Madeira olha para pandemia como oportunidade e reforça orçamento para promoção

Por a 26 de Fevereiro de 2021 as 20:24

Quando surgiu a pandemia em março de 2020, a Madeira foi dos primeiros destinos nacionais a reagir e a tomar ações para controlar a propagação da COVID-19, mas não só. O arquipélago foi o  primeiro destino nacional a lançar um Manual de Boas Práticas no âmbito da pandemia, além de ter acionado uma operação de rastreio de viajantes nos portos e aeroportos do arquipélago muito antes de outros e de ainda ter iniciado um processo de certificação de boas práticas em relação à gestão de riscos biológicos, que atualmente já conta com 57 entidades certificadas.

Todo este investimento, disse Eduardo Jesus, secretário Regional da Cultura e do Turismo da Madeira, contribuiu para um posicionamento “muito forte ao nível da segurança no destino”.  Estas operações acabaram por  valer à Madeira “muita credibilidade e um respeito internacional muito grande”, realçou o responsável numa conferência de apresentação da renovação do estatuto de Destino Preferido da APAVT 2021.

Contudo, a estratégia da Madeira não se fica por aqui e o destino criou um corredor verde “para facilitar o acesso das pessoas que já estão vacinadas ou que já estiveram em contacto com a COVID-19”. Eduardo Jesus deixa claro que esta medida não significa que “os que não tiveram contacto com a COVID ou não estejam vacinados não possam viajar, pelo contrário. Há facilidade de viajar e de usufruir deste serviço que foi montado aqui na Madeira para os acolher”.

“Estamos a afirmar um destino seguro, mas com uma capacidade enorme de oferecer experiências para todos aqueles que precisam e querem viajar”, frisou o responsável.

Um dos mercados que a Madeira prevê voltar a receber em força este ano será o nacional, à semelhança do que aconteceu em 2020, quando no mês de agosto o mercado português cresceu mais do que em outros anos pré-pandemia. Para ajudar na promoção junto do mercado nacional contribuirá a renovação como Destino Preferido da APAVT 2021 que, segundo o secretário regional, “não se trata de um conjunto de boas intenções” mas uma parceria que tem resultados práticos. “No final de 2016 quando fomes Destino Preferido da APAVT crescemos 18% no mercado nacional, daí para a frente foi sempre a consolidar”, exemplificou, realçando que esta parceria pretende fomentar o negócio dos agentes turísticos  madeirenses e dos agentes de viagens e operadores turísticos que trabalham com o destino. “Não há nenhum apoio que possa substituir o nosso trabalho”.

Para continuar a reforçar a promoção do destinos junto dos mercados emissores, Eduardo Jesus realçou que a Associação de Promoção da Madeira conta com 15,3 milhões de euros de orçamento, “mais dois milhões de euros do que teve no ano de 2020”.

“Durante este período da pandemia, a Madeira preferiu olhar para esta grande ameaça como uma grande oportunidade. Julgo que foram conseguidos alguns passos importantes para o que se avizinha. Nós não nos retraímos a esta ameaça, ainda reforçámos mais o investimento no turismo”, reiterou.

 

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