AHETA pede fim da exigência de testes PCR a britânicos

Por a 2 de Junho de 2021 as 12:45

A obrigatoriedade de teste PCR para deteção da covid-19 nos turistas que chegam a Portugal provenientes do Reino Unido deve acabar para garantir a competitividade do Algarve face a outros destinos concorrentes, defendeu  a principal associação hoteleira regional.

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) sublinhou que a exigência de testes PCR aumenta consideravelmente o custo das férias, sobretudo para as famílias, o que pode ser um fator desfavorável para a região face a outros destinos turísticos concorrentes, como Espanha, que já anunciou que não os exigirá.

“O que está aqui em causa, na nossa perspetiva dos hotéis e empreendimentos, é que os testes exigidos são muito caros, custam três ou quatro vezes mais que os testes simples [de antigénio], e isso, para um destino turístico de famílias como é o Algarve, onera excessivamente as férias para os turistas”, afirmou Elidérico Viegas.

O presidente da AHETA defendeu, por isso, que, sendo o Reino Unido o país que tem a maior taxa de vacinação em toda a Europa”, o Governo poderia “aligeirar um pouco” esta exigência que “dificulta o intercâmbio turístico do Reino Unido para o Algarve”.

Segundo Elidérico Viegas, ao escolher um destino de férias, o mercado britânico vai verificar que a “família tem de pagar testes relativamente dispendiosos para a totalidade” dos elementos e “isso reflete-se no aumento do custo” da estadia, o que “retira competitividade [ao Algarve], face a destinos que não têm essa exigência”.

“Nós continuamos a exigir para entrar em Portugal testes PCR, que são aqueles mais sofisticados, e muita concorrência já anunciou que nem sequer vai exigir esses testes aos turistas oriundos do Reino Unido, designadamente a nossa vizinha Espanha”, argumentou.

Questionado sobre casos de concentração de turistas em aeroportos, como o de Faro, para poderem realizar os testes que lhes turistas regressar aos países de origem, aquele responsável garantiu que isso não se está a verificar com os hóspedes das unidades oficiais, aos quais é disponibilizada informação sobre laboratórios e formas de se submeterem aos testes.

Um comentário

  1. TGIF

    2 de Junho de 2021 at 14:40

    Enquanto ninguém se decide:
    Apostem nos bus desde o aeroporto de Sevilha. Passam fronteira terrestre e nao é necesario teste.

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