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Tecnologia

“O turismo é o exemplo prático de uma área de negócio em constante evolução”

Com diversas soluções implementadas no setor do turismo ao longo destes (quase) dois anos de pandemia, Filipe Machado, Sales & Marketing Manager da Optigest, admite que “grande parte dos processos de aceleração digital trazem aumentos de produtividade significativos”.

Victor Jorge
Tecnologia

“O turismo é o exemplo prático de uma área de negócio em constante evolução”

Com diversas soluções implementadas no setor do turismo ao longo destes (quase) dois anos de pandemia, Filipe Machado, Sales & Marketing Manager da Optigest, admite que “grande parte dos processos de aceleração digital trazem aumentos de produtividade significativos”.

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A necessidade rápida de reinventar negócios, readaptar operações e estratégias ou dar respostas a uma nova realidade foi transversal a diversos setores de atividade. O turismo teve de acelerar (ainda mais) processos, de forma a evitar maior descalabro e conseguir transmitir confiança a quem queria, quer e continuará a queres viajar. Filipe Machado, Sales & Marketing Manager da Optigest, dá a sua visão relativamente a este “novo” advento” digital.

A pandemia veio acelerar a transição digital nas mais diversas áreas e setores. Quais foram a maiores exigências e necessidades a nível global?
Desde há algumas décadas, a tecnologia tem vindo a tornar-se fundamental nos negócios e a pandemia fez com que houvesse uma aceleração na necessidade de digitalizar vários processos.

Sentimos que estes dois anos de pandemia se traduziram em cinco ou seis anos de crescimento de inovação tecnológica. Ou seja, algo que, como software house, prevíamos que fosse um futuro a médio prazo, realizou-se num curto espaço de tempo.

E no setor do turismo? Quais foram as prioridades tecnológicas mais relevantes? Quais as maiores dificuldades, exigências, necessidades e implementações?
O turismo sendo uma das áreas mais atingidas pela pandemia, foi sem dúvida imperativo a sua digitalização, desde a possibilidade de oferecer todos os serviços que até então eram comercializados localmente, ao cliente digital através de lojas online, bem como a digitalização e agilização dos processos de check-in em unidades de alojamento e pagamentos à distância.

As adversidades desta digitalização de processos foi sem dúvida o timing, uma vez que a cada dia as restrições e medidas de segurança aumentavam, tínhamos de estar à altura de corresponder às necessidades e acompanhar as exigências do mercado.

Houve empresas do setor do turismo mais preparados do que outras?
Creio que nenhuma empresa estava preparada, pelo menos a 100%. Na nossa ótica, o que notámos foi a rapidez na adaptação e na modernização por parte do tecido empresarial nacional. No nosso ponto de vista, a preparação é fruto do conhecimento, da antecipação e de analise constante ao mercado. O turismo é o exemplo prático de uma área de negócio em constante evolução, pelas suas diversas áreas, e como parceiros tecnológicos temos de estar atentos e antecipar as necessidades dos nossos clientes e não esperar que as necessidades surjam.

Nesta fase, a tecnologia ou aceleração digital é vista (ainda) como um custo ou como um investimento?
Nesta fase, sem dúvida que a tecnologia é vista como um investimento. A grande parte dos processos de aceleração digital trazem aumentos de produtividade significativos que cobrem o valor do investimento e garantem o seu retorno em poucos meses.

É cada vez mais habitual vermos as empresas terem rubricas avultadas do orçamento especificas para investimentos em tecnologia e digitalização de processos.

As soluções implementadas pelos stakeholders do turismo em Portugal foram de índole interna, para melhorar processos internos, ou de índole externa, para melhorar atendimento ou experiências ao cliente?
Um pouco de ambas, houve uma enorme necessidade de melhorar a experiência e o contacto com o cliente, mas para que isso fosse possível, as soluções internas tiveram de sofrer uma agilização e, na minha opinião, creio que só funcionam se ambas forem trabalhadas em conjunto.

A realidade digital ou tecnológica no setor do turismo em Portugal difere muito da realidade, necessidades ou exigências a nível internacional, nomeadamente, na Europa?
Creio que atualmente, o turismo em Portugal possui ferramentas tão fortes ou até melhores que os restantes países da Europa. Sendo um país que tem, segundo dados da WTTC de 2018, um contributo de 19,1% para o PIB, é sinonimo não só dos excelentes profissionais da área, mas também da realidade tecnologia que os acompanha.

