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Análise

Próxima assembleia da OMT centrada na inovação, educação e retoma do turismo

No final de novembro, a OMT reunirá, em Madrid, para a 24.ª Assembleia-geral. Os temas são diversos e entre eles está o local da próxima reunião, à qual Portugal concorre.

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Próxima assembleia da OMT centrada na inovação, educação e retoma do turismo

No final de novembro, a OMT reunirá, em Madrid, para a 24.ª Assembleia-geral. Os temas são diversos e entre eles está o local da próxima reunião, à qual Portugal concorre.

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A próxima Assembleia-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT) dará ênfase particular à importância da inovação, educação e desenvolvimento rural, bem como ao papel do turismo no crescimento inclusivo, tema do Dia Mundial do Turismo de 2021.

Na reunião magna da OMT, que se realizará pela 24.ª vez, de 30 de novembro a 3 de dezembro de 2021, em Madrid, Espanha, a Assembleia-geral da OMT servirá para os Estados-membros aprovarem os programas de trabalho e orçamento para o próximo biénio (2022-2023).

Além disso, será apresentado aos delegados internacionais o Código para a Proteção de Turistas, um instrumento legal de referência criado para restaurar a confiança nas viagens internacionais.

Outros pontos importantes na agenda da Assembleia-geral incluem as reformas propostas para o Quadro Legal dos Membros Afiliados da OMT, a final da Liga dos Estudantes da OMT e a nomeação do secretário-geral da OMT para o período 2022-2025.

A Assembleia Geral também anunciará os vencedores do concurso “Best Tourism Villages” da OMT.

Paralelamente, e em linha com a ênfase cada vez maior da OMT nas comunicações digitais e na narrativa visual, os vencedores do Concurso de Vídeo de Turismo da OMT 2021, que visa reconhecer vídeos promocionais dos Estados-membros e Membros Afiliados que destacam a resiliência do setor e suas contribuições para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, (ODS) também será anunciado em Madrid.

Reiniciar o turismo juntos
A 24.ª Assembleia-geral da OMT servirá, igualmente, para o secretário-geral apresentar o seu relatório sobre a implementação do Programa de Trabalho da OMT, ações e novas iniciativas implementadas desde a última reunião em 2019. A agenda inclui a seleção dos membros do Conselho Executivo da OMT para 2022, o Comité Mundial de Ética do Turismo, para além de escolher o local e as datas da próxima sessão da Assembleia-geral, estando o Egipto, Portugal e o Uzbequistão dispostos a apresentar propostas.

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EUA encurtam prazo de validade dos testes

O facto de os EUA encurtarem o prazo de validade do teste COVID (para 24 horas), faz com que seja importante alertar para as consequências desta medida, desde os voos diretos, aos atrasos até aos fornecedores dos testes e os próprios aeroportos.

Pouco mais de um mês depois de passarem a permitir a entrada de cidadãos de praticamente todos os países europeus no seu território para viagens não essenciais, seguindo um protocolo de entrada rígido, os EUA passarão a encurtar o prazo de validade do teste COVID (com resultado obrigatoriamente negativo para seguir viagem) de forma que cidadãos – americanos ou não – possam entrar no seu território. Assim, em vez das 72 horas, os testes só serão aceites se tiverem sido realizados 24 horas antes do voo.

A SkyExpert, consultora especializada em transporte aéreo e aeroportos, alerta para as consequências desta medida, indicando que “(i) os fornecedores de testes terão de estar preparados para passar os certificados num espaço mais curto de tempo, sem margem para erros informáticos, atrasos de envio e outras vicissitudes, sob pena de tais atrasos impedirem os passageiros de embarcar; (ii) a chegada do inverno na Europa significa a multiplicação dos episódios de neve e de voos cancelados ou atrasados por razões climatéricas, com a consequente perda de ligação dos voos seguintes no aeroporto intermédio (‘hub’) – o que pode significar que os passageiros apenas possam embarcar no voo do dia seguinte para o qual necessitarão novo teste; (iii) os aeroportos deverão estar preparados para lidar com passageiros sem testes ou cujos testes perderam a validade consequência da perda da ligação aérea”.

