Portugal começa a experimentar Certificado Digital COVID-19 já na próxima semana

Por a 11 de Junho de 2021 as 11:39

Depois de se ter afirmado “muitíssimo satisfeito” com a aprovação do Certificado Digital COVID-19 pelo Parlamento Europeu, o primeiro-ministro, António Costa, adiantou que o período experimental do certificado “começa na próxima semana”.

O chefe do Governo português acrescentou ainda já terem sido testadas as condições tecnológicas com os serviços da Comissão Europeia. “Vamos começar a testar em escala a sério na próxima semana”, disse.

O certificado só entra oficialmente em vigor no dia 1 de julho, “mas, até lá, vamos começar a preparar, porque todos sabemos que, muitas vezes, nestas aplicações tecnológicas, uma coisa é desenhá-las, outra coisa é pô-las em prática”, referiu António Costa.

O certificado “é uma ferramenta, mas não há aqui varinhas mágicas” tanto mais que “a pandemia não passou”, sublinhou o primeiro-ministro, salientando, ainda, que o certificado “será, seguramente, um fator de agilização da circulação dentro da União Europeia, mas, também, para resolver muitos dos problemas de acesso a muitos dos locais onde atualmente as dificuldades de acesso são maiores”.

Salientando que cada Estado é “livre de poder retirar todo o potencial deste certificado”, seja para entradas em espetáculos, seja para entradas em estabelecimentos, seja para entradas em unidades hoteleiras, António Costa admite que a sua implementação “vai facilitar muito a vida das pessoas”.

Mas não é só para dentro da União Europeia que o certificado deverá ser pensado. O primeiro-ministro considera que possibilidade de este certificado ser estendido a países terceiros como o Reino Unido – assim o Reino Unido o deseje – “facilitará também muito a circulação dos turistas britânicos, que não podem neste momento circular para sítio nenhum sem depois, no seu regresso, estarem 14 dias de quarentena”.

De referir que o Parlamento Europeu aprovou a adoção do Certificado Digital COVID-19, depois de, em maio, a presidência portuguesa do Conselho da UE e o Parlamento terem chegado a um acordo político sobre o certificado, proposto pela Comissão Europeia em março passado.

Concebido para facilitar o regresso à livre circulação dentro da UE, o certificado deverá ser gratuito, funcionará de forma semelhante a um cartão de embarque para viagens, em formato digital ou em papel, com um código QR para ser facilmente lido por dispositivos eletrónicos, e será disponibilizado na língua nacional do cidadão e em inglês.

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