As pessoas estão preparadas para esta nova realidade mais tecnológica e digital? É preciso apostar em novas soft/hard skills?
A preparação é constante, especialmente com a rapidez a que a tecnologia evolui, o que hoje é a realidade, amanhã é obsoleto. A formação pessoal, nas empresas e a formação académica das novas gerações é importante para que os profissionais da área estejam mais preparados para as exigências do mercado.

Cada vez mais vemos uma nova geração de profissionais muito bem preparada a nível tecnológico que compreendem a importância dos novos canais de comunicação na captação das também novas gerações de viajantes.

A adaptação ou implementação de novas tecnologias afasta a componente humana, tantas vezes considerada a “mais-valia” no turismo? Como contornar esta possível contrariedade? Ou não deverá ser tida como contrariedade?
O contacto com o cliente e a vertente humana é, sem dúvida, essencial, especialmente na área do turismo e nós, enquanto portugueses, a arte de bem receber é algo que nos distingue. Devemos sem dúvida nos digitalizar e ter a tecnologia como um aliado forte e não como substituto da nossa humanidade.

Se tivesse de indicar três pontos essenciais para esta transformação tecnológica, digitalização ou transição digital, quais seriam?
O mundo hoje gira a uma velocidade muito superior ao que acontecia noutros tempos. Neste sentido um dos pontos essenciais para a transformação tecnológica é que a mesma é uma tarefa continua que deve ser pensada, repensada e adaptada todos os anos.

Esta velocidade de adaptação carece de recursos humanos preparados, qualificados e recetivos a adaptações pelos diversos motivos, como são exemplo a produtividade e a qualidade.

Por último destacamos o sentido de cliente, o nunca esquecer que as empresas de turismo existem para servir um cliente e a transformação tecnológica deve ter sempre como finalidade a melhoria do produtivo final, o serviço turístico.

O mais correto é falar de transformação tecnológica, digitalização ou transição digital do setor do turismo?
O mais assertivo será a transição digital, uma vez que a transformação tecnológica começou há 30 anos e a geração atual, apelidada de “geração Z”, tem como características a compreensão tecnológica e a abertura social à tecnologia.

O turismo é uma das áreas onde a tecnologia se tornou uma necessidade desde muito cedo, comparando com outras áreas. Logo, a transição digital mantém uma organização responsiva às constantes mudanças no mercado.

Principais soluções implementadas pela Optigest:

  • Optitravel – Gestão de Agências de Viagens
  • Optiweb – Portal de Viagens Online
  • Optitour – Gestão de Operador
  • Optihotel – Gestão de Unidades de Alojamento

 

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Turismo

Nuno Fazenda de Almeida substitui Rita Marques na Secretaria de Estado do Turismo, Comércio e Serviços

Nuno Jorge Cardona Fazenda de Almeida substitui Rita Marques à frente da Secretaria de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, estando a tomada de posse marcada para 2 de dezembro.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, aceitou esta terça-feira, 29 de novembro, as propostas do primeiro-ministro de exoneração de três secretários de Estado: dos Assuntos Fiscais, da Economia, e do Turismo, Comércio e Serviços.

Rita Marques deixa, assim, a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), cargo que ocupava desde outubro de 2019, sendo substituída por Nuno Jorge Cardona Fazenda de Almeida.

O novo secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços tem uma licenciatura em Turismo, um Mestrado em Gestão e Políticas Ambientais e um doutoramento em Planeamento Regional e Urbano.

Técnico Superior e professor Universitário de profissão, conforme se pode ler na biografia no site do Parlamento, o novo SETCS foi deputado nas XIV e XV legislaturas, pelo círculo de Castelo Branco tendo ocupado o cargo de diretor do Departamento de Gestão de Programas Comunitários no Turismo de Portugal.

Recorde-se que Rita Marques ocupava a Secretaria de Estado do Turismo desde outubro de 2019 (acumulando a partir da tomada de posse do XXIII Governo as pastas do Comércio e Serviços), tendo substituído Ana Mendes Godinho que na altura subiu a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Antes de ocupar o lugar de secretária de Estado do Turismo, Rita Marques era CEO da Portugal Ventures.