Para Pedro Castro, fundador da SkyExpert, isto significa que os passageiros passarão a “preferir voos diretos e sem escala” para as suas viagens entre a Europa e os EUA, admite que “as incertezas relacionadas com o tratamento de passageiros em trânsito que, por perda de ligação, possam ter de desembarcar e a nova exigência de validade de 24 horas do teste Covid sugere prudência na marcação deste tipo de deslocações”.

“Para as companhias aéreas, cujo modelo de negócio está altamente dependente do tráfego de ligação ou de programas ‘stopover’, esta medida é altamente contraproducente e irá seguramente complicar as operações e as previsões de negócio durante a difícil estação baixa”, adianta ainda.

Em conclusão, o executivo da SkyExpert termina a referir que, “a prolongarem-se no tempo, estas simples medidas poderão significar um recuo importante no número de rotas, frequências e na capacidade dessas companhias de ‘hub’”.

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Alojamento

Taxa de ocupação de novembro no Algarve sobe 225% face a 2020

Embora ainda se mantenha longe dos números de 2019, a taxa de ocupação global média/quarto no Algarve, subiu subiu 225% face a 2020.

De acordo com os dados avançados pela Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), o mês de novembro registou um crescimento de 225% na taxa de ocupação global média/quarto, face a igual período de 2020, situando-se nos 41,3%, menos 5,8% que em igual período pré-pandémico de 2019.

Os números apurados indicam que o mercado nacional aumentou 6,8% e o externo diminuiu 13,3%, face a novembro de 2019.

Já em termos acumulados, desde o início do ano de 2021, a ocupação quarto regista uma descida média de 47,1% e o volume de vendas uma descida de 40,1% face ao mesmo período de 2019.

Por zonas geográficas, face a novembro de 2019, as maiores descidas verificaram-se em Monte Gordo / Vila Real de Santo António (-57,4%), Albufeira (-23%), e Carvoeiro / Armação de Pêra (-16,3%).

O volume de vendas aumentou 1,3% face a novembro de 2019 e 248% face ao mesmo mês de 2020, com 28,5% das vendas, em novembro deste ano, a serem efetuadas através de operadores turísticos tradicionais, valor que compara com os 43,7% de 2019.

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Destinos

Turismo do Porto e Norte considera “incompreensível” a reduzida operacionalidade da TAP no Porto

Entidade regional de turismo diz que não pode contar com a TAP para retomar rotas internacionais que foram suspensas com a pandemia e pede mais recursos para continuar o trabalho de captação aérea.

O Turismo do Porto e Norte de Portugal considera que o “progressivo esvaziamento” da operacionalidade da TAP no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, é “incompreensível” e pede mais recursos para apoiar a infraestrutura aeroportuária e atrair outras companhias aéreas para o aeroporto do Porto.

Num comunicado enviado à imprensa, o Turismo do Porto e Norte de Portugal diz que, devido à TAP, tem atualmente um “misto de sentimentos” face aos números que a infraestrutura aeroportuária tem vindo a apresentar, uma vez que, se por um lado o Aeroporto Francisco Sá Carneiro já “opera a 70 por cento dos valores que registava no período pré-pandemia”, por outro, “só um em cada dez passageiros dos voos de e para o Porto o fazem através da TAP”.

“A companhia de bandeira do País, paga por todos os portugueses, não trata todas as regiões por igual e o progressivo esvaziamento da sua operacionalidade no Aeroporto Francisco Sá Carneiro é para nós totalmente incompreensível”, considera Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, citado no comunicado divulgado.

Para a entidade regional de turismo, esta parece ser uma atitude de “menosprezo da TAP pela região”, pelo que pede mais recursos para “apoiar o Aeroporto, e por essa via as regiões Norte e Centro de Portugal, na atração de companhias aéreas que verdadeiramente reconheçam o valor deste território e que já demonstraram interesse em operar no destino”.

“Estamos a falar de um aeroporto estratégico para o Noroeste Peninsular, que serve uma região fortemente industrializada e economicamente pujante, com mais de 5 milhões de habitantes, e um destino turístico que é aquele que mais crescia na era pré-pandémica”, acrescenta o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal.

