Restrições às viagens internacionais custarão mais de 700 milhões de euros/dia ao Reino Unido, diz WTTC

Por a 28 de Junho de 2021 as 16:40
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Numa carta enviada ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, o World Travel & Tourism Council (WTTC) alerta para os efeitos de uma continuação das restrições do Governo do Reino Unido.

Assim, o WTTC, após realização de um estudo, refere, em carta, que o Reino Unido perderá umas “incríveis” 639 milhões de libras por dia (cerca de 740 milhões de euros) durante julho se as viagens internacionais permanecerem fechadas.

A entidade que representa o setor privado global das viagens e turismo, avisa que o Reino Unido enfrenta uma possível perda de 19,8 mil milhões de libras (mais de 23 mil milhões de euros) se as viagens internacionais forem efetivamente adiadas até agosto.

Além do valor financeiro que a economia do país perderá, também a nível do emprego o impacto será enorme, salientando o WTTC que “até mais 218.000 empregos no setor correm sério risco de serem perdidos se nenhuma ação for tomada agora”, isto além dos mais de 300 mil empregos que, segundo o organismo global, já foram perdidos no Reino Unido no ano passado.

Os subscritores instam, ainda, o Governo a abrir as portas para viagens internacionais para evitar infligir danos graves de longo prazo à economia do país e para evitar colocar em risco a competitividade do setor de viagens e turismo do Reino Unido.

A carta, assinada por membros do WTTC, incluindo TUI, Expedia, Meliá Hotels, Silversea Cruises, Iberostar, Virtuoso, Hotelbeds, Europamundo, U.S. Travel Association, The Travel Corporation e Certares, entre outros, elogia o progresso feito com o plano de vacinação no país, destacando que o Governo deve “aproveitar para permitir a retoma de viagens internacionais seguras e reativar sua economia”.

Virginia Messina, vice-presidente sénior do WTTC, admite que, “simplesmente não podemo-nos dar ao luxo de mais atrasos. Estamos a ficar sem tempo e dinheiro, com muito mais empresas em risco de falência, o que resultaria em mais perdas de empregos”.

E o WTTC destaca quatro medidas que poderão ser implementadas para fazer face a esta “situação dramática”: (i) Reabrir viagens internacionais, permitindo que os cidadãos totalmente vacinados possam viajar livremente sem quarentena; (ii) Remover a obrigatoriedade de testes PCR para viajantes vacinados vindos de países na “lista verde”, substituídos por um teste rápido na chegada, ou nenhum teste; (iii) Exigir apenas um teste na chegada para as pessoas que que viajam de países na “lista âmbar”; (iv) Alinhar a data para relançar a viagem internacional.

A carta refere ainda a importância e o “tremendo impacto social e económico” na economia do Reino Unido, salientando que, em 2019, o setor das viagens e turismo contribuiu com “10,1% para o PIB do país, o que equivale a cerca de 4,3 milhões de empregos, representando 12% do emprego total”.

De resto, diz o WTTC, “os visitantes internacionais também gastaram 35,6 mil milhões de libras (mais de 41 mil milhões de euros), gerando crescimento e prosperidade em todo o Reino Unido, ajudando a tornar o país na quinta maior economia em termos de PIB de viagens e turismo”.

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