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Istambul, regresso à capital dos sultões

Dividida entre a Europa e a Ásia, Istambul é uma cidade histórica e um destino turístico imperdível, que já está a recuperar a azáfama e o rebuliço que os turistas lhe conferem. Venha com o Publituris descobrir a maior cidade da Turquia, que mantém todo o seu encanto, mesmo em tempos de pandemia.

Inês de Matos
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Istambul, regresso à capital dos sultões

Dividida entre a Europa e a Ásia, Istambul é uma cidade histórica e um destino turístico imperdível, que já está a recuperar a azáfama e o rebuliço que os turistas lhe conferem. Venha com o Publituris descobrir a maior cidade da Turquia, que mantém todo o seu encanto, mesmo em tempos de pandemia.

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Dividida entre a Europa e a Ásia, Istambul é uma cidade histórica e um destino turístico imperdível, que já está a recuperar a azáfama e o rebuliço que os turistas lhe conferem. Venha com o Publituris descobrir a maior cidade da Turquia, que mantém todo o seu encanto, mesmo em tempos de pandemia.

Mesquita Azul

São muitos os monumentos que funcionam como cartão-postal de Istambul, mas nenhum permite sentir o pulsar da cidade como o Grand Bazar. Localizado junto a muitos dos monumentos históricos, o Grand Bazar de Istambul é uma das principais artérias comerciais da cidade, um local onde tudo se vende e tudo se compra e onde locais e turistas se misturam numa turba que, nos tempos áureos, parece não terminar. São milhares e milhares de pessoas que, diariamente, circulam pelas mais de 60 ruas do Grand Bazar de Istambul e ali fazem compras nas 3.600 lojas que vendem desde artesanato, aos famosos turkish delight, sem esquecer as especiarias, chás e outros produtos que dão ao espaço uma multiplicidade de cores e aromas únicos no mundo.
Istambul foi a última cidade que visitei antes do início da pandemia, em fevereiro de 2020, ainda as notícias da chegada da COVID-19 à Europa eram escassas e intermitentes. Por isso, estava curiosa para saber qual seria o cenário que encontraria desta vez no Grand Bazar de Istambul, que já tinha visitado por três vezes, sempre com um mar de gente à minha volta, ao ponto de, por vezes, quase levitar em vez de andar. Estaria vazio ou a funcionar com restrições, as lojas estariam todas abertas? Estas eram algumas das dúvidas que andavam à volta na minha cabeça e me faziam duvidar que, desta vez, fosse encontrar uma cidade tão vibrante como tipicamente Istambul se apresenta. Mas não poderia estar mais enganada.
Se é verdade que a multidão não chegava ao ponto de nos fazer levitar, também é verdade que, dentro do Grand Bazar, assim como nas ruas imediatamente ao lado, para onde as lojas e bancas de produtos típicos se prolongam, o cenário não estava assim tão diferente da última vez. É que, tal como em Portugal, a Turquia conta já com uma elevada taxa de vacinação e adotou uma série de medidas para conter a COVID-19, que permitiram ao país respirar de alívio e voltar a abrir as portas aos turistas, que já percorrem novamente as ruas da cidade aos milhares, dando a Istambul uma animação que é tão característica da cidade.
E foi justamente com o objetivo de mostrar como está, atualmente, a situação na Turquia e para provar que Istambul é “um destino seguro”, que a Turkish Airlines e o operador turístico Viagens Tempo se juntaram para promover uma viagem de familiarização à maior cidade da Turquia, entre 15 e 19 de novembro, na qual o Publituris marcou presença, assim como um grupo de sete agentes de viagens.

Istambul em tempos de pandemia

Esta foi a quarta vez que visitei Istambul, uma cidade histórica que, ao longo dos séculos, conheceu diversas denominações – foi Bizâncio na época do império bizantino e, mais tarde, Constantinopla quando se converteu na capital do império romano no Oriente, passando a Istambul já depois da conquista pelos otomanos, em 1453 – e que guarda monumentos de quase todas as culturas e civilizações que por ali passaram.

Palácio Topkapi

Hoje, Istambul é uma metrópole que conta com mais de 15 milhões de habitantes e onde as práticas e cultura muçulmanas – a religião de 98% dos seus habitantes – se misturam com o que de mais moderno o século XXI trouxe e onde não faltam hotéis das mais conhecidas cadeias internacionais e lojas de marcas que tipicamente se encontram em qualquer capital europeia. Depois, há ainda uma rica gastronomia que, apesar da diferença para a portuguesa, muito por culpa dos aromas das especiarias, promete fazer adeptos, até porque muitos dos ingredientes a que estamos habituados na dieta mediterrânica também lá estão, como as azeitonas e o azeite, os legumes, a fruta, os frutos secos, o queijo ou o iogurte.
E foi justamente pela comida que começámos esta aventura pela capital dos sultões, nome por que eram conhecidos os antigos governantes muçulmanos e que deixaram na cidade palácios, mesquitas e outros monumentos que nos transportam para o conto das ‘Mil e Uma Noites’.
Chegámos a Istambul ao final da tarde e, depois de nos encontrarmos com Ayse Sezer, a guia que nos acompanhou durante a viagem, seguimos para o primeiro contacto com a gastronomia turca. O jantar, na zona de Kumkapi, contou com os típicos mezzes – as entradas turcas que também podem servir de refeição – assim como com outros dos mais tradicionais petiscos nacionais. Só depois da barriga estar mais composta fomos conhecer o Yigitalp Hotel, unidade de quatro estrelas na zona histórica de Istambul, que foi o nosso quartel-general.
Logo às primeiras horas que passámos na cidade, percebemos que, por lá, também a COVID-19 é encarada com cautela. Além das máscaras faciais que são obrigatórias em locais fechados, assim como em transportes públicos, todos os estabelecimentos, como hotéis, lojas, cafés ou restaurantes, têm em local bem visível as 14 regras que devem ser cumpridas para prevenir contágios e onde não faltam apelos à lavagem e desinfeção de mãos, ao distanciamento físico e à vigilância de sintomas associados à doença.
E, tal como Portugal lançou o selo Clean & Safe, também a Turquia criou um selo que garante o cumprimento das regras para estabelecimentos ligados ao turismo, denominado Safe Tourism, que está afixado à porta dos estabelecimentos aderentes.
Mas não se pense que esta viagem ficou marcada pela COVID-19. Apesar da doença ainda ser uma ameaça, mesmo que também na Turquia a taxa de vacinação seja elevada e atinja mais de 60% da população, e de frequentemente sermos lembrados das regras em vigor, o certo é que Istambul se mantém como uma cidade capaz de oferecer experiências inesquecíveis e onde todos os monumentos estão em pleno funcionamento e abertos aos visitantes.