Segundo Luís Pedro Martins, os recursos de que a entidade regional de turismo dispõe “são manifestamente insuficientes” para continuar o trabalho de captação de companhia aéreas, nomeadamente no que diz respeito às transportadoras de longo curso.

“E este cenário é consideravelmente mais grave quando o alvo são as companhias aéreas de longo curso”, aponta a entidade regional de turismo, defendendo que estas iniciativas “reclamam recursos financeiros” e a região “precisa de ser ressarcida da inoperacionalidade da TAP, que parece ter desistido desta parte do país”.

“O Turismo do Porto e Norte acompanha as preocupações manifestadas pelos autarcas da região, e está disponível para, havendo reforço financeiro, trabalhar com o Turismo de Portugal e com o Aeroporto do Porto, naquele que é um dos fatores críticos de sucesso para a região”, indica ainda a entidade.

O Turismo do Porto e Norte de Portugal lembra que ainda no passado mês de novembro, a ANA – Aeroportos de Portugal concluiu a ampliação do taxiway no Aeroporto do Porto, acrescentando 1300 metros de pista e um desvio que permitirá uma melhor sequência de descolagens e uma saída rápida da pista de 300 metros, representando uma melhoria operacional fundamental, com impacto positivo imediato para as companhias aéreas e passageiros, num investimento que, segundo a entidade, parece, no entanto, não dizer nada à TAP.

“Um investimento forte num aeroporto sucessivamente premiado e de reconhecida qualidade, mas que não parece dizer nada apenas à TAP, uma vez que o mesmo não se passa com outras companhias” acrescenta Luís Pedro Martins.

O Turismo do Porto e Norte revela que, atualmente, existem 19 companhias aéreas em operação na infraestrutura, que voam para 21 mercados e disponibilizam mais de uma centena de rotas, das quais apenas sete são rotas internacionais asseguradas pela TAP, pelo que, diz a entidade regional de turismo, a região não conta com a TAP para retomar rotas importantes que foram suspensas com a pandemia, nomeadamente para o Brasil, EUA ou Canadá.

“É fundamental que as ligações de longo curso retomem, concretamente ao Brasil, Estados Unidos e Canadá, bem como à Ásia e Pacífico, e para este objetivo torna-se cada vez mais evidente que não podemos contar com a TAP”, acrescenta Luís Pedro Martins.

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Pedro Siza Vieira sugere que apoios a fundo perdido não são agora solução para o turismo

Pedro Siza Vieira sugeriu que os futuros apoios a fundo perdido para as empresas do turismo não são solução, mas sim de ajudas à reconstituição dos balanços, com um programa minimamente pensado, que prometeu deixar montado, antes das eleições.

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira sugeriu que os futuros apoios a fundo perdido para as empresas do turismo não são solução, mas sim de ajudas à reconstituição dos balanços, com um programa minimamente pensado. O governante espera deixar isso montado até às eleições legislativas agendadas para 30 de janeiro de 2022.

“Admito que possamos ter alguns apoios mais específicos. Já não estamos numa situação de não haver clientes. Por isso, mais do que propriamente dar apoios a fundo perdido para as empresas não fecharem a porta completamente, é ajudar à reconstituição do balanço das empresas que ficaram muito degradadas”, disse Pedro Siza Vieira no último dia do Congresso da APAVT, que decorreu de 01 a 03, em Aveiro.

A ideia, dirigida principalmente às micro e pequenas empresas do setor do turismo mais devastadas pela pandemia, como as agências de viagens, era que por cada euro que o empresário invista para reduzir a dívida, o Estado investisse um euro. “A ideia é fazer a redução do passivo, algo que pode ter um efeito grande”, disse o governante.

 

Não vale a pena ter um novo aeroporto sem a TAP

 

O ministro da Economia considerou “lamentável” a incapacidade de decisão sobre o novo aeroporto da região de Lisboa, mas reconheceu que “não vale a pena termos um aeroporto se não tivermos TAP”.

Pedro Siza Vieira realçou, numa amena conversa com Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, que decorreu numa sessão do congresso em que o formato era falar dos temas mais quentes da atualidade, que “precisamos de um novo aeroporto até porque o tempo tem um valor cada vez maior, e foram anos perdidos”, mas na sua opinião, a construção dessa infraestrutura só deve existir se houver TAP, alertando, de seguida que “o país tem de preservar esta capacidade instalada para que haja recuperação”. Isto porque, “se deixarmos agora a TAP morrer seria uma perda muito grande para o país, que nos arrependeríamos nos próximos anos”.

