Madeira exige serviços mínimos na greve do SEF para não atrapalhar retoma turística

Por a 30 de Junho de 2021 as 14:46

O Governo Regional da Madeira quer que o Ministério da Administração Interna (MAI) garanta serviços mínimos nos aeroportos da região, caso se confirme a greve do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), a 9 de julho, de forma a garantir que a paralisação não atrapalha a “fase de retoma do turismo” que a Madeira está a viver e que se intensificou com a entrada da região para a ‘lista verde’ britânica, na semana passada.

De acordo com a Lusa, a posição do Governo Regional da Madeira foi comunicada através de uma carta enviada ao MAI, na qual o executivo liderado por Miguel Albuquerquer manifesta “preocupação relativamente à greve anunciada pelo Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF-SEF) para o dia 09 de julho de 2021, entre as 00:00 e as 24:00 horas”.

O Governo Regional da Madeira pede ao ministério liderado por Eduardo Cabrita que “intervenha no sentido de ser assegurado o número suficiente de trabalhadores de modo a ser garantido o cumprimento das necessidades impreteríveis nos aeroportos da região”, garantindo que sejam assegurados “os serviços mínimos indispensáveis e adequados ao fluxo de tráfego aéreo que se irá sentir”.

A carta lembra ainda que  a Madeira foi recentemente incluída na ‘lista verde’ de viagens do Reino Unido e que o arquipélago é, “reconhecidamente, um destino favorito dos britânicos”, pelo que tudo indica que a procura está a aumentar e que a Madeira está “em fase de retoma do turismo”.

“Os indicadores de tráfego aéreo apontam para um aumento crescente de frequências e de ofertas de lugares, de seis transportadoras aéreas, em 12 aeroportos”, lê-se na missiva, que aponta ainda para um “aumento exponencial do número de passageiros oriundos do Reino Unido”.

Esta situação, enfatiza o Governo Regional da Madeira, vai obrigar “à existência de um número proporcional e adequado de trabalhadores do SEF nos aeroportos das ilhas da Madeira e do Porto Santo”, sendo, por isso, necessário “acautelar aquela que será a realidade do arquipélago, através do recurso a todas as ferramentas legalmente previstas”.

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