotéis Heritage Lisboa incluídos nos “Historic Hotels Worldwide”

As cinco unidades históricas pertencentes aos Hotéis Heritage Lisboa passam a fazer parte do programa oficial do National Trust for Historic Preservation, “Historic Hotels Worldwide”.

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As cinco unidades históricas pertencentes aos Hoteis Heritage Lisboa – As Janelas Verdes, Heritage Avenida Liberdade, Hotel Britania Art Deco, Hotel Lisboa Plaza e Solar do Castelo – foram incluídos no Historic Hotels Worldwide, programa oficial do National Trust for Historic Preservation (Estados Unidos da América) para reconhecer e celebrar os melhores hotéis históricos em todo o mundo.

Historic Hotels Worldwide promove o património e as viagens culturais apresentando uma prestigiosa coleção de tesouros históricos, incluindo hotéis historicamente relevantes e outros hotéis icónicos e lendários que abrangem mais de 10 séculos.

Em comunicado, Lawrence P. Horwitz, vice-presidente executivo da Historic Hotels of America e da Historic Hotels Worldwide, diz estar “muito satisfeito em introduzir os cinco hotéis históricos dos Hoteis Heritage Lisboa nos Historic Hotels Worldwide”.

De referir que a associação Historic Hotels Worldwide é exclusiva para hotéis e resorts historicamente relevantes que estejam em edifícios com pelo menos 75 anos de idade.

Como uma coleção diversificada e de prestígio, cada hotel empossado deve possuir uma ou mais das seguintes qualidades: serviu como antiga casa, ou está localizado no terreno da antiga casa, de pessoas famosas, ou é um importante local para um evento na história; está localizado em ou a uma curta distância de um distrito histórico, marco histórico significativo, local de um evento histórico ou centro histórico da cidade; foi reconhecido por uma organização local de preservação ou por um fundo nacional; e exibe recordações históricas, obras de arte, fotografias ou outros exemplos de seu significado histórico.

Os Hoteis Heritage Lisboa foram criados com a ideia de promover hotéis históricos que reflitam o património, as tradições históricas e a cultura de Portugal e Lisboa.

Instalados em palacetes e pequenos edifícios históricos localizados no centro histórico de Lisboa, estes pequenos hotéis oferecem, segundo refere a cadeia, “um ambiente romântico e acolhedor”, salientando ainda que este equilíbrio especial foi conseguido entre “as tradições locais e o conforto atual, criando assim uma alternativa autêntica aos hotéis de luxo formais. A localização dos hotéis no centro histórico de Lisboa facilita o contacto imediato com os aspetos mais genuínos da cidade, desde os seus monumentos às suas gentes”.

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Carlos Moura: Pacote de medidas é “absolutamente insuficiente” para o Turismo

A menos de um mês do próximo congresso da AHRESP, que se realiza de 14 a 15 de outubro em Coimbra, o presidente desta entidade, Carlos Moura, declara em conferência de imprensa que o evento servirá para “mobilizar e chamar a atenção para quem nos governa da importância e sensibilidade dos tecidos empresariais” representados pela associação.

Carla_Nunes

Sob o mote “Sustentabilidade: utopia ou sobrevivência?”, o próximo congresso da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) surge num momento “muito oportuno”.

Quem o afirma é Carlos Moura, presidente da entidade, que espera que a realização do evento a 14 e 15 de outubro, numa altura coincidente como a discussão do Orçamento do Estado, possa servir para “reforçar as propostas” que a associação tem estipuladas para apresentar ao Governo. Ao todo serão 27 medidas, que a AHRESP não quis desvendar para já, mas assegura adiantar ainda no final desta semana.

Das conclusões deste congresso espera-se reforçar o “argumentário” para as propostas previstas pela associação, já que esta considera que, apesar do pacote de medidas anunciado ser “bom” – como Carlos Moura afirmou, “tudo o que é superior a zero é bom e aplaudimos” – as medidas são consideradas “absolutamente insuficientes” para o Turismo.

