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Portugal em situação de calamidade a partir de 1 de dezembro

Portugal volta a fechar. Não totalmente, mas parcialmente. O país entra em estado de calamidade a 1 de dezembro e terá uma semana de “contenção de contactos” de 2 a 9 de janeiro.

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Portugal volta a fechar. Não totalmente, mas parcialmente. O país entra em estado de calamidade a 1 de dezembro e terá uma semana de “contenção de contactos” de 2 a 9 de janeiro.

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Portugal continental vai entrar em situação de calamidade devido à pandemia de covid-19, a partir de a 01 de dezembro, anunciou o primeiro-ministro, António Costa, no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, 25 de novembro, no qual foram decididas novas medidas para conter a pandemia..

“O Conselho de Ministros aprovou elevar o nível de alerta para o nível de calamidade a partir do próximo dia 01 de dezembro de forma a que estejamos habilitados com o quadro legal necessário para podermos adotar as medidas adequadas e proporcionais ao risco”, disse António Costa.

Portugal Continental regressa, assim, à situação de calamidade pela segunda vez este ano, depois de ter estado neste nível entre 01 de maio e 30 de setembro.

A situação de calamidade é o nível de resposta a situações de catástrofe mais alto previsto na Lei de Base da Proteção Civil, depois da situação de alerta e de contingência.

Outra das medidas é o uso de máscara obrigatório em todos os espaços fechados que não sejam em excecionados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o primeiro-ministro, a medida é um dos três principais instrumentos para conter a pandemia da COVID-19, juntamente com o reforço da testagem e da utilização do certificado digital.

Finalmente, a semana de 2 a 9 de janeiro será de “contenção de contactos”, com o teletrabalho a ser obrigatório, recomeço das aulas adiado para 10 de janeiro, e encerramento das discotecas.

O Presidente da República já se pronunciou, considerando as medidas decretadas pelo Governo para mitigar a propagação da pandemia “muito equilibradas” , possibilitando a existência de restrições adicionais em janeiro, se necessário, apesar de serem “indesejáveis”.

“Pareceram-me muito equilibradas as medidas. Muito equilibradas naquela via que tinha apontado, que era equilíbrio entre, de um lado a precaução, e do outro não fechar a sociedade, nem fechar a economia”, sustentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Exemplos do equilíbrio descrito pelo Presidente da República são “o teletrabalho” e “aquela ‘semana de nojo’ entre o fim do ano e o recomeço da atividade, quer escolar, quer lúdica, quer de trabalho presencial”.

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Pandemia atrasa mas não altera rumo de Portugal no turismo médico

A alta taxa de vacinação e a resposta positiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) à pandemia ajudaram a projetar uma imagem positiva do país além-fronteiras e que pode contribuir para afirmar Portugal enquanto destino de excelência no turismo médico. Agora, é necessário retomar a promoção, até porque, apesar de não ter alterado a estratégia, a pandemia veio atrasar o trabalho que estava em curso.

Inês de Matos

A alta taxa de vacinação e a resposta positiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) à pandemia ajudaram a projetar uma imagem positiva do país além-fronteiras e que pode contribuir para afirmar Portugal enquanto destino de excelência no turismo médico. Agora, é necessário retomar a promoção, até porque, apesar de não ter alterado a estratégia, a pandemia veio atrasar o trabalho que estava em curso.

Conhecido pelos elevados gastos que motiva e receitas generosas que gera, o turismo médico tornou-se, a partir de 2017, numa aposta efetiva de Portugal. Este produto turístico, que segundo um estudo do mesmo ano do Conselho Mundial das Viagens e Turismo (WTTC, sigla em inglês) cresceu 358%, entre 2000 e 2017, passando a valer qualquer coisa como 11 mil milhões de dólares e a representar 1,2% dos gastos globais relacionados com o turismo a nível internacional, entrou oficialmente no radar nacional com a Estratégia Turismo 2027, quando “o Turismo de Saúde e Bem Estar, e o Turismo Médico em particular, foram identificados como ativos emergentes face ao seu reconhecimento internacional, potencial de crescimento e valor acrescentado”, lembra o Turismo de Portugal, em resposta ao Publituris.

A partir daí, foram surgindo várias iniciativas que visavam promover Portugal como um destino de referência para este tipo de turismo, que junta procedimentos e tratamentos médicos à típica oferta de lazer. O objetivo passava por aliar o melhor desta oferta de lazer, e pela qual o país já é reconhecido além-fronteiras – basta lembrar os inúmeros prémios recebidos – a um moderno conjunto de infraestruturas hospitalares privadas que o país também disponibiliza para mostrar que Portugal também pode ser uma opção neste produto.

Tudo parecia correr de feição e, apesar de se admitir que era preciso trabalho para dar visibilidade à oferta nacional e competir com países que há muito se afirmam neste tipo de turismo, projetos não faltavam. 2019 parecia mesmo ser o ano do tiro de partida para uma promoção mais constante. Em agosto desse ano, o Turismo de Portugal e o Health Cluster Portugal (HCP) lançavam o Portugal Health Passport, uma plataforma com toda a oferta de serviços médicos privados disponibilizados no país e que surgiu no âmbito da campanha Brelcome, destinada ao mercado britânico. Mais tarde, em dezembro, era a vez de ser assinado um protocolo de cooperação para a promoção internacional da oferta nacional neste segmento, cujo potencial volume de negócios, estimava o Turismo de Portugal, rondava os 100 milhões de euros por ano. Além de pretender impulsionar o reconhecimento e a notoriedade internacional do país enquanto destino de turismo médico, este protocolo visava também a gestão de sinergias entre o Turismo de Portugal, o HCP, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), as quatro entidades que assinaram o documento.

Até que chegou a pandemia e tudo ficou em suspenso. “A pandemia teve impactos nunca até então vistos, designadamente no que diz respeito à mobilidade das pessoas o que, além de retirar as condições mínimas de estabilidade, fez cair o assunto para os níveis mais baixos de prioridade”, admite Joaquim Cunha, diretor executivo do HCP, em resposta ao Publituris.

Potencial

O impacto da pandemia nos planos traçados para o turismo médico foi, como diz Joaquim Cunha, “sobretudo o de suspender toda a atividade e dinâmica em curso”. O diretor executivo do HCP dá como exemplo a plataforma Portugal Health Passport que, neste período, foi “orientada para agilizar o processo de realização de testes” dos turistas que continuaram a visitar Portugal.