Nas restantes secretarias de Estado, António Mendonça Mendes ocupará o cargo de secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, enquanto, Pedro Jorge Cilínio passa a ser o novo secretário de Estado da Economia

A posse dos novos titulares terá lugar na próxima sexta-feira, 2 de dezembro, pelas 12h00, no Palácio de Belém.

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LATAM Boeing 787-9 Dreamliner photographed on May 13, 2016 from Wolfe Air Aviation Learjet 25B.

Transportes

LATAM Airlines lança NDC a partir de 1 de maio de 2023

Novo sistema de distribuição da LATAM Airlines para as agências de viagens entra em vigor a 1 de maio de 2023 e, até lá, decorre um período de transição.

A LATAM Airlines anunciou que, a partir de 1 de maio de 2023, o seu atual modelo de distribuição vai mudar, passando o conteúdo a companhia aérea a ser disponibilizado através do NDC by LATAM, uma nova ferramenta que recorre à tecnologia New Distribution Capability (NDC) para disponibilizar o portefólio da transportadora às agências de viagens.

De acordo com um comunicado da companhia aérea sul-americana, um dos grandes desafios tecnológicos atuais passa por conseguir “entregar conteúdo e serviços de venda e pós-vendas de alta qualidade” através dos canais da LATAM Airlines, pelo que a companhia aérea optou por desenvolver uma solução com base na mesma arquitetura dos seus canais diretos, o NDC by LATAM.

“Apresentamos o NDC by LATAM, uma nova ferramenta que utiliza a tecnologia New Distribution Capability (NDC) que permite acessar o nosso portefólio de produtos ampliados e o melhor conteúdo para agências, sem cobrança adicional na tarifa, com uma experiência única, dinâmica, num só lugar e em tempo real”, explica a LATAM Airlines.

Até 1 de maio de 2023, a LATAM Airlines vai passar por uma fase de transição do modelo de distribuição, período ao longo do qual espera que existam dúvidas por parte das agências de viagens, convidando, por isso, os agentes a contactarem a companhia aérea para esclarecer todos os detalhes.

“Estamos seguros que esta nova ferramenta nos levará a uma nova forma de acesso ao nosso conteúdo mediante a qual poderemos alcançar os nossos objetivos”, reafirma a LATAM Airlines, que remete mais detalhes sobre a mudança para uma data posterior e mais próxima do dia 1 de maio de 2023.

Até lá, os agentes de viagens podem ficar a conhecer melhor o novo NDC by LATAM através do site da companhia aérea para o trade, disponível aqui, ou através de contacto direto com o seu responsável de vendas.

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Destinos

WTTC revela que viagens internacionais estão no pico mais alto desde o início da pandemia

Os australianos aparecem como os turistas mais gastadores, sendo que o estudo do WTTC aponta para viajantes cada vez mais social e ambientalmente responsáveis.

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Aproveitando a abertura da 22.ª edição do Global Summit, em Riade (Arábia Saudita), o World Travel & Tourism Council (WTTC) revela que as viagens internacionais estão no pico mais alto desde o início da pandemia.

Segundo os dados, mais de um quarto (27%) dos consumidores prevê realizar três ou mais viagens em 2023, com os australianos a liderarem este ranking em termos de gastos, destacando-se, igualmente, os viajantes do Canadá, Arábia Saudita e Filipinas.

Este novo estudo, realizado junto de 26.000 consumidores em 25 países pelo YouGov para o WTTC, analisa o interesse pelas viagens internacionais, indicando que 63% dos inquiridos planeiam efetuar uma viagem nos próximos 12 meses.

O estudo revela que o interesse por viagens não mostra sinais de desaceleração, com a Arábia Saudita a aparecer destacada no que diz respeito à atratividade e impressão positiva num destino que continua a crescer, registando as pontuações mais altas relativamente a todos os países da região do Golfo, a par da Índia, Malásia e Tailândia.

Julia Simpson, president e CEO do WTTC, refere que os resultados do estudo mostram, igualmente, “a crescente importância das viagens sustentáveis entre os consumidores”.

