PM quer documento de vacinação europeu até ao verão para ajudar retoma do turismo

Por a 26 de Fevereiro de 2021 as 13:16

O primeiro-ministro, António Costa, espera que o passaporte de vacinação possa estar em vigor até ao verão e que seja uma “medida à escala europeia”, de forma a facilitar a liberdade de circulação e ajudar à retoma do turismo.

“É um documento que, obviamente, facilitará muito a liberdade de circulação, ajudará muito ao funcionamento do mercado interno e ajudará, naturalmente, a que o turismo possa ter uma retoma mais tranquila”, afirmou o líder do executivo nacional, após uma reunião virtual do Conselho Europeu.

António Costa revelou que, durante a reunião dos líderes europeus, foi decidido que a Comissão Europeia vai preparar, ao longo dos próximos meses, um documento que “agilize e dispense a realização de quarentenas”

“A Comissão ficou de preparar, durante os próximos meses, um documento que permita atestar, de uma forma não identificada, que uma pessoa está numa das seguintes circunstâncias: ou já esteve contaminada com COVID, ou já está devidamente vacinada, ou realizou um teste que confirma que não está nesse momento contaminada, de forma a permitir uma maior facilidade de circulação e uma menor necessidade de recurso a medidas como quarentenas”, explicou.

Sem querer usar a expressão “passaporte sanitário”, o primeiro-ministro português defendeu que “o ideal é que este certificado verde não seja um certificado nacional, seja um certificado comum a toda a União Europeia e que seja objeto de reconhecimento mútuo”, tal como aconteceu com os testes rápidos, que têm dispensado a realização de quarentenas.

“Somos defensores de uma medida à escala europeia e é com esse objetivo que, enquanto presidência portuguesa, estamos a trabalhar em conjunto com a Comissão Europeia e é com esse objetivo que a Comissão também está a trabalhar e o desejo que todos temos é que, até ao verão, seja possível que esse documento exista”, acrescentou.

Para que este documento seja uma realidade, o governante considerou que “é sobretudo fundamental que a Comissão Europeia possa ter informação científica consolidada sobre o grau de imunização assegurado pelas vacinas e também pela imunização concedida por via da contração do vírus”.

Questionado ainda quanto à manutenção das restrições às viagens entre Portugal e o Reino Unido, António Costa referiu ainda que essas restrições vão variar consoante a evolução da pandemia em território britânico.

“Portugal tem vindo a adotar as medidas de gestão de fronteiras tendo em conta o grau de risco existente em cada um desses países. As medidas adotadas relativamente ao Reino Unido tiveram a ver com uma grande prevalência no Reino Unido da chamada variante britânica e, naturalmente, as nossas restrições à entrada de cidadãos britânicos em Portugal variarão, em função também da evolução da pandemia no Reino Unido”, disse.

 

 

 

 

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