No entanto, apesar das muitas mudanças a que a COVID-19 obrigou, nem todas foram negativas, até porque, como acrescenta Nazir Sacoor, CEO da Longevity, que aposta no turismo médico, assim como no segmento de saúde e bem-estar no Longevity Health & Wellness Hotel, no Algarve, “a COVID-19 veio alertar todos que a saúde é o bem mais precioso”. “As pessoas estão mais atentas aos sinais que o corpo lhes dá e à importância que o sistema imunitário tem na defesa contra vírus”, considera, numa ideia que é também defendida por Joaquim Cunha, para quem a “pandemia tornou ainda mais clara a visão global da saúde, o que, conjugado com manifestos ganhos em termos da sua centralidade na vivência coletiva, alarga o quadro de oportunidades para o turismo médico”.

Certo é que, como considera Óscar Gaspar, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), Portugal conta com uma boa oferta neste segmento e tem “excelentes condições para se posicionar como um player relevante neste setor”.

Foi por isso que, explica o responsável, APHP entrou no protocolo de cooperação para promover a oferta nacional de turismo médico, cujos parceiros, defende Óscar Gaspar, têm condições de “provar que o turismo médico não é apenas uma ideia com potencial, mas tem mesmo condições de realizar esse potencial”.

Na opinião do responsável, “os hospitais privados em Portugal têm uma oferta diferenciada e de excelência comprovada”, que já vai sendo reconhecida em algumas áreas. “Há vários hospitais com acreditação internacional e já hoje há diversos casos em que o nosso país é o destino preferido para áreas como a avaliação e a traumatologia desportiva, por exemplo”, indica. Para Óscar Gaspar, “Portugal é um país que recebe bem, seguro, que respeita as pessoas e as suas culturas e é também um país muito desenvolvido na área das ciências da vida, pelo que esta aliança é claramente ganhadora e tem uma proposta de valor muito importante para quem nos quiser visitar (também) para tratar dos seus problemas de saúde”.

Além das condições hospitalares, Portugal conta ainda com oferta no âmbito da saúde e bem-estar, um mercado que, não estando diretamente ligado ao turismo médico (que pressupõe hospitalização), pode ser complementar, nomeadamente ao nível da recuperação ou de tratamentos terapêuticos não cirúrgicos, para os quais as termas, por exemplo, são há muito recomendadas. João Pinto Barbosa, diretor geral da Associação Termas de Portugal (ATP), concorda que o país tem potencial neste mercado e lembra que, apesar do mau momento que as estâncias nacionais viveram, com o encerramento por decreto durante 193 dias devido à pandemia, vários estudos internacionais têm demonstrado que “o termalismo desempenha um papel fundamental na redução de risco de doenças crónicas que têm maior correlação com os casos mais severos da doença COVID-19”, motivo pelo qual se mostra convicto que os próximos tempos vão trazer “oportunidades únicas para as Termas poderem afirmar o seu papel de protagonismo na melhoria da qualidade de vida”.

Imagem

Ao potencial que o país já tinha neste segmento e ao facto da saúde estar atualmente no centro das atenções, Portugal junta agora, e em resultado da pandemia, outra vantagem: a boa imagem com que saiu desta crise, fruto da resposta positiva à pandemia e da alta taxa de vacinação, que coloca o país na liderança mundial. Ao Publituris, o Turismo de Portugal diz não ter dúvidas de que, devido a essa resposta positiva, Portugal é, hoje, “percecionado internacionalmente como um bom exemplo em termos de organização e capacidade de resposta do SNS às situações decorrentes da crise pandémica, mas também no que toca à vacinação da população portuguesa, tendo atingido uma taxa de vacinação completa de 85% da população numa fração de meses”.

E também Joaquim Cunha considera que o país, ainda que “com alguns altos e baixos, sai desta crise associado a um desempenho dentro da média do que se observou na Europa e com um registo marcadamente positivo no que diz respeito ao processo de vacinação”, motivo pelo qual defende que, se a pandemia veio mudar alguma coisa na imagem de Portugal enquanto destino de turismo médico, essas foram até mudanças “de sentido positivo”, numa opinião que é partilhada pelos restantes players do setor ouvidos pelo Publituris.

Já Óscar Gaspar destaca essencialmente a alta taxa de vacinação que o país foi capaz de alcançar como uma prova da “capacidade de organização” portuguesa e sublinha que “as instituições de saúde e os seus profissionais, seja do SNS, seja de hospitais privados, têm excelentes condições, formação e empenhamento para responder às eventualidades que se colocam”.

Como diz o diretor executivo do HCP, “na Saúde, em regra, desafios e oportunidades andam muito juntos”. Por isso, associadas ao maior desafio que a saúde já trouxe ao país, começam agora a vislumbrar-se algumas vantagens. “Portugal geriu o processo de vacinação à escala nacional e a consequente redução de impacto negativo em infeções, hospitalizações e mortes relacionadas com a COVID-19 projetaram uma imagem positiva em termos de saúde pública e que ajuda sempre na afirmação da imagem no turismo de saúde e bem-estar e também no turismo médico”, concorda Nazir Sacoor, defendendo que, agora, “há que alavancar essa reputação e dar saltos qualitativos na afirmação de Portugal como destino de referência nesses dois mercados”.

Na ATP, a expetativa é igualmente positiva, com João Pinto Barbosa a lembrar que também “a conjuntura internacional pós-COVID-19 é favorável ao crescimento dos produtos de turismo de saúde e bem-estar, com a valorização crescente do equilíbrio do corpo em harmonia com a natureza, como forma de promoção da saúde e de combate à doença”.

Mais dúvidas parece ter Luís Veiga, administrador executivo do grupo Natura IMB Hotels, que há muito vem a apostar no turismo médico, assim como de saúde e bem-estar em todas as unidades do grupo, mas especialmente no H2otel, onde existem ofertas específicas de Medical Spa, e que considera que a pandemia “não afetou nem deixou de afetar” a imagem do país, uma vez que “Portugal nunca se posicionou estrategicamente nesse produto”.

Apesar de se mostrar critico face à estratégia, Luís Veiga considera que a capacidade do país se manter competitivo será o maior desafio da pandemia, até porque “a oportunidade será impactante se os investimentos forem direcionados para segmentos de valor acrescentado”.