O governante disse que a companhia aérea portuguesa “é provavelmente uma das empresas mais críticas para o nosso futuro coletivo”, mas lembrou que, sendo uma empresa exportadora, se a TAP desaparecesse o país sentiria “um impacto imediatamente negativo” no PIB, na balança comercial e dívida externa, empresa que representou em 2019 quase 2% da balança comercial portuguesa.

Além disso, Pedro Siza Vieira, recordou que 95% que chegam a Portugal é por via aérea e sem a TAP e o aeroporto de Lisboa corria o risco de se tornar secundário, para acrescentar que “o movimento aeroportuário cresceu em Lisboa, porque a TAP cresceu e isso motivou a que outras operadoras viessem para Portugal”.

Para que isso não aconteça, o ministro salientou que “o esforço que estamos a fazer na TAP deve ser visto como um investimento estratégico”, recordando que todos os Estados do mundo tiveram que meter dinheiro nas suas companhias aérea.

“O movimento aeroportuário cresceu em Lisboa, porque a TAP cresceu e isso motivou a que outras operadoras viessem para Portugal”, disse o ministro, recordando ainda que foi a facto de a TAP ter um hub em Lisboa que proporcionou o crescimento do investimento estrangeiro no país.

Estas declarações de Pedro Siza Vieira veem na sequência do que o Presidente da República tem vindo a dizer ao sector, tanto no Dia Mundial do Turismo, celebrado em Coimbra, numa conferência promovida pela CTP, como no Congresso da AHP, que decorreu em novembro, no Algarve.

Dizia Marcelo Rebelo de Sousa, na abertura do 46º Congresso da APAVT que “é muito importante que os concorrentes às eleições clarifiquem o que querem com a TAP, para que não haja angústias metafísicas no decurso da legislatura”.

É nesta linha de raciocínio que o governante considera necessário a existência de um consenso político para mudar a legislação e não ser possível bloquear decisões, lembrando que atualmente há sempre uma câmara que pode bloquear. Espera, assim, que saia uma solução do executivo que vier a governar os destinos de Portugal após as eleições legislativas de 30 de janeiro.

 

Instabilidade política não é bom para Portugal

 

O ministro fez questão de sublinhar que a instabilidade política não é bom para Portugal, pois das conversas que tem tido com investidores internacionais, o que valorizam mais em Portugal é a estabilidade que “tem mesmo um valor” que é mais mencionado do que temas como a fiscalidade. “As pessoas valorizam a segurança, a coesão nacional e a estabilidade. Espero que seja preservado”.

Siza Vieira justificou ainda a decisão de não viabilizar o Orçamento do Estado a qualquer custo porque o Governo não esteve disponível para aceitar matérias que não tinham a ver com o Orçamento e que afetariam a vida das empresas e das pessoas.

A crise política provocada pelo chumbo do Orçamento do Estado “foi um desperdício de oportunidades” porque as pessoas e as empresas esperam estabilidade do Estado, considerou o ministro da Economia, mas assegurou que o Governo mantém capacidade orçamental e flexibilidade jurídica para dar respostas, mas alertou o setor do turismo, em particular, para o grande “se não formos capazes de ter uma solução governativa no pós-eleições”.

O ministro da Economia respondeu ainda a várias questões e até deixou uma receita para acautelar a subida da inflação e das taxas de juro: “O que temos de fazer é evitar uma subida da dívida pública”.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Portugal não vai ter festejos de passagem do ano

Um pouco por todo o país, os festejos de rua de passagem do ano, com concertos e fogo-de-artifício, foram cancelados para evitar uma grande aglomeração de pessoas, e evitar a propagação da pandemia da covid-19 em Portugal.

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Várias cidades portuguesas, um pouco de norte a sul do país, acabam de anunciar que não vai haver festejos de passagem de ano devido à evolução da pandemia da covid-19 no país e consequentemente pelas medidas de restrição pelas medidas de restrição em vigor.

