Cidades inteligentes são conceito a adotar pelos destinos no pós-pandemia, diz estudo

Por a 12 de Abril de 2021 as 8:03

Ajudar a experiência do visitante, mitigar os efeitos do turismo excessivo e promover uma gestão mais sustentável são algumas das mais-valias que as cidades inteligentes (‘smart cities’) oferecem e que devem ser o caminho a seguir pelos destinos turísticos no período pós-pandemia.

As cidades inteligentes vão “desempenhar um papel fundamental”, conclui a GlobalData, uma empresa  de dados e análise.
De acordo com uma pesquisa da GlobalData, 78% dos entrevistados espera que a tecnologia mude a maneira como executam o seu trabalho nos próximos três anos, mas também apontam que afetará a maneira como se viaja e as experiências numa atração ou num destino.

Johanna Bonhill-Smith, Analista de Viagens e Turismo da GlobalData, considera que a COVID-19 trouxe “mais oportunidades para os destinos reconstruírem e repensarem as suas políticas de gestão do turismo”, promovendo um trabalho em direção a um futuro mais sustentável. Segundo a responsável, várias organizações de gestão de destinos (DMOs) têm avaliado os seus mercados emissores turísticos e trabalhado na adaptação da sua imagem para atrair mais “turistas civilizados” após a pandemia. “Outros, no entanto, têm trabalhado num “conceito inteligente” para garantir uma experiência perfeita para o visitante pós-pandemia e monitorizar o turismo mais próximo com a gestão de capacidade, à medida que trabalham em direção a um modelo de turismo mais responsável”, destaca.

“Embora o conceito de ‘smart city’ tenha sido mencionado com frequência no passado, a realidade é que existem apenas alguns destinos a trabalhar ativamente nisso. Muitas DMOs estavam atrás da curva no período pré-pandemia. No entanto, com as empresas a concentrarem-se na incorporação da tecnologia para melhorar a experiência do visitante por meio de serviços ‘contactless’ e com o desenvolvimento de outras aplicações  inteligentes, há claramente uma maior alavancagem para as DMOs utilizarem os dados na gestão futura dos destinos”, esclarece.

As cidades de Veneza e Singapura são dois exemplos que a responsável identifica como cidades que  defendem os benefícios da tecnologia inteligente.

“É conhecido que o envolvimento das partes interessadas é um fator crítico para o sucesso de um destino turístico. Soluções tecnológicas e inteligentes por si só continuarão a ser importantes nas viagens futuras, mas a combinação de tecnologia e colaboração são os dois fatores principais que levarão a um turismo mais responsável num ambiente pós-pandemia”, adverte a analista.

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