Estratégia e promoção

Apesar da pandemia ter atrasado a promoção, não mudou a estratégia nem os objetivos. Como refere Óscar Gaspar “a estratégia não mudou necessariamente, esteve suspensa pela pandemia, e há que voltar ao propósito de promover Portugal como um destino de turismo médico”. “Os anos de 2020 e 2021 nem sequer justificavam esforço de promoção para um mercado que estava compulsivamente fechado. Este é o tempo de retomar as atividades”, considera.

Joaquim Cunha também concorda e revela que, mesmo durante a pandemia, o HCP não parou de promover Portugal enquanto “destino amigo da Saúde em todas as suas dimensões: ciência, inovação e indústria, e prestação de cuidados”, tendo mesmo lançado, em novembro de 2020, “a marca umbrella “Health Portugal” onde se pretende abrigar desde a biotecnologia e farma, até à exportação de I&D, passando pela smart health, pelos ensaios clínicos, ou pelo turismo médico”. O diretor executivo do HCP entende que os desafios neste segmento “estão, como estavam, essencialmente do lado reputacional”, o que passa por “afirmar e promover a qualidade” da oferta nacional nos mercados e geografias selecionadas como alvo, “suportada em produtos ajustados à procura”. E, neste ponto, acrescenta Joaquim Cunha, são esperadas novidades em breve. “Aproveitámos este tempo de defeso para, em conjunto com atores e entidades relevantes na área, trabalharmos o tema da promoção com resultados que estaremos em condições de colocar no terreno nos finais do corrente ano”, revela.

Tal com o HCP, também o Turismo de Portugal se manteve ativo e lembra o trabalho desenvolvido, “sobretudo ao nível da resposta à relevância acrescida que as temáticas da saúde têm na confiança e segurança dos consumidores”. Foi por isso que, explica o organismo, se associou, em julho de 2020, ao HCP para alargar os serviços da plataforma Health Passport a “todos os residentes estrangeiros que visitam Portugal”. “Desde o lançamento desta iniciativa, foram subscritos cerca de 4.500 Portugal Health Passports e recebidos mais de 10.000 pedidos para a realização de testes à COVID-19, sendo notória a correlação existente entre a agilização das viagens transfronteiriças e a procura do produto”, diz o Turismo de Portugal, que faz também um balanço positivo das restantes iniciativas lançadas em cenário COVID-19, a exemplo dos “seguros de viagem adaptados à nova realidade pandémica”, disponíveis desde agosto de 2020, ou do selo Clean&Safe, lançado em abril de 2020, com o objetivo de “reforçar a confiança em Portugal enquanto destino turístico”. “Paralelamente à estratégia de Saúde Pública seguida pelo país, que fez com que Portugal fosse apontado como modelo de sucesso, também a estratégia seguida no setor tem sido apontada como referência”, acrescenta o instituto, que considera que os “desafios impostos constituem uma oportunidade para a recuperação com um foco primordial na retoma da atividade de uma forma ainda mais forte e sustentável”.

Os desafios e oportunidades trazidos pela pandemia são inegáveis e, por isso, os players do setor são unanimes no pedido de mais promoção, até porque, refere o CEO da Longevity, Portugal continua a ser um destino desconhecido neste mercado. “O turismo de saúde cresceu significativamente e como tal, Portugal tem-se posicionado de maneira estruturada e sistematizada neste mercado, mas existe ainda um longo caminho a percorrer para que seja reconhecido internacionalmente”, refere, considerando que, também no turismo médico, que “exige outros fatores de competitividade e atratividade”, o país tem ainda “um longo caminho a percorrer”.

Nazir Saccor concorda que a COVID-19 “trouxe mais oportunidades” e diz que, nesta fase, o principal “desafio é saber agarrar essas oportunidades”, daí a importância da promoção para afirmar o país, uma vez que “a pandemia poderá ter despoletado o interesse por umas férias mais saudáveis”.

Tal como a Longevity, também as Termas de Portugal acreditam nas oportunidades que a pandemia trouxe, com João Pinto Barbosa a indicar que, neste momento, “a prioridade está na recuperação do mercado nacional”, ainda que também o mercado internacional não seja descurado. “A médio prazo equacionamos implementar um ambicioso plano de ações de promoção”, acrescenta.

Avaliação mais negativa volta a ter Luís Veiga, que considera que, no turismo médico, “é praticamente impossível competir a nível global com países cuja notoriedade é reconhecida atualmente como a Turquia ou a Índia”, ainda que admita que, na saúde e bem-estar, Portugal possa “assumir vantagens competitivas potencialmente interessantes desde que as propostas sejam claramente diferenciadoras”. O administrador do Grupo Natura IMB Hotels defende ainda que a pandemia poderia ter um impacto positivo na estratégia para o turismo médico se “houvesse uma estratégia ou um plano com ações e comunicação claras para chegar aos públicos-alvo”.

Futuro

Apesar de maiores ou menores dúvidas, o certo é que os players ouvidos pelo Publituris parecem estar confiantes quanto ao futuro do turismo médico em Portugal e, como diz mesmo o Turismo de Portugal, parece não haver “razão para que não sejam ambicionadas as metas traçadas no Protocolo do Turismo Médico em Portugal, ou seja, fomentar o Turismo Médico para conseguir chegar a um volume de negócios anual superior a 100 milhões de euros, no horizonte de 2025”.

Por parte do HCP, a expetativa também se mantém em alta, ainda que Joaquim Cunha continue a admitir que é preciso trabalhar para alcançar os objetivos traçados. “A expectativa mantém-se globalmente a mesma: elevado potencial, que necessita ser muito trabalhado e de ver reunidas algumas condições críticas de sucesso, umas de contexto e outras de robustecimento da oferta. As primeiras têm manifesta supremacia sobre as segundas e estão fora do nosso controlo. Nas segundas, com o envolvimento ativo dos seus principais atores, continuamos a trabalhar”, explica.