Do Bósforo à Torre Galata

A cidade, em todo o seu esplendor, só se revelaria no dia seguinte, quando nos aventurámos num passeio de barco pelo Bósforo. Apesar do frio e do vento que, em novembro, já se fazem sentir em Istambul, os passeios de barco no Bósforo são um ‘must-do’, pois permitem apreciar toda a parte europeia da cidade, desde a zona histórica até à parte mais moderna e onde se encontra o estádio do Besiktas, sem esquecer a parte asiática, passando pela ponte do Bósforo, que liga a Europa à Ásia, assim como pela fortaleza de Rumelihisarı, construída pelo sultão Maomé II, no século XV, como apoio para a conquista de Constantinopla, em 1453.
O passeio no Bósforo durou praticamente toda a manhã e terminou já perto da hora do almoço. Mas, antes de nos voltarmos a deliciar com a gastronomia turca, houve ainda tempo para visitar a mesquita Rüstem Paxá, um edifício com quase meio século, que se encontra mesmo em frente à ponte de Galata e que é conhecida pelos seus azulejos de İznik, considerados os mais belos do género, ultrapassando mesmo os da Mesquita Azul.
O almoço chegaria logo depois da visita à mesquita e, desta vez, o restaurante selecionado foi o Ali Ocakbasi, no bairro de Beyoglu e bem perto da Praça Taksim, que visitámos após o almoço e onde existe agora uma nova mesquita batizada com o mesmo nome da praça e que foi inaugurada pelo Presidente Erdogan já este ano. A visita à Mesquita Taksim é interessante, pois é um edifício moderno e com uma decoração sóbria, bem diferente de grande parte das mais de 3.500 mesquitas que existem na cidade, muitas das quais históricas.
A tarde do primeiro dia completo em Istambul seria passada neste bairro de Beyoglu, que é mais associado às artes e à população mais jovem, funcionando mesmo como uma espécie de Bairro Alto lá da zona. É também neste bairro que se localiza a conhecida Avenida Istiklal, uma das mais conhecidas de Istambul, onde se concentram muitas das lojas de marcas internacionais e que é atravessada por um elétrico semelhante aos de Lisboa. Tal como o Grand Bazar, também esta avenida serve para medir o pulso à cidade e, nos dias em que por lá passámos, o movimento era constante, quase como nos tempos anteriores à pandemia.
Durante o passeio por Beyoglu, onde viríamos também a jantar nessa noite, visitámos ainda a Catedral do Espírito Santo, uma das poucas igrejas católicas que se encontram na cidade, assim como a Torre Galata, uma torre medieval com quase 67 metros de altura que se impõe na paisagem de Istambul e que, nos dias de hoje, funciona como um miradouro privilegiado. Sinal de que o turismo já está a recuperar em Istambul, era igualmente a fila que já se formava para subir à Torre Galata e que praticamente dava a volta ao edifício, mas que, ainda assim, era mais curta do que nas outras vezes em que visitei o monumento.

Palácio Topkapi e Santa Sofia

O segundo dia em Istambul começou com outro clássico, a visita ao Palácio Topkapi, antiga residência dos sultões e onde passámos praticamente toda a manhã, uma vez que este palácio se estende por uma generosa área de 700 mil metros quadrados. Além da dimensão do monumento, a visita ao Palácio Topkapi deve ser realizada às primeiras horas da manhã, uma vez que também as filas para entrar no edifício costumam ser longas e demoradas.
Ao longo da visita, é possível ver as diversas salas que eram usadas pelos sultões, fosse para receber enviados de outros países ou para acomodar o seu harém, sem esquecer o trono que era usado pelos governantes otomanos, assim como algumas exposições especiais, como a de relógios ou das armas dos sultões, passando ainda pelas relíquias sagradas do Islão.
Localizado em Sultanahmet, zona histórica de Istambul, o palácio fica ao lado de Santa Sofia e da Mesquita Azul, sendo necessários apenas alguns minutos de caminhada para visitar os três monumentos. E, após o palácio, foi para a Mesquita Azul que seguimos, numa visita que acabou por ser mais curta que o esperado, já que grande parte do edifício se encontra em reabilitação, incluindo o seu interior, e os deslumbrantes azulejos desta mesquita estavam tapados por andaimes, impedindo a sua contemplação.
O almoço seria a etapa seguinte e, desta vez, o restaurante Omar, em frente à Mesquita Azul, foi o escolhido. Mezzes e os típicos kebabs fizeram, mais uma vez, as delícias dos comensais.
Já a parte da tarde foi dedicada a visitar o antigo hipódromo – datado da época dos bizantinos mas do qual, infelizmente, já pouco resta -, assim como Santa Sofia, a apenas alguns passos de distância e que é um dos edifícios mais emblemáticos de Istambul. Construída como catedral na época dos bizantinos, Santa Sofia funcionou como mesquita durante o período dos otomanos e passou a museu pela mão de Kemal Ataturk, o pai da Turquia moderna, em 1931.

Santa Sofia

Santa Sofia é um edifício imponente, que nenhum turista deixa de visitar. A história, a grandiosidade, a sua cúpula com diâmetro superior a 30 metros e que se eleva a mais de 55 metros do chão, bem como os ricos mosaicos e vitrais, tornam Santa Sofia num local especial. Não posso, no entanto, deixar de realçar que, desde julho do ano passado, Santa Sofia voltou a funcionar como mesquita, por decisão do Presidente Erdogan, o que veio alterar muito daquilo que era a visita enquanto teve o estatuto de museu. Com a mudança, a visita ao primeiro andar do edifício passou a estar vedada, enquanto os mosaicos e vitrais com imagens católicas foram tapados com painéis amovíveis, o que retira muito do interesse histórico à visita.
O regresso de Santa Sofia a mesquita não foi, no entanto, um processo pacifico, uma vez que, segundo Ayse Sezer, “todos os guias turísticos estão contra” e fizeram até uma manifestação em protesto contra a mudança, mas sem grande efeito. Certo é que, nem tudo é mau nesta alteração, pois a entrada tornou-se gratuita e passou a ser possível visitar o edifício até à meia-noite. E visitar este imponente edifício à noite também tem um encanto especial.

