Elevados custos dos PCR continuam a impactar negativamente as viagens internacionais

Por a 11 de Maio de 2021 as 15:44

O progresso do processo de vacinação tem sido visto como um catalisador para a retoma das viagens. Porém, o preço dos testes de PCR tem o efeito inverso e é apontado como um factor crítico que pode impedir a recuperação a longo prazo das viagens.

Esta é uma das principais conclusões de uma análise efetuada pela GlobalData, divulgada esta terça-feira. Segundo a análise, os preços dos testes de PCR para a COVID-19 variam, mas “podem aumentar drasticamente o custo de uma viagem internacional”.

Se um passageiro do Reino Unido tiver de realizar dois testes PCR que, no passado mês de abril, rondavam as 120 libras, o aumento do custo da viagem pode “ser significativo” e funcionar como um impedimento à realização da mesma. Para a GlobalData, importa fomentar uma maior colaboração do setor “para reduzir custos e tornar mais viável o reinício das viagens”.

“Uma vacina ou testes COVID-19 negativos antes da partida e / ou na chegada e no desembarque são atualmente necessários para viajar legalmente de e para muitos países. Ainda levará algum tempo considerável para que a população inteira seja vacinada. Portanto, vários testes provavelmente serão a chave no planeamento de uma viagem internacional por algum tempo, mas os custos associados a isso vão reduzir a capacidade financeira de muitos indivíduos viajarem brevemente”, realça Johanna Bonhill-Smith, analista de viagens e turismo da GlobalData.

A Globaldata dá como exemplo o operador turístico TUI, que está a fazer os possíveis para reduzir os custos de testes para as viagens internacionais. O operador turístico anunciou, recentemente, que planeava oferecer testes de PCR COVID-19 por 20 libras aos turistas do Reino Unido que viajam para países na ‘lista verde’ do governo. Em parceria com o fornecedor de testes autorizado pelo governo, a Chronomics, a administração anunciou planos para tornar as viagens neste verão o mais “fáceis e acessíveis” possível.

Bonhill-Smith acrescenta que este é o tipo de “movimento estratégico” que deve ser aplaudido, destacando que o operador turístico contribuiu para que o valor dos testes PCR possa ser reduzido consideravelmente se forem estabelecidas parcerias”. Para a responsável, mais operadores turísticos e companhias aéreas devem estabelecer “parcerias com fornecedores de testes autorizados para tornar as viagens mais acessíveis e geralmente mais económicas” nesta situação pandémica.

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