Os festejos da passagem de ano em Lisboa foram cancelados devido à evolução da pandemia de Covid-19, anunciou esta sexta-feira o presidente da câmara, Carlos Moedas, remetendo para a semana uma decisão sobre os espetáculos de fogo de artifício. Para justificar a decisão, o autarca de Lisboa afirmou que as festas iriam criar “um grande aglomerado de pessoas”.

Também o autarca do Porto, Rui Moreira, revelou que as festas de fim de ano na cidade não se vão realizar, devido à situação pandémica. Este será o segundo ano consecutivo que os festejos são cancelados. “Era nossa intenção fazer fogo-de-artificio na praia desta vez, mas as circunstâncias são o que são, temos de nos ajustar e, portanto, falámos com os GNR com quem já tínhamos agendado o concerto – ainda não tínhamos anunciado – e passaram para o Pavilhão Rosa Mota no dia 30 de dezembro”, explicou o autarca, sublinhado que esta decisão pretende “evitar a concentração nas ruas”.

Ainda no Norte, o fogo-de-artificio e concertos já foram cancelados nos concelhos de Espinho, Matosinhos, Gondomar, Vila Nova de Gaia, Braga e Guimarães. A autarquia de Espinho adiou ainda a tradicional corrida de São Silvestre, que estava, originalmente, marcada para 8 de janeiro e passou para 15 do mesmo mês.

Igualmente, os 16 municípios do Algarve decidiram em conjunto cancelar a realização de festas de passagem de ano por não estarem reunidas as condições para cumprir as medidas de contenção da covid-19, anunciou a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL).

Em comunicado, a AMAL adianta que a decisão “foi consensualizada em sede de reunião do conselho intermunicipal”, na sexta-feira, atendendo ao “contexto de pandemia que atualmente se vive e à recente evolução” epidemiológica.

“Mesmo que estas iniciativas fossem de realização ao ar livre, teriam que obedecer a um conjunto de orientações da DGS, que os autarcas afirmam não haver condições para serem cumpridas, uma vez que implicam uma grande concentração de pessoas”, lê-se na nota.

Alguns autarcas decidiram manter a tradição do fogo-de-artifício, “sendo que outros decidiram não avançar uma vez que podem promover aglomeração de pessoas”, razão pela qual foram também canceladas várias iniciativas da programação de Natal, prossegue.

“Conscientes de que esta decisão poderá trazer constrangimentos aos empresários e comerciantes da região, os autarcas defendem que, nesta altura, o foco deverá estar centrado na proteção da saúde e bem-estar da população do Algarve”, conclui o organismo que agrega os 16 municípios do distrito de Faro.

 

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Rio de Janeiro cancela as festas de fim de ano

Um dos maiores cartazes turísticos internacionais – as festas de fim de ano na cidade brasileira do Rio de Janeiro, não vão acontecer este ano. Foram canceladas por cauda da covid-19.

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As autoridades do Rio de Janeiro cancelaram as festas de um dos maiores cartazes turísticos internacionais da cidade:  a passagem de ano, por causa da covid-19.

O anúncio foi feito pelo presidente da câmara da cidade brasileira, Eduardo Paes, que afirmou que “respeitamos a ciência. Como são opiniões divergentes entre comités científicos, vamos sempre ficar com a mais restritiva. O Comité da prefeitura diz que pode. O do Estado diz que não. Então não pode. Vamos cancelar dessa forma a celebração oficial do réveillon do Rio”, escreveu Eduardo Paes nas redes sociais.

O autarca acrescentou que não seria possível organizar uma festa de passagem de ano com a dimensão que tem no Rio de Janeiro sem a garantia de todas as autoridades sanitárias. “Infelizmente não temos como organizar uma festa dessa dimensão, em que temos muitos gastos e logística envolvidos, sem o mínimo de tempo para preparação”, acrescentou.

Esta decisão é o culminar de uma semana de debate entre as autoridades do Rio de Janeiro sobre as festas de passagem de ano, depois de a variante mais recente do vírus da covid-19 (Ómicron) ter chegado ao Brasil.