Já Óscar Gaspar acrescenta que Portugal tem uma “oferta de excelência e mobilizada para o efeito”, assim como “enquadramento institucional e vontade de prosseguir o trabalho necessário de articulação, auscultação dos mercados emissores, investimento e promoção”, motivo pelo qual considera que, em 2022 e 2023, a promoção deste produto deverá voltar em força. “Acreditamos que as especialidades selecionadas (Oftalmologia; Cirurgia plástica; Ortopedia; Check-ups; Oncologia; Procriação Medicamente assistida; Ginecologia e Obstetrícia; Cardiologia & Cirurgia cardíaca; Obesidade e Reabilitação) vão ao encontro das necessidades e que em 2022 e 2023 possamos voltar a ter a nossa estratégia no terreno”, refere.

Nas Termas de Portugal, o feedback também não se altera e João Pinto Barbosa frisa que “todas as tendências internacionais apontam para um futuro promissor para as Termas”. “A pandemia trouxe a alteração de comportamentos e profundas alterações nas motivações de procura de bens e serviços turísticos e de saúde. É seguro afirmar-se que o interesse por serviços de saúde para prevenção de doença, reforço de imunidade e promoção de comportamentos e estilos de vida saudável, continuará a ter um crescimento exponencial nos próximos anos”, defende.

Na Longevity, Nazir Sacoor também está confiante e diz que tanto o turismo médico como o de saúde e bem- -estar “revelam forte crescimento internacional”. “Com uma separação em termos de definição e promoção internacional para o turismo de saúde e bem-estar e o turismo médico, Portugal pode aumentar a sua reputação em ambas as áreas”, acrescenta.

Já Luís Veiga mostra-se dividido, uma vez que diz ter uma expetativa “muito apreciável no que respeita à procura sustentada de oferta de propostas de saúde e bem-estar”. Já em relação ao turismo médico, o administrador do Grupo Natura IMB Hotels aponta “expectativas reduzidas” e diz que, em ambos os mercados, “o maior desafio” do país será ter capacidade para se manter competitivo no futuro.

 

 

 

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OMT contra restrições gerais às viagens

Com o avanço da nova variante da COVID-19 – Ómicron – a Organização Mundial do Turismo mostra-se preocupada com as restrições gerais, principalmente, aos países da África Austral e apela à coordenação e não à discriminação.

Victor Jorge

A Organização Mundial do Turismo (OMT) mostrou-se, recentemente, contra as restrições gerais que vêm sendo impostas sobre as viagens, tendo chamado à atenção para este facto na 24.ª Assembleia-geral da entidade das Nações Unidas.

No evento que se realizou na capital espanhola, de 30 de novembro a 3 de dezembro, países de todo o mundo expressaram a sua solidariedade para com as nações da África Austral, pedindo o levantamento imediato das proibições de viagens impostas a países específicos e para que a liberdade de viagens internacionais seja reposta.

A OMT destaca, de resto, as declarações do secretário-geral das Nações Unidas e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação à injustiça e ineficácia das restrições gerais das relativamente aos países do sul de África.

Restrições ineficazes e discriminatórias
À luz dos desenvolvimentos recentes, a OMT lembra, mais uma vez, que aos países que a imposição de restrições gerais às viagens é “discriminatória, ineficaz e contrária às recomendações da OMS”.

Além disso, em nota de imprensa, a OMT refere que “as restrições gerais também podem estigmatizar países ou regiões”.

Durante a assembleia geral da OMT, diversos Estados Membros e parceiros, incluindo vozes de organizações internacionais e do setor privado, fizeram ecoar o conselho da OMS ao apontar que “as restrições de viagens só devem ser impostas como último recurso em resposta a mudanças de circunstâncias”. Além disso, foi enfatizado que, se forem introduzidas restrições, estas devem ser “proporcionais, transparentes e cientificamente fundamentadas”.

Estas restrições deverão ter, igualmente, em conta uma “apreciação completa” do que significaria interromper as viagens internacionais para os mais vulneráveis, incluindo os países em desenvolvimento e “indivíduos que dependem do turismo para a sua sobrevivência”.

Coordenação e não discriminação
Desde o início da pandemia da COVID-19, a OMT tem apelado para ações coordenadas e com base em evidências para equilibrar as preocupações de saúde pública, de modo a manter a atividade do turismo “intacta”.

Nos últimos meses, segundo avança a OMT, “essa abordagem tem-se mostrado a mais eficaz”, com a organização a fazer notar que “os níveis de viagens e vacinação estão intimamente ligados”, demonstrando-se que “o surgimento de novas variantes é facilitado por baixos níveis de vacinação”.

Como tal, a OMT apela a todos os países para agirem em “solidariedade” para garantir o “acesso equitativo” às vacinas, para o reconhecimento de todas as vacinas aprovadas pela OMS para viagens internacionais, e para se facilitar o acesso a patentes para a produção local de vacinas.

 

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Portugal volta a ser considerado de “risco máximo” pelos EUA

Com os dias festivos a aproximarem-se, os EUA sobem Portugal no ranking de perigosidade, desaconselhando as viagens ao nosso país. Voltamos a constar dos destinos de “risco máximo”.

Publituris

O Centro de Prevenção e Controlo de Doenças (Centers for Diseases and Control Prevention – CDC, em inglês), voltou a colocar Portugal na “lista vermelha” no que diz respeito às viagens.

“Evite viajar para Portugal”, pode ler-se no site do CDC, no qual é possível ver que Portugal passou, novamente, a ser considerado como de “risco máximo”, passando, assim, do nível 3 para o nível 4.

“Se tiver de viajar para Portugal, certifique-se que está totalmente vacinado antes de realizar a viagem”, alerta o CDC, salientando ainda que, “devido à corrente situação em Portugal, mesmo pessoas totalmente vacinadas podem correr riscos de contrair e contagiar outras pessoas com outras variantes de COVID-19”.

Mas não foi somente Portugal que passou a figurar classificação mais alta da agência governamental norte-americana, que tem mais de 80 destinos na lista, incluindo países como França, Chipre, Liechtenstein, Tanzânia e Jordânia.

Além de todas as advertências, o CDC destaca, igualmente, a necessidade de seguir as recomendações ou requisitos exigidos pelo país, incluindo o uso de máscara e a manutenção de distância de segurança.

 

 

 

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Reino Unido regressa às restrições e volta a exigir teste negativo à chegada

Apresentação de teste negativo à chegada ao Reino Unido volta a ser obrigatória a partir desta terça-feira, 7 de dezembro, devido ao aumento do número de casos no país com a nova variante Ómicron.

