CTP: “PRR menospreza importância do Turismo para a economia nacional”

Por a 4 de Março de 2021 as 15:24

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) veio esta quinta-feira, 4 de março, defender a integração de um plano de recuperação para o turismo nacional no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) apresentado pelo Governo, defendendo que, tal como está, o documento “menospreza a importância do Turismo para a economia nacional e não reflete qualquer estratégia para a atividade”.

“Face às inúmeras dificuldades que as empresas do Turismo atravessam após um ano praticamente sem atividade e sem receitas, a CTP defende uma intervenção a curto e médio prazo no setor, de forma a assegurar a recuperação do tecido empresarial e do emprego. Esta intervenção deverá ser materializada num Plano de Recuperação do Turismo Português a integrar no PRR e em articulação com outros instrumentos europeus de apoio às empresas”, defende a CTP, num comunicado enviado à imprensa.

A associação que representa as entidades patronais do turismo apresentou um conjunto de propostas para relançar o turismo num Plano de Recuperação do Turismo Português, a integrar no PRR, e que passam nomeadamente pela inclusão de “uma nova componente de recuperação do turismo, que integre medidas de dinamização da atividade”, mas também “uma agenda de investigação e inovação para a sustentabilidade” do setor.

Paralelamente, a CTP defende também que este plano para o turismo deverá incluir “uma nova componente de redução da pegada ecológica do turismo”, assim como “uma agenda para a acessibilidade e intermodalidade sustentável do Turismo”.

“O PRR é uma desilusão para o Turismo. A atividade mais dinâmica, competitiva e geradora de riqueza e emprego para a economia nacional foi simplesmente excluída das opções estratégicas do Governo para os próximos anos. E este é um cenário que não podemos aceitar”, critica Francisco Calheiros, presidente da CTP, citado no comunicado divulgado.

A CTP reivindica ainda a “criação de um programa de inovação e aprofundamento da transformação digital do turismo” e critica que o atual PRR por defender “um investimento desproporcionado em projetos públicos cujo análise de custo benefício não é clara e que poderá aumentar o peso do Estado, em detrimento do apoio ao tecido empresarial e à capacidade e competências instaladas de uma economia que se pretende mais robusta e competitiva”.

No imediato, a CTP defende ainda um conjunto de medidas que visam ajudar as empresas em dificuldades, a exemplo do alargamento do lay-off simplificado a todas as empresas do setor com perda de faturação face a 2019; continuação das medidas de apoio ao emprego até final de 2021; o reforço da dotação financeira do Programa APOIAR e o seu alargamento no apoio às rendas não habitacionais e aos de centros comerciais.

Entre as reivindicações da CTP está ainda o alargamento dos apoios aos custos fixos das empresas turísticas; a criação de instrumentos alternativos às moratórias; apoio específico às empresas exportadoras de serviços turísticos; a capitalização das empresas do Turismo com recurso a fundo perdido; e o lançamento de um campanha internacional de promoção.

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