“Algumas [medidas] deviam ser reequacionadas e simplificadas”

Por a 20 de Julho de 2021 as 11:36

Faz esta terça-feira dez dias que passou a ser obrigatória a apresentação de um teste negativo ou de um certificado de vacinação contra a COVID-19  para aceder a um estabelecimento turístico ou de alojamento local em todo o país. As unidades hoteleiras tiveram de agilizar a sua operação para passar a cumprir mais esta medida, que teve menos de 48 horas desde o seu anúncio à sua implementação.

Questionado pelo Publituris sobre  a eficácia da obrigatoriedade desta medida, Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador dos Vila Galé, segunda maior cadeia portuguesa, com 27 unidades em Portugal, recorda que  “os hotéis sempre foram locais seguros,  cumprindo desde a primeira hora todas as medidas de higiene e segurança instituídas pelas autoridades como o uso de equipamentos de proteção individual, introdução de distanciamento e rigorosos procedimentos de desinfeção”.

Porém, e tendo em conta a circunstância atual e “à medida que aumenta o número de pessoas vacinadas contra a COVID-19”, o hoteleiro salienta que a Vila Galé tem vindo a trabalhar com as entidades do setor, como a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e a Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), “no sentido de sensibilizar o Governo para a necessidade de rever profundamente algumas medidas como por exemplo, as limitações dos horários de funcionamento de bares e restaurantes nos hotéis”.

“Acreditamos que a adequação da matriz de risco à situação pandémica – passando a ter em conta o impacto controlado nos hospitais e o rápido ritmo de vacinação – permitirá reorganizar e clarificar o quadro legal em vigor”, defende, frisando que este tem “gerado até alguma confusão junto dos clientes, dada a multiplicação de limitações e regras a cumprir”.

Segundo Gonçalo Rebelo de Almeida, os Hotéis Vila Galé vão continuar “empenhados em cumprir todas as normas de segurança e em assegurar que os clientes se sentem confiantes e seguros quando ficam em hotéis”, estando inclusive a trabalhar para “nos adaptarmos às medidas que têm sido introduzidas”. Porém, o administrador da Vila Galé não deixa de salientar que “haverá algumas que, de facto, deveriam ser reequacionadas e simplificadas”.

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