Realidade Virtual pode ganhar maior expressão no turismo, diz estudo

Por a 5 de Março de 2021 as 16:42

O impacto da COVID-19 pode permitir que a Realidade Virtual abandone permanentemente a sua imagem de ser apenas um artifício no setor de turismo. Segundo um estudo da GlobalData, o hype por detrás da tecnologia nos últimos anos tem sido maior do que o uso real, especialmente para fins de lazer. No entanto, aponta o estudo, “quanto mais tempo durar os impactos desta pandemia, maior será a oportunidade dos consumidores e organizações adotarem esta tecnologia de forma mais permanente”.

Ralph Hollister, analista de viagens e turismo da GlobalData, comenta, que “a maior disponibilidade de tempo livre em ambientes fechados, combinado com o desejo em viajar, tem levado os potenciais viajantes a recorrendo à RV para preencher uma lacuna que as restrições de viagens tem aumentado”.

Entre as experiências mais populares, está a  National Geographic VR, que leva os utilizadores a destinos distantes, recorrendo à utilização da RV como um substituto para a realidade.
“Uma série de Destination Management Organizations (DMOs) também começaram a usar RV em campanhas de marketing e para recriar experiências turísticas. Por exemplo, o Conselho Nacional de Turismo Alemão (GNTB) recentemente levou espectadores em viagens por todo o país, bem como a zonas das suas costas do Báltico e do Mar do Norte. Tudo isso com o objetivo de aumentar a procura à medida que as viagens forem retomadas”, explica o responsável. No entanto, aponta, “resta saber se esse tipo de estratégia focada em RV vai durar além da pandemia e se essa tecnologia será restrita ao uso na fase de sonho / planeamento de uma viagem”.

Numa altura em que muitas empresas e organizações de turismo estão a disputar uma vantagem competitiva para acelerar a recuperação, a GlobalData considera que “o uso da RV no marketing – como tours de quartos em hotéis – adiciona outra dimensão às campanhas e melhorará a imagem da marca durante e após a pandemia, pois reduz naturalmente o contato humano”.

“No entanto, a RV agora tem a oportunidade de elevar as estratégias de marketing da indústria de viagens, por exemplo, usar essa tecnologia na fase de reserva para os clientes proporcionará uma melhor experiência antes mesmo de chegarem ao seu destino”, constata o responsável.

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