Mercado das especiarias e Grand Bazar

Mas quem visita Istambul não pode deixar de passar pelos mercados da cidade, com destaque para o Bazar das Especiarias, também conhecido como Bazar Egípcio, e para o Grand Bazar de Istambul, locais de comércio mas que, pelo seu caráter histórico e arquitetura singulares, são também atrações turísticas, por onde passa a maioria dos turistas que visita a cidade.
Visitámos o primeiro logo no início desta viagem a Istambul e, mais uma vez, não consegui evitar voltar a ficar fascinada com os aromas e as cores que por ali se encontram. O açafrão, as pimentas de quase todas as variedades, a canela, o cravinho, a paprica ou o anis estrelado são algumas das especiarias que se encontram por todo o mercado, que também está localizado na zona histórica, em frente à Ponte Galata, que liga as duas partes europeias da cidade.
Mas o mercado que ninguém quer perder é mesmo o Grand Bazar, um dos maiores e mais antigos mercados do mundo. Construído depois da conquista de Constantinopla pelos otomanos, em 1455, o Grand Bazar de Istambul é um espaço coberto, com 45 mil metros quadrados e 22 portas de entrada, onde trabalham mais de 20 mil pessoas e por onde passam diariamente muitas mais. É uma autêntica cidade dentro da enorme cidade que é Istambul. Aqui, tudo se vende, mas há produtos emblemáticos, como as famosas ‘pashminas’ ou echarpes confecionadas com caxemira, os turkish delights – doces turcos que parecem gomas com frutos secos – ou o típico artesanato local. E, se for às compras, lembre-se que, por aqui, o regateio ainda é tradição, o que leva a que nada se compre sem que sejam necessários alguns minutos para regatear o preço com o vendedor. É assim que se fazem os melhores negócios.
O Grand Bazar de Istambul foi o último ponto desta viagem de familiarização a Istambul, de onde voltei com a certeza que, apesar da pandemia, a maior cidade da Turquia mantém todo o seu encanto e continua pronta a receber os turistas, ainda que, agora, seja necessário levar na bagagem também as máscaras faciais e, claro, o certificado de vacinação.

“Viagem superou todas as expetativas. Não podia ter corrido melhor”

Promovida pela Turkish Airlines e pelo operador turístico Viagens Tempo, esta viagem de familiarização decorreu entre 15 e 19 de novembro, com a participação de sete agentes de viagens da Graçatur, Bestravel Paços de Ferreira, FR Travel, Bonsai Viagens, Bestravel Benfica, Q Viagens Viseu e Inatel Viagens, além de Ana Aguiar, comercial das Viagens Tempo.
No final da viagem, Ricardo Davim, responsável das Viagens Tempo que, tal como Nuno Figueiredo, da Turkish Airlines, acompanhou o grupo, fazia um balanço positivo, considerando que a ação “superou todas as expetativas. Não podia ter corrido melhor”.
Além de dar a conhecer aos agentes de viagens os monumentos e atrações turísticas de Istambul, esta viagem de familiarização pretendeu também mostrar “que o destino está seguro” e que, apesar da COVID-19, o turismo já está de regresso à maior cidade da Turquia.
Para Istambul, as Viagens Tempo contam com vários programas, assim como viagens à medida, e, em 2021, disponibilizaram também um pacote de réveillon com lugares garantidos na Turkish Airlines, à partida de Lisboa e Porto.

Como ir e onde ficar?
Esta viagem teve partida e chegada ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, a partir de onde a Turkish Airlines realiza cinco voos por semana para Istambul, às segundas, terças, quintas, sextas e sábados. Além do Porto, a companhia aérea turca também voa para Istambul à partida de Lisboa, em ambos os casos com destino ao novo aeroporto de Istambul Arnavutköy, que foi inaugurado em 2018 e que é atualmente um dos maiores do mundo.
Para alojamento, Istambul oferece uma vasta gama de unidades de todas as classificações, incluindo de conhecidas cadeias internacionais de hotelaria. No nosso caso, o Yigitalp Hotel, de quatro estrelas superior e localizado na zona histórica, foi a unidade que nos acolheu.
Além de um confortável hotel de quatro estrelas superior, o Yigitalp Hotel oferece uma localização perfeita para quem quiser ficar alojado a uma custa distância das principais atrações da cidade, como a Mesquita Azul, Santa Sofia ou o Grand Bazar de Istambul.

O que levar?
Nesta altura do ano, é imperativo levar na bagagem agasalhos quentes, uma vez que o inverno costuma ser bastante frio em Istambul e são mesmo comuns os dias em que neva. Além disso, o calçado confortável é outro requisito, uma vez que é necessário andar bastante a pé, pois o trânsito caótico de Istambul não permite que as deslocações sejam sempre realizadas em veículos motorizados. Andar a pé ou de transportes públicos costumam ser as melhores opções. Depois, é ainda aconselhado que as senhoras levem um lenço ou echarpe, uma vez que, para entrar nas mesquitas, é necessário cobrir o cabelo.
Devido à COVID-19, é também necessário ter o certificado de vacinação ou apresentar um teste negativo à chegada, bem como fazer o registo na plataforma https://register.health.gov.tr.
Já o visto de entrada na Turquia deixou de ser necessário para os cidadãos portugueses desde março de 2020, bastando apenas ter o Cartão do Cidadão para entrar no país.

*A jornalista viajou a convite da Turkish Airlines e Viagens Tempo.

 

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Nova edição: Dossier de companhias aéreas, Soltour Travel Partners e Turismo do Centro

A nova edição do Publituris, a primeira do mês de fevereiro, faz capa com um dossier dedicado às novidades que as companhias aéreas preparam para o próximo verão IATA. Além do dossier, publicamos um artigo sobre a Soltour Travel Partners, uma entrevista com o presidente da Turismo do Centro e outra com o diretor-executivo do NEST – Centro de Inovação do Turismo.

A nova edição do Publituris, a primeira do mês de fevereiro, faz capa com um dossier dedicado às novidades que as companhias aéreas preparam para o próximo verão IATA, que arranca já a 27 de março e se prolonga até 26 de outubro.

Conheça as novidades previstas para Portugal para o próximo verão IATA e saiba também quais são as previsões das transportadoras aéreas para 2023, ano que promete trazer de volta a capacidade que ainda estava por repor devido à pandemia da COVID-19.

Nesta edição, publicamos também um artigo sobre a Soltour Travel Partners na secção de Distribuição, no qual o delegado Luís Alexandrino revela que o objetivo do operador passa por oferecer às agências portuguesas um portefólio mais amplo e não só de destinos de ‘Sol & Praia’.

