Miguel Albuquerque acusa Governo de não intervir na TAP e Groundforce

Por a 20 de Julho de 2021 as 15:15

O presidente do governo da Madeira considerou, esta terça-feira, que Portugal “está em autogestão” e criticou a falta de intervenção do Governo nas atuais situações da TAP e da Groundforce.

“Isto é um país em autogestão”, declarou Miguel Albuquerque aos jornalistas à margem da visita que efetuou a uma empresa do ramo das instalações hidráulicas, no Funchal.

O governante madeirense salientou que, na questão da “TAP, ninguém toma decisões sobre coisa nenhuma”, frisando que a empresa “continua a perder dinheiro todos os dias e quem vai pagar essa situação são os contribuintes”.

Albuquerque classificou também de “incompreensível” a falta de iniciativa do Governo socialista de António Costa na situação da empresa de ‘handling’ Groundforce.

“E a Groundforce? Eu acho que o Governo ainda tem lá uma participação. Mas o Governo não tem nada a dizer sobre esta situação? Não intervém? Não consigo compreender!”, argumentou o chefe do executivo madeirense.

Recorde-se que  a Groundforce é detida em 50,1% pela Pasogal e em 49,9% pelo grupo TAP, que, em 2020, passou a ser detido em 72,5% pelo Estado português.

A TAP garantiu no sábado que não tem quaisquer pagamentos em atraso à Groundforce, depois de a empresa de ‘handling’ ter acusado a companhia aérea de ter uma dívida de 12 milhões de euros por serviços já prestados.

O presidente do executivo madeirense voltou a “agradecer” publicamente ao pessoal da Groundforce da Madeira e Porto Santo, considerando que “foi excecional, colaborou com o Governo [Regional] e compreendeu que, numa situação de reabertura das nossas fronteiras”, mesmo com a situação “inaceitável” dos salários em atraso, permitiram que “não tivesse situações de grande gravidade nos dois aeroportos” da região, sobretudo o do Porto Santo.

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