Na quinta-feira passada, a autarquia do Rio de Janeiro decidiu impor a necessidade de passaporte de vacinação contra a covid-19 para a entrada em espaços como restaurantes, bares e hotéis.

O Rio de Janeiro soma-se assim a outras 21 capitais regionais do Brasil, como São Paulo, a cidade mais populosa do país, que já decidiram cancelar as festas previstas para o fim do ano.

 

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Foto: Vasco Célio/Stills
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João Fernandes reeleito para novo mandato na Associação de Turismo do Algarve

João Fernandes foi reeleito esta quinta-feira, 2 de dezembro, para um novo mandato à frente da Associação de Turismo do Algarve (ATA).

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O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), João Fernandes, foi reeleito para um segundo mandato à frente da Associação de Turismo do Algarve (ATA), entidade responsável pela promoção internacional do Algarve, cujas eleições decorreram esta quinta-feira, 2 de dezembro.

Num comunicado enviado à imprensa, a ATA explica que o ato eleitoral contou com uma lista única, que era liderada por João Fernandes e que contava com “representatividade dos vários agentes da indústria de turismo da região” e reuniu uma votação “expressiva”, com 90 votos a favor, um voto nulo e outro voto em branco.

“A acompanhar João Fernandes na presidência dos restantes órgãos da nova Direção, que ficará em funções até 2024, estão a ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve, à frente da Assembleia Geral, e o Hotel Júpiter, à frente do Conselho Fiscal”, indica a ATA, no comunicado divulgado.

Depois do ato eleitoral, João Fernandes mostrava-se “muito satisfeito com esta reeleição”, principalmente por poder dar continuidade ao projeto que foi iniciado em 2018 e que, segundo o responsável, “se tem mostrado vencedor”, mesmo durante a fase de pandemia.

“Os próximos anos continuarão a ser, certamente, tempos muito desafiantes e exigentes para o turismo do Algarve, mas tenho confiança que esta equipa irá saber manter o mesmo espírito combativo para continuar a ultrapassar obstáculos com sucesso, dedicação e muita criatividade”, afirma João Fernandes.

Aposta na diversidade da oferta da região e consolidação do reconhecimento internacional do Algarve como um destino turístico autêntico e de qualidade superior são, de acordo com a ATA, os pilares que vão suportar a promoção futura do Algarve e cujo sucesso, segundo a associação, deverá continuar a passar pelo “envolvimento dos vários agentes do setor de turismo da região em torno deste objetivo comum”.

Além de João Fernandes, reeleito presidente da Direção da ATA, a associação passa a contar com os seguintes órgãos sociais:

Assembleia Geral

Presidente – ACRAL (Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve),
representada por Álvaro José Martins Viegas.

Secretário – Castro Marim Golfe and Country Club (Algarvelux – Const. e
Empreendimentos, S.A.), representada por David Martins.

Vogal – Casa Modesta (Casa Modesta, Lda.), representada por Vânia Isabel Brito
Fernandes.

Suplente – Animaris (Animação Turística, Lda.) representada por José Rita Brito Vargas

Suplente – Restaurante 2 Passos (Alfazema Restaurantes, Lda), representado por
Joaquim Alberto Rodrigues Coelho.

Direção

Presidente – Região de Turismo do Algarve, representada por João Pedro Ferreira
Caldas Fernandes.

Vice-Presidente – Hotel Quinta do Lago (Grampiam, SA.), representado por Filipe José
Rosário do Adro.

Vice-Presidente – APAVT (Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo),
representada por Duarte Manuel Gois Correia.

Vice-Presidente – Benamor (Atividades Turísticas, SA.), João Paulo Carvalho Oliveira e
Sousa.
Vice-Presidente – Vila Monte Farm House (Discovery Hotel Management),
representada por Pedro Minetto Ferreira Neto.

Vice-Presidente – Hotel Eva (AP Hotels & Resorts), representada por Emanuel José
Moreira de Freitas.

Suplente – VISACAR (Aluguer de Veículos Motorizados Automóveis, SA.), representada
por Honório Manuel Bernardo Teixeira.

Suplente – Associação Vilamoura Visitors, Residents & Conventions Bureau,
representada por Isolete Jerónimo Café Correia.