Leia também o especial sobre o Turismo do Centro, em que Pedro Machado, presidente da entidade regional de turismo, faz um balanço sobre o seu mandato, que está a terminar, e fala sobre a importância do mercado espanhol, que a região quer continuar a captar, naquele que é um dos motivos que levaram a Turismo do Centro a associar-se ao lançamento da primeira Estratégia do Turismo Transfronteiriço 2022-2023, que foi apresentada na FITUR 2023.

Nesta edição, publicamos ainda uma entrevista com Roberto Antunes, diretor-executivo do NEST – Centro de Inovação do Turismo, que defende que “a tecnologia [no setor do turismo] deve ser o facilitador e não a finalidade”.

A nova edição do Publituris volta ainda a divulgar os nomeados para os Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2023, que vão ser entregues no primeiro dia da BTL, a 1 de março.

Este ano, são 100 os nomeados, em 16 categorias, às quais acresce o prémio “Personalidade do Ano”, que é escolhido diretamente pela equipa do Publituris. A votação online arranca já na próxima segunda-feira, 23 de janeiro, prolongando-se até 17 de fevereiro.

Além do check-in, esta edição conta também com as opiniões de Francisco Jaime Quesado (economista e gestor), Helena Pimentel (docente do ISG), Nuno Abranja (diretor do Departamento de Turismo do ISCE e CEO da consultora OMelhorDoTurismo) e Pedro Castro (diretor da SkyExpert Consulting e docente de Sistemas de Transporte no ISCE).

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Chile volta a fazer testes de Covid-19 aleatórios à chegada

O Chile voltou a selecionar aleatoriamente passageiros para fazer testes de Covid-19 à chegada ao Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez, em Santiago, e ao Paso Internacional Los Libertadores, na fronteira terrestre com a Argentina.

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A medida, que tinha sido abandonada em outubro de 2022, voltou a ser colocada em prática em este mês e refere indica informação publicada no sire do Turismo do Chile, caso o viajante obtenha um resultado positivo ou se negue a fazer o exame, deverá realizar uma quarentena obrigatória de cinco dias.

Recorde-se que, para viajar para o país, os maiores de 18 anos continuam obrigados a apresentar comprovativo de vacinação completa ou resultado negativo para um teste RT-PCR realizado 48 horas antes da partida.

No entanto, já não é mais necessário preencher a Declaração Jurada do Viajante (C19) ou obter um Passe de Mobilidade, dois itens que foram abolidos em outubro do ano passado. O uso de máscara, por sua vez, é obrigatório somente em estabelecimentos de saúde.

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Agora é possível conhecer o Funchal sob o ponto de vista da arquitetura urbana

Lançado recentemente pela Secção Regional da Madeira da Ordem dos Arquitetos, o Guia de Arquitetura Funchal, permite uma fruição diferente do património da capital madeirense. Eduardo Jesus enaltece a obra.

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A partir de agora, residentes e visitantes, têm a oportunidade de conhecer o Funchal sob o ponto de vista da arquitetura urbana, nomeadamente, das 15 obras essenciais que marcaram o período do século XIX.

Este é, conforme divulgado na página oficial do Governo Regional da Madeira, o objetivo do ‘Guia de Arquitetura Funchal | Século XIX | 15 Obras Essenciais’, editado pela Secção Regional da Madeira da Ordem dos Arquitetos (SRMAD) e da autoria de Rui Campos Matos e Daniela Alcântara, que foi lançado na última semana no Teatro Municipal Baltazar Dias.

A mesma fonte destaca que, neste guia são mostradas, de forma diferente, obras arquitetónicas emblemáticas da cidade do Funchal e do arquipélago e datadas do século XIX, como é o caso do Teatro Municipal Baltazar Dias, do Hospício Princesa Dona Maria Amélia, da Quinta das Angústias (atual Quinta Vigia), do Jardim Municipal e da Ponte Monumental, entre outros.

No total são apresentadas 15 obras, na sua maioria projetadas por arquitetos ingleses, “numa época em que a burguesa cidade do Funchal teve necessidade de desenvolver estes importantes equipamentos adequados ao Modus Vivendi oitocentista”, explicou na ocasião Susana Gouveia Jesus, presidente da SRMAD, acrescentando que, no âmbito das atribuições desta Secção Regional, que visam contribuir para a defesa e promoção da arquitetura, há o objetivo expresso de promover a edição de publicações que contribuam para um melhor esclarecimento público das implicações e relevância da arquitetura.

A responsável afirmou que para a SRMAD “é de suma importância facultar esta informação, tanto aos nossos visitantes, como aos que diariamente habitam e frequentam estes edifícios, sendo que estes exemplos arquitetónicos, assim como os que já estão patentes no Guia de Arquitetura do século XX editado em 2020, consubstanciam a nossa entidade como ilha atlântica multicultural que valoriza o seu património e que foi, de certo modo, bastante mais visionária em relação a outras regiões do país”.

O secretário Regional de Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, que marcou presença na sessão de apresentação da obra, considerou, citado na notícia veiculada pelo site do Governo madeirense, que “o lançamento deste guia permite-nos sistematizar a informação relativamente à arquitetura e à história da edificação na Região Autónoma da Madeira, sendo que essa sistematização permite uma fruição diferente do património”.

O facto de a região já ter dois guias, um do século XIX e outro do século XX, “vem facultar à população residente em geral e aqueles que nos visitam, uma informação que está devidamente estudada, organizada, documentada, e que nos ajuda a compreender a presença do Homem neste território”, salientou, para acrescentar que este guia é, ao fim e ao cabo, “uma forma diferente de contar a história da Madeira através do seu património edificado”.

 

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Governo empenhado em dar mais força ao turismo no interior com projetos concretos

Após auscultação e participação dos agentes locais e regionais, da academia e das empresas, o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, que iniciou esta terça-feira um roteiro pelo interior do país, prometeu apresentar, em três meses, uma Agenda para o Turismo do Interior.

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Numa declaração à imprensa, após o primeiro encontro sobre esta temática, que decorreu em Évora, Nuno Fazenda reconheceu que há um enorme potencial turístico por descobrir no interior, e afirmou que o Governo quer “ter mais interior nas políticas de turismo, sem prejuízo da importância estratégica que têm os destinos turísticos mais consolidados, como são os casos do Algarve, de Lisboa, da Madeira e também do Porto”.

Referindo que 90% da procura turística do continente se concentra no litoral, o governante, citado em comunicado do Ministério da Economia e Mar, disse que é preciso “desenvolver medidas para apoiar projetos públicos, privados, iniciativas e campanhas de promoção específicas”, para ter “mais turistas e mais mercados turísticos a visitar o interior”.