“Temos a certeza que o Governo não vai deixar de olhar para as propostas que vamos apresentar e para as medidas que vão reconhecer e verificar como absolutamente necessárias. Porque o país precisa de mais economia”, afirma.

Em conferência de imprensa, o presidente da associação sublinha que apesar de se pensar que “as boas receitas que tivemos durante o período de verão correspondem ao que se obtém no bottom line das companhias, a margem não corresponde àquilo que são as boas receitas, o bom encaixe daquilo que se vendeu”.

Para o justificar, Carlos Moura recorre aos dados do INE relativamente ao preço das matérias-primas alimentares, nas quais se verificou 15,4% de inflação em agosto, bem como os custos de energia – que “triplicaram” nas organizações representadas pela AHRESP – e o custo dos combustíveis, que afeta os transportes.

Referindo-se ao tema do próximo congresso, Carlos Moura explica terem escolhido o formato em sessões paralelas “para dar voz e oportunidade de tratar um tema que hoje é moda, mas não para a AHRESP”. Domínios como a sustentabilidade económica, financeira, laboral e digital fazem parte do programa, sem esquecer a questão dos recursos humanos, também debatida em conferência de imprensa.

Carlos Moura frisa que o setor “não tem gente para trabalhar”, algo que não atribui aos “salários baixos”, já que considera que o setor “paga relativamente bem”, dependendo das regiões. De acordo com o profissional, a escassez resulta de dois ou três epifenómenos: a transferência de pessoas para outras atividades económicas e o regresso dos imigrantes aos países de origens.

Para resolver a questão, a associação declara que tem preparado um programa para “a captação de imigração organizada”, no entanto, adianta apenas que esta será anunciada publicamente, sem esclarecer os moldes do mesmo.

“Devíamos cuidar de evitar que se sucedessem casos como os de Odemira. Queremos ter emigração com contratos de trabalho de média a longa duração”, termina.

Região Centro procura ser “cada vez mais competitiva” em MICE

Sobre o congresso, que terá lugar no Convento de São Francisco, Pedro Machado, presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal (TCP), “saúda a escolha” da localização do evento, que afirma preencher um dos grandes objetivos da entidade de ser cada vez mais competitiva “na captação de grandes eventos e congressos”.

Já quanto ao tema do congresso, Pedro Machado assegura que este “não podia estar mais na agenda”, dados os recentes acontecimentos na região centro, “fustigada” por incêndios e enxurradas.

“Hoje percebemos que no nosso caso temos preocupações acrescidas com a sustentabilidade ambiental, seguramente com a sustentabilidade económica, mas há uma outra componente que é a sustentabilidade social”, defende Pedro Machado, que explica que atualmente “já não discutimos o overturing, o grau de saturação dos territórios”, mas sim “o grau de satisfação que as comunidades que recebem turistas podem ter com este setor”.

Nesse sentido, o presidente da TCP afirmou que se encontram a “estruturar novos produtos turísticos que possam ancorar e distribuir a procura, para que possa acontecer em territórios menos prováveis”. Destes enumera produtos na área do Ecoturismo, Enoturismo e Turismo Industrial.

Também na senda de novos produtos turísticos, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva, declarou que procuram “fazer uma grande aposta no turismo”, razão pela qual criaram “uma divisão dedicada ao turismo na nova estrutura flexível da câmara”, que será “exclusivamente dedicada a uma estratégia multifacetada turística para Coimbra e a sua região”.

“Temos um imenso potencial turístico em Coimbra, não só em termos da universidade e património mundial da Unesco, mas também das características medievais que se mantêm na Baixa e na Alta de Coimbra. [Temos ainda] um grande potencial religioso: foi em Coimbra que Santo António se fez franciscano, temos a nossa padroeira, a rainha santa, [sem esquecer que] foi em Coimbra, no Carmelo, que faleceu a irmã Lúcia”, argumenta.