Conselho Fiscal

Presidente – Hotel Júpiter (Júpiter Indústria Hoteleira, S.A.) representada por Luís
Miguel Henriques da Conceição Negrão Sequeira.

Vice-Presidente – Salema EcoCamp Surf & Nature (Around the Eden Nature Park,
Lda.), representada por Joaquim Jacinto Lourenço.

Vogal –Dreamwave (DreamWave Algarve, Atividades Marítimo-Turísticas, Lda.),
representada por Raul Manuel Domingos Correia.

Suplente – Loulé Jardim Hotel (Filipe Contreiras Unipessoal), representado por Filipe
Manuel Lampreia Contreiras.

Suplente – Vale do Garrão, Lda. (Hotel Ria Park), representada por Maria Teresa Pontes
Caldeano.

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Destinos

Há duas aldeias portuguesas entre as melhores do mundo para turismo rural

Cumeada e Castelo Rodrigo foram as duas aldeias portuguesas distinguidas nos prémios Best Tourism Village, que foram, este ano, entregues pela Organização Mundial do Turismo (OMT) pela primeira vez.

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As aldeias portuguesas de Cumeada e Castelo Rodrigo foram duas das vencedoras do Prémio Best Tourism Village da Organização Mundial do Turismo (OMT), galardões que foram entregues esta quinta-feira, durante a 24.ª Assembleia Geral da organização, que está a decorrer em Madrid, Espanha.

Num comunicado enviado à imprensa, o Turismo de Portugal explica que este foi o primeiro ano em que a OMT entregou estes prémios, com o objetivo de “distinguir os melhores destinos rurais a nível mundial e, desta forma, contribuir para a valorização do território rural e comunidades locais através do turismo”.

Nesta primeira edição, Portugal candidatou três aldeias, o máximo de candidaturas permitidas por país, tendo os prémios recebido um total de 170 candidatos de 75 países.

Com o prémio, as aldeias vencedoras recebem também o selo Best Tourism Village, que é válido por três anos, após os quais as aldeias serão novamente avaliadas, de acordo com os requisitos de sustentabilidade, para lhe ser renovado o selo.

Paralelamente, a OMT vai também selecionar, através do Upgrade Programme, um conjunto de aldeias que não preencheram a totalidade dos critérios de Best Tourism Village, mas que vão receber apoio da OMT e outros parceiros para “desenvolver aspetos identificados como a melhorar durante o processo de avaliação da candidatura”.

“Os candidatos são também integrados na Rede Internacional da OMT que irá permitir a partilha de experiências e boas práticas entre aldeias. Esta rede vai integrar representantes das aldeias Best Tourism Village e das aldeias do Upgrade Programme, bem como especialistas e parceiros públicos e privados, envolvidos no desenvolvimento do turismo rural”, acrescenta o Turismo de Portugal.

Para Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, que marcou presença na 24.ª Assembleia Geral da OMT, estes prémios são também “uma validação da estratégia turística nacional que, desde 2017, tem vindo a desenvolver um conjunto de ações com vista a construir o turismo do futuro, sustentável e inovador”.

“E são estas boas práticas que queremos ver implementadas em larga escala, para que, cada vez mais, Portugal seja um destino que pode ser visitado ao longo de todo o ano, em todas as regiões”, explica a governante.

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Flexibilização é palavra de ordem no 46º Congresso da APAVT

A flexibilização em toda a cadeia de valor do turismo, como fator fundamental para a recuperação do setor, foi a palavra-chave no painel sobre ‘Tendências do consumidor, capacidade da oferta e velocidade da retoma’, esta quinta-feira no Congresso da APAVT.

A flexibilização em toda a cadeia de valor do turismo, como fator fundamental para a recuperação do setor, foi a palavra-chave no painel sobre ‘Tendências do consumidor, capacidade da oferta e velocidade da retoma’ que teve lugar esta quinta-feira, no âmbito do 46º Congresso da APAVT, a decorrer em Aveiro.