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A partir desta terça-feira, 7 de dezembro, todos os viajantes que cheguem ao Reino Unido passam a ter de voltar a apresentar um teste negativo para a COVID-19 realizado até 48 horas antes da partida, numa exigência que se aplica a todos os maiores de 12 anos de idade, informou o ministério da Saúde britânico.

De acordo com a imprensa britânica, a medida, que já tinha estado em vigor e que foi abandonada quando os viajantes passaram a ter realizar um teste de PCR no prazo de dois dias após a chegada a território britânico, está a revoltar o setor turístico do Reino Unido, que considera que a exigência de testes antes da partida é “um golpe devastador” para as viagens e turismo.

As autoridades britânicas consideram, no entanto, que a subida do número de casos de COVID-19 no país e o surgimento da nova variante Ómicron são preocupantes e que o país precisa de tomar medidas para evitar uma situação ainda mais dramática.

“Precisamos tomar medidas para impedir a propagação da nova variante neste país e evitar um problema maior”, explicou  Dominic Raab, secretário de Justiça britânico.

Além do regresso dos testes antes da partida, as autoridades britânicas avisam também que podem ser adotadas “outras medidas decisivas, se necessário, para conter o vírus e a nova variante”.

Recorde-se que, devido à variante Ómicron, o Reino Unido já tinha proibidos os voos da África do Sul e colocou 10 países africanos na lista vermelha, o que significa que apenas cidadãos do Reino Unido e irlandeses ou residentes no Reino Unido podem viajar desses países para o Reino Unido. Na lista vermelha passa também a estar, a partir desta segunda-feira, 6 de dezembro, a Nigéria.

Além do regresso dos testes antes da partida, o Reino Unido voltou também a decretar a obrigatoriedade do uso de máscara facial nas lojas e transportes públicos, uma vez que o número de contágios com a nova variante Ómicron está a subir e soma já 160 casos confirmados.

 

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Congresso APAVT: “Apoios têm de continuar, porque há gente que não tem mais onde se agarrar, mas que continua a trabalhar e a resistir”

Terminado o 46.º Congresso da APAVT, a mensagem final do presidente da associação, Pedro Costa Ferreira, foi simples: “que os apoios continuem, que se clarifique e harmonize as restrições, que se reforce a promoção externa e que os políticos deste país saibam entregar uma solução política estável”.

Victor Jorge

No final de três dias de congresso, o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, Pedro Costa Ferreira, voltou a afirmar o que dissera no início dos trabalhos: “O apoio à retoma tem que continuar pelo menos até à Páscoa, o apoiar.pt tem que ser reativado, pagando desde já o período de abril a dezembro deste ano e projetando ainda as consequências destas novas restrições agora implementadas”, disse no final do 46.º congresso da associação

E justificou esses apoios com o facto de haver “gente que não tem mais onde se agarrar, mas que continua a trabalhar e a resistir. Essa gente são os agentes de viagens portugueses, que integram um setor que cresceu na última década, mais do que economia portuguesas, contribuindo decisivamente para o crescimento da economia portuguesa, para a geração de emprego e para o equilíbrio das contas externas do país”

E prosseguiu, referindo que “os agentes de viagens portugueses uniram-se e vieram [ao congresso] gritar que não desmobilizam, que não desistem, que não se entregam”, salientando, ainda que “são os agentes de viagens portugueses que liderarão a recuperação do turismo português, e com ele a economia nacional, ao venderem este maravilhoso destino turístico pelos principais mercados emissores”.

Antes de pedir estes apoios, ou melhor, a continuação dos mesmos, Pedro Costa Ferreira, agradeceu o papel da secretária de Estado do Turismo (SET), Rita Marques, admitindo que, sem ela, “tudo teria sido pior”, porque “foi ágil a perceber as necessidades, foi perseverante a procurar apoios, e foi hábil a construir soluções de financiamento.

O papel da SET foi destacado, até porque, “a resposta governamental não foi isenta de erros ou omissões”, além de não ter sido “constante e coerente”.

Para o setor, Pedro Costa Ferreira deixou a mensagem – apesar de reconhecer que a “retoma dependerá de alguns fatores não controláveis por nós [agentes], acima de todos a resolução da situação sanitária” – que “podemos antecipar a retoma e aumentar a sua velocidade, com a clarificação e harmonização das restrições à mobilidade, a entrega de uma oferta flexível ao longo de toda a cadeia de valor, a resolução do problema de recursos humanos, o prolongamento de um quadro de apoio robusto e coerente, bem como uma renovada aposta na promoção externa, através do reforço das dotações financeiras”.

Quanto à promoção externa, o presidente repetiu o que dissera no arranque dos trabalhos do 46.º congresso da APAVT: “Só precisamos de reforçar a capacidade financeira, o talento já lá está todo”.

Por isso, e no fim, Pedro Costa Ferreira espera que “o atual Governo tenha a criatividade e a vontade necessárias a reforçar de imediato o apoio à economia e às empresas, e que os políticos deste país nos saibam entregar uma solução política estável, que permita uma resposta global e efetiva à crise económica que foi reforçada pela crise política”.

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Transporte aéreo de passageiros duplica no 3.º trimestre mas ainda longe dos valores de 2019

No terceiro trimestre do ano, os aeroportos nacionais movimentaram cerca de 10 milhões de passageiros e contabilizaram a aterragem de 48,8 mil aeronaves em voos comerciais.

Inês de Matos

No terceiro trimestre do ano, os aeroportos nacionais movimentaram cerca de 10 milhões de passageiros, número que indica uma subida de 92,7% face a igual período do ano passado, quando a pandemia já assolava o transporte aéreo, mas que, em comparação com os mesmos três meses de 2019, antes da chegada da COVID-19, continua a traduzir um decréscimo expressivo, que chegou aos e 45,0%, segundo dados revelados esta sexta-feira, 3 de dezembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os dados do INE mostram, no entanto, que o total de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais tem vindo a recuperar ao longo dos trimestres, uma vez que, no segundo trimestre, a quebra face a igual período de 2019 chegava aos 76%, enquanto no primeiro tinha sido de 86,8%.

De acordo com o INE, entre julho e setembro, aterraram nos aeroportos nacionais 48,8 mil aeronaves em voos comerciais, número que representa uma subida de 52,0% face ao terceiro trimestre de 2020, ainda que, em comparação com o mesmo período de 2019, se continue a registar um decréscimo que, nestes três meses, foi de 28,5%.