A ideia é auscultar e integrar contributos “dos atores locais e regionais, das empresas, das instituições de ensino superior sobre que projetos, que desafios, que prioridades” existem para o desenvolvimento do turismo na faixa interior do país, explicou. “É um roteiro para ouvir. É um roteiro de auscultação, de audição dos territórios, para puxarmos pelo interior, para desenvolvermos uma agenda estratégica para o turismo do interior”, insistiu, citado pela Lusa.

Após o processo de auscultação, é intenção do Governo apresentar esta agenda, em abril, traçou Nuno Fazenda, frisando que esta irá incluir “medidas e iniciativas que permitam afirmar o turismo do interior e dar força ao turismo do interior”.

O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços realçou que é necessário promover “a coesão territorial”, para que Portugal possa ser “um país mais harmonioso do ponto de vista turístico” e sem que “nenhum território fique para trás”.

É por isso que em territórios como o Alentejo, a região Centro ou o Norte de Portugal, para a faixa do interior, “temos que ter medidas de apoio a projetos públicos que visem a valorização do nosso património, da nossa cultura, das nossas serras, mas também apoios diferenciados e positivos para o investimento privado e desenvolver ações de promoção específicas do interior”, sublinhou.

 

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Até haver novo aeroporto de Lisboa “é preciso encontrar soluções intermédias”

O diretor-geral da ATL, Vitor Costa, alerta para que até a operacionalização de um novo aeroporto para Lisboa, o que vai demorar muitos anos, tendo em conta o estádio do projeto, “é preciso encontrar soluções intermédias”.

O diretor-geral da Associação Turismo de Lisboa (ATL) alerta para que até a operacionalização de um novo aeroporto para Lisboa, o que vai demorar muitos anos, tendo em conta o estádio do projeto, “é preciso encontrar soluções intermédias”.

Na opinião de Vítor Costa, “primeiro é preciso que Portela melhore, segundo, eventualmente, vai ser necessário, a certa altura, soluções intermédias para conseguirmos responder à procura”.

O responsável lembra que “quando esta discussão da necessidade de construção de um novo aeroporto para Lisboa começou, a que em certa altura se falou na possibilidade de ficar localizado na Ota ou Alcochete, o setor do turismo defendia a utilização de uma Base Aérea, nomeadamente, o do Montijo, para fins civis, uma vez que já lá existia uma pista aérea e podia ser utilizado em complemento a Portela, independentemente da decisão sobre um novo aeroporto”.

“A questão que temos é até chegar lá. Para tal temos de encontrar soluções mais pragmáticas, ou então não fazemos nada na Portela e continuamos durante mais 10/12/14 anos na situação em que estamos”, disse, para acrescentar que “é preciso fazer os investimentos previstos para a Portela, e mesmo assim, não sei se não será necessário recorrer a soluções para que, entretanto, as coisas se possam resolver. Isto tem de ser razoavelmente ponderado”.

Recorde-se que foi feito um acordo bipartidário (PS e PSD) e a partir daí foi criada uma solução “que poderá ser mais virtuosa, que poderá dar mais consenso, admito”. Essa solução passou pela criação de uma Comissão Técnica independente para fazer um relatório sobre a localização da nova infraestrutura, e de uma Comissão de Acompanhamento. Vítor Costa faz parte dessa Comissão de Acompanhamento, de acordo com a deliberação do Conselho de Ministros, na qualidade de presidente da Entidade Regional.

É preciso fazer os investimentos previstos para a Portela, e mesmo assim, não sei se não será necessário recorrer a soluções para que, entretanto, as coisas se possam resolver”

Agora, essas estruturas “vão desenvolver o seu trabalho e a promessa que existe é que durante este ano seja anunciada uma decisão sobre a localização do novo aeroporto, que o Governo decida, que o Presidente da República subscreva e que pelo menos o PSD suporte, na expectativa de que não se volte a discutir tudo de novo. O processo agora vai prosseguir e temos de esperar que tenha um desfecho”, destacou Vítor Costa.

No entanto, o responsável chama atenção para o seguinte: “A deliberação do Governo é para que esta comissão decida sobre a localização do novo aeroporto, mas “seja qual for a decisão final, é preciso ainda construir a nova infraestrutura, o vai durar anos”. Então, “entre este momento e até o novo estar operacional, e estamos a falar em pelo menos 10 anos, significa um lapso de tempo muito grande”, alertou.

*O jornal Publituris errou na última edição. Neste artigo, houve um lapso e em vez de, no título, estar “haver”, publicámos “haber”. Aos nossos leitores pedimos desculpa. 
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A marca Lisboa está a puxar toda a região

Numa região com dinâmicas turísticas diferentes, a missão da ERT-RL tem sido agregadora, colocando sempre a marca Lisboa, “que é uma vantagem e não uma desvantagem”, segundo o seu presidente, Vítor Costa, a puxar todas as áreas que a compõem. Para tal têm sido criados vários instrumentos de apoio às empresas dessas áreas menos desenvolvidas com o objetivo de criar produto e captar turistas. “O que toda a região precisa é de ter clientes e utilizem o máximo todo o território”, defende.

Em entrevista ao Publituris, o presidente da Entidade Regional do Turismo da Região de Lisboa (ERT-RL) e diretor geral da Associação Turismo de Lisboa (ATL), Vítor Costa, dá conta da performance da região o ano passado, apesar de os números ainda não estarem fechados, apresenta as estimativas para 2023, embora existam fatores que o próprio turismo não controla, mas, sobretudo, destaca a estratégia adotada que visa criar uma região com um desenvolvimento turístico mais equilibrado.

Como está a região neste momento, dois anos depois da pandemia, e como é que correu o 2022?
Tivemos dois anos de pandemia em que houve uma interrupção do turismo, e depois, o ano de 2022 relativamente ao qual já havia alguma expectativa que houvesse um início de uma recuperação. Ainda tivemos três meses afetados pela pandemia, mas depois, verificou-se uma dinâmica que terá excedido as expectativas.

No caso específico da Região de Lisboa, não temos ainda os resultados finais, mas está adquirido que, em termos dos indicadores económicos, a subida foi maior, enquanto em termos quantitativos (dormidas, hóspedes e chegadas), ainda não chegámos aos valores de 2019. Também tivemos o efeito da inflação em 2022, mas mesmo descontando este indicador, a nossa estimativa é que tenhamos crescido 5 a 7% ao nível da riqueza gerada pelo turismo e na rentabilidade da hotelaria, o que consideramos bastante positivo.

