Prejuízo da Delta Air Lines chega aos 1,2MM$ mas companhia já vê sinais de melhoria

Por a 16 de Abril de 2021 as 12:47

A Delta Air Lines registou prejuízos de 1,2 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros) no primeiro trimestre de 2021, mas espera voltar aos lucros já após o verão, uma vez que a reservar estão a subir, assim como as viagens de lazer nos EUA, anunciou a companhia aérea norte-americana esta quinta-feira, 15 de abril.

Entre janeiro e março, as receitas da Delta Air Lines cairam 60% face a igual período de 2020, somando 4,15 mil milhões de dólares, o que, ainda assim, superou as expetativas, já que se previa que a companhia norte-americana não fosse além dos 3,94 mil milhões de dólares, de acordo com um comunicado divulgado pela transportadora.

O prejuízo no primeiro trimestre de 2021 soma-se aos resultados negativos que a companhia aérea norte-americana já tinha apresentado no ano passado, na sequência da pandemia da COVID-19, quando apresentou um prejuízo superior a 12 mil milhões de dólares  (cerca de 10 mil milhões de euros).

Apesar do forte impacto da pandemia nos resultados, a Delta Air Lines está confiante na melhoria dos resultados durante o verão, com o presidente executivo da empresa, Ed Bastian, a afirmar que, nas últimas semanas, as vendas de bilhetes foram as mais fortes desde o início da pandemia.

“Um ano após o início da pandemia, os viajantes estão a ganhar confiança e começam a recuperar as suas vidas. A Delta está acelerando para a recuperação com uma marca mais forte e confiável do que nunca”, destaca o responsável, citado no comunicado divulgado pela Delta Air Lines.

Ainda que o primeiro trimestre tenha trazido prejuízo, a companhia notou uma inversão na tendência de queda, já que, como explica Ed Bastian, as reservas duplicaram entre janeiro e março, ao mesmo tempo que as vendas de viagens de lazer nos EUA recuperaram para 85% dos níveis pré-COVID-19.

“Se as tendências de recuperação se mantiverem, esperamos gerar receitas positivas para o trimestre de junho e vemos um caminho para retomar aos lucros no trimestre de setembro, à medida que a recuperação da procura progride”, aponta Ed Bastian.

O presidente executivo da Delta Air Lines está, no entanto, mais apreensivo em relação aos voos internacionais, que devem demorar mais tempo a recuperar, considerando que as viagens entre os EUA e a Europa, a Ásia e a América do Sul só devem recuperar provavelmente daqui a seis meses ou um ano.

O responsável mostra-se, no entanto, mais otimista em relação aos voos entre os EUA e o Reino Unido, que considera que poderão recuperar rapidamente se existir um alivio das restrições.

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