1/3 dos portugueses sem dinheiro para férias de verão

Por a 5 de Maio de 2021 as 10:53
Mulher Fotos de banco de imagens por Vecteezy

Com o verão à porta e grande parte do setor do turismo a apoiar-se, pelo segundo ano consecutivo, no turismo doméstico, 59% dos portugueses encontram-se em “grande stress” com a preocupação em torno das suas finanças pessoais e 34% afirmou não ter qualquer rendimento para as férias deste verão, revelam os dados de um inquérito realizado pela Fixando.

“Verificamos que 49% respondeu que se sentem mesmo muito stressados e ansiosos com o momento atual, pois há muitas incertezas dos portugueses relativas ao verão de 2021, às férias e claro, a preocupação com as suas finanças pessoais”, refere Alice Nunes, diretora de Novos Negócios da plataforma nacional para a contratação de serviços profissionais.

Pelos resultados obtidos pela auscultação de mais de 23 mil pessoas, foi possível perceber que 75% dos portugueses ainda não marcou férias e, apesar de 36% dos inquiridos se mostrar muito confiante com o alívio das restrições para o verão, os danos da pandemia afetam 60% dos inquiridos, onde se destaca o segmento de pessoas sem rendimentos para as férias: antes da pandemia já representavam 28% e neste momento essa taxa ascendeu a 34%.

Nos resultados recolhidos pela Fixando ficou a saber-se que, dentro do grupo inquiridos, o orçamento médio disponível para férias desceu para 746 euros, em 2021, comparativamente ao período pré-pandemia, quando o valor se situava nos 1.048 euros.

O inquérito revela ainda que, em 2020, apenas 29% dos inquiridos viajou dentro do país, 12% pernoitou num hotel, 11% viajou para o estrangeiro, 7% ficou em alojamento local/turismo rural, 4% acampou, porém, 31% não gozou férias fora de casa.

No que diz respeito aos locais de eleição para o verão de 2021, os resultados do inquérito indicam que 25% viajará apenas dentro do país, 3% planeia ir até às Ilhas, 6% poderá viajar para outro país da Europa, 3% para fora da Europa, 34% não tem ainda planos, 18% ficará em casa e 11% não terá férias.

O confinamento, diz a Fixando, revelou-se “dramático” para vários setores, com grande destaque para o do turismo, destacando a plataforma, por exemplo, a quebra na ordem dos 85% na procura dos serviços de Transportes e Guias Turísticos em 2021, comparativamente ao período pré-pandemia”, conclui Alice Nunes.

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