“Ponto de partida é favorável para que as pessoas viajem”, sustenta a APAVT

Por a 26 de Fevereiro de 2021 as 17:57

Desejo de viajar, maior capacidade económica das famílias, aumento das poupanças e, finalmente, uma luz ao fundo do túnel na harmonização coordenada de medidas de restrição à circulação na Europa levam o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) a perspetivar bons sinais para a retoma das atividades turísticas.

Pedro Costa Ferreira, que interveio na apresentação da Madeira como Destino Preferido da APAVT para 2021, um estatuto que volta a repetir,  considerou que chegou a altura de “agarrar as oportunidades de um esperado regresso gradual à normalidade”.

Para o responsável estão a ser dados “passos mais firmes” relativamente a uma harmonização das restrições de viagens por parte de Portugal, mas também constata “um desejo enorme de viajar por parte dos consumidores, muito superior ao que havia em março de 2020”. A estes factores junta-se ainda “a capacidade económica das famílias portuguesas está completamente assegurada no que diz respeito às viagens”  sobretudo no primeiro semestre deste ano, para o qual contribuem os últimos dados que dão conta do aumento das poupanças das famílias em 2020 mas também do crescimento dos depósitos bancários.
“É certo que ainda não temos a noção do que pode ser a destruição económica em detrimento da reintegração numa vida ativa normal, haverá dificuldades em algumas empresas e ainda não sabemos algumas consequências a nível do desemprego”, atenta o presidente da associação. Contudo, refere, “o ponto de partida é favorável para que as pessoas viajem porque há capacidade material e há um enorme desejo”.

Costa Ferreira prevê que este regresso à normalidade não seja feito imediatamente para os parâmetros conhecidos no período pré-COVID, estando, numa fase inicial, favorecidos os destinos de proximidade e com uma boa gestão da pandemia, entre os quais se destaca o arquipélago madeirense. Segundo o responsável, a Madeira teve um comportamento “exemplar quer do ponto de vista da saúde, quer de informação aos residentes e aos potenciais turistas e quer ainda da clarificação que muito cedo se fez das condições que eram necessárias para viajar e desembarcar” no destino.

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