Museu do Holocausto recebeu 10 mil visitantes no 1.º mês depois da abertura

Por a 14 de Maio de 2021 as 9:52

O Museu do Holocausto do Porto recebeu mais de 10 mil visitantes no primeiro mês, o que corresponde a uma média de 300 visitantes por dia, incluindo visitantes nacionais oriundos de todo o país, assim como de Espanha, de acordo com um comunicado da Comunidade Judaica do Porto, responsável pela criação do museu.

“O visitante-tipo do Museu do Holocausto é o adolescente e o cidadão comum. Há sempre longas filas de pessoas que aguardam diariamente para entrar, devido a limitação de número de visitantes por orientação da DGS. É interessante registar que já houve taxistas que decidiram visitar o Museu depois de aqui terem trazido vários interessados”, revela Jacob Levi, membro da Comunidade Judaica do Porto, citado no comunicado divulgado.

De acordo com o responsável, os visitantes têm apreciado o “conceito simples e conciso do Museu” , que abriu no início de abril e que pode ser visitado “num espaço de tempo curto e intenso”.

Já Gabriela Cantergi, membro da Direção da Comunidade, sublinha que “o Museu do Holocausto foi concebido para fazer parte de um projeto inter-religioso, filantrópico e de combate ao antissemitismo que envolve cursos para professores, filmes sobre a história dos judeus em Portugal e visitas ao Museu Judaico e à Sinagoga.”

O Museu do Holocausto do Porto abre diariamente, entre as 14h30 e as 17h30, e é gratuito para todos os públicos até ao mês de junho, passando a ter entrada livre para os jovens a partir dessa data.

“Visto que 70% do público é constituído por jovens, sobretudo adolescentes, que aqui se deslocam em grupo, fora do contexto escolar, decidimos estender a gratuidade para menores de 30 anos, sem prazo.”, explica Gabriela Cantergi.

No Museu do Holocausto do Porto costumam estar também membros da Comunidade Judaica do Porto, incluindo filhos de sobreviventes do Holocausto, que conversam com os visitantes,  a exemplo de Josef Lassmann, cuja mãe esteve em Auschwitz, enquanto o pai que perdeu toda a família no Holocausto.

“A maioria dos visitantes não tem noção do que aconteceu durante o Holocausto. Quando eles percorrem o Museu e descobrem que podem falar diretamente com um filho de sobreviventes do Holocausto, esse é sempre o momento mais emocionante da visita. São conversas longas, interessadas, muito emocionantes para os visitantes e para mim próprio”, explica osef Lassmann.

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