AHRESP almeja Guia Michelin Portugal

Numa nota final sobre o congresso, Carlos Moura aponta para um painel que “apesar de parecer desalinhado com o fio condutor” do evento, está relacionado com “a sustentabilidade gastronómica do país”.

Na sessão TASCA – Identidade internacional da restauração portuguesa, a AHRESP propõe colocar na mesa a hipótese de atribuir uma identificação universal em gastronomia a Portugal.

“Os espanhóis têm ‘la bodega’, os italianos ‘la trattoria’, porque não havemos de ter ‘a tasca’?”, questiona o presidente da associação.

Outro dos objetivos da associação, comunicados na mesma conferência de imprensa, passa pela criação do Guia Michelin Portugal, já que, atualmente, o guia é aplicado à Ibéria: “Isso traduz-se sempre numa subalternização da nossa gastronomia a favor de ‘nuestros hermanos’. Provavelmente esta sessão também é um impulso para que o guia Michelin possa ser de Portugal e não da Ibéria”, atira o diretor.

Na próxima conferência da AHRESP são esperados cerca de mil participantes, resultando “no maior evento associativo empresarial que o país regista nos últimos anos”, de acordo com Carlos Moura.

No decurso do atual mandato, a AHRESP “caminha para 15 mil associados”, registando uma média de 130 novos associados por mês e 70 a 80 saídas.

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AHRESP revela programa do próximo congresso em Coimbra

O congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

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O próximo Congresso da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que decorre de 14 a 15 de outubro no Convento de São Francisco, em Coimbra, já tem um pré-programa definido.

Sob o tema, “Sustentabilidade: utopia ou sobrevivência?”, o congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

A primeira sessão plenária, a cargo de Luís Marques Mendes, abre com o tema “Que conjuntura política e social teremos em 2023?”. Já a segunda sessão plenária vai consistir numa conversa entre a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, com as jornalistas Rosário Lira e Rosália Amorim, que serão também moderadoras em várias sessões paralelas.

De destacar ainda a sessão de abertura, que conta com a presença de Carlos Moura, presidente da direção da AHRESP, Pedro Machado, presidente da Turismo do Centro de Portugal, António Costa e Silva, ministro da Economia e do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. A sessão de encerramento, onde serão lidas as conclusões do congresso, ficará a cargo da Secretária de Estado do Turismo, Congresso e Serviços, Rita Marques.

Ao longo dos dois dias de congresso, as sessões paralelas tratarão temas como o futuro das acessibilidades em Portugal, a sustentabilidade económica e ambiental, a influência do digital na vida das empresas, entre outros assuntos, que podem ser consultados no programa disponível no website da AHRESP.

“O Congresso AHRESP surge no momento em que a recessão bate à porta da Europa, o que pode não deixar ninguém imune – nenhum país e nenhuma atividade – nem mesmo aquela que teve indesmentível recuperação no verão, mas insuficiente para fazer face aos desafios que se colocam à economia nacional como um todo e, em casos muito concretos, aos diversos setores da atividade turística”, refere a associação em comunicado.

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MS Vila Nova lança campanha de outono

O MS Vila Nova, hotel localizado no centro histórico de Ponta Delgada (Açores), acaba de lançar uma campanha especial de outono
com preços a partir de 60 euros em quarto duplo.

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Este três estrelas do Grupo My Story Hotels tem vista para o Oceano Atlântico, e é considerado ponto de partida ideal para visitar a Ilha de São Miguel.

Amplos quartos e áreas de estar, piscina com serviço de bar, jogos de mesa e snooker, canais de acesso a todos os desportos, estacionamento privado, aluguer de bicicletas, são alguns dos muitos serviços ao dispor dos hóspedes desta unidade hoteleira.

O pequeno-almoço buffet é rico de cores e sabores, bem como o brunch, aos domingos, e as refeições podem ser servidas no restaurante ou na esplanada junto à piscina. Ao jantar há opção de serviço buffet.