Quase dois terços dos entrevistados (61%) afirmaram preferir marcas e destinos mais sustentáveis, enquanto quase metade (45%) admitiu só gastar dinheiro com marcas social e ambientalmente responsáveis.

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Meeting Industry

Filme promocional do TPNP ganha prémio de melhor filme de Turismo do mundo

Esta é a primeira vez que Portugal arrecada este prémio. “The Majestic Adventures of Ofelia de Souza” ficou em primeiro lugar, num circuito onde concorreu com 34 outros filmes promocionais estrangeiros, na categoria “Tourism Products”.

Victor Jorge

O filme promocional do Turismo do Porto e Norte de Portugal “The Majestic Adventures of Ofelia de Souza”, para o segmento de Meeting & Industry, ganhou o título de World’s Best Tourism Film, na categoria “Tourism Products”, promovido pelo International Committee of Tourism Film Festivals (CIFFT).

Com a melhor pontuação entre todas as categorias a concurso, “The Majestic Adventures of Ofelia de Souza” ficou em primeiro lugar neste ranking graças aos pontos conquistados na sequência dos prémios recebidos nos dez festivais que compõem o circuito mundial do CIFFT, circuito onde concorreu com 34 outros filmes promocionais estrangeiros, na categoria “Tourism Products”.

Estreado em outubro de 2021, o filme, com pouco mais de três minutos de duração, tem como estrela principal Ofelia de Souza, uma experiente e extravagante organizadora de eventos e epicurista de 72 anos, que fielmente acompanhada dos seus assistentes (“Ofelier” e “Ofeliette”), partilha dicas e segredos para escolher e aproveitar um dos melhores destinos de turismo de negócios do mundo.

Para Luís Pedro Martins, presidente do TPNP, este “é o corolário de um trabalho incrível de posicionamento da região, que nos permitiu aumentar a nossa notoriedade e posicionamento”, num prémio nunca conquistado por Portugal”.

Presente na cerimónia da 34.ª edição dos World’s Tourism Film Awards, em Valencia (Espanha), Luís Pedro Martins salientou que “esta vitória é mais um incentivo para todos os parceiros do Porto e Norte, que após dois duros anos, com o seu esforço, permitiram o regresso fulminante do setor a valores pré-pandemia”.

Além disso, o presidente do TPNP considera que “os prémios conquistados pelo filme ‘Ofélia de Souza’ comprovam a aposta feita numa comunicação muito disruptiva, criativa, original e de certa forma arriscada, no segmento de Turismo de Negócios, no qual a região tem um potencial muito elevado quer pela qualidade dos espaços aqui existentes, quer pela oferta existente na vertente social no pré e pós-eventos”.

O sucesso do filme começou, em março deste ano, no Japan World’s Tourism Film Festival, onde o filme conquistou o Grand Prix do festival e o primeiro lugar na categoria “Tourism Products”. Seguiram-se as vitórias no New York Festivals TV & Film Awards, em abril, onde conquistou o Gold Trophy, na categoria “Corporate Image – Tourism”, e em Cape Town, no International Tourism Film Festival Africa, em maio, onde recebeu o Grand Prix, na categoria “Tourism International” e o Gold Award em “Tourism Products”.

Em setembro, o filme foi um dos vencedores do Terres Travel Festival, em Barcelona, tendo recebido o Gold Award na categoria “Tourism Products – MICE”, e, em outubro, foi premiado nos festivais Zagreb TourFilm Festival, Cannes Corporate Media & TV Awards e ART&TUR – International Tourism Film Festival.

Em Zagreb, o filme levou para casa o prémio de “Best Event Film”; em Cannes o Gold Trophy na categoria “Tourism Products”; e, em Ourém, foi o mais premiado do festival, tendo conquistado o Grand Prix na competição nacional e internacional, o prémio “Best Promotional Film ART&TUR 2022” e o primeiro lugar na categoria “MICE’, também na competição nacional e internacional.

Por fim, no Amorgos Tourism Film Festival, o festival grego que fechou o circuito do CIFFT, o filme promocional do Turismo do Porto e Norte conquistou ainda o segundo prémio na categoria “Tourism Products”.