Silvia Mosquera, CCRO da TAP, Frédéric Frére, CEO da Travelstore American Express GBT, Francisco Pita, CCO da ANA Aeroportos/Vinci, Joaquim Monteiro, diretor-geral da Luísa Todi DMC, a que se juntou ainda ao debate, Maria José Costa, da Eventivos DMC, foram categóricos em afirmar que a flexibilização, a continuação dos apoios ao setor, a diminuição da carga fiscal, a necessidade de reter talentos, bem como a clarificação de normas e a sua comunicação clara e atempada, são algumas das questões cruciais para a retoma do turismo.

Se por um lado, os intervenientes deste painel falaram de alguma recuperação com valores a aproximarem-se aos de 2019, da retoma do turismo em Portugal, da performance do mercado, da reafirmação pela TAP de que as agências de viagens são o seu parceiro privilegiado na distribuição, e dos aeroportos nacionais a conhecerem uma boa recuperação, por outro lado pairava o clima de incerteza que o setor está a viver face à nova vaga da pandemia.

Silvia Mosquera, admitiu que a nova variante Ómicron está a provocar um abrandamento das vendas de bilhetes, face à recuperação que se assistia desde setembro. “Estávamos muito otimistas porque a recuperação estava a ser muito boa. Com efeito, em novembro, e agora também em dezembro, estamos a operar 80% da capacidade dos voos que operámos em 2019. São bons números”, disse.

A responsável referiu que a recuperação se fez notar, sobretudo, “no mercado doméstico, étnico, e nas viagens de visita à família e amigos”, enquanto o corporate está a ter ainda algum atraso.

Prudência 

Prudente e conservador está igualmente Frédéric Frére em relação à retoma das viagens de negócios, realçando que não se pode fazer conjeturas a longo prazo, e acredita que há ameaças, mas também oportunidades. Reconhece que com novas atitudes de consumo surgem outras necessidades e motivos para viajar, e que o online apesar de ser importante, há necessidade dos contactos presenciais.

Já os DMC’s estimam um recomeço só a partir da Páscoa. Alertam que neste momento nada acontece, e que pretendem a retoma com eventos. Pedem mais apoios para poderem encarar a situação difícil que atravessam, com anulações e cancelamentos.

afirmou Francisco Pita no 46.º Congresso Nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), em Aveiro.

Por sua vez, Francisco Pita disse que, dada a recuperação a que se assistiu no aeroporto de Lisboa, em novembro, “em muitos dias” já se assistiu ao mesmo número de movimentos na Portela que se verificava em 2019. “Temos, de facto, necessidade de um aumento rápido da capacidade aeroportuária na região de Lisboa se queremos continuar a crescer”, reafirmou.

De acordo com o responsável, os comportamentos são assimétricos entre aeroportos e alerta que a nova variante pode obrigar a rever previsões.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

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SATA antecipa que 2022 pode ser ano recorde

O presidente executivo da SATA, Luís Rodrigues, revelou no Congresso da APAVT, que termina sexta-feira em Aveiro, que a companhia aérea açoriana já recuperou praticamente os níveis de 2019 e espera bater recorde em 2022.

SATA, que aguarda para breve a aprovação, pela Comissão Europeia, do seu plano de reestruturação, deixou boas notícias no 46º Congresso da APAVT, que termina esta sexta-feira em Aveiro. Isto porque, a companhia aérea açoriana já recuperou praticamente aos níveis de 2019 e espera bater recordes em 2022.

O CEO da SATA, Luís Rodrigues, revelou que “tivemos um verão fantástico, apenas 7% abaixo de 2019 e neste momento estamos praticamente ao nível desse ano. O que, comparado com outras companhias aéreas, é muito bom, não temos razões para nos queixar.

O executivo lembrou que este crescimento verificado, principalmente neste trimestre, após um 2020 e primeiro trimestre deste ano, períodos para esquecer, deve-se, por um lado ao progressivo levantamento de medidas restritivas impostas pela pandemia, em que as pessoas ganharam confiança e voltaram a viajar, e por outro, pela pontualidade na ordem dos 90%.

A pontualidade é um fator chave, destacou Luís Rodrigues, porque, “elimina tudo o que são compensações ao cliente por atrasos; e por outro lado, porque as pessoas apreciam esse fator e criam maior confiança e fidelidade”.

Também deu conta que a SATA aproveitou a redução da atividade imposta pela pandemia para dar a volta à operação e à relação comercial com os clientes.

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