No entanto, a descida de 28,5% face ao terceiro trimestre de 2019 já representa uma melhoria comparativamente aos primeiros trimestres do ano, quando o número de aeronaves aterradas nos aeroportos nacionais apresentava descidas de 56,5% no segundo trimestre e de 70,6% no primeiro trimestre.

Por aeroportos, a infraestrutura da capital foi a que concentrou um maior número de passageiros, contabilizando 44,3% do total de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais, o que corresponde a 4,6 milhões, cerca de metade do total de passageiros contabilizados no terceiro trimestre de 2019.

Já o aeroporto do Porto registou o segundo maior volume de passageiros movimentados do país, correspondente a 22,6% do total ou 2,3 milhões de passageiros, o que traduz uma diminuição de 40,1% face ao mesmo período de 2019.

Em Faro, o aeroporto contabilizou o movimento de 1,5 milhões de passageiros, o que representa 14,8% do total,  num resultado que, segundo o INE, corresponde ao “maior decréscimo face ao terceiro trimestre de 2019”, com uma perda de 56%.

Os passageiros movimentados nos aeroportos do Funchal e de Ponta Delgada corresponderam ainda, respetivamente, a 7,7% e 5,4% do total, tendo sido estes os aeroportos que registaram os menores decréscimos face a 2019, com descidas de 13,2% e 22,3%.

O INE indica ainda que, no terceiro trimestre de 2021, foram movimentados 7,7 milhões de passageiros em tráfego internacional, correspondendo a 75,0% do tráfego total, com o peso do tráfego internacional a ascender a 94,0% em Faro, 84,1% em Lisboa e 83,6% no Porto.

“Analisando o número de aeronaves aterradas e o número de passageiros desembarcados diariamente no 3º trimestre, pode observar-se que os níveis destas variáveis foram superiores aos observados no mesmo período de 2020, quando se verificou o impacto das restrições à mobilidade no espaço aéreo devido à pandemia, no entanto estão ainda muito distantes dos níveis anteriores à pandemia”, aponta ainda o INE.

 

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João Fernandes reeleito para novo mandato na Associação de Turismo do Algarve

João Fernandes foi reeleito esta quinta-feira, 2 de dezembro, para um novo mandato à frente da Associação de Turismo do Algarve (ATA).

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O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), João Fernandes, foi reeleito para um segundo mandato à frente da Associação de Turismo do Algarve (ATA), entidade responsável pela promoção internacional do Algarve, cujas eleições decorreram esta quinta-feira, 2 de dezembro.

Num comunicado enviado à imprensa, a ATA explica que o ato eleitoral contou com uma lista única, que era liderada por João Fernandes e que contava com “representatividade dos vários agentes da indústria de turismo da região” e reuniu uma votação “expressiva”, com 90 votos a favor, um voto nulo e outro voto em branco.

“A acompanhar João Fernandes na presidência dos restantes órgãos da nova Direção, que ficará em funções até 2024, estão a ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve, à frente da Assembleia Geral, e o Hotel Júpiter, à frente do Conselho Fiscal”, indica a ATA, no comunicado divulgado.

Depois do ato eleitoral, João Fernandes mostrava-se “muito satisfeito com esta reeleição”, principalmente por poder dar continuidade ao projeto que foi iniciado em 2018 e que, segundo o responsável, “se tem mostrado vencedor”, mesmo durante a fase de pandemia.

“Os próximos anos continuarão a ser, certamente, tempos muito desafiantes e exigentes para o turismo do Algarve, mas tenho confiança que esta equipa irá saber manter o mesmo espírito combativo para continuar a ultrapassar obstáculos com sucesso, dedicação e muita criatividade”, afirma João Fernandes.

Aposta na diversidade da oferta da região e consolidação do reconhecimento internacional do Algarve como um destino turístico autêntico e de qualidade superior são, de acordo com a ATA, os pilares que vão suportar a promoção futura do Algarve e cujo sucesso, segundo a associação, deverá continuar a passar pelo “envolvimento dos vários agentes do setor de turismo da região em torno deste objetivo comum”.

Além de João Fernandes, reeleito presidente da Direção da ATA, a associação passa a contar com os seguintes órgãos sociais:

Assembleia Geral

Presidente – ACRAL (Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve),
representada por Álvaro José Martins Viegas.

Secretário – Castro Marim Golfe and Country Club (Algarvelux – Const. e
Empreendimentos, S.A.), representada por David Martins.

Vogal – Casa Modesta (Casa Modesta, Lda.), representada por Vânia Isabel Brito
Fernandes.

Suplente – Animaris (Animação Turística, Lda.) representada por José Rita Brito Vargas

Suplente – Restaurante 2 Passos (Alfazema Restaurantes, Lda), representado por
Joaquim Alberto Rodrigues Coelho.

Direção

Presidente – Região de Turismo do Algarve, representada por João Pedro Ferreira
Caldas Fernandes.

Vice-Presidente – Hotel Quinta do Lago (Grampiam, SA.), representado por Filipe José
Rosário do Adro.

Vice-Presidente – APAVT (Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo),
representada por Duarte Manuel Gois Correia.

Vice-Presidente – Benamor (Atividades Turísticas, SA.), João Paulo Carvalho Oliveira e
Sousa.
Vice-Presidente – Vila Monte Farm House (Discovery Hotel Management),
representada por Pedro Minetto Ferreira Neto.

Vice-Presidente – Hotel Eva (AP Hotels & Resorts), representada por Emanuel José
Moreira de Freitas.

Suplente – VISACAR (Aluguer de Veículos Motorizados Automóveis, SA.), representada
por Honório Manuel Bernardo Teixeira.

Suplente – Associação Vilamoura Visitors, Residents & Conventions Bureau,
representada por Isolete Jerónimo Café Correia.

Conselho Fiscal

Presidente – Hotel Júpiter (Júpiter Indústria Hoteleira, S.A.) representada por Luís
Miguel Henriques da Conceição Negrão Sequeira.

Vice-Presidente – Salema EcoCamp Surf & Nature (Around the Eden Nature Park,
Lda.), representada por Joaquim Jacinto Lourenço.

