Porto e Norte com “reservas interessantes” para maio e acima de 50% em junho

Por a 19 de Abril de 2021 as 17:26

O presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, revelou esta segunda-feira, 19 de abril,  que o setor hoteleiro já está a começar a retoma na região Norte e conta com “reservas interessantes” para o mês de maio, enquanto junho está já com uma ocupação superior a 50%.

“Já há reservas. Já começam a surgir reservas, para maio, nomeadamente, já há muitas reservas. A falar com operadores e a falar com hoteleiros, temos o mês de maio já com reservas interessantes. Alguns [hotéis] já a rondar os 30% a 40%, e se formos para o mês de junho já acima dos 50%”, disse o responsável à Lusa, à margem de uma iniciativa num restaurante em Matosinhos, que assinalou a reabertura da restauração na região.

Luís Pedro Martins adiantou também que a entidade regional de turismo está a trabalhar para evitar que se repita o que sucedeu no verão de 2020, quando a esmagadora maioria das reservas foi para unidades localizadas fora das cidades.

“O que nós queremos é contrariar o que aconteceu no ano passado, em que as grandes cidades tiveram uma perda muito grande e nós  queremos comunicar mais as grandes cidade, apresentando argumentos aos turistas de que as nossa grandes cidades estão ainda muito longe do que se passa noutras cidades como Barcelona, Paris ou Londres ou outras, com as quais se faz comparação”, explicou.

O presidente do TPNP revelou ainda que a entidade regional vai voltar a promover campanhas para o mercado nacional, ainda que esteja também previstas iniciativas promocionais para alguns mercados internacionais, nomeadamente de proximidade, que Luís Pedro Martins lamenta que ainda não possam regressar à região.

“Vamos novamente estar a fazer campanhas para em primeiro lugar para os turistas nacionais. Depois fazer o ataque ao nosso primeiro mercado emissor que é Espanha e, os outros de proximidade, França, Alemanha, Reino Unido e Países Baixos”, destacou.

Apesar de lamentar a ausência dos mercados internacionais, Luís Pedro Martins destaca, no entanto, que  a abertura recente dos mercados do Reino Unido, EUA e Brasil é um passo positivo, que permite acreditar que se possa vir já a ter “alguns resultados interessantes”, porque são mercados muitos importantes para o Douro e para as empresas que operam do Rio Douro.

“O Douro tem já muitos pedidos de reserva e que até escolheram o Douro em detrimento do Danúbio ou do Reno. Mas para isso é preciso que possam viajar para cá”, avisa o responsável.

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