Alojamento, restauração e transportes tiveram a “maior percentagem” de empresas com queda na faturação em 2020

Por a 30 de Julho de 2021 as 17:17

Os setores do alojamento, restauração e transportes tiveram uma “maior percentagem de empresas com uma descida significativa do volume de negócios” no ano passado, apurou o mais recente relatório do consultora Informa D&B, que analisou o desempenho das empresas portuguesas em 2020.

“Uma análise mais profunda ao ano de 2020 mostra que o Alojamento e restauração e o setor dos Transportes têm mais de um quarto das empresas com quedas de faturação acima dos 50%”, indica a consultora, que sublinha que “os setores mais expostos aos efeitos das restrições na circulação e atividade das empresas” tiveram uma maior percentagem de empresas com fortes quebras no volume de negócios,

De acordo com a análise, nos setores do alojamento e restauração, “três quartos das empresas” registaram perdas no volume de negócios, enquanto, nos transportes, as quebras foram comuns a “mais de metade das empresas”, tal como também se verificou nos setores dos  serviços gerais, grossistas, retalho e indústrias.

Por subsetores, a análise da Informa D&B mostra ainda que “todos os subsetores do Alojamento e Restauração tiveram uma elevada percentagem de empresas a decrescer significativamente o seu negócio”, enquanto, noutros setores, o destaque vai para os serviços turísticos e o retalho de têxtil e moda.

O relatório da Informa D&B, divulgado esta sexta-feira, 30 de julho, apurou que, de uma forma geral, “quase um terço das empresas registam quebras na faturação superiores a 20%” e “mais de metade” tiveram alguma quebra no seu volume de negócios no ano passado, o que mostra bem o impacto da pandemia da COVID-19, já que, no ano anterior, “mais de metade das empresas” tinha assistido a aumentos no volume de negócios.

“No entanto, em todos os setores de atividade há empresas que viram crescer o seu negócio em 2020. Alguns setores tiveram mais de 40% de empresas a registar crescimento, como a Construção, Tecnologias da informação e comunicação e a Agricultura e outros recursos naturais”, acrescenta a Informa D&B.

A consultora lembra que a quebra da atividade económica levou a que tivessem “sido criados diversos apoios para as empresas, como apoios à tesouraria, ao layoff ou as moratórias de crédito, de forma a minimizar os impactos desta quebra nos resultados das empresas”, o que  ajudou a que “um terço das empresas” tenha apresentado crescimento no volume de negócios, enquanto “um quinto viu este indicador crescer mais de 20% em 2020”.

A Informa D&B diz também que, face à crise anterior, existem “menos empresas com quebras no volume de negócio”, já  que, no primeiro ano depois da intervenção da troika, “quase dois terços das empresas registaram quedas no volume de negócios, uma situação que entrou em recuperação progressiva nos anos seguintes”.

O relatório da Informa D&B teve em conta os resultados de todas as empresas que publicaram as contas relativas a 2020 até 28 de julho, uma vez que prazo para publicação de resultados terminava esta sexta-feira, 30 de julho, com  a consultora a sublinhar que “já permitem perceber os reflexos reais nas contas das empresas de um ano marcado pela pandemia de Covid-19, nomeadamente a forma como ela afetou de maneira muito distinta os diversos setores de atividade, que em muitos casos conduziu a grandes condicionamentos na atividade das empresas, ou mesmo à total interrupção”.

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