Air France/KLM diminui prejuízo até março mas antevê 2.º trimestre com início “difícil”

Por a 6 de Maio de 2021 as 15:54

O Grupo Air France /KLM registou  um prejuízo de 1.481 milhões de euros no primeiro trimestre de 2021, menos 17,8% que em igual período do ano passado, mas apresentou uma descida de  73,4% ao nível dos passageiros transportados, muito por culpa das restrições às viagens, que se mantêm em  vigor em grande parte da Europa, o que leva o grupo de aviação franco-holandês a prever um início de segundo trimestre “difícil” e “semelhante” ao anterior.

De acordo com uma nota informativa enviada à imprensa esta quinta-feira, 6 de maio, as companhias aéreas do Grupo Air France/KLM transportaram, até março, 4.819.000 passageiros, número que representa uma descida de 73,4% face a período homólogo do ano passado, o que resultou numa descida de 56,9%  ao nível do volume de negócios, que passou para 2.161 milhões de euros, enquanto o resultado operacional foi negativo em 1.179 milhões, depois de cair 44,7% .

Como refere Benjamin Smith, CEO do Grupo Air France/KLM, a crise da COVID-19 continua a ter um “forte impacto” na atividade das transportadoras do grupo – Air France, KLM e a low cost Transavia -, que conseguiu, no entanto, mostrar a sua resiliência ao manter um “rígido controlo da capacidade e custos”.

E, de facto, grande parte do prejuízo operacional do Grupo Air France/KLM é explicado essencialmente pela descida do número de passageiros da Air France e da KLM (1.060 milhões de euros), bem como da Transavia (120 milhões), cujo total de passageiros transportados caiu 67,9% na Air France, 77,3% na KLM e 85% na Transavia.

Devido à manutenção das restrições às viagens em grande parte da Europa, assim como ao confinamento restrito que continua a existir em França e na Holanda, o Grupo Air France/KLM prevê que “o início do segundo trimestre seja semelhante ao primeiro, uma vez que o comportamento de reserva dos clientes continua orientado para o curto prazo” e mantém, por isso, a previsão de disponibilizar apenas 50% da capacidade oferecida em 2019.

O grupo acredita que a aceleração do processo de vacinação será a chave para retomar as viagens aéreas, e aponta o exemplo do mercado doméstico norte-americano, que está a registar uma rápida recuperação devido ao avanço da vacinação, ainda considere que, na Europa, essa aceleração só venha a acontecer em meados segundo trimestre, data a partir da qual conta “aumentar progressivamente” a sua capacidade.

Já para o terceiro trimestre a expetativa do Grupo Air France/KLM passa por aumentar a capacidade para 55% a 65% dos níveis de igual período de 2019, uma vez que, indica, já é esperada “maior procura” para essa altura.

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