E este ano? Quais são as previsões?
A dinâmica mantém-se. Não há indicadores, até este momento, que houvesse menos interesse ou menor procura. Vamos ter também um ano marcado por uma iniciativa única que são as Jornadas Mundiais da Juventude que vai influenciar o verão. Mas a nossa dinâmica neste início de ano continua idêntica, e esperamos que corra bem.

É verdade que há aquilo que todos os setores do turismo têm referido, que são muitos fatores de incerteza, e esses podem vir a ser relevantes ao longo do ano, e que podem afetar principalmente os mercados europeus que representam 80% dos turistas que visitam a região de Lisboa. Já tínhamos verificado no ano anterior, por exemplo, que o mercado alemão cresceu menos, mas, no entanto, há casos contrários, com o mercado norte-americano com grande crescimento.

No caso específico da Região de Lisboa, não temos ainda os resultados finais, mas está adquirido que, em termos dos indicadores económicos, a subida foi maior, enquanto em termos quantitativos (dormidas, hóspedes e chegadas), ainda não chegámos aos valores de 2019”

Estratégia consensualizada
Estamos a falar de uma região com dinâmicas turísticas diferentes. Como é que se conjugam a cidade de Lisboa e os outros polos menos desenvolvidos?
Porque temos uma estratégia, temos um plano estratégico e, portanto, não estamos a “navegar à vista”.

Temos uma estratégia que é consensualizada entre os vários intervenientes, parceiros interessados públicos e privado, municípios e empresas. Essa estratégia é clara no sentido de que a marca Lisboa é um ativo de todos e tem capacidade de atração, mas o território é diferenciado. Identificámos vários polos e cada um tem uma estratégia de desenvolvimento diferente, consoante o estado em que se encontram.

Nesse plano encontrámos o caminho para, ao mesmo tempo, continuar a reforçar a marca Lisboa e a sua capacidade de atração, e procurar o desenvolvimento de alguns polos que já estavam bastante desenvolvidos como são Cascais e Sintra, e outros que, entretanto, assumiram importância nestes últimos anos, como Mafra e Ericeira, pelas suas especificidades, bem como Sesimbra e Almada (Costa da Caparica).

Além disso, incorporamos algumas áreas que, apesar de oferecerem bastantes recursos, têm de fazer um caminho mais devagar, até porque a oferta é mais insuficiente, sobretudo as zonas ribeirinhas do Tejo, Vila Franca de Xira ou Loures. Sem oferta turística, sem hotelaria, não conseguem captar turismo.

O que temos verificado é que, antes da pandemia, a região de Lisboa cresceu no seu conjunto, foi a região que mais cresceu e ganhámos quota de mercado em Portugal. Entretanto, durante a pandemia perdemos quota de mercado porque as pessoas privilegiaram os destinos internos. Sabendo que um terço da população portuguesa vive na região de Lisboa, isso é compreensível, pois procuraram outras zonas do país. Mesmo em termos internacionais também perdemos, uma vez que, como não havia transporte aéreo, as pessoas não podiam chegar. Se perdemos, acabámos por recuperar em 2022 face às várias regiões nacionais.

Programas de comercialização e venda têm procura
Têm sido anunciados uma série de apoios da Região para essas zonas menos desenvolvidas. Como é que se está a processar?
Esta estratégia é assumida em toda a atividade que fazemos enquanto Entidade Regional, bem como ATL na parte da promoção internacional.

Criámos algumas soluções específicas como é o caso dos PCV para o mercado interno, que são programas de comercialização e venda. São planos regulamentados em que as empresas apresentam os seus projetos e são apoiadas. Reservamos esses programas para zonas na região de menos concentração turística (Lisboa, Cascais e Sintra não se podem candidatar) e para produtos de menor dimensão, como sejam o enoturismo, natureza ou mergulho, e têm tido sucesso. Começámos este programa a tentar convencer as empresas, e no primeiro ano tivemos muita adesão. Em 2022 tivemos 25 programas apoiados, alguns coletivos e outros individuais, o que significa que foram mais empresas do que programas. Portanto, continua a ter procura.

Privilegiamos quem tem coisas para vender e quer vender e, hoje, tem uma influência muito grande. Talvez seja o programa da Entidade Regional mais relevante na procura de um desenvolvimento regional mais equilibrado.

Claro que todo o peso vem da cidade de Lisboa, pois é a procura que determina. A cidade de Lisboa tem um peso de 70% dessa procura regional. No entanto, a nossa visão, é crescer em toda a região e, dentro desse crescimento, fazer avançar as áreas mais atrasadas em termos de dimensão turística. Tudo depende sempre da oferta. Quem não tem hotel não pode ter dormidas, e ainda temos situações dessas, ou ela é ainda insipiente.

Neste aspeto temos chamado a atenção dos investidores para a vantagem de investirem noutras áreas da região, que não seja tudo na Baixa de Lisboa, pois estamos tudo muito pertos, temos ótimas comunicações e pode haver excelentes produtos. São boas oportunidades e quem fizer agora irá à frente e pode ganhar boa posição. Nesta visão de Região podemos ainda crescer muito.

Se tivéssemos uma visão mais limitada, olhando apenas para as zonas de concentração turística e Lisboa, íamos cair numa dificuldade, porque na cidade já há muita gente, muita oferta, muita procura.

Qual é a verba alocada para este plano?
Este plano tem validade até 2026. A alocação das verbas é de acordo com o que anualmente é disponibilizado para a Entidade Regional e a ATL, que é outra parceira. Mas, aqui não se trata apenas de uma questão de dinheiros. O objetivo é remarmos todos no mesmo sentido e isso penso que existe, e os resultados vão sendo conseguidos.

Consideramos sempre que a marca Lisboa é uma vantagem e não uma desvantagem, porque o que toda a região precisa é de ter clientes e utilizem o máximo todo o território.

Plano de atividades propõe várias intervenções
Para este ano, qual é o plano de atividades?
Da Entidade Regional aprovámos agora o plano de atividades que tem uma capacidade de intervenção limitada em termos orçamentais. Há verbas que o Estado destina às ERT, que são pequenas e inalteradas ao longo dos anos, e que são distribuídas com critérios discutíveis.

Estamos a falar em quatro milhões de euros para tudo. Parte desse dinheiro é utilizado para o funcionamento da Entidade, e outra parte para a contratualização externa que também tem de assegurar. Além disso há a promoção no mercado interno em que temos um conjunto de ações em Espanha, na BTL, feiras regionais e, uma atividade muito relevante que é a restruturação do produto turístico, envolvendo as empresas e os municípios.

