Boeing recomenda suspensão de voos em aviões 777

Por a 23 de Fevereiro de 2021 as 10:23

A Boeing recomendou esta segunda-feira, 22 de fevereiro, a suspensão dos voos em 128 aviões do modelo 777, depois dum incêndio no motor de um aparelho da United Airlines em pleno voo, nos EUA.

A recomendação do fabricante aeronáutico norte-americana abrange os aparelhos equipados com os motores Pratt & Whitney 4000-112, incluindo 69 aparelhos que estão atualmente em serviço e 59 que se encontram ainda em armazém.

“Enquanto a investigação está em curso, recomendamos suspender as operações dos 69 aviões 777 em serviço e dos 59 em armazém com motores Pratt & Whitney 4000-112″, disse a empresa em comunicado citado pela Lusa.

A decisão da Boeing surge depois de, no sábado, 20 de fevereiro, um Boeing 777-220 da companhia norte-americana United Airlines, que descolou de Denver, Colorado, com destino a Honolulu, no Hawai, com 231 passageiros e 10 membros da tripulação a bordo, ter sido forçado a regressar ao aeroporto de onde partiu, depois do motor direito se incendiar em pleno voo.

Logo no dia seguinte, domingo, 21 de fevereiro, o regulador norte-americano para a aviação exigiu inspeções urgentes aos aviões Boeing 777 equipados com o mesmo tipo de motor, defendendo que a análise preliminar dos dados de segurança revelou a necessidade de verificações adicionais do tipo de motor afetado.

Com base em informações iniciais, concluímos que o intervalo entre inspeções deve ser encurtado para as pás ocas do ventilador, que são exclusivas deste tipo de motor, utilizadas apenas nos Boeing 777”, explicou Steve Dickson, responsável da Administração para a Aviação Federal (FAA, na sigla em inglês).

Na sequência do incidente, algumas companhias aéreas optaram de imediato por suspender as operações neste modelo de avião, a exemplo da United Airlines, proprietária do avião que registou o incidente e que decidiu retirar do ar 24 aparelhos Boeing 777. No Japão, também a Japan Airlines (JAL) e a All Nippon Airways (ANA) anunciaram igualmente a imobilização de 13 e 19 aviões deste tipo, respetivamente.

A Lusa cita os órgãos de comunicação norte-americanos, que dizem que as únicas companhias aéreas que utilizam este modelo estão situadas nos Estados Unidos, Japão e na Coreia do Sul.

Entretanto, também o Reino Unido decidiu agir e interditou esta segunda-feira, 22 de fevereiro, o seu espaço aéreo aos Boeing 777 equipados com motores iguais ao que se incendiou em pleno voo.

“Após os problemas no fim de semana, os Boeing 777 com motores Pratt & Whitney 4000-112 ficarão temporariamente proibidos de entrar no espaço aéreo britânico, escreveu Grant Shapps, ministro dos Transportes britânico, na rede social Twitter.

Esta não é a primeira vez que os problemas nos aviões levam à suspensão de aparelhos da Boeing, uma vez que, nos últimos anos, também o 737 Max esteve impedido de voar, depois de dois acidentes que provocaram 346 vítimas mortais em apenas seis meses.

Os voos comerciais do Boeing 737 MAX foram retomados em dezembro de 2020, primeiro no Brasil e depois nos Estados Unidos e Canadá, com o primeiro voo comercial na Europa realizado em 17 de fevereiro, pela companhia aérea belga TUI fly.

 

 

 

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