O presidente do TPNP recorda, em comunicado, que tem sido feita uma aposta “muito forte de promoção da região nos mercados externos e, em particular, nos países emissores que nos são mais próximos e que representam a maior fatia de turistas que visitava a região até ao início de 2020”.

“O trabalho foi muito meritório e os resultados já têm reflexos nos índices de procura da região, tendo fechado o ano com um recorde absoluto de turistas”, sublinha Luís Pedro Martins, recordando que “em 2019 foram contabilizadas quase 11 milhões de dormidas na região, num registo que patenteia um crescimento histórico de 9,7%, o maior a nível nacional”.

Os últimos números indicam que, entre janeiro e setembro de 2022, “já ultrapassámos o número de hóspedes de 2019, em 2,4%. E mesmo em termos de dormidas, tendo em conta que nos primeiros três meses de 2022 o número de turistas no país ainda era muito reduzido, devido às restrições impostas pela pandemia, os dados são muito animadores”, concluindo Luís Pedro Martins que, “comparando o acumulado entre janeiro e setembro, estamos também à frente de 2019, com mais 6,1% de dormidas”.

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Meeting Industry

Convento do Beato reabre num investimento de 6M€

Dada a escassez de espaços que consigam receber até 5.000 pessoas, o reabilitado Convento do Beato torna-se num local atrativo para a realização de eventos de grande dimensão, além de estar inserido numa zona da cidade com grande potencial de desenvolvimento.

Victor Jorge

O Convento do Beato reabriu portas, após um investimento de seis milhões de euros realizado pelo grupo Grupo Larfa Properties, que visou modernizar um dos locais para eventos mais emblemáticos de Lisboa.

Segundo a empresa imobiliária privada especializada em aquisição, desenvolvimento e propriedade de longo prazo, o principal objetivo desta intervenção foi dotar o Convento do Beato de “todas a condições e infraestruturas capazes de transformar o local num dos melhores espaços para eventos não só da capital, mas da Europa; sempre com a preocupação máxima de manter as suas características próprias que fazem dele uma referência nessa área”.

Além de uma componente mais técnica, relacionada com a substituição das instalações de telecomunicações, energia e segurança, a reabilitação da cozinha, a alteração de vãos e guardas, entre outros, o projeto de renovação do Convento do Beato incluiu, também, uma componente mais criativa, relacionada com o desenho do edifício administrativo, dos pátios, das novas instalações sanitárias e de determinados elementos especiais, como os passadiços para as saídas de emergência da biblioteca.

No exterior, esta remodelação contemplou ainda a construção de uma nova área de estacionamento, com cerca de 80 lugares, a poente da igreja, numa zona anteriormente ocupada por armazéns devolutos.

Stéphane Delplancq, CEO do Grupo Atrya e Larfa Properties, refere que o objetivo é “posicionar o Convento do Beato como um local moderno e atrativo para receber qualquer tipo de evento. Para isso, instalamos novos equipamentos e implementámos os melhoramentos necessários para o seu funcionamento, sem, contudo, descaracterizar espaços absolutamente notáveis do ponto de vista patrimonial e arquitetónico”.

Em termos de reabilitação, a transformação mais importante, segundo o CEO do grupo, “ocorreu no claustro cuja cobertura foi totalmente substituída, apresentando-se agora com características mais contemporâneas que valorizam o espaço, o que nos permitiu também melhorar o sistema de climatização”.

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Transportes

TAP cancela 360 voos devido à greve e estima perda de 8M€ em receitas

Apesar da greve ainda não estar totalmente garantida, a TAP não acredita que a mesma seja desconvocada e decidiu já cancelar perto de metade dos voos previstos para 8 e 9 de dezembro.

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A TAP vai cancelar um total de 360 voos nos dias 8 e 9 de dezembro, devido à greve dos tripulantes de cabine, decisão que afeta cerca de 50 mil passageiros e que, estima a companhia aérea de bandeira nacional, deverá levar a uma perda de receita de oito milhões de euros.

Numa conferência de imprensa que decorreu na tarde desta quarta-feira, 23 de novembro, Christine Ourmières-Widener, CEO da TAP, revelou que o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), responsável pelo agendamento da greve, “decidiu manter a assembleia no dia 06 de dezembro, dois dias antes da greve”, considerando, no entanto, que independentemente do resultado e devido à dimensão da TAP, “será tarde para fazer algo devidamente organizado”.

