Minor vende duas unidades no Algarve por 148 milhões, mas mantém gestão

Por a 21 de Julho de 2021 as 11:42

A Minor International (MINT) concluiu a venda do Tivoli Marina Vilamoura e do Tivoli Carvoeiro à Azora European Hotel & Lodging, FCR (AEHL), um fundo gerido pela Azora Gestión, S.G.I.I.C. (Azora), por 148 milhões de euros.

A venda dos ativos, gerou, segundo a MINT, um ganho líquido de 26 milhões de euros, anunciando ainda a proprietária, operadora e investidora no setor hoteleiro que, após a conclusão da transação, os hotéis continuarão a ser operados sob a marca Tivoli pela MINT através do NH Hotel Group (NHH), sob acordos de gestão hoteleira, por um período inicial de 20 anos, com opções de extensão por um período total de até 30 anos.

Dillip Rajakarier, CEO da MINT afirma, em comunicado, que “a transação reitera a força combinada da MINT e da NHH na execução de outra rotação estratégica de ativos com um investidor institucional imobiliário na Europa”, indicando ainda que o negócio “reforça a capacidade de identificar um ativo com qualidade, de fazer investimentos para potenciar o seu valor e, por conseguinte, concretizar o mesmo”.

O responsável pela companhia que conta com um portefólio de 527 hotéis admite, também, que a rotação de ativos “continua a fazer parte da estratégia de longo prazo”, concluindo que a MINT continuará “à procura de oportunidades para prosseguir com essa estratégia no futuro”.

A companhia informa, igualmente, que a transação de sale-and-manage-back foi realizada “dentro do cronograma estimado e com uma avaliação favorável”, apesar de reconhecer que, no contexto atual, “representa um desafio”.

Certo é que esta transação permite, segundo a MINT, “desalavancar e reservar algum capital para fortalecer ainda mais o balanço patrimonial e a posição de liquidez”. Os dois hotéis agora transacionados permanecerão no portfólio da MINT como hotéis geridos pela empresa, com a MINT a poder participar na otimização do desempenho das duas unidades por meio de um fee de gestão, não divulgado.

Do lado da Azora, Concha Osácar, uma das sócias fundadoras do grupo, refere, no mesmo comunicado, que “esta aquisição representa uma rara oportunidade de adquirir dois hotéis de prestígio bem operados, a um preço atrativo”. Osácar admite ainda ter “uma séria convicção de que haverá uma profunda recuperação pós-pandemia no sector hoteleiro e de lazer europeu, que teve uma procura reprimida significativa após os longos períodos de bloqueios e restrições, especialmente nos mercados de sol e praia” Por isso mesmo, adianta estarem a construir “um forte pipeline de novas oportunidades de investimento”, concluindo estarem a “promover conversas com os proprietários e operadores de alguns dos melhores hotéis da Europa”.

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