Promotores de eventos têm o dever de recomendar testagem, diz secretário de Estado da Saúde

Por a 16 de Junho de 2021 as 14:31

Os promotores de eventos têm o dever de recomendar a testagem e o poder de impedir a entrada a quem não fizer teste, disse esta quarta-feira, o secretário de Estado da Saúde.

“Há aqui uma forte recomendação e há aqui um dever por parte dos agentes promotores para que se possa testar toda a gente que vá a um evento, portanto, as pessoas quando vão a um evento têm de ser testadas e o promotor com certeza que deve impedir a pessoa de participar no evento se não estiver testada”, disse aos jornalistas António Lacerda Sales.

Neste sentido, acrescentou que são também “uma entidade fiscalizadora e por isso é que é corresponsabilidade do promotor”, apesar de defender que cada um dos cidadãos é responsável por si e pelos outros.

“Os promotores devem, e por isso é que é fortemente recomendativo, a palavra é explicita, e se olhar para a resolução do Conselho de Ministros, o ponto número três diz lá devem e a palavra em português é bem explicita. Devem promover esta testagem”, sublinhou o governante.

António Sales considerou que “é muito importante que as pessoas se testem antes dos eventos”, porque “são grandes aglomerações de pessoas, com lotações bem definidas na norma, com 500 pessoas em ambiente interno e as 1.000 em ambiente exterior”.

O governante falava  aos jornalistas em Santa Cruz da Trapa, em São Pedro do Sul, distrito de Viseu, a propósito da norma de recomendação da Direção-geral da Saúde (DGS), que “é a quem compete normatizar”, para a realização de testes em eventos e nas empresas.

Os testes à covid-19 passam a ser recomendados em eventos familiares com mais de dez pessoas, como casamentos e batizados, eventos culturais e desportivos, serviços públicos e empresas, segundo a Direção Geral da Saúde.

Também a Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC) esclareceu que é “obrigatória” a realização de testes à covid-19 nos eventos culturais, quando o número de espectadores for superior a mil, em espetáculos ao ar livre, e a 500, em espaços fechados.

O esclarecimento da IGAC acontece horas depois de conhecida a norma da Direção Geral da Saúde (DGS), que especifica números diferenciados de participantes em eventos familiares, culturais e desportivos, a partir dos quais recomenda a realização de testes à covid-19.

A IGAC explica que “os testes admitidos” são: “teste rápido de antigénio (TRAg), realizado 48h antes do início do evento; teste rápido de antigénio na modalidade de autoteste (colheita nasal), no próprio dia e no local do evento e sob supervisão de um profissional de saúde; teste de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN), tais como RT-PCR, RT-PCR em tempo real ou teste molecular rápido, até 72h antes do evento”, de acordo com a norma atualizada na terça-feira pela DGS.

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