A grande mais-valia nesta região é que existe uma ação concertada com a ATL que tem outros investimentos, nomeadamente, na parte da promoção e outras fontes de financiamento.

No conjunto, não temos queixas a apresentar sobre os montantes que dispomos para poder executar, em 2023, aquilo que é o nosso plano de atividades.

Portanto, vamos continuar nesta ideia da recuperação, esperando atingir, este ano, valores semelhantes aos de 2019, em termos quantitativos, e superiores em termos económicos, sempre em parceria com a ATL.

De acordo com o que está previsto na lei e nos estatutos regionais, existe uma delegação de competência na ATL e, através disso, muito do que são as ações e intervenções da Entidade Regional da Região de Lisboa são executadas em parceria com a ATL. A BTL é um caso, onde teremos um grande stand com a ATL, as entidades e os municípios.

Portanto, vamos dar um grande enfoque na promoção externa, de acordo com o plano estratégico, mas também nos programas com as empresas, e agora estou a falar dos vários planos de comercialização e vendas internacionais, e nós mais do que duplicámos esse financiamento para assegurarmos esses programas com as empresas.

A cidade de Lisboa tem um peso de 70% dessa procura regional. No entanto, a nossa visão, é crescer em toda a região e, dentro desse crescimento, fazer avançar as áreas mais atrasadas em termos de dimensão turística. Tudo depende sempre da oferta”

E os 6,1 milhões de euros que anunciaram em 2022?
Essa verba era apenas para 2022. Para este ano, na próxima reunião da ATL (que estaria prevista para 12 janeiro) vão ser aprovados todos os regulamentos de apoio à comercialização e vendas, o programa de captação de congressos, e o programa de internacionalização de festivais e eventos culturais, com um orçamento que será superior.

Há a contar ainda a participação nos encargos com a Web Summit, que temos até 2028, e uma pequena participação nas Jornadas Mundiais da Juventude, onde se esperam à volta de 1,5 milhões de pessoas.

A ERT-RL acaba de eleger um novo Conselho de Marketing. Quais são os objetivos deste órgão?
A lei estabelece a obrigatoriedade de todas as ERT terem um Conselho de Marketing, um órgão consultivo composto na maioria por privados, e que no nosso caso, exclusivamente por associações empresariais. Portanto, há eleições que não coincidem com as da Comissão Executiva, porque têm mandatos mais curtos.

É um órgão que se pronuncia sobre os planos de atividades, e numa prática que se reúna em cada trimestre para fazer o ponto da situação da atividade, quer da Entidade, quer da ATL, para conhecimento, discussão e parecer.

 

Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa mantém os seus princípios de apoio

O Fundo de Desenvolvimento Turístico, constituído pelo produto da taxa turística de Lisboa, e que tem de ser aplicada, de acordo com a lei, em benefício da cidade, mantém os seus princípios de apoio e nada em contrário esta em cima da mesa, disse o presidente da ERT-RL e diretor-geral da ATL, Vítor Costa.
Para além dos projetos que eram conhecidos, o fundo ainda vai financiar outros, mas a sua utilização está sempre condicionada a candidaturas que sejam apresentadas pelos membros do Comité de Investimento que são a Câmara Municipal de Lisboa, a ATL, a AHP e a AHRESP, que dá pareceres sobre os projetos que devem ser financiados pelo fundo, explicou.
Segundo Vítor Costa, se o parecer for negativo o projeto não pode ter seguimento, e se for positivo passa para os órgãos municipais e a autarquia terá de aprovar, ou a Assembleia Municipal de for o caso disso.
Até ao momento, desde que foi criado, este fundo já participou em apoios ao Festival de Eurovisão e à Web Summit, às intervenções feitas na Estação Fluvial Sul e Sueste, Doca da Marinha, Museu do Tesouro Real, Centro de Interpretação do Pilar 7 e Centro de Interpretação do Bacalhau.
O responsável referiu que “neste momento não há nenhuma intervenção deste nível. As candidaturas aprovadas neste momento comportam apenas participações financeiras nas Jornadas Mundiais da Juventude e na Web Summit, bem como uma aprovada para quatro anos, que tem a ver com a promoção e apoios às empresas, através dos PCV, captação de festivais e eventos culturais, com vista à dinamização da procura, num montante total de 16 milhões de euros”.
Além disso, há que contar com contratos com juntas de freguesia onde há mais incidência do turismo, para a melhoria da limpeza e higiene urbana.
Vítor Costa assegura que, atualmente, não existe nenhum projeto proposto pela Associação Turismo de Lisboa, já que “a nossa estratégia é consolidar a gestão dos equipamentos que gerimos e que contaram com participação financeira do fundo, que já são bastantes, mas felizmente, quase todos com resultados positivos”.
O diretor geral da ATL nega a veracidade de alguma informação que terá circulado em Lisboa sobre que uma parte das verbas do Fundo de Desenvolvimento Turístico pudesse ser utilizado no apoio à habitação. “Não tem fundamento, sem teria consenso”, disse, avançando que “a diferença da taxa turística de Lisboa, a primeira a ser criada no país, relativamente a outras que têm aparecido, é que a de Lisboa foi negociada com o setor privado, e foram acordadas entre o município, ATL e AHP (que é quem recolhe a taxa), determinadas caraterísticas sobre como se utilizam as verbas, e traduzido por normas pela Assembleia Municipal de Lisboa”.
O responsável reforçou que “a vantagem é que tudo isso foi negociado e consensualizado com a AHP. No Comité de Investimentos está o presidente da Câmara, a ATL, dois representantes da AHP e uma da AHRESP. Nesse órgão discutem-se as opções. Essa é a diferença do que acontece em outros municípios onde a aplicação da taxa turística foi mais controversa, porque em nenhuma se fez como em Lisboa, e hoje toda a gente reconhece as vantagens, porque vê esses equipamentos que enriquecem a oferta, trazem mais gente, dão mais dinâmica à cidade e recuperam património, por outro lado os hoteleiros têm o benefício de poder contar com instrumentos de promoção que são financiados pela taxa turística e permitem a dinamização da procura”.

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Ilha do Faial nomeada para melhor destino europeu de 2023

A Ilha do Faial, nos Açores, é um dos nomeados para melhor destino europeus de 2023, eleição promovida pela European Best Destinations, que conta com 21 destinos em competição e cuja votação decorre até 10 de fevereiro.