 

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4º “Be Our Guest” da ADHP vai contar com António Marto

O presidente da Associação Fórum Turismo, António Marto, vai ser orador principal da quarta conversa online da ADHP, no dia 26 de setembro com o tema “Check-in às novas gerações”.

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As inscrições para participar neste “Be Our Guest”, que se inicia às 19 horas na plataforma Zoom, já se encontram abertas. A moderação ficará a cargo de António Melo, dirigente da ADHP, docente universitário e coordenador do mestrado em Direção Hoteleira no Instituto Politécnico do Porto.

O mais recente projeto da ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal promove conversas informais com diretores de hotéis e nomes de referência no turismo sobre as suas experiências profissionais, a hotelaria e o setor turístico. As conversas decorrem sempre nas últimas segundas-feiras de cada mês, às 19h.

 

 

 

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Rentabilidade dos hotéis na Europa recupera os níveis pré-Covid

As tarifas de quarto mais altas neste verão permitiram que os hotéis nas principais cidades da Europa superassem os níveis de lucro pré-Covid, de acordo com os dados mais recentes do analista do setor STR.

Embora as ocupações em toda a Europa permaneçam cerca de 10% mais baixas do que antes da Covid, as tarifas médias dos quartos aumentaram 27% em relação aos níveis de 2019 devido à forte procura.

Os hotéis em Berlim foram os que mais se beneficiaram de um aumento nos negócios no verão, com lucro operacional bruto por quarto disponível (GOPPAR) atingindo os 334,32 dólares em julho, um aumento de 83% em comparação com o mesmo mês de 2019.

Outras cidades europeias que registaram lucros mais altos incluem Paris, onde os hotéis alcançaram um GOPPAR de 312,64 dólares em julho, enquanto Londres teve um nível de lucro de 172,11 dólares por quarto e os hotéis de Amesterdão tiveram um lucro médio de 97,65 dólares, ambos cerca de 5% acima dos números de julho de 2019.

No mês analisado pela STR, Londres e Paris relataram ocupação de 85%, quase o dobro do ano anterior. Embora as ocupações tenham aumentado, foram as tarifas dos quartos que foram o principal fator de recuperação. Atenas, Edimburgo e Roma também tiveram desempenhos de destaque em julho.

A empresa de gestão de viagens CWT previu que as tarifas globais de quartos provavelmente continuarão a subir ao longo do ano e até 2023, à medida que a recuperação continua.

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Sandra Colaço assume direção de vendas e marketing do InterContinental Lisbon

Sandra Colaço conta com mais de 20 anos de experiência no setor da hotelaria, tendo já passado por marcas como a Le Meridien e a Tiara Hotels & Resorts. 

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O InterContinental Lisbon tem uma nova diretora de vendas e marketing, cargo que passou a ser desempenhado por Sandra Colaço, profissional que conta com mais de 20 anos de experiência no setor da hotelaria.

Num comunicado divulgado esta quinta-feira, 15 de setembro, o IHG – InterContinental Hotels Group avança que Sandra Colaço, que assumiu as novas funções este mês de setembro, é licenciada em Gestão de Hotelaria pela Universidade Internacional e conta com um bacharelato em Turismo.

A nova diretora de vendas e marketing do InterContinental Lisbon iniciou a sua carreira profissional como promotora de vendas, tendo passado por cargos de chefia de grupos, assistente de direção comercial e diretora de vendas.

Nos últimos oito anos, Sandra Colaço já desempenhava funções no grupo de hotelaria onde assume agora o novo desafio e, ao longo da sua carreira profissional, passou também por outras marcas bem conhecidas de hotelaria como Le Meridien e Tiara Hotels & Resorts.

“Estou muito orgulhosa com o reconhecimento do meu trabalho e vou abraçar este novo desafio com o entusiamo e profissionalismo que sempre me caraterizaram enquanto profissional”, afirma Sandra Colaço, que se mostra otimista quanto ao futuro do turismo e da hotelaria.

 

 

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