Vogal –Dreamwave (DreamWave Algarve, Atividades Marítimo-Turísticas, Lda.),
representada por Raul Manuel Domingos Correia.

Suplente – Loulé Jardim Hotel (Filipe Contreiras Unipessoal), representado por Filipe
Manuel Lampreia Contreiras.

Suplente – Vale do Garrão, Lda. (Hotel Ria Park), representada por Maria Teresa Pontes
Caldeano.

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Congresso APAVT: TAP espera “prenda de Natal” de Bruxelas

A TAP está, segundo Silvia Mosquera, Chief Commercial & Revenue Officer (CCRO) da companhia, a trabalhar como se o plano de reestruturação já tivesse recebido “luz verde” de Bruxelas. Para já, existe um novo novo programa de flexibilidade para alterar reservas sem custos.

Victor Jorge

Silvia Mosquera, Chief Commercial & Revenue Officer (CCRO) da TAP, admitiu estar “otimista” quanto à aprovação do plano de reestruturação da companhia por parte da Comissão Europeia até ao final do presente ano.

Durante o 46.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), a decorrer em Aveiro até 3 de dezembro, a responsável da TAP disse que tal decisão poderá ser mesmo encarada como uma “prenda de Natal” por parte de Bruxelas, salientando que o trabalho está a ser feito como se o plano já tivesse aprovado.

No que diz respeito à estratégia comercial da companhia nacional Mosquera revelou que a TAP lançou, a 1 de dezembro, um novo programa de flexibilidade que permite ao cliente alterar o voo sem custos, destacando a importância da “flexibilidade” nos tempos atuais.

Este novo programa estará em vigor até 28 de fevereiro do próximo ano e dá ao cliente a possibilidade de “alterar a data e destino gratuitamente”, esclarecendo, contudo, que, caso existam, “as diferenças tarifárias serão aplicadas”.

Quanto à procura, a CCRO da TAP revelou que, desde setembro, que se registou uma “maior procura”, destacando os mercados do Brasil e dos EUA, apontando para uma recuperação na ordem dos 60% para o ano de 2022.

Admitindo que a companhia “tem de melhorar as vendas, a experiência do cliente e ao mesmo tempo reduzir custos”, Mosquera reconheceu que o serviço de cal center “não está a prestar um bom serviço”, uma vez que o volume de chamadas foi “inesperado”, assinalando que o digital cresceu por causa da pandemia.

No que diz respeito à nova variante da COVID-19 – Ómicron – a CCRO da TAP reconheceu que teve impacto na companhia, com a suspensão dos voos com Marrocos e Moçambique, referindo que a segurança dos passageiros é sempre a prioridade”.

Quanto ao trabalho com as agências de viagens, Silvia Mosquera admitiu que são o canal “mais importante e chave para a TAP”, reconhecendo, contudo, que “não vamos estar sempre de acordo, mas vamos trabalhar juntos”.

“Foram, são e continuarão a ser [as agências de viagens] importantes para a TAP”, concluiu a executiva da TAP.

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IATA alerta que medidas contra Omicron põem em causa recuperação de outubro

A IATA está preocupada que as medidas adotadas contra a nova variante Omicron venham colocar em causa a recuperação da procura por viagens aéreas, que voltou a melhorar em outubro.

Inês de Matos

A proibição ou limitação de viagens decretada em vários países na sequência da identificação da variante Omicron pode colocar em causa a recuperação que o tráfego aéreo apresentou em outubro, alerta a IATA – Associação Internacional de Transporte Aéreo, que divulgou esta quinta-feira, 2 de dezembro, os dados referentes ao tráfego aéreo global de outubro.

“O desempenho do tráfego de outubro reforça que a ideia de que as pessoas vão viajar quando puderem. Infelizmente, a resposta dos governos ao surgimento da variante Omicron estão a colocar em risco a conectividade global que levou tanto tempo a reconstruir ”, avisa Willie Walsh, diretor geral da IATA, citado num comunicado enviado à imprensa.

De acordo com os dados da IATA, em outubro, o tráfego aéreo manteve a tendência de recuperação que já se vinha a verificar desde o verão e que permitiu que a procura global por viagens aéreas tenha apresentado uma descida de 49,4% face a igual mês de 2019, ainda antes da pandemia.

Apesar do resultado continuar a ser negativo em comparação com os dados de 2019, o certo é que este indicador tem vindo a subir e o resultado de outubro mostra mesmo uma recuperação face a setembro, quando a procura global por viagens aéreas tinha ficado 53,3% abaixo de igual mês de 2019.

Tal como também já vinha a acontecer, o tráfego doméstico voltou a registar um melhor desempenho, com a procura do mercado interno a apresentar uma descida de 21,6% face a outubro de 2019, igualmente com uma melhoria face à descida de 24,2% identificada em setembro.

Já a quebra na procura internacional voltou a ser mais preocupante, chegando aos 65,5% em comparação com outubro de 2019, ainda assim também com um melhor desempenho face a setembro, quando a descida de procura internacional por viagens aéreas tinha sido de 69,0% e com as melhorias a chegarem a todas as regiões do mundo.

Por regiões, foi na Ásia-Pacífico que o tráfego aéreo internacional mais desceu em outubro, com uma quebra de 92,8% face a igual mês de 2019, praticamente inalterada face ao resultado de setembro, quando o decréscimo chegava aos 93,1%. Nesta região, a capacidade desceu 83,8%, enquanto o load factor caiu 44 pontos percentuais, para 35,7%, o mais baixo entre todas as regiões do mundo.

No Médio Oriente, a descida do tráfego aéreo internacional chegou aos 60,3%, o que, segundo a IATA, é um resultado animador pois representa “um enorme salto” face à quebra de 67,1% registada no mês de setembro, enquanto a capacidade teve um quebra de 49,1% e o load factor caiu 16,1 pontos percentuais, para 57,5%.

Em África, a descida do tráfego aéreo internacional foi 60,2% em outubro, o que também indica uma melhoria face ao decréscimo de 62,1% observado em setembro, enquanto a capacidade caiu 49,0% e o load factor encolheu 15,2 pontos percentuais, para 54,1%.

Na América do Norte, a quebra do tráfego internacional foi de 57,0%, igualmente com uma melhoria em comparação com o mês anterior, quando a descida tinha sido de 61,4%, enquanto a capacidade desceu 43,2% e o load factor caiu 20 pontos percentuais, para 62,4%.