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A Ilha do Faial, nos Açores, é um dos nomeados para melhor destino europeus de 2023, numa eleição promovida pela European Best Destinations, que conta com 21 destinos em competição e cuja votação decorre até 10 de fevereiro, informou a Associação de Turismo Sustentável do Faial (ATSF).

“O facto de a ilha do Faial ter sido selecionada para integrar a lista dos melhores destinos europeus de 2023 é, por si, uma boa notícia para o sector do turismo”, congratula-se Pedro Rosa, presidente da ATSF, citado em comunicado.

De acordo com o responsável, esta nomeação “vem aumentar a visibilidade não só do Faial, mas também dos Açores, enquanto destino turístico de excelência”, uma vez que se espera que possa “contribuir para atrair mais turistas à ilha e à região fora da ‘época alta’”.

Além da Ilha do Faial, também Atenas, Viena, Praga, Copenhaga, Varsóvia, ou Londres disputam o titulo de melhor destino do mundo em 2023, numa lista que, além do Faial, integra outro destino português, concretamente a ilha do Porto Santo, na Madeira.

Pedro Rosa lembra que o Faial, através do seu parque natural, foi o primeiro destino português a constar da lista de Destinos Europeus de Excelência (EDEN), um galardão atribuído pela Comissão Europeia e que é também importante para a eleição do melhor destino do mundo da European Best Destinations.

A European Best Destinations caracteriza o Faial como um destino que “possui muitas paisagens arrebatadoras, aves e plantas únicas e formações geológicas icónicas, tudo rodeado por um magnífico mar azul, puro e vivo”.

A associação indica também que o Faial, que juntamente com o Pico e São Jorge formam o triangulo central açoriano, é “um lugar onde os marinheiros que cruzam o oceano gostam de parar por alguns dias ou a vida inteira”.

A votação para escolher o melhor destino do mundo de 2023 decorre até 10 de fevereiro e está disponível aqui.

 

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Atividade turística na América do Sul caminha para a normalização

Na maioria dos destinos turísticos da América do Sul os hotéis, restaurantes e aeroportos praticamente recuperaram a sua agitação habitual, três anos após a pandemia ter parado o setor do turismo.

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Escreve a agência de notícias espanhola EFE que, do Cristo Redentor do Rio de Janeiro ao Obelisco de Buenos Aires, o que continua escasso, em maior ou menor grau, é o sotaque estrangeiro, facto que obrigou o setor a cimentar a sua valorização com os viajantes internos.

Na Argentina, no Chile ou no Brasil, as autoridades esperam que 2023 seja o ano em que as quotas de turistas estrangeiros finalmente ultrapassem os números anteriores à pandemia, algo que o Uruguai, por exemplo, já conseguiu.

Desse conjunto de países, segundo a EFE, que cita as entidades oficiais, o que tem mais dificuldade é o Brasil, que só recuperou 3,5 milhões de turistas estrangeiros dos 6,3 milhões que chegaram em 2019, enquanto a Argentina e o Chile já atingiram entre 70% e 75% do nível pré-covid-19.

A nota discordante é do Peru, onde a profunda crise política e os protestos das últimas semanas assustaram os viajantes e até alguns países, que recomendaram a seus cidadãos que evitassem fazer as malas para destinos como Machu Picchu.

No entanto, as perspetivas no Brasil são mais otimistas para este ano, segundo a agência de notícias, quando o Carnaval do Rio de Janeiro finalmente voltará à sua data habitual e não haverá restrições para a festa que os estrangeiros mais gostam.

“A expectativa é a mesma da festa de Réveillon: chegar a praticamente 100% de ocupação hoteleira. A poucas semanas do Carnaval, atingimos praticamente 90% de ocupação, o que mostra que o Rio de Janeiro receberá com todo o glamour o povo que vier”, disse à EFE Ronnie Aguiar Costa, presidente da agência de promoção turística do Rio, a Riotur.

Com o empurrão do sambódromo, o Brasil pode finalmente fechar o buraco económico que a pandemia causou no setor do turismo, que apesar de ser alimentado principalmente pelo imenso mercado interno, ainda mantém níveis de atividade 2,5% abaixo do que tinha em fevereiro de 2020.

 

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Turismo nas Caraíbas em alta

O turismo nas Caraíbas está em alta, tendo recuperado em 2022 após a pandemia com números históricos nas praias mexicanas de Cancun, República Dominicana e Porto Rico, e uma recuperação quase completa na Colômbia, embora ainda com atrasos em Cuba.

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Conforme o Publituris (site) já divulgou, o Ministério do Turismo do México informou que, em 2022, chegaram 20,6 milhões de turistas internacionais por via aérea, correspondendo a um aumento de 46,3% em relação ao ano anterior.

No que diz respeito à República Dominicana, o Ministério do Turismo registou 7,1 milhões de turistas por via aérea e 1,3 milhão por cruzeiros, que superaram o nível pré-pandemia e atingiram números recordes em 2022, ano em que a Organização Mundial do Turismo (OMT) a reconheceu pela sua recuperação turística “exemplar”. Os visitantes geraram um recorde de 8.671 milhões de dólares ao país o ano passado, com um crescimento de 10% face a 2019 na chegada de turistas por via aérea e de 20% nos cruzeiros.

Igualmente, o setor de turismo em Porto Rico teve recorde em 2022 tanto em empregos na indústria (mais de 91 mil) quanto em receitas de alojamento (1,6 mil milhões de dólares) e passageiros no seu aeroporto internacional (mais de 10 milhões), segundo dados oficiais.

Por sua vez, o turismo na Colômbia praticamente se recuperou após a pandemia, com mais de 3,5 milhões de viajantes internacionais entre janeiro e outubro de 2022, um crescimento de 145,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Migração Colombiana. Em comparação com os mesmos meses de 2019, ano anterior à pandemia, os números representam uma recuperação de 98,6%. A meca do turismo colombiano continua a ser Cartagena das Índias, um destino de sol e praia, mas também pelas suas atraentes construções coloniais.

Já Cuba aspira atingir 3,5 milhões de turistas neste 2023, ainda longe dos 5 milhões alcançados antes da pandemia. Especialistas em turismo não acreditam que a ilha caribenha consiga este ano atingir os objetivos propostos, estimando apenas a chegada de cerca de 2,3 milhões de visitantes internacionais.

A ilha enfrenta este desafio fundamental para a sua recuperação económica, já que o turismo é o segundo contribuinte para o produto interno bruto (PIB) e a terceira fonte de divisas, depois de ter ficado aquém do seu objetivo de 1,7 milhões em 2022.

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