Por isso, e apesar de não ter sido fácil, acrescentou a responsável da TAP, a companhia aérea tomou já “a decisão de cancelar 360 voos, nos dias 8 e 9 de dezembro”, o que corresponde a menos de metade dos cerca de 500 voos previstos para esse período.

Segundo Christine Ourmières-Widener, o cancelamento antecipado de grande parte dos voos programados para 8 e 9 de dezembro permite que a TAP possa  trabalhar com parceiros para encontrar alternativas para os clientes que tinham voos marcados para os dias de greve.

A CEO da TAP adiantou ainda que não acredita que o SNPVAC venha a desconvocar a greve agendada na assembleia de 6 de dezembro e revelou que a paralisação vai ter um “grande custo” para a empresa, prevendo-se que a companhia aérea perca cerca de oito milhões de euros em receitas.

Christine Ourmières-Widener revelou também que cerca de 25% dos passageiros com voos agendados para os dias da greve já procederam à alteração das suas viagens  “sem qualquer penalização e sem alteração de tarifa, para datas entre 28 de novembro e 19 de dezembro”.

Recorde-se que a greve agendada para 8 e 9 de dezembro deverá contar com uma oferta de serviços mínimos limitada, que não deverá abranger, nomeadamente, as ligações aéreas para as ilhas da Madeira e Açores, uma vez que o sindicato defende que existem alternativas asseguradas por outras companhias aéreas.

O SNPVAC considera que os voos de regresso diretamente para o território nacional para Lisboa e Porto, voos de emergência, voos militares e voos de Estado, nacional ou estrangeiro são considerados “como serviços mínimos a assegurar a satisfação das necessidades sociais impreteríveis, no período decretado de greve”.

 

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FITUR 2023 aposta no desporto

A próxima FITUR, a realizar de 18 a 22 de janeiro de 2023, terá no desporto uma nova área, reconhecendo a organização da feira tratar-se de “um dos produtos turísticos de maior crescimento global”.

Victor Jorge

A FITUR 2023, organizada pela IFEMA Madrid, a realizar de 18 a 22 de janeiro de 2023, terá no desporto uma das grandes apostas, com o lançamento da nova área FITUR Sports, reconhecendo a organização tratar-se de “um dos produtos turísticos de maior crescimento global”.

O novo espaço, organizado em colaboração com a associação desportiva espanhola AFYDAD, responde à preocupação permanente da FITUR em dotar-se de novas ferramentas e plataformas que contribuam para potenciar ainda mais o relançamento de uma indústria do turismo cujo desenvolvimento e expansão assenta fundamentalmente na crescente especialização e segmentação da oferta.

A FITUR Sports, que vai mostrar como o turismo desportivo é um motor de crescimento sustentável para a indústria do turismo, será o ponto de encontro de ambos para destacar “o potencial desta alavanca de desenvolvimento socioeconómico, analisar os seus desafios, partilhar conhecimento e gerar oportunidades de negócio”, refere a organização do evento. Tudo isto enquadra-se no objetivo da FITUR de “continuar a aprofundar o seu papel de referência e dinamizadora da indústria do turismo, aprofundando o seu conhecimento e divulgação dos principais nichos de mercado e segmentos de negócio com maior futuro na indústria do turismo global”.

De referir que a FITUR Sports vai complementar as outras nove áreas monográficas já presentes na FITUR, ligadas às tipologias de turismo, segmentos de mercado e divulgação do conhecimento (MICE, Know-how&Export, TechY, Talent, LGBT+, Lingua, Screen, Woman e Cruises), “tornando possível que todo o ecossistema da indústria do turismo se reúna na feira”.

Turismo desportivo em todas as facetas
A FITUR Sports, que realizará o 1.º FITUR Sports Tourism Summit, a 19 de janeiro de 2023, abordará o turismo desportivo em todas as suas vertentes: eventos desportivos, estágios, férias desportivas, entre outras. A nova área, que incluirá um dia de conhecimento e um espaço de networking, analisará nesta primeira edição eventos de alta participação (maratonas, corridas de trilho, triatlos, marchas ciclísticas, torneios amadores) e eventos nacionais e locais. Irá também centrar-se em campos de treino (centros de treino para equipas profissionais e amadoras) e férias desportivas (viagens desportivas sem ambições competitivas relacionadas com o golfe, esqui, cicloturismo, ténis, turismo ativo).