Na América Latina, a descida do tráfego internacional em outubro foi de 55,1%, o que representa uma forte melhoria face à descida de 61,4% identificada em setembro, com a capacidade a apresentar uma quebra de 52,5% e o load factor a descer 4,3 pontos percentuais, para 76,9%, naquele que volta a ser o load factor mais elevado entre todas as regiões pelo 13.º mês consecutivo.

Já a Europa foi a região onde o tráfego aéreo internacional menos desceu, apresentando uma quebra de 50,6% face a igual mês de 2019, o que também traduz uma melhoria substancial face ao desempenho de setembro, quando a quebra foi de 56,5%. Já a capacidade desceu 41,3% na Europa, enquanto o load factor encolheu 13,7 pontos percentuais, para 72,5%.

 

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Congresso da APAVT: Marcelo pede “clarificação” a quem concorre às eleições sobre aeroporto, TAP e ferrovia

A abrir os trabalhos do 46.º Congresso da APAVT, o Presidente da República deixou vários recados a quem concorre às próximas legislativas e pretende ser Governo.

Victor Jorge

No dia em que Portugal ultrapassou os 4.500 casos de infeção por COVID-19, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, abriu o 46.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) salientando que “o turismo é abertura”, destacando o “heroísmo das agências de viagem em 2020 e 2021”.

Admitindo que a decisão mais difícil dos últimos tempos foi a declaração do estado de emergência e a sua posterior renovação, Marcelo Rebelo de Sousa disse que “essa decisão foi mil vezes mais difícil que a dissolução da Assembleia da República”.

Respondendo a várias perguntas que foram deixadas no início dos trabalhos por Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, e Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), a primeira foi: “Como vai a pandemia em Portugal?”. A diferença, segundo o Presidente da República, “não está nos números relativamente há um ano. A diferença está no número de internados, cuidados intensivos e mortos”.

Além deste facto, Marcelo Rebelo de Sousa salientou a vacinação, assinalando a posição (número 1) de Portugal na Europa e no mundo, referindo que, “enquanto alguns estão a tentar chegar à nossa posição, nós estamos a avançar já com a terceira dose”.

No que diz respeito à nova variante, o Presidente da República (PR) apelou à “serenidade”, pedindo que se “afaste qualquer alarmismo”, destacando que, “o que precisamos é de prevenção”.

À pergunta sobre o estado da economia, presente e futura, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou os números avançados pela OCDE e outras entidades nacionais e internacionais, ou seja, “crescimento de 4,2% para o 3.º trimestre, 4,8% para o ano” e para 2022, um “crescimento de 5,8%”. Ou seja, “iremos crescer 10% nestes três anos”.

Neste capítulo, destacou ainda a “capacidade inventiva e de recriação das nossas empresas e empresários que é excecional”, frisando que se trata de “saber reconstruir e começar a reconstrução”. “No fundo, o turismo é isso”, assinalou Marcelo Rebelo de Sousa.

No que diz respeito ao papel das agências de viagem em todo este cenário, o PR classificou-a de “essencial no ressurgimento do turismo”, abordando ainda a problemática da falta de quadros, com destaque para a falta de pessoas, particularmente, no turismo”, embora reconheça que a mão-de-obra reajustou-se e partiu para outros setores”.

Confiante quanto aos números da inflação, nomeadamente, que se mantenham baixos, Marcelo assinalou que “o investimento externo está a subir, no ‘antigo’ e no ‘novo’ turismo”.

No âmbito político e, mais concretamente, no Orçamento de Estado (OE) para 2022, a convicção do PR é a de que “nunca Portugal possui tanto dinheiro para investir” com o PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) bem como os fundos provenientes programa 20-30 que não dependem do OE.

Marcelo deixou ainda a esperança de que o novo Governo “será rápido” na aprovação de um novo orçamento, convencido de que a “governabilidade e sustentabilidade estarão presentes na viabilização” do futuro documento.

Já quanto ao novo aeroporto, voltou a frisar o que já tinha dito afirmado em eventos anteriores, deixando, contudo, uma esperança: a de que, quem concorre às próximas eleições “clarifique a sua posição sobre o novo aeroporto para não haver mais surpresas”.

Indicando que “o país não suporta mais taticismos”; Marcelo deixou um “pedido”: “que se tome uma decisão e que seja ainda em 2022”.

Quanto à Ferrovia, esta “terá de ser uma aposta, seja no geral, seja na que tem potencial económico”, ou seja, alta velocidade, assinalando que, também aqui, “os concorrentes às eleições têm de tomar uma decisão”.

Outro tema a “precisar de clarificação”, é a TAP. “Sonhar com um ‘hub’ forte em Portugal, implica apostar na reforma da TAP e na viabilização da mesma. Não há alternativa”, frisou.

Deixando claro que “não há ninguém a vir de outra galáxia para salvar a TAP”, o Presidente da República assinalou, contudo, que “há parcerias que se podem fazer e a nível nacional”, mas, mais uma vez, “aqueles que querem governar o país têm de se pronunciar, concluindo que “estas são as virtualidades dos atos eleitorais e a grande ocasião de explicitar as posições”.

Presidente da CTP pede continuação da atual SET
Antes do discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, Francisco Calheiros, presidente da CTP, agradeceu ao Presidente da República por ser “o grande aliado do setor do turismo”, pedindo até que a atual secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, continue no cargo, já que “estamos habituados a vê-la anunciar uma medida e a concluir dez, enquanto os políticos anunciam 10 e concluem uma”.

“Vai para dois anos que estamos em pandemia e temos de estar unidos e caminhar juntos”, desejando que “seja debelada o mais rapidamente possível para voltarmos à normalidade”.

Deixando claro que o país “não cresce há 20 anos”, Calheiros espera que, a seguir à saúde, o próximo Governo seja o Governo da “economia e das empresas, que reduza os impostos, que arrisque”, já que “estamos a falar de mais de 50 mil milhões de euros”.

Quanto ao aeroporto, também aqui, o presidente da CTP voltou a repetir o que vem dizendo: “não é aceitável que a principal infraestrutura aeroportuária esteja para decidir há 50 anos”. Até porque, concluiu, “o futuro do nosso país e da nossa economia passa pelo turismo”.

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