Receitas na hotelaria nacional registam quebra de 73% em 2020

Por a 3 de Março de 2021 as 14:46

A hotelaria nacional perdeu, em 2020, 3,27 mil milhões de euros em receitas, uma quebra de -73% face a 2019, correspondente a uma queda de -65% das dormidas, revelou esta quarta-feira, 3, a Associação da Hotelaria de Portugal na apresentação do seu mais recente inquérito “Balanço 2020 & Perspetivas 2021”, realizado entre 04 e 28 de fevereiro.

Com a praça hoteleira encerrada na maioria do ano, a taxa de ocupação foi de 25,97%, no cômputo nacional, uma descida de -43,03pp quando comparada com 2020. As regiões com pior performance neste indicador foram, como já era sabido, a Região Autónoma dos Açores (17,71%) e Lisboa (21,69%). Do lado oposto, destacou-se o Alentejo com uma ocupação de 41,60%, a melhor a nível nacional, e foi também o destino que vendeu mais caro com um preço médio por quarto de 110,71 euros.

Dos cerca de 500 inquiridos pela AHP, 89% referiu que o mercado nacional liderou as estadias, seguindo-se o mercado espanhol e o francês.

Maioria não utilizou hotel para outros fins e aderiu ao ‘lay off’
Apesar da permissão do governo, dada a 22 de novembro, para que os estabelecimentos hoteleiros, de turismo de habitação e ‘resorts’ pudessem, temporariamente, operar  como escritórios, ‘showrooms’ e centros de dia, a maioria não o fez. 76% dos inquiridos pela associação hoteleira, revelou que não deu outra utilidade à unidade. Uma pequena fatia, 17%, cedeu o alojamento a profissionais de saúde.

“Não deram [outra utilidade ao hotel] porque não houve procura porque a lei permitia-o e as coisas estavam preparadas para esse efeito”, explica Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da AHP.

Relativamente às medidas de apoio disponíveis, 96% aderiu ao ‘lay off’ simplificado e 75% ao Apoio à Retoma Progressiva. Apenas 1% disse não ter recorrido a nenhum tipo de apoio.

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