A organização revela, desde já, que os eventos desportivos internacionais de grande audiência (Formula 1, Liga dos Campeões, LaLiga, Ténis, Basquetebol) serão o foco da segunda edição.

Esta primeira edição tem como foco o turismo desportivo ativo. Entre os conteúdos a serem discutidos na FITUR Sports estarão o turismo desportivo como motor do desenvolvimento territorial, económico e social; turismo desportivo e sustentabilidade; turismo desportivo, inovação, tecnologia; marketing e comercialização do turismo desportivo; e sinergias e oportunidades entre as indústrias do turismo e desporto. Além disso, a nova área da FITUR mostrará como os eventos desportivos e o turismo desportivo e de atividade física podem responder aos desafios globais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Nos últimos anos, o turismo desportivo tem aumentado notavelmente em importância tanto para os destinos como para as empresas, pelo facto de contribuir para a combater a sazonalidade da época; dinamizar o desenvolvimento territorial em ambientes não turísticos e não urbanos; criar imagem e marca e posicionar destinos internacionalmente; e possuir, igualmente, um perfil de visitante com nível de gastos acima da média.

Os números mais recentes relativamente ao turismo desportivo em Espanha dizem que este segmento gerou uma receita de 2.416 milhões de euros, em 2021, mais 36,8% que no ano anterior, embora o valor tenha atingido os 7.151 milhões de euros antes da pandemia, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol, concluindo a organização da FITUR “o seu potencial de dinamização e relançamento continua muito importante”.

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Royal Air Maroc volta a voar para o Porto a 9 de dezembro

A companhia aérea de bandeira marroquina retoma a operação para o Porto a 9 de dezembro, com dois voos por semana, depois de um interregno de mais de dois anos devido à pandemia da COVID-19.

Inês de Matos

A Royal Air Maroc vai voltar a voar para o Porto a partir de 9 de dezembro, retomando a rota que liga a cidade Invicta a Casablanca, em Marrocos, que tinha sido abandonada na sequência da pandemia da COVID-19.

A informação foi avançada pelo CEO da companhia aérea, Abdelhamid Addou, numa conferência de imprensa em Madrid, na passada quinta-feira, durante a qual a Royal Air Maroc anunciou também o lançamento de uma nova rota entre Sevilha-Tânger-Casablanca, assim como o regresso das ligações entre Tenerife e Casablanca, que também tinha sido suspensa com a pandemia.

No caso do Porto, os voos da Royal Air Maroc regressam a 9 de dezembro, contando com duas ligações aéreas por semana, realizadas às segundas e sextas-feiras, com destino a Casablanca, onde se localiza o hub da companhia aérea marroquina.

Já a nova rota Sevilha-Tânger-Casablanca, que a companhia aérea marroquina vai abrir a 4 de dezembro, também vai disponibilizar duas frequências semanais, às sextas-feiras e domingos.

No caso da rota Tenerife-Casablanca, que tal como a operação do Porto também é retomada a 9 de dezembro, vão estar disponíveis igualmente dois voos por semana, às quintas-feiras e sábados.

“Com a retoma do tráfego aéreo, a Royal Air Maroc está a apostar no reforço da sua oferta para se afirmar como um player de referência no turismo marroquino e como uma das principais companhias do nosso continente”, afirmou Abdelhamid Addou, CEO da Royal Air Maroc, durante a conferência de imprensa em Madrid.

De acordo com o responsável, além do continente africano, a companhia aérea pretende também reforçar a sua posição nos principais mercados emissores de turismo, a exemplo de Espanha e França.

 

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

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Grupo MSC desiste de comprar a Ita Airways

O Grupo MSC retirou a proposta para adquirir o capital da companhia aérea italiana Ita Airways, que nasceu em 2021, depois da insolvência e liquidação da Alitalia.

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O Grupo MSC retirou a proposta para adquirir o capital da companhia aérea italiana Ita Airways, que nasceu em 2021, depois da insolvência e liquidação da Alitalia.

De acordo com a Lusa, o grupo marítimo, a que pertence a MSC Cruzeiros, informou em comunicado a desistência do negócio, explicando que já tinha informado “as autoridades competentes que não tem mais interesse em participar na privatização da Ita Airways”.

A desistência da compra da Ita Airways deve-se ao facto de o Grupo MSC não entender “as condições atuais do procedimento”, optando, assim, por retirar a proposta que tinha sido apresentada.

A Lusa recorda que, em outubro, o executivo de Giorgia Meloni já tinha interrompido as negociações com um consórcio formado pelas companhias aéreas Delta e Air France e pelo fundo americano Certares.

No entanto, as negociações com o Grupo MSC e com a Lufthansa continuaram, tendo mesmo chegado a ser apresentada uma proposta que previa a aquisição de 80% do capital da Ita Airways, ficando o Grupo MSC com 60% da companhia aérea italiana e a Lufthansa com os restantes 20%.

Recorde-se que a Ita Airways foi fundada em outubro de 2021, depois da liquidação da Alitalia, cuja situação financeira, que já era difícil antes da pandemia da COVID-19, se ter tornado insustentável e ter ditado a criação da nova companhia aérea.

O Ministério da Economia de Itália é, atualmente, o único acionista da Ita Airways.

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Destinos

Britânicos mantêm planos de viagem em 2023 e contam gastar mais que outros europeus

O novo estudo da MMGY Travel Intelligence, que entrevistou mais de quatro mil viajantes europeus, apurou que os britânicos são os europeus que contam realizar um maior número de viagens e com gastos mais elevados em 2023.

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O aumento do custo de vida não parece estar a desmotivar os turistas britânicos, que mantêm os seus planos de viagem para 2023 e contam mesmo gastar mais do que os turistas de outros países europeus, de acordo com o mais recente estudo da empresa de análise de dados MMGY Travel Intelligence.

Segundo os resultados deste estudo, os turistas britânicos contam realizar, no próximo ano, cerca de 2,5 viagens internacionais e gastar perto de 4.600 euros no total das férias ao longo dos próximos 12 meses.

O resultado, segundo o estudo da MMGY Travel Intelligence, que contou com mais de quatro mil entrevistados, mostra que os britânicos são os turistas europeus que maior número de viagens contam realizar no próximo ano, sendo também aqueles que esperam realizar os gastos mais elevados.

Ao contrário dos britânicos, a generalidade dos turistas europeus deverá ficar-se por 2,3 viagens internacionais no próximo ano, não contando gastar mais de 3.870 euros no total das férias, num valor que, ainda assim, subiu 1% face ao último estudo.

Os resultados mostram, por isso, que as viagens parecem ser “o último item que as pessoas dispensam”, com os britânicos a mostrarem-se mesmo “determinados a continuar viajando” no próximo ano.

Por destinos, a preferência vai para os países europeus, seguindo-se os EUA, Caraíbas e Canadá.

“Na sequência da pandemia da Covid-19, o nosso estudo demonstra que há claramente um forte apetite para sair e ver o mundo, e as pessoas estão com fome de gastar o seu dinheiro neste simples prazer e não estão dispostas a prescindir dele”, afirma Cees Bosselaar, diretor administrativo da MMGY Travel Intelligence Europe.

De acordo com o responsável, esta intenção de viajar não quer, contudo, dizer que os turistas não se preocupam com os custos, uma vez que o orçamento continua a ser um dos principais fatores de decisão em relação às férias.

O que parece já não ter grande influência na escolha dos europeus é a COVID-19, uma vez que, de acordo com este estudo, este passou a ser o último motivo de decisão, enquanto os custos, a existência de voos e de alojamento, assim como a segurança pessoal, estão no topo das prioridades.

O estudo procurou ainda saber qual o sentimento dos turistas europeus em relação à sustentabilidade, apurando que cerca de 30% dos viajantes europeus evitariam um destino ou opção de férias cujas práticas não sejam sustentáveis.

Além de turistas britânicos, este estudo abrangeu também turistas provenientes de França, Alemanha, Itália e Espanha, que manifestaram ter intenção de viajar no próximo ano.

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